Por você, Baby Girl.
14 Encontro no escuro
Fazia praticamente sete meses entre Penelope ser sequestrada por Finley e estar no hospital em coma por seis meses. Ele havia casado com ela ontem e hoje sua foto estava outra vez no maldito quadro de Vitimologia da BAU. Eles estavam em Washington, mas a mente de Derek estava em São Francisco.
— Vou pegar café. – Derek falou.
Era a sexta xicara de café. Ele não sabia quando a cafeína começou a se tornar um vício, mas era em torno de dez xicaras de café durante um caso potencialmente longo. Reid o acompanhava nas tarefas diárias, mas agora eles estavam em casa e sua amiga na melhor das possibilidades dentro de um porta malas.
Local desconhecido...
Casa do Unsub...
Penelope sabia que não era bom uma vez que a consciência começou a voltar. Ela olhou para aquele quarto onde ela estava. Ela estudou tudo que pudesse servir para autodefesa ou para fugir se ela tivesse sorte. Ela olhou para si mesma ainda com as mesmas roupas em que ela estava quando foi levada. Ela descobriu que não estava presa o que foi bom para ela poder se sentar um pouco.
Uma porta se abriu em um canto do quarto e ela lutou para não fazer contato com o homem.
— Eu pretendo e vingar do agente Morgan, não de você. – Ele falou, deixando uma bandeja de comida.
— Porquê de Derek? – Penelope perguntou assustada.
— Ele tirou minha liberdade. – Ele falou.
— E você me tirou dele. – Ela falou. – Não vejo uma troca justa.
— De algum modo você o faz se sentir livre. – Ele falou colocando a mão na bochecha de Penelope. – E de algum modo te levar o fará se sentir preso.
— Como vou saber se a comida tem drogas? – Ela perguntou.
— Não pretendo machuca-la ou droga-la num momento próximo. – Ele falou. – Tenho alguns planos antes. E preciso que se alimente sem medo. A única coisa que pode matar você ali é o sal. Talvez eu tenha colocado demais.
— Terei meu remédio? – Penelope perguntou.
— Depois do meio dia o moço da farmácia vai trazer e vou matar ele como pagamento. – Ele respondeu. – Talvez eu seja preso pelo assassinato dele, mas realmente seu nome não estará na incontável lista de vítimas que virão.
— Isso é para eu me sentir bem? – Ela perguntou.
— Coopere e faça Derek fazer o mesmo e conversamos sobre você não ser queimada viva. – Ele respondeu.
— Bom. – Ela falou enquanto ele saia e fechava a porta por fora.
Ela atacou a comida. Ela sabia que não deveria, mas ela precisava.
BAU...
— Merda. – Derek gritou enquanto socava o quadro pela segunda vez.
— Faça uma pausa. – Falou Hotch chegando por trás.
— Como alguém chuta uma porta e ninguém ouve? – Derek falou ignorando o pedido do chefe. – Como que alguém vê uma mulher ser sequestrada de um apartamento e não diz nada?
Hotch sabia que Derek estava prestes a explodir quando viu Rossi e Reid com uma mulher.
— O que ela faz aqui? – Perguntou Derek.
— É uma das únicas pessoas que sabe o que houve. – Hotch falou.
— Melissa Crene mora no apartamento ao lado. – Falou Derek. – Ela tenta pôr as mãos em mim desde que Penelope estava em coma.
— Sabemos disso. – Falou Hotch.
— E como sabe disso? – Perguntou Derek.
Mais cedo...
Apartamento de Derek Morgan...
— Se não acharmos alguém que possa ter ouvido a porta ser chutada estaremos na linha de tiro de Morgan. – Falou Rossi.
— Vamos falar com os vizinhos. – Reid falou indo para a porta de uma das vizinhas de Derek.
Reid bateu a porta e aguardou.
— Já vou caralho. – Ela gritou de dentro do apartamento. – Se quer agilidade derrube essa porta seu merda.
Reid e Rossi se olharam.
— Vai com ela Rossi. – Falou Reid saindo de fininho.
Ela olhou com raiva para Rossi.
— O que é? – Ela perguntou.
— FBI senhora. – Falou Rossi. – Quero fazer umas perguntas sobre o apartamento e frente.
— Sei. – Ela falou com um desinteresse. – Tudo que eu sei é que ontem ele trouxe uma mulher com ele e ele saiu hoje de manhã e ela ficou.
— Sabe se alguém mais entrou durante essa manhã? – Rossi perguntou.
— Além da polícia e desse povo todo aí? – Ela perguntou sarcástica.
— Bem. – Rossi falou. – Tirando o fato que você sabe que o homem dali da frente saiu e a garota ficou há uma possibilidade de você...
— De eu o que? – Ela perguntou. – De eu ser uma fofoqueira?
Rossi engoliu em seco.
— Não. – Ele tentou se explicar. – Talvez curiosa.
Ela olhou com um olhar fuzilante e fechou a porta na cara dele.
Rossi se afastou casualmente e foi para perto de Reid.
— Da próxima vez Spencer me avise. – Rossi falou. – A mulher quase me agrediu.
— Vamos tentar naquele apartamento. – Reid apenas apontou.
— Se tiver outra mulher louca eu vou surtar. – Falou Rossi.
Reid bateu a porta e esperou alguns segundos.
— Um minuto por favor. – Falou uma voz feminina.
— Em que posso ajudar? – Ela perguntou.
— Agente Rossi e Reid. FBI. – Rossi falou mostrando o distintivo.
— Prazer. – Ela falou. – Sabia que você tem um olhar sexy? – Ela tocou nos ombros de Rossi.
— Senhorita. – Ele falou. – Estamos entrevistando todos os vizinhos do Agente Morgan.
— Derek está bem? – Ela perguntou. – Eu soube que o apartamento foi arrombado e que levaram a moça que estava nele. Triste, né?
— E como sabe disso? – Reid perguntou. – Não divulgamos que levaram alguém.
— Bem. – Ela falou. – Desde que Derek começou a fazer visitas diárias ao hospital eu sabia que ele estava de olho em alguém. Então eu tentei me aproximar dele, mas ele me rejeitou.
— A senhorita teria motivos então? – Perguntou Reid.
— Eu segui em frente. – Ela falou. – Ok. Talvez nem tanto. Eu passei a vigiar o corredor há uma semana atrás quando ele trouxe uma garota não muito bonita para o apartamento dele.
— E? – Rossi perguntou.
— Eu o vi sair hoje de manhã, então alguns minutos depois um homem negro chegou no corredor e então ouvi a porta ser chutada repetidas vezes. – Ela falou se sentando. – Fiquei olhando enquanto ouvia os sons de luta no apartamento e o vi levando ela pelos braços, totalmente apagada.
— Não pensou em chamar a polícia? – Rossi perguntou ouvindo a frieza do relato da garota. – O Derek? Ou feito algo para impedi-lo?
Ela ficou apenas olhando.
— Venha conosco senhorita. – Reid puxou a garota pelo braço.
— Para onde? – Ela perguntou.
— Para a sede do FBI explicar para o agente Morgan porque você não ajudou a esposa dele ou impedir que ela fosse levada. – Falou Reid.
— Espere. – Ela falou. – Eles se casaram?
— E quando a encontrarmos eles vão ser felizes como eles merecem. – Falou Reid.
Reid algemou a garota.
— Estou presa? – Ela perguntou.
— Você decidiu não ajudar uma pessoa em perigo e omitiu da polícia mentindo sobre ter ou não visto algo. – Falou Reid. – Então sim. Você está presa. Tem o direito de ficar calada. Tudo o que disser pode e será usado contra você em um tribunal. Tem direito a um advogado e se não puder pagar a promotoria indicará um para você. Tem direto a uma ligação que será monitorada.
— E reze para ela ser encontrada com vida, porque senão será mais que uma simples omissão de notícias. – Completou Rossi.
Presente...
— Então ela sabia de tudo e ficou quieta? – Perguntou Derek.
— Ela achou que ia ser vítima. – Falou Hotch. – Ela concordou em fazer um retrato do homem que levou Penelope.
— Ela vai ajudar porque ela quer? – Derek perguntou. – Ou porque ela foi ameaçada?
— Um pouco de ambos. – Respondeu Hotch.
Quando o retrato saiu Derek ficou apavorado.
— Você o conhece? – Perguntou Rossi.
— Rodney Harris. – Respondeu Derek. – Ele deveria estar preso.
— Derek. – Falou Reid. – Ele fugiu há dois meses. Depois da morte de Buford.
— E porque sequestrar Penelope? – Derek jogou o desenho na mesa.
— Porque ele quer vingança. – Falou Reid. – Ele quer se vingar de você através de Penelope.
— Eu vou caça-lo. – Falou Derek.
— Eu acho que eu sei para onde ele vai. – Falou Reid.
— E para onde seria? – Perguntou Hotchner.
— Chicago. – Falou Reid. – Onde tudo começou.
— Então eu estou indo para lá. – Falou Derek.
— Nós estamos indo, Morgan. – Falou Hotch. – Todos prontos em 30 minutos. Vamos trazer Penelope conosco.
Quando o avião começou a subida rumo a Chicago Derek só conseguia se ver estrangulando Rodney.
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