Por você, Baby Girl.
25 Túmulos.
Alguns anos atrás...
Penelope havia pedido para sair com Kevin depois de um caso complicado de sequestro. Ela estava triste e cansada.
— Como vai? – Rossi perguntou despreocupado.
— Já teve um daqueles dias em que você quer se desligar de tudo, literalmente? – Penelope falou ainda triste.
Rossi abriu a pasta.
— Mê dê o seu celular. – Rossi pediu com toda a calma.
Penelope estranhou, mas entregou.
— E o seu tablet. – Falou Rossi. – E o outro celular.
Ela passou.
— Tudo bem. Hoje à noite você vai para a minha casa. Vamos ouvir Tony Bennett no vinil e beber uísque 18 anos. Rossi falou.
— Eu não bebo uísque. – Penelope respondeu.
Eles entraram no elevador.
— Vai aprender. – Rossi respondeu.
Atualmente...
Nevada...
— Pen. – Rossi sacudiu a garota desacordada, tentando acorda-la. – O que há de errado com você?
Ele não conseguiu acorda-la.
— O que você fez com ela seu doente maldito? – Gritou Rossi.
— Seu bebezinho vai queimar no forno. – Henry respondeu.
— O que você acha que vai fazer? – Questionou Rossi.
— Eu já fiz, na verdade. – Afirmou Henry. – Um bebê é sinal de felicidade e eu perdi a minha.
— Seu filho da puta. – Rossi virou para Penelope ainda inconsciente. – Penelope eu não sei o que está acontecendo, mas você tem que ser forte.
Rossi olhou para a coberta em que Penelope estava deitada e viu a poça de sangue.
— Não! – Rossi gritou ao mesmo tempo que ele ouviu a porta da casa sendo estourada.
Houve passos e a port começou a ser aberta.
— FBI! – Morgan gritou quando abriu a porta do quarto.
— Abaixe essa coisa e venha me ajudar. – Gritou Rossi.- Ele deu algo para ela e ela está perdendo o neném.
Morgan guardou a arma e correu para ajudar.
— Baby Girl. – Derek virou Penelope contra ele. – O que ele te deu garotinha? – Derek pegou Penelope nos braços e a levou para fora.
— O que ela tem? – Gritou Hotch.
— Peça ajuda. — Derek a colocou no lado de fora e tentou faze-la voltar. – Hotch! Hotch. Por favor.
— Morgan. – Hotch chegou perto de Derek e de Penelope.
— Hotch, ela não está respirando. – Morgan estava em pânico.
Hotch começou uma ressuscitação de emergência em Penelope enquanto Morgan verificava o pulso dela.
— Não a deixe morrer. – Morgan empurrou Hotch que foi verificar o pulso enquanto o Morgan fazia a ressuscitação. – Não me deixe, Pen. Por favor, não agora.
Os enfermeiros chegaram e assumiram o lugar de Derek.
— Ela está perdendo meu bebe. E estamos perdendo ela. – Gritou Morgan.
— Senhor eu sei que você a ama, no entanto precisamos que se afaste. – O enfermeiro pediu com educação.
— Está certo. – Falou Morgan.
— Deixe eles ajudarem ela, Derek. – Hotch afastou Morgan enquanto os enfermeiros ajudavam a estabilizar Penelope.
— Verifique a pulsação dela. – Falou o enfermeiro.
— Ela está com sangramento. – Falou o segundo. – Precisamos levar ela para o hospital.
Eles a carregaram enquanto Derek subiu na ambulância.
Henry estava algemado com Hotch segurando ele em uma parede.
— Diga o que você deu para ela. – Falou Hotch. – Você vai morrer, isso é fato, no entanto o jeito que isso vai acontecer você de algum jeito escolhe.
— Está certo. – Falou Henry. – Eu dei Cytotec. É um remédio abortivo usado por médicos. Não tem como ela ter esse bebezinho.
— O que você sente por morte por injeção letal? – Perguntou Hotch.
— Eu sequestrei dois agentes do FBI. E os cortei como carne. Posso ter deixado eles ainda vivos. – Zombou Henry. – Então eu poderia dizer que é um meio bom para mim morrer.
— Levem esse lixo daqui. – Falou Hotch. – Deixe ele na solitária e depois acabem com a raça dele.
Rossi estava sendo atendido por um enfermeiro de outra ambulância.
— Você está bem? – Questionou Hotch.
— Todo cortado, no entanto eu vou ficar bem. – Rossi afirmou.
— Você tem um corte fundo no braço. – Disse Reid.
— Ele parecia querer machucar só ela. – Falou Rossi. – Depois da última sessão ela acabou desmaiando e eu acabei sendo vendado.
— Então não viu ela sendo drogada? – Questionou Hotch.
— Apenas ouvi ele tirar a capinha da agulha. – Falou Rossi. – Eu deveria ter previsto isso.
— Ela vai ficar bem. – Hotch tentou acalmar, porém não deu muito certo.
— Talvez se ela não perder o bebê. – JJ disse.
— Como você sabe sobre o bebê? – Perguntou Reid. – Só eu, Derek, Hotch e Rossi sabíamos que ela está esperando um bebê.
— Eu sou mulher Spencer. – Respondeu JJ. – Aprendemos a reconhecer sinais. Ela estava doente há uma semana atrás quando estava na BAU a gente estava lá.
— É claro. – Falou Spencer. – Vamos para o hospital agora. Rossi precisa ser examinado por um médico e quero ver como ela está.
Rossi foi para o hospital com a ambulância e o resto do time foi com Hotch na SUV até o hospital.
Morgan estava na sala de espera. Ele tinha lágrimas nos olhos e estava ansioso.
— Ei Derek. – Falou Hotch ao encontrar o agente. – Vai dar tudo certo.
— Não Aaron. – Falou Derek. – Ela perdeu o bebê.
JJ tapou a boca em sinal de tristeza. Reid não conseguiu segurar as lágrimas que se formaram nos olhos e Hotch apertou os punhos em protesto contra Henry.
Morgan olhava o corredor. Olhava a porta por onde eles tinham levado Penelope para fazer uma curetagem. Nenhuma palavra foi dita.
Rossi chegou a sala de espera depois de ser examinado e devidamente coberto por curativos no braço e coxa.
— Alguma notícia? – Ele se sentou com certa dificuldade.
— Ela perdeu o bebê. – Falou Morgan. – Eu quero esse cara morto.
— E eu vou garantir isso. – Falou Hotch.
— Penelope Garcia? – Chamou um médico.
— Nós. – Responderam todos juntos.
— A senhorita Garcia será levada para o quarto em alguns minutos. – Ele apenas disse. – Ela precisa descansar. Enfaixamos o braço dela e suturamos um dos cortes da perna, mas ela ainda estará dormindo por causa dos remédios pós curetagem.
— Nós podemos ficar com ela? – Perguntou Hotch. – Todos nós?
— Não é indicado, mas visto que vocês são a família dela. – Ele fez uma pausa olhando direto para Derek chorando. – Vocês podem, desde que não façam muito barulho.
— Ficaremos em silêncio. – Falou Hotch.
— Me acompanhem. – O médico os levou para o quarto dela.
Eles chegaram a porta e Derek seguiu primeiro para dentro do quarto.
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