Por você, Baby Girl.
26 Fortuna
Derek abriu a porta do quarto de Penelope e entrou sendo seguido por Hotch, Emily, Spencer, JJ e Rossi. Cada um se sentou onde conseguiu um espaço. Derek ficou perto da cama de Penelope segurando sua mão.
Ele sentiu dor quando viu que ela se encolheu quando ele a tocou. Ela teria que superar mais esta. Rossi se aproximou dela e chamou Hotch para um canto.
— Agora que estamos aqui vou pedir um exame de DNA. – Falou Rossi. – Tirar essa dúvida.
— E se o resultado for diferente? – Perguntou Hotch.
— Ela vai continuar sendo minha garotinha. – Falou Rossi. – Eu sempre senti um carinho especial por ela.
Reid olhava para a amiga na cama outra vez.
— Porque todos os doentes miram nela? – Reid estava chateado.
— Porque eles a acham mais fraca. – Falou JJ. – Mas ela sempre acaba saindo vitoriosa disso tudo.
— Ela perdeu o bebê, JJ. – Falou Reid.
— Ei, Spence. – JJ forçou Reid para olha-la. – Pare de se culpar.
— Eu quero ver ele. – Falou Reid.
— Nem pense nisso. – Falou Hotch. – Não seja maluco. Ele vai para a injeção letal e vai embora para sempre.
— A gente tem que ser forte por ela. – Falou Emily. – E por Morgan.
Todos voltaram a suas posições deixando Morgan ao lado de Penelope quando ela começou a acordar.
— Oi. – Derek disse pegando a mão dela. – Fico feliz em ver seus olhos.
— O bebê. – Penelope disse colocando a mão na barriga. – Como está o bebê?
Derek tentou não chorar, entretanto não conseguiu.
— Você perdeu o bebê, Penny. – Falou Derek.
Ele pegou as mãos dela quando ela começou a chorar.
— Shi shii, Baby Girl. – Falou Derek a envolvendo em um abraço. – Vai ficar tudo bem.
Hotch teve que sair do quarto e sentar ao lado de fora. Ele começou a chorar. Emily veio ao lado dele e ficou em silêncio.
— Ela não merecia passar por isso. – Disse Hotch. – O quanto eles se amam, o quanto eles mereciam esse bebê. Eu diria que eu mesmo quero enfiar aquela agulha naquele canalha desgraçado.
— Podemos dividir essa honra? – Perguntou Emily. – Tenho certeza que David e Morgan também querem. Sem falar em JJ e Reid.
— Reid quer se encontrar com ele. – Falou Hotch. – Talvez para perguntar o porquê disso tudo.
— Você autorizou? – Emily quis saber. – Talvez isso traga alguma paz.
— Eu não posso simplesmente deixar ele ir lá ver ele. – Falou Hotch. – Não vou deixar ele ir lá.
— Por que não? – Perguntou Emily.
— Aquele cara fez aquilo com a Penelope e com o Rossi para se vingar de uma prisão. – Hotch olhou pela janela. – Ninguém sabe o que esse cara faria com a mente do Spencer.
Dentro do quarto Reid e Morgan tentavam acalmar Penelope. Rossi correu a uma enfermeira e pediu algo para Penelope dormir. Ela precisava relaxar.
A enfermeira trouxe um sedativo e administrou em Penelope. Ela dormiu rapidamente.
Derek se sentou na poltrona ao lado de Penelope e começou a chorar.
— Porque isso está acontecendo? – Derek perguntou.
— Eu acho que perder o bebê a deixou muito mal. – Respondeu Reid. – De algum modo ela perder esse bebê a fez ficar doente e muito mais mal do que qualquer outra coisa.
— Ela vai passar por momentos complicados Derek. – Falou JJ. – Quando ela sair talvez devesse deixar alguém sempre com ela.
— Acha que ela vai tentar suicídio? – Perguntou Derek.
— Derek. Perder um bebê não é fácil. – JJ falou com experiência de causa.
— E o que eu posso fazer para ajudar? – Derek se aproximou de Penelope.
— Talvez deva deixa-la alguns dias aqui no hospital. – Falou JJ. – Se ela for monitorada talvez ela consiga assimilar isso.
— Não vou deixar ela aqui. – Derek afirmou. – Vou leva-la para casa.
Se passaram algumas horas desde que Penelope voltou a dormir então Derek foi informado que ele poderia leva-la para casa. Derek pediu a companhia de uma enfermeira e de algumas doses de sedativos. Ela deveria dormir até que chegasse em Washington e fosse colocada na cama dela.
Ela foi colocada no avião e Derek fico ao lado dela o tempo todo. Era protetor.
— Ele está bem? – Perguntou Hotchner para um Rossi triste.
— Ele está sofrendo a perda de um bebê e uma esposa sequestrada. – Respondeu Rossi. – Esse envelope tem a resposta que eu procuro. – Ele levantou m papel e entregou para Hotch.
— Ainda não abriu? — Hotch olhou para o envelope ainda fechado.
— Não tive coragem de receber um resultado negativo. – Rossi pegou o envelope e começou a abrir.
— Vamos ver agora. – Hotch tirou o envelope de Rossi e abriu.
— Pela sua cara é um não? – Rossi estava esperando.
— Na verdade é um sim. – Hotch passou o envelope para Rossi. – Você e Penelope são pai e filha.
— Eu nem sei o que dizer. – Rossi tentou encontrar algumas palavras.
— Talvez Penelope tenha sido uma filha de relação de um caso. – Hotch tentou deduzir. – E tenha sido adotada e nem saiba a verdade.
Rossi levantou e foi ficar ao lado de Penelope.
— Estou aqui, minha filha. – Rossi pegou a mão de Penelope.
— Você é o pai dela? – Perguntou Derek.
— É o que o exame diz. – Falou Rossi. – Porque não vai tomar um café? Eu posso ficar aqui.
— Está certo. – Derek se levantou deixando Penelope com Rossi.
Derek se sentou ao lado de Hotchner, ignorando a sala de café.
Ele ficou por dez minutos. Nenhuma palavra foi trocada durante esse tempo.
— Já estamos chegando, Derek. – Informou Hotch. – Talvez devesse ir lá.
— Ele ficou com ela um bom tempo. – Observou Morgan.
— Eles passaram por torturas juntos. – Hotch disse.
— São pai e filha. – Morgan estava confuso.
— Vai levar um tempo até eles se entenderem. – Hotch levantou andando para Rossi e Penelope. – Estaremos pousando em alguns minutos Dave.
— Obrigado. – Rossi agradeceu Hotchner.
Quando o jatinho desceu no aeroporto Derek a pegou em seus braços e a colocou na SUV. Ele dirigiu até o apartamento de Penelope. Ele não a levaria para casa de imediato.
Derek a pegou em seus braços e com ajuda de Rossi a acomodou na cama dela. O apartamento estava fechado há algum tempo, embora nada estava fora de lugar. A colcha roxa dela, as figuras e quadros ainda pendurados na parede e colocados nas prateleiras. Tudo parecia bem o suficiente para algumas noites.
— Obrigado pela ajuda, Rossi. – Derek agradeceu. – Vamos tomar algo.
— Ela vai ficar bem? – Perguntou Rossi.
— Eu preciso de alguma comida para alguns dias. – Argumentou Morgan.
— Eu posso ficar. – Disse Rossi se sentando no sofá.
— Então eu volto em alguns minutos. – Derek pegou as chaves e saiu.
Rossi foi até o quarto. Ele se sentou na beira da cama de Penelope e segurou a mão dela.
Penelope não parecia estar em um sonho bom.
Penelope acordou em uma sala com uma luz branca que cegava os olhos. Ela se levantou quando descobriu que nada a impedia de ser livre. Ela explorou cada cantinho daquela sala ou onde conseguia ver com aquela luz forte.
Ela entrou em uma sala com equipamentos médicos e com médicos no que parecia uma cirurgia.
— A senhora não pode ficar aqui. – Uma enfermeira a impediu de entrar.
— O que está acontecendo? – Ela tentou ver quem estava na mesa.
— Ela estava sangrando. – A enfermeira afastou Penelope da sala.
— Ela? — Penelope correu para a sala e foi para a frente da mesa de operações.
Ela olhou para a pessoa na maca e se assustou ao se ver aberta na mesa.
— Penelope. – Rossi a envolveu em um abraço quando ela começou a se contorcer durante o sono. – Está tudo bem. Estou com você.
— Derek. – Penelope chamou.
— Está tudo bem. – Rossi estava mal com aquilo.
Ele se afastou e buscou um pouco de água. Ele se apoiou na pia da cozinha e suspirou. Ela havia passado por muita coisa nos últimos tempos. Mas isso parecia consumir ela.
Ser violentada e sem sequelas em algum sentido parecia ter sido "fácil" para ela, mas perder o bebê parecia ter acabado com ela.
Derek voltou carregado de todo o tipo de comida que ele poderia imaginar em comprar. Iogurte, chocolate e café. Ele tinha que ajudar a parar a dor que ela sentiria e de alguma maneira ele faria parte do processo.
— Obrigado por me ajudar, Rossi. – Falou Derek.
— Eu posso ficar com vocês? – Rossi perguntou.
— Seria bom ter ajuda. – Derek respondeu.
Ele puxou duas cervejas da sacola e deu uma a rossi. Eles ficaram lá, falando de coisas aleatórias. Mesmo com Penelope dormindo, Derek podia vero quanto ela estava sofrendo.
— Eu queria poder tirar essa dor dela. – Derek disse com tristeza. – De todas as coisas que ela já passou essa parece ser a pior.
— E como você está passando? – Rossi queria saber. – Afinal era seu bebê.
— Eu sempre quis filhos. Talvez porque pudesse mudar o passado. – Derek olhou para Penelope. – Machuca a mim saber que ele não vai nascer.
Rossi levantou e foi até o quarto. Ele se sentou na cadeira enquanto Derek se sentou na beirada da cama. Ele pegou as mãos dela e as colocou como se tivesse protegendo.
— Sinto que perdi um tempo precioso com ela. – Rossi afirmou. – Todo esse tempo em que trabalhamos juntos, sem ao mesmo saber que ela era minha filha.
— Como isso pode ser possível? – Questionou Derek.
— Talvez nunca saibamos. – Rossi apenas falou. – Nunca vou entender como ela foi concebida.
— Talvez de alguma relação durante uma missão. – Argumentou Derek.
— Tive muitas relações durante missões. – Rossi disse.
— Eu não preciso dos detalhes. – Zombou Derek.
— Estou tentando dizer é que perdi contato com a maioria dessas mulheres. – Rossi deixou o sorriso e assumiu um tom mais sério. – Então talvez ela seja de alguma delas, mas eu não sei como ela foi parar naquela família.
— Acha que ela foi trocada no hospital? – Derek perguntou.
— Não dá para saber o que aconteceu e eu não posso mudar o passado, mas com certeza posso tentar mudar o futuro. – Afirmou David.
— Apenas a equipe sabe? – Derek questionou.
— E eu quero que continue assim. – Afirmou Rossi.
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