Por você, Baby Girl.
5 Rosas.
Reid ainda estava na cama, realmente agradecido pelo celular não ter tocado durante aquela noite. Derek precisa dormir o suficiente para não quebrar alguém ao meio se eles não conseguissem encontrar Penelope a tempo.
Reid percebeu seu celular vibrar sob o colchão.
— JJ. – Ele falou levantando da cama. – Temos algo?
— Derek ainda está dormindo? – Ela perguntou.
— Pela graça de Deus ele apagou. – Falou Reid. – Ele precisava descansar.
— Consegue sair sem acorda-lo? – Perguntou JJ. – Temos outro corpo.
— Já temos uma identificação? – Perguntou Reid.
— Sim. – JJ pego a prancheta. – Carrie Higgs. Hotch e Emily foram à casa da irmã dela.
— Só vou tomar um banho e te encontro ali em baixo. – Reid falou desligando.
— Acharam outro corpo? – Morgan perguntou acordando.
— Não é ela, Derek. – Falou Reid. – Eu acho que você deveria dormir.
— Já dormi o suficiente. – Respondeu Morgan. – Eu tenho que procurar ela.
— Vamos tomar café e depois iniciar o dia então. – Falou Reid. – JJ E Rossi nos esperam lá embaixo.
Hotch dirigia a SUV até a casa da irmã de Carrie. Andréa não havia sido avisada porque Hotch e equipe eram os primeiros a saber e eles queriam contar.
A casa de Andrea era pintada de rosa com verde-limão, uma escolha de Carrie antes de sumir.
Carrie viu a SUV e pensou que sua irmã estava de volta. Ela abriu a porta e esperou Carrie sair da SUV, mas se desesperou quando viu a cara de Hotch e Emily.
— Não. – Andrea caiu de joelhos no chão. – Meu Deus, Carrie. Diga que é mentira.
— Eu sinto muito senhora. – Falou Hotch. – Se precisar de um tempo.
— Eu posso fazer isso agora. – Andrea falou para si mesa tentando um autocontrole. – Entrem.
— Essa é Carrie antes de ela sumir? – Perguntou Hotchner apontando o dedo para uma fotografia de Carrie e Andrea no porta-retratos.
— Duas semanas antes de ela desaparecer a gente fez uma viagem até Maryland, como a gente sempre fazia nessa época do ano. – Andrea pegou a foto nos braços. – A gente ficou para o pôr do sol e tiramos a foto.
— Poderia nos contar algo sobre Carrie? – Perguntou Emily.
— Carrie era uma moça especial. – Respondeu Andrea. – Dedicada ao trabalho mais que a gente gostava. Ela tingiu o cabelo de loiro porque gostava da cor. Ela tinha olhos azuis, então some isso ao cabelo.
— Algum namorado ou relação má sucedida? – Perguntou Hotchner.
— Finley. – Respondeu Andrea. – Finley Hurcky. Era traficante na máfia irlandesa. Ela ficou com ele dois meses antes de terminarem.
— Porque eles terminaram? – Perguntou Emily.
— Finley queria que ela se cassasse com ele e tivesse um bebe com ele. – Respondeu Andrea. – Mas ela estava totalmente focada em trabalho agora. Ela queria um carro novo. Ela comprou roupas mais alegres e isso a fez se sentir bem.
— Ela ainda tem roupas aqui? – Perguntou Hotchner.
— Claro. – Disse Andrea. – Por aqui.
Andrea os levou para o quarto de Andrea. Eles abriram o guarda roupa.
— Como esse cara descobre os detalhes das vítimas? – Perguntou Hotchner.
— Ele as estuda. – Respondeu Emily.
— Vamos voltar a delegacia e ver a Vitimologia e onde Penelope se encaixa.
— É uma vítima dele? – Andrea perguntou.
— Sim. – Emily respondeu. – E nossa amiga e analista técnica.
— Espero que o peguem. – Falou Andrea. – Quando posso retirar a minha irmã para um enterro justo?
— Acho que se você ligar para eles, eles vão mandar ela para você. – Respondeu Hotchner. – Eu realmente sinto muito por isso.
— Obrigado. – Respondeu Andrea.
Era a terceira rodada de café que Morgan se lembrava de tomar. Ele tinha perdido uma noite. Uma noite sem ajudar sua amada, uma noite que ele poderia tê-la machucado.
— Está realmente pronto para colocar a foto dela no painel de vítimas? – Perguntou Reid.
— Não. – Responde Morgan com a foto tremendo em suas mãos.
— Quer que eu coloque? – Perguntou Reid.
— Mas ela não é uma vítima. – Argumentou Morgan. – Ainda não.
— Derek. Precisamos de objetividade de você nisso, certo? – Falou Reid. – Faça uma pausa se precisar. Grite, chore, mas depois se recomponha.
— Certo, Gênio. – Falou Morgan. – O que sugere?
— Você disse que alguém a estava seguindo. – Falou Reid.
— Sim. Um homem a seguia para todo o lugar. – Falou Morgan.
— O que mais ela te disse? – Perguntou Reid. – Qualquer coisa que em uma conversa passaria despercebida. Se precisar voltar para a conversa volte.
— No que isso vai ajudar? – Perguntou Morgan?
— Ela pode ter lhe contado algo sobre ele. – Respondeu Reid.
— Está certo. – Falou Morgan.
Uma semana antes...
Morgan viu Penelope saindo do elevador agitada e indo rápido para seu escritório. Ela estava sozinha no elevador. Ele não entendeu e seguiu ela.
Ela entrou e trancou a porta com uma chave.
— Baby Girl. – Bateu Morgan na porta. – Sou eu. Eu posso entrar?
— Agora não. – Penelope falou assustada.
Morgan conhecia aquele tom em Penelope. Era o mesmo de quando ela foi baleada.
— Eu prometo que não vou te machucar. – Falou Morgan.
Ele ouviu a porta sendo aberta. Ela estava com uma Taser nas mãos.
— Ei. – Falou Morgan segurando a mão de Penelope e abaixando a arma. – Qual o problema?
Penelope voltou para sua cadeira e desabou lá.
— Acho que precisa de um pouco de açúcar. – Ele falou dando uma bala de morango para ela. – Há quanto tempo você não dorme?
— Uns dois dias. – Penelope falou. – Sempre que eu fecho os olhos ele está lá.
— Ele quem? – Perguntou Morgan. – Que sempre está lá?
— O homem do corredor. – Penelope falou.
— Um homem no corredor? – Morgan estava visivelmente preocupado. – Porque não me contou?
— Eu achei que ele fosse embora. – Penelope falou. Ela parecia querer dormir a qualquer momento.
— Eu já volto. – Disse Morgan. – Vou buscar um café.
— Kay... – Penelope disse quase dormindo.
Morgan saiu do escritório correndo atrás de café. Penelope fechou os olhos e escorregou da cadeira até o chão, apagando na mesma hora.
Derek abriu a porta e a viu naquele estado e chamou Hotch.
— O que ela tem? – Hotch foi para um dos lados de Penelope tentando-a fazer acordar.
— A gente não pode falar que você a viu nesse estado. – Falou Morgan. – Não vai ser bom para ela saber que eu quebrei a confiança.
— Certo Morgan. – Respondeu Hotch. – Pegue um pouco de álcool e faça ela voltar. Depois a leve para casa e garanta seu sono por algumas horas. Se a situação piorar me ligue.
— Certo. – Morgan tomou o lugar de Hotch na tarefa de acordar Penelope. – Ei boneca. – Morgan pegou o álcool que Hotch passou para ele e o colocou na perto do nariz dela.
Lentamente os olhos dela abriram.
— Vou levar você para casa, mocinha. – Ele falou a ajudando a se levantar.
— Eu preciso trabalhar. – Ela falou quase adormecida.
— Eu garotinha. Vamos dormir um pouco. – Morgan a levou pela cintura até a porta. Hotch havia providenciado ajuda ocasional de Anderson o fazendo prometer que nunca contaria.
— Precisa de ajuda, Agente Morgan? – Anderson se aproximou.
— Seria muito bom, Anderson. – Respondeu Morgan.
Morgan e Anderson a colocaram na SUV de Morgan. Ele precisava leva-la para casa.
Quando Morgan chegou ao apartamento havia um homem escondido entre as folhas. Morgan fingiu que não viu o homem e entrou com Penelope.
Dias presentes...
— Esse homem, Derek. – Falou Reid. – Você viu o rosto dele?
— Rapidamente. – Respondeu Morgan.
— Algo que se sobressaísse? – Perguntou Reid.
— Ele tinha uma gota de lagrima em um dos olhos. – Respondeu Morgan.
— Isso é bem especifico. – Falou Reid.
— Os olhos dele eram de raiva quando me viram, por isso eu me lembrei disso. – Falou Morgan. – Eu deveria ter ido atrás dele.
— Você estava com Penelope. – Disse Reid. – E ela precisava mais de ajuda naquele momento.
— Ela ficou assustada naquele dia. – Morgan estava triste. – Você devia ver.
— A privação de sono faz a pessoa ficar nervosa. – Falou Reid. – E talvez a falta de algo no estomago também.
— Ela parecia não comer nada. – Falou Morgan.
Uma semana atrás...
Derek abriu a porta do apartamento de Penelope e a levou para dentro, de olho naquele homem esquisito.
— Ei garotinha. – Morgan a colocou no sofá deitada com os pés para cima. – Vamos tirar esses sapatos, certo?
Ela não respondeu. O sono já tinha tomado conta dela e ela parecia tranquila.
— Deixa eu pegar uma coberta fina para você. – Derek falou.
Ele trouxe uma coberta fina roxa que ele pegou de um monte de cobertas dobradas.
— Talvez eu deva fazer algo para quando você acordar. – Ele falou
Ele não esperava que ela acordasse e respondesse. Na verdade, o sono era o que ela precisa naquela hora.
Morgan voltou ao quarto e pegou um travesseiro. Ele queria leva-la para o quarto, mas decidiu que acordar ela não seria legal e a deixou lá. Ele foi para a cozinha preparar algo para quando ela acordasse e ele ficaria por lá.
Ele voltou ao corredor do prédio por alguns segundos para garantir que o homem tinha saído daquele lugar e deixasse sua deusa em paz. Quando ele não o viu, ele entrou e trancou a porta.
Penelope parecia em um sonho ruim ou pesadelo.
— Quantos desses você já teve? – Morgan perguntou se sentindo culpado por não estar com ela.
A coisa ficou mais intensa no sonho dela e ele largou algo na cozinha e veio para pero dela.
— Shhii, Shhii. – Disse Morgan segurando Penelope gentilmente. – Eu estou aqui. E nada vai acontecer com você.
— Ele quer me pegar, Derek. – Ela falou ainda sonhando. – Não deixe.
— Estou armado Baby. – Derek deu um beijo na testa de Penelope. – Ele não vai sair sem um tiro.
— Ele está também. – Falou Penelope se agitando mais.
— Respira fundo, está bem? – Derek segurou os braços dela gentilmente.
Penelope suspirou forte e se acalmou. Derek soltou os braços dela. Ele tocou a testa dela e percebeu que talvez ela tivesse um pouco de febre. Ele colocou um pano gentilmente.
Dias atuais...
— Talvez eu devesse ter ido com ela na viatura. – Falou Morgan antes do celular de Reid tocar.
— Reid. – Spencer atendeu. – Quando? Vou avisar o agente Hotchner.
— Que foi? – Perguntou Morgan.
— Alguém se registrou com o nome de Penelope no mesmo hotel onde a gente está. – Respondeu Reid. – Ela deu meu número de contato.
— Vamos. – Falou Morgan.
Casa do Unsub...
Ela não tinha noção do tempo que ela estava naquele inferno. Ela já tinha sido mudada, tinha sido violentada e ela não queria pensar no que mais havia acontecido. Sinceramente, se ela pudesse escolher, ela com certeza escolheria morrer a passar seis meses com aquele bastardo.
— Vejo que acordou. – Falou o homem.
— Não sou de dormir o dia inteiro. – Penelope respondeu ríspida. – Não que seja da sua conta.
— Em seis meses vai saber o quanto eu posso ser legal. – Ele falou colocando comida na frente dela. – Seu almoço.
— Talvez eu devesse comer com os pés. – Ela falou sinalizando para as mãos amarradas.
— Você não precisa de esforços. – Ele falou pegando o garfo e recolhendo pequenos pedaços de vegetais. – Eu sou seu marido agora. Eu vou te dar na boca, meu doce.
— Eu nem sei seu nome. – Penelope tentou.
— Me chame de Senhor X. – Ele respondeu. – Você vai se recuperar das cordas, Cindy.
— Meu nome não é Cindy. – Penelope respondeu. – É Penelope.
— Não mais. – Ele falou. – A partir de agora seu nome é Cindy.
— Tenho um sobrenome pelo menos? – Perguntou Penelope.
— Crawford. – Ele respondeu. – Cindy Crawford.
— Bela escolha. Apesar de ser um pouco sem graça. – Penelope disse.
— Ela foi minha idola antigamente. – Ele falou.
— Agora eu sei de onde vem esse seu sentimento. – Penelope falou.
— Abra a boquinha. – Ele falou. – Prometo que não tem nada aqui.
— Você falou isso da última vez. – Penelope falou fechando a boca.
— Se não se comportar serei obrigado a te trancar no quarto escuro. – Ele falou. – E acredite a cama de lá um pouco desconfortável.
— Vou ficar desamarrada lá? – Ela perguntou.
— Acredite, lá está muito bagunçado, com sangue em toda a parte. – Ele respondeu.
— Porque matou essas mulheres? – Penelope perguntou.
— Em busca da mulher perfeita. – Ele respondeu. – Quatro anos buscando a esposa perfeita, mas depois dos seis meses elas se tornam sentimentais e querem fugir.
— Eu iria pirar se ficasse seis meses trancada. – Penelope falou.
— E é por isso que vai receber doses de sedativo diárias. – Ele respondeu tirando um liquido de um frasco e colocando em uma seringa. – Mas primeiro coma algo.
Ele levantou o garfo até ela e mesmo seu cérebro dizendo para não aceitar, seu estomago precisava de algum alimento. Ela comeu como se fosse a última refeição da vida dela.
— Viu? – Ele falou. – Não foi difícil. – Ele levou o prato para a cozinha e voltou com um copo de água. – Talvez isso te faça ficar melhor. Posso dar o sedativo outra hora se você se comportar.
— Me comportar? – Penelope perguntou.
— Se não gritar eu te deixo acordada por mais tempo. – Ele respondeu.
— Eu fico olhando para o teto em vez de dormir? – Ela perguntou.
— Eu vou colocar uma televisão para você não surtar, mas usar a internet não está permitido. – Ele respondeu ignorando a pergunta dela.
— Vai ser a morte. – Ela falou. – Não entrar na internet.
— Faremos um trato: se você se comportar uma semana te deixo mandar um alô para o agente Morgan. – Ele falou. – E dizer quando seu bebê vai nascer.
— Eu não estou grávida. – Ela falou.
— Pode ser que ainda não, Cindy. – Ele falou. – Agora tome essa água porque sua garganta deve estar seca.
— Não, obrigado. – Ela disse.
Ele apontou a arma para ela.
— Porque é tão importante para você eu beber algo? – Perguntou Penelope. – Isso não vai me deixar sair andando, não com essas amarras nos braços.
— Eu posso ser um monstro, mas preciso que você se mantenha hidratada. – Ele respondeu.
Ela não ousou questionar apenas bebeu a água toda, antes de ver outro movimento da arma.
Era mais fácil viver e ver ele ser preso do que virar outra vítima. Além do mais, ela queria contar a Morgan o quanto o amava.
Seu mundo começou a girar outra vez. Ela percebeu o que ele havia feito outra vez.
— Porque... – Ela conseguiu falar apenas.
— Não posso confiar em você acordada. – Ele respondeu. – E eu posso ter um controle maior de você dormindo.
Ela recostou a cabeça no travesseiro enquanto ela pela quinta vez entrava num mundo de sombras. Ela torcia para ser definitivo. Ela não sabia o quanto isso duraria.
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