" Derek foi logo atrás dela.

— Para isso. – Derek respondeu encontrando Penelope na parede e dando outro beijo.

Dessa vez ela não se afastou.

— Eu acho isso errado. – Ela falou em um intervalo do beijo.

— Errado é a gente esperar tanto para isso, Penelope. – Derek levou Penelope até o quarto dela. – E se for errado te amar então deus, eu quero ficar nesse erro.

Derek tirou a camisa que ele estava vestindo. Ele começou a levantar o vestido dela enquanto a beijava.

— Sabe a quanto tempo eu quero fazer isso? – Derek perguntou. – Eu sempre quis saber qual o gosto disso.

— Derek... – Penelope começou, mas Morgan interrompeu.

— Vamos curtir o momento, Pen. – Morgan falou beijando cada parte dela. – Apenas curtir o momento."

— Derek? – Chamou Reid. – Você está bem?

— Humm. – Falou Morgan ajeitando os óculos. – Estou sim.

— Você está quieto desde que a gente saiu da delegacia. – Falou Reid. – Algo te incomoda?

— Só lembrando de algumas coisas. – Morgan respondeu.

— Lembrando da noite em que fizeram amor? – Perguntou Reid.

— Como sabe disso? – Perguntou Morgan. – Eu te contei só a parte do jantar.

— Sou um perfilador e você também. – Falou Reid.

— Foi tão mágico. – Morgan falou. – E eu estraguei tudo.

— Ei. – Reid colocou uma mão no ombro de Morgan. – Vamos encontra-la, certo?

— Ela não vai estar inteira. – Falou Morgan.

— Mas podemos ajudá-la a se juntar outra vez. – Respondeu Reid.

— Certo. – Falou Morgan.

Reid estacionou no estacionamento do hotel.

— Agentes. Chegaram cedo. – A recepcionista falou.

— Penelope Garcia. – Reid falou. – Ela está registrada aqui, certo?

— Sim, mas ela não era ela. – Falou a moça.

— Como assim? – Perguntou Reid.

— Ela fez check-in com o cartão da senhorita Garcia e ficou no quarto por duas horas. – Respondeu a recepcionista.

— Ligue para Emily e descubra se a bolsa de Penelope foi recuperada. – Falou Morgan.

Reid discou os números e ouviu os toques e então a voz de Emily.

— Emily. – Disse Reid quando ela atendeu. – A bolsa da Penelope estava no local do acidente?

— Porque está perguntando isso? – Perguntou Emily.

— O cartão dela foi usado para alugar um quarto no hotel onde a gene está. – Respondeu Reid.

— Acho que os pertences ficaram com a gente. – Disse Emily. – Mas a bolsa não estava lá quando fui resgatada.

— Então nunca recuperaram o cartão dela? – Perguntou Morgan.

— Talvez alguém tenha roubado o cartão dela na cena do crime. – Falou Emily. – Temos alguma pista de quem usou o cartão?

— A recepcionista passou uma descrição genérica. – Falou Morgan. – Mulher, loira. 30 e poucos anos.

— Vamos periciar o quarto. – Falou Reid. – Talvez tenha algo que possamos identificar.

— Vou avisar Hotch. – Falou Emily antes de desligar.

— No que está pensando, Derek? – Perguntou Reid.

— Essa pessoa sabia o seu telefone e a senha do cartão dela. – Respondeu Morgan.

— Estamos negligenciando algo aqui. – Percebeu Reid.

Casa do Unsub...

Estava difícil de respirar quando Penelope acordou de novo. Além do mais estava frio e algo parecia molhado.

— Eu vou enlouquecer. – Ela falou olhando ao redor.

Ela percebeu que as cordas tinham desaparecido e que enfim ela poderia caminhar. Ela se sentou na ponta da cama, desviando da mancha de sangue que existia. Ela tentou não vomitar, mas teve que correr para um lixo no quarto e esvaziar o estomago. Ela abriu uma porta adjacente e viu o banheiro sem muito luxo.

Ela não encontrou um relógio ou algo que lhe dissesse a quanto tempo ela esteve por ali.

Quando a porta se abriu ela se agarrou a cabeceira da cama, fechando as pernas a sua frente, numa tentativa de se salvar momentaneamente.

Penelope olhou para a refeição a sua frente e a jogou fora no banheiro. Não ela não poderia comer aquilo. Poderia ter remédio ou qualquer outra coisa.

Sua mente voltou para um dos momentos com Morgan em uma viagem com a equipe enquanto estavam em um motel de beira de estrada. Hotch dividiu o quarto com Emily, enquanto Reid dividiu um com JJ. Ela e Morgan ficaram em um com uma cama de casal apenas.

— Eu posso dormir no chão. – Ela falou.

— Não vou deixar. – Falou Morgan encostando ela na parede e beijando o pescoço. – Eu apenas preciso de você.

— A equipe está nos dois quartos dos cantos. – Ela falou no ouvido de Morgan.

— Então eles podem ouvir um show particular. – Derek falou.

— Morgan... – Ela falou antes de ele a beijar.

— Penelope... – Morgan falou em resposta.

Ele beijou seu pescoço e a deitou na cama.

— Me deixe chegar a você um pouco, Gatinha. – Falou Morgan.

— Morgan, a gente não pode... – Ela foi impedida quando Derek pousou um dedo nos lábios dela.

— Hotch e a equipe desconfia de nós. – Derek falou. – Isso desde a ação de graças.

— E Rossi? – Penelope perguntou

— Ele se encaixa na equipe. – Falou Morgan. — A equipe sabe, Rossi sabe.

— Morgan... – Penelope se levantou, mas Morgan a puxou de volta para a cama.

— Não vou contar para ninguém se quiser. – Ele prometeu.

Ele pegou no pescoço dela e deu beijos com mordidas. Depois ele abriu o vestido que ela vestia e deixou que ele caísse no chão deixando apenas de roupa íntima.

Ele viu quando ela ficou envergonhada.

— Quem te fez tão insegura, docinho? – Morgan perguntou.

— Eu não sou bonita. – Ela respondeu. – Ele disse que se não fosse ele, ninguém iria querer alguém como eu.

— Kevin disse isso? – Ele perguntou nervoso com o que ela havia contado. – Ouça doçura. Kevin é provavelmente o maior idiota de todos. Tem uma deusa na sua frente e não percebe o quanto você é forte e acima de tudo linda.

— Porque você faz isso, Derek? – Ela perguntou. – Você apenas pode ter a mulher que quiser, quando precisa enquanto eu posso ficar bem sozinha comigo mesma.

— Porque nenhuma delas me faz feliz como você me faz, porque a gente trabalha junto esse tempo. – Derek colocou a mão no peito dela. – E porque você para mim é mais bonita e gostosa de todas. Não importa seu peso, não importa seu jeito colorido dando para o meu dia um toque de amor.

— Eu acho que não somos mais amigos. – Ela falou. – Então nós somos o que agora?

— Namorados. – Ele respondeu. – Por um tempo escondidos, mas quando ficamos mais sérios podemos até marcar um casamento.

Ele a puxou para um beijo e acabaram na cama. Mais uma vez eles se renderam a paixão. Ele a achava um fogo na cama, algo que nunca havia tido com outra pessoa que só depois daquela ação de graças ele descobriu que era com ela que ele deveria viver. Ela achava que se houvesse um alguém com quem seria feliz, seria com ele. Ela deixou as vergonhas de lado e eles se entregaram.

— Acho que eles se entenderam. – Falou Emily ao lado de Hotch no outro quarto.

— Porque diz isso? – Perguntou Hotch.

— Eles estão gemendo. – Emily respondeu.

— E é um bom sinal? – Perguntou Hotch constrangido.

— Porra Aaron. – Falou Emily. – Eles estão transando. Significa que Morgan deixou de ser lerdo e assumiu seus sentimentos.

— Devemos contar que sabemos? – Perguntou Hotchner.

— Eu ouvi algo sobre manter isso em discrição. – Emily falou. – E já que estamos violando a regra também, então não. Não devemos contar.

— Está certo. – Hotch deu um beijo em Emily.

Presente...

— Terra para Morgan. – Reid provocou.

— Humm? – Morgan resmungou. – O que você quer?

— Você mal tocou na sua comida. – Respondeu Reid. – Você sabe. Não dá para ficar sem comer.

— Meu estomago está embrulhado. – Morgan respondeu.

— Escute. – Reid falo nervoso. – Já fazem dois dias que você está assim. Dois desde que Penelope foi levada, mas de nada vai adiantar se você for parar no hospital por anemia ou desnutrição. Você não estará lá para resgatá-la e talvez nem para ajudá-la a se recuperar de qualquer coisa.

Morgan pereceu surpreso. Geralmente era ele aconselhando os outros.

— Está certo Reid. – Morgan pegou uma parte do bife que ele comia e comeu. – Tenho que ser forte.

Hotch e Rossi estavam em outra mesa olhando para JJ e Emily em outra mesa e para Reid e Morgan.

— Eles são bons em esconder os sentimentos. – Falou Hotch. – Peguei Emily chorando embaixo do chuveiro. JJ estava abraçada a uma foto de Penelope com ela e Emily. Reid está se aguentando, mas creio que se a perdermos ele volte a usar Dilaudid. E Morgan irá passar pelos estágios fortes de depressão e então irá caçar alguém para matar.

— E você Aaron? – Perguntou Rossi.

— Talvez eu esteja tentando um autocontrole neste caso. – Hotch respondeu. – Eu fui quem trouxe Penelope para cá. Para o FBI. Para a BAU. E quando eu a prendi, ela parecia assustada com a algema, mas quando ela disse que era uma psicopata não pude deixar de soltar um olhar risonho, embora eu estivesse sério.

— Eu estou meio que desse jeito. – Falou Rossi. – Eu queria ter sido menos babaca quando ela foi baleada. Eu achei que se ela se acuasse ela conseguiria lembrar algo. Ela não olhou para mim por uma semana.

— Ela ficou chateada. – Hotch falou rindo. – Quando Penelope Garcia fica chateada você pode dar adeus aos seus eletrônicos.

Ambos riram. Ambos pararam lembrando o inferno que ela poderia estar passando. Então ambos olharam para os outros.

O celular de JJ tocou. Ela olhou e viu o número de Will nele.

— Hey. – Ela conseguiu dizer.

— A febre de Henry baixou ontem à noite. – Ele falou. – Ele pediu quando você vem para casa.

— As coisas se complicaram. – JJ limitou-se a dizer.

— Eu sinto tanto que isso tenha acontecido. – Ele perguntou. – Algo com a equipe?

JJ deu um suspiro. Penelope era junto de Reid madrinha de Henry.

— Penelope. – Ela tomou coragem em responder. – Ela foi levada há dois dias. Will, me prometa que em hipótese nenhuma vai contar a Henry. Ele a admira tanto.

— Sim amor. – Will respondeu. – E sobre você vir para casa? O que eu digo a ele?

— Apenas diga que a mamãe vai lutar com monstros que pegaram uma moça inocente. – Ela respondeu.

— Eu farei. – Will desligou.

JJ abaixou a cabeça entre os braços e começou a chorar. Emily apertou a mão dela.

— Emily. – JJ falou. – Não aguento mais isso.

A última vez que Emily apertou sua mão assim foi quanto elas estavam na emergência esperando notícias sobre a amiga em cirurgia.

— Vamos encontra-la, JJ. – Prometeu Emily.

Na realidade Emily queria fugir, se jogar num buraco e sair só quando fosse seguro. Ela quase podia ver Penelope sofrendo com esse monstro ou babaca, como ela nomeou o homem que tirou Penelope deles.