Por você, Baby Girl.
23 Oceanos
Notas iniciais
Alguns anos antes...
Ele tinha acabado de voltar para a BAU. Como aquele lugar havia mudado desde que ele saiu. Agora eles tinham um jatinho, uma agente de imprensa e uma analista técnica.
Eles estavam no meio de briefing de um caso quando ele a viu ela primeira vez. Ela entrou na sala e se assustou quando ela entrou, mas ele deu um sorriso.
— Meu deus! – Penelope estava com uma pasta na rente do rosto. – O que é isso? – Ela fechou os olhos.
David achou curioso o jeito que ela se assustava com o caso.
— Quando uma agente do FBI se veste assim? – Ele pensou consigo mesmo. – E como ela se assusta desse jeito com uma foto?
— Já tirou JJ? – Penelope perguntou com medo e com a pasta na frente dela.
— Já tirei. – Respondeu JJ. – Pode ficar calma.
— Analista técnica Penelope Garcia. – Apresentou Hotch. – Esse é o agente especial supervisor David Rossi.
— Ok. – Ela falou com um suspiro. – Carrollton, Texas. Uma população diversificada de... Hã. Está tudo aí. – Ela falou ignorando sem querer o agente. — Eu sinto muito. É um prazer conhece-lo, senhor. Eu estarei no escritório. – Ela apertou a mão de David que deu um sorriso e saiu. – A porta. Foi mal. – Ela voltou e fechou a porta.
— Uau. – Pensou David. – Ela é diferente. – Ele falou depois de pensar mais.
— Você não tem ideia. – Falou Hotch com um pouco de ironia.
Presente...
Henry pegou uma lamina em seu carrinho e se aproximou de Penelope.
— Afaste-se dela. — Gritou Rossi.
— Não. – Ele falou encostando a lamina nela. – Vamos fazer você mais confortável. – Ele tirou a lamina e rasgou a manga do vestido.
— Por favor. – Ela estava cansada.
— Prometo que vai ser rápido. – Ele falou com falsa pena dela.
Ele colocou a lamina na pele dela e apertou para baixa e depois raspou um pedaço grande.
— Não. – Penelope gritou com a dor da lamina rasgando a pele dela.
O sangue começou a sair rápido.
— Primeira lamina. – Ele escreveu em uma prancheta. – Está afiada e o corte é limpo. A vítima sentiu dor e o sangue começou a jorrar.
— Pen. – Rossi chamou quando ela começou a perder mais sangue. – Vai ficar tudo bem. Apenas não desmaie certo? – Ele olhou direto para Henry. – Você não vai conseguir nada se ela morrer pela perda de sangue.
Henry apenas pegou uma gaze e colocou sobre a ferida contendo o sangramento.
— Obrigado pelo aviso. – Ele falou.
— Só fiz isso porque eu não poderia ver Penelope morrer por sua causa. – Rossi falou. – Porque não faz em mim? Porque não a deixa ir?
— Vocês dois são o motivo para a minha desgraça naquela cadeia. – Henry falou. – Os mais responsáveis por tudo.
Aquele momento era possível dizer que Penelope estava semiconsciente.
— Derek. – Foi a única coisa que ela conseguiu dizer antes que uma lagrima saísse dos olhos dela.
Rossi queria poder abraça-la. Ele mataria esse cara. E a manteria a salvo.
— Nos coloque naquele maldito quarto. – Rossi pediu. – Deixe eu cuidar dela.
Henry apenas fez sinal para que eles fossem levados para o quarto de volta.
Quando ela foi colocada na cama e a porta fechada Rossi apenas soltou na direção e colocou uma coberta, sempre cuidando do ferimento.
— Eu estou aqui. – Rossi falou.
BAU...
— Ele apenas saiu? – Perguntou Emily.
— Ele sabe o quanto Penelope pode estar em perigo agora e ele simplesmente dá as costas? – Falou Morgan. – Era para ser o dia do nosso casamento ontem e estamos aqui discutindo assassinos e sequestradores.
Hotch não conseguia falar alguma coisa sem dar a verdadeira razão.
— A verdadeira razão para David Rossi não estar aqui é porque ele se entregou para o sequestrador. – Hotch falou. – Eu prometi manter segredo, mas ele não nos abandonou por nada.
— Porque ele fez isso? – Perguntou Reid.
— O que está escondendo? – Perguntou Derek.
— Rossi acha que pode ser pai da Penelope – Falou Hotch.
Morgan não conseguiu achar uma palavra. Reid mentalmente se perguntava porque nunca ouviu falar dessa fofoca. Emily fez um "Oh" baixinho e JJ não conseguiu achar uma explicação para o que ela estava pensando.
— Na verdade foi por isso que ele me disse o nome do provável sequestrador. Hotch pegou o arquivo e mostrou. – Henry Grace.
— Ele deveria estar morto. – Falou Reid.
— Como esse lixo saiu? – Perguntou Morgan.
— E porque Penelope e Rossi? – Perguntou Emily.
— Vingança dupla? – Perguntou JJ.
— Rossi achou que se ele se entregasse talvez ele poderia cuidar dela. – Falou Hotch. – Ou convence-lo a deixar ela ir.
— Ele é narcisista. – Falou Reid. – Nunca deixaria ela ir.
— Então o que? – Gritou Morgan. – Ele vai matar eles dois?
A equipe olhou para ele. Ele sabia a resposta. Ele caiu na cadeira e o choro fluiu.
— Ninguém nos deixa ser feliz. – Morgan falou nervoso. – Todos os lixos visam ela.
Ninguém falou nada, mas todo mundo sabia o porquê. Ela era a única na equipe que não carregava uma arma, ela lidava com as coisas diferentes dos outros.
Nevada...
Rossi fingiu tropeçar em uma mesinha frágil no quarto e pegou uma das partes dela. Ele tomou cuidado com possíveis câmeras e fingiu. Ele voltou para perto de Penelope que estava com o sangramento controlado, mas ainda fraca pela perda e sangue.
— Senhor... – Ela tentou algumas palavras.
— Me chame de David, Pen. – Ele falou indo para perto dela.
— Quando Derek vai nos salvar? – Ela perguntou.
— Ei. – Ele falou. – Talvez eles ainda não saibam onde estamos. Nunca duvide de Derek ou da equipe.
— Eu não estou duvidando. – Ela falou. – Eu só estou cansada.
— Eu sei. – Rossi respondeu. – Mas não precisa se considerar vítima.
— Não digo de ser vítima. – Ela falou. – Estou cansada. Não comi por um dia inteiro e estou comendo por dois.
David olhou para Penelope.
— Você está gravida? – Rossi perguntou com lágrimas.
— Era uma surpresa para Derek. – Ela falou. – Depois do casamento, na lua de mel.
— Quando você descobriu? – Rossi perguntou.
— Ontem. – Ela respondeu. – Eu queria que fosse um presente para Derek. Eventualmente eu iria contar para todo mundo.
— Quantos meses? – Rossi perguntou.
— Quase dois. – Ela respondeu. – Eu pedi a Derek o dia livre para resolver um assunto. – Ela completou. – Fui ao médico e ele fez um exame de sangue.
— Ei você. – Rossi gritou para Henry. – Eu sei que está ouvindo e assistindo de qualquer lugar. Dê comida pelo menos. Ela está grávida.
— Oh. – Henry falou pelo alto falante. – Eu vou providenciar. Não sou um assassino de bebês.
— Obrigado. – Rossi falou.
Ele sabia o que viria a seguir. Agora mais do que nunca ele deveria protegê-la.
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