Notas iniciais
Sobre o Brasil e as referências sobre o Rio Grande do Sul, Grêmio e o interior do estado. Eu achei legal variar o clima e o lugar. Eu moro no RS, na Serra gaúcha e torço pro Grêmio. E a nova personagem é livremente baseada em mim, mas tem um propósito muito legal nisso.

Anteriormente em Por você, Baby girl...

— Eu não sei. – Ela olhou para Hotch e então desmaiou.

— Ok. – Hotch a pegou antes que ela caísse no chão. – Ela não está bem.

— Precisamos de um médico. – JJ gritou para quem conseguisse ajudar.

Hotch não podia de deixar de sorrir. Ele sempre soube pegar pessoas antes que caíssem em casos. Mas ele sabia que era diferente agora.

Hotch levou Emily para uma sala e a colocou na primeira cama que conseguiu encontrar. Um médico veio para atender ela.

— Ela estava tonta nesses últimos dias. – Hotch contou. – Ela vomitou ontem e então ela ficou pior.

— Vocês usam... Proteção? – O médico estava constrangido com a pergunta, mas ele realmente precisava saber.

— Na verdade, estamos tentando ter outro bebê. – Hotch apenas falou. – Será que pode ser isso?

— Muito provavelmente. – O médico preencheu a ordem de um exame. – Uma enfermeira virá para coletar um pouco de sangue e dar algo para ela se alimentar.

— Obrigado. – Hotch agradeceu.

Emily voltou a si depois de meia hora.

— Ei. – Emily tentou parecer feliz. – Estraguei o momento de glória do Spencer certo?

— Ele não pensou nisso. – Hotch apenas falou. – Ele estava aqui há dez minutos esperando suas notícias. O que aconteceu?

— Eu desmaiei. – Prentiss começou a falar, mas uma enfermeira chegou com comida. – Deus. Estava faminta.

— O médico disse que antes preciso tirar seu sangue. – A enfermeira pôs a bandeja na outra mesa. – Está pronta?

— Faça. – Emily queria terminar com aquilo logo.

—Vai ser uma pequena picada de formiga. – Ela pôs a agulha e Emily respirou fundo.

— Acredite. – Emily falou quando a agulha entrou. – Tomar um tiro doe bem mais.

— Eu sei. – A enfermeira saiu. – Pode atacar com cuidado seu lanche. Com cuidado.

— Obrigado. – Emily estava agradecida por aquela refeição.

— Como você está Emily? – JJ entrou, seguida de Penelope e as meninas.

— Muito melhor com minha comitiva particular. – Ela riu quando viu todas as garotas. – Eu acabei de doar sangue para mais exames. Talvez eu tenha uma doença rara e precise de sangue.

— Eles deram algo para ela ficar assim, não é? – Penelope perguntou baixo para Hotchner.

— Morfina. – Hotch riu. – Ela precisou descansar um pouco mais. O efeito vai ser passageiro, mas ela realmente precisa ficar calma.

— Sabe de algo que eu não sei, Hotch? – Penelope perguntou.

— Eu tive essa sensação que eu iria ter outro bebê logo. – Hotch falou.

Penelope deu um sorriso.

— Talvez devêssemos abrir nossa creche. – Penelope brincou, tirando risadas altas de Hotch.

— Rossi se daria bem com as crianças. – Hotch continuou rindo.

— O que eles deram para ele? – JJ perguntou.

— Esperanças. – Emily pegou outro pedaço de torrada. – Esperança que eu não estou em fase terminal.

— Emily. – JJ repreendeu a amiga. – Não considerou gravidez?

Emily pensou um pouco.

— Ei Hotch. – Emily gritou para o esposo. – Que tal abrir uma creche para os nossos filhos? Aposto que ganharíamos uma nota com isso.

Hotch e Penelope se olharam. Isso seria divertido.

— Ei Jo. – Hotch gritou para a filha. – Quer ter um irmãozinho?

Ela assentiu com a cabeça.

O médico voltou depois de meia hora.

— Parabéns senhorita Prentiss. – Ele estava com os resultados dos testes. – Você está de três meses.

Hotch e Emily se olharam. A BAU iria virar uma creche se continuasse nesse ritmo.

3 meses depois...

Emily estava de seis meses de gravidez. Felizmente (para Hotch) era apenas um bebê dessa vez. Penelope e Reid havia batizado seus filhos todos juntos.

Penelope tirou férias em família com Derek e suas meninas. Eles queriam revisitar Miami com suas novas adições, mas decidiram fazer algo novo. Derek comprou passagens para ele e a família. O destino? Brasil.

Ele já estava a tempos querendo visitar o Brasil então levar Penelope e as meninas já havia entrado. Infelizmente Grace ficou doente e Rossi queria passar um tempo com as netas e mandou Derek e Penelope para o Brasil sozinhos.

Ela ficou chateada no início, mas ele sabia que os dois precisavam reascender a paixão que nunca havia se apagado, mas era sempre bom reativar.

Quando eles embarcaram Derek mostrou os acessórios que ele estava levando. Algemas e algumas safadezas.

— Quer dizer que não vamos ter tempo para ir à praia? – Penelope ficou triste.

— Bem, eles estão no meio do inverno por lá. – Derek também estava triste. – E pelo que eu ouvi falar, onde estamos indo é maravilhoso nessa época.

— Mas não tem neve por aqui. – Ela estava confusa.

— Digamos que as temperaturas por lá beirem as negativas. – Derek explicou. – E acredite em mim, é lindo.

— Onde fica? – Penelope tirou o folheto da mão de Derek. – Uau.

— É um estado no fim do Brasil. E uma cidade chamada Gramado. – Derek mostrou o mapa. – Tem casas ao estilo antigo e parece a Alemanha se prestar atenção.

— Aqui diz que pode nevar no inverno. – Ela leu.

— Vamos torcer para isso. – Derek colocou ela virada para ele e deu um beijo. – Não vejo a hora de entrarmos em uma banheira, Senhora Morgan.

— Não tanto quanto eu, Senhor Garcia. – Penelope provocou de volta.

— Vamos colocar casacos então. – Derek estendeu um casaco de zebra para Penelope.

O avião pousou em Porto Alegre e eles sentiram o clima frio que Penelope tanto gostava nos Estados Unidos.

Eles pegaram um carro e dirigiram com ajuda do sistema de navegação. Deixando Porto alegre para trás e passando pelo estádio do Grêmio, Penelope sentiu vontade de conhecer aquele estádio. Derek parou é depois de arriscar algumas palavras em Português eles foram autorizados a entrar no estádio todo pintado de azul.

— Acha que eles ganharam alguma coisa? – Penelope questionou Derek.

— Pelo o que estou vendo aqui na internet eles ganharam dois títulos em um ano. – Derek respondeu olhando para a sala de troféus. – Acha que eles nos deixariam ver os troféus?

— Se conseguir falar algo em português ou achar alguém treinado no inglês. – Penelope ainda olhava pelo estádio. Parecia melhor que a metade dos estádios onde ela esteve.

Havia algumas jovens perto delas e uma delas se afastou do grupo e colocou os fones de ouvido e de repente parecia perdida em seu próprio mundo enquanto as outras falam besteiras. Derek olhou para a moça e percebeu que ela tinha uma tiara de gatinho e uma faixa no braço como se estivesse escondendo algo.

Ele queria muito ver a sala de troféu e ela parecia ver um vídeo em inglês então ele arriscou um contato.

Se aproximando da garota ele tocou no braço dela e ela tirou um dos lados do fone.

— Poderia me ajudar? – Derek começou.

— Sim. – Ela respondeu em inglês para ele. – Como posso ajudar de algum modo?

— Eu quero ver a sala de troféus, mas tenho receio de não conseguir falar em português com eles. – Derek estava orgulhoso da garota.

— Aguarde um pouco. – Ela saiu e foi até um dos funcionários.

Derek parecia feliz por ela ter entendido. Ela voltou quase cinco minutos depois de argumentar com o homem sobre eles serem turistas e estarem a fim de ver os títulos que o time dela havia ganhado.

— Ele disse que você pode entrar e tirar fotos se quiser. – Ela respondeu.

— Obrigado. – Derek respondeu.

— Imagina. – Ela se afastou colocando seu fone e andando na direção na direção oposta das amigas com quem ela estava.

Derek e Pen ficaram por cinco minutos por lá e Derek queria saber mais sobre a garota que havia ajudado eles. Qual não foi a surpresa quando a viram do lado de fora na parada de ônibus que ia em direção ao interior do estado com seus fones.

Pen parecia ter tido a mesma ideia de Derek porque ela se aproximou da garota com cuidado, uma vez que quando a viram pela primeira vez ela parecia agitada mesmo com as amigas.

Não era preciso ser um perfilador do FBI para descobrir alguns motivos suficientes para ela estar assim. As amigas pareciam não terem ligado que ela saiu ou simplesmente desapareceu no estádio. Bem, Derek descobriu algumas coisas sobre a garota com os organizadores e jogando o nome dela na internet descobriu os textos que ela escrevia para um site qualquer. Parecia um blog amador protegido por senhas de usuário.

— Precisa de uma carona? – Penelope se sentou ao lado da menina. – Estamos indo para Gramado.

— Eu moro bem mais longe de Gramado. – A garota respondeu. – Acredite, bem mais longe.

— Podemos leva-la até lá. – Derek se juntou a Penelope.

— Eu estou bem com um ônibus. – Ela olhou para a estrada. – Seja lá quando ele vier. Eu tenho que ir até uma cidade e depois outro ônibus até o destino final.

— Porque não coloca o destino no nosso GPS e podemos ir conversando até lá? – Derek queria conhecer aquela garota. Não por se apaixonar por lá, mas ele sentia que ela estava escondendo algo e ele poderia ajudar.

— Porque não? – Ela desistiu de tentar negar. – Eu posso ir atrás.

— Maravilha. – Penelope se entusiasmou.

— Talvez vocês gostem do lugar. – Ela digitou o endereço dela.

Penelope viu o quão rápido ela fez isso. E se também conseguisse conhecer a garota elas poderiam ser amigas.