Por você, Baby Girl.

20 Juntando os pedaços


Penelope foi liberada do hospital com uma vasta medicação contra possíveis doenças decorrentes o estupro e um tiro de contraceptivo de emergência. Derek a levou nos braços porque ela não conseguia caminhar e ele a queria perto dele o tempo todo.

Derek dirigiu ara uma das casas de Rossi. Ele não a levaria para aquele apartamento. Ele já havia consertado a porta e posto para vender. Ele compraria um lugar perto da BAU. Ele sabia que ela queria continuar na BAU e não tiraria isso dela.

A equipe fez uma festa surpresa nem tão surpresa já que Derek falou para Penelope. Ele precisava contar por causa de todo o trauma. Ela prometeu ficar com cara de surpresa.

— Eu nunca pensei em te largar. – Derek falou quando ele ligou a SUV.

— Eu não quero ser tratada como uma vítima. – Ela falou. – Não gosto dessa palavra.

— Compreensível. – Falou Morgan. – Se alguém ousar encostar em você de novo eu... – Morgan parou. – Desculpe.

— Pelo que? – Penelope perguntou.

— Eu não quis dizer que você vai ser levada de novo. – Morgan se corrigiu.

— Eu sei. – Falou Penelope.

— Então porque está tão quieta? – Morgan perguntou.

— Bebês. – Penelope falou. – Nós nunca tocamos no assunto sobre ter filhos ou não.

— E você acha que eu não quero ter filhos com você. – Morgan Falou.

— Você não gostaria de dizer que sua esposa foi vítima de psicopatas duas vezes. – Ela falou. – Pense o que sua mãe diria sobre sua esposa ter sido estuprada.

Morgan parou o carro.

— Eu diria que eu tenho a mulher mais durona de todas. – Morgan falou a fazendo olhar para ele. – Uma mulher que passou duas semanas com um cara e depois seis meses em coma. – Ele deu um beijo nos lábios dela. – Ela já sabe o que você passou. No seu segundo mês no hospital eu fui a Chicago e contei a ela sobre você.

— Derek. – Ela ficou triste. – Porque?

— Eu queria saber o que fazer. – Ele falou. – No primeiro dia do seu coma o médico me deu uma folha para desligar seus aparelhos. Eu demorei dois meses para decidir se eu faria ou não.

Alguns meses antes...

Morgan ainda estava sentado ao lado de Penelope. Já faziam dois meses que ela estava em coma e os médicos estavam pressionado Derek para uma resposta definitiva.

Reid estava no corredor. Ele estava tendo outra crise de consciência. Entre usar ou não Dilaudid outra vez.

— Reid. – Morgan chamou. – Eu preciso de um favor.

— O que precisar Derek. – Falou Reid entrando.

— Eu preciso de conselhos da minha mãe. – Morgan falou. – Não conselhos por telefone. Eu marquei um voo para daqui a duas horas.

— Você quer que eu fique por aqui? – Reid perguntou.

— Por favor. – Derek pediu. – É um dia ou dois.

— Eu ficaria uma semana com ela Derek. – Falou Reid. – Assim não tenho tempo para pensar no Dilaudid.

— Eu preciso de conselhos. – Derek falou. – Eu volto logo.

— Não se preocupe Derek. – Falou Reid. – Posso ler alguma história para ela.

— Ela iria amar. – Falou Derek.

Derek deu um beijo na testa de Penelope já que a boca estava com a cânula traqueal.

— Eu volto, minha deusa. – Derek falou antes de sair.

Ele pegou um voo para Chicago e dirigiu até a asa de sua mãe.

— Derek. – Fran disse ao ver o filho. – Qual o problema?

— Eu posso entrar? – Derek perguntou.

— Claro. – Ela levou o filho para dentro.

— Obrigado mãe. – Derek sentou no sofá de sua mãe.

— Me conte. – Ela exigiu.

— Tenho que tomar uma decisão. – Derek falou. – Penelope foi sequestrada por duas semanas e agora está em coma há dois meses. Os médicos disseram que ela talvez acorde em alguns meses, mas se isso não acontecer...

— Eles querem sua permissão para desligar os aparelhos dela. – Ela completou.

— Eu simplesmente a amo, mãe. – Derek falou. – Eu e ela estávamos ensaiando um namoro quando ela foi atacada. Então Hotch me colocou como responsável. Ela não tem pais e quando Hotch me passou a responsabilidade de cuidar dela eu... – Eu não sei.

— Derek. – A mãe de Derek olhou para ele. – Ela é seu verdadeiro amor, certo?

Derek assentiu com a cabeça.

— Se há possibilidade de ela acordar não desligue seus aparelhos. – Ela falou. – Fique ao lado dela e cuide.

— E se ela não acordar? – Perguntou Derek.

— Não desligue os aparelhos. – Ela falou. – Se você desligar, você terá que conviver com a sensação que deveria ter feito diferente. Deixe a vida seguir seu curso.

— O que quer dizer com seguir seu curso? – Derek perguntou.

— Deixe-a morrer naturalmente se for essa vontade de Deus. – Falou Fran. – Você não vai conseguir segurar a culpa de saber que não tentou o suficiente.

— Ela pode ficar anos em coma. – Falou Derek.

— Eu vejo seus olhos brilhando quando fala o nome dela. Ela faz seu dia feliz. – Disse Fran colocando uma mão na cabeça de Derek. – Se ela ficar em coma, você pode visitar ela num hospital. Não em um cemitério. Você não vai precisar esperar o dia de finados para ver ela.

Fran abraçou Morgan. Derek estava chorando e deixando as lágrimas saírem.

— Eu vou dizer não ao desligamento de aparelhos. – Derek decidiu. – Ainda posso lutar por ela.

Derek voltou para Washington e deu a folha para o médico.

— Decidiu sobre o assunto então? – Ele perguntou olhando para a folha.

— Eu não vou desligar seus aparelhos. – Derek decidiu.

— Está ciente que ela pode ficar muito tempo em coma? – O médico perguntou.

— Nos últimos meses você tem me pressionado para desligar os aparelhos como se ela quisesse isso. – Derek ficou nervoso. – Eu não entendo. Um médico deveria lutar pelos seus pacientes. Não obrigar seus familiares a desistirem deles e simplesmente aceitar seguir em frente.

Derek saiu do escritório do médico e indo ao quarto de Penelope. Ele admirou a moça na cama e Reid lendo para ela. Derek sabia o quanto Penelope era importante para todos, mas ouvir Reid ler para ela deu algum sentido a tudo.

Reid a tinha como uma irmã mais velha. E então ele pensou em Rossi e como ele passou a ficar com Penelope mais vezes por semana quando não estavam em um caso. Ele com certeza tinha em Penelope uma filha colorida. JJ a tinha como confidente e como uma segunda mãe para Henry. Penelope para Emily era uma irmã também. Derek pensou em Hotch e não conseguiu descobrir se ela se encaixava como irmã do agente supervisor ou se era mais uma amiga.

Presente...

— Eu acho que preciso dormir. – Penelope falou.

— Vamos nos instalar na casa. – Derek a pegou nos braços e levou para dentro. – Não tivemos exatamente uma primeira noite.

— Derek... – Penelope tentou protestar quando ele a pegou no colo.

— Além disso nossos amigos estão nos esperando. – Derek falou.

— Eu não tenho vontade ver ninguém nesse momento. – Ela falou.

Derek a colocou na cadeira e se virou para ela.

— Vamos superar isso juntos. – Derek falou. – Eu, você e o povo lá dentro.

Derek começou a empurra-la.

— Além disso. Tem bolo. – Derek falou.

— E você acha que eu estou aqui por causa do bolo? – Penelope deu um sorriso.

— Chocolate ajuda a melhorar. – Derek falou.

— Derek Morgan. – Penelope falou. – Eu acabei de sair do hospital e você já quer me dar bolo de chocolate.

— Eu falei para o Reid que era demais. – Derek falou. – Eu deveria pedir para ele buscar um menos doce?

— Eu quero o de chocolate. – Ela falou.

— Minha garota. – Falou Derek abrindo a porta.

— Surpresa. – Gritaram os agentes quando ela entrou.

Penelope fingiu surpresa, mas ela estava emocionada por sua equipe estar ali para ela.

— Senti sua falta, Pen. – Falou JJ. – Acho que eu não conseguiria viver se algo acontecesse com você.

— Já está marcado. – Falou Emily. – Noite das garotas comigo e com JJ. – Ela falou. – Nem adianta argumentar.

— Eu irei. – Penelope respondeu.

— Penny. – Reid abraçou Penelope. – Eu sinto tanto a sua falta. Talvez eu devesse te chamar de irmã.

— Pode me chamar do que quiser Pretty Boy. – Penelope falou.

— Ei gatinho. – Rossi pegou Penelope e deu um abraço apertado.

— Com cuidado aí, Rossi. – Falou Morgan com falso ciúme.

— Eu a considero como uma filha. – Rossi falou. Ele a colocou no sofá.

Hotch que até então estava contido apenas pegou as mãos dela.

— Eu posso parecer contido por fora, mas fiquei muito mal pensando no que poderia ter acontecido com você. – Hotch falou.

— Obrigado Bossman. – Falou Penelope.

— Nunca mais nos dê um susto assim, Penny. – Hotch estava realmente feliz com a volta de Penelope para casa.

Então Reid saiu e voltou trazendo um bolo de chocolate.

— Talvez essa festa fique melhor com isso. – Reid colocou o bolo na frente de Penelope.

— Eu acabei de sair do hospital e já tem um bolo? – Ela perguntou. – Acho que vou assinar um plano fidelidade por lá.

Os agentes olharam para ela.

— É brincadeira pessoal. –Ela falou. – Já tive experiências traumáticas o suficiente para um livro.

— Vejo que o meu gatinho voltou. – Falou Rossi.

— Gatinho? – Penelope perguntou. – E porque não Baby Girl?

— Porque esse é exclusivo do Morgan. – Falou rossi. – Eu não pretendo estar na linha de tiro de Derek por um longo período.

— Eu gosto de gatinho. – Falou Derek. – Ainda mais se o gatinho for uma gatinha linda como você.

— Esperem a hora de ir para o quarto. – Falou JJ.

— O que você não fez com Will que você não quer ver? – Perguntou Derek para JJ.

JJ corou.

— Eu não quis dizer isso. – Derek falou ao ver JJ constrangida.

— Eu sei bem o que você quis dizer, Derek. – Falou JJ. – Eu e Will temos um filho juntos, então não tenho que ficar vendo.

— Quando sai o casamento? – Perguntou Reid.

Todos olharam para ele.

— Quero dizer... –Reid tentou corrigir. – O casamento na igreja. Sabe. Véu, grinalda e vestido branco.

— Ainda não tinha pensado nisso. – Falou Derek se ajoelhando em frente em Penelope.

— O que vai fazer Derek? – Penelope perguntou quando ele se ajoelhou em frente a ela.

— O que eu deveria ter feito. – Ele falou. – Eu sei que já nos casamos no civil, mas Reid está certo. Penelope Garcia. Aceita se cassar na igreja comigo?

— Lógico que sim. – Penelope respondeu.

— Eu cuido do vestido. – Falou JJ antes de Derek dizer algo.

— E eu da despedida de solteiro. – Falou Rossi.

— Algo santo por favor. – Falou Derek.

— Bebidas e charutos. – Falou Rossi. – Nada mais santo que isso.

— Eu cuido da despedida de Penelope. – Falou Emily.

— Eu já sou casada com Derek. – Penelope falou. – Não vejo sentido.

— Mas eu sim. – Falou Emily. – Você merece uma festa para entrar no casamento com uma coisa maravilhosa.

— Tem outra coisa maravilhosa que eu prefiro. – Penelope falou.

— Está vendo? – Falou Rossi. – Nosso gatinho está voltando.

— Essa é a Penelope que eu gosto. – Falou Derek dando um beijo nela.

Notas finais
Sim eles vão se casar. Mas o casamento vai acontecer? você sabe o que vai acontecer, não é?