Por você, Baby Girl.
21 Dia do casamento.
Notas iniciais
Não era para demorar tanto para acontecer, mas Morgan resolveu dar a Penelope a melhor cerimônia de casamento que ela merecia. Eles já estavam casados e morando juntos, mas Morgan insistiu no casamento na igreja. Na verdade, Penelope também queria, mas teve medo de pedir a Morgan.
Embora eles tivessem marcado o casamento para seis meses, eles precisaram de mais seis para terminar o planejamento. Penelope estava tendo alguns problemas para dormir.
Não era para menos. Ela havia sido duas vezes vítima de violência sexual e Morgan e ela estavam ambos com medo. Eles esperaram seis meses para fazer amor pela primeira vez depois de tudo o que aconteceu. Não pela vontade de Morgan, mas pelo respeito a Penelope.
Seis meses antes...
Penelope repetiu ela quinta vez em quatro meses o teste de gravidez. Ela não esperava ficar grávida daquele homem. O teste voltou negativo e ela finamente sorriu. Era o último dia do remédio contra doenças sexualmente transmissíveis e esperava o resultado do último exame contra HIV.
Morgan estava em Quântico quando ela recebeu o exame negativo. Morgan ainda estava na BAU quando ela ligou e ele sorriu.
Morgan voltou para casa à noite. Sempre olhando para a rua e para qualquer carro estacionado. Eles tinham se mudado de apartamento dois meses atrás. Ele se sentiu seguro em deixar ela segura pela primeira vez em meses, sempre com alguém a vigiando de uma distância.
Morgan subiu com o buque que comprou no caminho. O apartamento estava iluminado com velas e ela estava no sofá esperando por ele. Ele colocou o buque na frente dela e a levou para o quarto.
— Eu posso andar. – Ela sussurrou.
— Mas eu prefiro te carregar. – Falou Derek beijando a orelha dela. – Alias eu quero tentar algo hoje.
— Estou esperando. – Ela falou.
— Tem certeza que quer fazer isso? – Derek não queria que ela se sentisse insegura.
— Bem... Eu não estou grávida e meus exames de DSTS vieram negativos. – Penelope falou. – Então está na hora.
— Então vamos aproveitar. – Derek falou. Ele desceu até a cozinha e voltou alguns minutos depois.
— O que é isso? – Penelope perguntou depois de ver o que ele tinha nas mãos.
— Eu tenho uma fantasia desde o nosso casamento no civil. – Derek respondeu.
— Chantilly, morangos E champanhe. — Penelope falou. – Que fantasia profana você está sonhando em fazer comigo? – Ela falou com ironia.
— Ela envolve algemas também. – Derek falou. – E a cama.
— Você vai ser uma espécie de professor hoje? – Ela perguntou.
— Deixe me guiar até o prazer baby. – Derek sussurrou no ouvido de Penelope.
— Faça o que quiser. – Ela falou quando ele a virou.
— Você quer uma palavra de segurança? – Derek perguntou.
— Eu realmente preciso? – Ela perguntou.
— É justo. – Derek falou. – Eu nunca vou te forçar a fazer nada que você não queira.
— Derek... – Ela começou a se perder na fantasia.
— Apenas me dê seus braços. – Derek falou.
Penelope estendeu os braços para Derek e ele os colocou para trás.
— Acho que eu esqueci do chocolate. – Derek falou.
— Você pode ser o chocolate. – Penelope falou.
— Porque diabos eu demorei tanto tempo para fazer isso? – Derek se perguntou.
— Porque você sabe respeitar uma mulher. — Ela falou.
— Agora deixe eu te preencher. – Ele falou colocando o doce branco no morango.
Ele colocou o morango na boca dela. Ela mordeu e em seguida ele comeu a outra parte e depois beijou Penelope.
— Agora deite. – Derek falou.
— Sim senhor. – Ela falou se deitando.
— Boa garota. – Ele falou enquanto amarrava as mãos dela na cabeceira. – Se você decidir parar pode dizer que eu paro imediatamente. Você entendeu?
— Sim Derek. – Penelope respondeu.
Derek e ela fizeram amor como se precisassem um do outro naquele momento. Em certo ponto ele a desamarrou para que ela se sentisse confortável. Ele suou e ela também. Eles eram um para outro.
Presente...
Agora Derek estava vestido e pronto para receber Penelope no altar da igreja. David pediu a Penelope se ela o permitia leva-la até Derek no altar da igreja. Ela não pode negar.
— Seria ótimo senhor. — Penelope respondeu.
— Dave. — Rossi a corrigiu. – Estamos em horário de recreação.
— Sim Dave. – Penelope falou. – Eu amaria ter você me levando para o altar.
JJ ajudou a escolher o vestido. Ela escolheu um de renda com algumas contas, um modelo simples para a ocasião. Todos os amigos e conhecidos estavam lá. A mãe de Derek e as irmãs dele, Kevin com a sua nova namorada, Reid acompanhado de uma garota, Emily e Hotch com Jack e Jéssica, JJ, Will e Henry. Derek era o homem mais sorridente do mundo.
Alguém espreitava o lugar a procura de uma brecha para acabar com aquela felicidade. Ele hackeou o telefone de Derek e enviou uma mensagem para ela o encontrar atrás da igreja para uma conversa em particular.
Penelope estranhou aquela mensagem e imaginou que ele iria acabar com o casamento. Ela concordou com o encontro. Ela pediu para desembarcar alguns quarteirões antes depois de mandar uma mensagem para o celular clonado pedindo para eles se encontrarem longe da igreja.
O homem então concordou com a mudança e achou uma idéia maravilhosa. Ele foi para lá. Ela o esperava vestida de noiva sentada em uma das paradas de ônibus. O carro a esperando na esquina. Ela viu um carro parar e imaginou ser Derek, mas percebendo a fria que ela se meteu ela tentou correr na esperança de alcançar o carro e ficar segura. Foi quando ela sentiu algo furando as costas dela. Ela caiu e começou a lentamente apagar.
Não tinha a ver com Derek em especial. Dessa vez era para toda a equipe. Ele a levantou quando ele a viu totalmente apagada pelo efeito da Special-k e a levou para o carro a colocando no banco de trás.
O motorista do carro onde ela estava pegou o telefone nervoso pela cena que presenciou e ligou para Rossi.
— Ela está atrasada. – Falou Rossi. – Diga que estão chegando.
— Estou a algumas quadras da igreja. – Ele falou com a voz tremendo.
— Cristopher. – Rossi viu a voz nervosa do homem. – Qual o problema?
— Ele a levou. – Cristopher conseguiu juntar força o suficiente para falar. – Eu não consegui agir.
David desceu as escadas correndo atraindo Hotch e Reid.
— Onde você está? – Rossi perguntou.
— Quatro quadras ao norte da igreja. – Cristopher falou. – Ele saiu cantando pneu daqui.
— Estarei ali logo. – Rossi falou sentindo uma mão no ombro e se virando.
— Qual o problema Dave? – Perguntou Hotch.
— Alguém levou Penelope. – Rossi falou sem olhar para Hotchner. – Ele a atraiu com uma mensagem falsa e a levou.
— Reid. – Hotch virou para o agente mais novo olhando espanto e obviamente branco. – Avise Derek calmamente. Não atraia multidão. Chame JJ e Emily e os encontre há quatro quadras ao norte.
— Certo. – Reid alou e saiu correndo.
— Com calma Reid. – Hotch gritou.
Reid foi caminhando enquanto Rossi e Hotch foram ao encontro de Cristopher.
Reid entrou na igreja e chamou os agentes. Derek viu a aparência de Reid e a falta de Hotchner e Rossi e a demora de Penelope.
— Derek, JJ e Emily. – Falou Reid. – O casamento fica para depois. Temos um caso urgente.
Eles nem falaram nada. Derek desceu as escadas e quando viram os quatro agentes estavam indo para o local.
Derek fez Reid parar.
— Conte-me. – Derek exigiu. – Não diga que ela desistiu.
— Não por vontade dela. – Falou Reid.
— O que quer dizer? – Perguntou JJ. – É o casamento dela.
— Podemos conversar enquanto estamos indo para a cena? – Reid falou.
— Ela está morta? – Derek perguntou assustado.
Reid viu a bandeira que havia dado.
— Derek. – Reid chamou o agente. – Eu não deveria te contar desse jeito, mas Penelope foi atraída com uma mensagem falsa vinda do seu telefone e ela se encontro com um cara estranho e ela tentou correr e.... – Reid parou. – E ela foi sequestrada.
JJ e Emily perderam o equilíbrio e caíram sentadas no chão.
— Ele não conseguiu impedir. – Flou Reid. – O motorista tentou ajudar.
— Insegura do jeito que a Penelope é sobre si, ainda mais antes do casamento. – Derek falou. – Ela deve ter achada que eu iria cancelar o casamento. Eu não a culpo. Não posso culpa-la. Quando ela e Kevin namoraram havia muita turbulência mesmo assim eles são amigos.
— Então não está bravo com ela? – Perguntou Reid.
— Ela recebe um texto que parece ter vindo do meu celular. – Derek falou. – Ela marcou num local público. Ela tentou fugir. Eu não teria raiva dela nem se ela se fizesse de isca. Embora eu esteja chateado pelo casamento.
— Quem a levou, Spence? – Perguntou JJ.
— Rossi e Hotch foram para lá. – Falou Reid.
— Talvez se eu chamar Will ele pode nos ajudar. – Falou JJ. – Minha mãe está aí. Posso pedir para ela cuidar de Henry.
— Qualquer ajuda seria bem-vinda. – Falou Derek.
Rossi e Hotch queriam que aquilo tudo fosse um pesadelo. Rossi sentia seu sangue ferver e o jeito que o sequestrador fez para levar sua filha do coração, usando uma mensagem do celular de Morgan para ela não desconfiar o fez prometer-se a si mesmo que ele iria encontra-la e matar esse desgraçado.
O que Rossi não sabia é que o assassino queria vingança contra Penelope e Rossi. Era alguém do passado de ambos que retornou.
Enquanto isso Penelope ainda estava apagada quando o homem saiu de Washington rumo a Miami. Ele a levou tão longe quando pensou.
— Estaremos em Nevada daqui há algumas horas. – Ele falou enquanto ela ainda estava apagada. – Acho que David deve estar se perguntando sobre qual tipo de maluco eu sou. Ele me mandou para cadeia uma vez com a sua ajuda. – Ele estava falando com ela não esperando uma resposta. – Eu consegui algo para escapar de uma prisão. Eles me classificaram como doente mental. Então eu consegui fugir.
Derek sentiu seu peito apertar quando chegou e viu Cristopher sem entender bem o que ele tinha presenciado.
— Derek. – Reid o deteve. – Ele tentou intervir.
Cristopher parecia suar feito um peru quando viu Derek.
— Depois a gente conversa, Cristopher. – Falou Derek seco com o jovem motorista.
— Talvez você devesse ir para casa. – Falou Hotch.
Cristopher só assentiu.
— Alguém deve ir avisar o povo na igreja. – Falou Hotch. – E avisar que não terá casamento.
— Devo dizer que ela foi sequestrada? – Perguntou JJ. – Ou devo dizer que apareceu um caso e que o casamento fica para daqui a um ano?
JJ tentou não ser sarcástica, mas já estava irritando ela o fato que todos os Unsubs resolveram mirar na sua amiga de uma vez só. Primeiro um maldito psicopata queria brincar do que ela chamou de "casinha", depois o maldito que queria se vingar de Derek e agora um que levou Penelope e ela não conseguia encontrar uma saída justa.
Hotch entendeu a frustação de JJ. Ele estava mentalmente escrevendo uma nota para arranjar uma arma para Penelope. Ela precisa se defender em caso de algum outro babaca viesse depois desse. Ela e Morgan nunca conseguiria ser felizes desse jeito. Ele amaldiçoou não ter ido junto a ela. Ela havia pedido por companhia de algum agente porque ela se sentiria mais segura, mas Hotch apenas lhe disse que ela ficaria bem.
— Maldito seja. – Gritou Hotch. – Isso se tornou um círculo vicioso.
— Parece que eles miram nela de propósito. – Falou Rossi.
— Em quem ele está pretendo mirar levando ela agora? – Perguntou Derek. – Edward a sequestrou por minha causa. Esses caras sempre tem um plano.
Cristopher se aproximou de Hotch.
— Eu o mandei para casa. – Hotch falou grosseiramente com ele. – Sinto muito Cris.
— Eu preciso dizer o que ele parecia. – Falou Cristopher.
— O que ele parecia? – Perguntou Rossi.
— Quando ela o viu em direção dela ela ficou assustada. Como se ela o reconhecesse. – Cristopher falou. – Ele tinha cabelos longos prateados e usava um tipo de corrente com padrões estranhos.
Rossi ouviu a descrição com incredulidade. Ele começou a andar quando Derek o olhou. Ele queria se enfiar em algum lugar.
— Ele deveria estar morto. – Rossi falou alto. – Eu mesmo garanti isso.
— Você sabe quem é? – Perguntou Hotchner.
— Eu garanti a execução dele. – Falou Rossi.
— Poderia esclarecer? – Derek perguntou.
— Eu preciso checar antes. – Rossi falou entrando na SUV que ele estacionou quando chegou a igreja.
Dirigindo até a BAU ainda com o terno do casamento ele xingou até a mãe dele em italiano. Ele torcia para ser qualquer um dos Unsubs malditos que ele tinha preso, não um morto qualquer voltando da tumba.
Fale com o autor