Por você, Baby Girl.
46 Spencer Reid.
Notas iniciais
Dois meses depois...
Maeve passou os últimos dois meses em repouso. Um sangramento alguns meses precisou ser ratado e o médico recomendou descanso total.
Penelope passou a cuidar dela quando Reid estava em um caso fora da cidade. Ele sabia que a qualquer momento ela iria ter os bebês, mas parecia que os unsubs não davam trégua e ele precisava viajar com a equipe. Penelope se mudava temporariamente para a casa de Spencer quando eles estavam fora.
Ela levava um computador e as meninas para a casa de Spencer. O batizado das meninas teve que ser adiado, mas isso não queria dizer que não aconteceria. Ela queria todo mundo lá, inclusive Maeve e Spencer porque junto de Hotchner e Prentiss eram os padrinhos das meninas.
Era uma tarde que poderia ser chamada de calma. Maeve dormia no quarto e Penelope executava algumas pesquisas. Reid estava apenas a meia hora de casa e bem, tinha um pressentimento ruim.
— Precisa de algo? – Penelope foi até o quarto e viu Maeve sentada olhando para baixo.
Ela olhou para a mesma direção e se assustou.
— Deus. – Penelope saiu correndo pela casa e pegou a bolsa dos bebês de Maeve. – Ok. Vem comigo. – Ela ajudou Maeve a se levantar e com cuidado conduziu ela pela casa.
Pegando o celular, guiou Maeve até Esther, seu Cadillac. Ela colocou as gêmeas atrás do carro e Grace se sentou arrumada. Penelope deu um rápido virar de chaves e estava logo correndo pela estrada direto para o hospital mais perto.
— Spencer. – Penelope praticamente gritou quando Reid atendeu. – Precisa vir para casa agora.
— O que aconteceu? – Spencer saltou da sua mesa onde estavam analisando um caso.
— Ela está em trabalho de parto, Spencer. – Penelope falou. – Olha Reid. Preciso de você e Morgan aqui.
— Eu acho que não tem voo disponível no aeroporto. – Reid voltou a se sentar frustrado.
— Fiz umas ligações Spencer. – Penelope acelerou um pouco mais. – Vá para o aeroporto e procure o jatinho. Ele está pronto para voar com vocês.
— Não sei como agradecer. – Reid estava emocionado.
— Apenas esteja aqui para o nascimento. – Penelope desligou quando finalmente estacionou no hospital.
Ela tirou o cinto de Maeve enquanto gritou por ajuda.
— Preciso de uma cadeira aqui. – Penelope gritou para uma enfermeira na porta. – Ela está em trabalho de parto.
Duas enfermeiras chegaram com uma cadeira para Maeve e a levaram para dentro.
— Chame doutor Áureo. – Uma das enfermeiras falou para a outra. – Precisamos coloca-la no oxigênio.
— Oxigênio? – Penelope estranhou.
— Acredite em mim. – A enfermeira falou. – É uma medida de prevenção. Se por acaso ela desmaiar já temos o oxigênio.
— Ok. – Ela não sabia como agir.
Reid pegou tudo que conseguiu lembrar que era dele e Derek o ajudou e como Penelope pediu eles voltaram para Virgínia. O jatinho era rápido o suficiente para chegarem em vinte minutos.
Derek e Reid entraram na primeira SUV que acharam a chave e Derek pisou no acelerador e ligou as sirenes.
— Vai demorar muito? – Reid estava ansioso.
— Mais cinco Minutos. – Derek falou. – Apenas respire Spencer. Apenas respire.
— Isso é tão louco. – Reid ficou paralisado por um minuto. – Eu ser pai.
— É uma coisa boa. – Morgan falou. – Acredite vai amar isso. A sensação de ter alguém para amar. Talvez uma das poucas que só as mulheres podem fazer. Dar um bebê ou no meu e no seu ter dois bebês.
— Eu ainda quero mais filhos. – Spencer Revelou para Derek. – Mais um como você e Penelope três filhos.
— Vai com calma Spencer. – Derek estava feliz pelo amigo.
O hospital foi aparecendo aos poucos e Derek nem ligou para onde estacionava. Ele se lembrou de colocar a placa de veículo oficial. Spencer entrou correndo e foi direto para a sala de espera.
Penelope estava com as três meninas.
— Ela não quer ter os bebês sem você. – Penelope indicou a sala de parto. – Boa sorte Spencer.
— Obrigado. – Spencer agradeceu.
Ele foi em direção a porta e entrou.
— Você veio. – Maeve segurou a mão de Spencer contente que ele estava ao seu lado.
— Há muitas coisas que eu não quero perder nessa vida. – Reid deu um beijo na testa de Maeve. – Esse momento é um deles.
— Você pode segurar minha mão? – Maeve pediu.
— Sempre. – Reid pegou as duas de Maeve e começou a fazer círculos com o polegar na palma dela. – Isso ajuda a relaxar. Vamos fazer isso juntos.
— Senhorita Maeve. – O médico entrou. – Sou o doutor Áureo. Soube que seu marido está aqui.
— Spencer Reid. – Spencer apertou as mãos do doutor. – O pai dos bebês.
— Ok. – Áureo se posicionou. – Eis como vai funcionar. Você faz força, o bebê vem para fora e eu puxo. Quando eu disser para fazer força faça bastante força. Não importa se vai doer. O resultado é maravilhoso, certo?
— Certo. – Maeve apertou a mão de Spencer.
— Você consegue. – Spencer se posicionou.
— Faça força. – O médico pediu.
Maeve fez força, tanta quanto ela conseguia pensar.
— REID. – Maeve gemeu quando fez força.
— Mais uma vez. – O médico pediu.
— Você vai se sair bem amor. – Reid olhou para frente ignorando a dor crescendo na mão. – Apenas não quebre meu dedo.
— Não vou quebrar. – Maeve riu.
— Força agora. – O médico pediu.
— Ahhhhh. – Maeve se inclinou para frente e depois voltou a deitar.
Um choro de criança foi ouvido na sala e Spencer viu o bebê nas mãos do médico.
— Parabéns papai. – O médico passou o garotinho para Spencer. – Você tem um menino. Logo chega o próximo.
— Ei garotinho. – Spencer sorriu para o menino a sua frente. – Olha só.
— Ele é lindo. – Maeve olhou para o menino a sua frente. – Se parece com você.
— Seria melhor que ele parecesse com a mãe. – Spencer falou.
— Ele pode se parecer com a gente. – Maeve olhou para o filho recém-nascido.
— Ainda tem mais uma senhorita. – O médico interrompeu, obviamente constrangido por fazer.
— Ok. – Maeve respondeu respirando fundo. – Vamos lá?
— Você consegue. – Reid voltou a segurar as mãos de Maeve.
— Força agora. – O médico instruiu Maeve e ela fez tanta força, quanto ela conseguiu lembrar.
— Wow. – Ela conseguiu falar durante uma contração e outra. – Wow. – Ela não queria gemer o nome de Reid outra vez.
Ela fez força por cinco minutos então ela ouviu o choro de bebê ecoar pela sala.
— Parabéns. – O médico veio até eles e entregou a garotinha. – É uma menina.
— Vamos tirar no cara ou coroa com ela se parece? – Perguntou Reid.
— Ela se parece comigo. – Maeve disse. – Não preciso mentir.
— Bem. – Reid coçou a cabeça. Ele não iria discutir isso aqui no hospital.
A equipe aguardava as notícias de Reid. O carrinho duplo cor de rosa de Sophie e Diana estava ocupado pelas duas garotinhas.
Rossi e o resto da equipe estavam no hospital. Hotch havia decidido que Spencer tendo um filho era o máximo de motivos para a equipe voltar para a cidade. Eles voltariam para o caso depois.
JJ havia ido à casa do casal pegar o carrinho duplo que eles ganharam de Rossi e instalar os bercinhos ao lado da cama. Ela até trouxe as lembrancinhas que eles mandaram fazer. Um livro com uma citação de Arthur Conan Doyle.
"Por muito tempo tem sido um dos meus axiomas que as pequenas coisas são infinitamente mais importantes. -Arthur Conan Doyle."
Então Reid saiu da sala de parto e informou a todos sobre o nascimento dos bebês. Todos ficaram em festa, menos Emily. Não, ela não estava triste, mas naquele dia ela se sentia mal. Ela prometeu a Hotch ir ao médico e ver o que havia de errado então ela se levantou e abraçou Reid.
— Parabéns Gênio. – Morgan abraçou Reid.
— Eles serão muito amados. – Reid falou sem entender o porquê.
— Eu sei que sim. – Derek deu um olhar sujo para Reid. – Acredite é a melhor coisa do mundo.
— Parabéns Spencer. – Penelope abraçou Reid. – Espero que seja feliz.
— Eu tenho que pedir algo para você e Derek. – Reid se dirigiu para Penelope e Morgan.
— Peça. – Derek e Penelope responderam juntos.
— Quero que os dois sejam padrinhos da minha filha. – Reid falou. – E JJ e Will sejam padrinhos do menino.
— Isso é tão lindo. – Penelope Abraçou Reid. – Eu sei que não gosta de abraços, mas mesmo assim vou fazer.
— Fico feliz Spencer. – Derek respondeu. – Você vai ser da nossa e nós da sua.
— Acha que podemos fazer um batizado triplo? – Reid sugeriu. – Ok. Quadruplo.
— Teremos que ver com o padre.- Derek tinha esperanças que ele aceitaria. – Seria tão lindo, mas teríamos que decidir quem seria o primeiro.
— Como você e Pen tiveram suas meninas primeiro seriam vocês. – Reid começou. – Não estou pressionando por um, mas seria legal.
— Quando poderemos ver eles? – Emily perguntou.
Ela estava tonta nas últimas semanas. Hotch percebeu que ela estava diferente e sempre com tonturas.
— Talvez em alguns minutos. – Reid deu um sorriso. – Emily você está bem?
— Eu não sei. – Ela olhou para Hotch e então desmaiou.
— Ok. – Hotch a pegou antes que ela caísse no chão. – Ela não está bem.
— Precisamos de um médico. – JJ gritou para quem conseguisse ajudar.
Hotch não podia de deixar de sorrir. Ele sempre soube pegar pessoas antes que caíssem em casos. Mas ele sabia que era diferente agora.
Fale com o autor