Por você, Baby Girl.
10 Sonhos de Califórnia
Alguns meses antes...
O sol brilhava forte naquele dia na Califórnia. Derek arrastou Penelope para a praia mesmo ela tendo vergonha de si mesmo. Ela poderia usar uma roupa que a deixasse confortável no sol e em público. Se Derek aprendeu uma coisa sobre Penelope é que ele deveria ajuda-la com essa insegurança em usar roupas curtas em público.
— Sente aqui. – Derek falou puxando Penelope para uma cadeira de praia no meio da areia.
Ela queria fugir. O que ela estava pensando? Um monte de garotas magras, com um bronzeado maravilhoso e ela ali, um pouco acima de peso e com Derek ao seu lado.
— Provavelmente elas pensam que você é meu irmão. – Ela falou para Derek. – Ou está comigo por pena.
Derek se sentiu mal com aquilo. A culpa não era dele ou de Penelope. Ele já tinha um nome para o vilão.
— Kevin. – Derek falou. – Kevin te fez se sentir assim, não é?
— Ele nunca quis ir à praia comigo. – Ela falou.
Na sua mente Derek estava se vendo estrangulando Kevin. Como ele poderia fazer isso com ela?
— Escute minha Deusa. – Derek pegou as mãos dela e as colocou em seu peito. – Você merece o céu, a terra a água e todo o resto. Não acredite em tudo que Kevin te disse porque ele é um babaca em não valorizar uma garota como você.
Derek se aproximo e a beijou. Ele nem estava aí para quem estivesse vendo. Aquela era sua garota, por quem ele esperou muito tempo para ter consigo.
— Acha que Hotchner sabe sobre a gente? – Penelope perguntou.
— Eu tenho certeza. – Derek respondeu. – Ele me perguntou quando eu ira casar com a deusa que eu estava namorado.
Ambos riram.
— E ele não sabe que a gente sabe que ele está com Emily. – Falou Penelope.
— Eles são bons em esconder. – Falou Derek.
— Eu os peguei se beijando no banheiro. – Ela falou. – Eles nem me viram.
Derek deu outro beijo em Penelope.
— Talvez devêssemos dar um mergulho? – Ele perguntou pegando a mão dela.
— É claro. – Ela falou o seguindo.
Atualmente...
Finley saltou da cadeira quando a porta veio a baixo de repente. Ele pegou a arma e corre para o quarto onde Penelope estava. Ele abriu a porta e bateu a cabeça dela na parede fazendo ela desmaiar enquanto ele a pegava de escudo humano. Derek, Hotch e Russ pararam na porta apontando suas armas para Finley procurando um único angulo em que pudessem atirar naquele filho da puta.
— Solta ela Finley. – Falou Hotchner. – Acabou.
— Pense Finley. – Falou Morgan. – Não vai poder se vangloriar depois.
— Eu não ligo para fama. – Ele disse apertando mais o braço dele no pescoço de Penelope. – Eu tive um trabalho sequestrando garotas para arranjar uma família que quando Andrea me mostrou uma foto dessa garota aqui, Cindy, eu sabia que ela seria perfeita.
— Sabe como isso vai acabar, não sabe, Finley. – Russ apareceu na porta. – Você matou minha noiva antes que eu pudesse casar com ela.
— Michele era deliciosa. – Falou Finley com uma risada grosseira.
— Russ. – Falou Rossi atrás. – Ele está jogando você. Você sabe que o importante é Penelope ser resgatada viva. Você tem que resistir à tentação de atirar nele.
— Eu juro que quando essa moça inocente estar a salvo eu vou dar cabo da sua vida, por Michele, por Penelope e por todas as garotas que você matou por causa de uma ilusão de ter uma família.
Como por milagre Finley afastou a cabeça o suficiente e Morgan disparou um tiro que fez Finley cair morto no chão, levando Penelope com ele. Morgan correu a tempo de pegar ela antes que ela batesse no chão.
O sonho de Morgan foi realizado. Ele a tinha em seus braços. Ela estava machucada, arranhada e parecia com alguns ossos quebrados, mas ela se recuperaria. Ele nem precisava de testes para saber que ela havia sido abusada. Tudo que ele poderia fazer era evitar uma gravidez.
Quando os enfermeiros entraram e carregaram Penelope para a ambulância, Morgan nem esperou aprovação de Hotchner para entrar com ela na ambulância. Ele já sabia que tinha.
Morgan se sentou em um dos lados da ambulância enquanto os enfermeiros atendiam Penelope.
Morgan voou para longe ao ouvir o sinal sonoro do monitor cardíaco ficar plano.
— Estamos perdendo ela! – Gritou um dos enfermeiros. – Pegue o desfibrilador rápido.
— Comece com 360 e se afaste! – Gritou outro enfermeiro. – Agente! Precisa soltar a mão agora.
Morgan soltou contra vontade.
— Choque. – O enfermeiro deu o primeiro, mas ela não reagiu. – Mais um. – 360!
O desfibrilador carregou outra vez.
— Quanto falta para o hospital? – Perguntou enfermeiro impaciente.
— Um minuto! – Gritou o motorista.
— Se não chegarmos urgente ela vai morrer. – Ele falou. – Se afastem. – O segundo choque pareceu surtir efeito. As linhas do monitor voltaram a oscilar e Morgan finalmente soltou o ar.
O motorista estacionou a ambulância no hospital alguns segundos depois e algum médicos correram para ajudar.
— Ela precisa de uma cirurgia urgente para o dano no cérebro. Ela tem uma perna quebrada e sinais claros de violência sexual. – Falou o enfermeiro. – Ela precisa da cirurgia agora.
Àquela altura Morgan que teve força pelo caminho inteiro viu seu mundo girar e depois escurecer. Ele desmaiou no chão da emergência.
Duas horas depois...
Morgan sentiu que alguém estava ao seu lado. Ele abriu os olhos e deu de cara com Reid e ficou triste.
— Não sou tão feio, Derek. – Falou Reid brincado.
— O que diabos aconteceu? – Morgan perguntou sentindo uma dor no braço.
— Você levou um tiro. – Falou Reid. – Mas talvez pela adrenalina você não notou até que chegou aqui e desmaiou na emergência.
— Onde ela está? – Perguntou Morgan. – Onde está Penelope?
— Ela está em cirurgia. – Falou Reid.
— Quanto tempo eu apaguei? – Morgan perguntou.
— Quatro horas. – Reid falou.
— E a quanto tempo ela está em cirurgia? – Perguntou Morgan.
— Quatro horas. – Respondeu Reid. – Talvez ela fique ainda mais lá.
Morgan tirou o soro do braço.
— O que você acha que está fazendo – Reid segurou Morgan. – Não vai ajudar Penelope se você for teimoso.
— Reid. – Falou Morgan. – Eu apenas preciso que você pare de me dar conselhos sobre o que eu devo fazer.
— Está certo. – Falou Reid. – Não tenho direito de dizer o que você vai fazer ou não, mas eu sou seu amigo e de Penelope. Acha que ela iria gostar de ver você se tornar um babaca completo se machucando enquanto ela está naquela maldita sala de cirurgia por quase quatro horas e meia lutando para viver?
Morgan não falou nada.
— Sabia que eles quase a perderam duas vezes durante a cirurgia? – Revelou Reid. – Quando um dos médicos disse seu nome ela voltou junto com a carga. Ela precisa de você, Derek Morgan. Por duas semanas eu fiz orações e me distraí para não usar Dilaudid outra vez. Eu dizia: "Penelope não iria gostar de me ver no remédio de novo." E esquecia que ele existia.
Morgan se encostou na cama.
— Quando você começou a ser mediador? – Morgan perguntou.
— A vida te ensina a aceitar certas coisas e ver que você precisa lutar por outras. – Falou Reid.
— Como você está? – Perguntou Hotch entrando no quarto de Derek.
— Como se tivesse levado um tiro. – Ele falou.
— Compreensível. – Falo Hotch.
— Quantas baixas? – Morgan perguntou.
— Apenas Finley. – Falou Hotch. – Mas encontramos outro corpo na casa.
— De quem? – Morgan perguntou.
— Do pai dele. – Respondeu Hotchner. – Ângelus Hurcky.
— Acha que ele o matou na frente dela? – Perguntou Morgan.
— Tenho total certeza. – Respondeu Hotch.
— Porque diz isso? – Morgan perguntou.
— Ele filmou a morte do pai dele. – Falou Hotch. – Não sei como ela vai ficar depois disso.
Morgan finalmente foi liberado, mas Penelope ainda estava na sala de cirurgia.
Ele se viu indo em direção a capela do hospital. Ele se sentou em dos bancos e simplesmente começou a chorar. Ele só queria chorar.
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