Por você, Baby Girl.
11 Tempo de cura.
Morgan ficou a noite toda dentro da capela. Reid foi chamar ele avisando que ela havia finalmente saído da cirurgia. Morgan e Reid se reuniram com os outros na sala de espera.
— Penelope Garcia? – O Médico perguntou para os agentes.
— A gente. – Falou Morgan tomando a frente.
— Bem. A cirurgia foi um pouco complicada demais do que a gente esperava. – Falou o médico. – O tanto de tempo que a gente ficou se perguntou como ela ficou com uma lesão daquela maneira. Então fizemos o melhor. Drenamos o líquido acumulado e a colocamos em suporte de vida. Ela está um pouco melhor do que quando ela entrou aqui, mesmo estando em suporte de vida. As próximas 72 horas serão as mais importantes para ela. O suporte de vida vai ajudar na recuperação. Ela está em coma induzido porque é a melhor escolha para ela em vez da sedação normal.
Morgan estava assustado.
— Mas ela vai se recuperar, certo? – Ele perguntou.
— Não vou prometer algo que não posso. – Começou o médico. – A senhorita Garcia é uma garota forte. Mas não vou esconder que ela pode ter complicações de locomoção ou de fala. Talvez momentâneas ou para sempre.
Morgan se sentou na cadeira, tentando achar um pouco de ar.
— Posso ficar com ela? – Perguntou Morgan. – Por favor!
— Ela precisa ficar sozinha, mas dadas as circunstancias em que seu nome a salvou da morte você pode ficar lá com ela. – Falou o médico. – Qualquer mudança no quadro deve ser informada agente. Por menor que ela seja.
Derek seguiu o médico até a UTI. Sua garotinha estava bonita outra vez. Cabelos arrumados, sem sangue ou qualquer outra coisa que fosse. Ela estava com a roupa de bolinhas do hospital algo que Morgan poderia jurar que combinava com ela. Seu braço apoiado cuidadosamente em uma tala de gesso por causa de uma lesão.
A máquina barulhenta do suporte a vida era a única coisa que atrapalhava aquele clima. Morgan se sentou na cadeira ao lado dela e pegou sua mão. Ele não poderia deixar de pensar nas coisas horríveis que ela passou. Mas Finley estava morto e ele não poderia mais fazer mal a ela. Agora ela só deveria se manter viva para que ele pudesse declarar seu eterno amor por ela.
O primeiro dia chegou ao fim finalmente. Parecendo mais ruim do que ele realmente foi. Uma chuva forte desceu sobre São Francisco como se estivesse lavando a alma de todos os agentes. Hotch e o resto da equipe foram para o hotel descansar. Morgan ficou lá.
— Aqui agente. – Falou a enfermeira. – Uma coberta para você.
— Obrigado, senhora. – Morgan agradeceu.
— Por favor me chame de Allie. – A enfermeira respondeu. – Vai mesmo ficar a noite toda aqui?
— Talvez eu precise de café daqui há algumas horas. – Respondeu Morgan. – Mas tenho medo em deixa-la.
— Posso pedir que eles tragam para você. – Allie respondeu. – Você a ama, certo?
— Com toda a minha vida. – Respondeu Morgan. – Mas fui um babaca e não contei o que sentia para ela a tempo.
— Posso dar um conselho? – Ela perguntou.
— Muitos já me deram conselhos sobre falar para ela. – Respondeu Morgan.
— O meu é diferente. – Allie Respondeu. – Quando ela melhorar vá e case-se com ela. Sei que você está pensando nisso.
— Eu já sim. – Ele respondeu.
— Que bom. – Allie falou. – Vou mandar café daqui há algumas horas para você. É o mínimo que posso fazer por um casal tão lindo.
Hotch e Emily estavam no quarto do hotel.
— Há uma coisa ainda não explicada. – Emily falou.
— A reserva com o cartão da Penelope. – Hotch falou. – Também penso nisso. Não conseguimos achar a tal mulher que o usou.
— Talvez devêssemos mostrar a foto de Andrea para a recepcionista. – Falou Emily. – Ver se ela a reconhece.
— Amanhã. – Hotch abraçou Emily.
Ambos deitaram
— Acha que ela vai ficar bem? – Emily perguntou antes de dormir.
— Ela vai ficar sim. – Falou Hotch. – Eu espero.
Reid estava no quarto dele com um livro novo. Ele podia contar quantos ele já havia lido naquele intervalo de duas semanas. Ele havia perdido Maeve há pouco tempo e ele ainda estava deprimido. Uma perda a mais para ele o faria recorrer ao Dilaudid.
JJ ligou para Will para dizer que eles haviam encontrado Penelope, mas que ela ainda não estava fora de perigo.
— Eu não sei Will. – Falou JJ. – Eu me sinto bem em saber que Finley está finalmente morto e que conseguimos alguma justiça para 21 vítimas fatais e uma sobrevivente, mas por outro eu me sinto mal em saber que Penelope pode virar uma vítima fatal se ela não sobreviver as próximas duas noites.
— Penelope é forte, amor. – Falou Will. – Devo contar a Henry que você conseguiu salvar a mulher inocente?
— Sim. – Respondeu JJ. – E diga que ela pode sobreviver se ele rezar para ela.
— Eu farei. – Falou Will. – E vou dizer que você precisa ficar um pouco mais por aí com ela.
— Obrigado amor. – JJ desligou o telefone e pegou a foto que ela e Emily tiraram com Penelope duas semanas antes de Penelope desaparecer.
Ela olhou para foto por meia hora antes de dormir.
— Resista amiga. – Falou JJ antes de dormir.
No quarto ao lado, Rossi estava com um de seus charutos e com um copo de Whisky. O sono nunca chegava então ele decidiu voltar ao hospital e talvez ele pudesse ficar com Morgan no quarto e dormir por lá mesmo em uma cadeira ou banco.
Rossi entrou no hospital e subiu até o quarto depois de mostrar o distintivo para a enfermeira. Morgan estava dormindo ao lado de Penelope.
— Morgan. – Chamou Rossi. – Vá para o hotel.
— Humm. – Ele falou acordando. – Eu posso ficar. – Ele falou com a voz sonolenta.
— Você não vai conseguir verifica-la se dormir. – Rossi falou ajudando Morgan a se levantar.
Derek parou um pouco como se tivesse ouvido algo.
— Me chama se algo mudar? – Morgan falou.
— Claro que eu chamo. – Falou Rossi chamando um taxi. – Durma um pouco por lá e volte amanhã. Só me tiram daqui se for com a segurança.
— Obrigado Rossi. – Derek se inclinou e deu um beijo na testa e Penelope. – E volto amanhã garotinha.
Derek se afastou e entrou no táxi. Ele chegou no quarto de hotel e deitou-se na cama, apagando completamente.
Ele deixou sua mente vagar por sonhos. Ele deixou o telefone num volume suficiente alto para acordar.
Rossi entendia o que Derek via em Penelope. Ele via o quanto ela era importante para o agente ficar são.
Ele pegou uma revista ao lado da cama de Penelope. Era antiga. Dois anos e meio atrás. Ele começou a folhear a revista em busca de qualquer coisa para ler. Havia um artigo em uma das páginas sobre a detetive Debora Monroe. Rossi começou a ler e começou a entender porque ela tinha passe livre com Manuel.
Dois anos atrás...
Debora era uma novata no departamento, mas foi subindo rapidamente. Tão rapidamente que alguns acharam estranho.
— Talvez ela esteja dormindo com o chefe. – Um dos detetives disse.
— Talvez ela seja parente do chefe. – Falou outro.
E os boatos iam aumentando cada vez mais. Andrea se sentiu mal no departamento.
Era porque ela era mulher ou porque ela sabia fazer seu trabalho sem atrapalhar os outros? Sinceramente ela não tinha idéia.
— Detetive Monroe? – Chamou um dos homens da divisão de narcóticos. – Pode vir aqui um instante?
— Claro, senhor. – Ela falou. Ela entrou e se sentou na cadeira em frente à mesa dele.
— A divisão de narcóticos está começando uma operação contra um dos carteis mais influentes da região. – Ele falou colocando a pasta na frente dela. – Manuel Santana. Atribuímos um total de dez mortes a ele por disputa de territórios de drogas. Ele é chefe dos Manos, uma gangue violenta.
— E o que eu tenho a ver com isso? – Debora perguntou.
— Precisamos de alguém lá dentro. – Ele falou. – Infelizmente eles conhecem os policiais daqui e você é nova. Podemos arranjar uma acusação falsa contra você e espalhar o boato que você foi expulsa.
— E se ele não acreditar? – Perguntou Debora.
— Você fará contato por um número seguro. – Respondeu. – Só precisamos que você nos dê alguma prova que Manuel matou aquelas dez pessoas.
Debora se infiltrou, mas Manuel não era bobo nem nada não demorou muito para descobrir.
— Aqui. – Manuel falou um dia. – Esse é o que você procura.
— O que é isso? – Ela perguntou.
— O livro do verdadeiro assassino daquelas dez pessoas. – Ele falou entregando um livro preto. – O nome dele é Hector Sanchez. Ele matou seu próprio pai.
— Porque está me dando isso? – Perguntou Debora. – E como sabe que sou detetive?
—Eu sei porque eu já fui um policial e não quero que se machuque. – Ele falou. – Eles te obrigaram a isso.
— Eles ameaçaram me demitir. – Ela falou.
— Ligue para a linha segura sempre que for preciso. – Disse Manuel dando um número para Debora.
— Obrigado. – Ela disse indo embora.
Fale com o autor