Por você, Baby Girl.
12 Diamante
Morgan acordou com telefone tocando a todo volume. Ele saltou e pegou.
— Deus Morgan. – Falou Rossi. – Já é a quarta vez que eu tento te ligar.
— Desculpa. – Falou Morgan. – O que houve?
— O médico quer falar com a equipe. – Falou Rossi. – Você foi para outro hotel?
— Não consegui ficar com a equipe. – Ele falou. – Todos estão sendo fortes e tem medo de admitir que estão tão quebrados quanto eu.
— Certo. – Falou Rossi. – Venha ao hospital.
Morgan vestiu algo rápido. O último sonho da noite havia sido quente. E ele estava apenas com uma cueca.
Durante a noite...
Derek tomou alguns goles de água. Aquele dia todo, sentado esperando sua menina acordar tinha sido desgastante e ele ainda poderia se ver fazendo isso nos próximos dois dias. Graças a Deus Rossi se ofereceu para o turno da noite então ele poderia dormir.
Ele puxou um dos cobertores da cama. Ele havia ido para outro hotel, pelo menos para aquela noite em questão. Ele não queria deixar a equipe ver ele chorando.
Ele fechou os olhos esperando sonhar com sua deusa.
Derek estava em uma joalheria. Uma lista na mão mantinha o que ele precisava comprar no lugar.
— Boa tarde. – Disse a atendente. – Posso ajudar?
— Quero o anel mais lindo e caro da loja. – Falou Derek. – E um colar que combine com ele.
Ela pegou uma das peças e mostrou a ele.
— Anel de diamante. – Ela falou.
— É perfeito. – Derek tirou o cartão do bolso. Acho que dá. Quanto custa?
— Dez mil. – Ela falou.
— Pode embrulhar para presente? – Derek falou. – Quanto ao colar, um que combine com esse anel seria bom.
Derek saiu feliz da loja. Ele havia conseguido algo legal para sua deusa.
Ela o estava esperando na cozinha com calda de chocolate e chantilly.
Ela se virou e eles não disseram uma palavra um para o outro antes de se beijarem e fazerem amor.
Agora ele estava de volta ao hospital e de volta a realidade. Ele viu a cara da equipe quando ele chegou por lá.
— Qual o problema? – Ele tentou entrar no quarto de Penelope, mas foi impedido.
— Ela sofreu outra parada cardíaca durante essa noite. – Falou Rossi. – E agora o coma dela é por conta. Eles a tiraram do induzido. Ela entrou em coma, Derek.
Morgan sentiu o mundo cair e algo explodir na cabeça. Ele sabia que teria que socar algo antes que ele explodisse.
Ele respirou fundo o suficiente e entrou no quarto quando os médicos o permitiram.
— A pressão craniana fez com que ela entrasse em coma. – Falou o Médico. — Ela realmente precisa de toda as orações para sair disso.
— Quanto tempo ela vai ficar assim? – Morgan perguntou.
— Um ano, seis meses. – Falou o médico. – Não sabemos ao certo. Preciso discutir com você sobre...
— Não. – Morgan gritou. – Em hipótese alguma vou desligar os aparelhos dela. Eu sou o namorado dela, mesmo que as regras do FBI não nos permitam sermos oficialmente.
— E se ela não acordar? – Perguntou o médico. – Por quanto tempo vai deixar ela aqui?
— Eu quero viver cada minuto com ela. – Respondeu Morgan. – E eu tenho certeza que ela vai acordar. – Morgan se sentou ao lado de Penelope.
O médico saiu do quarto e se dirigiu para Hotchner.
— Talvez devesse falar com o agente Morgan e manter a mente dele aberta sobre a interrupção de vida da moça. – Falou o médico. – Ele não tem consciência de que ela pode nunca acordar.
— Talvez encontrar um jeito de ajudar Morgan a decidir sobre isso. – Falou Hotch. – Mas não tenha dúvida que ele nunca iria assinar esse documento.
— Ela pode ficar anos em coma. – Falou o médico.
— Morgan quer Penelope. – Falou Reid. – Não importa se ela vai ficar para sempre assim. Mas ela ainda pode acordar. Ela não está em coma profundo. Com medicação certa e um tratamento especifico ela pode acordar.
— Vamos tentar isso, Agente Reid. – Falou o médico. – Tomara que esteja certo.
Seis meses depois...
Morgan chegou do trabalho e foi ao hospital. Como todos os dias desde que ele foi obrigado a se afastar. Ela estava no hospital de Washington depois de Hotchner conseguir uma transferência com um amigo juiz.
Derek havia conseguido uma enfermeira particular e ele agradeceu aos céus por ela não ter ficado grávida daquele monstro.
— Obrigado Jéssica. – Falou Morgan chegando com outro buque branco. – Sei que você não gosta de bagunça por aqui.
— Derek. – Hotch apareceu com Rossi no hospital. – Alguma melhora?
— Os novos remédios estão fazendo um efeito maravilhoso. – Ele falou pela primeira vez com sinceridade. – Eles acham que ela vai acordar em duas semanas.
— Isso é bom. – Falou Hotch. – Acha que ela vai se lembrar de alguma coisa?
— Sinceramente espero que ela não lembre. – Falou Morgan.
— Acho que também desejo isso. – Falou Rossi.
Morgan sentiu a mão que estava segurando Penelope ser pressionada, mas ignorou da primeira vez. Quando ele sentiu outra vez ele viu que era real.
— Doutor. – Gritou Morgan. – Ei. Amor. Penelope. Pode me ouvir?
— Agente Morgan preciso que libere espaço imediatamente. – Falou o médico afastando Derek. – Senhorita Garcia consegue me ouvir?
— Humm. – Penelope conseguiu dizer através das maquinas.
— Remova o tubo traqueotômico por favor. – O médico pediu.
A enfermeira removeu o tubo e colocou um caninho óculos no nariz de Penelope.
— Consegue falar algo, Senhorita Garcia? – Perguntou o Médico.
— Derek. – Penelope falou. – Derek.
— Ele está ali fora Senhorita Garcia. – Falou o médico. – Me diga seu nome por favor?
— Penelope Grace Garcia. – Penelope respondeu.
— Isso é bom. – Ele falou. – Considerando o tempo em que esteve dormindo, se lembra de algo sobre o último dia de consciência?
— Uma pancada. – Ela falou confusa. – Escuro.
— Muito bem. – Falou o médico. – Precisa de alguma coisa?
— Derek. – Penelope respondeu. – Emily, JJ, Reid, Rossi e Hotchner.
— Eu fico feliz por você se lembrar deles. – Falou o médico. – Vou mandar os Agentes Hotchner, Rossi e Morgan entrarem.
O médico saiu abismado. Ninguém que já esteve em um estado como o dela jamais havia voltado, mesmo com anos de medicamentos.
Ele estava mais surpreso por Penelope se lembrar de seus amigos.
— Agentes. – Falou o médico. – Ela lembrou de vocês o que em parte é bom. – Ele falou olhando a prancheta. – Entretanto ela não tem certeza sobre sua última lembrança que parece ser de uma pancada na cabeça.
Todos se olharam.
— Pelo que eu vi nos registros, ela foi sequestrada depois de um acidente de carro. Então talvez a pancada da qual ela se refere possa ser essa. – Ele respondeu. – Ou possa ser quando ela foi resgatada.
— Devemos perguntar o que ela se lembra. – Falou Morgan. – Ou o quanto ela se lembra.
— Pode ser complicado. – Falou o médico. – Alguns pacientes simplesmente desligam as memórias por anos ou as vezes para sempre. Seria bom esperar alguns dias antes de forçar a lembrança.
— Eu concordo com ele, Derek. – Falou Hotch. – Nossa prioridade é o bem-estar dela. Que tal ir ao quarto dela? Acredito que ela esteja ansiosa e confusa.
— Estou indo. – Falou Morgan.
Ele se dirigiu ao quarto dela. Ele não sabia qual seria a reação dela ao vê-lo com o novo estilo de barba, mas só em saber que ela finamente voltou para ele era uma coisa boa.
— Com licença Princesa. – Ele falou entrando no quarto de Penelope.
— Derek. – Ela falou. – Como eu vim parar nesse lugar?
— Podemos falar disso depois? – Falou Derek.
— Nem a menos saber porque a invés de estar na delegacia com o povo estou aqui no hospital, ligada a tubos e máquinas? – Ela perguntou.
Derek tentou evitar a pergunta, mas decidiu arriscar.
— Do que você se lembra, Baby Girl? – Derek perguntou.
— Eu e Emily naquele carro de polícia e o estupido jogou do penhasco. – Ela falou. – Não me diga que Emily morreu?
— Não doçura. – Ele falou. – Tem certeza que não se lembra de mais nada?
— Tenho. – Ela falou confusa. – O que aconteceu com o caso? Vocês o pegaram?
— De certa forma sim. – Derek respondeu. – Pode aguardar um instante?
— Está certo. – Ela falou.
Derek se juntou a Hotch e Rossi no corredor. Emily, JJ e Reid chegaram logo em seguida.
— Descobriu algo? – Perguntou Hotchner.
— Ela perdeu quase sete meses da vida dela. – Derek falou. – Incluindo as duas semanas de cativeiro. É como se ela tivesse estado no acidente do penhasco e acabasse aqui.
— Considerando tudo o que ela passou e que Finley está morto ela não precisa saber sobre essa parte agora. – Falou Rossi.
— Ouvimos que ela está acordada. – Falou Emily.
— E que ela se lembrou da gente. – Falou Reid.
— Do que ela se lembra? – Perguntou JJ.
— Apenas do acidente com o carro de polícia. – Respondeu Hotch. – Derek não quer contar a ela sobre tudo o que aconteceu.
—Acho que como Finley foi morto em uma ação da delegacia de polícia de São Francisco e o FBI ela não precisa se lembrar por hora. – Falou Rossi.
— Derek volte lá e diga qualquer coisa diferente de tudo. – Falou Hotchner. – Se ela acreditar que foi o acidente que a deixou em coma vai ser bom para nós. As contusões e todo o resto se curaram perfeitamente.
— Eu farei. – Falou Derek.
— O que houve Derek? – Ela perguntou. – Porque o pessoal está me evitando? E a quanto tempo estou aqui?
— Seis meses. – Falou Morgan. – O acidente de carro a deixou em coma por seis meses.
— O que houve? – Perguntou ela confusa.
— Você rolou para fora do carro e bateu a cabeça numa pedra. – Mentiu Derek. – Foram dias complicados.
— E Emily? – Ela perguntou preocupada.
— Ela saiu bem até, com uma pequena concussão. – Falou Derek. – A única baixa daquele acidente foi o guarda.
— Pegaram o suspeito? – Ela perguntou.
— Sim. – Ele falou. – Depois resgatamos a última vítima dele.
— E como ela está? – Perguntou Penelope sem saber que ela era a vítima.
— Ela ficou um mês inteiro em coma e morreu. – Ele respondeu. – Ela passou duas semanas com ele, sofrendo o que nem o pior ser humano deveria passar.
Derek não se sentia confortável com aquilo tudo. Ele esperava um dia contar toda a verdade para ela, mas por enquanto ele a deixaria com a mentira.
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