Por você, Baby Girl.
15 Combate mortal
Passava da meia noite quando a equipe chegou em Chicago. Assim como no dia em que Penelope entrou em coma estava frio e chovendo demais para um dia de chuva comum.
A equipe resolveu seguir direto para a delegacia. Não queriam perder tempo em determinar se eles realmente estavam em Chicago. Rodney tinha duas casas em New Jersey e em Nova York.
Morgan não sabia como reagir ao ver o novo quadro de vitimologia com as vítimas de Rodney. Ele havia matado mais do que eles achavam desde que ele fugiu da cadeia.
Penelope agora estava no topo da lista de vitimologia. Seu status outra vez como desconhecido fez o sangue de Morgan subir.
— Vá para o hotel, Morgan. – Mandou Hotchner. – Descanse.
— Não enquanto ela está desaparecida. – Falou Morgan. – Um dia de casados e já acontece isso.
— Vocês ficaram a semana inteira juntos. – Falou Hotch.
— Eu quero crianças com ela Aaron. – Falou Morgan. – Uma mistura minha com a dela seria linda.
— É por isso que você deve ir para casa, Derek. – Falou Hotch. – Reid vai com você até o hotel.
— Eu não preciso de babá. – Derek falou.
— Da última vez você mudou de hotel sem falar nada. – Falou Hotch. – Reid. Não o perca de vista e faça ele dormir pelo menos até as onze de amanhã.
— Está certo. – Falou Reid puxando Morgan. – Venha.
Reid mandou Morgan entrar na SUV e dirigiu até o Hotel.
— Eu nunca entendi o que um parente de vítima passava. – Falou Morgan. – Até acontecer com Penelope. Até ela ser levada.
— Ela vai ficar bem. – Falou Reid.
— Ele quer me machucar machucando ela. – Rebateu Derek. – Ele vai machucar ela.
Reid não sabia o que dizer. Por mais que ele soubesse que Rodney provavelmente iria atrás de Derek em certo momento, ele sabia que com Penelope ele teria algo para machucar Derek diretamente.
— Vamos pensar nisso amanhã. – Falou Reid.
Eles chegaram ao Chicago O'Hare Plaza e subiram para o seu quarto em conjunto. Reid abriu a porta e viu duas camas de solteiro.
— Eu fico com essa da frente. – Reid falou.
— Posso ficar com a segunda. – Falou Morgan deitando de roupa embaixo das cobertas.
— Aqui. – Falou dando uma pílula para Morgan. – Hotch pediu ao médico do FBI para te passar essa pílula.
— Eu não preciso disso. – Falou Morgan.
— Você precisa dormir um pouco ou o suficiente sem um pesadelo no meio. – Falou Reid. – Isso te dá 12 horas de sono.
— Estão preocupados comigo? – Derek perguntou. – Deveríamos estar com Penelope.
— Se você tomar eu prometo não te incomodar mais. – Respondeu Reid.
Derek pegou a pílula e engoliu. Na verdade, ele precisava de sono.
— Me acorda se tiver alguma novidade? – Derek perguntou.
— Acordo sim. – Falou Reid. – Acordo sim.
Reid e Derek dormiram no hotel. Hotchner, Emily, JJ e Rossi estavam na delegacia.
— Isso não faz sentido. – Falou Rossi.
— O que? – Perguntou Hotch.
— Rodney teve dois meses para planejar tudo. – Rossi falou.
— Acha que ele pode ter sequestrado Penelope a mando do verdadeiro Unsub? – Perguntou JJ.
— Temos dois Unsubs. – Prentiss falou. – Um sabemos quem é e qual o motivo, mas qual é o motivo do segundo?
— Alguém que está por trás de Rodney e que conhece Morgan. – Falou Hotch. – E até não sabermos quem é essa pessoa, ficaremos sem saber onde ela está.
— Devemos avisar Morgan? – Perguntou JJ.
— Ele provavelmente sairia caçando qualquer um com motivo. – Falou Hotch. – Vamos esperar até a manhã. – Disse Hotch. – Vamos para o Chicago O'Hare Plaza dormir um pouco.
— Recomeçamos amanhã? – Perguntou o delegado. – Li que as chances diminuem depois de 24 horas.
— Já se passaram 24 horas detetive. – Falou Hotch. – Ela foi levada ontem de manhã e já é quase 4:30 da manhã.
— Não chegamos nas 24 horas. E se Rodney estiver envolvido nisso posso prendê-lo. – Respondeu o delegado.
— Sabe onde ele está escondido? – Perguntou Rossi.
— Pacific Chicago. – Respondeu o delegado.
— E como conseguiu isso? – Perguntou Prentiss tirando o papel do delegado.
— Fiz umas ligações. — Ele respondeu. – Olha eu sei que é ilegal, mas essa garota pode estar viva enquanto essas perderam a vida delas por causa desse gangsterzinho.
— Temos que andar com cautela. – Falou Hotch. – Dave vem comigo até o Pacific Chicago.
— Vamos levar Rodney para interrogatório como suspeito. – Falou Rossi.
— Mas a gente sabe que foi ele. – Falou o delegado.
— Se ele achar que é só suspeito vai vir colaborativo. – Hotch explicou. – E o senhor fica aqui. Está envolvido demais pessoalmente. Eu sei que a garota número cinco era sua filha e por isso quer matar Rodney.
— Acha que eu devia ficar sentado enquanto o assassino da minha filha fica livre? – Ele perguntou.
— Não deixe as emoções subirem. – Falou Hotch.
Ele e Rossi foram ao Pacific Chicago.
— Rodney Harris. – Falou Hotch estourando a porta. Ele havia esquecido da parte sobre ele ser apenas um suspeito. – Está preso pela morte de 12 garotas e pelo sequestro da Analista Técnica do FBI, Penelope Garcia.
— Leia meus direitos corretamente. – Rodney provocou. – Seria uma vergonha ser solto por uma mera trivialidade.
— Com prazer. – Falou Rossi algemando Rodney. – Tem o direito de permanecer em silêncio. Tudo o que disser pode e será usado contra você no tribunal. Tem direito a um advogado. Se não puder pagar um, a promotoria irá indicar um. Tem direito a uma única ligação. – Rossi apertou ainda mais a algema. – E reze para ela estar viva porque eu mesmo vou colocar uma bala na sua cabeça.
Casa do Unsub...
Chicago...
Penelope estava tentando se manter acordada.
— Não durma. – Ela repetia balançando as pernas. – Não durma Penelope.
Quando a porta abriu, ela agarrou a bandeja de comida que estava no quarto. Ela tentou bater no homem e correr com a força que ela conseguiu nas pernas por causa da adrenalina. Ele se virou e puxou ela pelo cabelo lançando-a direto na cama. Ela bateu na cabeceira fazendo um corte na testa e sentindo dor.
— Nunca mais faça isso. – Ele falou com uma câmera nas mãos. – Diga oi para o agente Morgan docinho.
— Deixe Derek fora disso, por favor. – Falou Penelope.
— Está vendo esse corte na testa dela? – Ele tocou o ferimento provocando dor de Penelope. – Ela tentou fugir com alguma força vinda de sei lá onde e eu bati a cabeça dela na cabeceira da cama.
— Derek. Não. – Ela gritou quando ele colocou a câmera na frente dela. – Deixe Derek em paz. Eu aguento.
— Sabe o que eu realmente quero, agente Morgan? – Ele colocou a câmera no peito de Penelope. – Eu quero saber o que você nessa garota. Mas acima de tudo eu quero sentir. Sentir o que você sentiu quando fez amor com ela a primeira vez.
Penelope não conseguia falar. Algo na mente dela dizia que ela estava caindo no status de vítima. De novo. Ela começou a ter flashes e de repente ela sentiu seu mundo ficar preto outra vez.
— Derek. – Ela falou antes de desmaiar por causa dos flashes.
— Veja só a sua pequena garota. – Ele falou sarcástico para Penelope desmaiada. – Acha que ela lembrou daqueles dias com Finley? É o que dizem agentes. Uma vez vítima, sempre vítima.
Ele desligou a câmera. E deixou Penelope sozinha na cama, inconsciente.
Ele carregou o vídeo no computador e depois em um DVD e enviou para Morgan.
— Ele vai ter uma bela surpresa. – Falou enquanto colocou o vídeo na caixa de correio.
Fale com o autor