Quatro horas depois ...

Lentamente, Garcia começou a acordar. A primeira coisa que ela conhecia era a sensação de rigidez e falta de ar. Ela abriu os olhos até o final e percebeu que estava no porta-malas de um carro e obviamente estava se movendo. Outra coisa que ela percebeu foi que suas mãos estavam amarradas atrás de suas costas e seus pés também estavam amarrados.

O carro continuava saltando e correndo sobre o que devia ter sido rochas. Isso queria dizer que ele a estava levando para outro lugar.

— Ótimo. — Garcia pensou quando ela começou a adormecer depois do que ele tinha dado a ela começou a afetar mais uma vez.

Morgan percebeu que já passava da hora dita por Reid que ele iria acordar. Derek pegou uma toalha e foi para o banheiro. Reid estava feito pedra na cama.

— A quanto tempo você não dorme? – Perguntou Derek. Ele foi até o pequeno banheiro e tomou uma ducha rápida.

Ele pensava em todos os momentos em que ele apenas poderia ter sido feliz com Penelope e em quanto esforço ele fez para esperar por ela. Ele se aliviava sozinho em casa pesando em coisas estúpidas como uma laranja ou uma maça.

E em como a noite anterior ao sequestro deveria ser aproveitada. Ele ligou a banheira e se deitou lá pensando na noite que ele planejaria.

Derek levou Penelope para casa depois de se casarem. Ele só esperava pela porta fechada do apartamento para finalmente ter seu momento com ela, agora oficialmente Penelope Grace Garcia Morgan.

Ele cruzou a porta com ela pela porta e a levou pelas escadas do apartamento de dois andares. Ele a colocou gentilmente na cama, como se fosse algo que fosse se quebrar com facilidade.

— Agora podemos ser um do outro oficialmente. – Ele falou no ouvido dela.

— Estou aberta a sugestões. – Ela falou.

— Eu já volto. – Ele disse descendo as escadas e abrindo a geladeira.

Ele voltou cinco minutos depois. Ele tinha champanhe, chantilly e morangos com ele.

— Eu procurei pelo molho de chocolate, mas está em falta. – Derek falou.

— Você pode ser o chocolate. – Penelope falou olhado para ele.

— Adorei a sugestão. – Derek pegou Penelope pela mão e a levou na frente do espelho. – Vou lhe dar uma aula prática hoje.

— E se eu me comportar mal, professor? – Penelope perguntou.

— Então teremos punição. – Derek falou abrindo o fecho do vestido de Penelope.

— Humm. – Ela falou. – Então me puna professor.

Derek pegou suas algemas de trabalho e amarrou os pulsos dela.

— Primeira lição: Algemas de prazer. – Ele falou depois de algemar Penelope e tirar o resto do vestido.

Derek começou beijando o pescoço de Penelope a deixando com arrepios.

— Isso é tão bom. – Ela falou.

— Vamos para segunda lição: cama do prazer. – Derek levou Penelope para a cama e a algemou na cabeceira. – Sente isso?

— Derek... – Ela suspirou. – Me salve.

Derek voltou do sonho depois de ouvir Reid desesperado na porta do banheiro. Ele se levantou e se vestiu.

— Caramba Derek. – Falou Reid. – Preciso urinar.

— Desculpa. – Disse Morgan saindo do banheiro. – Eu só estava...

— Tudo bem. – Reid interrompeu. – Eu ouvi o que você estava fazendo.

— Não conte aos outros, certo? – Derek pediu envergonhado.

— Derek. – Falou Reid. – Você era uma máquina de sexo até que você descobriu que é apaixonado por Penelope. É normal... Você sabe. Mais vai precisar de ajuda se isso continuar.

— Ok. – Falou Derek. – Tome um banho e vista-se. – Derek estava constrangido.

— Certo. – Falou Reid.

Quando eles chegaram a delegacia Hotch, Emily, JJ e Rossi estavam de pé a frente de um pacote com o nome de Derek.

— Qual o problema? – Perguntou Derek.

— Foi mandado para você. – Falou Hotch. – Procuramos por digitais, mas só encontramos as do carteiro. Foi escaneado para ver se tinha bomba ou qualquer outra coisa.

Derek pegou uma faca e abriu o pacote.

— O que é Derek? Perguntou Reid.

— Um DVD. – Falou Derek. – E um bilhete.

— O que diz no bilhete? – Perguntou Rossi.

"Todavia, não há um só justo na terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque.

Eclesiastes 7:20".— Derek leu a frase escrita no bilhete.

Outro cara com amor a religião? – Perguntou o delegado.

— Talvez Rodney possa nos responder. – Falou Hotch entrando na sala de interrogatório. – Senhor Harris. – Hotch se sentou na frente de Rodney. Meu nome é agente Aaron Hotchner. Trabalho para o FBI.

— Sim agente. – Falou Rodney. – Você trabalha com o Derek, certo?

— Você sabe que isso é verdade. – Falou Hotch. – Ha dois dias você sequestrou a analista técnica e agora esposa do agente Morgan.

— Foi um trabalho muito bem pago. – Rodney falou. – Sinceramente, sequestro não é meu estilo.

— Ainda mais quando você não pode matar, não é? – Falou Hotch.

— Algumas pessoas escolhem quando vão ser mortas. – Respondeu Rodney. – O agente Morgan já viu o DVD?

— Como sabe sobre o DVD? – Hotch perguntou.

— Era parte do pacote do seu assassino. – Rodney falou. – Ele já viu?

— Ainda não. – Falou Hotchner. – A gente deveria ver?

— Com certeza. – Ele falou. – Mas cuidado para o almoço não voltar.

Hotch se levantou e saiu da sala.

— Ponha esse DVD. – Ordenou Hotch a um dos policiais.

Quando o vídeo começou eles não sabiam se choravam ou se jogavam as pequenas bolas de vidro da decoração na parede.

— Eu quero esse cara. – Falou Morgan.

E então a voz do homem começou a ser ouvida. Morgan se virou para o vídeo e ficou zangado por não poder confirmar a identidade do homem.

— Reconhece a voz dele? – Perguntou Reid.

— Eu preciso de um café. – Falou Morgan desconversando.

Reid o seguiu até a máquina de café. Ele viu a expressão de raiva no olhar de Morgan.

— Você sabe quem ele é. – Falou Reid.

— Eu achei que isso nunca iria acontecer. – Morgan falou. – Eu achei que ele seria grato a mim.

— Quem é? – Perguntou Reid.

— O nome dele é Edward. – Falou Morgan. – Ajudei ele com uma transferência para mais perto da família. Ele seria solto em pouco tempo então ele voltaria para casa.

— Pelo jeito ele não achou um bom gesto. – Falou Reid.

— Eu pensei que ele ficaria feliz por estar perto da família de novo. – Falou Morgan. – Então eu soube do acidente na cozinha da prisão.

— Que acidente? – Perguntou Reid.

— Uma frigideira explodiu na cara dele e ele ficou desfigurado. – Respondeu Morgan. – Então ele foi levado para o hospital de queimados para tratar, mas ele fugiu.

— E acha que ele sabia sobre Penelope? – Perguntou Reid.

— Porque você acha que eu não deixei a Penelope ler o jornal por uma semana? – Perguntou Morgan. – Quando eles souberam que a última vítima de um serial killer estava fora de perigo e fora do hospital eles deram a notícia. Um dos jornais fez um "quadro de vitimologia" com todas as vítimas.

— Sabe por onde ele andou esse tempo todo? – Perguntou Rossi.

— Talvez aqui por Chicago. – Morgan falou. – Ele estava trabalhando com Rodney um ex- inimigo. Não pode ser coincidência.

— Precisamos rever as coisas sobre esse cara. – Falou Hotch. – Ela claramente começou a lembrar de algo enquanto ele a estava filmando.

— Do que você está falado? – Perguntou Morgan.- Eu não vi o vídeo todo.

— Então talvez devesse olhar. – Falou Hotch.

Morgan ficou com os punhos fechados. Ele queria socar aquele cara.

Área rural de Chicago...

Quando Penelope acordou ela estava sentada em uma cadeira gelada e as mãos amarradas. Suas roupas ainda estavam intactas, mas ela precisava sair dali. A porta do lugar em que ela estava se abriu e ela viu que eles não estavam em uma casa qualquer. Era longe da cidade.

— Bem-vinda de volta. – Ele disse. – Então podemos começar?

— Começar o que? – Ela perguntou. – Eu nem sei seu nome.

— Me chame de Edward. – Falou Edward. – Eu quero me vingar do agente Morgan.

— Ele não fez mal para você. – Falou Penelope.

— A culpa é dele de eu estar desse jeito. – Edward mostrou a parte queimada da face para Penelope. – Quem sabe algumas marcas vão fazer ele saber o quanto eu quero que ele sofra.

— Deixe-o em paz. – Implorou Penelope.

Edward tirou uma das seringas que ele tinha em um carrinho metálico.

— Azul para dor. Vermelho para alivio. – Edward falou. – Azul. – Ele colocou a agulha e despejou o liquido na veia de Penelope.

Ela começou a se contorcer de dor. Ele começou a ter flashes do seu tempo com Finley que ela nem se lembrava de ter acontecido.

Edward injetou a seringa vermelha e ela relaxou e acabou apagando.

— Então está certo. – Ele falou. – Vamos nos divertir depois.

Ele a deixou desmaiada na cadeira onde ela estava amarrada.