Notas iniciais
Olá! Olha quem finalmente apareceu! Não me batam, por favor. A fic completou 01 ano e eu queria postar algo no dia, mas não postei. Estou imensamente feliz pelas visualizações e comentários, e não esperava tanto carinho assim. Obrigada a todos. Beijos.

Grillows – Por um recomeço

A última semana passou rapidamente, ou talvez tenha passado normal, mas estava muito atarefada para notar. Convenci Grissom a morar em minha casa, quer dizer, nossa casa. Voltei ao laboratório e a minha rotina de todos os dias. Como nem tudo são flores, Ecklie resolveu me punir e meu trabalho estava muito cansativo e ainda por cima eu e Grissom estávamos sempre em casos diferentes, o que dificultou um pouco nossos momentos juntos. E só de pensar nisso meu mal humor aumenta.

GG: Cath? – Assustei-me com sua voz.

CW: Estava distraída. O que foi? – Perguntei o vendo sentar ao meu lado na sala de descanso.

GG: Você está bem?

CW: Estou sim. – Forcei um sorriso.

GG: Estou vendo que não está.

CW: Se é tão óbvio não precisa perguntar. – Falei indo pegar café.

GG: Sabe que pode me contar qualquer coisa.

CW: Eu não quero falar sobre isso.

GG: Quando se sentir pronta, pode falar.

CW: Eu tenho uma pergunta. – Falei sentando de frente para ele.

GG: Pode fazer. – Disse pousando a mão em meu joelho.

CW: Você ainda tem atração por mim?

GG: Que tipo de pergunta é essa? – Disse concertando os óculos.

CW: É que somos um casal ativo sexualmente, e meio que estamos sem fazer tem um tempinho. Sou muito segura, mas esse afastamento está me enlouquecendo.

GG: Acho que tem duas semanas. – Disse sorrindo.

CW: Como está lidando com isso tão bem assim? Porque eu estou surtando. – Falei bebendo um grande gole de café.

GG: Nossos momentos juntos estão meio raros, e ou nós dormirmos ou ficamos com a Lindsay.

CW: Não estou reclamando, mas acho que precisamos de um tempo só nosso. Sinto sua falta. – Falei sentando em seu colo.

GG: Também sinto sua falta. – Disse sorrindo.

CW: Vamos combinar de ficar juntos hoje. Só nós dois. O que acha?

GG: Acho ótimo.

CW: Agora tenho que voltar ao trabalho, mas quero ficar mais um tempo aqui. – Falei me aconchegando em seus braços.

GG: Também tenho que trabalhar.

CW: Está me expulsando? – Falei o encarando.

GG: Claro que não. – Disse rindo.

CW: Estava brincando. Te vejo depois. – Falei lhe dando um selinho e saindo em seguida.

Passei dia inteiro na correria e mal tive tempo de comer, adiantei muitas coisas para sair mais cedo e tentar preparar algo digno para o Grissom, queria fazer um mimo para ele. Sei que também está cansado.

CW: Já estou indo Sara. – Falei me despedindo.

SS: Pode deixar que invento uma desculpa se o Ecklie perguntar.

CW: Obrigada e te devo essa. – Falei piscando para ela e saindo rapidamente antes que alguém me veja.

Cheguei em casa e fui direto para o quarto tomar um banho. Demorei mais que o tempo habitual no chuveiro, passei um hidratante pelo meu corpo e vesti uma lingerie vermelha. Não exagerei na maquiagem e nem na roupa, até porque não sairíamos. Fui para a cozinha e resolvi fazer algo rápido e bem leve. Assim que o jantar ficou pronto, deitei no sofá para esperar o Grissom, que aliás já estava atrasado. Não sei o quanto fiquei esperando, mas o cansaço foi tão grande que adormeci no sofá.

LW: Mãe. – Assustei-me quando minha filha me acordou.

CW: Acho que dormi aqui. Que horas são? – Perguntei sentando e bocejando.

LW: São sete da manhã. Se não quiser se atrasar, melhor se arrumar.

CW: Viu o Grissom?

LW: Não. E eu arrumei a bagunça da cozinha.

CW: Fiz para o Grissom, mas parece que ele me deu um cano.

LW: Deve ter uma explicação.

CW: Acho que sim. – Falei subindo as escadas.

Adentrei o meu quarto, olhei para a cama intocável e suspirei pesadamente. Alguma explicação deveria ter, talvez ele estivesse ocupado ou talvez Ecklie o encheu de trabalho, mas nada justifica não ter me avisado e não ter atendido minhas chamadas. Percebi que hoje seria um dia péssimo e minha enxaqueca começou a dar sinais de que chegaria. Tomei um longo banho, me arrumei e antes de sair engoli um analgésico. Passei em uma cafeteria e pedi um bem forte e segui para o laboratório.

CW: Bom dia. – Falei entrando na sala de descanso.

SS: Bom dia Cath.

CW: Estou atrasada ou os outros ainda não chegaram? – Perguntei quando percebi que só a Sara estava na sala de descanso.

SS: Ainda não chegaram.

CW: Que bom. – Falei dando um grande gole no meu café.

SS: Inclusive, você chegou muito cedo. O Ecklie ainda está no seu pé?

CW: Ele não me assusta. Eu cheguei cedo porque quero adiantar algumas coisas.

SS: Entendi.

CW: Você viu o Grissom ontem?

SS: Ele saiu logo depois de você. Trabalhei aqui a noite inteira e ele não apareceu depois.

CW: Onde será que ele foi?

SS: Achei que estaria com você.

CW: Também achei, mas as coisas estão meio complicadas.

SS: É só uma fase.

CW: Espero que seja mesmo.

O restante do pessoal chegou e o mais estranho foi que o Ecklie dividiu os casos e reclamou da ausência do Grissom. Tentei ligar para ele novamente e acabei deixando uma mensagem. Queria me concentrar no caso, mas não estava sendo fácil não pensar que algo ruim deveria ter acontecido para esse sumiço repentino dele.

NS: Cath? O que você acha?

CW: O que?

NS: Você está bem? Não falou nada até agora.

CW: Desculpa Nick. Estou distraída hoje.

NS: Tudo bem. Quer parar um pouco?

CW: Não. Vamos continuar aqui.

Continuamos a análise da cena do crime e voltamos ao laboratório. Assim que adentrei o laboratório, vi Grissom em sua sala. Pedi licença ao Nick e fui até ele.

CW: Onde você estava? – Perguntei assim que fechei a porta.

GG: Eu fui dar uma volta.

CW: Poderia ter me avisado. Fiquei preocupada.

GG: Não foi minha intenção.

CW: Está tudo bem?

GG: Sim.

Ficamos em silêncio por algum tempo e usei este tempo para olhá-lo. Ele parecia distante e nem me olhou nos olhos.

CW: Aconteceu alguma coisa? – Perguntei quebrando o silêncio.

GG: Não.

CW: Eu fiz um jantar ontem para você e fiquei te esperando chegar.

GG: Eu tenho muito trabalho agora. Depois conversamos.

CW: Não vou sair daqui até me contar o que está acontecendo.

GG: Facilita as coisas Cath. – Disse tirando os óculos e suspirando.

CW: Ok. E para não fazer como você, eu vou avisar que não volto para casa hoje.

GG: Onde você vai?

CW: Vou dar uma volta. – Falei seguindo em direção a porta.

GG: Isso é para me punir?

CW: Claro que não querido. – Falei sendo irônica.

GG: Isso já está sendo infantil.

CW: Que saco Grissom! Droga! Você some por uma noite sem dar explicações, sendo que tinha combinado de me encontrar. Agora me trata mal e ainda me chama de infantil. Eu não entendo você.

GG: Eu já disse que mais tarde conversamos.

CW: Não quero mais conversar com você. – Falei saindo de sua sala e batendo a porta fortemente.

Trabalhei o dia inteiro e tentei ao máximo não encontrar com ele pelos corredores e deu certo. Não o vi o dia inteiro.

CW: Vamos sair hoje?

SS: Não vai para casa? Achei que quisesse ficar com o Grissom hoje, afinal, é a noite de folga dele.

CW: Não quero falar do Grissom e estou precisando beber.

SS: Vocês brigaram?

CW: Você vai ou não?

SS: Vou para não te deixar sozinha, mas você precisa conversar com ele.

Fomos a um bar no carro de Sara, já que não queria dirigir e precisava beber. Assim que chegamos, pedimos dois drinks e confesso que me senti mais animada. Não sei quantas doses tomei, mas estava muito divertido. Levantei e fui para a pista de dança sozinha, já que a Sara não quis. Comecei a dançar com um cara alto, loiro e bem charmoso. Ele ficava me cantando ao pé do ouvido e eu sempre dizia que era comprometida, mas o loiro insistia. Tomei duas doses de vez e quando voltaria a dançar senti a Sara segurando meu braço e me arrastando para a entrada.

CW: O que deu em você?

SS: Eu que deveria te perguntar isso. Acho melhor irmos para casa.

CW: Não quero. Ainda está cedo.

SS: É hora de ir para casa Cath e enfrentar seus problemas. A bebida não vai te ajudar.

CW: Acho que se eu voltar, vamos brigar novamente e estou cansada.

SS: Vamos para a minha casa e amanhã você vai resolver isso.

Seguimos para a casa da minha amiga e ela cuidou de mim e me deu vários conselhos, eu sei que não deveria sair para beber, mas ele não deveria ter feito o que fez. Não me arrependo de ter ido ao bar e tentaria ouvir o que ele me diria. Precisava ficar calma e tentar manter as coisas normais. Peguei meu celular e vi que tinha 3 ligações do Grissom e 4 de Lindsay, provavelmente ele pediu que minha filha ligasse. Mandei uma mensagem para Lindsay avisando que estava bem e adormeci logo em seguida.

Acordei com uma vontade absurda de ir ao banheiro e quando me levantei rapidamente da cama, parecia que minha cabeça iria explodir. Entrei no banheiro e aproveitei para tomar um longo banho. Voltei para o quarto enrolada na toalha e tomei um susto com a pessoa que estava sentado na cama.

GG: Eu precisava falar com você.

CW: Como sabia que eu estava aqui?

GG: Liguei para a Sara e ela me disse.

CW: Tinha que ser.

GG: Não fique chateada com ela. Eu que insisti.

CW: Ok. – Falei percebendo seu olhar percorrer todo o meu corpo.

GG: Estamos sozinhos.

CW: Onde a Sara foi?

GG: Foi para o laboratório.

CW: Ok.

GG: Eu sei que errei e nem sei por onde começar a te explicar.

CW: Antes de termos essa conversa, eu preciso me vestir e tomar um analgésico. Estou morrendo de dor de cabeça.

GG: Eu trouxe esse comprimido para você e também trouxe água. – Disse apontando para a cômoda.

Suspirei e tomei o remédio rapidamente.

CW: Agora preciso me vestir.

GG: Eu vou esperar lá fora.

Assim que ele saiu, eu avistei um par de roupas minhas em um pequeno sofá no canto do quarto. Não me importei se foi a Sara ou o Grissom, só pensava como seria essa conversa. Andei até a sala e sentei ao seu lado.

CW: Estou aqui.

GG: Eu quero me desculpar pelo modo que agi com você.

CW: Você me conhece muito bem para saber que suas desculpas não vão me fazer esquecer. Eu preciso saber o que aconteceu. Pode me dizer?

GG: Vou chegar lá. Eu estou estressado e cheio de trabalho...

CW: Eu sei disso. – Falei o interrompendo.

GG: Eu também estou triste com a nossa situação. Será que sempre vai ser assim? Primeiro, nosso romance era escondido e era maravilhoso, sem preocupações e sem cobranças. Agora que assumimos para todos parece que o mundo está pesando sobre os nossos ombros. Deixou de ser algo leve e descomplicado.

CW: Está querendo dizer que me assumir foi um fardo para você?

GG: Não. O que eu quero dizer é que eu nunca tive um relacionamento de verdade, e por isso eu penso que talvez eu não saiba como fazer isso funcionar. Como poderemos viver contra o mundo o tempo inteiro? Desde que ficamos juntos aconteceu coisas terríveis.

CW: Eu quero te dizer uma coisa e quero que me escute bem. O meu amor por você superou e vai superar qualquer coisa que aconteça, porque eu acredito em nós dois. O seu pessimismo me faz acreditar que você não quer seguir comigo nessa estrada. Talvez precisemos de um tempo para pensar melhor.

GG: Tempo?

CW: Sim. Eu vou ficar aqui na casa da Sara por um tempo. Acho que será melhor.

GG: Melhor para quem Catherine? Você sempre foge.

CW: Não estou fugindo, estou te dando um tempo para pensar se quer mesmo continuar.

GG: Eu quero continuar.

CW: Você ainda não me disse onde passou a noite.

GG: Em um bar. Precisava pensar e relaxar.

CW: Pensar? Relaxar? Ok. Eu preciso ir trabalhar. Acho que você também.

GG: Ainda não acabamos a conversa.

CW: Já acabamos sim. Você agiu como um idiota, e em vez de me contar para resolvermos juntos, saiu para um bar e me deixou te esperando em casa sem notícias.

GG: Eu já me desculpei.

CW: Você sempre se acha o certo da situação, mas desta vez, pisou feio na bola. Espero que consiga concertar.

GG: O que está querendo dizer?

CW: Que eu espero que essa fase acabe logo e não deixe sequelas no nosso relacionamento.

GG: Parece que está decidida.

CW: Você me fez tomar essa atitude. Pensa um pouco mais, vai te fazer bem.

GG: Eu te amo Catherine, eu tenho certeza disso.

CW: Eu também te amo.

GG: Eu preciso de você. – Disse me beijando.

Deixei o beijo se prolongar um pouco, afinal, estava morrendo de saudades dele.

CW: Agora eu preciso ir.

GG: Não saia de casa. Fique comigo. Vamos passar por isso juntos.

CW: Agora decidiu isso?

GG: Sim. Ao seu lado as coisas sempre dão certo.

CW: Não foi o que você disse a pouco tempo atrás.

GG: Não quero brigar.

CW: Não estamos brigando. Vamos para o laboratório. – Falei me levantando e seguindo em direção a porta.

Grissom nada disse, apenas me seguiu e fomos no seu carro, já que o meu deixei na garagem na noite passada. O caminho foi silencioso e assim que adentramos a sala de descanso, encontramos nossos amigos conversando animadamente.

WB: Oi casal. – Disse atraindo a atenção de todos para nós.

CW: Bom dia. – Falei sentando ao lado de Greg.

GG: Vamos ao trabalho. – Disse em um tom grosso.

GS: Está nervosinho hoje.

SS: Acho melhor parar Greg.

CW: É melhor mesmo. – Falei olhando para Grissom.

Ele dividiu os papeis e me colocou em um mesmo caso que ele. Não sei o motivo, mas resolvi não me importar e apenas ser profissional e fazer o meu trabalho. Resolvi parar um pouco para comer, afinal, não comi nada tem muitas horas. Minha companhia era uma pasta com algumas informações dos suspeitos que eu estava analisando enquanto comia.

GG: Achei você. – Disse ofegante.

CW: Estava me procurando? – Falei deixando os papeis de lado.

GG: O Brass conseguiu trazer um dos suspeitos e quero que você o interrogue.

CW: É sério isso? Estou ocupada.

GG: Só temos você.

CW: E você não pode?

GG: Tenho uma pilha de documentos na minha mesa.

CW: Tudo bem. Só me dá uns minutos.

GG: O suspeito chega em 10 minutos.

CW: É tudo o que eu preciso. – Falei jogando o resto do meu almoço no lixo.

Suspirei pesadamente quando vi Grissom saindo. Essa situação estava insuportável. Acho que o que o Ecklie falou até faz sentido agora, por mais que não quiséssemos a vida pessoal sempre interfere na profissional. Fiz o interrogatório e não deu em quase nada, mas consegui arrancar dele uma informação que poderia ser relevante depois. Agora viria a parte mais complicada: dar um relatório oral para o Grissom.

CW: O interrogatório não deu em nada. – Falei enquanto entrava em sua sala.

GG: Obrigada por ter ido mesmo assim. – Disse mordendo a perna dos óculos.

Não sabia qual era sua intenção, mas ele sabia que eu achava esse gesto incrivelmente sexy.

CW: Pode parar com isso.

GG: Com o que? – Disse caminhando em minha direção.

Dei dois passos para trás tentando manter uma distância segura, mas foi em vão quando senti ele agarrar minha cintura e olhar para os meus lábios.

GG: Você ainda não me respondeu. – Disse descendo suas mãos em direção a minha bunda.

CW: Eu acho melhor...

GG: Você não acha nada. – Disse me interrompendo.

Ele foi me empurrando em direção a porta e a fechou com os nossos corpos. Senti ele alisar minha cintura e trancar a porta. Eu não conseguia mais raciocinar perfeitamente e sem querer mais resistir a ele, eu o beijei. O beijo já começou cheio de desejo. Minhas mãos trabalharam urgentemente em abrir sua camisa de botões sem descolar nossos lábios. Ele se afastou alguns centímetros e me pegou em seu colo. Agarrei sua cintura com minhas pernas enquanto abraçava seu pescoço. Ele me sentou em sua mesa e se aninhou entre minhas pernas, começamos outro beijo ainda mais excitante que o primeiro e só nos separamos quando ele retirou minha blusa e meu sutiã em seguida. Ele agarrou firmemente meu cabelo e inclinou minha cabeça para trás, eu gemi em resposta e parece que foi o estopim para ele começar uma trilha de lambidas e chupadinhas pelo meu pescoço e em poucos segundos foi descendo e traçando um caminho que eu ansiava que ele chegasse. O senti soltar meu cabelo e abrir minha calça. Levantei um pouco o corpo e ele acabou puxando minha calcinha junto. O olhei e enxerguei em seus olhos luxúria e desejo. Ele se aproximou mais de mim e me beijou novamente. O agarrei mais com as pernas e quando iria despi-lo, ele se afastou sorrindo e se agachou na minha frente. Eu parei de pensar na hora em expectativa pelo que aconteceria, senti seu hálito quente e tremi. Não demorou nada e ele abocanhou minha intimidade com desespero. Dei um gemido sôfrego e em reflexo apertei seus pequenos fios de cabelo. Eu fui do céu ao inferno em segundos, foi como se meu corpo queimasse em brasas quentes e fervorosas. Fechei meus olhos e mordi meus lábios inferiores para evitar que alguém escutasse meus clamores por mais. Meu corpo começou a convulsionar e eu sabia que estava perto da libertação, tentei fazê-lo parar, mas nada adiantou. Ele continuou trabalhando sua língua em meu ponto de prazer e meu destino não poderia ter sido outro. Atingi um maravilhoso orgasmo e ofegante eu desabei sobre sua mesa. Abri meus olhos e o vi me encarando com um sorriso sapeca. Senti ele alisando minhas coxas e passar seus braços pelas minhas costas e me suspender de encontro ao seu corpo. O beijei sensualmente e ao mesmo tempo me concentrei em retirar o resto de suas roupas. Assim que sua nudez se fez presente, ele me penetrou sem qualquer tipo de empecilho. Colei mais nossos corpos, se fosse possível, e comecei uma sequência de gemidos e sussurros em seu ouvido, pois sabia que isso o enlouquecia, e parece que funcionou. Grissom me pegou em seu colo e me imprensou contra uma parede qualquer de sua sala e seus movimentos passaram a ser profundos, rápidos e fortes. Gemi enlouquecidamente tamanho era a excitação do momento, e se não fosse ele beijando-me para me calar, o laboratório inteiro nos ouviria. Ele continuou assim mais um tempo e em determinado momento ele tocou em um ponto especifico meu que me levou a outro intenso e maravilhoso orgasmo. Suspirei em seu pescoço e o senti se derramar dentro de mim. Como senti falta disso. Ele andou em direção a sua cadeira e se sentou sem que desfizéssemos o contato. Eu senti uma pontada de medo em encará-lo e pensar na possibilidade de voltarmos com as brigas ou pior, ver arrependimento em seus olhos. Continuei com a cabeça abaixada esperando minha respiração normalizar.

GG: Olha para mim. – Disse levantando meu queixo.

CW: Eu tenho medo. – Falei livremente.

GG: Eu também tenho, mas tenho mais ainda de ficar longe de você. – Disse colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

CW: Então não fique. Eu quero que você converse comigo se sentir qualquer coisa, assim, resolveremos juntos. Farei o mesmo com você.

GG: Eu já aprendi a lição.

CW: Espero que sim. – Falei levantando de seu colo.

GG: É sério.

CW: Eu sei. Estou brincando. Agora tenho que me vestir, mas minhas pernas ainda estão meio bambas.

GG: Por que você acha que eu sentei?

CW: Porque está ficando velho? – Falei vestindo minhas roupas.

GG: Você não achava isso a alguns minutos atrás. – Respondeu rindo.

CW: Aliás, você estava inspirado.

GG: É sempre bom saber.

CW: Te vejo depois? – Falei passando as mãos nos cabelos em uma falha tentativa de arrumá-los.

GG: Com toda certeza. Agora eu quero um beijo. – Disse se levantando.

CW: Acho melhor se vestir. – Falei olhando seu corpo completamente nu.

GG: Depois de um beijo.

Sorri e o beijei. Terminei o beijo com pequenos selinhos e ele sorriu.

Ele juntou suas peças de roupa e começou a vesti-las.

CW: Agora eu posso ir tranquila sabendo que ninguém além de mim te verá pelado. – Falei enquanto ele terminava de abotoar sua camisa.

GG: Ciumenta.

CW: Sou mesmo. – Falei saindo de sua sala.

Segui para o vestiário, vesti o macacão, prendi o meu cabelo em um rabo de cavalo e fui analisar uma evidência, e estava muito atrasada por sinal. Fui em direção aos fundos do laboratório onde encontraria o tal carro. Olhei ao redor e não tinha nada. Achei muito estranho e quando vi uma mulher da limpeza, me dirigi até ela.

CW: Desculpa interromper, mas você viu algum carro por aqui? – Perguntei gentilmente.

#: Olá Catherine. Enfim, nos reencontramos.

CW: O que está fazendo aqui? – Perguntei assustada.

#: Sempre tão curiosa. – Disse rindo alto.

Ouvi o barulho de uma van se aproximando e corri em direção a ela na esperança de que me ajudasse, mas me enganei. Homens encapuzados desceram do mesmo e me pegaram. Tentei lutar, mas eles eram mais fortes.

#: Calma querida. Só vamos conversar.

Foi a última coisa que ouvi antes que tapassem minha boca com um pano e minha visão escurecesse.