Notas iniciais
Bem, a verdade é que minhas férias não renderam quase nada para a fic, mas o lado bom é que elas estão no fim, quem sabe agora vem inspiração para que eu escreva! kkk Espero que gostem do capítulo! Para quem quiser ter uma imagem mais concreta do nosso querido Túlio, eu o imagino um pouco assim (ainda que tenha fugido um pouco da descrição): http://ig-wp-colunistas.s3.amazonaws.com/modamasculina/wp-content/uploads/2011/10/Aramis-ver%C3%A3o-2012-2b-433x652.jpg

Inacreditavelmente, quando passei pela porta de casa, não houve grito, sermão nem nada disso. Meu pai mal desvio seu olhar do jornal que estava lendo, enquanto minha mãe apenas se levantou, me abraçou e depois de se certificar que eu estava bem me aconselhou a tomar um banho, pois teria que ajudá-la com o maldito jantar.

Minha manhã foi no mínimo inusitada, sem incluir a noite de ontem com aquela festa batizada e beijo noturno. Conhecer Túlio e ver em primeira mão a relação tensa que há entre os irmão não é nada fácil de aturar, ainda mais com o estômago vazio.

Confusa é uma palavra simples demais para descrever como estou. Thomas ainda parece uma noite sem estrelas para mim, fico perdida quando se trata de como agir com ele, não sei o que me espera a cada passo que estou mais perto dele, sequer sei se quero me aproximar. Tudo com ele é tão instável e imprevisível, mal o conheço, parando para pensar melhor nem sei seu sobrenome, não sei o que pensar sobre as farpas que Túlio lhe lançou, lembro dele falar algo de Thomas perdendo a cabeça, teria ele feito alguma besteira no seu passado?

Se ele tinha dezenove anos, por que não estava no terceiro semestre da faculdade? Será que ele passou esses seis meses viajando? Será que ele gosta de viajar? Ele é um completo estranho, que em uma semana entrou na minha vida sem a minha permissão, se enraizou nos meus pensamentos, conquistou minha amiga e minha família e está tão presente no meu dia que quase não me lembro como é não o ter, seja me irritando, me provocando, me seduzindo...

Tento afastar meus pensamentos de Thomas durante toda a manhã e tarde, mas mesmo enquanto arrumava cadeiras, guiava o pessoal do buffet ou mesmo quando finalmente pude subir para me arrumar, era impossível não pensar nele ou nas tantas coisas que não sei sobre ele.

Mal havia entrado no meu quarto quando escuto o sinal de mensagem no meu celular, que deixei em cima da cama carregando. Pesco o celular me jogando na cama e o desbloqueando. Três mensagens, uma de Olívia e duas de Thomas.

Oli: Devo chegar amanhã de manhã, não vou pra aula... Bem que você poderia ser uma boa amiga e vim passar a tarde comigo, ein?

Eu: Não precisa implorar, dou um pulo aí depois da aula! Faça algo gostoso para eu comer!

Respondo primeiro Olívia, tentando não ficar tão curiosa sobre as mensagens de Thomas.

Thomas: Oi, gatinha...

Thomas: Eu acho que te devo um pedido de desculpas :S

Eu: Você acha?– respondo não contendo meu gênio. Ele não demorou em responder.

Thomas: Tudo bem, você está chateada pelo meu comportamento idiota de mais cedo... Eu também tenho problemas familiares, que não são poucos, mas eu errei em lhe expor a isso, desculpa vai!

Sua mensagem absolutamente sincera me pega desprevenida, fazendo que minhas muralhas de antipatia se abalassem.

Eu: Estou começando a acreditar que você é mesmo bipolar!

Thomas: Isso quer dizer que você me ama e que ainda estou convidado para hoje?

Eu: O que eu sinto por você está muito longe de ser amor!

Thomas: Quem sabe não, talvez esteja apenas em lados opostos da mesma moeda ;)

Thomas: Agora diz que me perdoa e que posso ir no jantar!

Eu: No maldito jantar?

Thomas: Esse mesmo, quero poder te ver em outro daqueles vestidos...

Não sei como ele faz isso, sinceramente não sei, ele apenas chega e transforma toda a raiva e confusão que eu estava sentindo em uma forma torta de ansiedade para o ver. Isso está muito errado, eu não deveria querer o ver, não deveria sequer responder suas mensagens, mas não o responder parece sempre tão difícil. Ele faz parecer tão fácil mantermos uma conversa divertida e leve, mas não abandona suas farpas nem as provocações e isso para mim parece tão bom que me assusta.

Eu: O maldito jantar começa as 19h, não se atrase!

Envio a mensagem e não espero sua resposta, apenas jogo meu celular na cama e corro para o guarda-roupa para escolher o maldito vestido para o maldito jantar com o maldito idiota que não me deixa em paz!

***

– Me diz que isso no seu pescoço não é uma gravata!- exclamo quando abro a porta de casa para Thomas.

– Por que? Tá feio?- questiona ele parecendo momentaneamente desconfortável.- A Dirce disse que eu estava "Um pão"!

– Você deveria saber que a Dirce é mais que suspeita para opinar sobre você, mas você não está feio...- não está mesmo, me contenho em correr novamente os olhos por seu terno bem cortado e a blusa social azul e tento não registrar no meu cérebro o quanto ele fica bonito quando se arruma assim.- Bem, você está parecendo um dos velhos amigos do meu pai.

Não consigo evitar implicar com ele enquanto o guio por dentro da casa antes de irmos para a área externa, onde está se realizando a festa.

–Não seja por isso!- diz ele e quando viro em sua direção, Thomas está passando a gravata pela cabeça.

– Você não precisava tirá-la.

– Não quero que me veja como um amigo velho do seu pai.- rebate ele.

Você parece tudo, menos um amigo velho do meu pai. Com esse cabelo levemente desleixado e essa roupa elegante parece mais um modelo muito gato da Armani, penso.

– Você quer que eu guarde?- pergunto indicando sua gravata.

– Só se for no seu quarto.- responde abrindo um de seus sorrisos de lado.

– Por que no meu quarto?- digo genuinamente confusa.

– Para eu ter uma desculpa par ir lá quando a festa acabar.- declara me dando uma piscadela quando me entrega a gravata.

Não sabia como responder a isso, então resolvo por lhe dar as costas e subo para o meu quarto com a gravata dele nas mãos. No meu quarto não demoro em colocar a peça na minha mesa de estudos, mas era impossível não notar o cheiro da gravata, o perfume de Thomas estava ali. Estava chegando a conclusão que ele só usa esse perfume, por a fragrância imediatamente me recorda da forma desastrosa que nos vimos ontem, também me lembra de episódios na faculdade em que ele estava perto o suficiente para que seu cheiro estivesse em todo o ar que eu respirava.

Afasto esses pensamentos para o fundo da minha mente enquanto desço as escadas e o avisto apoiado na parede me esperando. Antes mesmo que eu chegasse ao fim Thomas me estende sua mão, como se eu não descesse aquelas escadas desde que aprendi a andar, mas aceitei sem relutar e seguimos juntos para o jardim onde uma extensa mesa estava posta com vários amigos do meu pai e da família já comiam.

–Thomas! Que bom que veio, querido.- saúda minha mãe, sempre simpática.

– Obrigado, dona Susana, é um prazer revê-la.- responde Thomas se aproximando de onde minha mãe estava sentada e dando um elegante beijo no dorso da mão, como o vi fazer com Oli no outro dia no elevador.

– Acho que vou ter que tomar cuidado com você, garoto!- intervêm meu pai.- Além de jogar chame para minha filha quer fazer isso com a minha mulher também?! — diz com falsa indignação fazendo os outros na sema rirem.

– Que história é essa de jogar charme para mim?!- reclamo verdadeiramente indignada, mas parece que todos levaram na brincadeira e riram mais ainda.

– Até parece que jogar charme para a Sam seria tão fácil e encantador quanto é para a sua estimada mulher!- diz Thomas sorrindo como se já fosse de casa e puxando a cadeira para que eu me sentasse, sentando logo ao meu lado.

Quem olha para ele pensa que o filho do anfitrião é ele e não eu, pela forma com que em minutos ele conseguiu conquistar o carisma de todos e fala de forma tão desenvolta de cada assunto abordado. Parece que quando chegamos meu pai e os amigos falavam de esportes, área que pelo que percebi Thomas se interessa bastante, sempre dando sua opinião e mesmo criticando e debatendo com os outros presentes.

A mesa estava praticamente dividida com homens de um lado e mulheres do outro. Minha mãe dava atenção as jornalistas e mulheres de jornalistas que estavam presentes, mantendo sempre um assunto leve e divertido. Meu pai encabeçava o outro grupo de conversa junto com seus amigos do trabalho e Thomas. E eu estava ali, no meio dos dois, sem real vontade de participar de nenhum dos dois grupos.

– De onde você tirou esse garoto mesmo, Maurício? Da coluna de esportes?- brinca um dos jornalistas ali presente se referindo a Thomas.

– Ele estuda com a minha filha, faz engenharia... Parece que foi mais um que o jornalismo perdeu para os pedreiros.

– Vai começar, pai?- o recrimino.

– Ninguém vai começar nada, pois vou mandar trazerem o próximo prato!- interfere minha mãe, lançando um olhar fulminante para o meu pai.

O jantar continuou como se o momento de tensão não houvesse abalado o clima da noite.

– Qual seu sobrenome mesmo, Thomas? — questiona meu pai depois de um tempo.

– Capella, senhor.- responde ele.

Thomas Capella, soa bem, engraçado como em todo esse tempo eu não sabia qual era seu sobrenome.

– Parentes italianos?- perguntou um repórter.

– Meus avós por parte de mãe eram de Nápoles.- diz Thomas, não parecendo incomodado em falar da família da mãe tanto como parece está quando se trata do resto da família.

– Falando em família, vocês viram que o filho pródigo do nosso estimado governador voltou?- fala um fotógrafo.- Um contato disse que o viu desembarcando hoje.

– Depois torrar dinheiro público fora, já não era sem tempo dele voltar para seguir os caminhos sujos do pai.- comenta meu pai.

Estava demorando para o bendito assunto vir a tona, política e o governador. Se estava difícil de aguentar esse jantar antes, agora será impossível!

– Vem.- digo simplesmente puxando a manda do terno de Thomas e saindo da mesa sem fazer cerimônia.

Sabia que Thomas estava logo atrás de mim, podia escutar seus passos sobre a grama e depois pelo piso de madeira quando passamos pelo deck e entramos na porta dos fundos da minha casa.

– Espero que você não esteja me levando para um lugar escuro para me assediar. — diz Thomas.

– Talvez se você gritar por ajuda agora alguém ainda venha lhe socorrer.- respondo.

– Quer dizer que você vai mesmo me assediar?

– Só nos seus sonhos!- rebato seguindo pelos corredores vazios da minha casa a procura da porta que quero.

– Você nem imagina o que acontece nos meus sonhos quando você está neles!

– Posso imaginar...- murmuro lembrando da noite anterior e do beijo que não deveria ter acontecido.

– Disse algo?

– Nada!- declaro- Chegamos.

– Chegamos onde?

– Em um lugar que não está contaminado de política, corrupção ou do governador.- digo abrindo a porta e acendendo a luz da sala de música.

Thomas me segue para dentro da sala e parece surpreso pelo que ver ali. Minha mãe gosta muito de música e desde cedo convenceu meu irmão e eu de praticarmos algum instrumento.

– Você toca bateria?- pergunta ele.

– Não, ela é do meu irmão.

– Você toca pífano?

– Isso não é um pífano, seu idiota.- digo me divertindo com seu erro.- Essa é minha flauta transversal, e sim eu toco, por quê?

– Não imaginei que alguém com o seu nível de delicadeza poderia tocar um instrumento como esse.- responde ele com um sorriso de lado.

– Com meu nível de delicadeza? Pois saiba que eu sou muito delicada, doce e até gentil, mas apenas com quem merece!

– Quisera eu participar dessa lista tão vip.- brinca ele.- Agora, já que estamos aqui, toca alguma música.

– Não sei se você merece o privilégio de me ouvir tocar..- me faço de difícil apenas para o ver insistir.

– Poxa, Sam, toca! Por favor, por favorzinho!- implora ele juntando as mãos como em uma oração e fazendo a maior carinha de cachorro que caiu da mudança. Thomas estava tão fofo que seria capaz de aperta-lhe as bochechas. O que?! Mexo minha cabeça afastando esse pensamento insano.

– Tudo bem, mas não chore. Vou tocar uma que andei ensaiando esses dias.- digo indo até o som com que ensaio e onde já estava preparado o acompanhamento da música "Thinking out loud".

Respiro fundo me sentando e segurando minha flauta adequadamente. Não costumo tocar na frente de ninguém e estar aqui com Thomas é algo totalmente impensado para mim. Aperto o play e assim que escuto a entrada da música começo a tocar de olhos fechados.

Sei que os olhos de Thomas estão atentos a mim, posso sentir isso. A música flui facilmente, o ambiente é envolvente e parece ser natural eu tocar essa música aqui, agora e para Thomas. A flauta é familiar, a sala de música também, mas a presença dele aqui era uma diferença tão grande que me pergunto porque parece tão certo.

A música termina e por fim abro meus olhos. Como imaginei Thomas me olha fixamente. Seu olhar é intenso, ele parece extasiado, diria até em choque, em sua boca existe um rastro de sorriso, estaria ele sorrindo enquanto eu tocava?

– Então, o que achou?- pergunto em um tom não mais alto que um sussurro.

– Foi... Lindo.- diz ele piscando algumas vezes, para esclarecer sua mente imagino.- Você toca muito bem, parabéns.

– Obrigada.- digo não muito feliz pelo calor que subiu ao meu rosto.- Er.. Acho que esse jantar precisa de um pouco de animação!

– No que está pensando?- pergunta ele levantando as sobrancelhas a espalhando um sorriso pelo rosto.

Sem o responder diretamente, arrumo no som um novo acompanhamento e, antes que ele possa falar qualquer coisa mais, aperto o play fazendo a batida de "Titanium" encher a sala. Sorrio para Thomas quando começo a tocar a música agitada na flauta e dessa vez não fecho meus olhos.

Ele me olha com divertimento e até faz uma dancinha quando a batida aumenta. Há divertimento em seus olhos e acredito que são apenas um reflexo dos meus, pois mesmo tocando é impossível tirar o sorriso dos cantos dos meus lábios.

Em que delírio eu estaria aqui com Thomas? Lhe mostrando um dos meus hobby, deixando-o me conhecer mais enquanto ainda sei tão pouco sobre ele. Mas não parece errado ter sua atenção, não pareceu errado quando chamei-o para sair da festa comigo, não pareceu errado ter ele aqui.

A música acaba e apenas sorrio ainda mais quando afasto a flauta da minha boca. Thomas bate palmas e logo estende uma mão para mim. Seguro sua mão um pouco receosa com o que aconteceria. Ele facilmente fecha sua mão ao redor da minha antes de me dar um pequeno puxão me chamando para levantar.

Quando estou de pé, Thomas se aproxima até seu rosto estar bem na minha frente. Seu olhos são atentos sobre mim, ele corre o olhar dos meus cabelos ao meu queixo, o qual ele leva sua outra mão, segurando-o com o polegar e o indicador como se analisasse cada traço que compõe a minha face.

– Eu me pergunto como uma mistura tão distinta de personalidades pode dar tão certo em alguém.- diz ele baixo.- Você é doce, mas azeda também, é objetiva, mas profunda, é séria e tem o senso de humor afiado.

– Achei que o bipolar era você..- brinco quando na verdade tento não me afogar em suas palavras e no seu olhar intenso.

Thomas ainda me olha como se procurasse respostas para perguntas que sequer sei quais são. Ele parece tão sério agora, como se estivesse dividido entre rir da minha brincadeira boba ou me beijar, ou ainda, sair daqui me deixando para trás. Sua respiração é suave e é perceptível o suspiro que ele dá antes de soltar meu queixo e se afastar de mim.

– Devem estar sentindo a nossa falta, seu pai deve querer nos contar alguma novidade do governador!- fala ele se encaminhando para a porta.

Teria ele se chateado porque falei da bipolaridade de novo? Ele não pode ser mesmo bipolar, pode? Ele é cheio de mistérios, evasivo quando se trata da sua vida e seu passado, mas ao mesmo tempo parece tão verdadeiro com suas implicâncias e brincadeiras idiotas, até seu charme barato parecem ser genuinamente uma parte dele.

O sigo sem o questionar o súbita mudança de clima, fomos de um momento sublime e singelo na sala de música para uma versão séria e respeitosa dele, que prefere voltar para o jantar e escutar meu pai tagarelando sobre política. Quando chegamos estavam servindo a sobremesa, assim todos passaram a elogiar a bela escolha de cardápio e de buffet da minha mãe do que ficar falando de política. Contudo, no final ainda houve um brinde dedicado a matéria nova e ao trabalho no jornal.

***

– Isso é seu.- digo quando passamos pela porta do meu quarto e alcanço sua gravata.

Thomas olha meu quarto com a mesma curiosidade que eu examinei sua casa pela manhã. Ele sorri ao olhar meus bichos de pelúcia na cama e se aproxima da minha estante, analisando os porta-retratos que tenho ali.

– Quando foi essa foto?- pergunta apontando para o porta-retratos cheio de estrelas douradas onde coloquei uma foto minha e de Oli.

– Aniversário de quinze anos da Oli, foi uma festa a fantasia, nós nos vestimos de princesas, tiramos muitas fotos loucas e essa foi a nossa favorita.

– Parece que você era menos irritadinha naquela época, gatinha!- fala abrindo um sorriso zombador.

– É porque ainda não te conhecia!- rebato.

– Ai! Assim você magoa meus sentimentos!- alega levando as mãos para o coração.- Eu que mato e morro por você, seu escravo, seu vassalo, seu..

– Meu nada!- interrompo o seu drama me esforçando para não sorri para esse babaca.- Você é só o idiota que quis me pegar no primeiro dia de aula e como não conseguiu agora se infiltrou na minha família para executar seu plano nefasto de vingança!

– Você acha que eu queria te pegar no primeiro dia de aula?- questiona ele ignorado todo o meu discurso exagerado.

– Não queria?- digo séria, pois realmente queria saber sua resposta.

– Você acha que eu queria te pegar só no primeiro dia?- ele reformula a frase enquanto se aproxima de mim sem desviar os olhos dos meus.

– Eu...- tento dizer algo, mas as palavras não parecem colaborar quando Thomas está tão perto de mim.

– Conseguiu lembrar de mais alguma coisa de ontem?- pergunta em tom de sussurro.

– Do que eu deveria me lembrar?- pergunto mesmo sabendo que ele estava falando do beijo, eu ainda não estou preparada pra assumir nem pra mim mesma que o beijei, muito menos para falar disso com ele.

– Talvez você tenha algo bom para lembrar da noite de ontem.- diz ele perto demais para que minha mente se ocupasse com qualquer outra coisa que não fosse ele.

Thomas está a poucos centímetros de mim e é impossível desviar meus olhos dos seus. Tão perto, tão cheiroso, tão lindo... Em uma fração de segundo desvio meus olhos para sua boca, mas ele percebe e isso é o suficiente para o fazer abrir um sorriso. Ele não se afasta nem se aproxima mais, e eu sinceramente não sei o que quero que ele faça.

Ele pega a gravata que ainda estada nas minhas mãos sem quebrar o contato visual, suas mãos se demoram um pouco nas minhas, entrelaçando nossos dedos de uma forma rápida antes de pegar totalmente a gravata.

– Quem sabe isso te ajude a lembrar de algo.- diz ele e antes que eu processasse suas palavras ele passa sua gravata pela minha cabeça e a deixa de forma frouxa no meu pescoço. Thomas segura as laterais do meu rosto e sinto um arrepio correr por meu corpo em perspectiva.- Boa noite, gatinha.

Ele me dá um beijo na testa antes de se afastar e sair do meu quarto, me deixando para trás mais confusa do que antes e com sua gravata perfumada em volta do meu pescoço.

Notas finais
Então? Gostaram do jantar na casa da Sam? E desse novo lado dela que vocês ainda não conheciam?! Aqui embaixo vou colocar os links para caso vocês queiram ver/ouvir como ficam as músicas na flauta transversal! Thinking out loud: https://www.youtube.com/watch?v=f2goV0GXyH4 Titanium: https://www.youtube.com/watch?v=xlhSiUhNPLE Não sei quando voltarei com novos capítulos, mas COMENTEM E RECOMENDEM!!! Bjs, Tatá :3