Por quanto tempo vou te amar?
4 Capitulo 4
Notas iniciais
A manhã estava pálida, o sol era só uma luz dourada que brilhava entre as nuvens. Isabella segurava uma xicara de cafe fumegante, e expirava a fumaça ainda de pijama sentada em sua poltrona enrolada em seu cobertor, rodeada de pensamentos.
Embora sempre estivesse cercada de livros, o que faziam todos pensarem que a pequena garota de pele creme e cabelos castanhos fosse virar uma escritora, Isabella surpreendera a todos quando afirmou que seria uma grande arquiteta, era ótima em cálculos, uma habilidade herdada pelo falecido avô, um contador.
Lembrava-se do dia em que contou a seus pais sobre a sua ida para a Inglaterra, na semana passada. Evidentemente foi um choque para eles, além do fato de Isabella ter adiado por algum tempo, sua mãe por outro lado embora já estivesse triste por sua filha ter de partir, sabia que aquela era uma brecha que Isabella precisava para respirar novos ares, ficar longe de Edward. Enquanto olhava nos olhos de seu pai, notava o quanto ele estava perdido, era difícil estar distante de sua menina, mas admitia que era uma grande oportunidade, e que Isabella a merecia, deixou uma carta de despedida para Alice, embora parecesse cruel, saberia que ambas cairiam no choro e naquele exato momento precisava ser o mais forte que pudesse. Ainda não tinha contado a decisão para seu irmão, estava em lua de mel e não queria que de alguma forma o apressasse, estava decidida partiria em breve.
Olhava o cômodo ao redor, havia caixas e mais caixas com seus pertences, poderia levar todas, mas deixaria algumas de suas coisas na casa de sua mãe, levaria seus pertences mais necessários, e seus livros era um deles. Levantou-se calmamente ligando o som, a melodia do piano delicado enchia a casa. Enquanto Isabella olhava a paisagem agitada de Nova Iorque pela janela, a poucas horas deixaria seu pequeno apartamento, sua família, seus amigos e ele, deixaria tudo para trás, de agora em diante não deixaria se abalar, não haveria espaço para o sofrimento, somente foco e determinação, pensaria em si própria, como nunca o fez.
Algumas horas depois....
Devidamente arrumada Isabella ajudava o taxista a colocar seus pertences no porta malas, sua mãe buscaria suas coisas em breve, a ultima caixa foi colocada, Isabella parou por um momento, observando seu apartamento, onde morara por um longo tempo, com uma despedida silenciosa, entrou no taxi dando partida para a nova vida. Enquanto andavam pelas ruas movimentadas de Nova Iorque, Isabella observava pela ultima vez pela janela, sua atenção foi atraída, pelo lindo homem ruivo que andava despreocupado, usava um óculos ray ban, uma linda blusa azul e calça jeans, parecia ainda mais bonito do que a ultima vez que o vira, no casamento, Isabella virou o rosto abruptamente com lagrimas nos olhos.
Isabella não pode deixar de pensar que Edward não sentiria sua falta, na verdade talvez a estivesse fazendo um favor, tirando uma pirralha ingênua de seu caminho.
O homem que dirigia o taxi com agilidade olhava a menina pelo retrovisor, pensou em pergunta-la se estava bem, mas resolveu não interferir, mulheres eram bipolares, pensava ele.
Com a passagem em mãos Isabella esperava seu voo, olhava os casais se despedindo e sentia uma pontada dentro de si, talvez uma pequena inveja das namoradas apaixonadas que se encontravam ali. Olhava para a porta do aeroporto, imaginando como seria se Edward entrasse por ali e a pedisse para ficar, mas isso era apenas um pensamento idiota, nunca aconteceria.
Escutou a chamada de seu voo, com uma ultima olhada ao seu redor, caminhou em direção ao avião, dando entrada a uma nova vida.
Em breve estaria numa faculdade de prestigio, seria uma universitária, futuramente teria um ótimo emprego.
Engoliu o choro que se formava enquanto sentava em sua poltrona, enquanto o avião levantava voo, Isabella olhava as pequenas miniaturas pela janela e um pensamento a apossou: O amor é uma droga....
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