O cheiro do local se misturava ao cheiro de morangos da pequena menina de cabelos castanhos que se entregava a um sono profundo sem sonhos, quem ousava a chegar perto ouvia o barulho audível do monitor cardíaco, e inúmeros fios conectados, dificilmente uma pessoa sem estudo medico poderia entender qual a serventia deles.
Uma semana se passara desde que a menina teve o resultado que estava com meningite, uma doença perigosa e traiçoeira.
Embora o seu rosto estivesse tão pálido como um papel, seus lábios estivessem perdido seu tom avermelhado, e sua mão estivesse tão fria, ainda era ela, Isabella, o sorriso torto formava em seus lábios ao pegar sua mão, e constatar que as unhas pintadas de rosa pela metade, denunciavam que fora ruída, como sempre o fazia.
Estivera atento para que ninguém o pegasse naquele quarto, por alguns momentos esteve imóvel observando seu rosto angelical, tentando o gravar enquanto pudesse, em meio de toda dor que passara, não conseguiria perder alguém que tanto amava.
Mas antes que partisse o garoto de cabelos avermelhados despediu-se rapidamente e suas ultimas palavras naquele quarto de hospital fora: Até logo minha menina...
O barulho de um carro freando bruscamente fez com que Isabella acordasse assustada, constatando que era cinco da manha, posse a deitar novamente, desde que Isabella se mudara para Inglaterra a dois meses atrás seguia , a mesma rotina, frequentava um Café local, estudava e estudava, ainda acostumava-se com o frio europeu.
A universidade era poucas quadras de sua casa, intimamente se sentia feliz por estar fazendo seu curso predileto, fizera alguns amigos, o que não era novidade, Isabella era uma garota comunicativa e doce. Ben que era um garoto simpático e falante havia se disposto para ela caso precisasse de alguma ajuda. Enquanto Irina, apesar de ser uma garota legal, pegava-a olhando para ela com olhos mortais quando Ben estava tão próximo, evidentemente havia algo ali, já que Irina vivia em seus calcanhares, até se divertiu pensando se era sim que agiria todo esse tempo com as PAQUERAS de Edward, não que não se pegasse pensando nele, mas era um assunto que andava evitando propositalmente.
Conversava com os pais varias vezes na semana, embora Alice ainda estivesse chateada por não ter tido uma despedida decente conversava com a amiga por Skype e telefone, era uma forma de matar a saudade. Seu irmão por outro lado, assim como Jane expressaram uma grande felicidade, ambos sabiam que Isabella merecia, tal coisa, já Edward esse não tivera noticia alguma, não que ousasse perguntado sobre o indivíduo.
Isabella posse a dormir novamente, pois daqui algumas horas, mais estudos a aguardava, além do fato de estar decidida a arrumar um emprego e conseguiria um, ou não se chamava Isabella Swan.

As cinco da manhã muitos ingleses ainda estavam em suas respectivas casas, em suas confortáveis camas, mas não James Grunt, dono de um dos maiores escritórios de Arquitetura Inglesa, Grunt aos 29 anos era um homem pontual e ambicioso, uma das características que o fizeram ter sua posição atual, um dos maiores Arquitetos da atualidade.
Enquanto tomava seu café forte e sem açúcar, observava os desenhos técnicos em sua mesa, Grunt era bonito, mas sua personalidade forte, fazia com que seus funcionários o temessem, quando estava de mau humor era como uma bomba atômica.
Por isso inúmeras secretarias haviam pedido demissão do cargo, como das tantas outras vezes, estava a procura de uma, suas opções eram poucas, como noticia ruim voava longe, sua fama de patrão marrento era conhecida por muitos, o que resultava em uma lista negra de alguns.
Aro que trabalhava com Grunt alguns anos, desde que se formara para ser exato, beirando aos 65 anos sempre foi um homem amistoso, e um único a aturar seu patrão por tantos anos, embora todos os empregados acham que merecia um premio como recompensa, era irônico.
Aro fez uma pausa antes de bater na porta de Grunt, embora soubesse a resposta temida pelo patrão, que sempre o jogava na fogueira para arrumar funcionários competentes, passou a mão nos cabelos ralos e soltou um suspiro, era a hora de encarar a fera....
Abriu a porta demasiadamente devagar espiando seu patrão que parecia muito concentrado nas folhas de papel, observava o rosto do jovem rapaz a sua frente, parecia extremamente cansado, não esperava que estivesse diferente.
Vai ficar me encarando seu velho? Perguntou Grunt sem desviar os olhos
Acho o Senhor bonito. Disse em tom irônico
Puxa saco. Disse seco
Não é do que gostam? Além do mais se não fosse assim já teria chutado o traseiro desse velho a muito tempo. Disse Aro rindo
Estou pensando nessa possibilidade, não esta fora de cogitação. Disse Grunt desviando os olhos do desenho e o encarando
Senhor precisamos de uma assistente, por mais que eu tente não consigo ir ao domicilio inspecioná-los e ser sua secretaria em meio período. Disse Aro seriamente
Você e bom nisso, sei que vai me arrumar uma ótima secretaria. Disse Grunt pegando mais uma xicara de café
O senhor quer que eu faca milagre? Por que não sei se o senhor sabe, mas a lista de funcionários que querem trabalhar com o senhor está escassa, nem deixam mais um currículo sequer, desde que chamou a senhorita Tania de burra em plena reunião com os Halle. Disse Aro calmamente
Só disse a verdade, afinal de contas não tenho culpa se todas as funcionarias que e arruma não são apropriadas. Disse Grunt dando de ombro
Duvido que alguma seja, murmurou Aro
O que disse? Perguntou Grant
Nada não, quero dizer como vou conseguir uma secretaria tão rápido, temos que organizar outra reunião com os Halle, já que por deus a outra foi uma catástrofe. Disse Aro balançando as mãos
Use o seu dom de velho. Disse Grunt sorrindo
Seu pai era melhor patrão que você, um dia vou ter um ataque, e você terá de pagar meu seguro de vida para os meus familiares Grunt, ah se vai. Disse Aro saindo da sala
Depois de tanto andar de uma lado para o outro na recepção, tantas vezes que se fosse possível o chão teria aberto um buraco, Aro recorreu a única ideia que vinha em sua mente, e esperava fielmente que dessa vez desse certo.
Pegou seu telefone, um tanto antigo, e discou um numero conhecido: Alo professor Benjamim?