Por mais que o tempo passe...
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Capítulo 11
Pov Bella
Eles haviam ido e logo após a porta fechar Mia se trancou no quarto, eu chamava por ela e a única coisa que ouvia além do silencio era seus soluços. Batia desesperadamente na porta buscando alguma resposta, mas era tudo em vão e eu cheguei que sou uma mãe péssima.
Caminhei em direção ao quarto que por 20 anos dividi com Stefan, não sabia qual seria sua reação e esperava o pior. Abri a porta lentamente encarando a figura deitada com as costas encostadas no encosto de cama e segurando um copo de whisky, seu olhar magoado encarou o meu e eu caminhei em sua direção.
—Stef...
—No fundo eu sempre soube... —Ele riu amargurado e seus olhos se encheram de lagrimas—Bella, a gente não precisa acabar aqui...A Mia não precisa saber disto...
—Stef... —Eu tentei falar novamente, mas fui interrompida por meu marido se ajoelhando diante de mim e agarrando minhas pernas.
—Não Bella, eu não quero perder a minha família...Por favor Bella...Não me deixa...Não... — disse ele chorando desesperadamente e agarrando minhas pernas com força—Eu amo você...Por favor Bella...Eu amo...a-a-mo você...
—Vem Stef, vamos dormir... — disse o puxando para cama e tirando sua gravata e logo em seguida seus sapatos. —Amanhã conversamos sobre isso...
Acariciei seu rosto e logo ele adormeceu, caminhei em direção ao banheiro tirando meu vestido e minhas joias. Tranquei a porta e encarei meu reflexo no espelho, eu havia destruído minha família.
Fiz minha higiene pessoal e tomei um banho de agua fria, com esperança de acordar deste pesadelo, mas a tentativa foi falha. Já vestida com minha camisola de seda azul e enrolada em meu robe italiano de renda sentei na cama , comecei a passar meu creme com cheiro de morango e foi como voltar ao passado...
*Flashback on*
Eu estava deitada na cama grande cama branca e com os olhos meio abertos, notei umas sombras engraças no refletindo no lençol e com o rabo do olho vi Edward e ele fazia movimentos com as mãos como se fosse um teatro as escuras, aqueles que as crianças fazem com uma lanterna focada na parede, mas no caso de Edward, eu minhas costas eram sua parede e eu ri tirando ele de seus devaneios.
Ele veio para cima de mim e beijou minhas costas até chegar em minha orelha, eu ri ficando arrepiada e ele me virou para cima.
—Bom dia— disse ele sorrindo.
—Otimo dia— disse acariciando seus cabelos.
—Eu amo você Bella— disse ele me beijando e logo fizemos amor novamente...
*Flashback off*
Os braços fortes de Stefan me tiraram de minhas memorias, eu coloquei o creme na minha mesinha de cabeceira e apaguei a luz do abajur, me cobrindo com o edredom e virando de lado. Não demorou muito para ele me abraçar apertado por trás e eu fechei os olhos tentando dormir.
—Minha e de mais ninguém... — sussurrou ele ainda dormindo e eu arregalei os olhos
Quando finalmente consegui pregar no sono a porta do quarto é aberta violenta mente e minha filha entra desesperada gritando e com sua roupa toda suja de sangue. Eu sacodia Stefan desesperada e Mia se esvaia de dor no chão em nossa frente, meu marido acordou desesperado e quando viu a menina encolhida de dor, levantou rapidamente da cama e a pegou no colo saindo do quarto eu os segui.
Quando percebi já estávamos dentro do carro e minha filha gritava desesperada de dor, eu segurava sua mão enquanto Stefan corri com o carro furando todos os sinais que tentavam nos prender. Não demorou muito e já estávamos na porta do hospital , eu entrei gritando por ajuda e quando percebi Mia já estava em uma maca passado por uma grande porta branca. Tentamos ir atrás, mas um enfermeiro impediu a nossa entrada. Em um instante de desespero me vi agarrada a Stefan chorando, por volta das 23:45 Tony entrava desesperado na sala de espera acompanhado por Edward.
Foram duas horas agoniantes até que o médico apareceu e sua expressão era triste, eu estava sentada entre Edward e Stefan, eles seguravam minhas mãos com força, Anthony disparou na frente desesperados.
—Doutor, como ela está? —Perguntou o filho de Edward desesperado.
—Eu sinto muito, mas perdemos o bebê— disse ele e Tony se ariou na parede começando a chorar. Bebê? Mia estava gravida, nos entreolhamos chocados e caminhamos os três em direção ao médico. — A menina está bem, estamos refazendo exames pois os que fizemos apontaram que ela pode ter um tumor maligno no útero.
—Tumor? — Perguntou Stefan assustado.
—Talvez seja preciso fazer cirurgia e até mesmo quimioterapia. — Disse o Médico e eu me deixei chorar em silencio.
(...)
Já era manhã e eu observava minha filha dormir no leito do hospital, ela havia passado por uma longa cirurgia na madrugada e eu havia ficado já que apenas uma pessoa poderia acompanhar a paciente. Edward levou Anthony para casa a base de calmantes e Stefan voltou para casa contrariado para buscar as coisas de Mia, minha vida desandou completamente em apenas uma noite.
Vi minha filha se remexer na cama e sua expressão ficar agoniada, caminhei em sua direção e me ajoelhei rente a sua cama fazendo carinho em seu rosto, ela abriu os olhos lentamente.
—Mãe...onde eu estou? —Perguntou confusa
—No hospital, meu amor— disse ainda cariciando seu rosto e tento controlar minhas lagrimas.
—Eu perdi ele ,não perdi? — ela perguntou com uma expressão de dor e eu apenas assenti a abraçando e deixando a chorar. —Mãe, eu estou doente não é? —Eu arregalei os olhos quando ela me perguntou aquilo e sua expressão foi neutra—Eu já sabia mãe, o médico me disse na ultrassom que eu tenho uns tumores no útero e que a minha gravidez era de risco.
—Você passou por uma cirurgia e vai ficar bem— disse ainda acariciando seu rosto.
—Quando eu começo a quimioterapia? —Ela perguntou sendo forte.
—O médico vem conversar com você... —Disse afagando seu rosto e ouvi duas batidas na porta.
—Oi Mia— disse Edward entrando na sala vestindo um jaleco e segurando uma rosa vermelha.
—Oi Doutor Cullen — disse Ela sorrindo.
— Com câncer— disse ela triste e as lagrimas tomaram conta de seu rosto, Edward segurou sua mão gentilmente e ela sorriu.
—Eu estou a aqui e não vou deixar nada acontecer com você Mia— disse ele a puxando para uma abraço e eu fiquei observando a cena, não demorou muito e minha filha me puxou para esse abraço e ficamos assim, nós três juntinhos até que a porta abriu e Stefan nós olhou amargurado.
—Eu acho que estou atrapalhando— deixando a mala de Mia na cadeira e virando para sair do quarto.
—Pai... —Mia o chamou e ele virou, seus olhos estavam cheios de lagrimas. —Eu to com medo, não me deixa...só o senhor pode me proteger...

Ele mordeu os lábios e deixou as lagrimas caírem por seu rosto, caminhou em direção a cama que Mia estava e a abraçou fortemente.
—Eu te amo, minha filha— disse ele beijando sua cabeça— Nunca esqueça disso...
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