Notas iniciais
A trilha sonora do capítulo é a música Between da banda Courrier.

P.O.V. Caroline.

Depois que a prima da Elena teve aquela visão eu fiquei desesperada. Eu não podia deixar ele morrer e não era por causa dos meus amigos, era porque eu o amava.

A bruxa estava com ele. Ela o havia amarrado com cordas de verbena.

-Ei bruxa!

-Quem é você?

-Você não vai levá-lo! Vai me levar.

-Acho que não.

Ela estava com um frasco na mão que colocou sob a mesa sacrificial.

-Você duvida?

Corri até a mesa e bebi o líquido do frasco.

-Não! O que você fez?!

-Agora não tem escolha. Vai ter que me levar.

P.O.V. Klaus.

Imagine a minha reação quando a louca da Caroline aparece e oferece sua vida em troca da minha. Felizmente a bruxa recusou, mas Caroline tinha outras ideias.

Ela se aproveitou da distração da bruxa e correu até a mesa sacrificial e bebeu o líquido do frasco.

-Não! O que você fez?!

-Agora não tem escolha. Vai ter que me levar.

-Então, que assim seja.

Dhalia arrancou o coração dela.

-Não! Caroline!

-Você não é digno dessa garota querido sobrinho.

Ela tinha razão. Eu não era digno dela e faria qualquer coisa para fazer seu sacrifício valer a pena.

Elijah me salvou, ele me tirou da mesa e nós matamos Dhalia usando o sangue da nossa mãe.

-Eu não acredito que ela tá morta. Temos que dar um jeito de trazê-la de volta.

-Essa é Caroline Forbes?

-Ela morreu por mim Elijah. Morreu no meu lugar.

-Lamento irmão.

Nós a enterramos e todos os seus amigos e parentes compareceram ao funeral. Até mesmo Katherine, mas o que me chamou a atenção foram os carrinhos de gêmeos que as duas duplicatas empurravam.

-Parece que tirei a sorte grande. Novas duplicatinhas.

-Não há a menor possibilidade desses bebês serem duplicatas Klaus. Afinal, eles são filhos biológicos da garota que estamos enterrando hoje.

-O que?!

-Eles são seus filhos Klaus.

-Não é possível. Ela era vampira, vampiros não podem procriar.

-Mas, os originais podem. Veja, seus filhos e seus sobrinhos.

Elena apontou para o carrinho que Katherine empurrava.

-Sobrinhos?

Elijah perguntou.

-Seus filhos, Elijah.

Ele correu até o carrinho e olhou para os bebês.

Elas choravam, até mesmo Katherine. A mãe de Caroline estava inconsolável e quando fui prestar minhas condolências ela bateu na minha cara.

-Isso é culpa sua! Se não tivesse vindo pra minha cidade ela ainda estaria viva! Todas as garotas que se apaixonam por vocês acabam mortas. A minha filha é só mais um exemplo.

-Vou dar um jeito de trazê-la de volta. Eu prometo.

Duas outras duplicatas apareceram e o que mais me chocou foram os seus acompanhantes. Eles tinham a cara do Stefan Salvatore.

-Você tá bem Elena?

-Não. Agora eu não tenho mais ninguém Ness. Mais ninguém.

A garota consolou Elena.

-Vai ficar tudo bem.

-Não vai. Ele matou a Jenna, tentou matar meu irmão e agora matou a Caroline.

-Shh.

-Rebekah tentou me matar, Klaus tentou me matar e eu quase virei vampira por causa dela. Se não fosse você me tirar do carro, eu teria presas agora.

-Mas, você não tem. Você ainda é humana e o Stefan também. Ele ama tanto você que desistiu da imortalidade pra ficar com você Elena.

-O que? Stefan é humano?

-Sou. E não me arrependo Klaus, porque o meu amor pela Elena é maior que tudo e eu faria tudo por ela e sei que ela também faria por mim.

Aquilo me deixou com uma inveja danada. Não a mortalidade,mas aquela ligação que eles tinham, aquele amor incondicional.

-Era isso que ela sentia por você Klaus. Tanto é que deu a vida dela pela sua. Ela morreu por você e deixou dois filhos pra trás. Faça o sacrifício da minha melhor amiga valer a pena Mikaelson. Me mostre que ela não morreu em vão!

Elena estava cheia de raiva assim como todos os outros presentes e até eu estava com raiva de mim.

Eu sabia que não merecia ela. Não merecia o que ela fez por mim, devia ter sido eu.

-Eu prometo que vou lhe trazer de volta meu amor. E vou te dar tudo o que você merece.

Beijei boca dela chocando os presentes, afinal eu estava beijando uma defunta.

-Niklaus!

-O que Elijah?

-Respeite o corpo da garota e os presentes.

-Eu não desrespeitei nada.

Então, eu vi. Ela estava lá, parada na minha frente.

-Caroline.

-Klaus? Você pode me ver?

-Pensei que estivesse morta.

Eu a abracei.

-Eu sinto você.

E no que eu a abracei senti uma dor horrível no meu peito. Na região do coração.

-Niklaus?! O que está havendo?

A resposta veio de uma das duplicatas.

-Caroline está passando e ele está sentindo a morte dela.

-Como assim?

-Agora ele é âncora para o outro lado. Ele existe em dois lugares ao mesmo tempo aqui e do outro lado, portanto todo ser sobrenatural que morrer terá que passar através dele para chegar ao seu destino final. O outro lado.

E os que voltarem á vida também e ele será forçado a sentir a dor deles. A dor que passaram quando morreram.

-Porque?

-Essa foi a minha forma de puni-lo por todas as atrocidades que cometeu. Pelas vidas inocentes que tirou, por aqueles que morreram e não encontraram a paz por causa dele. Afinal, mais cedo ou mais tarde tudo volta.

-Volta?

-É uma lei universal Mikaelson. E nem mesmo vocês são imunes á ela. E vão sofrer as consequências de seus atos.

-E você vai nos fazer sofrer?

-Não. O universo vai. Vejam, Caroline morreu, seus filhos e filhas estão sob sentença de morte porque vocês passaram séculos fazendo inimigos e machucando pessoas inocentes.