Por Acaso
18 Preto no Branco
Notas iniciais
– White! repetiu Olivia perplexa, não podia acreditar mas aquele homem estava novamente mexendo com sua mente e suas emoções, um louco sedento por vingança a tinha capturado, e ela não tinha ideia de como conseguiria escapar.
– Prefiro Richard, se não se importa, sabia que mais cedo ou mais tarde iria se lembrar. É claro devo ter perdido alguns quilinhos enquanto estive de férias, acredito que ninguém se lamenta por 20kilos perdidos não é mesmo? Não na minha idade, riu o homem da piada.
– Como? Olivia não se conteve tinha que entender, como aquele louco conseguira fugir da Rikers.
– Bem não foi fácil, mas acho que alguns bons aliados podem conseguir o impossível minha querida! Como eu te disse, nosso amor ainda não está consumado, tinha que voltar pra vc.
– Mas não se preocupe, continuou o homem, ainda temos muita coisa pela frente, acho que amanhã poderemos passear no parque se você não se importar, já está melhor, nada que um bom banho não a faça se recuperar não??? Ainda costuma cantar no chuveiro??? Desculpe-me acredito que perdi algumas coisas nesse tempo que fiquei fora, mas logo vou sanar todos esses buracos que ainda existem entre nós.
Enquanto terminava a frase, Richard acariciou Olivia na face, que a deixou com medo mas também furiosa.
*****
Eliot não conseguia dormir estava exausto, mas a falta de notícias de Olivia o deixava desesperado, a pista que surgira do caminhão tão pouco havia dado em algo, um mistério pairou-se sobre sua cabeça, e nada o ajudava a imaginar o que poderia ter acontecido com ela.
De repente o toque do telefone o despertou de sua angustia.
– Elliot, você precisa vir aqui depressa.
****
Amanda, ainda estava tentando encontrar vestígios daquela ligação, mas não conseguira muito sucesso, mas ao ouvi-la pela primeira vez, fez o coração de Elliot gelar.
– Enquanto eu não morrer, estarei sempre em sua cabeça...
Igual sua mãe tem alguém na cabeça dela.... Estamos unidos para sempre agora.... Não Estamos????
– O que é isso? Perguntou, quem é ele? Perguntou Elliot sem entender.
– Não sabemos, respondeu Amanda, até onde parece, é como se fosse, uma.... Ameaça, advertiu Rollins.
– Eu já ouvi isso antes, isso não é pra nós....
– Já sabemos que é pra Olivia, Fin afirmou. – Mas ainda precisamos saber da onde isso vem, não parece ser gravação de um celular, concluiu o detetive confuso.
– e não é, rebateu Amanda.
Elliot não conseguia se lembrar, mas algo lhe dizia que aquelas palavras, e aquela voz, ele já ouvira em algum lugar, mas precisava desesperadamente saber onde e como.
– Don! Afirmou Elliot sem pensar.... Precisamos dele aqui, ele esteve com Olivia por muito tempo, se eu não me lembro, talvez ele consiga responder alguma coisa.
– O capitão está em Washington, Elliot, talvez consiga chegar em dois ou três dias, não sei se podemos esperar, afirmava Fin.
Elliot estava enlouquecendo... Precisava encontra-la, precisava de Olivia em seus braços novamente, precisava beijá-la e nunca mais permitiria que ela se afastasse, nunca mais.
****
– Um passeio no parque? Perguntou Olivia parecendo interessada.
– Porque não? Sei que você aprecia a natureza, depois de tantos tropeços, o ar lhe fará bem, ou prefere algo mais litorâneo, perguntou White, provocando-a.
– Não será preciso, afirmou Olivia, o ar das montanhas me parece bom.
– Hum vejo que ainda continua perceptiva detetive.
– Sempre. Respondeu Olivia.
White, levantou, dirigiu-se até Olivia, servindo-a de um pouco de caldo.
– Desculpe o mal jeito, mas não consegui pensar num cardápio melhor para nos aquecer, acredito também que não teremos problemas com os utensílios de plástico. Mais uma vez gosto de ser prevenido.
– Com Medo de uma mulher? Olivia disse tentando provocar o homem, talvez uma mudança de abordagem pudesse favorece-la de alguma maneira.
– Ora, Ora, destemida detetive.... White, afastou-se do prato de Olivia, agarrando o guardanapo sobre a mesa, enrolou-o em sua mão agarrando a detetive por trás do pescoço.
Olivia começou a ficar sem ar, tentou retirar o guardanapo de sua garganta, mas Richard era mais forte, e sua posição em pé sobre suas costas dava vantagens ao assassino.
Ainda sem ar Olivia, começou a mudar de cor lutando desesperadamente pela vida, seus olhos começaram a lagrimejar, suar garganta ficava cada vez mais seca, e em seus pulmões a falta de oxigênio começava a causar uma forte dor aguda no peito.
Aqueles segundos passaram-se como se fossem uma eternidade, mas no fim White a soltou, tornando a trata-la com o mesmo tom cordial que iniciara o jantar.
– Ora Detetive, não seja deselegante, sabe o quanto fico desapontado quando não obedecem minhas ordens. O homem a olhava como se o menor movimento fosse capaz de fuzilá-la.
A Respiração de Olivia, parecia ainda ofegante, continuava sentindo dor, a cada tentativa de trazer o ar novamente em seus pulmões. Richard a conseguira assustar, e ela não podia negar que isso era algo muito ruim.
– Por Ora, vamos comer, não quero que o jantar esfrie.
*****
Já passava das 5hs da manhã na delegacia, Elliot recebeu uma chamada no Centro de Manhattan, uma mulher Loira, aparentemente da idade de Olivia, fora encontrada morta em seu apartamento.
Ao lado da cena do crime, um cartão velho, com o nome de Olivia, estava manchado de sangue, no verso do cartão encontrava-se um bilhete escrito a mão.
– Sem Ressentimentos.
Elliot soube na hora de quem se tratava, aquela mulher era Kimberley Phillips antiga sócia de Richard White, e certamente era ele que Elliot havia ouvido mais cedo naquela gravação. White de alguma maneira havia escapado da prisão e estava caçando todas as mulheres que um dia o enfrentaram.
– Chame Fin, e Amaro, disse Elliot a Amanda, vou encontra-los em 30 min na delegacia.
***
– Seu desgraçado, Nick veio pra cima de Elliot assim que o viu entrando pela sala, ao prensá-lo sob a parede, não conseguia pensar em nada a não ser esmurra-lo com toda sua força.
– Já chega, disse Don. Estamos todos nervosos, não preciso de mais confusão nesse departamento.
Cabot, estava seguindo atrás de Elliot, parando surpresa a porta, deixou alguns papéis caírem ao chão, sendo ajudada por Fin, que ainda tentava de algum jeito fingir que não estava presente.
– Perdi alguma coisa? Alex perguntou.
– Não. Promotora, Respondeu Don furioso, preciso da sua agilidade em entender as coisas.
Amanda, pode nos dar uma geral do que estamos enfrentando.
Rollins, virou o quadro para todos, com algumas fotos de White, e de suas vítimas.
– Richard White, era corretor de Imóveis, foi acusado de estupro pela namorada, Louise Billings em março de 1999, após fazer acordo, saiu em condicional, sendo principal suspeito na morte da promotora Karen Fitzgerald, a qual estuprou, torturou e matou sem piedade.
– Filho da mãe, afirmou Fin, interrompendo Amanda.
– Continuando, White, dias depois ao ser pressionado pela Benson, deu um jeito de eliminar Louise em seu apartamento, sendo preso após tentar capturar Olivia, no mesmo lugar em que assassinou Karen.
– Obrigada, Amanda, disse Don, Cabot, você tem alguma informação do que aconteceu ao desgraçado depois que o pegamos??
– Claro, Depois da confissão de White para Olivia, fui promotora do caso, ele foi julgado e sentenciado a prisão perpétua pela morte, estupro e tortura de Karen Fitzgerald, e pelo assassinato de Louise Billings, também foi condenado por lesão corporal grave a Olivia, e também por chantagear e ameaçar sua antiga sócia Kimberley.
– Kimberley está morta, disse Elliot sem emoção.
– Acredito que temos um perfil aqui, não? Afirmou Amaro, ainda revoltado com toda a situação.
– Sim, respondeu Don. Estamos lidando com um louco muito mais perigoso que William Lewis, e esse desgraçado é inteligente e minucioso, ele lida com as emoções das vítimas, e Olivia foi marcada por ele quando chegou aqui, e certamente ele a fará lembrar de cada segundo daqueles dias. Não temos tempo a perder, precisamos encontrá-la...... Agora!
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