Por Acaso
19 O FIm - Parte I
Eliot sabia que white podia fazer qualquer coisa com Olivia, e ao contrário de Lewis, seu ódio doentio pelas mulheres fazia com que Stabler perde-se o sono e em muitas vezes até mesmo a respiração.
Era quase impossível saber para onde White havia levado Olivia, o rastro do caminhão havia se perdido próximo a ponte de Rio Hudson e a rodovia federal que ligava as estradas podia dar fuga para White para qualquer saída do estado, até mesmo do pais.
Contudo algo no coração de Eliot o fazia acreditar que Liv ainda respirava...
Até quando, esse era o maior medo de Eliot.
***
Na delegacia todos dobravam de plantão de 12 em 12hs, Amaro estava em serviço a quase 48hs e ainda não tinha encontrado nada que o levasse à White.
Por outro lado, não estavam totalmente a cegas, Fin havia descoberto que horas antes de sequestrar Olivia, White havia parado no mercadinho do bairro e comprado comida enlatada, algumas cordas, fita isolante e um acendedor de laleiras, além de saco para dormir e cobertores.
Fin, também descobrira que a conta bancária da Mãe de White havia sido limpa e um saque de 8mil dólares podia manter White escondido por semanas até mesmo meses.
Amanda, estava trabalhando no Reconhecimento facial de White, a última imagem oficial que conseguiram foi a sua saída do presidio. Mas as filmagens do mercado, mostravam que mesmo com toda a falta de nitidez que o sistema de segurança oferecia, White havia deixado a barba crescer e escurecido o cabelo. Alguns podiam jurar que com sua nova aparência White havia se convertido ao Islã, e em Nova Iorque essa aparência podia ser tão comum como no próprio Iraque.
***
Alex estava movimentando todo o sistema judiciário, afim de auxiliar e facilitar as investigações da polícia.
Mandados de busca, quebras de sigilo e seguranças entre outras burocracias estavam sendo facilitadas após todo seu esforço em tentar ser útil, até mesmo seu trabalho com o promotor Barba estava sendo proveitoso, embora Alex, não suportasse o novo promotor da unidade, não podia deixar e reconhecer que Barba tinha um ótimo relacionamento com todos do poder judiciário.
***
Após o 4º dia de investigações todos já estavam exaustos, depois de muito esforço Cragen havia conseguido estender o fim das buscas para a próxima sexta feira, não queria preocupar a todos mais no topo da Diretoria, Benson já estava sendo considerada abatida.
Na 5ª feira, próximo ao meio dia uma ligação fez com que seu medo tomasse todos os níveis permitidos.
– Capitão???
– Melinda? O que houve??
– Preciso do Stabler ou Amaro aqui nas margens do Hudson, não acredito.... mas...
– O que houve Melinda? Perguntou o capitão preocupado.
– Eles encontraram uma mulher.... Não conseguimos identifica-la, preciso leva-la para o necrotério... mas pode ser..... Ela. Concluiu com a voz chorosa. Que Olivia
***
Alex estava chocada, não podia acreditar que Olivia se fora dessa maneira, era cedo demais para ela.
Alex sempre pensara que antes de...Antes de partir Olivia realizaria seu maior sonho... Ser mãe
Não podia ser, não para Olivia ela sabia que Olivia não se entregaria daquela maneira, não se tivesse chance, a amiga era muito forte para morrer assim.
Ao se aproximar do lugar mencionado por Melinda, Alex deixou seus pensamentos ao longe e voltou a se encontrar em toda a confusão que começava a perceber fora do taxi. Ao chegar, pagou ao motorista e ao descer encontrou Elliot vindo em sua direção.
Elliot assim com Alex, também acabara de chegar, próximo ao píer, uma boa parte de toda a margem do Rio estava interditada com fita amarela, carros da polícia estava estacionado por todos os lados com a sirene ligada, nas águas do Rio, barcos iam e vinham a procura de pistas. Policiais correndo com cães farejadores, e para ajudar havia Helicópteros dos maiores canais de televisão, filmando todo o movimento, a procura de algum furo de reportagem, além de curiosos e jornalistas, que disputavam espaço próximo aos limites da fita amarela, enfim Alex tinha a impressão que toda Nova Iorque estava ali, esperando para saber se era Olivia quem havia sido encontrada.
Após o susto, Alex e Elliot foram em direção de Amanda, que passava orientações aos recrutas que ajudavam na busca por pistas.
– E então? Perguntou Elliot a Amanda.
– Ainda não sabemos.... Elliot não.... O Capitão....
Mas Alex, não soube dizer o que o Capitão disse, pois Elliot passou por Amanda feito um furacão e segundos depois estavam ajoelhados ao lado de Melinda e do corpo.
– É ela? Elliot limitou-se a perguntar, ainda com medo da resposta.
– Sinceramente? Eu não sei, mas eu.... Ainda, não posso descartar
– Tudo bem, Elliot tentou manter a calma. Precisava ver com seus próprios olhos.
Elliot não queria acreditar, não podia ser ela, não depois de tudo que passaram, não depois dele tê-la abandonado, ele ainda precisava de uma segunda chance, precisava faze-la feliz, realizar seu sonho...Liv não... não podia morrer
Contudo, Elliot precisava saber, tinha que tomar coragem, e erguer o lençol, precisava descobrir se aquele corpo era de Olivia.
***
Alex começou a entrar em desespero, após alguns minutos vendo Elliot parado ajoelhado ainda imóvel ao lado do corpo, depois viu o detetive descobrir o lençol, era impossível ver com detalhes da distância onde Alex estava, mas conseguia visualizar Stabler que após ver o corpo e cobri-lo novamente, jogou-se sentado ao chão aparentemente sem forças.
Alex, já havia ameaçado metade da corporação para poder cruzar o bloqueio, desesperada ao ver de longe Elliot em prantos sentado ao lado do corpo, não conseguia sequer pensar se Elliot havia reagido daquela maneira, ao ver o corpo só tinha uma resposta....
Sem pensar, Alex passou por baixo da fita indo em direção a Elliot e quando no meio do caminho foi interceptada por um recruta, não pensou 2x e com toda sua força e raiva, acertou um soco de direita no pobre rapaz que desprevenido caiu no chão nocauteado.
Com a cena e toda a confusão, Amanda e Don correram em direção a Alex, para tentar acalmá-la
– O que você fez ??? Sua.... Doida, disse Amanda espantada.
– Dane-se, EU QUERO VER A LIV......eu preciso…. ELLIOT…. Gritou Alex nervosa.
– Calma Alex, pediu Don, com tranquilidade.
Ao ouvir seu nome, Elliot foi acordado feito um estopim no meio do deserto, olhou para trás vendo Alex sendo contida por Amanda e o capitão, o recruta ainda sentado com a mão no rosto gesticulando de maneira agressiva, acompanhado por dois amigos, o policial foi afastado de Alex, que ainda muito nervosa, gritava por Elliot.
Levantando-se Elliot caminhou ainda confuso ao encontro de Alex;
– Elliot, seu imbecil, como pôde.... Eu quero vê-la... ela é minha amiga.... Seu….
– Não é ela, afirmou com certeza
Alex, parou de falar, olhava para Stabler ainda incrédula, ela e os outros olhavam para Elliot surpresos, Don, tentou dizer alguma coisa, abriu e fechou a boca, mas.... Achou melhor permanecer em silencio,
– Tem certeza, Perguntou Alex angustiada.
– Tenho, concluiu Eliot.
– Mas Melinda disse.... Questionou Amanda, ainda confusa.
– E ela está certa, não tinha como saber, o corpo está muito deteriorado.... Mas não é a Olivia, tenho certeza, disse Stabler convicto.
– Elliot, começou o capitão.... É comum que a família ....
– Não estou em negação capitão, disse Elliot, não é ela, tenho certeza.
Alex, parou de lutar com Amanda, olhou para o capitão suplicando por apoio e com a voz baixa implorou.
– Preciso vê-la capitão, por favor.
Don olhou para Elliot, depois para Amanda, Stabler, fez um sinal afirmativo com a cabeça, então Don permitiu, não fazia sentido negar isso a Alex, afinal ela e Olivia eram como se fossem irmãs.
Ao aproximar-se do corpo, Alex encontrou Melinda que ainda colhia algumas informações para os testes no laboratório. Pele, unha, cabelo. Alex ficou com medo se estava preparada, já havia visto outros corpos antes, mas não sabia dizer se estava pronta caso acontecesse o pior, com a voz ainda presa na garganta, conseguiu falar com Melinda.
– Você acha que é ela???
– Pode ser, o corpo está desfigurado por causa da química e dos peixes na água, mas a cor do cabelo, o peso, altura, a cor de pele, não posso descartar antes dos testes, informou Melinda.
– Não.... tudo bem, você só está fazendo seu trabalho....
– Posso descobri-la? Perguntou Melinda.
E mais uma vez o choro tomou conta da situação, Alex não conseguia clarear todas as ideias mas sabia....
– Não é ela, disse por fim â Melinda.
– Como sabe? Perguntou Melinda duvidosa.
– Liv.... Tem uma cicatriz.... Lewis a marcou próximo aos seios. Ele.... Ele deixou suas iniciais nela, desabafou Alex ainda chorando.
– Mas como? Questionou Melinda confusa, eu não sabia, não tem nada no relatório médico dela.
– Você não estava na unidade quando aconteceu... e Liv.... Fez .... Bem ela se certificou que ninguém soubesse.
– Ela não queria se sentir propriedade dele, disse Melinda.
– Isso, Alex, confirmou.
Após o susto, Alex se aproximou de Elliot e Dom, Amanda já havia voltado à busca com os outros policiais, Amaro e Fin voltaram à delegacia, receberam um telefonema do dono do mercadinho, até onde sabiam fora ele quem atendera White naquela tarde, e estavam confiantes em descobrirem alguma coisa com o depoimento dele.
– Elliot me contou, disse o capitão, quando Alex se juntou a eles.
– Então... ainda precisamos encontrá-la, concluiu Alex triste, porém aliviada.
***
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