Por Acaso

10 A mensagem – Parte 2


Notas iniciais
Atenção Spoilers do Episódio 15x20 - Se você ainda não assistiu não leia o capítulo

Já passavam das nove da manhã, Liv ainda estava acordada e seu estomago dava sinais de fome, precisava se alimentar, se quisesse ir atrás de Lewis. Seu corpo parecia atropelado por um tanque de guerra, precisava se manter alerta. Pensou em comprar um café, ou alguma bebida forte para manter o pique. Se não fosse tão importante ter todos os sentidos apurados, talvez um porre não fizesse mal.

Já estava longe da Unidade àquela altura, mas ainda se sentia presa com um turbilhão de coisas em sua mente. As últimas palavras de Ell ainda soavam em sua cabeça.

“Com Amor Elliot” em mil anos nunca sonhara que um dia sua história de amor fosse se realizar. Estava tudo dando certo, Don em alguns meses iria aposentar-se com Louvor é claro e todos da Unidade estavam seguros de sua liderança. Brian estava certo Liv nascera para ser Capitã daquela Unidade.

Infelizmente seu plano havia perdido um pequeno detalhe, Levis estava obcecado por ela, e ao contrário do que imaginara, ele não havia fugido do país, mas seus instintos psicopatas haviam feito outras vitimas, e o vídeo que Olívia recebera havia lhe dados provas da obsessão doentia de Lewis.

Com muita relutância Liv voltou pra Unidade, precisava alertar a todos que Lewis havia feito contato, mesmo que isso resultasse em manter-se sob vigilância.

Aquela altura toda informação sobre Lewis seria um triunfo, Liv convocou todos os departamentos, tentando parecer no controle, Don havia confiado àquela missão a ela e não poderia decepcioná-lo, as eleições do prefeito fazia com que o capitão ficasse mais ausente do que presente na Unidade, e definitivamente chefiar uma caçada onde você é o alvo não parecia ser uma tarefa fácil.

Estavam delimitando os passos de Lewis quando fora interrompida por Murphy. Liv já havia se deparado algumas vezes com o Tenente, mas vê-lo entrando e acima de tudo retirando-a do posto de chefia definitivamente a deixara de muito mal humor.

Era tudo que Liv precisava, alguém para comandá-la, ou melhor, podá-la, seus passos agora seriam aprovados e desaprovados por um desconhecido metido a chefão.

Pra piorar os detetives federais haviam chegado e como cães de caça, a seguiam por todos os lados.

– Acho que vocês estenderam que eu não pedi por proteção. Liv parecia aborrecida e muito contrariada.

– Desculpe Sargento Benson, mas precisamos cuidar de seu bem estar, reforçou Delano, uma detetive jovem, muito bonita.

Liv saiu de sua antiga sala ainda contrariada, tendo como sombra Delano e Carlson, um jovem casal de federais. Ambos condecorados por serviços prestados ao Governo.

Por volta das 14hs, Liv recebeu uma ligação de Amaro querendo saber como estava Liv parecia relutante em dar detalhes de como se sentia, mas as ligações de Nick eram importantes para saber como estavam as investigações.

Aquela altura eles já haviam descoberto que a advogada de Lewis o ajudara com os cupcakes e que Lewis havia desaparecido com o carro de uma das enfermeiras do hospital.

– Não se preocupe você precisa descansar dizia Nick, essa era umas das frases preferidas de todos da Unidade, Não se preocupe. Como se ao fazer isso todos os problemas de Liv estariam solucionados.

Naquele momento, Liv tentou sem forte, mas sua voz embargou e uma lágrima solitária rolou por seu rosto. Era complicado de mais ser posta de lado quando tanta coisa parecia ter mais importância do que ela.

Olivia não conseguiu terminar a conversa com Nick, por mais que se sentisse ligada a Nick. Ela precisava ouvir outra pessoa.

– Liv? Você está bém? Ell perguntou com cuidado.

– Não, confessou Olivia. Estou preocupada. Don me afastou do caso, estou em um hotel e não posso interferir nas investigações Liv desabafou.

– Eu sei, queria estar com você, estou preocupado, Lewis não está brincando, estou tentando voltar para NY, mas as coisas aqui em New Jersey estão complicadas.

– Não precisa voltar. Estou bem. Não estou em perigo realmente. Lewis quer brincar comigo, ele quer estar na minha cabeça. Preciso mantê-lo ocupado.

– Liv, é perigoso, ele já pegou você uma vez.

A voz de Elliot parecia preocupada. Ele sabia que tinha que voltar imediatamente, mas tinha fortes indícios do paradeiro de Lucas e deixar New Jersey naquele momento seria o suicídio de toda investigação. Ele sabia que naquele momento Olivia estava mais segura do que qualquer um em Manhattan, e tinha que se convencer disso ou tudo estaria perdido.

Ouvir a voz de Olivia não ajudava em nada, saber que ela corria perigo deixava o coração de Elliot disparado. Não podia sequer pensar em perdê-la novamente. Ele queria de todas as maneiras mostrar que mesmo longe estava com ela, mas nada que havia dito, parecia confortá-la naquele momento.

– Liv, promete pra mim que você não irá atrás dele? Suplicou Ell angustiado.

– Não posso fazer isso Elliot, sabe que não posso.

O sinal do telefone deu indícios que Liv havia desligado. Era o fim, Ell precisava voltar. Só não sabia como. Naquele momento ele tinha que escolher entre seu dever e seu sentimento. E Liv sabia mais do que ninguém qual ele escolheria.

O dia com os detetives federais não fora nada fácil, Liv tentava ficar longe dos colegas a todo custo, mas eles faziam questão de se fazerem presentes em todos os momentos.

No almoço Delamo tentou levar alguma coisa para Olivia que agradeceu sem muitos modos. Naquela altura, toda paciência de Olivia já estava esvaindo-se.

Pra piorar o jeito como Delamo olhava para o parceiro a fazia lembrar-se de Elliot. O que a fez perceber que o Detetive Carlson deveria ser casado a longos anos, pelas marcas da aliança na mão esquerda, liv não deixou de sentir-se compadecida por Delamo. A moça era muito bonita e jovem para trilhar o mesmo caminho de Olivia.

Em meio a esses pensamentos, Liv foi interrompida por uma ligação de Amanda. Eles estavam indo para a casa da Drª Cole. Evidencias confirmaram que o carro da enfermeira havia sido deixado em na calçada da casa dos Cole.

Já passava das 20:30 Liv não havia recebido mais nenhum telefonema desde o almoço, todos os celulares da equipe estavam dando na caixa postal. E Olivia estava desesperada para saber o que estava acontecendo. Lewis ainda não havia dado sinal, e seu silêncio evidenciava que coisas piores estavam acontecendo.

Por fim Nick ligara, haviam encontrado a médica morta na cozinha da residência. A filha mais velha acabara de entrar em cirurgia com ferimentos internos e a filha mais nova Amelia de 12 anos desaparecera com Lewis pela cidade.

Uma menina de 12 anos era a vítima perfeita para as loucuras de Lewis. Tão logo ele se cansasse da perseguição a Benson, Amelia seria um divertimento para seus joguinhos.

Ao ser informado por Nick que Lewis deixara um mensagem por Lauren a deixara transtornada.

– ELE ESTUPROU UMA ADOLESCENTE, MATOU A MÃE E LEVOU A IRMÃ DE 12 ANOS, VOCÊS NÃO PODEM SER CONIVENTES COM ESSA LOUCURA. NÃO TENTEM ME IMPEDIR, POIS VOCÊS TERÃO APENAS UMA OPÇÃO. TERÃO QUE ATIRAR EM MIM. Gritava Olivia para os federais.

Com essa reação, eles não tiveram escolha a não ser acompanha-la até o Hospital para falar com Lauren.

Depois de conversar com a garota, Liv sabia que Lewis estava a forçando a confessar que cometera perjúrio no julgamento, mas isso significava confessar um crime, e entre perder seu distintivo e proteger uma menina de 12 anos, Liv não tinha certeza sob o que faria. Ser policial era sua vida era tudo pra ela, mas também não saberia viver com a culpa se algo acontecesse a Amelia.

A noite parecia uma eternidade, Liv teve que ser escoltada de volta para o Hotel, por 4 federais, além de ser advertida verbalmente por Murphy e ser ameaçada de prisão por desacato. Não teve escolha a não ser seguir as instruções do tenente.

Às seis da manhã pôde acompanhar a entrevista de Murphy ao vivo para a CNN, e logo teve notícias que Lewis havia executado mais uma vítima. As 07:30 Murphy autorizara Liv a voltar para a Unidade, ele sabia e ela era a única capaz de antecipar os passo de Lewis.

As horas passavam com rapidez e as ameaças de Lewis agora se tornavam atos e ele estava ficando cada vez mais violento.

Liv agora tinha uma certeza Amelia estava viva e ela faria qualquer coisa para salvá-la.

Depois do contato de Lewis no bonde com Amanda, Liv repassara, com Rollins um milhão de vezes até ter certeza que nada de importante fora dito por Lewis, ele estava apenas tentando ganhar tempos, e ela não podia negar. Ele estava tendo sucesso nisso.

Mas então foi ai que percebeu Lewis ainda mantinha os mesmos padrões. E ela sabia qual seria o próximo passo, só precisava ter certeza. E ao falar com ele, naquela tarde pôde tirar a dúvida.

Murphy estava irredutível, achava loucura uma confissão pública do perjúrio cometido por Liv, mas ainda assim, achar-se no direito de questioná-la daquela forma? Quem era ele? Como pôde pensar que sabia o que ela sentia? Ou pior o que Lewis era capaz, Liv sabia o que Lewis faria, e ao menos cogitar a ideia de saber, fazia seu estomago dar voltas.

Naquela tarde Liv declarou-se publicamente, todos estavam na Unidade, Barba fora chamado, embora contrariado, fora convencido por Liv a aceitar que era o certo.

Durante toda noite Liv esperou por um contato de Lewis, mas seu silêncio era como uma espada que cortava sua alma em pedaços, deixando apenas estaladiços de uma esperança quase juvenil.

A unidade estava tensa, Liv não conseguia acalmar-se de todo aquele turbilhão de acontecimentos e se dera conta que estava a quase dois dias apenas com um café no estomago. Murphy a mandara pra casa novamente, após um comentário infeliz de Rollins. Se Liv já não gostava de Amanda, naquele momento a odiava.

No bar do hotel aquele joguinho de sedução entre os federais a enojara, por mais que Delamo a fizesse lembrar-se do passado Carlson nem de longe se parecia com Elliot. Seu jeito presunçoso não deixava dúvidas que o que ele mais queria era levar a parceira pra cama.

Aquele momento a fez perceber que ela precisava esquecer tudo e focar-se apenas e Amelia. Depois de receber a foto de Lewis, entendeu que fizera a coisa certa.

Naquele momento, quando avistou Lewis com a arma apontada para sí, Olivia desejou a morte, porém precisava ser forte. Amelia dependia dela. Aquela menininha indefesa precisava ser protegida, e talvez Liv não tivesse preparada para isso.

Quando foi subjugada por Lewis e viu-se presa com as próprias algemas Liv duvidou de sí mesma e naquele momento só teve um pensamento, em como sua mãe sentiu-se no momento no qual estava sendo estuprada.