Por Acaso
11 Pequenas Verdades
Notas iniciais
Aqueles momentos com Lewis pareciam uma eternidade, ouvir aquela voz, sentir sua presença chegava a ser horripilante.
Mas Liv sabia que estava fazendo a coisa certa Amelia precisava dela, e de alguma forma ela queria dar um fim naquilo, mesmo que o fim resultasse em sua própria morte.
No caminho até a delegacia, tudo parecia surreal, o sangue estampado em seu rosto, o disparado do revolver, os cliques da roleta russa, e o bilhete de El, não saiam da cabeça de Liv, era como se as ultimas horas tivessem se tornado pequenos segundos eternos, que iam e voltavam com grande força e poder.
O exame de delito foi uma tortura, os flashes da câmera fotográfica, a deixavam tonta, tudo aquilo a deixam parecer frágil e indefesa.
Até quando Nick chegou, seu olhar zeloso a fazia se sentir pequena, mas a presença dele ali a confortava, a fazia lembrar e Eliot, mas Liv sabia que naquele momento El estava muito longe.
No fundo mesmo com toda a confusão que se estabelecia a sua volta, seu maior desejo era de estar abraçada com alguém numa cama quente sem a maior lembrança do que acabarta de acontecer. Saber que Lewis estava morto a confortava, mas ao mesmo tempo a deixava sem chão. Ela havia caído na armadilha dele, tinha sido pega com peixe. Ainda não sabia como tudo isso poderia repercutir.
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Nick tinha que se conter quando viu Tucker Tenente da corregedoria entrar no hospital,. Seu primeiro impulso era quebrar todos os dentes daquele filho da puta miserável e invejoso que a tempos tentava destruir o batalhão.
Mas sabia que tinha que superar se quisesse ajudar Liv. Pois naquele momento ela era a coisa mais importante em sua vida. O médico havia liberado visitas, desde que fossem breves e com foco em outros assuntos, embora não parecesse o trauma ainda era muito recente para Liv reviver.
No final, a única pessoa que liv aceitou receber fora Fin, além de Nick claro.
Nick sabia que Fin era como um irmão mais velho para Olivia, mas seu descaso com Amanda, deixou o clima um pouco quanto tenso ao sair do hospital.
Na casa de Liv, Nick queria poder ficar com ela, abraça-la toma-la para sí e protege-la dos medos, pesadelos e de todo o mal que estaria por vir. Mas Liv quis ficar sozinha, mas o tom de sua voz, e as lembranças de Lewis o deixava ainda mais preocupado.
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Os Flash back iam e voltavam, por coisas mínimas, som, imagens, situações, era difícil parar de relembrar aqueles momentos. Ainda mais tendo que repeti-los a todo tempo.
Ao ver a Drª Rita Wook na corregedoria, Liv poderia apostar que fora Eliot quem a enviara, isso a deixou com certa esperança de todo aquele pesadelo fosse acabar.
Porém alguma coisa a estava incomodando, Eliot não havia ligado em nenhum momento. Simplesmente sumira, e seu silencio era tão doloroso ou mais do que todo o tempo que passou com o Lewis.
Naquela manhã no consultório do Dr. Peter Lindstrom tudo parecia mil vezes pior, o turbilhão de sentimentos que estava sufocando Olivia por tanto tempo de alguma maneira começava a criar rachaduras.
Seus sentimentos, medos, traumas, estavam expostos e mesmo contra sua vontade não era possível varrer tudo para baixo do tapete e fingir que nada aconteceu.
Lewis ficaria em sua mente para sempre, em sua memória em seu pensamento, a sensação de sua presença jamais seria esquecida ou deixada de lado, seu cheiro o som da respiração psicótica dele, não seriam apagadas estariam impregnada para sempre nela.
Ao sair do consultório o sentimento de frustação ainda permeavam os sentimentos de Liv , era frustrante tem que afirmar a todo tempo que Lewis havia se matado, porque não acreditavam nela?
A Verdade nem sempre liberta. As palavras do Ten. Murphy ainda incomodavam, não era certo mentir para se livrar da corregedoria, eles não queriam a verdade. Queriam apenas uma boa historia para contar e arquivar.
***
Já haviam se passado duas semanas e as coisas com a corregedoria não estavam indo tão bem, Liv poderia ser denunciada pelo Juri a qualquer momento, isso não a preocupava tanto, o que estava realmente a deixando angustiada era não poder trabalhar.
A delegacia era seu lar, e não poder ir para lá deixa os dias vazios. Liv também se distanciou um pouco dos “amigos” Fin e Nick tentaram visita-la algumas vezes, mas ela acabou pedindo um tempo para ambos, e pelo que percebera fora ouvida.
Certa noite por volta das 20hs Liv se surpreende com o toque da campainha, não estava esperando ninguém, até Eliot havia ligado no dia anterior dizendo que estava com os filhos entre tantas outras mil desculpas.
Ao abrir a porta, Liv levou um susto, precisando cobrir a boca para não gritar de espanto.
– Fiquei sabendo que certas pessoas está tendo umas férias um tanto forçadas, resolvi fazer companhia por alguns dias, será que tenho abrigo?
Sorrindo de orelha a orelha, coisa que não fazia a muito tempo, Liv teve tempo apenas de responder com um – Claro, antes de quase ser derrubada por um abraço..
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