Ponto De Partida - A Nova Berk
5 A Péssima ideia / A Boa ideia
P.O.V Soluço
Não estava gostando do clima que eu estava ali, todos pegaram Mara e Odin e saíram, restando somente eu, Paloma e Astrid. Ela fuzilava Paloma com os olhos, dava pra ver o ódio que ela sentia, tive uma ideia, dar uma volta com as duas, sei la, pra elas se conhecerem melhor. Então deixei Banguela e Saphira voarem por aí e fui andando com elas.
–E então queridinha, -O tom sarcástico de Astrid me irrita completamente. -Quantos anos você tem?
–Ah, eu tenho 13 -Ela respondeu gentilmente, ela tem a minha idade. Legal. -E você Astrid?
–Ah, eu também. E aí... tinha algum namorado naquela sua ilha que ficou em chamas? -Perguntou ironicamente, não me segurei e dei um cutucão nela, ah, essa Astrid. -O que foi? Eu só estou perguntando?
–Ah tudo bem, eu não tinha, não gostava de nenhum garoto de lá. -Ela olhou pro lado.
–E é bom que não goste de nenhum daqui também. -Astrid sussurrou alto o suficiente para qualquer um que estivesse ali escutasse.
–An? -Paloma perguntou, mas antes que começasse uma discussão eu mudei de assunto.
–É... então, vocês lutavam com os dragões na sua ilha? -Perguntei rapidamente.
–Bem... algumas pessoas da minha ilha sim, assim que meu pai ficou sabendo que na sua ilha vocês podiam ''domesticar'' os dragões ao invés de matá-los ele tentou fazer o mesmo, mas muitos não aceitaram... E também aconteceu tudo isso... -Ela encheu os olhos de lágrimas. -Eu sinto falta da minha mãe. -Ela não aguentou, caiu no chão e começou a chorar.
–Não, por favor, não fique assim, vai ficar tudo bem. -Sentei ao seu lado e a abracei, Astrid estava roxa de raiva, mas nem me importei.
–Sabe Soluço, meus irmãos nem se importavam muito com ela, eles nem ligam se ela esta viva ou não, quem realmente vai sentir falta dela será eu e meu pai, nunca vou esquece-lá.
–Ah, o mesmo truque de todas as outras, sempre se fazem de coitada. -Astrid resmunga.
–Dá licença Astrid! -Respondi. -Olha a situação que ela está!
–Não me importo, todas são iguais, sempre querem chegar em você, e sempre se fazem de coitadinhas e você cai na delas. -Ela grita.
–O que? O que deu em você Astrid? -Paloma pergunta ainda chorando.
–Ah, você sabe muito bem do que eu to falando, não tente ser esperta, eu sou muito mais do que você, e já conheço esses truques, você não passa de uma...
–Chega Astrid! Sai daqui! Agora! -Me levantei, quase perdendo o controle.
–Qual é? Vai protege-la agora? -Ela perguntou.
–Sim, vou proteger ela de pessoas sem sentimentos e que só sabem pensar em si mesmas! -Gritei. -Agora sai daqui!
–Você vai ver! -Astrid disse apontando para Paloma.
–Agora! -Disse de novo, ela saiu pisando forte.
Paloma ainda estava chorando.
–O que eu fiz pra ela? O que eu fiz Soluço? Já não basta tudo o que está acontecendo na minha vida?... -Peguei sua mão, a levantei e abracei de novo, ela estava muito mal.
–Calma, vai ficar tudo bem, você vai ver, eu vou te ajudar, conte comigo. -Abracei novamente aquele corpo tão frágil, podia sentir as batidas do seu coração, ela realmente não suporta mais nenhum peso em seus ombros, ela precisa se distrair um pouco e esquecer esses problemas. -Tive uma ideia! E essa será ótima, aposto que você vai gostar. -Olhei em seus olhos, tão lindos e tão profundos. Enxuguei suas lágrimas.
–Qual ideia? -Ela perguntou.
–É Surpresa, e só vou contar se você der um sorriso. -Sorri pra ela.
–Tá bem. -Ela põe uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, olha pra baixo e sorri, por um segundo achei que via um anjo na minha frente.
–Vou te levar ao lugar mais bonito de Berk, vamos? -Peguei em sua mão.
–Sim. -Ela respondeu ainda com o sorriso.
Fomos indo e chegamos rápido, era meu lugar preferido, ninguém sabia aonde ele ficava. Tem um circulo de árvores, à céu aberto, e um lago na frente, pequenas montanhas ao redor.
–Uau, que lugar lindo! -Ela observava, se abaixou e colocou a mão na límpida água do lago. -É muito lindo!
Eu apenas a observava, ela é tão diferente, nunca tinha reparado nela antes... Espera? O que? Porque estou dizendo isso?
–Soluço, obrigada, você está me ajudando muito, nunca, ninguém foi assim comigo, obrigada mesmo. -Ela correu e me abraçou. Eu gelei, mas retribui o abraço. Percebi que o tempo estava começando a se fechar, uma chuva forte, estava por vir.
–Acho melhor a gente ir andando, vamos logo atrás da Saphira e do Banguela, logo logo vai chover.
Tarde demais, começou a chover, eu comecei a rir e Paloma também, dois doidos correndo na chuva e rindo escandalosamente, resolvemos deixar pra procurar nossos dragões depois que a chuva acalmasse, chegamos em casa, meu pai ainda não estava com lá, nem Zweger, subimos no meu quarto, Mara e Odin estavam lá, e os irmãos ''Cabeças'' também.
–Ah Soluço, eu e minha irmã vamos dormir na casa deles esta bem?
–... Tá. -Respondi.
Os quatro desceram e foram embora, mesmo chovendo. Bom agora só era eu e a Paloma...
–É, eu vou tomar um banho... não demoro. -Digo.
–Está bem. -Ela responde.
Tomei um banho rápido, me vesti e voltei para o quarto e quando cheguei minha cama já estava pronta.
–É... Soluço, acho que meus irmãos... -Ela disse.
–Ah, já sei. -Eu ri. -Levaram as cobertas que faziam os colchões?
–Sim, mas e... e agora? -Ela perguntou rindo.
Pensei por um minuto. -Olha, não vou deixar você dormir no chão, acho que dá pra gente dividir minha cama, é pequena, mas a gente dá um jeito. -Santo Thor, não deixe que Astrid descubra isso. Ela concordou.
–Bom, acho que agora eu vou tomar um banho. -Ela sorriu.
Enquanto ela tomava banho escutei alguém bater na porta, desci e fui ver quem era. E era quem eu menos queria ver agora, Astrid.
–Soluço, mais que história é essa?
–Que história Astrid?
–Seu pai não está em casa, nem Zweger, Mara e Odin vão dormir fora.
–E?
–E? Você vai passar a noite com ela?
–Ai Astrid...
–Ai Astrid nada!
–Olha, eu já cansei disso, tá legal? Não podemos continuar juntos. -Ela mudou seu jeito na hora.
–Mas... Mas porque?
–Porque? Porque nos relacionamentos é normal um confiar no outro, e o que você menos tem é confiança em mim.
–Não amor, não é isso... é que...
–Não é nada! -Suspirei. -Olha Astrid, me desculpa, sinceramente, não quero mais namorar com você. Isso é um Adeus. -Fechei a porta, sei que fui meio grosso, mas estou cansado dessas atitudes dela, e eu também... não estou sentindo mais nada por ela. Voltei ao meu quarto e sentei na cama, pensando no que eu tinha acabado de fazer... Não estou arrependido. Paloma voltou do banho e percebeu de imediato que eu tinha acontecido alguma coisa.
–Ei, tá tudo bem? Quem veio aqui? Eu escutei as batidas na porta.
–Era a Astrid. -Respondi.
–O que ela disse?
–Ah, eu cansei dela... Não aguentava mais, eu terminei com ela.
–Mas... por causa de mim?! A culpa é minha... se não fosse eu...
–Não, a culpa não é sua, é culpa das atitudes dela, e eu também... Não sinto mais nada por ela.
Ela colocou a mão em meu ombro.
–Não quero te ver mal. -Ela disse sorrindo, aquele sorriso tão bonito.
–E não vai ver, porque eu não estou mal... Estou perfeitamente bem. -Sorri. Me deitei, ah como é bom descansar. Paloma olhou pra mim, fiz um gesto pra ela se deitar também, ela ficou meio errada, mas por fim se deitou. Me virei para ela, e ela se virou para mim.
–E então... Me perdoe, sou péssima em puxar assunto. -Ela sorriu.
–Sabe a pergunta que Astrid te fez... Se você tinha algum namorado... lá na sua ilha? -Ela concordou com a cabeça. -É verdade o que você respondeu pra ela?
–Sim, sim é verdade. Nunca gostei de nenhum garoto de lá...
–Porque?
–Ah não sei, todos eles eram iguais...
–Entendi. E eu? Sou igual a eles?
–Porque está perguntando isso Soluço? -Ela sorriu.
–Ah, só quero saber... Eu sou igual?
–Não, você é diferente.
–Então existe possibilidade de um dia você gostar de mim? -Eu não sei porque estou perguntando isso, não sei... eu quero fazer uma coisa.
–Soluço -Ela ri.
–Eu posso fazer uma coisa? .-Me sentei na cama.
–O que? -Ela se senta também.
–Feche os olhos. -Ela fechou, então eu me aproximei e começamos a nos beijar.
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