P.O.V Soluço

Isso era surreal, era mais do que um simples beijo, era uma sensação tão boa, coisa que nunca senti quando beijava Astrid. Paloma se afastou de mim. Eu a puxei de volta e continuei beijando-a, não conseguia parar, não conseguia. Essa ''coisa'' que eu sentia era muito mais forte que eu, me dominou por completo, mas isso não significa que eu não estava gostando. Mas ela se afastou de novo.

–So-Soluço... Você está confuso, com tudo que está acontecendo, nã... -Antes que ela terminasse a interrompi dizendo: -''Eu não estou confuso, sei muito bem o que estou fazendo''

A Puxei novamente, e dessa vez ela não tentou se afastar, a coloquei contra meu corpo, ela se deitou na cama, e eu em cima dela. Eu fazia isso conforme essa...vontade estranha me mandava fazer, no meu consciente. De repente escuto o som de que alguém estava subindo as escadas, mas eu não consegui me conter, não me levantei e continuei o que estava fazendo.

–Soluço, alguém está subindo, vai pegar a gente e... -Antes que ela continuasse coloquei meus lábios nos seus novamente. Olhei de relance para o lado, era meu Pai. -Ah, acho que... acho que, estou atrapalhando... Eu só queria ver como vocês estavam, ér....

Me viro para meu pai, e uma coragem de respondê-lo toma conta de mim. -Estamos ótimos.

–Eu... eu percebi, bom então... se não precisam de nada...

–Não Pai.

–Tá... eu... vou sair... Vou sair com Zweger, Bocão e outros amigos... acho que.... vou passar a noite fora.

–Tá.

–Então... Tá. Ele desce as escadas e escuto a porta fechar. Olho para Paloma, sim eu sei o que estou fazendo, não é uma simples coisa de momento, eu realmente quero ela, tá, tá, eu conheço ela à alguns dias... Mas como eu disse, sei muito bem o que eu quero, e é ela. Fiquei surpreso ao ver a reação do meu pai, ele não disse nada, não fez nada... Legal.

–Soluço...

–Por favor, não fala nada... -Começo a beijá-la de novo. Ela então coloca uma de suas mão em meu pescoço e a outra em meu cabelo, ela puxava com força... isso de uma certa maneira... me deu... uma sensação... estranha, porém muito, muito boa. Algo em mim me diz que eu devo beijar o seu pescoço, então começo a beijá-lo, de leve... Quando sinto que ela se arrepiou com o que acabei de fazer.

–Ah, Soluço, não acho que isso seja uma boa... -Beijei a de novo, não queria que ela falasse nada. Senti um frio na minha barriga, não queria que ela falasse nada. Senti um frio na minha barriga, acho que ela percebeu.

–Soluço... vo-você está bem? -Ela pergunta, sim, ela percebeu.

–Nunca estive melhor. -A beijo novamente.