Notas iniciais
Oi pessoal, aqui estou eu novamente. Estou começando a ficar irritada com essa minha mania de postar sempre tarde, mas é o horário em que consigo. Aqui está mais um capítulo para vocês, espero que gostem e nos encontramos lá em baixo.

Chegamos na casa de Pedro e a festa estava acontecendo do lado de fora da casa. Comecei a achar que é uma regra básica para dar uma festa escondido de seus pais: Faça isso do lado de fora da casa. Mas ao contrário de Samuel, dono da festa em que eu havia ido no final de semana anterior, Pedro foi inteligente o suficiente para trancar a casa toda, de modo que ninguém poderia invadir o lugar.

Estar ali me fez lembrar das tardes que passava com Pedro ou quando mentia para minha mãe dizendo que dormiria na casa de Thaiza. Tecnicamente não era mentira, pois eu realmente dormia na casa dela, mas a questão é que Thaiza é a irmã mais velha de Pedro e eu só dizia isso para dormir com ele.

Não pude deixar de pensar na mãe de Pedro, que era extremamente brava, mas sempre foi um amor de pessoa comigo. Ela e Pedro estavam sempre discutindo. Nesse instante, ela estaria em algum lugar confiando nos filhos para cuidar da casa, enquanto eles estavam dando uma festa na mesma. Posso imaginar os gritos, tapas e a confusão que acontecerá se ela descobrir.

Fiquei observando as pessoas que estavam ali, enquanto Amanda puxava a mim e Leticia para algum lugar. Eu conhecia quase todas as pessoas, mas não falava com a maioria há muito tempo. Com quantos dos amigos que conheço agora, não conversarei no futuro?

– Isabelle – ouvi uma voz familiar gritar. Olhei para a frente e avistei o pessoal da minha sala, a voz era de Carol. Por que Amanda nos levou até eles?

Amanda e Leticia estavam cumprimentando o pessoal e me senti mal por ficar observando Amanda cumprimentar Gabriel, tentando analisar qualquer tipo de ação diferente vinda de algum dos dois. A verdade é que eu estava apavorada pensando nela gostando dele, porque ela era muito mais bonita que eu e Gabriel me trocaria facilmente. Meu deus, se eu não tirar isso da cabeça, vou enlouquecer.

– Oi pessoal – disse cumprimentando todos com um beijo no rosto, inclusive Gabriel, com quem agi indiferente.

Luiza, Gabi, Rafa e Caio também estavam ali, os apresentei para as meninas e depois Luiza nos apresentou a um cara com quem estava acompanhada, seu nome era Ricardo e ele era extremamente bonito. Assim que fomos apresentados, Luiza e Ricardo se retiraram anunciando que buscariam bebida.

Quando eles já estavam fora do nosso campo de visão, eu me aproximei de Bruno e parei na sua frente com um sorriso no canto da boca.

– Eu curti o Ricardão e você? – perguntei descaradamente, fazendo com que Bruno fechasse a cara e Gabriel se engasgasse com a bebida ao disparar a rir.

– Ricardão – repetiu Gustavo gargalhando.

– Fica na sua, Isabelle. – ordenou Bruno.

– Você viu aqueles músculos dele? São maiores que o seu. – afirmei passando a mão por seu braço. Se aproveitar da situação ta permitido, né?

– Ta louca? Faço duas horas de academia por dia. – ele respondeu alterado.

– Ah, mas achei ele melhor que você, fisicamente.

– Ele não é! — rebateu Bruno.

– Hum... Mas pra Luiza ter te trocado, acho que com certeza ele deve ser melhor em alguma coisa e se não é fisicamente... é de cama.

Bruno me fuzilou com o olhar enquanto todos ao nosso redor gargalhavam em uníssono. Eu sabia que se não fosse uma mulher, ele teria me espancado naquele exato momento.

– Faz o teste. – disse Bruno por fim.

– Agora. – respondi indiferente. – Podemos ir? Conheço todos os quartos da casa.

Bruno deu um passo para frente e ficamos extremamente próximos, então ele apontou com a mão para o caminho da casa, indicando que eu poderia ir na frente.

– Prefiro começar com o Ricardão. – afirmei e sai da frente dele.

Todos estavam rindo, mas ao olhar para Gustavo, o vi chorando de rir. Aquela foi uma das cenas mais engraçadas que já vi na vida, pois sou dessas que usa a expressão "chorar de rir", mas juro que nunca havia visto alguém literalmente fazendo isso.

– Isso foi demais. – elogiou Carol. – E aliás, como assim, você conhece todos os quartos da casa?

– Ela tinha um rolo com o Pedro, dono da casa e da festa. – explicou Leticia.

Ouvi uma voz masculina gritando ao mesmo tempo em que fui surpreendida por um abraço pelas costas, me retirando do chão e me rodando. Assim que a pessoa parou de me rodar, me virei e me certifiquei de aquela voz era mesmo de quem eu estava pensando: Alexandre.

– Que saudade de você. – afirmei o abraçando com toda força que tinha.

– Muita saudade. – concordou Alexandre. – Aquela sala fica completamente sem graça sem você.

Alexandre é pouco mais alto que eu e possuí os cabelos castanhos caídos sobre a testa e jogados para o lado, os olhos também são castanhos. Ele possui o tipo de beleza que deixa os caras extremamente fofos.

Senti alguém me abraçando por trás e se juntando ao meu abraço com Alexandre, fazendo com que eu ficasse no meio dos dois.

– Por onde você andou durante todo esse tempo? – ouvi aquela voz próxima ao meu ouvido me desconcertando.

– Por ai esperando você sentir minha falta.

– Deu certo. – ele respondeu me dando um beijo no rosto.

Assim que eles me soltaram, me virei e abracei forte a pessoa de quem eu mais sentia fata na minha antiga sala, Pedro. Um dos caras mais sexy que já conheci. Seu cabelo preto chega a dar contraste com seus olhos azuis.

– Que bom que você veio. – disse Pedro.

– Queria matar a saudade! – assumi, desfazendo o abraço. – Onde estão seus pais?

– Viajando. – ele respondeu.

– E Thaiza? Faz tanto tempo que não vejo ela.

– Bebendo por ai, deve encontrá-la em algum momento.

– Eu fiquei sabendo que fomos substituídos, cara. – disse Alexandre se intrometendo na conversa.

– Ah, é mesmo? – indagou Pedro cruzando os braços.

– Pois é, a vida continua. – respondi fingindo indiferença.

– Bem assim mesmo que Isabelle pensa. – disse uma voz diferente e logo em seguida Leandro se juntou à roda. Leandro mantém o cabelo loiro sempre curto e têm os olhos castanhos. Ele estudou comigo no primeiro ano, é um dos melhores amigos de Arthur e também o atual ficante de Bianca, ex do Arthur. – Não se esqueçam que no primeiro ano ela estava com Arthur, depois o trocou por Pedro e agora deve ter trocado Pedro por algum outro.

– Opa, eu não fui trocado por ninguém. – disse Arthur aparecendo e passando o braço por cima de meu ombro.

Acabamos formando uma roda ali, com Arthur ao meu lado esquerdo, Alexandre ao meu lado direito, Leandro ao seu lado, Pedro de frente para mim, Leticia e Amanda bem próximas observando tudo e o pessoal da minha atual sala um pouco mais afastados também observando.

Olhei atentamente para o rosto de cada uma das pessoas que estavam ali e logo em seguida já estava com as mãos no rosto tentando segurar o choro.

– Ela vai chorar. – anunciou Pedro me olhando, interrompendo a conversa que eles continuaram sobre quem eu havia substituído e quem não.

– Anão Isa, não chora – pediu Arthur e bastou ele dizer isso para que eu desabasse.

– Abraço em grupo – ouvi Alexandre gritar e no segundo seguinte estava sendo esmagada por todos eles enquanto chorava muito no meio de uma festa.

A questão é que estar ali junto com todos eles, fez com que uma nostalgia imensa invadisse meu peito. Por um breve momento parecia que nada havia mudado desde que nos conhecemos.

Eu sempre tive mais facilidade para fazer amizade com garotos, talvez pelo fato de que homens são mais sinceros e extrovertidos, exatamente o tipo de amigos que aprecio. No primeiro ano quando eu, Leticia e Amanda nos mudamos para nosso atual colégio, caímos na sala deles e não demorou muito para que virássemos melhores amigos. Arthur e Leandro eram mais próximos, assim como Pedro e Alexandre, mas os quatro tinham uma amizade muito forte.

Infelizmente aconteceu toda a história entre mim, Arthur e Bianca e no ano seguinte ele e Leandro se mudaram para a sala dela e nunca mais nos falamos. Agora quem está com Bianca é Leandro e eu ainda não entendo como essa história não afetou a amizade dos dois.

A diretoria do colégio prefere manter as salas do Ensino Médio com os mesmos alunos do primeiro ao terceiro ano, então no segundo ano nossa sala continuou praticamente a mesma, apenas sem Arthur e Leandro e entrando outros três novatos. Ai foi quando eu acabei me envolvendo com Pedro.

Agora no terceiro ano fui afastada de todos os meus amigos, sendo eu obrigada a mudar de sala, por isso havia perdido o contato com Pedro e Alexandre também. Até com Vitor, que não estava ali, eu me toquei que não estava conversando mais. Vitor também é amigo dos meninos, mas por minha causa e ele quase nunca sai pois é mais quieto na dele.

Ver todos os meninos juntos, foi como se eu tivesse voltado ao primeiro ano e tantas lembranças invadiram minha mente ao mesmo tempo, que era por esse motivo que eu estava chorando no centro de uma roda com os melhores amigos que uma garota poderia ter. Independente de distância e confusões, eles seriam pra sempre os homens da minha vida.

– Me desculpem por isso. – disse limpando meu rosto e eles se afastaram um pouco permitindo que eu me recompusesse. – É que eu realmente sinto falta de todos nós juntos e vocês sabem que sou sentimentalista.

– Muito sentimentalista. – concordou Leandro fazendo com que ríssemos.

– O que você ta bebendo? – perguntei à Arthur que estava segurando um copo.

– Vodka com alguma coisa. – ele respondeu. Peguei o copo em sua mão e dei um gole na bebida que estava com um gosto forte de vodka e nem parecia que havia outra coisa ali.

– Você voltou a beber? – indagou Pedro assustado.

– Sim. – respondi. – Aliás, até cerveja eu experimentei esses dias, mas foi contra minha vontade.

– Nós temos que comemorar esse momento. – disse Alexandre. – Todos nós juntos e com uma Isabelle que pode ficar bêbada.

– Sabe que eu concordo... – disse sorrindo.

– Eu vou buscar bebida pra todo mundo. – anunciou Pedro.

– Espera, eu vou aproveitar pra limpar direito meu rosto, pois devo estar parecendo um panda, mas antes quero apresentar vocês a algumas pessoas.

Apresentei todos os meninos ao pessoal da minha sala, que se cumprimentaram animadamente, rolando até piadinhas do tipo "então é por vocês que fomos trocados". Apenas Arthur que fez questão de nem olhar para a cara de Gabriel e Leandro também apenas acenou com a cabeça de longe. Seja lá qual for o mistério entre Arthur e Gabriel, Leandro sabia do que se tratava.

Após ter apresentado todos, os meninos saíram para pegar as bebidas e Leticia foi comigo até o banheiro. Assim que entramos no mesmo e me olhei no espelho, me certifiquei que estava mesmo igual a um panda, por sorte Leticia estava com maquiagem na bolsa, então lavei meu rosto e ela retocou pra mim.

Voltamos para onde estávamos e os meninos já haviam voltado. Pedro entregou um copo de bebida para mim e um para Leticia, perguntei sobre Amanda e ele disse que ela havia sumido junto com o pessoal da minha sala, então deixei pra lá.

– Um brinde ao Primeiro A. – anunciou Pedro levantando o copo e todos repetimos brindando e virando o líquido em nossos copos.

Primeiro estávamos conversando animadamente enquanto bebíamos, depois estávamos dançando na pista de dança e de repente eu já estava sentada em uma mesa com outros três caras, jogando truco e xingando mais que qualquer um deles.

Com quatro caras determinados a me ver loucamente bêbada depois de tempos sem beber, meu copo não parou vazio em um sequer momento, fazendo com que eles tivessem sua missão cumprida. Percebi isso no instante em que me lembrava do começo da festa, da pista de dança e do truco, mas não me lembrava do intervalo entre todas essas coisas. Sendo mais específica, como passei de um momento para o outro.

Me levantei da mesa após ganhar mais uma partida como parceira de Arthur e ouvi uma galera zuar muito a sexta dupla de caras que perdiam pra gente. Perder é sempre humilhante, mas perder para uma garota sempre é mais. Acontece que meu pai me ensinou a jogar e eu sempre treinei com os meninos, então jogava bem. Isso sem contar com o fato de que sou extremamente competitiva.

Segui de volta rumo à pista de dança sem me importar se alguém estava me seguindo, eu caminhava em frente me desviando das pessoas, mesmo que meus reflexos já não estivessem funcionando. Eu havia desligado tudo ao meu redor, de forma em que sinceramente apenas caminhava. A música, as pessoas, o ambiente havia ficado em segundo plano. Eu não sabia porque estava caminhando, mas eu estava, de um lado para o outro. Passando entre as pessoas sem destino e sem raciocínio. Até que me choquei contra o corpo de Leandro.

– Onde você ta indo? – perguntou Leandro. – Estamos te seguindo faz tempo e você ta apenas vagando.

Era difícil ouvir o que ele falava pois estávamos na pista de dança, mas eu entendi e ao olhar para trás notei que estavam mesmo todos lá, inclusive Amanda que reaparecera do nada.

– Onde você tava? – perguntei à ela. – Tu sumiu durante a festa inteira.

– Com o pessoal da sua sala, fiquei bem amiga da Carol. E depois com uns outros amigos meus.

– Não roube meus amigos! – disse alterada.

Me lembrei do porque havia parado de beber, sinceridade em excesso quando o álcool está sobre o controle de meu corpo. Quando eu comecei a beber, sempre falava tudo que me vinha na cabeça, não existia um filtro entre meu cérebro e minha boca. Na verdade era realmente tudo que pensava, mas a realidade é que às vezes as pessoas não querem ouvir a verdade, pois ela machuca.

Então ainda no primeiro ano, após uma festa que rolou e eu fiquei extremamente bêbada ao ponto de passar mal e perder a consciência, juntei a vergonha desse acontecimento com o fato de que eu sempre dizia coisas que faziam as pessoas se chatearem comigo e abandonei oficialmente a bebida.

– Não estou roubando seus amigos, Isa. – disse Amanda.

– Você sempre fica amiga de todo mundo, mas eles são apenas meus amigos. Meus e não seus. – afirmei com raiva.

– Tudo bem, foi mal. – desculpou-se Amanda, esperta o suficiente para entender que não deveria discutir com uma bêbada.

Me virei de volta para o Leandro e este estava conversando com um cara que não conhecia. Pedi na maior cara de pau para que o cara nos deixasse sozinhos, pois precisava conversar com Leandro e o cara se retirou.

– Que foi? – indagou Leandro preocupado.

– Por que você ta com a Bianca? O Arthur gosta dela, cara.

– Aconteceu, mano. – ele respondeu indiferente, visivelmente não querendo falar daquilo.

– Aconteceu? Sério? É a melhor resposta que você tem?

– Eu fiquei amigo dela e acabei gostando da mina também, conversei sobre isso com o Arthur e ele ficou de boa, cara, porque não adiantava nada a gente brigar por causa de mulher. E ai a Bianca também já não queria mais nada com ele e acabou rolando. – explicou Leandro.

– E tu acha mesmo que ele ficou realmente de boa com isso?

– Eu sei que ele deve ter ficado um pouco chateado, mas a gente combinou que a Bianca que decidiria com quem ela ia querer ficar.

– Então, vocês estão mesmo juntos? – perguntei.

– Na verdade só ta rolando pegação ás vezes, ela pode ser bem irritante quando quer. – confessou Leandro.

– Irritante a vadia. – afirmei. – Eu odeio essa mina.

– Nesse caso já é dor de cotovelo. – zombou Leandro e eu o fuzilei com o olhar. – Foi mal. Mas se tá tão preocupada assim, saiba que quando rolou, até o Arthur já havia declarado que tava de saco cheio dela. A verdade é que eles nunca se deram muito bem, ele tipo, quebrou a cara te trocando.

– Ah, que pena. – disse irônica e ele gargalhou.

– Vocês precisam experimentar essa parada. – disse Alexandre quase gritando ao se aproximar de nós. Ele aparentemente se referia ao copo que segurava em mãos e continha uma bebida azul.

– Que porra é essa? – perguntei.

– Eu não faço ideia, mas é muito bom. Experimenta. – disse me entregando o copo.

Tomei um pouco da bebida, mas no grau em que eu estava, não reconheci o que era. Porém, mesmo não fazendo ideia do que eu estava bebendo, gostei muito.

– Seja lá o que for isso, eu adorei. – afirmei.

– Também quero experimentar. – pediu Leandro. Entreguei o copo à ele e o mesmo tomou um gole, logo em seguida fazendo uma cara de aprovação. – É realmente bom.

– Lamento, mas quem vai ficar com isso, sou eu. – disse tomando o copo de Leandro.

– Não, mano, eu não lembro nem onde consegui isso. – reclamou Alexandre tentando pegar o copo.

Virei de uma só vez todo o líquido azul, para que eles não tomassem o copo de mim e aquilo foi o estopim para que eu ficasse completamente chapada. Eu perdi de vez todos os meus sentidos e reflexos. Minha visão estava embaçada e eu tonteei no mesmo instante, teria caído no chão se Alexandre não tivesse me segurado.

– Eu to muito louca. – afirmei me segurando em Alexandre enquanto ria descontroladamente.

– Eu percebi. – ele respondeu também rindo.

Eu me sotei lentamente de Alexandre para ver se conseguiria permanecer em pé sozinha e consegui. Tentei andar e troquei os passos, gargalhei alto com isso, mas continuei andando sem me importar.

Deixei Leandro e Alexandre para trás rindo da minha situação, mesmo que estivessem igualmente bêbados e segui rumo ao Pedro. Ele estava bem próximo de nós, mas eu estava realmente com dificuldade para andar em cima de um salto alto, então aquela pequena distância me pareceu quilômetros.

Abracei Pedro pelas costas e ele tentou ver quem era, mas só conseguiu quando eu o soltei permitindo que ele se virasse.

– Essa é a melhor festa que eu já fui na minha vida. – afirmei o abraçando novamente, mas dessa vez com ele de frente para mim.

– Me lembro que você dizia isso sobre todas as festas em que íamos. – disse Pedro rindo.

– Mas dessa vez é verdade. – rebati.

– Outra coisa que você sempre dizia.

– Você é muito chato. – reclamei olhando para ele que apenas riu. – E eu quero mais bebida.

– Então vamos buscar porque você ta com o dono dessa casa. – disse Pedro se vangloriando.

Eu me afastei dele para que fôssemos buscar as bebidas e mais uma vez tonteei. Fechei meus olhos com força e respirei fundo. Apenas alguns segundos depois, quando já havia me recomposto, foi que abri os olhos e percebi que pela segunda vez em questão de minutos, não havia desabado no chão porque alguém me segurou.

Pedro estava me segurando pela cintura e estávamos com os rostos tão próximos que eu quase tonteei de novo só por inalar o perfume dele. Acho que pelo resto da minha vida terei uma quedinha pelo Pedro. Ele estava olhando em meus olhos e de repente desceu o olhar para minha boca. Não, a boca não. Não pode. Eu to com o Gabriel. Aliás, onde diabos estava o Gabriel? Pedro se aproximou um pouco. Sinal vermelho, Isabelle. Age.

Me afastei rapidamente mesmo que a contragosto.

– Bebida! – gritei e sai andando, mas troquei os passos de novo. Dessa vez não achei engraçado.

– Você ta conseguindo andar? – perguntou Pedro ao meu lado.

– Conseguir até que eu consigo. – afirmei. – Mas não garanto que em linha reta.

– Que tal cavalinho? – sugeriu Pedro.

– Isso vai ser muito divertido. – disse sorrindo abertamente e subindo nas costas dele.

Pareceu uma ideia divertida para uma bêbada, mas só percebi que era uma decisão errada quando estava nas costas de Pedro. Descobri tarde demais que ele também estava bêbado. Pedro se desequilibrou um monte de vezes enquanto andávamos e por fim desabamos na grama.

Assim que atingi o chão comecei a gargalhar alto e Pedro também. Ficamos rindo por muito tempo, até que olhei para cima e avistei um rosto me olhando, com uma expressão séria e um olhar que se firmou no meu. Sorri instantaneamente.

Notas finais
Devo dizer que amo o Alexandre, Pedro, Arthur e Leandro s2 Espero que também tenham gostado deles! A propósito, me digam o que estão achando dos personagens novos e da história nos comentários. Até o próximo capítulo! Beijinhos.