Policial Sujo

19 Sexo, Drogas e Pinguins


Notas iniciais
(Melhor título)

Uma pacífica manhã de sol. Em um determinado apartamento por entre a grande Inglaterra, um jovem garoto portador de cabelos negros, uma cicatriz abaixo do olho esquerdo e um já conhecido chapéu de palha, repousava em sua cama, com os olhos fechados em um sono profundo.

Aquela era uma manhã calma, sem nenhum problema a mais. Ao mesmo tempo em que Luffy adormecia, tranquilamente, um outro jovem de cabelos negros aproximava-se. Trafalgar Law já havia despertado e adentrou o quarto do garoto, com uma bandeja em suas mãos.

─ Bom dia, Luffy. ─ Disse em pé, observando seu amado acordando devagar, coçando seus próprios olhos.

─ Torao? ─ Perguntou, ainda sonolento, terminando de sentar em sua própria cama. ─ Você acordou antes de mim? Que raridade...

─ Eu pensei em te dar esse presente. ─ Se aproximou com a bandeja, com um prato de torradas com ovos e bacon, junto a um suco de laranja, e colocou no colo de Luffy, depositando um pequeno beijo de bom dia no garoto.

─ Você fez café da manhã pra mim?

─ Eu pensei que você ainda poderia estar tonto graças ao veneno, então eu resolvi te acordar com comida, já que eu sei que você gosta.

─ Gosto mesmo. ─ Luffy abriu um pequeno sorriso, com a bandeja em seu colo, e deu mais um singelo beijo em Law. ─ Obrigado.

─ Por nada. ─ Ele retribui o beijo.

─ Só mais uma coisa... ─ Luffy dá outro pequeno beijo em Law.

─ O que é? ─ E retribui de novo.

─ Tira o meu cachorro de dentro do banheiro! Que coisa, sempre que você prende o Peter lá ele fica arranhando a porta por dentro.

─ Ah não, você deveria me agradecer por não ter matado aquele troço ainda. Eu odeio esse cachorro, ele me lembra o Adams!

─ O meu cachorro não tem nada a ver com o seu tio maluco!

─ Tsc, que seja, eu não vou perder o meu bom humor graças a esse Poodle.

Ao mesmo tempo em que Luffy aproveitava seu café da manhã, Trafalgar foi soltar o cachorro que havia prendido no banheiro, para não deixar o garoto irritado. Após levar dezenas de mordidas na perna, o médico trancou a porta do quarto para Peter não entrar e foi deitar-se ao lado do amado.

─ Hoje vamos à Central cedo, já faz tempo que eu não vejo o Zoro e a Nami e eu tô com saudade deles. ─ Diz Luffy, terminando seu café.

─ Vamos sim, mas antes... ─ Law tira a bandeja de cima do colo do garoto, virando seu rosto e dando-lhe um beijo. ─ Vamos matar a saudades...

─ Que saudades? Nós nos vemos todos os dias...

─ É, mas... ─ Law dá um beijo no pescoço dele. ─ Você dormiu por três dias... ─ Mais um beijo. ─ Eu fiquei com saudades... ─ Mais um.

─ Tá de manhã ainda... ─ Diz, tendo seu pescoço beijado.

─ Sexo matinal faz bem... ─ Dá mais beijos. ─ Melhora o humor...

─ Meu humor já é ótimo.

─ Por favor, Luffy... você sabe que eu não resisto...

Trafalgar P.O.V

─ Mas aí a gente vai se atrasar...

─ Tá cedo ainda, relaxa.

Virei o rosto dele, olhando em seus profundos olhos castanhos e aproximando meus lábios aos seus, até nós dois fecharmos os olhos e trocarmos um beijo demorado. Suas mãos foram abraçando meu pescoço, deitando seu corpo em cima do meu para ficarmos ainda mais juntos.

Eu abraçava suas costas, puxando um pouco seus cabelos ao mesmo tempo que o beijava. Por nós termos acabado de acordar, ainda estávamos somente de cueca, o que facilitava muito. Virei seu corpo, ainda o beijando, porém dessa vez em cima dele. Desviei meus lábios, dando pequenos chupões em seu pescoço.

Segurei suas coxas, colocando-as abraçado às minhas costas e fui descendo meus beijos, do seu pescoço até o inicio do seu peito, que já estava marcado graças às nossas outras vezes. Desci ainda mais, dando beijos e mais beijos, até chegar a seus mamilos. Em retribuição, ele dava pequenos puxões em meus cabelos.

Dei pequenas mordidas em sua pele antes de girar minha língua por entre seus mamilos, apertando-os com os dentes e dando chupões, que resultavam em Luffy ficar arrepiado e excitado. Seus dedos puxavam ainda mais meu cabelo e eu retribuía, segurando seu pequeno corpo e apertando, até deixar marcas vermelhas por seu entorno.

Voltei a descer, dando beijos, chupões e mordidas por toda extensão de seu corpo. Subi minha mão esquerda, elevando dois de meus dedos até sua boca, para que ele chupasse e assim o fez, ao mesmo tempo em que eu chegava até sua barriga. Com a minha boca, tirei sua cueca e a abaixei, até deixá-lo com a nudez exposta.

Antes de chupá-lo de vez, dei mais beijos em sua perna, deixando-a abraçada ao meu pescoço, sentindo sua língua em meus dedos. Comecei dando lambidas pelo corpo de seu membro, indo da base até a glande, segurando sua coxa com força e ouvindo seus gemidos saírem automaticamente.

Elevei seu membro até minha boca por completo, deixando que batesse por dentro de minhas bochechas, fazendo-o latejar com a saliva. Girei minha língua por sua glande, permitindo que todo seu gosto salgado viesse até mim, olhando para cima afim de ver seu rosto corado, que chupava meus dois dedos ao mesmo tempo.

Seu membro já estava completamente rígido, então voltei a subir meu corpo, indo ao encontro de seus lábios e o beijando. Trocávamos carícias, deixávamos nossos corpos bem juntos e rolávamos na cama, até terminar com ele por cima de mim, sentado em meu colo, com o rosto ainda me beijando.

Ele aproveitou o fato de eu ainda estar de cueca e fez movimentos com os quadris, em cima de meu membro, bem lentos e provocantes, dando chupões em minha língua ao mesmo tempo. Segurei em suas curvas, levando-as para onde bem eu quisesse, imitando movimentos de penetração, como se já estivesse dentro dele, arrastando-o para frente e para trás.

─ Assim eu não vou resistir, Luffy...

─ Ninguém mandou ficar me provocando, Torao...

─ Quem me provoca é você. ─ Levantei meu rosto, dando-lhe um beijo. ─ A culpa é sua por ser tão gostoso...

Voltamos a nos beijar, com Luffy ainda movimentando-se em cima de meu membro, que já saia para fora da cueca graças a rigidez. Ele logo caiu por cima de mim, terminando de tirar minha cueca com as mãos, até nos dois estarmos juntos, totalmente nus. Fui com minhas mãos até sua entrada, roçando dois de meus dedos nela e entrando devagar.

Fiquei dando-lhe dedadas, juntando nossos lábios um no outro, até ele ir se acostumando. Posicionei meu membro em sua entrada, fazendo-o sentar devagar, de um jeito que ele se sentisse confortável em finalmente estar comigo dentro de si. Esperei a sensação de incomodo passar antes de iniciar as estocadas.

Suas mãos apoiaram-se na cabeceira da cama e ele iniciou os movimentos, indo com os quadris para todos os lados, para frente e para trás, cima e baixo, permitindo que eu me alojasse completamente dentro dele. Nossos gemidos saíam juntos, em sintonia, e nossos corpos estavam mais quentes do que nunca.

─ Aaahn..! Luffy...

─ Aaah... Torao..!

Continuamos com os movimentos, indo cada vez mais forte. Eu guiava seus quadris, apertando seu corpo e deixando marcas vermelhas latejantes, ao mesmo tempo que o jeito com que Luffy se mexia ia ficando mais rápido e excitante. Não resisti, acabei gozando dentro dele e ele foi logo em seguida, desfazendo-se em seu próprio peito, chegando a cair um pouco em mim.

(...)

Depois de se arrumarem e tomarem banho, Law e Luffy seguiram viagem até a Scotland Yard, a polícia metropolitana de Londres, onde trabalhavam juntos. Chegando lá, foram até a sala de reuniões, onde estariam Zoro e Nami, seus companheiros de profissão.

─ Zoro, Nami! ─ Exclama Luffy, contente. ─ Quanto tempo!

─ Luffy! ─ Nami o abraça. ─ Como você está?

─ Tô bem, não se preocupa.

─ E aí, Trafalgar. ─ Zoro o chama. ─ Andou aprontando muito esses três dias de folga?

─ Passei esses três dias tentando esquecer todas as merdas que eu vi, inclusive tive muitos pesadelos.

Feito o reencontro, todos sentaram-se enquanto Zoro vos explicaria o próximo caso. Na grande tela que havia na parede, foi colocado em slides fotos de um museu realmente grande, cheio de quadros e outros artigos de luxo, cujo valor nem se compara.

─ Ontem à noite, um de nossos investigadores conseguiu capturar partes de uma conversa no Submundo, sobre a venda de uma pintura roubada. Não sabemos quem ligou para quem, mas conseguimos o nome da pintura e o museu a qual ela pertence. O curioso é que essa mesma pintura roubada, já foi vendida segundo os agentes do submundo, mas ela ainda está no museu.

─ Então é uma falsificação que está no museu, certo? ─ Indaga Nami.

─ Exatamente. Já avisamos ao museu e parece que essa falsificação estava lá há dois meses, sem que ninguém desse conta de que tratava-se de uma pintura falsa. Ela foi muito bem desenhada e contém todos os detalhes.

─ E qual é a pintura?

─ Madonna Darmstadt, do alemão Hans Holbein.

Só de ouvir esse nome, Trafalgar, que antes estava distraindo-se com uma caneta sem se importar com nada, acaba olhando diretamente para os slides que apareceram na tela da parede. Eram fotos de uma pintura a qual ele já havia visto antes e não gostou nenhum pouco de lembrar.

─ Ahn...

Flashback Mental — Capítulo 05 — Dois meses atrás.

Trafalgar não havia reparado, porém em sua casa havia um objeto não-identificado. Tratava-se de uma pintura coberta por um pano branco, no canto de sua sala de estar. Estranhando aquilo, o rapaz foi até a pintura, retirando o pano que a cobria.

– Foi você quem fez? – Indaga Law, observando a tela de pintura repleta com os mínimos detalhes.

– Madonna Darmstadt, do alemão Hans Holbein. Demorei três meses pra fazer essa beleza! – Afirma Penguin.

– Nossa, ficou muito bom. Parece até a original.

– Bom, esse é o objetivo, né? – Antes que Law pudesse dizer outra coisa, o relógio de Robin começa a apitar.

– Deu a nossa hora. – Diz a morena. – Vamos, Penguin?

– Vamos! Aliás, Law-nii, a gente vai dar uma passada no museu. Quer ir com a gente?

– Não, valeu. Eu não curto ficar olhando um monte de quadro espalhado por aí, prefiro ficar dormindo.

– Não diga isso, Trafalgar, as artes fazem parte da nossa cultura e história. Elas nos mostram como os diversos artistas pensavam, como eram avançados para sua época e nos ensinam...

– Tá, tá, já entendi, Robin. Eu não tenho nada contra arte, só não faz o meu estilo.

Fim do Flashback mental.

– Algum problema, Trafalgar? – Indaga Zoro, observando o moreno quase pálido, remoendo-se de raiva internamente.

– N-Não, nada... por que teria?

– Porque nós não temos nenhum suspeito e, pela sua cara, você acabou de se tornar o primeiro.

– Mas que mania de ficar me acusando! Eu tenho cara de ladrão de quadros?

– Não foi o Torao. – Afirma Luffy. – Ele não faz essas coisas.

– Brigado, Luffy.

– É mais provável ele ter matado o culpado e fugido com o dinheiro.

– E-Ei, eu não tenho nada a ver com isso! – Law fica com raiva. – Querem que eu prove?

– Prova aí. – Diz Zoro, despreocupado.

– Ótimo, então eu vou cuidar disso tudo sozinho! Assim eu provo também ao Luffy que posso ser uma boa pessoa.

– Podemos deixar mesmo tudo em suas mãos? – Pergunta Nami.

– Claro, eu sou extremamente confiável!

(...)

Depois de mais um tempo passado, Law disse a Luffy que iria dar uma volta, com a desculpa de que teria que passar em seu hotel para resolver algumas questões, então saiu da Central e foi andando em direção ao metrô. Enquanto isso, aproveitou e ligou para seu companheiro ruivo.

"Yo, Law-nii! Voltou do circo?"

– Penguin. Minha casa. Agora. Sem desculpas.

"C-Calma, agora não vai dar, foi mal! Eu tô resolvendo umas questões aqui."

– Questões o caralho, eu preciso falar contigo, é urgente!

"Eu vou hoje à noite, tá?"

– VEM AGORA.

"Tchau, beijos!"

– Tsc...

Com mais raiva ainda do ruivo, Law seguiu viagem até seu hotel. Entrou no metrô, já que não tinha carro, e sentou em um assento preferencial, já que o resto das cadeiras estavam ocupadas graças ao horário do rush. Lá no trem haviam várias pessoas, todas juntas, apertando-se e, entre elas, inclusive tinha um vendedor de miçangas que estava fazendo seu trabalho.

– Ei, jovenzinho. – Uma senhora de meia idade se aproximou de Law. – Pode me ceder o lugar?

– Não.

– M-Mas esse é o assento preferencial...

– Foda-se.

– Quanta arrogância! Você não pode ficar aí, você é jovem, eu sou uma idosa, me respeite!

– Tô nem aí, cheguei primeiro.

– S-Se você não se levantar, eu vou chamar o segurança!

– Escuta aqui, tá vendo isso? – Law aponta para a tornozeleira que usava. – Eu fui preso por matar velhas iguais a você, mas a única diferença é que elas eram ricas. Você tem cara de ser essas velhas abandonadas pela família.

A senhora ficou completamente estarrecida pelo comentário do médico, principalmente por seus olhos cinzentos indicarem que ele não estava brincando e foi embora, assustada. Enquanto isso, o vendedor de miçangas, um homem alto e com dreads, se aproximou de Law por não gostar de sua atitude.

– Ei, você não pode falar assim com aquela senhora! As anciãs são extremamente importantes, elas nos transmitem a sabedoria, eu vou te amaldiçoar!

– Como é que é? – Law fica com mais raiva ainda graças sujeito, mas seu semblante muda depois de olhá-lo bem de frente. – E-Ei, espera aí... eu já te vi antes?

– Han? – Ele também tem seu semblante mudado. – AH, LAW!

– Essa não...

O homem alto, cheio de dreads no cabelo, mostra um sorriso extremamente grande ao reencontrar o médico. Seus braços se abrem, da maior forma possível, e ele dá um abraço em Law, transmitindo todo seu calor e energia positiva, também por estar completamente chapado.

– Que saudades de ti! – O abraço ficou bem forte. – Já faz tanto tempo... vamos nos amar!

– Afasta... – Odeia abraços. – É você mesmo, Brad Pittyson?

– Sim, sou eu mesmo! Hahaha, o nosso reencontro deve ter sido escrito pelos orixás, pois é muita coincidência para ser verdade!

Brad Pittyson, um ex-presidiário. Ambos se conheceram na prisão, graças ao fato de Trafalgar receber diversas drogas como presentes. Sua aparência era de um sujeito relaxado, porém sua personalidade era calma, completamente feliz e sorridente. Seus hobbies eram abraçar árvores e aplaudir o por-do-sol. Assim que um lugar vagou, ele sentou ao lado do médico.

– Você saiu da prisão?

– Sim, saí há duas semanas! Caramba, mano, cê num tem ideia de como é bom te ver, eu senti muitas saudades de ti!

– É, imagino que sim.

– Deixa eu te contar, depois que cê saiu eu fiquei totalmente passado! Poxa, era você quem recebia aqueles presentes super daoras. Foi foda saber que o líder do tráfego e chefe da prisão havia vendido sua alma ao sistema opressor, geral passou a te chamar de traidor.

– Eu imagino que muita gente me odeie lá.

– O pior nem é isso. Tipo, quando cê saiu, logo depois um outro sujeito entrou na prisão, aí ele também recebia os mesmos presentes. Ele pegou teu lugar rapidinho!

– Joseph?

– Esse mano aí mesmo! Ele e o Eustass já se conheciam, pelo que eu soube né, aí o Eustass ensinou todo o seu esquema e eles viraram tipo sócios.

– J-Jura? O Joseph e o Kid viraram mesmo amigos?!

– É! Hahaha, mas eles discutiam bastante também. Enfim, eu curtia muito mais você, porque tipo esse Joseph é mó ruim, ele não divide o baseado. Age só por dinheiro...

– Vacilo.

– Vacilo mesmo! Enfim né, aí eles viraram os novos chefes do tráfego e muita coisa mudou. Ah sim, antes de eu sair, eu fiz um acordo com esse Joseph, acho que cê vai gostar de saber.

– E o que é?

– Eu vou reabrir o antigo laboratório dele! Eu tô indo pra lá agora, aliás.

– Wow, sério? Eu vou poder voltar a comprar minha GHB? Isso é ótimo, Brad!

– Comprar? Magina, cê era gente fina comigo, eu vou te dar umas paradas gratuitas! Toma aqui um presente, inclusive. – Brad dá um pequeno saco com maconha a Law.

– Valeu, até que foi bom te reencontrar.

– É o destino! Ah, mas a minha estação chegou, eu preciso descer. – Ele dá um beijo na bochecha esquerda de Law, e outro na direita. – Falou, irmão! Paz e amor!

(...)

Depois de terminar seu reencontro com Brad Pittyson, Law foi até seu hotel, mesmo não podendo se encontrar com Penguin como queria, mas preferiu ir mesmo assim para checar se o ruivo não havia bagunçado seu apartamento. Contudo, assim que abriu a porta, levou um inimaginável susto.

– Olá, Trafalgar! Bom te ver.

– ROBIN. – Gritou de raiva ao ver a morena, que estava bebendo um vinho, sem se importar com nada. – Que bom que você tá aí, eu precisava mesmo falar contigo!

– Senta aqui então, vamos conversar. – Law obedeceu, sentando ao lado dela.

– Pode ir falando! Onde caralhos você conseguiu o anel?

– Oh, seu tio me deu. Ele é uma pessoa bem generosa.

– F-Filha da mãe, de onde você conhece o Adams?! O Joker te mandou ir atrás dele? Você é subordinada a ele?

– Não sei do que você está falando.

– É claro que sabe, me responde! Qual é a sua ligação com o Joker?

– Novamente, não faço ideia do que você está falando. Eu só vim aqui te lembrar de uma coisa.

– Que coisa?!

– Como eu havia dito, a contagem regressiva começou. Não vá pensando que se livrou do seu destino.

– D-Do que você tá falando? Você me assusta...

– Mensagens virão até você, então fique bem atento quanto à elas. Qualquer vírgula é importante para que você não precise arriscar a vida de outras pessoas. Eu já havia lhe dito isso antes, não?

– V-Você disse, mas que mensagens são essas?

– Dois dias.

Após dito a última frase, a mulher levantou-se, retirando-se do apartamento de Law com calma, sem fazer um barulho sequer. O médico não sabia exatamente o que fazer, só ficou assistindo a morena se retirar, hipnotizado, por estar com seus pensamentos em outros assuntos. Mesmo assim, ele tentou falar.

– E-Ei, espera aí! – Mas não adiantou. Robin já havia saído.

(…)

Logo após terminar de reaver seu hotel e pagar as contas da diária, Law pegou novamente o metrô, pois iria se encontrar com Luffy, em sua casa, por ser seu cozinheiro particular. Chegando a seu destino, tocou a campainha, sendo recebido pelo garoto sorridente.

– Torao, finalmente chegou!

– Yo, Luffy.

– Rawr, rawr!

– Yo, filho do Adams. Por que você não vai lá no inferno encontrar o seu pai?

– Grrr..!

– Para de brigar com o meu cachorro!

– Ele tá rosnando pra mim, você não tá vendo?

– Porque você merece.

– Tsc.

Deixando suas brigas de lado, Trafalgar entrou na casa do amado e foi direto para a cozinha, fazer o almoço de ambos com o avental que havia comprado "Kiss the Cook". Após terminar de cozinhar o seu almoço, o de Luffy e também o de Peter, sentou-se à mesa, em frente ao garoto.

– Como foi lá no hotel? – Pergunta Luffy. – Pagou direitinho, sem roubar nada?

– Paguei, relaxa. E hoje no metrô eu encontrei o Brad Pitt e ele me deu maconha.

– Legal, outro dia eu encontrei a Angelina Jolie no parque e ela me deu um bolo de chocolate.

– Falando em bolo de chocolate, eu tava pensando em fazer uns brownies, você sabe, pra comemorar a nossa volta do circo. Dá uma passada lá em casa amanhã.

– Eu adoraria comer os seus brownies, mas não. Eu não caio no mesmo truque duas vezes.

– Que truque? Foi só um convite normal, de amigo, sem segundas intenções.

– Claro, eu não sugeri outra coisa...

– Promete que vai pensar no meu convite?

– Promete que vai parar de ficar vendo famosos no metrô?

– Oh, ficou com ciuminhos do Brad Pitt?

– Não é isso, Torao, eu me preocupo com a sua sanidade mental e ela já não é muito boa.

– Não se preocupa, eu sou bom em outras coisas.

Trafalgar P.O.V

Assim que terminamos nosso almoço, puxei o braço do Luffy e o obriguei a andar até mim, fazendo-o sentar no meu colo. Apoiei minhas mãos em suas coxas, olhando-o bem de perto, soltando uma risada maliciosa e ele retribuiu, com bochechas coradas e olhos semi-abertos, puxando meu moletom.

– Você é muito insistente...

– Eu te amo, é diferente.

O beijei, tendo sido concedido logo em seguida e seus braços passaram para meu pescoço, enquanto eu o abraçava para tê-lo bem próximo a mim. Dava chupões em sua língua e mordidas em seu lábio inferior durante o ato, desviando também um pouco para seu pescoço, para deixá-lo arrepiado.

Dei alguns beijos em sua orelha, misturados a mordidas, ao mesmo tempo em que deslizava meus dedos por debaixo de sua camisa, em suas costas, dando pequenos arranhões. Em troca, ele deitou seu rosto em meu ombro, puxando meus cabelos.

Deslizei meus dedos também por seu peito, sentindo toda sua textura macia de pele, com o aroma de seu corpo batendo em meu nariz. Apertei seus mamilos, dando pequenos beliscões nele, apreciando seu corpo mesmo por baixo das vestes, dando mais beijos em seu pescoço.

Tirei minhas mãos debaixo de sua camisa somente para abaixar sua calça, juntamente com a cueca, deixando que seu membro enrijecido ficasse desnudo. Ele soltava pequenos gemidos na altura de meus ouvidos, ajeitando seu corpo em meu colo assim que eu segurei seu membro, o masturbando e batendo meu dedão em sua glande.

Com a mão que não o estava masturbando, voltei a tocar seu peito por debaixo da camisa, apertando seus mamilos e o excitando, dando mais beijos em seu pescoço. Ficava excitado só em ouvir seus gemidos abafados em meu ouvido, então continuei com os movimentos de masturbação, aumentando o ritmo gradativamente. Aquele cachorro infernal também ficava nos olhando, mas eu nem me importava.

Aumentei os ritmos, soltando pequenos gemidos também em seu ouvido, do mesmo jeito que ele estava fazendo em mim. Seu corpo estava bem quente e ele logo se desfez, gozando em minha mãos. Peguei todo o líquido para não o sujar, levando até minha própria boca e chupando meus dedos. Seu rosto virou e nós nos encontramos em um beijo.

(...)

Depois de mais algumas horas de trabalho, já estava de noite quando Trafalgar voltou a seu hotel. Ele havia ligado para Penguin, que já estava no apartamento à sua espera, sentado no sofá com uma maleta ao seu lado. Assim que abriu a porta, viu o companheiro ruivo e não aguentou, já iniciou exclamando.

– PENGUIN! Que porra é essa?

– Yo, Law-nii. O que houve?

– Como assim "o que houve"? Você roubou uma pintura!

– Roubei, por quê? Aliás, especifica aí, porque foram muitas...

– Aquela Madonna de dois meses atrás! Você e a sua namorada psicopata tinham me convidado pra participar do roubo.

– É, e você recusou. Ah sim, é exatamente sobre essa pintura que eu preciso te falar!

– Por que você me convidou pra um roubo? Isso lá é convite que se faça!

– Ah, você achou que nós íamos visitar o museu?

– De qualquer maneira, isso me trouxe problemas! Eu vou ter que te prender, se não o Luffy fica puto comigo. Ah, mas ele te conheceu no circo, aí isso também ia me trazer problemas...

– Relaxa, Law-nii, eu não tô com a pintura. Se você quiser prender alguém, prende o cara que comprou de mim! Hoje eu fui na casa dele buscar o dinheiro. Joan Carter.

– Olha só, se isso me trouxer problemas, eu vou dizer que não te conheço. Não tô afim de ir pra prisão por roubo de arte.

– Ai calma, você tá muito irritado.

– Óbvio que eu tô irritado, criatura, eu prometi que seria uma boa pessoa e você não tá facilitando a minha promessa!

– Relaxa, vai, vamos aproveitar o dinheiro.

– Que dinheiro?

– O dinheiro da venda, ué! – Penguin abre a maleta que estava ao seu lado.

– Eu não quero seu dinheiro sujo, eu quero a confiança do Lu.... lu.. lu.. lu... – Ficou completamente em choque quando viu a maleta cheia de dinheiro sendo aberta. – I-I-I-Isso a-aaí...

– Tem vinte e cinco milhões de Euros em dinheiro vivo.

– M-M-Mi.. mi... mi.. milhões...

– E isso é só a metade, tá?

– M-M-Metade... v-você trouxe... vinte e cinco... m-milhões... pra minha casa... e diz... que é a metade...

– É exatamente sobre isso que eu queria falar contigo! Você disse que já fez parte do bando do Joker, certo? Eu vendi essa peça há uma semana e só me deram o dinheiro agora, e só a metade! O dinheiro do submundo sempre passa pelo Joker primeiro, mas agora tá demorando muito!

– V-Vinte... e cinco... milhões... por um quadro...

– Ei, me responde! O que tá acontecendo com o tal do Loiro Magia? Ele tá demorando muito pra liberar a grana, isso tá dificultando meus negócios. Tá acontecendo alguma coisa lá?!

– Não é mil... são milhões... e é só a metade... – Estava hipnotizado.

– EI, LAW-NII, ACORDA! – Penguin fecha a maleta de dinheiro.

– Han? – Volta ao normal. – Você disse alguma coisa?

– Você ainda tá chateado comigo?

– Chateado? Com você? – Law apoia os braços no ombro do ruivo, mostrando um sorriso muito estranho. – Imagina, claro que não! Você trouxe vinte e cinco milhões pra minha casa!

– Que bom! Hahaha, sabia que você ia gostar.

– E-Eu não vejo tanto dinheiro assim há muito tempo!

– E você sabe o que é melhor do que ter esse dinheiro todo?

– O quê? O que é melhor do que ter vinte e cinco milhões? Existe coisa melhor?

– Gastar todo esse dinheiro em UMA NOITE!

– SÉRIO?

– SIM, VAMOS GASTAR TUDO!

– VAMOS!!

(…)

….

......

........

[Som de celular tocando]

[Som de celular tocando pela segunda vez]

[Som de celular tocando pela quinta vez]

[Som de celular tocando pela sétima vez]

[Som de celular tocando pela décima primeira vez]

– Ahn..?

[Som de celular tocando pela décima quinta vez]

– Ahn...

[Som de celular já morrendo de tanto tocar]

– Ahn... quê? – Finalmente atende. – A-Alô..?

"TORAO, O QUE DEU EM VOCÊ? Você já quebrou a promessa!"

– Ahn...

"Me explica! Por que você foi a três bares perigosos, um karaokê no fim do mundo, um zoológico, cemitério, parque de golfe, um heliporto, lojas de ferragens e o pior, UM CLUBE DE STRIPPER?"

– Ahn... L-Luffy? Q-Quem sou eu? Onde eu estou?

"Você tá na sua casa, mas você deveria estar na Central! E me explica essa sua saída noturna estranha! Você esqueceu que eu posso te rastrear?"

– Gente... o quê... aconteceu ontem?

"Isso é o que eu quero saber!"

– Eu não sei, per... QUE PORRA É ESSA?

"Que porra o quê?!"

– Oi, Law! Finalmente acordou!

– Q-Quem diabos é você? Q-Quem são essas mulheres? E o mais importante, por que todas estão sem roupas?!

"Ahn?"

– Hahaha, relaxa! Não lembra de mim?

– N-Não faço ideia de quem seja você, mas pelo amor de tudo que há de mais sagrado, coloca uma calcinha, no mínimo!

"Calcinha? Com quem você tá falando? Quem ta aí?!"

– Ain, pra alguém que já abriu milhares de corpos, você tem muita frescura pelo corpo feminino.

– Luffy, pelo amor de Deus, me ajuda. Tem umas vinte mulheres espalhadas pela minha casa, todas sem roupas. Eu acho que elas fizeram alguma coisa contra mim...

"V-Você se lembra de alguma coisa? Eu tô indo aí agora!"

– Não se preocupa, a gente não fez nada e as meninas não vão acordar tão cedo.

– Q-Quem é você?

– Olha pra mim e você vai se lembrar!

– V-Você já colocou uma roupa?

– Já.

– Ótim... VOCÊ MENTIU PRA MIM!

– Hahaha, foi mal, eu não faço ideia de onde minhas roupas estejam!

– T-Taiga?!

– Aleluia, hein.

Amanheceu! Depois de passar a noite inteira com Penguin, gastando todo o dinheiro do quadro roubado, Law acordou no chão de sua própria casa, sem camisa e com o zíper da calça aberta, sem se lembrar de nada do que aconteceu. O mais curioso é o fato de diversas mulheres estarem dormindo, jogadas pelos cantos, todas sem roupas. Entre elas, a única acordada era Taiga, uma prostituta alemã.

– O que aconteceu ontem? Onde tá o Penguin?!

– O Penguin tá dormindo na sua cama.

– Filho da mãe... dormiu na minha cama e eu dormi no chão!

– É com isso que você tá preocupado?

– Taiga, por favor, eu tô te implorando. O que aconteceu ontem?

– Ah, nós saímos pra vários lugares, depois viemos pra cá!

– V-Vocês fizeram uma orgia lésbica no meu hotel cinco estrelas?

– Basicamente...

– E-E q-qual foi a minha participação nisso tudo?!

– Você quer mesmo saber?

– Óbvio que eu quero saber! E por que caralhos você disse ao Penguin que eu tava namorando uma velha de duzentos quilos?

– Porque eu não podia contar pra ele que você tava namorando o Luffy, aí eu inventei isso.

– Ótimo, agora que você sabe que eu tô namorando o Luffy, me diz. O QUE CARALHOS EU FIZ ONTEM?

– Ah, Law, você não confia em si mesmo? Eu vou te contar, mas o que você acha que aconteceu?

– Como eu vou saber? Eu nunca estive nessa situação antes! Quer dizer, teve um lance parecido com o meu tio uma vez, mas foi totalmente diferente...

– Tá, eu vou te contar. Ontem...

Notas finais
Ai, ai... esse Law... PS: Esse gatchenho do Brad Pittyson que apareceu aí é um personagem original meu, a primeira aparição dele foi em outra fanfic chamada Brave Heart, mas como todo mundo gostou dele, resolvi colocá-lo aí!