Policial Sujo

20 Meninas Malvadas


Já era de manhã na Inglaterra quando um certo médico acordou em seu apartamento. Contudo, o mais interessante era o fato de estar cercado por aproximadamente vinte mulheres nuas, desmaiadas. Algumas no chão, outras em cima da mesa. Uma bagunça incrível.

A única mulher acordada era Taiga, que ficou de esclarecer toda a história. Enquanto a loira ia contando o que aconteceu na noite anterior, Trafalgar cobria as outras prostitutas com cobertores e roupas, para disfarçar o ambiente.

– Então, ontem o Penguin me ligou dizendo que tava chamando todas as namoradas dele pra uma festona de 25 milhões.

– Essas mulheres aí são as famosas "52 namoradas" dele? Não sabia que vocês eram tão próximas.

– Nós somos todas amigas, mas eu sou a preferida dele! Enfim, quando eu cheguei todo mundo já tava reunido no bar de um mafioso que é amigo do Penguin.

– Não acredito que aquele filho da mãe me arrastou pra um bar de mafioso...

– E você tava muito bêbado! Hahaha, mas nós não ficamos muito tempo lá, então fomos dar uma volta de helicóptero pela cidade.

– Claro, um passeio super normal.

– Você não podia ir por causa da sua tornozeleira, então você acabou ficando cochichando com as outras garotas. Não sei sobre o que era, mas eu acho que vocês se tornaram amigos.

– Eu não sou amigo dessas garotas, eu sou uma vítima.

– Mas o Penguin acabou me levando pra andar de helicóptero sozinha com ele, foi ótimo!

– Taiga, sem querer interromper sua aventura romântica, mas o Luffy tá chegando e eu quero saber como porras um monte de mulher apareceu pelada no meu hotel.

– Tá, tá, tá. A gente tava andando no meio da rua, as meninas estavam fazendo um flash mob sem roupas, aí você encontrou um amigo seu.

– Amigo meu? Impossível, eu não tenho amigos.

– Ele é a melhor pessoa, vocês pareciam ser super íntimos! O nome dele é até engraçado. Brad Pittyson.

– Ah, não fode. O Brad? Logo ele?!

– Vocês dois juntos são muito doidos! Aí você chegou do nada e disse "cara, bora invadir um zoológico" aí o Brad respondeu "bora".

– Impossível eu ter dito uma coisa dessas, você deve estar inventando que nem fez com o lance da Charlotte.

– É verdade! Mas antes nós passamos na casa dele pra pegar um Narguilé e depois fomos a loja de ferragens pra compras as paradas pra invadir.

– Como caralhos você lembra de tudo isso e eu de nada? Eu não sou fraco pra bebida nem essas porras!

– Calma, eu vou chegar lá! Enfim, no Zoológico nos fizemos uma rodinha com umas dez garotas, enquanto as outras foram brincar, e jogamos Verdade ou Consequência.

– Porra, eu não tenho mais quinze anos, duvido que isso tudo seja verdade.

– O Penguin te desafiou a beijar um leopardo e você aceitou, hahaha! Foi a melhor parte! Você só não morreu porque eu fui lá te salvar.

– Obrigado...

– Enfim, eu vou encurtar a história. Depois nós fomos até o clube de stripper, mas só fomos deixar algumas garotas que trabalhavam lá. Nós viemos pra sua casa logo em seguida.

– Ótimo, a parte que eu quero saber!

– Quando nos entramos, você colocou um som maravilhoso e nós começamos uma festa. Daí você mandou todo mundo olhar pra ti porque você inventou de fazer um stripper.

– HÃ? MENTIRA!

– Verdade! Você tirou o seu moletom e as garotas começaram a jogar dinheiro em você, aí você tirou seu cinto e abriu a calça...

– I-I-Isso tudo é invenção, eu nunca faria isso! Esse não sou eu!

– Mas aí eu lembrei que você tinha o Luffy, então eu quebrei um vaso de flores na sua cabeça e você desmaiou!

– Nossa... eu não sei se te xingo ou se te agradeço.

– Foi por isso que você não lembra de nada e eu não fico bêbada.

– Ahn, então... o Brad tá aqui ainda?

– Caramba, quase esqueci da melhor parte! Você não acredita no que aconteceu depois que você dormiu!

– O quê?!

– O Brad arrastou o Penguin pro seu quarto!

– O QUÊ? S-SÉRIO?!

– Tudo o que eu vi foi ele colocando alguma coisa na bebida do Penguin e pegando ele nos braços como uma princesa!

– Então eles...

– Estão lá no quarto ainda!

Trafalgar deu um pulo do sofá de onde estava e foi correndo para seu próprio quarto, acompanhado de Taiga, abrindo a porta com um chute e deparando-se com uma visão única. Penguin e Brad Pittyson estavam abraçados, dormindo sem roupa.

– Eita porra... – Law não sabia bem como lidar.

– Hahaha, eles estão tão bonitinhos! – Taiga tinha um ataque de risos.

O médico aproximou-se devagar, observando bem o ruivo dormindo igual a um bebê no peito do homem de dreads, então fez o que qualquer amigo faria numa situação dessas.

– ACORDA LOGO, VAZA DA MINHA CAMA! – Gritou, tirando a coberta dos dois e os fazendo despertar à força.

– Mano Law..! – Brad acordou com seu bom humor matutino. – Como cê tá?

– Ahn... quê? – Penguin acordou com uma enorme dor de cabeça, mau humor, tontura e dores no corpo, além de enjôo. – Q-Quem são vocês? Aonde eu tô?

– Bom dia. – Afirma Law. – Vão colocar uma roupa, detesto gente pelada na minha cama.

– Ah, por quê? Nudez é natural, é uma forma de arte! – Exclama, utilizando as forças dos orixás para adquirir energias para despertar.

– P-Pera aí, por que eu tô pelado na cama do Law-nii? Hm... – Penguin começa a pensar e acaba olhando para o lado. – Ué, quem é você?

– Oiiee..! – Brad faz um aceno no ar, em formato de arco-íris. – Mano das Antártidas!

– Brad, Penguin. Penguin, Brad. Pronto, já se conhecem, agora xô!

– P-P-Por que eu acordei ao lado desse sujeito estranho? Onde estão as minhas roupas? Por que meu corpo tá doendo? I-Isso é algum tipo de pegadinha?!

– Vocês dormiram juntos. – Law diz, na maior calma do mundo.

– O QUÊ? N-NÃO PODE SER! – Penguin fica desesperado. – E-Eu lembro, nós viemos pra cá com um monte de garotas!

– Nós viemos, mas nossos corpos atraíram-se e nós fomos arrastados para o quarto, celebrar o ritual de acasalamento! Como os golfinhos.

– Que mané golfinho, isso é impossível! – Fica mais desesperado ainda. – Você quer me dizer que tem centenas de garotas aí fora e eu dormi com esse cara?!

– Sim. – Law perde a paciência. – Agora se importam de sair? O Luffy chega daqui a pouco...

– V-V-Você chamou o engravatado pra sua casa?!

– Oooh, o mano Luffy! Eu sempre quis conhecê-lo!

– Será que dá pra vocês pelo menos colocarem uma roupa?!

– Q-QUEM TIROU MINHAS ROUPAS? – Penguin volta a se desesperar. – S-Se isso for uma piada, não tem graça nenhuma! É impossível eu ter trocado todas as minhas rainhas por essa.... "coisa".

– Coisa não, não vamos nos materializar! – Brad afirma com convicção. – Humanos não merecem ser objetificados!

– Q-Quem é você afinal?!

– Brad Pittyson! O destino nos trouxe até esse quarto, mano das Antártidas, você consegue perceber as forças da natureza atuando ao nosso redor?

– Eu sinto uma força atuando no meu estômago... acho que eu vou vomitar...

– Quer casar comigo?

– Não.

– Oh, entendo, você é do tipo que é contra as instituições monogâmicas que prendem dois indivíduos e os obriga a estabelecerem um acordo pelo Estado! Gostei de você!

– Law-nii... tira esse cara daqui...

– É o que eu tô tentando fazer! – Law se enfurece. – Vaza daqui, os dois!

A conversa é interrompida quando a campainha finalmente toca.

– O LUFFY CHEGOU!

– Ebaa! Eu quero conhecê-lo! Brad se levanta da cama, indo até a sala de estar, mas logo é impedido.

– Você, definitivamente, não vai cumprimentar o Luffy pelado!

– Por quê?

– Eu não tô acreditando que você chamou o inimigo pra sua casa.

– Depois a gente discute! – Law pega Penguin no colo, colocando algumas roupas em cima dele.

– EI, ME LARGA!

Trafalgar carrega o ruivo pelado à força para fora de seu quarto, independente de Penguin estar se debatendo e gritando para ser solto e posto no chão, desesperadamente. O médico então, assim que chegam na sala de estar, joga o pobre ruivo pela janela junto com as roupas. Ao mesmo tempo, Brad Pittyson vai até a porta, pelado, exibindo seu corpo tatuado e a abre, cumprimentando Luffy com a maior paz e tranquilidade já vistas.

– Oie..!

– O-Oi. – Luffy fica pálido, vendo um homem de dreads pelado à sua frente e diversas mulheres espalhadas pela casa atrás, todas nuas.

– Você é o mano Luffy? Nassa, eu ouço muito falar de tu!

– BRAD. – Law chega, com a cabeça fervendo de raiva. – Eu disse pra você colocar uma roupa!

– Ahn, eu acho que vocês estão ocupados, eu não quero atrapalhar. – Luffy se prepara para ir embora, quando é subitamente impedido.

– N-Não, não é nada disso que você tá pensando! – Law chegava a suar frio. – Eu vou te dizer tudo que aconteceu ontem, então não tire conclusões estranhas!

– Ótimo, eu quero mesmo que você me explique toda essa sua saída noturna!

– Eu vou te explicar, mas vamos sair daqui antes que essas mulheres acordem.

– Não é melhor dar um jeito nelas antes?

– Pode deixar, eu cuido disso! – Taiga, que já estava vestida, afirma. – Bom te ver de novo, Luffy!

– Ah, eu lembro de você! Não sabia que você e o Torao ainda se falavam.

– Nós não nos falamos, só aconteceu de nos esbarramos pela rua ontem.

– Eu vou te contar tudo, Luffy, mas vamos sair daqui.

– Tá...

(...)

Após se despedirem de Brad Pittyson e deixarem Taiga no hotel para cuidar das garotas, ambos foram até a casa de Luffy, e Law finalmente pode se jogar no sofá, tampando seu rosto com uma almofada para esquecer seus problemas e sentindo sua mão ser subitamente mordida por Peter, que estava com raiva dele sem nenhum motivo aparente.

– Se esse cachorro não largar a minha mão em cinco segundos, eu vou cometer homicídio.

– Você tá fedendo, vai tomar um banho! E me explica que lance todo foi esse, sem mentiras!

– Hm, banho é uma ótima ideia... vamos juntos?

– Se você não me responder, seu próximo banho vai ser na prisão.

– Relaxa, Luffy, eu fiz isso por você.

– Ah, vão começar as mentiras.... eu vou fingir que acredito.

– Não são mentiras, é sobre o roubo de arte. Eu disse que iria descobrir quem foi e eu descobri.

– Legal, o Brad te contou?

– Não. Eu fui em um desses bares perigosos, como você viu, ver se lá tinha alguém que sabia de algo, porque o dono tem contato com o pessoal do submundo.

– De onde você conhece esses bares?!

– Luffy, uma história de cada vez... eu tenho um passado ruim, você sabe disso.

– Tá bom, continua.

– Aí eu acabei ouvindo uma conversa e esse cara específico mencionou o quadro roubado.

– E quem é?

– Joan Carter. Quando eu ouvi a conversa, eu o convidei amigavelmente pra tomar uma bebida e nós ficamos amigos.

– E essa "bebida amigável" se transformou em uma noite com o Brad Pitt e prostitutas?

– Ah, mas aí...

Enquanto Trafalgar inventava uma série de desculpas para livrar Penguin do crime, Luffy telefonava para Zoro e dizia o nome do suspeito, para que continuassem a investigação. Acabaram conseguindo um mandato para invadir a casa do homem, que não sabia de nada, e acharam o quadro roubado em sua sala de estar. Ele foi preso e o caso foi encerrado, sem mais nem menos.

Mas, enquanto nossos heróis cuidavam do crime, vamos dar uma pequena volta pela cidade. Em uma data no futuro, que ainda não aconteceu, mas está bem próxima, um certo ruivo estava na prisão. Eustass Kid, um presidiário acusado por uma série de homicídios, havia pego quatro perpétuas e, por tanto, passara os restos de seus dias naquele lugar angustiante.

Eustass estava no pátio da prisão, contando dinheiro após terminar um jogo chamado Drug Roullet, o qual divertia-se graças aos presentes que Joseph, um outro presidiário, acusado por envenenamento, recebia de um outro ruivo qualquer. Ambos estavam juntos, com centenas de cédulas nas mãos, esbanjando ostentação depois de arrancar tudo dos outros presos viciados.

– Ah, isso é um ótimo jeito de ganhar dinheiro! – Joseph deitou no colo de Eustass, contando o que havia ganhado.

– Eu trocaria tudo isso pra ter o Law aqui de volta... – Kid retrucou e, embora suas mãos estejam cheias de dinheiro, estava triste e deprimido.

– Eu ganho o triplo do que eu ganhava lá no laboratório! – Começou a jogar dinheiro para o ar, atirando até na cara do ruivo. – É tanto dinheiro que eu nem faço questão de comentar o quanto você fica ridículo chorando por macho.

– Como eu fui acabar com você?! Que merda, sete bilhões de humanos no mundo e eu preciso te aturar!

– Ain, tá com raivinha porque levou um pé na bunda do maridão...

– Puta que pariu...

– Mas relaxa! – Joseph se ajeita mais no colo do outro. – Enquanto eu estiver aqui, nós ainda vamos ser ricos!

– Eu trocaria todo esse dinheiro de merda por um dia com o Law.

– "Eu trocaria todo esse dinheiro de merda por um dia com o Law." – Começa a imitar, usando voz fina. – Ah, para...

– Que saco, você é insuportável! Me relembra o porque de eu ainda não ter te matado.

– Porque eu sou muito melhor que aquele garoto nojento. Eu já mencionei que eu bati nele, antes de vir pra cá?

– Não, imagina, você só fala isso TODOS OS DIAS.

– E eu deveria ter matado quando tive a chance, ele continua sendo o ninfomaníaco pecaminoso e asqueroso de sempre.

– É, só não se esquece de qu–

– Ora, ora, que visão mais interessante! Não é todo dia que vemos Joseph Miller deitado no colo de Eustass Kid. Posso saber de quem vocês estão falando?

– V-Vo... v-vo... v-voc... v-você....

(...)

Final de tarde. Depois de um longo dia na polícia metropolitana Scotland Yard, Trafalgar havia conseguido prender Joan Carter sem deixar vestígios de culpa em Penguin. Neste exato momento, ele estava na sala de reuniões, brincando com uma caneta qualquer e discutindo com Roronoa Zoro.

– Então, me conta mais sobre a sua aventura noturna. – Disse Zoro, em um tom sarcástico. – É bom acordar ao lado de várias mulheres peladas sem tomar ciência da situação?

– Pra sua informação, eu não dormi com elas, Príncipe Encantado.

– Príncipe Encantado? – Questiona Nami. – Estranho, nunca vi o Trafalgar te chamar assim antes.

– A-Ah, é só ironia... – Zoro diz, querendo desviar o assunto.

– Que feio, mentindo pra sua namorada. – Law afirma, distraído. – Eu nunca mentiria pro Luffy.

– Só tem um problema nisso. – Diz o de cabelos verdes.

– E qual seria?

– Você e o Luffy não são um casal.

– Que preconceito...

– Não somos mesmo, não. – Luffy afirma. – Nós não estamos namorando.

– E que lance é esse de "Príncipe encantado"? – Nami pergunta, mas antes de obter uma resposta, outra pessoa surge no local.

– Nami, tem um telefonema pra você. – Afirma um dos agentes que havia entrado na sala.

– Um telefonema? Tudo bem, eu vou lá atender.

Assim que Nami se retirou para atender o telefonema, Trafalgar e Zoro continuaram se atacando verbalmente, utilizando ironia como principal arma. Até que a ruiva voltou, mas sua expressão estava completamente diferente, como se estivesse prestes a dar um aviso importante. E, de fato, deu, já que exclamou com convicção.

– CÓDIGO ROSA!

– CÓDIGO ROSA?! – Luffy e Zoro ficam apavorados e começam a se mexer, fazendo os preparativos.

– Que porra é essa? – Law pergunta, mas é subitamente ignorado. Os três estavam desesperados.

– Rápido, me dá isso aí! – Grita Luffy, arrumando toda a sala de reuniões, pra não deixar nada bagunçado.

– Tem uma sujeira aqui! – Nami arrumou imediatamente.

– O que tá acontecendo? – Law continuava perdido, vendo todo mundo arrumando coisas e endireitando-se. – É inspetor de limpeza?

– Ih, isso vai dar ruim... – Murmura Zoro.

– Não provoca! – Exclama Nami, arrumando a mesa e Ilustrando os móveis.

– Lá em casa código rosa significava que o Adams tava vindo. – Afirma, não entendendo nada do que estava acontecendo.

– Ah, isso não vai dar certo! – Luffy estava suando frio, preocupado e arrumando suas próprias roupas.

– Vai dar certo sim, vamos ser positivos! – Nami prosseguia com a faxina.

– Isso vai ser hilário! – Zoro estava totalmente despreocupado.

– Alguém pode me situar?! – Law ficou preocupado. – O que caralhos é um código rosa?

– Torao, sai daqui! – Luffy exclama, preocupado.

– Por quê?!

– Não pergunta, só vai embora! Eu tô te dando férias!

– Ahn, brigado...

– Ele não pode ir, Luffy. – Nami interrompe. – O motivo do código rosa é o Trafalgar!

– O que eu fiz/O que ele fez? – Perguntam juntos.

– Não sei, mas ela tá chegando!

– Ela quem?! – Law já tava nervoso.

– Boa Hancock. – Zoro tinha uma crise de risos. – Hahaha, isso vai ser ótimo!

– Quem diabos é essa? – Pergunta o pobre médico.

– Torao, o que você fez? – Luffy vai até ele. – Me diz, rápido!

– E-E-Eu não sei! – Desespera-se. – Quem é essa?!

– Ela é...

– BOA HANCOCK CHEGOU! – Um dos agentes exclama, apavorado.

– A-Ah, não! – Luffy perde a cabeça. – O que eu faço?!

– Se esconde! – Grita Nami.

– Pra quê? – Zoro só ria. – Vocês estão muito preocupados à toa, é só uma visitinha!

– Dá pra alguém me dizer quem é essa mulher?!

Todos pararam o que estavam fazendo para receber a visita de Boa Hancock, e saíram da sala de reuniões, olhando para ela, que vinha entrando na Central com uma roupa social elegante, cabelos negros compridos, olhos azuis bem impactantes, brincos em formatos de cobra e uma aura única, capaz de fazer todos ajoelharem diante a si. Trafalgar franzia o cenho ao ver a mulher, que andara sempre com um sorriso discreto e olhar dominante.

– Senhorita Hancock, aceita um café? – Disse uma das secretarias. Hancock era acompanhada por dois guardas pessoais, que respondiam por ela. Ela ia caminhando até o segundo andar, onde Luffy e os outros estavam aguardando, um do lado do outro.

– H-Hancock, que bom te ver! – Exclama Nami, simpática.

– Nami.

– Yo, Hancock! – Zoro cumprimenta.

– Roronoa Zoro.

– ... o-oi. – Luffy diz totalmente recluso, não querendo olhá-la diretamente nos olhos, enquanto Trafalgar apenas observava.

Porém, quando Hancock vê o garoto, sua personalidade muda drasticamente. Seu coração começa a palpitar forte e seus olhos azuis se abrem dramaticamente, ao mesmo tempo que sua boca balbuciava palavras e suas bochechas ficam coradas.

– Lu... Lu... lu... – Age como uma garotinha adolescente, deixando Law assustado. – Luffy, querido!! – Hancock o abraça bem forte, colocando o rosto dele contra seus seios. – Eu senti tanto a sua falta!

– T-Também é bom... te ver... – Diz sendo pressionado e abraçado tão forte que até lhe faltava ar.

– Q-Que porra é essa?! – Law fica com raiva e os afasta. – Ei, larga ele, sua louca!

– Trafalgar Law. – Hancock volta a ficar séria e lança-lhe um olhar de raiva. – Como ousa se dirigir a mim dessa forma?

– Hã? Você é que chegou abraçando o Luffy, quer que eu reaja como?!

– É claro que eu o abraço, eu tenho esse direito!

– E quem você acha que é pra ter esse direito?

– Eu sou a esposa do Luffy.

– Como é? – Law fica com uma grande raiva interna, retribuindo o olhar ameaçador. Hancock apenas lhe dava um sorriso superior, exaltando-se.

– Oh, ele não te contou? Nós somos casados.

– QUE HISTÓRIA É ESSA? – Acaba gritando sem pensar devido o susto.

– Não somos, não! – Mas Luffy intervém. – A Hamock é uma amiga minha, Torao.

– V-Viu, só? Ele é tão seu marido que nem sabe pronunciar o seu próprio nome! – Law defende-se.

– Como se com você fosse diferente, "Torao". – Hancock retruca.

– Mas Torao é um apelido carinhoso que ele me deu porque nós nos amamos! Diferente de Hamock, que parece nome daqueles leites estragados e podres.

– Oh, engano seu, o meu apelido veio primeiro. O Luffy me deu na época em que namorávamos e, pelo que eu soube, isso nunca aconteceu com você.

– Que porra de época é essa?!

– Essa época nunca existiu... – Luffy tentava se justificar.

– Foi antes de nós noivarmos, uma época belíssima.

– Hã? Escuta aqui, tô pouco me fudendo pra um passado que eu duvido que vocês tenham tido, mas no presente eu e o Luffy estamos namorando firme.

– Não estamos, não. – Ele retruca.

– Cala boca, estamos sim, não é você quem decide isso.

– Hã? É claro que sou eu quem decido!

– Ouviu? Ele disse que vocês não estão namorando, então essa fantasia só ocorre na sua cabeça.

– Você também não pode falar nada! Nós namoramos há quase cinco anos e eu nunca ouvi o seu nome antes, o Luffy nem se lembrava de você.

– Seu nome, pelo contrário, eu já ouvi e muito. Em manchetes de jornais, noticiários, guia da prisão, documentários...

– E sabe onde eu mais ouço ele? Na boca do seu "noivo" todas as noites, quando nós dormimos JUNTOS.

– T-Torao, não fala isso! – Luffy tenta o impedir.

– Não tem problema, Luffy. – Mas Hancock não se altera. – Deixa ele tentar se defender, ele não pode alterar o destino.

– Que destino, sua louca? Eu só não te dou um soco na cara porque eu iria preso, mas você merece!

– Ótimo, extremamente a parte em que eu queria chegar. – Hancock finalmente chama. – Guardas!

– E-Ei, que porra é essa?! – Law fica confuso, tendo dois guardas segurando seus braços e o algemando pelas costas.

– O que tá acontecendo? – Luffy se exalta. – Hancock, o que você fez?

– Você deveria perguntar isso a ele, querido.

– Torao, o que você fez?!

– E-E-Eu não fiz nada, essa mulher é completamente maluca!

– Trafalgar Law, você está preso pelo roubo do quadro de valor inestimável do alemão Hans Holbein, a famosa Madonna Darmstadt.

– O QUÊ?!

– Você tem o direito de ficar calado, mas não terá julgamento. A partir de hoje é perpétua.

– E-Espera aí, vamos conversar! I-Isso é um engano! – Tentava se defender a todo custo, mas os guardas o seguravam firme e não o deixavam escapar, provocando-o e o irritando ainda mais.

– Wow, foi melhor do que eu imaginei! – Exclama Zoro, sadicamente.

– E-Ele está sendo mesmo preso?! – Questiona Nami, surpresa.

– Torao, o que você fez?! – Luffy continuava na mesma, porém Hancock não alterou sua voz.

– Oh, mas veja pelo lado bom, você vai poder rever o Eustass e o Joseph! Eu soube que vocês são muito amigos.

E, diante de toda aquela confusão, de estar sendo algemado na frente de milhares de policiais por uma mulher que nem conhecia, mas já odiava, vendo também seu amado garoto perplexo à sua frente, Trafalgar, tudo o que podia fazer era finalizar, dando o maior grito de sua vida, dramaticamente.

– NNNÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ....

Notas finais
.... ÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ....