Policial Sujo
22 O Tigre e o Dragão
Notas iniciais

Mais um dia na Central de polícia britânica, Scotland Yard. Em um dos milhares setores espalhados pela Inglaterra, Monkey D. Luffy era o comandante de sua equipe, Roronoa Zoro era o vice-comandante, responsável pelas diretrizes, Nami era a agente especial, responsável pela organização e Trafalgar Law, o consultor. É assim que os quatro trabalhavam, em conjunto, em sua própria sala de reuniões.
E é nessa sala de reuniões em que estão verificando o novo caso. O consultor e também ex-presidiário Trafalgar Law era acusado por cúmplice de homicídio. O motivo? Encontraram um cadáver de nome Mikael Nemer e, ao lado do corpo, um bilhete escrito em uma língua inventada por dois adolescentes.
Um desses dois adolescentes, o qual mandou o bilhete, chama-se Diez Drake. Há quatro anos atrás, data em que Law foi preso, ele era o responsável por comandar todos os setores da Scotland Yard e também o sistema jurídico inteiro da Inglaterra, sendo assim um dos homens mais poderosos existentes. Entretanto, em um dos casos, sua esposa e filha morreram em um acidente e ele, então, demitiu-se e se afastou.
Na data atual, que é o que nos interessa agora, depois de assassinar o homem citado deixou um pequeno bilhete amigável para Trafalgar Law, na língua em que ambos desenvolveram juntos. O médico ensinou a todos os companheiros a como ler e falar o citado idioma, cooperando o máximo possível, porém sem deixar nomes.
– Viram só? É bem fácil. – Trafalgar finaliza.
– Pode até ser fácil, mas não é coisa que crianças costumam fazer. – Diz Nami.
– Algumas pessoas namoram na faculdade, outras criam idiomas próprios e complexos. – Afirma Zoro, em deboche.
– Por que esse cara te mandou esse bilhete? – Luffy perguntou. – E mais importante, por que ele matou uma pessoa só pra te mandar esse bilhete?!
– Ah, ele não é muito fã de cartas. – Responde. – Na verdade ele se sente superior a mim, então ele gosta de criar esses desafios sem graça e cheios de mistério.
– Trafalgar, eu vou ser bem direto. – Zoro direciona um olhar sério para ele. – Eu não ligo pra esses joguinhos infantis, mas se você não disser quem é esse "D" você sai dessa sala algemado, direto pra prisão. Entendeu?
– É, esse cara é louco! – A ruiva exclama. – Ele matou um cara com filhos e esposa só pra te mandar uma carta. Quem ele pensa que é?
– Ei, eu também não pedi pra ele escrever uma carta pra mim! – Law se zanga. – E eu não posso dizer o nome, se não o jogo acaba.
– Não existe jogo nenhum, isso aqui são vidas! – Roronoa também se zanga. – Você acabou de sair da prisão, caso você saiba o nome do assassino e se recusar a dizer por qualquer motivo, você vai preso por cúmplice, isso é óbvio!
– Eu não tô dizendo isso porque eu quero, eu quero mais é que ele se foda, mas eu não posso dizer! Se eu falar o nome dele, as coisas só vão piorar e mais gente inocente vai morrer.
– A Hancock já tá com dois processos contra você por difamação e roubo de arte, quer mesmo pegar mais um por cúmplice de homicídio? E o pior, tudo isso por um jogo infantil de adolescentes!
– Eu não roubei o quadro e eu não tô fazendo isso porque eu quero. Se eu te disser o nome agora, ele me mata e ainda eu duvido que vá ser preso. Eu não tenho como dizer!
– E o que você sugere então, deixar o cara matar qualquer um e sair impune?
– Olha, se nós seguirmos tudo o que ele quer, ele não vai matar ninguém. Eu o conheço, ele gosta de rir de mim e de jogos inúteis.
– E o que exatamente ele quer?
– Ele vai me mandar mais mensagem, mas dessa vez sem matar ninguém. Isso foi só pra chamar atenção. Eu juro que mostro tudo que ele me mandar.
– É, pena que o seu "juramento" não vale muita coisa.
– Zoro... – Luffy interrompe. – Eu não acho que prender o Torao agora vá adiantar alguma coisa.
– Obrigado, Luffy.
– Eu não tô te defendendo! É só como ele disse, se esse "D" gosta de jogos então nós precisamos atraí-lo assim. E o Torao parece o conhecer bem, então ele pode nos ajudar.
– E o que fazemos com a vítima? – Indaga Nami. – Deixamos pra lá, tudo pra seguir o jogo?
– Eu juro por tudo que há de mais sagrado, que eu vou trazer esse cara pra vocês. – Law diz com convicção. – Eu odeio ele, se eu puder ferrá-lo vai ser um prazer, então eu vou ajudar no que for possível.
– Tsc, se nós precisamos tanto assim dar informações do Trafalgar então podemos adiar. – Zoro finaliza. – Mas se outra pessoa morrer, não tem desculpa, você vai pra prisão!
(...)
Mais uma vez, nosso médico conseguiu se safar, mas está há poucos milímetros de ser preso. Ainda teria que resolver os processos de Boa Hancock e aturar a volta de uma pessoa que queria, com todas as forças, esquecer, por um motivo ainda não dito. Assim que a reunião finalizou, todos saíram da sala e a morena pôde reaparecer.
– E aí, o que houve? – Hancock pergunta, esperançosa. – Que crime é esse em que o Trafalgar é culpado?
– Todos os assuntos da sala de reunião são sigilo absoluto, você sabe disso. – Luffy afirma. – Não podemos falar com você sobre isso.
– Ah, por favor, querido! Eu prometo que não conto pra ninguém.
– Não ouviu, mulher? – Law a encara. – Vai ficar sem saber, deixa de ser fofoqueira.
– Tsc, eu não tô falando contigo, se toca. Não dirija sua voz até a minha pessoa.
– Acredite, o que eu menos quero é falar contigo. Eu vou embora, tenho mais o que fazer.
Após despedir-se de Luffy, Trafalgar saiu da Central e foi para o metrô à caminho de seu apartamento. Enquanto estava sentado no vagão, aproveitou para mandar uma mensagem de texto para Penguin, pedindo que fosse encontrar consigo no hotel e que era um motivo de extrema urgência, que o ruivo não poderia negar a qualquer custo. A mensagem foi tão direta que, assim que o médico chegou em sua residência, seu companheiro já estava lá.
– Law-nii, o que houve? O que é tão urgente?!
– Nossa, você veio rápido. – Afirma o moreno, entrando em sua casa e desfazendo-se das roupas mais pesadas, para ficar à vontade.
– Ah, na verdade eu já tava aqui...
– Você invadiu a minha casa?
– Você quase terminou comigo, eu fiquei preocupado e vim pra cá.
– Tsc, que seja, mas não é sobre isso. Na verdade não é contigo, eu quero falar com a sua namorada psicopata.
– A Robin? Ela viajou há pouco tempo.
– Como assim viajou? Ela diz um bando de coisa estranha e depois some assim, sem mais nem menos?!
– Que coisas estranhas?
– Depois eu te explico, mas onde é que ela tá? Eu preciso falar com ela!
– Não sei, ela disse que não me deve satisfações.
– Então me dá um número de celular, qualquer coisa!
– N-Não dá, ela se livrou de todos os números... o que tá acontecendo afinal? Eu achei que ela tinha se zangado comigo!
– Que merda...
Temendo não se acalmar depois de passar por situações difíceis, Trafalgar foi tomar uma água em sua cozinha e sentou-se no sofá, dando um longo suspiro com as mãos no cabelo, puxando-os levemente. Penguin sentou-se ao seu lado para entender a situação.
– O que houve entre você e a Robin?
– Ela começou me dizendo uma série de coisas estranhas, até disse que eu ia morrer e hoje eu recebo uma mensagem com um desafio.
"Olá! Quanto tempo.
Isso é pra ver se você tomou um rumo na sua vida. Você acha que consegue dar a resposta correta dessa vez? Ou vai fugir e hesitar como sempre? Acho que até mesmo você pode adquirir um pouco de maturidade.
Mas isso nós veremos com o tempo, por enquanto eu só quero relembrar o nosso tempo juntos, bebê.
Trafalgar Law, você quer jogar um jogo?" – Law mostra a carta a Penguin.
– Wow, eu adoro jogos! – E ele fica entusiasmado.
– É, mas esse envolve pessoas morrendo e eu quase fui preso. De qualquer maneira, você precisa me ajudar.
– E quem te mandou isso?
– Um cara chamado Drake. Ele estudava comigo na faculdade, eu já te contei sobre ele lá no Circo.
– Sei, o informante do Joker. Você tá se metendo com pessoas perigosas...
– Disso eu sei, o pior de tudo nem é isso. Se eu contar que foi o Drake, é capaz de eu ser preso! O cara é tipo Deus da Yard, tem vários quadros dele lá. É nojento.
– Ele é Deus da Yard, você é um ex-assassino procurado. É... você tá ferrado, hahaha!
– E você não tá ajudando.
– Foi mal, Law-nii, é que eu tenho contrato com o pessoal do Joker e não posso fazer muita coisa contra eles. Mas no que você precisar, pode deixar que eu te ajudo!
Assim que Penguin terminou sua frase, uma mensagem entra no celular de Trafalgar.
"Torao, nós precisamos conversar. Eu tô indo pra sua casa."
– Penguin, dá o fora daqui!
– P-Por quê?!
– Porque o Luffy tá vindo e eu não quero que ele te veja. Xô!
– Ah não, lá vai você me trocar de novo...
– Eu tô quase sendo preso, eu realmente preciso conversar com ele. Agora vaza daqui!
Trafalgar expulsa Penguin à força, mandando o ruivo pular direto de sua janela para receber a visita do garoto. Estava secretamente feliz por receber alguém tão amado em sua própria casa, então quando finalmente ficou sozinho trocou de roupa, colocou somente uma regata leve, uma bermuda e foi pegar um vinho. Eis que Luffy chega, tocando a sua campainha.
– Yo! – Law estava encostado na porta, segurando uma taça de vinho.
– Antes que você entenda errado, eu não vim aqui ficar com você. – Porém Luffy o ignora completamente, entrando na casa e sentando no sofá, com uma aparência séria.
– Eu sei, você veio aqui falar do "D". – E o médico o acompanha, sentando ao seu lado e oferecendo-o uma taça. – Isso não significa que não podemos beber um pouco juntos.
– Eu tô de carro, eu não vou dormir aqui. Eu tô preocupado com você!
– Não precisa se preocupar comigo, Luffy.
– É claro que eu preciso! Você tá quase sendo preso, eu não quero te ver com um uniforme laranja de novo cheio de machucados por causa do Eustass.
– Ei, eu também não voltar pra prisão e eu tô tentando ser o mais sincero possível.
– Você precisa me dizer quem é esse "D"! É outro ruivo?
– Óbvio que é outro ruivo, todo mundo que me persegue precisa ter essa bendita cor de cabelo.
– É o mesmo cara que roubou o quadro?
– Não, esse aí eu já cortei relações.
– Então me diz quem é! Pelo menos me diz porque ele tá te perseguindo, qualquer coisa.
– Eu não sei porque ele me mandou mensagem agora, nós não nos falamos há anos, mas ele era meu melhor amigo na faculdade. Aí aconteceram coisas...
– Coisas que você não vai me dizer.
– Coisas que eu não posso te dizer.
– Por quê?!
– P-Porque é constrangedor!
– Ah, não. – Luffy perde a paciência. – Eu achei que você não podia me dizer, sei lá, porque é alguma coisa ilegal, mas você não quer falar porque tá com vergonha?!
– É-É... eu tive um período na faculdade muito ruim.
– Não acredito... que motivo ruim... você não confia em mim?
– Claro que eu confio, é que não é uma coisa que eu quero te contar.
– Por quê? É a primeira vez que eu te vejo com vergonha...
– Foi um período complicado, até o Kid tinha me expulsado de casa e dito que nunca mais iria falar comigo pra você ter ideia.
– Só tá me deixando mais curioso...
– Então vamos trocar de assunto, por favor. – Law se abaixa, indo com seu rosto na direção do pescoço do moreno, fechando seus olhos e dando pequenos beijos.
– Eu só não quero voltar a te visitar na prisão... – Luffy segura a nuca de Law, junto com alguns fios de cabelo dele e continua recebendo beijos em seu pescoço.
– E você acha que eu quero voltar pra lá? – Law deita seu corpo, obrigando o garoto a deitar junto consigo e fica por cima dele, passando seus beijos para a orelha esquerda. – É capaz de eu fugir só pra ficar contigo.
– Eu não quero ficar com um fugitivo. – Luffy abraça o corpo de Law, puxando um pouco seus cabelos. – Eu quero confiar em você e te dar liberdade condicional.
– Ainda faltam uns trinta anos pra minha liberdade condicional. – Law dá pequenas mordidas na orelha e alguns beijos partindo pra bochecha. – Até lá eu ainda sou ex-presidiário.
– Na verdade eu posso modificar a sua pena. – Luffy dá mais puxões no cabelo dele. – Se eu falar com o Conselho de Justiça e pedir a sua liberdade, eles te dão.
– Jura? – Law olha nos olhos de Luffy e dá pequenos beijos em seu lábio. – Eu vou poder me livrar da tornozeleira e voltar a ser um cidadão normal?
– Sim. – Luffy abraça o pescoço dele, dando alguns beijos também. – Mas só se tiver a aprovação do Chefe-diretor da Yard, aí você ganha liberdade pra sempre, só não vai poder voltar a ser médico.
– Por que você não disse isso antes? – Dá uma série de beijos no canto e no lábio. – É muito chato andar estando em liberdade provisória, as pessoas te olham como se você fosse um assassino perigoso.
– Mas eu não vou te dar liberdade.
– Por quê?!
– Porque eu gosto de poder te rastrear, é divertido. – Luffy puxa Law para mais um beijo. – E você mente pra mim, eu não vou dar liberdade pra alguém que só faz coisa errada.
– Affs. – Law segura o queixo de Luffy e abre a boca do garoto, dando-lhe um beijo com bastante língua e põe uma de suas mãos debaixo da camisa do outro, arranhando um pouco seu peito. – O que você acha que vai acontecer se eu ganhar liberdade?
– Não sei, o que você vai fazer quando ganhar liberdade?
– Eu vou matar a Hancock, te sequestrar, te levar pra algum país e te obrigar a casar comigo.
– Tá vendo? É por isso que eu não te dou–
A fala de Luffy é subitamente interrompida com mais um beijo de língua, que vai se aflorando e intensificando-se cada vez mais. Law tem seus cabelos puxados com mais força e retira a camiseta do menor, arrancando sua própria regata em seguida e dando-lhe mordidas nos lábios.
– Não me dá o quê? – Diz em formato de sussurro, não deixando o outro responder graças aos beijos e chupões na língua que dava, arranhando mais ainda o peito de Luffy e beliscando seus mamilos.
– … liberdade. – Finalmente responde, arranhando as costas de Law e deixando se levar pelo beijo, sentindo a textura dos lábios e a língua do médico. Eis que ambos são obrigados a interromperem as carícias quando a campainha toca.
[Som da campainha]
– Hm? – Law para o que estava fazendo e fica encarando a porta, se perguntando quem estaria vindo.
– Tá esperando alguém? – Luffy pergunta.
– Não que eu saiba...
– É melhor atender.
– Ah, mas eu não quero levantar... – Joga seu corpo em cima do garoto, independente de seu peso.
[Mais som de campainha]
– Vai lá, Torao, pode ser importante.
– Tsc... gente chata.
Trafalgar finalmente levanta com dificuldade, colocando a regata e se dirigindo até a porta, temendo se uma visita indesejável. Se assustou, entretanto, quando abriu e percebeu que haviam dois guardas de polícia, fardados e não pareciam ser nada gentis.
– O senhor é Trafalgar Law?
– D-Depende... – Acabou tremendo a voz, ansiando não ser boas notícias. Luffy também percebeu quem era e ficou escondido no sofá, observando.
– Temos uma intimação para o senhor, requisitando sua presença no tribunal pela chefe-advogada do setor de Protocolo Policial da Scotland Yard, Boa Hancock.
– Perdão, é engano, eu me chamo Nelson.
– É ele sim! – Luffy aparece ao lado de Law e sussura para ele. – Não mente, vai piorar a sua situação!
– O senhor é ou não Trafalgar Law? – O guarda pergunta, sem paciência.
– T-Tá, sou eu...
– Assine aqui, sua audiência está marcada para depois de amanhã às quatro horas. – Deu um papel com a requisição, que foi assinada por Law. Logo após, os guardas se retiraram e tudo que fizeram foi deixar o médico mais preocupado ainda.
– Luffy, o que eu faço? Eu não quero ser preso!
– Você vai precisar de um advogado.
– Tsc, por que eu preciso passar por isso? Essa mulher é louca, eu vou é dar uma lição pessoalmente nela!
– Só vai piorar a sua situação! Olha, se você é inocente, você não vai ser preso, mas ainda precisa de um advogado.
– Isso não é justo, de onde essa mulher surgiu? Ela só tá fazendo essas acusações absurdas por ciúmes, isso não deveria ser legal!
– Mas as acusações dela têm fundamento, ela tem direito de te processar. De qualquer maneira, você precisa se acalmar!
– Acalmar como? Eu tô sendo acusado de três crimes ao mesmo tempo e eu não fiz nada!
– Um deles você fez, você xingou uma advogada em plena Centra de polícia cheio de câmeras, isso é crime!
– Ela tava dando em cima de você! O que você queria que eu fizesse?
O médico tenta se acalmar, mas estava apreensivo demais. Chegava a puxar seus próprios cabelos e sentou no sofá novamente, olhando para baixo. Luffy sentou do seu lado e o abraçou com um dos braços, querendo o melhor para si.
– Não fica assim, Torao.
– Foi mal, mas é horrível ver essa mulher te perseguindo, minha vontade é de matar essa desgraça com vários socos na cara.
– Esquece ela, pensar nisso só vai te deixar pior! – Luffy segura o queixo de Law, trazendo-o para si e obrigando a olhar nos olhos, dando um beijo em seus lábios. – Não é com ela que eu tô agora.
– Mas já esteve?
– Isso importa?
– Não. – Law segura a nuca de Luffy, trazendo-o para mais um beijo, mais longo dessa vez. – Eu não ligo pra quem você tenha ficado no passado, mas esse seu lance de não querer namorar comigo é muito chato.
– Eu não vou namorar você enquanto você continuar me escondendo as coisas.
– Mas eu quero namorar você. – Law dá mais um beijo no garoto. – Eu quero ter uma relação séria contigo.
Luffy abraça o pescoço de Law, subindo em seu colo no sofá e o beijando, tendo as mãos do médico envoltos a sua cintura.
– A gente não pode deixar assim? – O garoto volta a beijá-lo, tirando sua regata.
– Você não gosta de compromisso? – Law pergunta após ter tirado sua regata e volta a beijar Luffy, tirando também sua camisa.
– Como eu posso namorar alguém que tem vergonha de me contar o passado? – Retruca, já de peito nu, beijando Law mais ainda e tendo sua cintura apertada com mais força.
– Eu sou tímido. – Diz, já mais calmo, colocando alguns dedos abaixo da bermuda de Luffy e o fazendo mexer-se em cima de seu colo, beijando-o ao mesmo tempo.
– Não parece... – Luffy dá beijos no ouvindo de Law, mexendo seus quadris no volume do médico para excitá-lo, com êxito.
– É que você é muito provocante... – Law dá mordidas no pescoço do garoto ao mesmo tempo em que ele realiza a mesma ação no lóbulo da orelha do médico. – Eu não consigo me controlar.
– Então vamos continuar assim. – Luffy volta a beijá-lo nos lábios, indo ao encontro da língua do outro mesmo antes de unirem as bocas, mexendo seus quadris no volume de Law com mais velocidade.
– Não é justo, eu quero ter você só pra mim... – Law direciona seus beijos até o pescoço, indo em direção ao peito. – Deixa disso, diz que me ama e vamos namorar de uma vez.
– Mas eu não quero namorar você. – Luffy impede totalmente o outro de falar, elevando seu rosto até acima e beijando-o mais ainda, até fazer Law perder completamente o fôlego e o jogar no sofá, deitando por cima dele e segurando suas coxas.
– Por quê? – Law beija o moreno mais ainda, apertando sua perna e dando chupões em sua língua. Luffy retribuiu, abraçando-o pelo pescoço e puxando seus cabelos.
– Porque não...
– Você já namorou alguém antes? – Prossegue, beijando o pescoço de Luffy e mordendo o lóbulo de sua orelha, tendo a perna do outro abraçada a suas costas e a temperatura de ambos os corpos elevada.
– Não... – Luffy desce suas mãos para a bermuda que Law usava, puxando-a e querendo tirá-la junto com sua cueca, sentindo o membro já rígido do outro o encostando. – Nunca tive nada sério com ninguém, nem pretendo ter.
– Eu não vou te decepcionar. – Law o beija nos lábios, abrindo o zíper de sua calça e descendo junto com a cueca, revelando o membro de Luffy já rígido, que era prensado contra sua barriga devido a aproximação dos dois. – Só me dá uma chance... não é tão ruim namorar alguém quanto parece.
– Você já namorou alguém?
– Uma vez. – Law terminou de abaixar sua própria bermuda, ficando totalmente nu junto a Luffy. A perna do garoto continuava abraçada a seu tronco e seus braços arranhavam as costas.
– E como terminou? – Luffy puxou o pescoço de Law para mais um longo beijo, enquanto o médico acariciava suas coxas e as apertava.
– Eu matei ele. – Law ajeita seu membro para ficar na altura da entrada de Luffy, sentindo-o quase entrar, beijando o garoto mais ainda. – Você viu, nós visitamos o túmulo dele lá na casa do Adams...
– Outro excelente motivo para não namorarmos. – Luffy dá mais uma série de arranhões nas costas de Law, deixando alguns gemidos escaparem ao sentir o membro rígido do parceiro o encoxar. – Esquece isso, eu quero você...
– Tá bom...
Ambos deixam as palavras de lado e a trocam por gemidos calorosos quando o ato intensifica-se. Luffy o beija, puxando seus cabelos mais forte do que nunca e sentindo o membro de Law o invadir lentamente, latejando dentro de seu corpo e pulsando graças ao tesão e a temperatura elevada.
Mais juntos do que nunca, os dois rapazes gemiam na mesma intensidade e ritmo, saindo quase em uníssono. Trafalgar ia aumentando gradativamente os movimentos, batendo propositalmente em cada parte interna do garoto, que tinha suas coxas vermelhas devido aos arranhões e apertões.
Trocaram beijos e carícias durante todo o ato, sussurrando no ouvido um do outro para terem seus corpos mais arrepiados e excitados. Graças aos movimentos de vai-e-vem, Law acabava masturbando indiretamente o membro de Luffy, que já estava sensível até demais. Continuaram o ato cada vez mais ardente, até finalmente gozarem juntos. O médico caiu em cima do garoto, com a respiração abafada e coração batendo forte, além de muito suor.
– Puta que pariu... é tão bom ficar com você... – Law disse em sussurro, não conseguindo falar alto graças ao sentimento de pós-orgasmo, mas foi se acalmando. – Eu nunca vou correr o risco de te perder...
– Você não vai me perder... é só não voltar pra prisão e confiar mais em mim.
– Pode deixar, eu vou confiar mais sim. – Law sai de cima do garoto, sentando no sofá e voltando a colocar sua própria cueca, limpando seu membro com o pano. Luffy praticou a mesma ação, porém assim que se vestiu, deitou sua cabeça na perna do médico e recebeu um cafune de imediato.
– Eu só quero o melhor pra você. – Disse, olhando para cima e cruzando seus olhos com o de Law, um pouco cansado e sonolento.
– Eu te amo. – Respondeu, fazendo carinho nos cabelos de Luffy. – E eu vou provar que posso ser um ótimo namorado.
– Ah, vai começar com o assunto de novo... – Luffy sai do colo do outro, levantando-se.
– Até você disser que aceita. – Mas Law também se levanta e abraça o garoto pelas costas.
– Eu aceito. – Luffy se vira, dando um beijo no médico que sentiu seu coração palpitar tão apaixonadamente, mas logo broxou. – Tomar um banho agora pra ir pra casa. – E se afasta, indo para o banheiro.
– Hã? E-Ei! – Law não gostou nada de ver o garoto saindo tão rapidamente. – Volta aqui, você não pode me iludir desse jeito!
– Por que eu não poderia? Você mentiu pra mim tantas vezes... – Luffy chega até a porta do banheiro e a abre.
– P-Pelo menos vamos tomar banho juntos!
– Não.
– P-Por quê?!
– Porque nós... – E o garoto entra no cômodo, trancando a porta sem nem olhar pra trás antes. – Não estamos namorando.
Tomado por uma desilusão enorme, o jovem médico se joga no sofá e abre um pote de sorvete enquanto Luffy tomava banho sozinho. Agora ele teria que arrumar um advogado, lidar com o fato de ter três acusações no seu pé e ainda receber mensagens estranhas da pessoa que mais odeia no mundo. Tudo piorou, entretanto, quando seu amado garoto saiu do banho.
– Bom, é isso, eu tô indo nessa! – E já saiu vestido e tudo.
– Ah qual é, dorme aqui! Eu tô cheio de coisa na cabeça, eu preciso me acalmar e só você pode me ajudar com isso!
– Eu não posso dormir aqui. Se eu ficar dormindo com você, é capaz de você se iludir e achar que nós dois temos algo sério.
– M-M-M-Mas eu quero me iludir..!
– Boa noite! – Luffy sai da casa de Law.
– Aaaaaarrrgh.... pelo menos agora eu sei como o Kid se sentia...
(...)
Trafalgar desiste de ficar lamentando-se depois de ter sido recusado por Luffy e abandona o sorvete, ligando a televisão da sala de estar e começando a pensar em como faria para se livrar de Boa Hancock e seus inúmeros processos. Decidiu, então, mandar uma mensagem até Penguin.
"Você conhece um bom advogado?"
"Se eu conheço? Eu tenho cinco diplomas de advocacia! Se quiser eu posso te representar."
"Algum desses diplomas é verdadeiro?"
"Depende do seu ponto de vista."
"Eu vou repetir a pergunta. Você conhece um bom advogado?"
"Hm, se você faz tanta questão de diplomas verdadeiros, então eu conheço um."
"Ele é confiável?"
"Poxa, você pede por um diploma verdadeiro e ainda quer que o cara seja confiável? Tá pedindo demais, Law-nii."
"Eu, definitivamente, estou falando com a pessoa errada. Tchau."
"Não, espera, foi mal! Eu conheço um sim, ele até ajudou a Taiga a processar um cara aí."
"E ganhou o processo?"
"Ganhou, mesmo a Taiga tendo arrancado o pau dele depois de uma briga de bar. Ele xingou ela, então teve que pagar 5 mil euros por danos morais."
"Perfeito! Diz pra ele me encontrar na delegacia depois de amanhã às quatro horas."
"Oks!"
Agora já havia arrumado um advogado, então ficou mais tranquilo. Mesmo assim, as mensagens ainda o preocupavam e não conseguia parar de pensar nos riscos de voltar para prisão por crimes que não cometeu. Law ficou assistindo televisão até de madrugada, quando finalmente adormeceu ainda com a TV ligada.
Acordou com o barulho do despertador o infernizando, além de costas doendo devido a posição em que adormeceu. Levantou-se, foi tomar um banho de água fria e desceu até a recepção do hotel para tomar seu café da manhã, normalmente, como fazia todos os dias. Eis que foi abordado por uma mulher alta, idosa e obesa.
– Trafalgar! Posso falar com você?
– Quem é você? – Perguntou, com mal humor matutino.
– Charlotte Linlin, gerente daqui.
– Ah, você é minha namorada? Puta que pariu, você é mais gorda do que eu pensei. Como o Penguin pode ser tão tapado?!
– Ahn? – A coitada não entendeu nada.
– Esquece, eu falo sozinho. O que você quer?
– Você deu várias festas sem permissão na última semana, eu vim lhe dar um aviso! Pare com isso ou serei obrigada a te despejar.
– Ok, eu vou me lembrar disso. Algo mais?
– Sim, te mandaram uma carta e disseram para entregar pessoalmente, pois era urgente.
– Essa não...
Trafalgar já tremeu as mãos ao segurar o envelope que lhe fora entregue por Charlotte e abriu a carta, já pensando ser algo ruim e preocupante. Estava certo, era outra mensagem do desafio e apareceu nas mesmas letras, na linguagem que foi desenvolvida em sua adolescência, TD.
"Foi um começo exagerado, certo? Espero que não tenha lhe trazido problemas.
Não se preocupe com a esposa do seu "amor", eu não vou deixar ela te prender, bebê. Eu preciso de você solto. Pelo menos por enquanto. Aliás, se você pedir por favorzinho eu até vejo se mando ela fazer uma transferência pra bem longe do Luffy! Eu ainda sou chefe dela, sabia?
Apesar de eu ter certeza que, mesmo se eles fossem casados, isso não seria um impedimento pra você. Certo?
Beijos!"
– Tsc, filho da mãe...
Tomado pelo ódio que sentia correndo em suas veias, o médico rasgou a carta em minúsculos pedaços, jogando os restos mortais no lixo e dando pequenos tapas em sua cabeça para esquecer que havia lido. Foi tomar seu café da manhã, para ver se acalmava-se.
Assim que terminou, saiu do hotel a caminho da Central, mas foi subitamente impedido. Um homem ruivo, alto, forte e com três cicatrizes no olho esquerdo puxou seu braço, obrigando Law a parar de andar e se surpreender com o grito do homem, que parecia bem preocupado e assustado.
– E-Ei, espera aí!
– O que caralhos deu em você? – Mas Law bate na mão do homem e se solta. – Quem porras você é e o que tu acha que tá fazendo?!
– V-Você é Trafalgar Law, certo? Eu preciso da sua ajuda!
– Tô nem aí, nem te conheço!
– Meu nome é Shanks. É urgente.
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