Policial Sujo

21 Mensagens de um destino já esquecido


Notas iniciais
.... ÃÃÃÃÃÃÃÃ....

– ÃÃÃÃOOoo...

– Credo, que grito enorme... – Resmunga todo mundo.

– C-Como eu fui preso? N-Não, não pode ser... isso não tá acontecendo...

– Sim, está! – Hancock aponta para Trafalgar com tanta superioridade que olha para cima. – Trafalgar Law, você está preso!

Em plena Central da Scotland Yard, o centro de polícia mais cobiçado do mundo, um médico estava sendo algemado em frente a todos os presentes. Estava desesperado, não só por ir para prisão, mas também por quem iria encontrar lá e, tudo o que sentia além de ódio, eram seus punhos doendo graças as algemas apertadas. Seus companheiros, principalmente Luffy, olhavam para a cena surpresos.

– Torao, pela milésima vez me diz, o que você fez?!

– Luffy! – Law vai até ele e o olha com súplica, mas não podendo tocá-lo devido as algemas. – Por favor, acredita em mim, eu sou completamente inocente!

– Hamock, o que significa isso? Você não pode prendê-lo!

– Claro que posso! – A morena estava adorando. – Eu tenho provas concretas de que Trafalgar Law é cúmplice do crime citado.

– E que provas são essas?

– Segundo o relatório, o culpado havia passado a noite com o Trafalgar, mas é impossível! Joan já estava sendo investigado por outros crimes e ele não saiu ontem.

– I-Isso não significa absolutamente nada! – Exclama Law. – Tira essa porra da minha mão, sua louca!

– Na verdade significa sim. – Luffy afirma.

– Mentir em relatório é crime federal. – Explica Nami. – E como você sabia do culpado, se não saiu com ele?

– E-E-Eu... bebi demais e posso ter me confundido...

– Ótimo, isso já basta. – Hancock dá a última ordem. – Guardas, podem levá-lo!

– N-Não, espera aí! – Law vai até a morena. – Vamos conversar, amiga linda do meu coração...

– Oh, resolveu mudar o comportamento? Sinto muito, mas não vai adiantar.

– O-Olha, nós começamos com a nossa amizade com o pé errado, vamos tentar nos entender como adultos bem resolvidos.

– E de qual maneira você acha que pode me convencer a deixar-te livre?

– V-Você gosta do Luffy, né? Nós podemos dividi-lo!

– Hã? Ei! – O garoto fica com raiva. – Não me negocie!

– Que tal assim? Você fica com a parte da frente e eu fico com a de trás!

– N-Não diz uma coisa dessas!

– Hm... até que é um bom acordo. – Hancock fica interessada.

– P-Parem com isso! – Mas Luffy já fica vermelho se tanta raiva.

– V-Viu só? – E Law o ignora completamente. – Se nós pararmos pra conversar, vamos ver que podemos nos dar bem!

– Perdão, mas não vai adiantar, eu sou muito clara em minhas decisões. Guardas, levem-no logo daqui!

E foi desse jeito que Trafalgar Law, um ex-presidiário acusado por inúmeras séries de homicídio, atualmente servindo como consultor da Yard, tem seus braços algemados e é levado de volta para prisão, onde iria reencontrar duas pessoas que não gostaria nunca mais de ver. Entretanto...

– Hamock, para com isso, você não pode prendê-lo. – Luffy detém.

– Claro que posso!

– Não pode, você é advogada de um outro setor que nem fica em Londres. Advogados não podem dar voz de prisão...

– Engano seu, eu posso dar voz de prisão sim. – Ela joga seus cabelos para o ar. – Porque eu sou linda!

– PORRA! – Dá um grito de raiva. – Você me enganou e ainda me fez pensar na probabilidade de dividir o meu Luffy contigo!

– Eu não sou seu, eu sou solteiro!

– Não é, não! – Hancock e Law exclamam em uníssono.

– Sou sim! Agora parem com isso e tirem a algema do Torao.

– ALELUIA! – Dá outro grito assim que tem as algemas tiradas de seus punhos.

– Isso não significa nada, eu ainda vou continuar com o meu processo em cima do Trafalgar. – A morena não perde a voz. – Mesmo que demore mais do que o previsto, ele vai ser preso uma hora ou outra.

– Eu não sou ladrão de artes!

– Você é um assassino, não deveria ter saído da prisão pra começo de conversa. Eu não concordo com a atitude do Luffy e do Chefe Drake de te soltar.

– Tsc, isso tudo é inveja porque eu estou com o "seu" Luffy?

– Inveja, de você? Por favor, eu sou linda. – Ela joga seus cabelos para o ar mais uma vez, deixando com que os agentes presentes ficassem encantados com sua beleza.

(...)

Depois de mais algumas horas de briga, ciúmes e muita confusão, finalmente escureceu. Law acabou conseguindo liberdade, apesar da morena ter feito uma denúncia contra ele. A partir de hoje nosso médico poderá ser, a qualquer hora, chamado para dar depoimento e, quem sabe um dia, ser realmente preso. Mesmo assim, ele foi para seu hotel, descansar.

Luffy, por outro lado, assim que chegou a sua casa, se jogou no sofá e abriu uma lata de refrigerante, assistindo televisão junto a seu fiel cachorro. Uma noite bem tranquila e sem muitos rodeios, até que ele recebe uma mensagem no celular de Boa Hancock.

"Oi, amor! *Lovely face* Já que eu estou em Londres, andei pensando em sairmos juntos, o que acha? *heart simbol*"

"Desculpa não vai dar, eu tô cansado e acordo cedo amanhã."

"É só uma saidinha rápida, como amigos! *happy face* já faz tempo que eu não venho pra cá e Londres à noite é tão romântica... *heart simbol*"

"Quanto tempo você pretende ficar aqui, a propósito?"

"Awn, você está preocupado em se eu vou ir embora muito rápido? *lovelly face* Não se preocupa, meu amor, eu pretendo ficar até que a morte nos separe!! *heart simbol*"

"Eu só estou preocupado com o lance do Torao..."

"Aff! *Angry face* Não vamos falar naquele esdrúxulo agora... vamos combinar a nossa saída! *Smile face*"

"Desculpa, hoje realmente não vai dar..."

"Nós podíamos aproveitar isso tudo e ir a algum museu! *Lovelly face* Ou então a roda gigante... é tão romântica... *Lovelly face* *heart simbol*"

O moreno do chapéu de palha resolveu ignorar as mensagens por não aguentar mais inventar desculpas, então deixou seu celular no sofá e foi até a cozinha, pegar alguma carne para desfrutar. Eis que a campainha de sua casa toca e ele vai atender a porta, já exclamando com raiva de antemão.

– Eu já disse, não vou sair com você! – Luffy abre a porta.

– Eu ia sugerir da gente ficar, mas... – Entretanto não era Hancock, e sim, Trafalgar segurando um buquê de flores.

– Ah, eu pensei que fosse outra pessoa. E o que você tá fazendo aqui? E o que é esse negócio aí? De onde você roubou?

– Você tá esperando alguém? E eu não roubaria um buquê de flores...

– Mas pegou de algum quintal? Ou usou dinheiro sujo?

– Luffy, você está estragando a minha tentativa de ser romântico.

– Ok, eu vou começar de novo. Por que você veio até a minha casa?

– Porque a Taiga me enganou, ela e o Brad Pittyson estão fazendo uma festa no meu hotel. Posso entrar?

– Como eu posso ter certeza de que você não inventou isso pra invadir a minha casa?

– Eu posso provar, pera. – Law pega seu celular, liga para sua própria casa e bota no viva-voz.

"Aew, mano Law! Cê num vai acreditar, a mana Taiga acabou de virar um galão de cerveja! Hahaha você tá perdendo, as garot"

– Ok, entra, mas vai ficar no sofá.

– Brigado.

Law entrou, indo direto para o sofá e tendo sua perna subitamente mordida por Peter durante todo o processo de locomoção. Luffy foi colocar o buquê de flores na água, mas enquanto isso, assim que deitou no sofá, o médico acabou notando que havia entrado uma mensagem no celular do garoto. Não resistiu, espiou e ainda respondeu.

"Amoor! *lovely face* Você não quer mesmo sair comigo?"

"Sair não, mas que tal você vir aqui em casa? *Dirty face*"

"Jura?! *lovely face* Eu estou indo agora mesmo!!! *heart simbol*"

"Mas antes dá uma passada na casa do caralho, que é de onde você nunca deveria ter saído! Mulher escrota. *símbolos não amigáveis*"

"T-Trafalgar? Só pode ser você, o Luffy nunca usaria um linguajar de tão baixo calão. *Angry face*"

"Ótimo, então some da vida dele. Não tem espaço pra você."

"E como você conseguiu acesso ao celular dele? Você o sequestrou? Hackeou? Se você encostar um só dedo nele..."

"Não se preocupa, ele mesmo me convidou pra vir. Não achou estranho ele ter recusado sair contigo?"

"Isso é impossível! Onde o Luffy está? Eu exijo falar com ele!"

"Ele está ocupado, se preparando pra nossa noite. Eu estou na cama dele... *dirty face*"

"M-Mentira! Eu sei que é um blefe, o que você fez com o Luffy? Colocou drogas na bebida dele?!"

"Você quer que eu mande algumas fotos nossas pra provar? Você é tão taradinha, 'Hamock'..."

– O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO?

– Luffy, meu amor, você voltou!

Luffy chega no momento em que Law está prestes a enviar a mensagem, então se joga no sofá e tira o celular das mãos dele. Como resposta o médico o abraça, deitando o garoto por debaixo dele, completamente imobilizado, e o beija, aflorando o ato com mais língua assim que é concedido e retribuído.

– M-Me solta... – Mas Luffy tenta o empurrar, sem êxito. – O que você escreveu?

– Nada demais. – Law dá uma série de beijos em seu pescoço, não deixando o menor sair da posição que estava. – Só disse verdades.

– Não tem verdade nenhuma, você invadiu a minha casa... – Tenta sair debaixo de Law, mas não consegue.

– Diz que prefere ficar comigo do que com ela... – Ele dá mais beijos no pescoço, partindo para os ouvidos.

– Por que eu diria isso? Eu prefiro ficar sozinho com o Peter...

– Só diz... – Dá mais beijos e mordidas no lóbulo da orelha. – Eu quero ouvir você dizendo...

– Não vou dizer nada...

– Por favor... – Dá mais mordidas ainda. – Diz que não resiste a mim...

– Como eu posso dizer isso com você mentindo pra mim sobre tudo?

– Ah, não vamos falar sobre o trabalho agora...

– Não é sobre trabalho, eu me preocupo com você. Eu não te tirei da prisão pra você voltar por roubo de arte.

– Tá bom, você tem razão. – Law senta no sofá, deixando o garoto ao seu lado. – Eu menti sobre o relatório e eu não sai com aquele cara ontem.

– Então como você sabia quem roubou o quadro?

– Não foi o Joan quem roubou o quadro, foi uma outra pessoa. O Joan só comprou dele.

– E quem é a terceira pessoa?

– Não posso falar.

– Tava bom demais pra ser verdade... e porque você não pode falar?

– Há dois meses atrás essa pessoa me convidou pra ir no museu e eu recusei, mas eu achei que era só uma visita e não um roubo. Essa é a verdade.

– Sinceramente, eu nunca acreditei nas desculpas que você me dava... e eu também não tenho motivos pra acreditar nisso.

– Eu sei, eu errei com você muitas vezes e eu só me sei conta disso hoje, quando eu quase fui preso. Desculpa.

– Eu só vou te desculpar quando você parar de fazer coisa errada! Eu te tirei da prisão justamente pra te dar outra chance na vida, você precisa aproveitar essa oportunidade.

– Eu vou parar de fazer merda, eu já te prometi isso antes, só que é um negócio muito difícil e leva tempo...

– E precisou você quase ser preso pra tomar uma decisão dessas? O seu medo de rever Eustass é bem grande...

– Não foi por causa do Kid. Por mais que ele tenha motivos pra querer me matar, ele ainda me ama e o meu medo não é da prisão em si.

– É com o que, então?

– Eu tive medo de te perder. Eu nunca menti quando disse que te amava.

– Então para de mentir pra mim sobre as outras coisas...

– Eu vou parar, eu juro. Sem mais mentiras à partir de hoje.

– Ótimo, então me diz, quem roubou o quadro?

– Um ruivo que eu conheci no Cassino há séculos atrás.

– Nome?

– Não posso dizer...

– Claro, não pode dizer, eu deveria ter adivinhado.

– M-Mas não é porque eu quero, eu não posso dizer! Ele é alto, forte e malvado, ele me mataria se eu dissesse.

– Vem cá, qual é o seu problema com ruivos? Você só atrai gente ruim com essa característica!

– Eu não faço isso porque eu quero...

– Se ele tá te ameaçando então você precisa denunciá-lo!

– Ah, ele não é perigoso, na verdade é meio idiota.

– Você acabou de dizer que ele é perigoso...

– Ele vai ficar perigoso se eu disser o nome dele! Eu não sou xisnove.

– Ótimo, mas você tá sendo quase preso por causa disso. Você precisa tomar uma atitude antes que seja tarde demais, porque se você pegar perpétua eu não vou poder te tirar de lá.

– Você tem toda razão. Esquece esse lance de quadro, eu vou cortar relações com esse cara amanhã, tá bom? Aí eu começo a ser uma boa pessoa.

– Eu posso mesmo confiar em você?

– Pode, eu não quero ter o risco de te perder, principalmente com essa mulher no seu pé.

– Então tá, mas se isso acontecer de novo você precisa me avisar!

– Eu vou te avisar, agora... – Law segura o queixo do garoto, depositando um beijo em seus lábios. – Vamos continuar de onde a gente parou...

– Tem razão. – Luffy abre um singelo sorriso, retribuindo o beijo. – Você vai dormir no sofá e eu vou pra minha cama. – E ele se afasta, ameaçando ir embora, quando é impedido.

– Ah não, fica mais um pouco. – Law o puxa, deitando-o no sofá e o beijando. – Eu prometi que não iria mais mentir e eu disse à Hancock que iríamos fazer coisas...

– Você prometeu só depois de enviar a mensagem.

– Mesmo assim, eu não quero descumprir a promessa. – Dá mais um beijo, sendo retribuído com as mãos de Luffy abraçando seu pescoço para se aproximarem. – Fica comigo... eu preciso de você...

Trafalgar P.O.V

Segurei seu rosto, que estava debaixo de mim, deitado no sofá e fechei meus olhos lentamente, dirigindo meus lábios até os seus para beijá-lo. Fui logo concedido, com ele puxando meus cabelos e abraçando meu pescoço, aumentando a intensidade do ato.

Sentei no sofá, puxando-o e não desprendendo nossos lábios por nenhum motivo no mundo. O puis em meu colo, de frente para mim, deixando que suas pernas ficassem abertas comigo entre elas e segurando sua cintura. Dirigi meus beijos mais para baixo, em direção a seu peito. Ele ainda estava com a camisa, então fui tirando-a lentamente com minhas mãos até ter seu peitoral à minha frente.

Puxei sua cintura com mais força e abraçando ela, trazendo-o para mais perto de mim, onde eu poderia dar mais beijos em seu peito, mordidas e chupões, tudo com Luffy em meu colo. Olhei para cima e vi seu rosto virado para mim, seus grandes olhos castanhos que iam se fechando esperando um toque nos lábios. O fiz, brincando com sua língua e o beijando calorosamente.

Dessa vez foi ele quem tirou meu moletom, beijando-me ao mesmo tempo e soltando um pequeno riso nos lábios quando nos separávamos por minúsculos segundos. Ele desceu, dando-me beijos no pescoço até chegar ao meu peito, saindo do sofá e ajoelhando-se em frente a mim.

Suas mãos tiraram meu cinto habilmente, ao mesmo tempo em que seu rosto permanecia dando beijos na área em que era escondida pela calça à medida que ela ia sendo arrancada. Ele segurou no cós do jeans, abaixando devagar junto com a cueca, até despir-me de vez.

Ele apoiou uma de suas mãos na minha perna e a outra subiu pelo meu peito, arranhando-me devagar, deixando que sua boca molhada e deliciosa fizesse o restante do trabalho. Pegou meu membro sem precisar usar as mãos, deleitando-se com a língua, dando chupadas e beijos, da glande até os testículos, deixando-me facilmente excitado.

Logo após, voltou a subir e a me beijar. Joguei-o no sofá mais uma vez, ficando por cima dele e arrancando sua bermuda de uma vez só, junto com a cueca, beijando-o tanto nos lábios quanto no pescoço e no começo do peito. Segurei uma de suas pernas, colocando-a abraçada em minhas costas.

Ele puxava meu cabelo com força e fechava os olhos, desviei meus beijos até seu pescoço e com meu membro fui adentrando seu corpo devagar, tirando a glande e colocando-a de volta até Luffy se acostumar. Seus gemidos saíam naturalmente junto com os meus e, quando finalmente entrei dentro dele, calei seus gritos com meus lábios.

Iniciei as estocadas quando ele se acostumou, apoiando-me no sofá com uma das mãos e usando a outra para apertar seus mamilos, permitindo que seus gritos saíssem mais ainda junto aos meus. Aumentei a velocidade gradativamente, fazendo mais forte e atingindo todo corpo interno dele, até que Luffy desfez-se em seu peito e eu fui logo atrás, gozando dentro dele. Caí no sofá, em cima dele, aguardando que minha respiração pós-orgasmo cessa-se.

É tão bom ficar com você... – Disse, em tom sussurrante. – Eu não quero te largar nunca mais...

– Então, por favor... não volta pra prisão...

– Eu juro que se eu voltar, fujo só pra ficar contigo. – Dei mais um beijo em seus lábios. – Não quero te perder, eu te amo.

– E eu não quero te prender, então... – Ele me deu um último beijo antes de apoiar seu rosto em meu peito e adormecer ao meu lado. – Só para de fazer besteira e confia mais em mim.

Depositei um beijo no meio de seus cabelos, admirando seu rosto sonolento e envolvendo-o em um abraço. Confesso que deixei escapar um ínfimo sorriso só em vê-lo.

– Tá bom.

(...)

No dia seguinte, acordaram no sofá e Luffy reclamou de dores nas costas, mas negou quando Law o ofereceu gentilmente uma massagem e tratamento médico. Tomaram café da manhã juntos e, enquanto o garoto estava tomando seu banho, o mais velho aproveitou para ligar para Penguin e resolver a história de uma vez por todas.

"Yo, Law-nii..."

– Penguin, o que houve? Sua voz tá péssima.

"Eu tô deprimido... pelo lance do Brad..."

– Deixa de frescura, aquilo foi há dois dias!

"Eu troquei mulheres... por um maconheiro presidiário..."

– Ok, mas recomponha-se. Eu tenho uma coisa pra te dizer e ela não é fácil de ouvir.

"O que é? É coisa ruim?!"

– Eu quero que você saiba que eu pensei muito antes de tomar essa decisão e não gosto nada disso.

"Ah, não... você não iria..."

– Penguin, eu quero terminar com você.

"N-Não! Por quê? V-Você tá terminando por telefone?!"

– Eu não conseguiria te dizer isso pessoalmente...

"Mas por que isso tão de repente? O que eu fiz? E-Eu posso mudar!"

– Não é você, sou eu. Eu decidi te trocar pelo Luffy.

"Tsc, desde que esse engravatado entrou na sua vida você não é mais o mesmo!"

– Penguin, eu sempre disse que o Luffy existia na minha vida, você deveria ter se preparado.

"Mas Law-nii, você não pode fazer isso! Pensa em todos os nossos momentos bons, não significou nada pra você?"

– É claro que significou, foi muito bom enquanto durou. Só que agora não dá mais.

"Mas e os vinte cinco milhões?"

– O que tem eles?

"Eu disse, aquela era só a metade. Eu vou receber o resto daqui há pouco."

– P-Pera aí, então...

"Eu ia dividir contigo, mas você preferiu esse engravatado, então..."

– N-Não é assim, não precisamos polarizar tudo. Mesmo que nós terminemos ainda podemos ser amigos.

"Amigos? Não era você o senhor 'Não-tenho-amigos'?"

– Por você eu abro uma exceção! Você é especial pra mim, Penguin, de verdade.

"Isso tudo é só pelo dinheiro?"

– Claro que não! Eu gosto de você, eu só quero dar um rumo à minha vida, só isso.

"E não podemos dar esse rumo juntos?"

– Não se envolver coisas ilegais...

"Ah vai, nem tudo envolve coisas ilegais! Não precisa terminar comigo, é só a gente mudar um pouco a nossa relação."

– Sério? Dá pra fazer isso?

"Sim! Nós construímos uma vida juntos, podemos refazê-la facilmente. Só precisa de tempo e carinho."

– Então tá... se não envolver coisas ilegais tudo bem, eu acho.

"Então estamos juntos ainda?!"

– Estamos sim, eu me precipitei demais.

"Legal!! Eu amo você!"

– Eu amo você também. – Law finalmente desliga o celular. – Credo, que conversa estranha.

– Que conversa? – Luffy aparece, tendo acabado de sair do banho.

– Ah, eu terminei com ele, como eu tinha te falado.

– E como ele reagiu?

– Ahn... eu não tenho certeza... mas eu acho que tá tudo bem agora.

(...)

Uma manhã surgiu no céu azul, que radiava diversos tipos de energias diferentes! Em um determinado lugar na Inglaterra, diversos policiais e agentes do governo se reuniam para trabalhar. Entre eles estava um médico condenado e uma advogada de outro setor, brigando costumeiramente.

– Eu não acredito na sua inocência.

– Pois pode me processar à vontade, eu não sou ladrão de arte!

– Ótimo, diga isso ao juiz quando ele requisitar a sua presença no tribunal.

– Vou dizer sim, aproveito peço pra ele emitir um certificado de casamento pra mim e pro Luffy, porque nós nos amamos!

– Ele já disse isso? Porquê, pra mim, esse romance só existe na sua cabeça.

– Garota, se enxerga, ele me ama muito mais do que você. Ou era você quem ficou com ele a noite toda? Acho que não, hein.

– Parem de brigar. – Luffy diz, mas estava muito distraído. – Eu sou solteiro.

– Vocês deveriam logo formar um trio, hahaha. – Zoro começa a rir.

– Sabe quem mais formaria um trio ótimo? Você, a ruivinha e–

– Complete esta frase e eu mesmo te jogo na cadeia.

– Quem?! – Nami questiona.

Porém, antes que Zoro pudesse mudar de assunto, um dos guardas surge e cochicha algumas palavras para ele.

– Ok, eu estou indo. – Zoro responde. – Tem uma ligação pra mim, eu vou atender e já volto. – E se retira.

– Credo, que ligação estranha. – Diz Nami.

– Não deve ser boa coisa.... – Murmura Luffy.

– Tomada que seja a resposta do meu processo. – Afirma Hancock.

– Processo o caralho, eu sou inocente!

– Isso é o que você diz.

– Eu deveria é dizer algumas outras coisas, principalmente sobre essa cara escrota que você tem.

– C-Cara esc... você pelo visto não sabe admirar uma obra de arte, só roubar mesmo. O Luffy não merece um ladrão como você!

– O Luffy não merece uma biscate de décima categoria como você!

– Torao, não diz isso aqui! – Ele se intromete.

– Não, pode falar mais, assim eu aumento meu processo e incluo danos morais.

– Tsc, que merda, você é muito irritante. Não adianta ficar me acusando, eu não fiz nada!

– Mas eu vou acusar sim, e m–

– Ei. – Zoro, que havia saído para atender o telefonema volta, mas sua feição estava terrivelmente séria. – Preciso de vocês na sala se reunião, agora.

– Roronoa, agora não, eu estou prestes a processar o Trafalgar por injúria. – Afirma Boa.

– Pra você é uma boa notícia então, ele está sendo acusado por outro crime um pouco mais grave.

– Acusado?! – Todos exclamam.

– Que mania da porra de ficarem me acusando! – Se estressa. – O que é dessa vez?

– Uma coisa da sua área. Assassinato.

– Assassinato?! – Mesma reação.

– Torao, o que você fez? – Luffy fica pálido.

– E-E-Eu não sei!

– Venham comigo, eu vou mostrar. – Zoro vai andando até a sala de reuniões e leva seus companheiros consigo, inclusive Hancock, que vai atrás deles.

– Eu vou também! – A morena afirma, com um sorriso diabólico. – Quero só ver isso.

– Infelizmente a sala de reuniões é só pró pessoal da Yard. Você não pode entrar.

– Mas eu– Antes dela terminar de falar, Zoro fecha a porta.

Dentro da sala, todos estavam suando frio, odiando a situação e com uma tensão enorme, principalmente Law, que não sabia de nada e não aguentava mais tantas acusações. Roronoa colocou na parede de slides uma foto de um homem alto, loiro e de olhos verdes, morto com um tiro no peito. Aquela foto chama a atenção do médico e o faz arquear a sobrancelha.

– Mikael Nemer, você conhece ele? – Pergunta o de cabelos verdes, ríspida e diretamente.

– Conheço, ele estudava comigo na faculdade. Até me pagava pra fazer os exercícios que ele tinha preguiça.

– Trinta e oito anos, casado e com dois filhos, jogador de futebol. Qual é a sua ligação atual com ele?

– Nenhuma, não vejo desde a faculdade. Então ele virou mesmo jogador de futebol? Sabia que iria ser um inútil...

– Ele tem mulher, filhos e um emprego fixo. Você foi preso. Quer mesmo chamar o cara de inútil, quando você é acusado de assassinato?!

– Ok, ok, vamos começar de novo. Por que eu fui envolvido nisso?

– Ao lado do cadáver, encontramos um pequeno bilhete. Não da pra ler porque está em uma língua desconhecida, mas já mandamos um especialista verificar.

– E onde eu entro nessa história? Eu só falo inglês e um pouco de francês.

– A única coisa que está escrita no nosso idioma é um nome, o resto foi escrito em símbolos. Adivinha que nome é esse?

– Law é um nome extremamente comum.

– Sim, mas Trafalgar Law não é.

Sem mais delongas, Roronoa coloca na tela da parede uma foto do bilhete. Realmente, tudo estava escrito com símbolos com exceção do nome de Law, mas assim que este viu a foto, sua aparência mudou drasticamente. Ficou pálido e engoliu seco, tremendo um pouco as mãos devido a ansiedade e balbuciando palavras, além de seu coração estar palpitando.

– Filho da... mãe...

– O que houve, o que tá escrito? – Nami se assusta com a reação do médico, mas os rapazes só ficaram o olhando firme.

– Vai nos dizer o que está escrito no bilhete e quem te mandou?

– E-Eu digo, não se preocupa. Esses símbolos são uma técnica de escrita que eu inventei com uma pessoa na faculdade pra mandar mensagens secretas, escondido do Kid.

– E você ainda lembra como se usa?

– Perfeitamente, é bem simples. Os símbolos são baseados no alfabeto persa, cada um deles representa uma consoante e as vogais são escritas através de diacríticos. Quanto a pronúncia, nós invertemos a última letra com a primeira e mudamos os pronomes de ligação, além de acrescentarmos um "k" atrás de toda vogal.

– É assim que as crianças da faculdade se divertiam?!

– Eu tinha doze, ele tinha quinze. Nós brincavamos assim...

– E agora a brincadeira envolve cadáveres?

– As coisas ficaram meio fora de controle depois de um tempo.

– Você vai ensinar essa linguagem pra todo mundo aqui e vai traduzir o bilhete.

– Eu vou, relaxa, nós só usávamos pra fugir do Kid mesmo. O nome é TD.

– São siglas?

– Trafalgar e... D.

– Deixa eu adivinhar, você não vai dizer quem é o D.

– Bingo! Mas eu vou dizer a mensagem.

– Já é alguma coisa.

– Então é isso... – Ele murmura para si mesmo. – É isso que ela queria dizer com "mensagens virão até você"... interessante.

"Olá! Quanto tempo.
Isso é pra ver se você tomou um rumo na sua vida. Você acha que consegue dar a resposta correta dessa vez? Ou vai fugir e hesitar como sempre? Acho que até mesmo você pode adquirir um pouco de maturidade.

Mas isso nós veremos com o tempo, por enquanto eu só quero relembrar o nosso tempo juntos, bebê.

Trafalgar Law, você quer jogar um jogo?"

Notas finais
E QUE OS JOGOS COMECEM! Postei muito rápido? Sim, postei muito rápido! Não se acostumem! É que eu simplesmente estava animado para postar esse capítulo. Adoro tretas! Sobre essa mensagem do final: a parte em NEGRITO é a que está escrita na língua comum, ou seja, no nosso idioma. A parte que não está em negrito é a que está escrita na língua do Law e do D. Quem será esse D? Dãn, dãn, dãããããnnnn.... (não, não tem nada a ver com o D. no sobrenome deles qqq) Interessante os comentários do capítulo anterior. Vocês se dividiram em dois grupos: o pessoal que quer ver o Law se foder com Kid e "poxa seu bosta pq vc separou o Law do Luffy?!" Que as teorias comecem em galera! O que irá acontecer de agora em diante? Resposta: muita confusão em um clima de azaração onde vão rolar altas aventuras.