Policial Sujo
39 Bônus: Timeskip
Notas iniciais

Uma manhã ardente de sol se iniciava na Inglaterra alguns dias depois da recente morte de um médico famoso por sua série de assassinatos. Mesmo em um curto período de tempo, muitas coisas haviam mudado naquela região.
Podemos dizer que a fatídica morte de Trafalgar modificou a rotina de muitas pessoas que sequer o conheciam, visto que mudanças ocorriam em variados graus diferentes e em muitas partes do mundo, uma vez que o jovem cadáver-falso agora lidera o submundo como Corazón, sendo responsável por transações secretas envolvendo tráfegos de armas e outros.
Contudo, a mudança pessoal era ainda mais drástica: Luffy já havia se conformado, apesar de seu sorriso jamais ter sido o mesmo; e seus amigos percebiam muito bem isso. Ainda sim, focaremos agora em outro grupo de pessoas, composto por Kaidou Lovato, atual Vice-Diretor da Scotland Yard, e Diez Drake, Chefe-Diretor e também Jack do submundo.
– Aaah, não importa quanto tempo passe, esse ainda é o meu lugar preferido!
Debaixo de uma árvore com folhas balançantes graças ao vento e ao lado de uma garrafa de vodka quase vazia, Drake e Kaidou estavam reunidos. Aquele nada mais era que o cemitério onde poderíamos encontrar duas lápides já conhecidas, uma ao lado da outra, juntas: a lápide de Kid e a de Law.
– Eu nunca vi ninguém gostar tanto de um cemitério. – Kaidou comenta, tomando sua última dose de vodka matutina. – E não sei como você consegue me arrastar pra cá todo dia.
– Kaidou, você não consegue sentir esse ar maravilhoso? – O ruivo estava encostado na árvore, olhando para o céu de olhos fechados e com uma paz interior em demasia. – Esse cheiro de que todas as coisas deram certo na minha vida é muito bom!
– Me desculpe se eu não tenho necessidade de ficar aclamando a morte dos outros.
– Vai me dizer que você não entende o quão satisfatório isso é? Imagina, as duas pessoas que você odiava na adolescência estão agora aqui, juntas, enterradas uma ao lado da outra por sua causa! Não é maravilhoso?
– Não.
– Ah, para, olha só pra isso! – Drake se levanta e fica com os braços abertos, olhando diretamente para o túmulo de Kid e de Law. – Eustass Kid e Trafalgar Law, praticamente criados como irmãos durante a vida toda, enterrados juntos graças a mim. Não é poético?
– Para de ficar se iludindo, o Law nem tá morto pra começo de conversa.
– Mesmo assim, só a representação do túmulo já me deixa feliz. Não é possível que você não entenda o que eu sinto depois de tudo que eu já te contei.
– Eu entendo sim, você ainda é apaixonado por esse garoto e não consegue admitir isso.
– Deixa de besteira, Kaidou, não tem nada a ver e eu nunca me apaixonei por ninguém.
– Tá bom, tá bom.
– Você ainda tá chateadinho comigo? – Drake vai até onde o outro estava e volta a se sentar, dessa vez ao lado dele.
– Nah, eu já aprendi a me conformar com as coisas que você faz. Se eu fosse ficar chateado com você por tudo, eu não conseguiria nem viver.
– E hoje em dia nós moramos juntos. Vai, seja sincero, é tão ruim assim?
– Não é que seja ruim, é até bom ter alguém pra passear com os meus gatos, mas...
– Mas você não gosta de mim?
– Não, não é isso, é que só o jeito como a gente se conheceu já me deixou uma impressão horrível sobre você.
Início dos Flashbacks de Kaidou narrado por ele, parte 01.
Foi há treze anos, você tinha acabado de entrar na Yard depois de receber uma recomendação do Vergo, que era o Vice-Diretor na época. Quando ele saiu eu fiquei no lugar dele, mas até aí eu já desconfiava que ele fazia parte do submundo e quando eu soube que vocês se conheciam, eu logo pensei na probabilidade de você fazer parte também.
– Oi. – Então eu fui falar com você, sendo que eu já te conhecia desde a época que você passou uma semana comigo depois de apanhar do idiota do seu primo.
– Ah, Kaidou! Eu soube que você virou Vice-Diretor, parabéns. – E você veio falar comigo com o mesmo sorriso de entusiasmo falso de sempre.
– E eu soube que você é amigo do antigo, o Vergo, certo?
– Aham. Aliás, obrigado por aquele dia, eu tava meio mal por causa de todas aquelas brigas então eu acabei falando muita besteira, foi mal.
– Tsc, nem me lembre dessa besteira que eu fiz, eu deveria ter deixado você morrer.
– Ahn?
Depois disso eu voltei pra minha sala, não ia fazer muito sentido te dizer que eu já desconfiava de você, e ficamos sem nos falar por umas duas semanas. Eu ficava de olho em você, e dava pra perceber que você também ficava de olho em mim, reparando em tudo o que eu fazia e querendo forçar alguma aproximação.
Por mais que eu te ignorasse, ainda trabalhávamos juntos e eu teria que falar contigo alguma hora ou outra. Certo dia eu fui até a sala de reuniões, mas só você estava lá. Eu ia só pegar uns arquivos e sair, mas você fechou a porta e me trancou.
– Você não vai sair daqui enquanto não me explicar o que tá acontecendo. – E disse na minha cara, com esses olhinhos azuis de raiva.
– Hã? Eu não te devo satisfações nenhuma, e não me chame de “você”, garoto. Eu ainda sou o seu chefe.
– Então me diz o que tá acontecendo! Quando eu te conheci você me deixou ficar na sua casa mesmo não sabendo quem eu era, agora sequer fala comigo aqui dentro. Por quê?!
– Você mesmo se respondeu, naquela época eu não sabia quem era você. É só isso que quer saber?
– M-Mas o que eu fiz pra você me odiar tanto? Eu sou um amor de pessoa.
– Não te interessa.
– É claro que interessa! Já tem gente me odiando demais nesse mundo, mas pelo menos eles têm motivos.
– Ah, eu imagino que sim.
– Só custa me dizer o porquê? Porque você pode até me odiar, mas pel–
– Olha aqui! – Naquela época eu já não tinha muita paciência, então eu simplesmente te empurrei contra a parede e fiz você levantar do chão pela camisa. – Eu já te disse, eu odeio pessoas que mentem quem são ou o que fazem!
– M-Mas do que voc–
– Na época do Vergo eu não podia fazer nada, mas agora como Vice-Diretor eu posso ferrar com a sua vida, basta eu só ter uma prova contra você.
– Que prova? Contra mim o quê?!
– Prova que você é subordinado do Joker, no submundo!
– Ah, eu sou.
– E por mais que você negue e continue escondendo de mim, eu vou dar um jeito de te caçar e descobrir toda a verdade.
– Mas eu já disse que eu sou.
– E quando eu descobrir isso, eu juro que eu vou o quê?
– Ahn?
– O que você disse?
– Eu disse que eu sou subordinado do Joker.
– …
– Na verdade eu sou o Jack, eu meio que preciso pegar as informações secretas da Yard e passar pra ele.
– …
– Ah, e também eu sou padrinho de casamento dele.
– Isso... é sério?
– Quer dizer, o casamento agora tá meio desmoronado, mas–
– V-V-Você tá admitindo pra mim?! – E nessa hora eu levei um susto, eu não esperava por isso, tanto é que eu continuei te prensando na parede e te balançando pela roupa. – V-Você tá admitindo que é subordinado ao Joker... na minha cara?!
– E padrinho.
– Isso é impossível... não pode ser real.
Eu jamais iria imaginar o quão fácil era tirar as coisas de você, então eu me afastei e comecei a ficar andando pela sala, pensando o que eu ia fazer com aquela informação. Você parecia achar tudo muito normal demais, como se não fosse nada.
– O que houve?
– Como assim “o que houve”? – E eu ficava irritado. – Você acabou de admitir que é do submundo!
– Ahn, mas você não tinha perguntado?
– Sim, mas geralmente as pessoas mentem nesse caso!
– Ah desculpa... eu tava brincando, eu não sou nada, não.
– Agora também já era, né.
– Mas espera aí. – E você veio até mim, segurando no meu braço. – Era só esse o problema? Era só por isso que você não falava comigo?
– “SÓ”? Ser do submundo é pior crime que existe dentro da Yard!
– Sério? Poxa, eu deveria ter mentido então.
– Garoto, você... você tá falando sério mesmo?
– Sobre se eu deveria ter mentido pra você? Ah não, foi brincadeira, eu nunca escolheria mentir pra você, eu sou bem sincero.
– Sobre ser do submundo...
– Isso sim, isso é verdade.
– E admite isso tão fácil assim?
– Claro que não. Eu digo isso pra você porque eu gosto de você, mas eu nunca contaria pra outra pessoa, eu não sou idiota.
– Ahn...
– Aliás, como você descobriu? Eu me acho tão discreto.
– Isso não importa! V-Você sabe que eu meio que preciso te prender agora, né?
– Prender?
– Lógico!
– Ah, Kaidou... para. – E você veio mais ainda na minha direção, eu até recuei um pouco e fiquei encostado na mesa da sala, mas você simplesmente ignorou e ficou de frente pra mim, segurando a mesa e me deixando preso entre os seus braços. – É sério que você ainda acha isso?
– A-Achar o quê? – E eu só consegui ficar te olhando, você era um pouco mais baixo que eu e tentava me encarar o mais de perto possível, nem deixava eu sair dali. Era difícil ficar concentrado.
– Que precisa me prender só por eu ter dito um detalhe bobo.
– Mas...
– Não precisa ficar assim. – Depois, você subiu uma das suas mãos até o meu peito e pegou minha gravata pra ficar puxando. – Eu não vou fazer nada pra te prejudicar aqui dentro.
– E como eu posso ter certeza disso?
– Confia em mim, ou pelo menos acredita em mim e me dá uma chance. Eu posso até mentir pros outros, mas... – Primeiro você olhou pra baixo, de novo endireitando a minha gravata, pra depois depois voltar a olhar nos meus olhos. – Eu jamais mentiria pra você.
– Por que logo eu?
– Porque desde aquele dia, eu percebi que você foi a primeira pessoa que eu gostei de verdade.
Eu fiquei sem dizer nada, você era a pessoa mais difícil de entender que eu já tinha conhecido e eu tentava entender os seus propósitos, mas só acabei voltando à realidade quando eu percebi que você havia colocado a mão debaixo da mesa e tirado de lá algum objeto estranho.
– O que é isso?
– Um gravador, eu coloquei aqui na sala de reuniões pra depois mostrar a conversa pro Joker, se for alguma coisa interessante.
– Grampear lugares é ilegal.
– Eu sei. – E depois você esmagou aquilo com as mãos e o quebrou. – Não se preocupa, eu nunca mostrei nada demais.
– Tem em outros lugares?
– Não.
– Câmeras?
– Nada.
– Como eu posso ter certeza disso?
– Vem na minha casa hoje à noite, eu moro sozinho.
– Vai me mostrar alguma coisa?
– Todos os arquivos que eu tiver lá em casa relacionados ao submundo, sem exceção.
– Por quê?
– Você não vai acreditar se eu disser que é só porque eu gosto de você?
– Não acho que seja um motivo forte o suficiente
– Então só veja isso como uma retribuição por ter salvo a minha vida há dois anos. – Você se afastou de mim e eu voltei a conseguir respirar normalmente, restabelecendo a consciência que eu tinha perdido por alguns segundos. Depois, somente saiu da sala. – Vamos depois do trabalho no meu carro, tá bom? Não se esquece.
Fim do Flashback.
– E eu fui à sua casa junto contigo aquele dia. – Kaidou comentou, após o término da história.
– E você notou o quão legal eu sou.
– Foi a pior noite da minha vida, urgh. Eu me arrependi amargamente de ter ido.
– Ah, para. Você também reclama de tudo!
– Eu achei que você tinha me convidado pra sua casa pra me matar, e eu de fato preferia que você tivesse feito isso.
– Que mania de ficar achando que eu vou matar você...
– De qualquer maneira, aquela sim foi uma noite que eu me arrependo de ter tido. Eu não fazia ideia de como a minha vida era boa antes de conhecer aquela mulher.
– Você deixou de lado totalmente a minha boa vontade e só focou naquela mulher, sendo que eu nem queria que vocês se conhecessem, você pegou o nome e o endereço dela e foi até ela sem que eu notasse.
– Que mentira! Você praticamente me induziu a pegar o nome e o endereço dela.
– Pff, fiz nada disso.
– Fez sim, dá pra ver nesses seus olhos azuis falsos.
– Então olha pra mim. – Drake puxa a cabeça de Kaidou pela nuca e o obriga a encará-lo de perto, fazendo até mesmo seus narizes se tocarem. – Eu nunca tive a intenção de fazer você passar a mesma coisa que eu com aquela mulher.
– Foi só por isso que eu fiquei do seu lado.
– Eu nunca quis que você ficasse do meu lado sendo pressionado, eu queria que você ficasse do meu lado por escolha.
– Eu não estaria tanto tempo com você se não fosse por escolha.
– Então... – Em seguida, o ruivo consegue aproximar ainda mais seu rosto, fechando seus olhos e puxando a nuca do outro. Kaidou fica imóvel, somente sendo guiado por suas mãos e ouvindo sua voz. – Isso só significa que você gosta de mim tanto quanto eu gosto de você.
Kaidou apoiou suas mãos na grama do cemitério enquanto seus longos cabelos praticamente voavam com os ventos matutinos, mas sua face, esta acabou sendo puxada e levada na direção do rosto do outro, até que ambos os seus lábios se cruzaram em um beijo não muito rápido.
– Eu odeio isso. – Kaidou diz após se afastarem, ajeitando os cabelos alaranjados do outro levemente.
– Odeia o quê?
– Gostar tanto de você mesmo depois de tudo o que você fez.
– Eu nunca fiz nada contra você.
– Sim, você fez.
– Não foi pra te ferir...
– Não importa, você podia ter evitado e você sabe disso.
– Não fica pensando nisso agora, vai. Pensa no presente, nós dois morando juntos por um objetivo em comum.
– Objetivo que eu nem tenho certeza se você quer ou não concluir.
– Não importa o que eu quero! O que importa é que eu te prometi e eu vou sim, acabar com o Doflamingo e trazer o Law de volta.
(…)
Já um pouco mais tarde, na Central de Policia Metropolitana Scotland Yard, Luffy estava em sua sala junto com seus dois amigos Nami e Zoro, e também um terceiro, George Noah, um agente alto loiro de olhos azuis, preparando-se para mais um dia de trabalho.
Na sala de reuniões, os quatro discutiam o que iriam fazer em sua próxima missão. O luto pela morte recente de Law já havia cessado, e apesar do garoto ainda não ter se conformado totalmente, precisava seguir com sua vida de uma forma ou de outra.
– Então, todos entenderam o plano? – Zoro os explicou tudo o que tinham que fazer.
– Sim. – Apenas Luffy responde, os outros dois estavam distraídos.
– É sério que ele fala ao ser apertado?! – George pergunta à ruiva, com os olhos brilhantes de empolgação.
– Aham! Olha só. – Nami estava com um pequeno pato de borracha em suas mãos, o qual havia comprado mais cedo e no momento brincava com o loiro. Ela também apertou a barriga do brinquedo, que logo soltou um som.
“Quack!”
– Waaaaah! – Mas o pato de brinquedo fez um barulho tão alto que além de assustar George, fez o pobre agente cair da cadeira, de costas no chão. – Ai, ai...
– Ele caiu de novo... – Luffy e Zoro resmungam. – É a quinta vez hoje...
– V-Você tá bem?! – Nami o ajuda a levantar.
– Aham, obrigado. – E ele logo volta a se levantar e a se sentar na cadeira. – Não dá mesmo pra evitar, eu sempre fui meio distraído.
– “Meio”? – Os três indagam juntos.
– De qualquer maneira hoje eu ganhei um cupom de desconto numa pizzaria. – Nami exclama, balançando os cupons em suas mãos. – Que tal nós quatro irmos juntos depois da Yard?
– Ótima ideia. – Zoro fala. – Isso vai ajudar o Luffy a se distrair, eu percebi que ele anda meio tristinho atualmente.
– Não é nada disso, eu não tô triste. – O garoto do chapéu de palha faz biquinho. – É que... eu sonhei com ele de novo, só isso...
– Ah. – Roronoa se sente mal em ter tocado no assunto.
– Não fica assim, Luffy. – Mas Nami vai afagá-lo. – Vai com a gente hoje sim, você tá precisando mesmo sair mais.
– Eu sei, eu vou sim, obrigado.
– Ahn, gente. – George os chama, coçando sua cabeça. – Obrigado pelo convite, mas eu não gosto muito de pizza.
– Que ser humano no mundo não gosta de pizza?! – Nami e Luffy indagam.
– Eu. Ah, mas não se preocupem! Vocês três são mais amigos mesmo, nem vão notar minha falta.
*Toc toc*
– Com licença. – Até que a conversa dos quatro é interrompida quando uma mulher alta e morena bate à porta, entrando. – Oi, pessoal! Luffy.
– Oi, Hancock! – Os três respondem entusiasmados.
– Oi. – Mas Luffy responde seco por ela ser a advogada particular da pessoa que mais odiava ali, Drake.
– George. – A morena olha para ele. – O Chefe-Diretor quer falar com você em particular.
– Tsc, o que ele quer agora?
– Não sei, vá lá e descubra.
Hancock então sai da sala e George o acompanha, depois de receber olhares desconfiados de seus amigos que se perguntavam o que Drake iria querer consigo. O loiro então entra na sala do ruivo, fechando a porta. Diez estava com os pés em cima da mesa e braços na cabeça, relaxado.
– E aí! – Drake exclama ao vê-lo. – Senta aí, mas cuidado pra não cair.
– O que é que você quer?
– Que isso, abaixa a guarda, eu não quero nada demais.
– Tsc, eu não suporto quando você me chama aqui. Fala logo o que você quer, Drake!
– Nada específico, só queria que você me contasse como estão as coisas com o Luffy. – Ele se endireita na cadeira, voltando a sentar normalmente.
– Estão ótimas. É só isso?
– Vai, me conta mais. – Apoia as mãos na mesa e curva o corpo, querendo ficar mais próximo do loiro, que estava sentado à sua frente. – Hoje eu tô de bom humor, visitei o túmulo daquele garoto ingrato. O Luffy ainda não superou a “morte” dele, né?
– É difícil superar, só se passaram seis meses.
– E como é pra você estar na equipe do namoradinho do Law? Viraram amiguinhos agora, é?
– O Luffy é uma ótima pessoa, muito diferente de você. Vai logo direto ao ponto!
– Como eu disse, hoje eu estou de bom humor. Eu vou dar uma ligada pro Law daqui há pouco, fazer uma chamada em vídeo. Faz tempo que eu não falo com ele.
– …
– Que foi, ficou sentido? Quer dar uma palavrinha com ele também?
– Você sabe que eu não posso...
– Então só me conta como o Luffy tá, ele com certeza vai perguntar e eu nem sei direito como aquele garoto anda ultimamente.
– O Luffy disse que sonhou com o Law hoje, fora isso tá tudo normal.
– Que coisa, hein, mesmo depois de morto os dois não se desgrudam. Que chato...
– Não importa o que você diga, eu tenho certeza que o Luffy algum dia vai descobrir que ele tá vivo e você vai direto pra prisão, que é o seu lugar!
– Hm, que medo. – Drake fala calmamente, mas em seguida bate as mãos na mesa e aproxima seu rosto na direção do outro. – Mas e aí, quem é que vai me colocar na prisão? Você?
– Se for possível.
– Pff, não me faça rir, eu só te coloquei ao lado do Luffy pra você saber com quem o Law tem andado ultimamente. Além disso, você ajuda a tirar ele do meu pé, obrigado.
– Eu não te ajudo.
– Indiretamente ajuda sim. Ah, e quanto ao Luffy descobrir que o Law está vivo...
– O quê?
– Nada não, eu só não acho que ele vá descobrir a tempo.
– Do que você tá falando agora?
– Gato. – Se aproxima ainda mais, falando até mais baixo. – Você acha mesmo que esse garoto vai ficar vivo por muito tempo?
– … – O que faz o outro hesitar por um tempo, mas logo volta a falar em um tom de raiva. – Que merda você pretende fazer agora? Deixa o Law em paz!
– Eu tô deixando, eu tô deixando, relaxa. – Drake volta a se sentar direito na cadeira, se afastando do outro. – Só que a presença dele me irrita, sabe? É angustiante visitar o túmulo dele e saber que ele não tá lá.
– Cala a boca, eu sei muito bem que você não pode fazer nada! Você não pode correr o risco nem de ir contra o Kaidou, nem de ir contra o m... contra o Joker.
– O Kaidou não me preocupa mais, e quanto ao Joker... bom, é só eu fazê-lo se tocar que o Law não é um bom marido.
– Tsc, desgraçado! – George fica com raiva e se levanta, puxando o outro pela roupa. – Eu já te disse e vou repetir quantas vezes forem necessárias, FICA LONGE DELE!
Em seguida, o loiro empurra Drake, fazendo-o se sentar na cadeira e andar com ela para trás.
– Se não o quê? – Mas ele nem se importa. – O que você pensa que pode fazer pra me impedir?
– Eu...
– Licença! – Kaidou entra na sala, interrompendo ambos. – Dá pra escutar os gritos de vocês lá de fora.
– Kaidou, meu amor! – Drake exclama. – Foi mal por isso, acho que o George anda meio estressado.
– Tsc. – O loiro resmunga, o encarando com raiva. – Bom, vocês devem estar querendo falar com o Law, eu vou embora agora.
(...)
Agora vamos viajar até outra parte do mundo, bem longe da Inglaterra. Havia uma ilha onde as pessoas poderiam sair quando quisessem, porém, só poderiam ir até ela em somente um dia específico no ano. Aquela era a ilha onde o castelo do submundo tinha sido construído, e também atual lar de Law, Doflamingo e Penguin.
Era um palácio bem grande, sendo que Joker tinha seu próprio escritório e um quarto no último andar, ambos bem extensos. Law, apesar de possuir uma sala própria no andar debaixo, dividia a cama com seu marido; e Penguin apenas tinha um quarto pra ele e nada mais. Costumava ficar espalhado pelo castelo ou pelo próprio reino.
– Tem certeza que não quer ir comigo?
– Eu já disse, eu tô cheio de trabalho pra fazer.
No momento, Penguin e Law estavam caminhando juntos pelos corredores do castelo. Corazón, como assim agora é chamado, andava com um manto de couro estampado com o símbolo do submundo e uma aliança no dedo, além de sempre estar armado.
– Por favor!
– Não.
– Por favor, por favor, por favooo–
– Penguin!
– Oi.
– Eu não vou.
Penguin estava querendo convencer Law de ir à uma festa com ele, mas o moreno recusava impacientemente, andando até seu quarto.
– Mas por quê? – E o ruivo não se conformava.
– Porque eu não suporto festas e já preciso aturar a merda do Doflamingo toda noite, então não enche o meu saco.
– Mas é por isso mesmo! Se você aceitar vir comigo você não vai precisar dormir com ele hoje, não é uma coisa boa?
– Não se for pra virar a noite estando com você.
– Mas–
– ARGH, QUE SACO! – Law se irrita e rapidamente empurra o outro contra parede, forçando o braço contra sua garganta e pegando uma arma, apontando diretamente para o queixo do ruivo. – Eu sei que fui eu quem te puis aqui, mas se você me irritar eu juro que acabo com você rapidinho!
– Ca-Ca-Calma aí! Haha… hahaha, n-nós não precisamos tomar medidas perigosas, não é mesmo? E-Eu só estava… brincan–
– CALA BOCA, PORRA!
– Irh!
– Não me faz ficar estressado contigo, Penguin! – Law larga o ruivo e coloca a arma em sua calça, voltando a andar sem nem ao menos olhar pra ele.
– P-Pera aí, eu ainda preciso ir contigo até o seu quarto!
O pobre amigo de cabelos laranjas foi seguindo Law silenciosamente e um pouco atrás dele, até ambos chegarem ao quarto o qual dividia com Doflamingo. Chegando lá, Trafalgar logo foi para seu computador, acompanhado de Penguin, e ao ligar se deparou com uma ligação via Oneskype de Drake.
– Aquele idiota já tá me ligando, tsc.
– Ele é rápido.
– Oi. – Law atende a ligação por webcam com uma face emburrada e Penguin estava ao seu lado, acenando alegremente.
“Oiiie!” – Kaidou também estava do outro lado da linha, ao lado do ruivo.
“E aí.” – Drake também o cumprimenta. – “Como é que vocês dois estão?”
– Eu tô ótimo! – Penguin exclama. – Aqui é maravilhoso, tem várias festas, eu moro num palácio e ainda posso ver o pessoal do submundo trabalhando.
“Que bom pra você.”
– Eu detesto esse lugar. – Law também responde, porém, impacientemente. – Parece que eu já tô aqui há séculos.
“Se ainda não se acostumou é melhor ir se acostumando logo porque essa vai ser a sua vida pra sempre.”
“Não fala isso pra ele, você também não ajuda!” – Kaidou briga com o outro.
“Só estou sendo realista, ué. É a verdade.”
– Insuportável como sempre… – Law resmunga.
– Eu gosto daqui. – Penguin refuta. – Acho que o Law-nii só não gosta porque ele sente saudades do engravatado.
“Oh, é por isso?”
– Claro que não, Penguin! – Corazón briga com ele. – Eu odeio aqui por causa do Doflamingo, se o Luffy viesse pra cá eu iria odiar igualmente.
– Mas você sente falta dele, né? – Penguin continua insistindo.
– É claro que eu sinto, mas…
“Não fica assim!” – Kaidou os interrompe. – “Eu sei que deve ser horrível se fingir de morto pra pessoa que você ama, mas é só ter esperanças de que a vida irá mudar que ela muda.”
“Para de dar falsas esperanças pra ele, Kaidou.” – Drake fala. – “Ele tem que aceitar que a vida dele pertence ao Doflamingo e acabou, não tem que reclamar de nada.”
“Law, não dê ouvidos pra ele, ele é um escroto.”
– Disso eu já sei. Eu preciso dar um jeito de matar o Doflamingo e ir embora daqui.
“Ah, tá planejando um assassinato? Que interessante… o Joker vai adorar saber.”
“N-Não faça isso, Law!” – Kaidou o impede. – “Assassinato nunca é a solução, precisamos dar um jeito nisso com a justiça!”
“Relaxa, Kaidou, ele não vai matar ninguém.” – O ruivo intervém. – “Ele não é homem suficiente pra isso.”
– Law-nii, eu preciso concordar com o líder dos engravatados. – Penguin diz. – Matar o Joker iria fazer muitas pessoas irem atrás de você e com a queda do submundo o mundo ia desandar.
– Tá, tá, que seja! – Law perde a paciência. – Pra que você disse que ia me ligar? Fala logo, eu não tô afim de ficar te ouvindo o dia todo!
“Nada específico, eu só estava com saudades.” – Drake explica. – “Eu quero ver se consigo ir aí te visitar daqui há uns meses.”
– Eu não quero te ver.
“Que triste ouvir isso, eu gosto tanto de você.”
– Hm.
“A propósito, eu soube que o Luffy sonhou contigo hoje.”
Foi só dizer isto que a face de Law mudou. Ao invés de irritado como antes estava, agora ele sentira um impacto forte em seu peito e se acalmou.
– Sério..?
“Sim, ele ainda não se conformou nem um pouco com a sua morte. É um bom garoto.”
– Eu... também sonhei com ele hoje. – Disse, com um mar melancólico. – Tem certeza que vocês dois não podem contar só pra ele que eu tô vivo?
“É melhor que ele não saiba.”
“Se o Luffy souber ele vai se sentir culpado e vai fazer de tudo pra encontrar o castelo do submundo e ir te ver, isso pode ser perigoso pra ele.” – Kaidou explica. – “Por mais que seja difícil é melhor que ele fique longe desse assunto.”
– Vocês acham..?
– Oi. – Antes de continuarem a conversa via Oneskype, Doflamingo entrou no quarto, vestindo uma camisa branca e short estampado, além de seus pesados óculos, como era de costume, e uma face séria.
“O Joker chegou.” – Drake diz a Kaidou, que rapidamente vai para outro canto da sala em silêncio, a fim de não ser notado por Doflamingo.
– Vocês três estão em uma conversa por vídeo? – O loiro pergunta ao olhar para a tela do computador, estranhando. – Falando sobre o quê?
– Sobre nada que te interesse. – Law responde.
“E aí, Joker!” – Drake o cumprimenta. – “Como vão as coisas? Eu só liguei pra saber se tava tudo bem.”
– Não aconteceu nada de novo pra você querer saber, e se eu tiver alguma coisa pra te contar pode deixar que eu mesmo te ligo.
“Ok...”
– Agora encerrem a conversa e Penguin, sai do meu quarto, eu quero ficar sozinho com o Law.
– Não me deixa aqui... – Law fala olhando para Drake pela câmera, odiando a situação.
“Foi mal, mas essa é a vida que você escolheu.” – Mas o ruivo simplesmente encerra a chamada.
– Penguin... – O que faz Trafalgar olhar piedosamente para o outro ruivo à sua frente.
– Desculpa, Law-nii. – Mas ele se levanta, indo embora do local.
– Para de show, garoto. – Doflamingo apenas coloca uma de suas mãos em cima da cabeça de Law, bagunçando levemente seus cabelos. – Não é o fim do mundo ter uma conversa particular comigo.
– É que eu já sei até o que você vai falar.
– Que bom que você sabe, me poupa de mais trabalho.
Doflamingo segura a mão de Law e vai andando consigo até a cama. Deita-se nela com as costas apoiadas na cabeceira e coloca o mais jovem sentado em cima de seu quadril, de pernas abertas, de frente para si, apoiando suas mãos nas coxas do outro. Law estava com os olhos caídos, impaciente.
– É desse jeito que quer conversar..?
– Prefere de outro? – O loiro resolve se virar na cama, deixando Trafalgar deitado e ficando por cima dele, com um sorriso malicioso, também segurando seus braços para não sair dali. – Eu posso fazer isso de várias formas...
– Só fala logo o que você quer. – Vira o rosto.
– Hm, pra quê tanta pressa? – Ele abaixa sua face, indo até o encontro da orelha de Law, dando pequenos beijos e deixando que sua respiração quente batesse contra a pele do outro, que fechava os olhos e tentava não ficar arrepiado. – Eu só quero que você me diga algumas coisinhas.
– Arh... para...
– Eu acho que você não anda fazendo um trabalho como Corazón tão bom quanto deveria, Law. – Prossegue, dando mais pequenas mordidas e puxando o lóbulo da orelha do outro com os dentes, sussurrando em seu ouvido.
– S-Sério, para... – Ele apenas fechava os olhos em retribuição.
– Ser o Corazón não é somente liderar o submundo comigo, sabia? – Doflamingo eleva uma de suas mãos até a coxa do outro, fazendo com que Law abrace as costas dele com sua perna. – Você também me deve respeito e precisa falar comigo direitinho, entendeu?
– Eu não... g-gosto de você.
– Eu não quero saber. – E depois, com a mesma mão, vai até o peito do moreno por debaixo de seu manto, em busca de seus mamilos, apertando-os. – Eu achei que você já tivesse aprendido a lição quando eu precisei sacrificar o meu irmãozinho tolo.
– Argh, não fala... do Cora-san...
– Você ainda sente falta dele, huh? – Doflamingo continua dando beijos pela orelha de Law, descendo com seus lábios até a nuca e o deixando visivelmente arrepiado. – Eu já te deixei livre por tanto tempo... você anda muito ingrato pra quem aceitou casar comigo por vontade própria.
– E-Eu tinha só quinze anos! Nem sabia direito o que era... a droga de um casamento.
– Isso não é desculpa! Você já teve muito tempo pra se acostumar, garoto.
Doflamingo fica mais enfurecido e vira o corpo de Law, fazendo-o deitar de costas. Puxa seus cabelos com força, o obrigando até a abrir a boca, edá algumas mordidas bem fortes em sua nuca afim de deixar marcas. O loiro também segura sua calça jeans, abaixando-a um pouco junto com a cueca e revelando parte de sua bunda.
– Aargh, para! – Fazendo Law gritar e se contorcer. – O que você pensa... que vai fazer?
– Nada que eu já não tenha feito antes. – Doflamingo coloca dois dedos dentro da boca do outro, brincando com sua língua e o obrigando a chupá-los. – Você tem sido um garotinho muito desobediente, e isso não é de agora. Quando isso vai acabar?
– V-Vai... à merda...
– Se bem que esse é um dos seus charmes, fufufu.
Law tremia seu corpo, agarrando os lençóis da cama para conter a voz elevada. O outro apenas lançou mais um de seus sorrisos sádicos e terminou de abaixar as calças do moreno, tirando também as suas. Ao ficar despido, encaixou seu membro já semi-enrijecido entre os quadris de Law, roçando e fazendo movimentos de vai-e-vem, mas sem envolver penetração.
– Aahnm... – O que obrigou Law a soltar um fraco, porém duradouro gemido, tentando fechar os olhos com esperanças de tudo acabar logo.
– O que foi, Law? – E o loiro volta a deitar sobre seu corpo, sussurrando em seus ouvidos e continuando a encoxá-lo até ficar ainda mais excitado. – Gosta de ser tocado assim pelos outros, mas não quando é comigo?
– Não, é que... eu... – Tentava falar, mas não conseguia. – Aahnm...
– Eu espero que um dia você aprenda a sua lição.
Joker dá mais mordidas na nuca do outro, abaixando até suas costas e dando chupões por onde passava com os lábios, até chegar aos quadris de Law, que apenas fechava os olhos e tentava conter os gemidos, cada vez arranhando os lençóis e os puxando com mais força.
Até que acabou sentindo a língua gélida de Doflamingo invadindo sua entrada, dando lambidas e cuspindo para deixá-lo lubrificado. O moreno se contorceu, mas não aguentou quando sentiu a língua do outro o penetrando e deixou escapar um longo gemido.
– Aaaaaahnm... – Logo, seu corpo acabou ficando mais relaxado sem que percebesse. Doflamingo conitnuou o lambendo e até mesmo enfiou levemente dois dedos, até notar que já estava lubrificado o suficiente.
Em seguida, voltou a subir seu corpo para dar mais mordidas na nuca do outro, posicionando com as mãos o membro já rígido dentro do corpo de Law, entrando devagar. Doflamingo não deixava escapar seu sorriso sádico, ainda que o outro não pudesse ver. Trafalgar apenas tentou relaxar o máximo que conseguia.
– Fufufu, você fica tão bonitinho quando fica vulnerável.
– Aahn, vai... à merda... Doflamingo...
– Mas não aprende mesmo a lição, hein. – O loiro segura o quadril de Law, o obrigando a ficar mais empinado, também forçando sua cabeça para baixo, até deixar suas costas bem curvadas. – Ainda não aprendeu qual é a sua função aqui, garoto?
Antes q ue pudesse responder, Doflamingo começou a inciar os movimentos de estocada, já com uma boa velocidade. Trafalgar não aguentou, suas pernas já estavam completamente ajoealhadas e tudo o que ele poderia fazer àquele momento era soltar altos gemidos.
– Aaahnm..! – Com os olhos fechados e lacrimejantes, não conseguia fechar a boca e até mesmo salivava. – Aaahn, vai... com calma...
– Com calma? Fufufu! – Mas o loiro continuava a adorar a situação e cada vez pegava mais impulso com a cintura, voltando a enfiar seu membro até o final com a maior intensidade que conseguia, tudo para fazer o garoto gritar mais e mais.
– Aahn.... maldi.. to..!
– Diz, Law, diz! – E continuava com movimento cada vez mais intensos e fortes, sentindo todo o corpo interno do outro. – Diz que vai ser só meu pro resto da vida, do mesmo jeitinho que era com quinze anos, diz!
– Eu nunca... nunca vou dizer... aaaahnm!
– Não vai dizer? Tem certeza? – Cada vez as estocadas iam ganhando impulso e o loiro já havia conseguido tudo o que queria: fazer Law gritar, tendo que forçar o rosto contra o travesseiro para tapar a voz. – Eu posso continuar assim a tarde inteira, hein!
– Aahn, eu... odeio você...
– Então pelo jeito vai precisar ser da maneira divertida.
Doflamingo voltou a virar o corpo de Law, deixando-o deitado de frente dessa vez. O moreno tapava a boca com as mãos, mas era obrigado a assistir o outro lançando seu sorriso de extrema malícia. Donquixote apenas terminou de abaixar a calça do outro assim como a sua, lançado-as para algum canto do quarto.
Em seguida, pegou uma das pernas do moreno e a subiu até que o pé dele encontrasse seu ombro, ficando em uma posição com formato de L, para depois voltar a posicionar seu membro dentro de sua entrada, dessa vez o penetrando mais rápido ainda.
– Aaaaaahnmm...! – A penetração agora estava mais forte e ia mais profunda. O corpo todo do garoto tremia por dentro e seu coração palpitava, mas tentava tapar sua boca mesmo assim.
– Fufufu, te ver de frente é muito melhor. – Doflamingo segurava em sua coxa para conseguir apoio, adentrando-o mais profundamente. – Mas não precisa conter seus gritos, Law. – Mas ao se posicionar direito, retirou as mãos do outro da frente da boca, afastando seus braços. – Pode gritar o quanto quiser!
– Aaaahn, aahnm...!
– Isso tudo é pra você aprender! – Fazia movimentos mais rígidos e intensos, cada vez mais. – Fala, Law, fala que vai ficar comigo pra sempre, vai parar de olhar pros outros e só vai pensar em mim!
– V-Você... aahnm, eu nunca... faria isso! Não importa o que você... faça comigo...
– Fufufu, como você é insistente.
– Me mata, me fode, faz o que quiser comigo, mas eu nunca... eu nunca vou te dar o gostinho de ser o meu dono! Eu nunca... vou ser submisso a você.
– Fufufu... mas que garotinho teimoso. Tudo bem, se é assim que você quer...
Doflamingo continuou adentrando o corpo de Law o mais forte que conseguia, até mesmo chegando a fazer o moreno perder a voz de tanto soltar gemidos contínuos. Ignorando completamente os olhos chorosos do outro, o loiro apenas ria de sua face e continuava a dar estocadas violentas.
Joker também pressionou uma de suas mãos contra o pescoço do outro, tirando seu ar enquanto o penetrava com mais intensidade ainda. Law tentava gritar, mas era difícil, então apenas segurava arranhando o braço que arrancava seu oxigênio, tentando se soltar, sem êxito.
Depois de já estar satisfeito o suficiente, o loiro retirou seu membro de dentro dele, sem nem ao menos avisar, e puxou seus cabelos com força, até levar os lábios de Law em direção à sua genitália, obrigando-o a colocar tudo na boca de uma vez só, forçando sua nuca e rosto para engoli-lo por completo.
Trafalgar engasgou um pouco no começo, mas apoiou suas mãos nas pernas de Joker e deixou que fosse guiado pelas mãos dele, que ainda continuavam segurando seus cabelos. Doflamingo olhou para cima, soltando também alguns gemidos.
– Aahh..! – Gemia, até sentir que estava já próximo a gozar. Tudo o que fez depois foi afastar o rosto de Law, sendo ligado ainda por um fio de saliva, para em seguida ejacular em sua face, próximo a seus lábios.
– Arrh... – Trafalgar se afastou, tossindo um pouco e limpando seu rosto com a mão, deitando na cama em seguida.
– Fufufu, lindo como sempre. – Após, Donquixote apenas andou calmamente em direção às suas calças, vestindo-as e também jogando as de Law em cima dele. – Algum dia você vai aprender a me dar valor, garoto.
– Isso nunca... vai acontecer...
– É o que veremos.
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