Policial Sujo

18 Bônus: Problemas no FBI


Notas iniciais
PERDÃO PELO NÚMERO DE PALAVRAS! T_T

Uma bela manhã de primavera em um lugar enorme, com o chão repleto da grama mais verde, árvores de altura considerável, assim como um pequeno rio cheio de pedras a sua volta, com a água mais limpa da região. Junto a todo verde, ao longe, havia uma pequena casa, onde era a residência de um jovem chamado Eustass Kid.

E este jovem, de onze anos, estava brincando com seu mais novo amigo, Kira, de doze, ao mesmo tempo em que seu outro amigo de nove anos, Trafalgar Law, estava encostado numa árvore, escondendo-se do sol e dos outros garotos, lendo um livro qualquer. Uma manhã extremamente calma.

─ Então, é assim que destroçamos um cadáver! ─ Afirma o loiro, com uma faca na mão, abrindo um corpo de humano que ele mesmo havia matado.

─ I-Isso é meio nojento... ─ Repudia o ruivo. ─ E fede bastante também...

─ Kid, você não pode ter nojo de humanos. Por dentro você também é assim, sabia?

─ Eu sei, mas eu prefiro─

─ TRAFALGAR LAW, APAREÇA A-GO-RA ANTES QUE EU TE MATE POR PENSAMENTO!!

A tranquila e pacífica manhã fora interrompida pela presença de alguém, aos gritos. Um ruivo, alto, extremamente forte e furioso apareceu, pisando no chão com passos largos, destrutivos e raiva em seus olhos vermelhos, carregando somente uma faca. Estava com tanta pressa que nem notou a presença de Kid e Kira, somente foi ao encontro de Law.

─ Caralho, fudeu. ─ Afirma Kira, observando o ruivo maior.

─ O que houve? ─ Kid desespera-se. ─ Q-Quem é esse cara e por que ele disse que mataria o Law?!

─ E-Eu não sei, mas pro tio John ter chamado o Law pelo nome completo e me ignorar completamente, ele deve estar muito puto!

─ Tio John?

─ Kid, você gosta do Law, certo?

─ S-Sim...

─ Sinto-lhe dizer, mas ele não tem muito tempo de vida.

─ MAS QUE MERDA É ESSA? ─ Adams finalmente chega até Law e tira o livro de sua frente, obrigando o garoto sentado a olhar bem para seus olhos destrutivos.

─ T-T-T-Tio A-Adams... ─ Ficou morrendo de medo. ─ O-O q-que houve..?

─ COMO ASSIM O QUE HOUVE? ─ O ruivo, mas zangado do que nunca, pegou o garoto pela camisa e o levantou. ─ QUE MERDA DE HISTÓRIA É ESSA DE VOCÊ TER MATADO O SEU PAI? Pirou? Bebeu? Puberdade? Hormônios? Desobediência infantil? Ele não comprou seus brinquedos?!

─ D-D-Desculpa... e-eu... e-ele me perdeu numa aposta...

─ EI, VOCÊ! ─ Eustass Kid chega por trás de Adams, o obrigando a olhar para si.

─ Hã, quem diabos é você?

─ Larga o Law, agora!

─ Garoto, você quer morrer? Você sabe quem eu sou? Eu sou John Adams!

─ Tô nem aí pra quem você é, SÓ LARGA O LAW!

─ COMO É QUE É?

─ E-Ei, Kid... ─ Dessa vez é Kira quem chega, tentando impedir o amigo ruivo. ─ N-Não contrarie o tio John...

Contudo, assim que o pequeno garoto loiro surge, Adams muda completamente o seu modo de agir. O adulto, que estava com uma raiva latente e olhos queimando de tão vermelhos, agora fica sem saber o que fazer. Seu coração vai se desacelerando, e, finalmente, bota Law no chão.

─ Ai meu Deus... ─ John olhava Kira, surpreso. ─ V-Você... ─ Estava quase chorando. ─ V-Você... ─ Agora lágrimas começaram a sair de seus olhos. ─ E-Eo dem agreditu... ─ Já até falava errado. ─ É b-bozê mesbo... Guiraguira?

─ Ufa, voltou ao normal.

─ BUÁÁ, GUIRAGUIRA..!! ─ Adams pega o garoto no colo, abraçando-o extremamente forte, quase arrancando-lhe o oxigênio e chorando. ─ Eo zenti dando a zua valda!!

─ E-Eu também senti a sua falta, m-mas você pode parar de chorar?

─ E-Eu vou tentar... ─ O ruivo para de chorar, mas ainda estava com o garoto abraçado. ─ Você cresceu tanto, já fazem seis anos que eu não te vejo!

─ Por que você parou de me visitar? Eu achei que você estivesse com raiva de mim.

─ Raiva de você? Nunca, eu não te visitava porque o idiota do seu pai não deixava! E eu nunca pensei que iria te encontrar aqui. Aliás, onde estamos?

─ Ah, nós estamos na casa do Kid, eu acabei ficando amigo deles depois que o Law foi sequestrado, o meu pai não gostou nada de saber que eu salvei ele.

─ Seu pai é um monstro sem coração, eu odeio ele! Como ele pode ficar com raiva de você? Você é a criaturinha mais fofa que eu já conheci, Kirakira! E wow, eu não sabia que você conhecia o Júnior.

─ Tio, eu preciso te confessar uma coisa, eu meio que ajudei na morte do pai do Law. Você tá com raiva de mim?

─ Ajudou na morte? Por que vocês mataram o Hayhay? Que tanta raiva é essa? O que ele fez?!

─ Ah, ele é o Hayhay? Eu não sabia...

─ Hm, se você não sabia então tudo bem, eu te perdoo. Além disso, eu não consigo ficar chateado com você, eu te amo!

Adams, bem mais calmo, começa a brincar com Kira de maneiras totalmente aleatórias, levantando o garoto no alto e olhando para ele, dando beijos em seu rosto e girando por aí, dando voltas e mais voltas no ar, tudo com o loiro rindo feito criança. Ao mesmo tempo, Eustass e Law olhavam para aquela cena sem saber o que fazer.

─ Law, quem é aquela pessoa?

─ Meu tio...

─ Ele tentou te matar e agora tá brincando com o Kira! Aliás, eu nunca vi o Kira sorrir tanto.

─ K-Kid, vamos sair daqui enquanto ele tá distraído, é a nossa única oportunid─

─ ESPEREM AÍ! Vamos conversar.

Impedindo totalmente os dois garotos de fugirem, Adams o obriga a ficarem todos no chão. O adulto estava em pé, olhando para os três garotos sentados um do lado do outro, com o semblante mais sério que conseguia fazer, realizando uma série de perguntas.

─ Primeiro, você! ─ Adams aponta pra Kid. ─ Quem é você?

─ E-Eustass Kid.

─ Eu não perguntei o seu nome, qual é a sua relação com os meus bebês?

─ Ah, o Kira é meu amigo e o Law é a minha futura esposa.

─ Quê? ─ Law pergunta.

─ WOW! ─ Mas Adams fica extramente feliz, com um longo sorriso. ─ SÉRIO?

─ Sim! ─ Kid também fica feliz.

─ AI MEU DEUS! Ai meu Deus, ai meu Deus! É só eu sair da vida do meu bebê por um mês que ele já arruma um namoradinho, ai céus, ele cresceu tanto! EU TÔ TÃO FELIZ!

─ Hahaha, vocês são muito engraçados! ─ Kira começa a rir.

─ E-Eu não tô namorando com ninguém! ─ Law fica com raiva.

─ Nossa, é a primeira vez que alguém apoia o meu relacionamento com o Law. ─ Kid fica surpreso.

─ JÁ SEI! Quando vocês dois crescerem, eu posso emprestar o vestido de casamento que eu usei pra casar com o Hayhay!

─ O mesmo que você usou pra casar com o meu pai? ─ Pergunta Kira.

─ Você casou com o meu pai? ─ Questiona Law.

─ Legal, eu sempre quis ver o Law vestido de noiva! ─ Kid comemora.

(…)

Uma vez que Eustass havia começado a gostar de Adams, e o adulto também queria conhecê-lo, os dois ficaram conversando sobre assuntos aleatórios em um canto, ao mesmo tempo em que Kira e Trafalgar discutiam em outro, afastados dos dois, debaixo de uma árvore qualquer.

─ Law, por que você não gosta do tio John? Ele é a melhor pessoa!

─ Como você consegue gostar do tio Adams? Meu pai, minha mãe e eu odiamos ele!

─ Ele é incrível! Ele me ensinou várias coisas e consegue deixar o meu pai puto com muita facilidade, é muito engraçado! Quando o tio parou de me visitar eu fiquei com muita raiva.

─ É? Bom, ele parou de te ver e ficou indo na minha casa toda hora, era um saco. E ele fica dizendo que engravidou de mim e cantando várias músicas estranhas, é horrível!

─ Hahaha, ele também diz que é a minha mãe! Ele já te pediu em casamento?

─ C-Casamento?!

Enquanto isso, Adams e Kid...

─ Vocês dois formam um casal lindo!! ─ Adams se divertia com o garoto.

─ Verdade? Meu pai diz que eu não posso me casar com o Law...

─ Então mata ele! Pelo visto tá na moda matar o próprio pai.

─ Aliás, se você gosta tanto do Law, por que você não foi salvá-lo?

─ Ah, vários motivos. Ele foi perdido numa aposta legal, não seria justo eu ir sequestrá-lo, além disso eu estava de férias numa praia maravilhosa em Miami. E ele tinha que adquirir responsabilidade! Ele é muito fraquinho ainda.

─ Nossa que motivos ruin─

─ EI, LEÃOZINHO!

─ Leãozinho?

─ Vamos nos conhecer melhor! Vai, me diz, quando você e o meu coraçãozinho começaram a namorar? Vocês já se beijaram? Já fizeram coisas? Ai meu Deus, diz que sim!!

─ Ahn, nós não estamos namorando de verdade... mas eu já beijei ele.

─ SÉRIO? E como foi o beijo?

─ F-Foi só um selinho, na verdade...

─ Ah, só? ─ Desanima.

─ É, o Law é muito inocente ainda...

─ Então vamos dar um jeito nisso!

─ Dar um jeito? Como?

─ VEM COMIGO!

(...)

Deixando os outros dois garotos para trás, Adams colocou Kid em seu carro e os dois foram dirigindo até uma cidade bem próxima, que era onde Law morava atualmente. Chegando no local desejado, os dois ruivos saíram do automóvel e estavam de frente para um grande laboratório, onde já foram entrando como se fossem de casa.

─ Oie! ─ Adams exclama, feliz, indo até o balcão, mas logo muda sua postura. ─ Ué, quem é você?

─ Depende... quem é você? ─ Responde o balconista, um homem de estatura mediana, pele clara e cabelo negro, que não parecia nada feliz em ver os ruivos.

─ Eu estou procurando pelo Barrels e pelo Schadenfreude.

─ Credo, que nomes mais escrotos, não tem ninguém com esse troço aqui, não.

─ Pera aí... você é o Joseph?

─ E se eu for?

─ Ah, você é o filho do Schadenfreude, eu lembro de você! Nossa, como você cresceu.

─ Por que caralhos você ch─

─ AI MEU DEUS! ─ Dá vários gritinhos e gesticula com as mãos. ─ VOCÊ TÁ MUITO CRESCIDINHO, EU TE PEGUEI NO COLO QUANDO VOCÊ ERA UM BEBÊ.

─ Q-Que porra de voz fina é essa?!

─ Você não lembra de mim? Ain, tá certo, você era muito pequetitinho, mas nós dois nos amávamos! Eu te levava pro parquinho e te dava comida na boca, Jhowjhow!!

─ Jhowjhow..? Espera aí, apelidos irritantes, voz fina, ruivo, jeitinho de passiva, só pode ser... VOCÊ É O ADAMS?

─ ISSO!! VOCÊ LEMBROU DE M─

─ SAI DAQUI AGORA, MARICONA! ─ Joseph pega uma vassoura e começa a bater em Adams, aleatoriamente.

─ QUE ISSO. ─ Ele se esquiva dos ataques com a vassoura, andando para trás.

─ XÔ!! ─ O moreno prossegue, tentando bater com a vassoura e obrigando o ruivo a se retirar. ─ VÊ SE TOMA VERGONHA NA CARA E DEIXA A MINHA FAMÍLIA EM PAZ!

─ M-M-Mas o que eu fiz?! ─ Os dois começam uma briga. Joseph tentava bater com a vassoura, Adams se esquivava.

─ NASCEU! ─ Continua com raiva, quebrando os remédios das prateleiras por acidente. ─ Se olha no espelho, porra! Tem quarenta anos na cara e fica com essas viadagens!

─ OLHA AQUI. ─ Adams apenas se esquivava, andando pra trás. ─ Eu fiz dezoito aninhos ontem, não me chama de velho, tá?

─ Dezoito o caralho, MARICONA! ─ Prossegue com a vassoura. ─ Toma vergonha e vai arranjar uma mulher pra casar e ter filhos!

─ Pra sua informação, eu tenho dois filhotinhos maravilhosos! E PARA COM ISSO. ─ Finalmente, Adams segura a vassoura e a quebra no meio. ─ Eu só vim comprar uma coisa!

─ E o que é que tu quer?!

─ GHB.

─ Ah claro, a droga da libertinagem, só podia ser. Pega essa porra e vaza daqui! ─ Joseph dá a droga pro ruivo, que vira as costas e vai embora, e em seguida, vai falar com Kid, que apenas ficara observando a briga dos dois. ─ Tu é filho dele?

─ N-Não...

─ Ótimo, considere-se sortudo, mas pelo visto tu vai ser uma maricona igualzinha! Já não gostei de você.

─ O que é uma maricona?

─ Uma coisa que você vai ser daqui há vinte anos.

─ Você é vidente?

─ Eu s─

─ EI, LEÃOZINHO! ─ Adams grita ao longe. ─ VEM LOGO!

(...)

─ Adams, pra que serve exatamente isso?

─ A GHB é uma droga muito poderosa! Se você botar um pouco na bebida do coração ele vai ficar mais fácil, aí vocês vão poder fazer muitas coisas!

─ Sério? Que tipo de coisas?

─ Leãozinho, me diz uma coisa, você é virgem?

─ Não, eu sou capricórnio, por quê?

─ Ok, isso vai ser mais difícil do que eu pensei. Ahn, só mais uma coisa, o que você acha do Kirakira?

─ Ele é legal, mas por quê?

─ Eu tô falando gostar de verdade! Ele é muito mais maduro que o coração, então deve funcionar. Olha, hoje você convida ele pra sua casa e coloca um pouco de GHB na bebida dele.

(...)

Mais tarde, a noite caiu e Kid retornou à sua casa, que estava vazia pois Adams deu um jeito de tirar tanto seus pais como Law lá de dentro, então somente Kira estava com ele e o loiro não entendia nada. Mesmo assim, ambos estavam no quarto do ruivo, tomando um suco de laranja e conversando normalmente, apesar de Eustass se sentir um pouco estranho em fazer aquilo.

─ Ei, Kira, tá tudo bem com você?

─ Tá, por quê? ─ Diz, bebendo o suco já batizado com a GHB.

─ S-Se eu te disser uma coisa, você promete que não vai me matar?

─ Depende, o que você fez?

─ P-Promete primeiro...

─ Mas Kid, eu... n-não posso.. prometer... sem s-saber...

─ Kira?

O pequeno garoto loiro estava completamente zonzo, quase caindo no chão, com as bochechas levemente vermelhas e visão embasada, fazendo Kid ficar arrependido de ter seguido os conselhos de Adams, porém tudo piorou quando Kira não resistiu, acabou caindo, mas o ruivo o segurou em seus braços.

─ K-Kid, eu... o quê...

─ T-Tá tudo bem contigo?!

Porém, em resposta, o loiro somente olhava para o ruivo, tendo sua visão sempre tampada pela franja, mas com o rosto totalmente vermelho e quente. Suas mãos vão subindo, fracas, até o rosto de Eustass e ambos acabam se beijando, indo para a pequena cama de solteiro logo em seguida.

(...)

Após terminado o ato sexual forçado, era a primeira vez do loiro com outro homem e também a primeira vez do ruivo, que olhava para cima enquanto Kira dormia, pensando no que havia feito e não tendo plena certeza se estava tudo bem com aquilo. Mesmo assim, não queria acordar o amigo...

─ Ahn... quê?

… Mas querer não é poder, Kira logo acordou e tomou ciência da situação.

─ B-Bom dia, Kira. T-Tudo bem com você?

─ Kid? O que houve? O que aconteceu? Por que eu sinto o meu corpo doendo?!

─ P-Porque nós ficamos treinando até tarde ontem, aí você acabou distendendo um músculo...

─ MENTIRA! ─ O loiro segura os ombros de Kid, encarando-o profundamente, embora seus olhos sejam cobertos por seus cabelos. ─ POR QUE VOCÊ FEZ ISSO COMIGO?

─ D-D-Desculpa..!

─ EU VOU MATAR VOCÊ! Porra, Kid, eu já sabia do seu lance com o Law, mas não me envolve nessas drogas!

─ K-Kira, eu juro, eu não sabia o que eu tava fazendo!

─ Como não sabia? Virou santo agora? SABIA SIM, você colocou alguma coisa na minha bebida!

─ C-Coloquei, mas eu não sabia o que era!

─ Eustass Kid, eu juro, EU VOU MATAR VOCÊ! ─ Começa a apertar a garganta do amigo, com força. ─ POR QUE VOCÊ FEZ ISSO?

─ P-Porque o Adams... m-mandou eu fazer...

─ Han, o meu tio mandou você fazer isso? ─ Se acalma, largando o pescoço do outro.

─ S-Sim...

─ Porra, Kid! O Law não te ensinou as regras?

─ Regras? Que regras?

─ Primeiro, nunca irritar John Adams. Segundo, nunca fazer o que ele manda você fazer! São as regras que nossos pais nos ensinaram!

─ D-Desculpa, e-eu não sabia...

─ Tsc, que seja! Eu vou falar com ele. Não conta isso pra ninguém, entendeu? Se não eu te mato de verdade.

─ T-Tá...

(…)

─ PORRA, TIO! QUE MERDA FOI ESSA?

─ Ah, oi, Kirakira! Como foi com o Leãozinho?

O jovem garoto loiro foi ao encontro do ruivo, que estava descansando na grande Mansão que possuíra na Inglaterra, apelidada de Mansão da Família Adams. O adulto, despreocupado, estava colocando um conteúdo desconhecido em um papel de seda, ouvindo Kira quase explodir de tanta raiva.

─ POR QUÊ? Por que você mandou o Kid fazer aquelas coisas comigo?

─ Pra ele amadurecer, tava muito infantil. ─ Estava quase terminando o que estava fazendo.

─ Caralho tio, eu gostava de você! Eu sempre te defendia quando o meu pai te xingava até a morte, mas agora eu entendo o motivo dele te odiar!

─ Não fica assim, Kirakira, não foi tão ruim. O Leãozinho é uma boa pessoa, eu tenho certeza que ele não te machucou. ─ Finalmente terminou.

─ Não é questão de machucar, é que porra─

─ Vai, toma isso. ─ Antes que Kira voltasse a falar, Adams coloca em sua boca um pedaço de papel de seda, enrolado com um conteúdo desconhecido e acende, usando um fósforo que havia em seu bolso.

─ O que é isso? ─ O loiro não entende, mas continua com aquilo na boca.

─ Maconha. Vai te deixar mais calminho.

─ Mas tio, eu...

─ Não fala nada, só inspira e deixa soltar. ─ Kira acaba obedecendo ao adulto, segurando o baseado e deixando que este faça seu efeito, ao mesmo tempo que Adams estava o ensinando a fumar, por ser a sua primeira vez. ─ E aí, tá mais calminho?

─ Tô... ─ Totalmente chapado e sorridente.

─ Ótimo! Então, eu não sei se você sabe, mas eu sou Chefe-diretor do FBI, na verdade eu só vim pra Inglaterra ver o meu bebê, mas eu já estou indo pro aeroporto.

─ Daora...

─ E como o seu pai não deixa eu te ver, eu decidi te levar comigo pros Estados Unidos! E aí, o que você acha? Nós vamos viver a nossa própria história de amor!

─ Daora...

─ Sabia que você ia gostar! Vai, liga pra ele.

Kira obedece, pegando seu celular.

─ Oie, papai! Como cê tá?

"Kira, que porra de voz é essa? E por que diabos você dormiu fora ontem?"

─ Ah, eu tava com o tio John! Ele vai me levar pros Estados Unidos e nós vamos viver a nossa própria história de amor!

"O QUÊ? VOCÊ TAVA COM O ADAMS?! E que porra de história de amor é essa?"

─ Ain, pai, você é muito grosso... e grita muito também.

"'Ain'? Que bosta de 'Ain' foi esse?! AH, NÃO! JÁ TÁ FAZENDO EFEITO?"

─ Que efeito?

"A viadagem do Adams! Ela é contagiosa, fica longe dele!"

─ Ahn, não acho que seja contagioso, eu convivo com o Kid...

"A DELE É! Escuta aqui, esse cara é completamente maluco! Ele destrói famílias, faz homens largarem tudo pra viver com outros homens. Por favor, não se transforme!"

─ Pera aí, c-como você sabe de tudo isso? V-Você dois já...?

"NÃO! Não é de mim que eu tô falando, não diga uma porra dessas!"

─ Pai, não se preocupa! Eu vou morar com o tio, mas eu não vou deixar ele me contaminar, tá bom?

"KIRA, NÃ─ "

─ Tchau, beijos! ─ Desligou o celular. ─ Tio, ele deixou! Vamos pros Estados Unidos!

─ EBA!! ─ Adams sai pulando pra todos os cantos. ─ Eu sabia que ele ia deixar, ele me ama!

─ Ahn, só que eu preciso te confessar uma coisa antes... ─ Kira fica sério.

─ E o que é?

─ Eu não gosto de homem, não...

─ Han, como assim? Você gosta de quê, cachorro? Gato? Sapo?

─ D-De mulher...

Um minuto de silêncio.

─ Hahaha, como você é engraçado! Não diga besteiras, Kirakira, você não pode gostar de mulher. Você é homem!

─ E daí?

─ E daí que homens só gostam de outros homens, é a lei da natureza. Você é muito novinho ainda, deve estar confuso, é normal. Não se preocupa, nós vamos dar um jeito nisso!

─ Ahn...

(…)

Após despedirem-se de Kid e Law, tanto Adams como Kira foram até o aeroporto e pegaram um avião para os Estados Unidos, onde passariam um bom tempo morando juntos. Chegando a seu destino, foram direto para a casa do ruivo, que era bem grande e tinha dois andares, além de um enorme quintal. Adentraram, sentando-se juntos no sofá.

– Ótimo! – Exclama Adams. – De agora em diante, seremos uma família feliz!

– Você vai me treinar, certo? Eu quero ficar tão forte como você e o papai.

– Sim, vou, mas primeiro vamos às regras da casa.

– Regras? Que regr–

– PRIMEIRA REGRA! É a mais importante de todas, mulheres são proibidas de pisarem aqui.

– C-Como assim..?

– Amigas, colegas, namoradas... nenhum tipo de mulher pisa nessa casa! Entendeu?

– M-Mas eu tô na puberdade e–

– Não se preocupa, eu deixo você trazer os garotos!

– Tio, eu não gosto de ho–

– SEGUNDA REGRA! Nunca me questione.

– M-Ma–

– TERCEIRA! Nada de mortes depois das 22h.

– QUÊ? E-Ei, isso é um absurdo! Você vai me impedir de matar?

– Você tem doze anos, é uma criancinha e crianças não matam depois das 22h. Além disso, as ruas de noite são perigosas e eu me preocupo com você.

– S-Se preocupa comigo?!

– Claro! Eu não sou igual o idiota do seu pai, ele diz que você pode matar qualquer um, mas não é bem assim.

– Por quê?!

– Morte não é enfiar faca nos outros, morte é poético! Você precisa aprender todos os pontos vitais de um ser humano pra matá-lo lentamente, fazer ele sentir os gostos finais da vida. Assassinos não são idiotas com armas nas mãos, nós precisamos ser inteligentes e agir com a razão ao invés da adrenalina!

– V-Verdade?

– Eu sou legista, eu entendo de corpo humano e eu vou te ensinar tudo o que você precisa saber. Você vai pra escola!

– ESCOLA?!

– Sim, eu vou falsificar seus documentos e te por numa escola amanhã.

– Mas por quê?!

– Para de questionar! Eu não quero que você seja um idiota como seu pai, você vai estudar, vai entrar numa faculdade e vai ser alguém na vida!

– Mas–

– QUARTA REGRA. Eu tenho um depósito se armas no porão, mas você está proibido de tocar nelas!

– Agora nem em armas eu posso pegar?!

– Arma não é brinquedo, crianças só brincam com facas e canivetes.

– Pra que tanta regra? Lá em casa não tinha isso!

– Regras são importantes, assim como as leis do país.

– Leis? P-Pera, você segue leis?

– Óbvio que eu sigo leis, eu sou Chefe-diretor do FBI! Eu vou te ensinar todas as leis e também como matar alguém de verdade. Agora para de reclamar!

– Ótimo, agora eu entendo porque todo mundo odeia John Adams...

(...)

No dia seguinte, Adams já havia falsificado uma identidade para Kira e o colocado na escola, de um jeito que ninguém soubesse de quem ele era filho ou com quem morava atualmente. O loiro foi até o colégio, contra sua vontade e com uma máscara azul e branca cobrindo seu rosto. Chegando lá, apenas sentou em sua carteira e ficou calado.

– Oi! – Porém, uma das crianças que lá havia foi falar com ele.

– Oi...

– Por que você usa essa máscara horrível? Seu rosto deve ser muito feio, hahaha!

– O QUE VOCÊ DISSE?!

Kira ficou pasmo com o insulto, sacou uma faca que havia ganho do tio e matou o garoto, enfiando ela em seu peito, fazendo-o cair no chão junto a uma poça de sangue. Todas as crianças olharam horrorizadas e começaram a gritar, chorar, correr por aí em busca de sobrevivência, o que deixou o assassino mais furioso ainda.

Com sua velocidade incrível e força descomunal, Kira começou uma carnificina no colégio. Matou todos os alunos de sua classe, saiu pela porta e foi de sala em sala, matando tanto professores como crianças, fazendo todos gritarem e correrem por suas vidas, em vão. A polícia havia chegado no local, então ele ouviu as sirenes e pulou pela janela, fugindo de lá e correndo pelos fundos, até voltar à sua casa.

(...)

"País em Luto! Adolescente de doze anos, Kira, procurado pelo assassinato de 62 crianças!"

– O QUE VOCÊ FEZ, IDIOTA? – Adams ficou em choque, lendo o jornal noturno.

– D-Desculpa, tio...

– POXA, KIRAKIRA, QUE DECEPÇÃO! Você viu como tá a sua foto nos jornais? Tá com aquela máscara ridícula!

– F-Foi mal, eu... pera aí, com o que você tá preocupado?

– Com a sua aparência! Essa era a hora de você brilhar com o seu rostinho lindo, por que você colocou essa máscara? Agora ninguém sabe quem você é!

– Mas é esse o objetivo! Sem a máscara, eu posso viver a vida de um garoto normal.

– Ok, Hannah Montana, mas e o ibope? Você não quer ficar famoso?!

– Não, eu só quero matar e me divertir!

– Ain, tá vendo? Isso é ridículo! Você precisa de um motivo pra matar.

– E quais são os seus motivos, tio?

– Libertação, a morte liberta a alma dos infelizes! Eu já te disse, assassinos não são idiotas com armas, são pessoas que amam e que tem seus motivos pessoais!

– Amam? Claro que não, assassinos são criaturas que não precisam de sentimentos idiotas como o amor.

– Não diga isso, o amor é o que torna homens dignos de viverem. É um sentimento lindo que fortalece a alma do indivíduo, que traz um sentido à vida! Você não pode deixar de amar alguém.

– Hã? Então me diz, se você se apaixonar e tiver que matar essa pessoa, o que você vai fazer? Virar um frouxo?

– Justamente o contrário! Nós não podemos abandonar a nossa essência, nós somos assassinos acima de tudo. Quando nos apaixonados e matamos essa pessoa, nós ficamos mais fortes! Você viu o Law, certo? Ele ficou muito mais forte depois da morte da mãe.

– É... faz sentido, mas você conseguiria matar alguém que você ama?

– Já matei, é por isso que eu sempre digo que amo as pessoas, porque eu amo mesmo! Amo todos os seres humanos! Todos têm suas essências! São justamente as diferenças deles que nos unem!

– ... Tio, posso te fazer uma pergunta?

– Claro.

– Você sempre diz que ama a gente, mas alguém já disse que te ama alguma vez?

– Não... ninguém. Esse é o problema de você amar mais do que é amado, as outras pessoas não entendem o quão forte é esse sentimento.

– Meu pai sempre diz que te odeia, mas eu gosto de você, eu gostava quando você ia lá me visitar.

– Awn! Mas quando o seu pai me impediu de te ver eu fiquei muito triste, aí eu acabei pegando no pé do meu outro bebê.

– Ah sim, o Law disse que você cantava pra ele, mas você nunca fez isso comigo.

– Eu fiz sim! Quando você saiu da minha barriga, a primeira coisa que eu fiz foi cantar pra você, você só não se lembra. Quer que eu cante agora?

– Quero!

Os dois deitaram juntos no sofá, sendo que Kira estava com o rosto encostado no peito do mais velho, que segurava sua mão e sentia toda a maciez dela. Adams começou a cantar uma canção, bem calma e com a voz mais suave que conseguia fazer, tudo para acalmá-lo e funcionou perfeitamente, já que o loiro começou a ficar com sono.

Ficaram relaxando por um bom tempo e Adams cantava cada vez mais baixo, permitindo que o calor de seu corpo seja transmitido até Kira enquanto o abraçava. Ao término da música, o jovem já estava totalmente sonolento, então o ruivo finalizou.

Ele subiu o rosto do loiro, que ficara corado facilmente graças a pele branca, e depositou um pequeno beijo em seus lábios, com a boca fechada. Em resposta, Kira, que já não conseguia falar ou pensar graças ao sono, escondeu seu rosto no ombro do ruivo e adormeceu. Adams apenas ficou acariciando suas madeixas loiras, com um leve sorriso estampado no rosto.

– Eu vou te ensinar a amar, não se preocupa, raio de sol.

(...)

Três anos se passaram e o jovem garoto já estava com quinze anos. Mesmo que não fosse à escola, Adams ensinava tudo a ele, desde coisas simples como cozinhar até cursos avançados de legista, com o objetivo de fazê-lo um garoto bem forte, emocionalmente e fisicamente. No presente momento, o ruivo estava no FBI.

Ele tinha seu próprio escritório por ser o chefe do local e, dentro do trabalho, agia mais seriamente, por ter múltiplas personalidades. Estava ao telefone, conversando com o pai de Doflamingo, que naquela época era o atual Joker. Adams era Jack, seu informante pessoal e de mais estima.

– Oie, Loirão! O que mandas?

"Jack, para de graça, eu preciso saber se você já conseguiu o que eu te pedi."

– Sim, eu consegui. Mas me diz! Como andam o Cai-cai e o Mini-loiro?

"Oh, o Rosinante quebrou o braç... NÃO MUDA DE ASSUNTO!"

– Ai, credo, você é muito sério. Ei, quando o Mini-loiro crescer e tomar o seu lugar, eu quero que você coloque o Júnior e o Leãozinho aí, tá?

"JACK, FOCA! Me diz o que você descobriu!"

– Você promete que vai chamá-los?

"Prometo, que saco, agora me diz!"

– Nana nina não, você sabe como me fazer falar.

"OLHA AQUI! Eu sou líder do submundo, você é meu subordinado. Obedeça minhas ordens!"

– Bom, se é só isso então tchau.

"N-Não, pera, por favor, é importante..."

– Então fala direito!

"Tsc, que seja... quais são os babados?"

– MENINO, VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR!

"Então desembucha!"

– O Tigrinho finalmente pediu o Humpert em casamento!!

"PORRA, JACK! Eu não quero saber da novela, eu quero saber dos meus negócios!"

– Ah, o Yannick assinou o contrato.

"SÉRIO? Porra, isso é uma coisa que você PRECISA me contar!"

– Depois que o Raio de Sol matou o Kompa, o Yannick foi obrigado a ceder.

"Mas esse Kira é muito útil! Por que você não deixa eu transformá-lo no novo Pika? Ele daria um ótimo matador de aluguel."

– Eu não quero envolvê-lo nisso, o Raio de Sol é especial. Agora eu preciso desligar, beijos!

"Ok, obrigado pelo serviço."

Assim que desligou o telefone, Adams liga para Kira.

"Alô, tio?"

– Meu amor, por que você não tomou café da manhã comigo hoje?

"Ah, desculpa, eu saí cedo pra matar o Agente Billy."

– Então me diz, amor da minha vida, por que o Agente Billy tá aqui na Central?

"Ahn... ele saiu mais cedo de casa e..."

– MENTIROSO! VOCÊ TAVA COM MULHER, NÉ?

"D-Desculpa! Tio, por favor, eu não transava há um mês!"

– E o que houve com o Gui?

"Eu não gosto de homem."

– PARA DE FALAR ISSO! Já chega, eu não admito esse tipo de perversão na minha casa, eu vou te colocar num psicólogo!

"Ah, não..."

– Sem reclamar! Agora eu vou trabalhar, tchau.

(...)

A noite caiu e Adams retornou para sua casa, encontrando-se com Kira que estava sentado no sofá, assistindo televisão.

– KIRAKIRA! – Exclama com raiva.

– Ah, que bom, pelo menos você não me chamou pelo nome! A situação tá menos pior do que eu pensei.

– A SITUAÇÃO TÁ PÉSSIMA! Como você ousa trair a minha confiança dormindo com uma mulher?!

– Tio, como você se sentiria se eu te proibisse de ver outros homens?!

– Olha aqui, são coisas diferentes! Eu sou adulto, você tem quinze anos, se você quiser continuar com essas libertinagens tudo bem, mas fora da minha casa!

– Tá bom, então eu volto pra Inglaterra.

– Nã-não... – Adams se acalma. – T-Também não é assim....

– Você me ama, certo? Deveria me aceitar do jeito que eu sou.

– Não é questão de aceitar, meu amor. – O ruivo vai até ele, sentando ao seu lado e brincando com seus cabelos. – É que homem com mulher é muito nojento, eu tenho traumas.

– Trauma de quê? Alguma mulher te forçou a fazer coisas?

– Não, o Hayhay me traiu com uma mulher horrível que ficava me xingando e proibindo o nosso amor...

– Ah, a mãe do Law? É por causa da carta que ela te escreveu?

– V-Você leu?!

– Eu achei nas suas coisas, hahaha! É hilária, eu aprendi 4 novos palavrões e 9 maneiras de mandar alguém se foder.

– Ela era horrível comigo, nossa era um inferno. Tudo por que eu conhecia o Hayhay melhor do que ela.

Flashback de John Adams

Eu vou te contar como eu o conheci! Eu tinha dezenove anos, meu pai tinha me expulsado de casa então eu me mudei pra Inglaterra depois de matá-lo e entrei numa faculdade, cursando criminologia. Naquela época eu usava um dos penteados da Rihanna, mas eu não lembro qual porque ela tem muitos! Enfim, o importante é que eu era bem tímido e não tinha amigos.

Mas eu gostava de ficar espionando um certo garoto, que era três anos mais novo que eu e cursava medicina. Eu sabia tudo sobre ele, até tipo sanguíneo, e ele sempre ficava até mais tarde na biblioteca, estudando. Certo dia eu me arrisquei, tomei coragem e fui cumprimentá-lo, pensando em usar alguma desculpa ridícula.

– O-Oi...

– Você... é o garoto que fica me espionando todo dia?

– V-Você já sabia?

– Claro! Quem é você, afinal?

– E-Eu preciso te dizer uma coisa...

– O que é?

– Eu te amo! Quer casar comigo?

– Hã? Claro que não!

– AI MEU DEUS, MEU PRIMEIRO FORA! HAHAHHA, EU TÔ TÃO FELIZ!

– Q-Que isso, você é louc–

– É O DESTINO, HAYHAY, VAMOS NOS CASAR E CONSTITUIR FAMÍLIA!

– Mas que merda, mano? Quem caralhos é você?!

– Pode me chamar de esposa, eu sou John Adams! O DESTINO NOS COLOCOU NA MESMA FACULDADE!

Depois que nos conhecemos, foi amor a primeira vista! Nós dois nos apaixonamos e começamos a namorar muito firme. Certo dia, eu estava indo visitá-lo, mas eu notei que ele não estava sozinho e fiquei escondido atrás da casa, ouvindo a conversa dele com a outra pessoa, em segredo. Sim, ele tava falando com o seu pai.

– Mano, você precisa me ajudar!

– O que houve?

– Tem um sujeito me perseguindo e ele é completamente louco! Eu já tentei fugir pra outra cidade, mas ele dá sempre um jeito de me achar. E pior, ele inventou que vai engravidar de mim!

– Quê? Sério? Que merda, hein.

– M-Me ajuda, por favor! Você pode matá-lo por mim?

– Hã, eu não sou teu empregado! Por que você mesmo não finaliza ele?

– N-Não dá! Quando eu tento cortá-lo, ele começa a gritar... e a voz dele é muito fina... e ele faz várias caretas... aí eu começo a rir... e as coisas ficam... meio estranhas...

– Puta que pariu...

Ah, mas aí ficou tudo bem, eu conheci o seu pai e nós três acabamos formando um trio super legal, nós nos amávamos! Mas aí as coisas ficaram piores. Você já era nascido, tinha só três aninhos e o meu precioso Hayhay começou a me trair com essa mulher escrota. Nós sempre brigávamos!

– CALA BOCA! – Eu acabei gritando. – Deixa o meu Hayhay em paz, sua puta ladra de homem!

– Ai, seu mentecapto, por favor. – Ela se achava muito só porque advogados gostam de falar difícil e ficava me esnobando. – Você faz esgotar a minha beleza.

– Que beleza, minha filha? Se enxerga!

– Você adora colocar pseudônimos nos outros, correto? Mas ninguém nunca amou-te para fazê-lo, então vossa senhoria acha que é alguém na vida, coitadinho. Não preocupa-te, eu mesma dou-lhe um, Calhorda.

– Calma, meninas, não briguem por mim! – Mas aí o Hayhay sempre chegava no meio de nós dois. – Rivalidade feminina é feio, viu?

– Meu amor! – Aí a falsa ataca, beijando ele na minha frente só pra me irritar. – Não se preocupa, eu e a Calhorda só estávamos conversando, certo? De qualquer maneira eu tenho uma notícia pros dois!

– E qual é?

– Finalmente decidiu cometer suicídio?

– Eu estou grávida!

– O QUÊ?! – Nossa, eu ainda me lembro da dor que eu senti com aquelas palavras.

– D-D-De mim?! – O Hayhay perguntou e foi naquele momento que eu perdi todas as minhas forças.

– Sim, de você! Gostou da notícia? Eu fiz o teste ontem!

– AMEI!! – Eu ainda estava chocado, mas eu nunca vi o Hayhay tão feliz antes. Ele simplesmente pegou ela no colo e ficaram girando por aí. – Vamos nos casar, minha querida!

Fim do Flashback.

– Quando o Law ainda tava na barriga dela, eu o odiei muito, mas quando ele nasceu eu acabei me apegando...

– Tá, eu até entendo sua raiva pelas mulheres, mas você não pode me obrigar a gostar de homem, tio.

– Posso sim! Eu não vou deixar você se desvirtuar e ir pra esse mundo nojento e pecaminoso.

– Então vamos trocar de assunto! – Kira abre um sorriso, colocando as mãos no ombro de Adams e aproximando seu rosto do dele. – Ei, tio, quer brincar comigo?

– Brincar?

– É, vamos sair por aí e matar um montão de gente! Isso vai te distrair!

– Você ficou louco? Se eu sair por aí matando todo mundo eu perco meu emprego!

– Usa uma máscara como eu, ninguém vai te reconhecer!

(…)

Com Adams convencido, os dois colocaram uma roupa onde ficaram irreconhecíveis e foram direto para um shopping bem movimentado, carregando metralhadoras. Kira estava sentado no ombro do ruivo, já que o adulto era mais rápido e conseguia se movimentar com mais destreza, e ambos começaram a atirar como loucos.

– TODO MUNDO PRO CHÃO! HAIAHIAIHAIHIHA!

Adams corria, atirando para frente e para cima, enquanto Kira, que estava em seu ombro, cuidava de atirar nas pessoas pelas costas, inclusive nos guardas de segurança. Todos estavam gritando desesperados, tentando fugir dos dois, que apenas riam como loucos, até que uma equipe de polícia chegou.

Eles começaram a tentar atirar tanto em Adams como em Kira, mas o ruivo era incrivelmente rápido e conhecia todos os movimentos da polícia, então conseguiam desviar com facilidade. Invadiam lojas, pegavam algumas coisas também, de forma super aleatória e apressada. Atiravam em todo mundo, independente se eram mulheres, crianças ou idosos.

– HAHAHA, ISSO É MUITO DIVERTIDO! – Exclama o ruivo. – Me lembra os tempos da faculdade!

– Eu te disse que seria divertido! Muito melhor do que ficar matando o pessoal do FBI!

– Kirakira, eu AMO VOCÊ! Você faz eu me sentir anos mais jovem!

– Você é jovem, tio! Ainda temos muito pela frente, é divertido ficar com você!

E ficaram atirando aleatoriamente, fazendo mais vítimas do que nunca, sempre sorrindo e se divertindo juntos. Até que, um dos policiais, com sua arma, consegue dar um tiro bem no braço de Kira, por pura distração do mesmo, fazendo-o ficar irritado.

– V-Você tá bem?! – Pergunta Adams, preocupado.

– Ai, que saco...!

– Por hoje já chega, vamos voltar pra casa!

(...)

Voltaram pra casa depois de conseguirem fazer os policiais os perderem de vista, e a primeira atitude que Adams tomou foi a de colocar o loiro sentado no banco, depois de carregá-lo pelo colo. Pegou um dos kit médicos que tinha, ajoelhou-se à sua frente para ficar na altura do garoto e começou a cuidar dele.

– Tsc, isso dói, que merda. – Reclama Kira.

– Entrou bem fundo no seu braço, deve estar doendo mesmo, vai precisar de pontos.

– Você tem anestesia aí?

– Tenho uma coisa melhor. – Adams vai buscar em sua gaveta um baseado já bolado. – Aqui, pega isso.

– Tio, eu não vou fumar isso...

– Vai acabar com a sua dor, isso é um tranquilizante natural! Não faz mal nenhum, não vai danificar o seu rostinho lindo.

– T-Tem certeza?

– Ao menos que você não se importe em ter sua pele costurada sem anestesia.

– M-Me dá logo isso...

Kira acaba cedendo, fumando e assistindo o ruivo tirar a bala de seu braço, cuidando de seus ferimentos e costurando sua pele como um verdadeiro médico. Sua dor era diminuída bastante, apesar de ainda sentir algo, mas pelo menos já estava curado e não corria risco nenhum de amputação. Como consequência, ficou um pouco zonzo graças a erva.

– Se sente melhor? – Pergunta Adams, com um sorriso calmo, agachado em frente ao garoto.

– Sim... – Estava meio tonto, com bochechas vermelhas. – Obrigado, tio... por tudo...

– Foi uma noite ótima, não é? Bem divertida.

Contudo, assim que Adams vira seu rosto para olhá-lo lá de baixo, os dois olhos se cruzam, até mesmo possibilitando o ruivo de ver os olhos cobertos pela franja loira do mais jovem. Um silêncio é criado na sala de estar, mas Kira logo o quebra, descendo seu rosto e segurando nos cabelos do ruivo até encostar seus lábios no dele, em um pequeno beijo.

– Obrigado. Por tudo.

Em retribuição, o ruivo apenas sente uma flechada em seu peito, olhando para o garoto à sua frente sem saber muito bem o que fazer.

– Obrigado a você.

(...)

Dois anos depois, o pequeno garoto já estava com dezessete e havia crescido, além de já saber muito sobre o corpo humano graças às aulas que recebia de medicina. Era um dia pacífico e normal, Adams estava na Central do FBI, em sua sala, como de costume, até que um dos agentes entra.

– Chefe-diretor, boas notícias!

– Ótimo, adoro boas notícias! O que houve?

– Acabamos de capturar o responsável pela morte de dezenas de agentes, o famoso Kira!

Silêncio constrangedor.

– Perdão, o que você disse?

– O Kira! Sabe, o famoso assassino, nós acabamos de capturá-lo! Ele está algemado!

– V-V-Verdade? N-Nossa, q-que notícia maravilhosa... – Estava se remoendo de raiva internamente. – M-Me diz, como vocês conseguiram?

– Ele estava assaltando um banco, então um de nossos agentes infiltrados o encontrou e conseguiu desarmá-lo! Não é maravilhoso?

– Maravilhoso, ótimo trabalho! E onde ele está agora?

– Ainda no banco, totalmente algemado e acorrentado, esperando uma das viaturas ir buscá-lo.

– Ótimo, cancele todas as viaturas, eu vou lá pessoalmente.

– Ahn... por quê?

– Como Diretor-chefe eu me sinto na obrigação de prendê-lo eu mesmo. Ele matou meus preciosos agentes, sabia?

– Tá certo então, vamos!

(...)

Depois de Kira ter sido capturado pelos agentes do FBI, ele havia ficado preso à uma cadeira, completamente amarrado e sem quaisquer armas para poder se soltar. Acima de tudo, ele só conseguia pensar em Adams e sua fúria assim que soubesse.

– Hahaha, como se sente, Kira? – O agente que o prendeu estava rindo. – Que tal tirarmos a sua máscara e vermos o seu rostinho?

– N-Não toca na minha máscara!

– E quem vai me impedir? – O agente põe as mãos na máscara, mas antes de tirá-la, Adams finalmente surge.

– Ora, ora, o que temos aqui? – O ruivo estava com seu sorriso malicioso.

– F-Fudeu... – Repetia para si mesmo.

– Chefe-diretor! – O agente exclama.

– Excelente trabalho, você está promovido!

– Isso!!

– Agora, se importa de sair? Eu gostaria muito de dar uma palavrinha à sós com o Kira. Você sabe, ele tem sido um garotinho muito malvado.

– Tá bom. – O agente sai do local, deixando-os sozinhos.

– VOCÊ! – Adams fica com raiva e vai até o loiro. – EU DEVERIA TE DAR UMA SURRA! Mas não qualquer surra, uma surra bem dada, pra você aprender uma lição!

– D-D-D-Desculpa, t-t-tio....

– Em casa a gente resolve isso! – O ruivo quebra a algema de Kira e corta-lhe as cordas, dando a ele uma faca após. – Vai, agora me esfaqueia!

– T-Tem certeza?

– Me esfaqueia e sai correndo daqui, anda! Se você ficar, é pena de morte na hora!

– Desculpa! – Kira dá um singelo corte no braço de Adams.

– Que merda de corte foi esse? Você não sabe esfaquear alguém? Faz direito!

– N-Não dá!

– Por quê?!

– Porque eu gosto de você!

– Hã? Deixa de ser frouxo, vai ficar com frescura agora? Faz logo isso!

– Foi mal...

O loiro finalmente toma coragem, enfiando uma faca há poucos milímetros de distância do coração de Adams e, em seguida, pula pela janela e sai correndo. O ruivo deu a desculpa de que Kira estava apenas fingindo ser capturado para ficar a sós com o Chefe-diretor e matá-lo.

(...)

Retornando à sua casa, Adams ainda estava com uma raiva imensa de Kira, querendo descontar nele, mas infelizmente não poderia. Não havia ninguém lá, apenas um bilhete.

"Oi, tio.
Eu sei que você provavelmente quer me matar, então eu acabei fugindo. Foi mal!"

– MAS QUE FILHO DA MÃE! Ele não assinou e nem mandou beijos...

Com mais raiva ainda do loiro, Adams pega seu carro e sai correndo em busca dele, indo a todos os cantos da cidade, pedindo até informações e vendo se alguém o tinha encontrado através de uma foto que haviam tirado juntos. Até que ele finalmente avista o garoto, que estava totalmente bêbado no meio da rua, segurando uma garrafa de vodka e ao lado de uma garota.

– Oie... gual é o deu dome?

– Pode me chamar de Deisy! E o seu?

– P-Pozzo... de beizar?

– Ahn, eu não sei, nem sei o seu no–

Antes que a garota pudesse continuar a sua fala, o jovem bêbado a beija a força, mas logo é interrompido quando Deisy tem uma faca atravessada no seu peito e cai no chão, morta.

– QUE BOSTA É ESSA, KIRAKIRA?

– Ain não... você matou a Deidei... – Estava tão bêbado que até chegava a quase-chorar. – Por quê...?

– Eu deveria era matar VOCÊ! Como você tem coragem de fazer uma coisa dessas comigo?!

– Poxa, tio... você mato a minha namorada... eu tava apaixonado... a gente ia se casar e ter muitos filhos...

– Por sua culpa eu paguei MICO! Você sabe o que eu senti? Eu deixei o cara mais procurado do mundo escapar, sendo que ele já tava quase preso!

– Você mato a Deidei... desculpa eu... tio... eu tô tonto...

– Eu tô vendo! Por que você fugiu de casa daquela maneira? Você quebrou a terceira regra!

– Porquê... você ia ficar chateado com eu... ai eu fugi...

– Tsc, mas que porre, eu já disse que não consigo ficar chateado contigo! Para com essas frescuras, nem parece voc–

Adams se vira, ameaçando ir embora sem o garoto, mas não adianta. Logo tem seu braço puxado por Kira, que se aproxima dele imediatamente, entrelaçando seus dedos nos cabelos ruivos do outro e trazendo seu rosto para perto de si, bloqueando totalmente suas palavras com um beijo de língua.

Assim que se afastam, o loiro, que segurava com força a camisa de Adams, desvia o olhar por não conseguir encará-lo. Sua respiração estava pesada graças a bebida e o ato, contudo o ruivo apenas segura em seu queixo, obrigando-o a olhar nos olhos, antes de dar mais um beijo no garoto.

– Chega de fingir, vamos pra casa.

– … tá bom.

(…)

Chegando em casa, Adams arrombou a própria porta com os pés, fechando-a com as costas em seguida, guiando Kira até seu próprio quarto enquanto o beijava e rasgava sua camiseta preta cheia de bolinhas brancas. O garoto retribuía, andando para trás e tirando o moletom que o ruivo usava.

Adentraram o quarto, caindo na cama logo em seguida, com o mais velho fazendo força em seu corpo em cima do menor, beijando e dando mordidas violentas por todo seu pescoço, chegando até a arrancar um pouco de pele. O cabelo ruivo era puxado com força graças a dor que sentia pelas mordidas, com um bônus em ter suas costas completamente arranhadas.

As unhas de Adams eram forte e compridas, capazes de fazer um excelente estrago, inclusive deixar marcas permanentes. Ambos se divertiam com a dor e sentiam prazer, tanto que Kira acabava soltando gemidos abafados sempre que o ruivo dava suas mordidas e arranhões por todo seu corpo.

Graças a seu vício pelo corpo humano, John sabia exatamente todos os lugares que poderia estimular para que o outro sentisse prazer, sem nem mesmo precisar tocar suas genitálias. O ruivo descia suas mãos pelas costas do outro, até ir em sua perna, dando chupões violentos por todo seu peito, tudo para deixar Kira louco.

(…)

No dia seguinte, por ser feriado, os dois rapazes estavam se distraindo, assistindo televisão juntos. Kira estava recebendo um cafune em seus cabelos, enquanto deitava seu rosto nas pernas do ruivo, que acabou tendo que interromper após seu celular tocar.

– Nossa, que estranho ele me ligar. – Comenta Adams, vendo o nome no aparelho.

– Quem é?

– O Leãozinho. – Ele finalmente atende. – Oi, Leãozinho!

"A-A-Adams, pelo amor de tudo que há de mais sagrado no mundo, você precisa me ajudar!"

– O que houve? Você tá chorando?!

"E-Eu tô com medo, Adams, por favor... me ajuda..."

– Fala logo o que tá acontecendo, criatura!

"É o Law! O Law, Adams, ele tá estranho!"

– O meu bebê? O que houve com ele? O que aconteceu? Ele tá bem?! FALA LOGO!

"Não, ele não tá bem, ele virou puta!"

– Wow, sério? Quanto ele tá cobrando?!

"Eu tô falando sério! E-Ele não tá cobrando, m-mas... m-mas... e-ele disse..."

– Leãozinho, para de chorar e me diz logo!

"E-Ele disse... ele disse que vai ficar com todo mundo, menos comigo!"

– T-Todo mundo? Interessante... conte-me mais.

"Adams, eu tô falando sério! Tá acontecendo uma coisa muito estranha no Law, acho que ele virou ninfomaníaco! Você tem alguma coisa a ver com isso?"

– Ninfomaníaco? O meu Sweatheart? Ele pelo menos sabe o que é isso?!

"Pelo visto sabe, e muito bem!"

– Wow, mas que babado forte! Haha, não se preocupa, deve ser só a puberdade.

"Puberdade? Não, não, não é!"

– Leãozinho, relaxa, todo mundo tem seus momentos ninfomaníacos. Ele tem quinze anos, é jovem, solteiro, deixa ele ser livre!

"Adams, eu tô falando sério, tem alguma coisa errada acontecendo!"

– Ele tá ficando com alguma mulher?

"Não que eu saiba, por quê?"

– Então ele tá consciente, isso que importa!

"V-Você não vai me ajudar?!"

– Tá, tá, eu vou sim. Eu vou pegar um avião e ir aí, tá bom?

"Ok, brigado!"

– Beijos. – Adams desliga o celular. – Kirakira, eu preciso ir, problemas.

– O que houve com o Law?

– É isso que eu vou descobrir.

(...)

Um bom tempo depois, Adams e Kira, por algum motivo não especificado, estavam rindo juntos na cozinha, feito duas crianças, enquanto fumavam um baseado.

– Hahaha, aí ele ficou falando "Não, por favor, não mata a minha filha, me leva no lugar dela" e foi muito engraçado!

– Tio, você é pior! Hahaha, e o que aconteceu depois? Você matou ela?

– Não só matei, como também desmembrei a garota e obriguei ele a comer o olho direito dela!

– Ai, que nojo... ele vomitou?

– Vomitou!

– Deve ter sido muito engraçado!

Os dois ficaram conversando e rindo sobre assuntos aleatórios, até que as vozes e risadas foram acabando e um silêncio reinou no cômodo. Kira o quebrou, dando um beijo no ruivo que logo foi correspondido.

– Eu vou sentir sua falta. – Comenda Adams, depois de se afastarem.

– Daqui há uma semana eu vou fazer dezoito anos, então eu preciso voltar à Inglaterra pra matar o meu pai. É um lance de família.

– Você decidiu ir morar lá e voltar a se relacionar com o Leãozinho e o meu bebê, então eu vou ficar aqui nos Estados Unidos, sozinho...

– Tio, não fala assim, eu prometo que venho te visitar.

– O problema não é esse. Vocês três já estão crescidos, eu me sinto velho e acabado. Kirakira, eu andei pensando em uma coisa...

– No quê?

– Eu acho que eu vou engravidar.

– Tio, eu nunca fui à uma escola, mas eu tenho quase certeza que homens não engravidam.

– Awn, viu só como o meu bebê é inteligente? – Adams dá mais um beijo em Kira.

– Espera aí... se você quer ter filhos... você vai adotar?

– Não, tem que ser com o meu sangue!

– M-Mas aí... v-você... e-então...

– Tá quase lá! Vai, pensa mais um pouquinho.

– V-Você vai fazer inseminação artificial?

– Não!

– E-Espera aí... então você vai...

– Eu vou...

– V-Você vai arrumar uma mulher?!

– Isso, bingo!!

– M-Mas você não era tipo "mulherfóbico"?

– Kirakira, olha, você vai me abandonar, o Leãozinho tá com raiva de mim e o Sweatheart tá piradinho. Eu preciso de um novo bebê!

– E-Eu não sei o que dizer...

– Awn, tá com ciuminho?

– Não, eu tô tentando imaginar isso. Você vai mesmo ficar com uma mulher?

– Olha, eu já até sei quem é! O nome dela é Elizabeth, eu andei pesquisando por mulheres solitárias que moram na Inglaterra, porém afastados do mundo. Ela mora numa cidadezinha minúscula.

– Eu sinto um pouco de pena dela...

– E eu quero ter uma filha! Eu sempre quis ter uma bebêzinha pra ficar colocando vestidos fofos, mas o coração me mordia quando eu tentava colocar vestido nele. Eu juro pela minha vida, se nascer homem, eu acho que abandono ele!

– Poxa, vai abandonar seu filho?

– Ei, depois a gente podia criá-lo juntos! Que tal? Vamos nos casar, Kirakira!

– Eu não vou me casar contigo...

– Por quê?!

– Bom, primeiro que dois homens não podem se casar, as leis não permitem.

– Ahn, então isso quer dizer que...

– Sim, não podemos nos cas–

– VAMOS VIRAR ATIVISTAS!!

– NÃO VAMOS, NÃO!

(…)

Depois de conversarem mais um pouco, ficou tarde, então Kira e Adams foram dormir. Já era de madrugada, ambos estavam já desacordados, quando o ruivo foi obrigado a acordar com o barulho de seu celular tocando.

– A-Alô..?

"Adams, sou eu."

– Leãozinho..? – Coça os olhos. – São três da manhã, o que você quer? Eu acordo cedo...

"Eu descobri o que aconteceu com o Law."

– Affê, esquece isso, deixa o garoto ser feliz. Eu sei que você formariam um casal lindo, ma–

""

– EU TÔ INDO AÍ AGORA!

"Eu sabia que você ia mudar de ideia."

– DÁ UMA SURRA NESSE GAROTO ENQUANTO EU NÃO CHEGO! – Adams desliga o celular, mas com seus gritos, acaba acordando Kira.

– Ahn, tio..? O que houve..?

– Kirakira, problemas, eu preciso ir até a Inglaterra agora!

– É o Law de novo? O que é tão importante?

– É melhor você não ficar sabendo, não se envolva nessas coisas. Liga pro meu trabalho e diz que eu vou tirar uma folga!

– M-Mas eu sou procurado...

– FODA-SE, É EMERGÊNCIA!

(...)

Dois anos depois...

– Oi, Adams! Você não sabe o quanto eu tô feliz em te ver!

– Queria poder dizer o mesmo, Rex, ou melhor, Drake. Eu não costumo dar apelidos às pessoas que eu odeio.

– Vamos parar com o papo furado, você sabe porque eu vim até aqui, certo?

– Pra me matar e pegar o meu lugar, eu sei. Tsc, vai ser uma vergonha morrer pra um idiota feito você, eu nem acredito que isso tá acontecendo.

– Ah, relaxa, e–

– Sempre que eu pensei em morrer envolvia uma forma trágica, sabe? Nem que eu morresse sendo pisado por uma manada de elefantes.

– Mas eu n–

– Mas morrer pra você? Você? Que idiotice! É uma vergonha!

– Adams, e–

– Sério, que merda, por que eu preciso morrer pra alguém tão bosta?!

– Me ouv–

– POR FAVOR, NÃO ME MATA! EU TENHO MULHER E FILHOS PRA CRIAR! Meu Deus, eu sempre quis dizer isso...

– Wow, sério? Isso foi uma "frase impactante pré-morte" ou é verdade?

– Pior que é verdade! Eu tenho dois gêmeos.

– E qual é o nome deles?

– Os dois se chamam Peter Lewis, por quê?

– Peter, huh? Interessante, eu vou me lembrar disso mais tarde.

– Não conta pro coração, por favor... ele é muito ciumento.

– Não vou contar, relaxa! Agora Adams, eu–

– Ain, que merda, eu me sinto inútil morrendo pra você. Será que nós podemos trocar a pessoa que vai me matar?

– DEIXA EU FALAR, QUE COISA!

– Nossa, precisa gritar? Eu hein.

– Eu não vou te matar.

– Não?

– O Law te odeia, então eu decidi deixar você viver.

– Oh... tão fácil assim?

– Sim, eu faço qualquer coisa pra irritar aquele garoto.

– Jura?

– Ah, mas tem duas condições.

– Sempre tem...

– Primeiro, ninguém pode saber que você tá vivo. Segundo, eu quero que você dê um jeito de tirar o Dellinger de perto do Joker.

– Hã? Mas que filho da mãe você é! O que você quer que eu faça com esse garoto ridículo?

– Sei lá, dá um jeito de sequestrá-lo. Eu não posso matá-lo, você também não pode, mas eu não quero ele perto de mim.

– E eu muito menos! Eu odeio essa coisa!

– Ah, para, vocês são iguaizinhos! Poderiam ser pai e filho. Ah sim, você podia deixá-lo com os seus filhos!

(...)

Depois de Drake ir embora...

– Kirakira, eu preciso te falar uma coisa.

"O que é?"

– Eu morri.

"Poxa, que triste. Quando é o seu enterro?"

– É sério! Agora todo mundo acha que eu tô morto, o único a saber da verdade é você! Pelo menos agora eu posso largar o FBI e viver na Mansão da Família Adams.

"E-Então você vai morar na Inglaterra? Jura?!"

– Sim!

"Isso é ótimo! Eu odiava ficar pegando avião todo fim de semana pra te ver. Ah, sim, tio, eu tomei uma decisão também."

– Qual?

"Agora que o Kid e o Law arrumaram uma clínica, eu tô pensando em entrar na faculdade e ficar junto com eles."

– S-S-S-S-SÉRIO?!

"Sim! Aí seria tipo você, o meu pai e o pai do Law, certo? Um trio! Só que mais atual."

– AI MEU DEUS! E-Eu acho... que eu vou chorar...

"Eu te devo muito por ter cuidado de mim por tantos anos, é o mínimo que eu poderia fazer por você. Obrigado!"

– Ain... essas crianças crescem tão rápido...

"E só mais uma coisa, tio..."

– O que é?

"Eu te amo."

(...)

Ano atual, porém um pouco mais cedo.

"Chefe-diretor do FBI, John B. Adams é dado como morto!"

"Médicos da Morte, Trafalgar Law e Eustass Kid condenados pelo assassinato de cerca de duzentos pacientes!"

"Assassino do FBI, Kira é encontrado morto em seu próprio apartamento!"

– Essas são as três notícias que percorreram pelo mundo e fizeram a nossa história.

Adams estava em sua Mansão na Inglaterra, junto a seu filho, Peter Lewis. Ambos estavam no sofá, sendo que o mais jovem deitava seu rosto na perna do pai enquanto recebia um cafune.

– Eu ainda não acredito que o tio Kira foi morto, ele não merecia...

– É o destino, foi inevitável. Não culpe o coração por isso.

Até que a conversa dos dois é subitamente interrompida quando a campainha da Mansão é tocada. Adams vai atendê-la.

– Olá!

– Oi, posso saber quem é você?

– Você é John Adams, certo? Eu preciso te pedir um favor, posso entrar?

– Perdão, eu não costumo deixar mulheres entrarem na minha casa, principalmente pedindo favores.

– Meu nome é Nico Robin, eu vou ser bem direta. Eu vim atrás do Anel que o Joker entregou ao Law, eu sei que você tem.

– D-D-D-Do q-q-que você tá falando? E-Eu não sei de nada... e-eu morri!

– Não se preocupa, o Joker ainda acha que você está morto, eu não vou contar a verdade. Só preciso do anel.

– E como você pode ter tanta certeza que eu tenho isso?

– Quem mais iria perseguir o Law até Las Vegas e procurar por um anel que poderia estar em qualquer lixeira?

– Ok, olha, você tem bons argumentos, mas não vai rolar. Mesmo se eu tivesse esse anel, eu nunca entregaria à você!

– Oh, você vai me entregar, sim.

– Não vou! Olha aqui, eu não sei quem diabos você é, mas não vou te dar nada! Você sabe a importância desse anel? Sinta-se grata por eu ainda não tê-lo jogado fora! Eu nunca vou te dar! NUNCA, NUNCA, NUNCA!

– Eu aposto que você vai me entregar esse anel por bem.

– Como você pode ter tanta certeza?

– Porque eu vou te contar uma história e você vai se interessar.

Notas finais
Aeeeeeeew, estão preparados para o MELHOR ARCO DA FIC?! Ah sim, pra quem ficou curioso em saber a semelhança entre o Adams e o meu pai, eu vou dizer duas coisas: - Minha família paterna inteira é circense, o meu pai é ator e já trabalhou em vários circos. - O nome da minha mãe também é Elizabeth, apesar de eu não ter me inspirado nela pra fazer a mãe dos Peters. - As personalidades dos dois são idênticas. - Ele já morou, literalmente, na Mansão da Família Adams. É só isso que eu posso falar, as outras semelhanças vão permanecer em segredo absoluto! E só lembrando, crianças, colocar coisas nas bebidas dos outros é feio, viu? Não façam isso em casa!!!