Policial Sujo
4 Fuck you, little Nazi!
Notas iniciais

Uma bela manhã de sábado. Os pássaros cantavam e o sol adentrava pela cortina, iluminando majestosamente o quarto onde ambos rapazes descansavam. O primeiro a acordar foi, como sempre, Luffy, já que Law tinha um sono realmente pesado e só piorava devido à ressaca da noite anterior.
─ Torao... acorda... ─ Luffy começou a cutucar incessantemente as bochechas do outro, que respondeu com barulhos aleatórios que saiam de sua boca.
─ Hghndh...
─ Você e essa sua mania de soltar esses sons assustadores enquanto dorme. Vai, acorda...
─ Hfldfmg.. sai...
─ Como você pode me mandar sair da minha própria casa, quando você mesmo invadiu ela? ─ Ele continuou a cutucar as bochechas de Law, que sequer abriu os olhos. Ele continuava a dormir como se nada acontecesse.
─ Uhhrg... para...
─ Você tá tentando dizer alguma coisa? E para de falar enquanto dorme, isso dá medo.
─ Aarg... cora..a..nn..
─ Cora? Você tá é me assustando já, se você não acorda por bem, então vai acordar por mal! ─ Nisso, Luffy joga o outro pra fora da cama, o obrigando a acordar com um susto e a dar um grito.
─ MAS QUE SACO, PARA DE ME TRATAR COMO CRIANÇA!
─ Não grita comigo de manhã! O que deu em você? Teve um pesadelo, foi?
─ Ahn? Luffy? ─ Law coça os olhos tentando acordar, apesar de estar um pouco tonto, principalmente por ter sido jogado no chão. ─ O que você tá fazendo no meu quarto?
─ Ah, eu tô no seu quarto?
─ Rawr! ─ Peter surge latindo feliz, o que deixa Law mais confuso ainda.
─ Por que tem um poodle no meu quarto? ─ Ele olha em volta. ─ E por que o meu quarto se parece com o seu quarto?
─ Então você não lembra de nada...
Trafalgar se levanta, olha em volta e percebe que está na casa de Luffy. Seus pensamentos estavam embaralhados e seu corpo fraco, fazendo com que ele esteja tonto e com dor de cabeça. Ele voltou a se deitar na cama junto a Luffy, sem se importar de estar só de cueca.
─ O que aconteceu ontem?
─ Eu é que te pergunto! Você parecia um zumbi, falava várias coisas estranhas e invadiu o meu quarto no meio da madrugada. O que rolou com o Joseph?
─ Joseph...... AH, LEMBREI!
─ L-L-Lembrou do quê?
─ DE TUDO! Eu preciso matar essa porra desse desgraçado o mais rápido possível, e eu não vou deixar você me impedir!
─ Se acalma, Torao, eu sei que ele fez coisas horríveis com você, mas fica calmo. ─ Luffy vira de frente para ele, colocando suas mãos em seus ombros e olhando diretamente em seus olhos. ─ Qual foi a última coisa que você se lembra?
─ Dele me dando um soco na cara e enfiando alguma coisa salgada na minha boca.
─ … Tá... só isso?
─ Só. Depois eu apareci misteriosamente aqui.
─ E você descobriu alguma coisa?
─ Descobri que eu preciso escolher melhor as pessoas com quem eu convivo. O cara é louco, neonazista e tem alguma coisa escondida no quarto dele.
─ E pelo estado que você tava ontem, já deu pra perceber que esse cara é uma pessoa horrível. Presta atenção, eu quero que você fique o mais longe possível dele e deixe tudo comigo, tá?
─ Não mesmo, eu quero vingança! Hoje eu vou passar no laboratório e comprar algumas coisas e depois vou matá-lo pessoa...
─ Você vai comprar coisas pra matar o cara no próprio laboratório dele?
─ … Droga.
─ Torao, primeiro de tudo vai tomar um banho, você tá fedendo demais!
─ Ah, antes que eu me esqueça. ─ Ele vai até a sua calça jeans e pega o bilhete que havia achado no vaso de plantas de Joseph e mostra para Luffy. ─ Eu achei isso aqui.
─ "Madame Vezz, saturday, 21h." Será que é um encontro pra hoje?
─ Deve ser, tava amassado. Agora a gente precisa saber quem é essa madame aí.
─ Não é uma pessoa, é uma casa de prostituição.
─ Sério? Ele fica com prostitutas e depois quer me chamar de imoral? Até parece...
O mais alto levantou-se e saiu da cama, tentando andar o mais normal possível e disfarçar a tontura e ficou olhando para seu rosto no espelho do quarto. Notou que seus olhos estavam mais caídos, sua face toda amassada e seus cabelos terrivelmente bagunçados.
─ Torao, você tem sorte que hoje é sábado e eu não trabalho. Vai pra sua casa e dorme, você tá precisando, esquece esse cara. Deixa o resto comigo.
─ Você tá certo, eu preciso mesmo relaxar. ─ Law se vira e fica de frente para Luffy, dando-lhe um beijo. ─ Tudo o que eu quero é dormir o dia inteiro e não pensar nesse louco.
─ Mas toma um banho antes, a sua situação tá grave...
─ Só se você for junto comigo.
Law dá novamente um beijo forçado no garoto, o abraçando para que ele não conseguisse escapar. No começo Luffy hesitou, mas com o tempo foi se entregando aos lábios do maior. Tudo estava indo bem, porém, no meio do beijo, Law sente que sua barriga começa a fazer sons estranhos e imediatamente corre pro banheiro, trancando a porta e vomitando tudo da noite anterior.
─ Não é educado vomitar depois de beijar alguém! ─ Exclama Luffy, do outro lado da porta.
─ F-Foi mal...
─ Você só vai sair daí depois de duas horas de banho no mínimo!
(...)
Depois de passar duas horas no banho, Law voltou para sua casa e levou outro susto. O apartamento estava destruído, os móveis espalhados, os quadros virados, as cortinas rasgadas, os vasos quebrados e, no meio da sala, tinha um homem ruivo dormindo só de cueca. Ele foi até Penguin, com raiva, dando chutes até fazê-lo acordar.
─ Penguin. Acorda. Levanta. O que você fez? Você tá morto? Não morra na casa dos outros.
─ Ahn.. quê? Law-ni..?
─ Ótimo, você tá vivo, me dá menos trabalho. ─ Ele respira fundo e tenta ser o mais calmo possível. ─ O que diabos você fez ontem e por que caralhos você está pelado na minha casa?
─ Aah, modelos... Robin... ─ Ele senta no chão, tentando se lembrar de tudo e acaba soltando um sorriso malicioso, o que faz o outro ficar com mais raiva ainda.
─ Você trouxe modelos e uma mulher louca pra minha casa? E vocês fizeram uma festa aqui só pra quebrar tudo?!
─ Tipo isso... ai a Robin me deu uma bebida... e eu dormi...
─ Porra, isso aqui é um hotel cinco estrelas, eu posso ter sérios problemas por sua causa! E bebida? Ela deve ter usado a droga do Viccei em você. Bem feito.
─ Ai, a Robin é uma pessoa maravilhosa, né? Eu acho que tô apaixonado!
─ Apaixonado por uma louca que te drogou?
─ Ela é linda, é perigosa, inteligente e não tem medo de nada. É a melhor pessoa!
─ Eu estou cercado por masoquistas...
─ Mas fala aí, como foi o jogo? Ganhou?
─ Foi horrível, eu perdi feio. Falando nisso eu preciso de um favor seu, mas põe pelo menos uma roupa antes.
Depois de Penguin se vestir e jogar água gelada na cara para despertar, ambos sentaram-se no sofá para discutirem. Law estava certo de que teria sua vingança contra Joseph.
─ Aliás, eu descobri o contato dele no submundo. ─ Afirma o ruivo.
─ Sério? Eu sabia, então ele tem mesmo um.
─ Mas não é tão bom quanto você pensa. Ele tem ligações com, simplesmente, o Rei do submundo. O cara mais poderoso do mundo, que controla tudo que tem por lá. Ninguém sabe como ele é pessoalmente, mas ele atende pela alcunha de J─
─ Penguin, eu não quero mais saber. ─ Interrompe Law. ─ Eu tô com raiva demais desse cara pra pensar nessas paradas de submundo, além disso eu já tive problemas com isso no passado, então eu só quero me vingar dele mesmo.
─ E o que você vai fazer?
─ Eu preciso da sua ajuda. Você conhece uma prostituta? De preferência alemã.
─ Ah, então é esse o seu tipo de garota? Aleluia, você resolveu aceitar uma das minhas! A Taiga é justamente o seu tipo, você vai adorar ela.
─ Não é pra mim, idiota, é pro Joseph.
─ Vai se vingar dele dando uma mulher de presente? Olha, se você quiser se vingar de mim algum dia eu tô aceitando...
─ Ele tem um encontro com uma hoje às 21h. Eu quero que você dê um jeito de cancelar com a garota dele e mande essa tal de Taiga pra lá. Ah, e passa no laboratório dele e compra um pouco de clorofórmio, ele abre nos fins de semana.
(…)
Enquanto Law discutia seu plano com Penguin, Luffy havia combinado de se encontrar com Zoro e Nami na casa deles, já que ambos viviam juntos. Chegando lá, foi imediatamente recebido pelo homem de cabelos verdes e carregava consigo cerveja, para terem o que beber enquanto conversavam, já que o casal apreciava a bebida.
─ Luffy! Que surpresa boa te ver, entra aí.
─ Zoro, faz tempo que eu não venho visitar vocês. A gente costumava se ver mais na faculdade, né? ─ Ele entrou na casa e sentou-se no sofá, ao lado de Nami, servindo as bebidas.
─ Luffy, eu vou preparar uns sanduíches pra gente, tá? ─ Afirma a ruiva, levantando-se e indo até a cozinha, deixando os dois rapazes sozinhos.
─ Obrigado, Nami.
─ Mas fala aí, a sua visita tem algo a ver com o Trafalgar? ─ Indaga Zoro.
─ C-Claro que não, por que teria? Eu só estava com saudade de vocês, nada demais...
─ Aham, claro. Desde que esse cara foi preso você passou dois anos só falando dele o tempo todo, então os nossos assuntos se resumem basicamente ao Trafalgar.
─ Tá bom, talvez eu tenha vindo por causa dele...
─ Não precisa disfarçar, nós sempre contamos tudo um pro outro. A Nami até curte o seu relacionamento com esse cara, ela acha interessante.
─ Você não gosta dele, né?
─ Eu não confio nele. Não tenho certeza se ele gosta de você ou se está só se aproveitando, mas já que você está feliz com isso, é o que importa. O que ele fez dessa vez?
─ Não foi exatamente ele, fui eu. Ele chegou completamente drogado lá em casa, aí eu acabei falando que amava ele, tendo certeza que ele não se lembraria... ─ Luffy disse meio corado, segurando sua bermuda azul e olhando para baixo, disfarçadamente.
─ Entendi. E ele se lembrou?
─ Não, ele esqueceu totalmente, o que me deixou meio aliviado. Se ele tivesse se lembrado ele teria falado alguma coisa estranha pra mim e me obrigado a repetir, então eu tenho certeza que ele esqueceu.
─ E como você se sente com tudo isso?
─ Muito bem, foi como se um peso tivesse saído da minha garganta, mas eu ainda não quero que ele saiba. Se ele souber vai ficar mais insuportável do que já é. E eu não vim só por ele, vim aqui pra discutir sobre o caso do Joseph.
─ Ele descobriu alguma coisa? ─ Disse Nami, voltando da cozinha já com os sanduíches na mão, servindo e se sentando com os outros dois.
─ O Joseph tem um encontro com uma prostituta hoje às 21h. E também ele esconde alguma coisa no quarto, então eu pensei de darmos um jeito de entrar lá.
─ E se a gente arrumar uma prostituta nossa e mandá-la no lugar da dele? ─ Sugere Zoro.
─ Mas não é arriscado? E se ele conhecer a mulher que vai na casa dele? Tudo o que eu sei é que ela é da Madame Vezz.
─ Nah, geralmente esses caras nem sabem o nome da mulher, quem dirá o rosto. E mesmo se ele conhecer, é só arrumar uma desculpa do tipo: sua garota ficou doente e eu vim no lugar dela.
─ Então tá, agora a gente precisa arrumar uma prostituta.
─ Eu posso ir. ─ Afirma Nami, surpreendendo os outros dois, principalmente Zoro.
─ Eu não quero te ver com esse cara nojento, e se ele fizer alguma coisa contra você? Além disso tem várias mulheres na Central que devem ser especializadas nisso...
─ Ora, não tem nada demais, eu não vou dormir com ele. É só seduzi-lo com a minha beleza e depois dar um jeito de amarrá-lo pra procurar coisas para incriminá-lo. ─ Diz a ruiva, jogando seus cabelos longos ao vento, justificando sua beleza.
─ T-Tem certeza...?
─ Você acha que eu sou o tipo de mulher fraca, que precisa ser protegida, Zoro? Eu sei me cuidar. E hoje é sábado, a Central não abre.
Depois de todos estarem decididos a deixar Nami ser a prostituta que iria invadir a casa de Joseph, ele ligaram para a Madame Vezz para desmarcarem o horário do homem. Contudo, assim que ligaram, perceberam que ele já havia o feito.
─ Que estranho, disseram que ele ligou nesse exato momento pra desmarcar. ─ Afirma Zoro.
─ O que a gente faz agora? ─ Pergunta Luffy.
─ Eu não vou desistir. ─ Responde Nami. ─ Eu vou lá, ninguém cancela comigo desse jeito! Qualquer coisa eu dou uma desculpa qualquer, ele não vai resistir.
(…)
Zoro, Nami e Luffy acabaram passando a tarde inteira discutindo um plano para invadir a casa do suspeito e arrancar provas que o incriminem. A ruiva vestiu uma roupa provocante, armada com um canivete e uma arma de choque escondida em suas vestes, como proteção.
Assim que a noite chegou, ela foi até a casa do suspeito sozinha. Os dois rapazes ficaram a esperando próximo do local em um carro qualquer, contudo estavam bem afastados para não chamarem a atenção, de modo que não conseguissem ver o que Nami fazia. Ambos ficaram preocupados, mas confiaram na ruiva.
No momento, ela estava de frente para o quintal, arrumando o cabelo e se preparando para entrar. Contudo, antes que entrasse de fato, foi parada por uma mulher.
─ Ei.
Era uma garota de aparência jovem, porém ao mesmo tempo madura. Loira, da mesma altura de Nami, bem vestida e mascando um chiclete, segurando em sua própria cintura e trajando uma blusa com saia curta.
─ Quem é você? ─ Pergunta Nami.
─ Eu é que te pergunto, quem você pensa que é, ruivinha? ─ Ela chega já dando um empurrão na outra. ─ O ponto é meu, cai fora.
─ Como é que é? ─ Nami a encara dos pés a cabeça, botando uma das mãos na cintura.
─ Tá cheia de marra, né, gata? Você é bonitinha, não quero ter que machucar esse rostinho, então dá o fora daqui pacificamente.
─ Eu acho que não. ─ Nami segura ela pelo pescoço, a virando de costas e imobilizando-a pelo braço, enroscando as pernas para que ela não pudesse fugir. Em seguida, pois o canivete contra seu pescoço, ameaçando-a. ─ Quem vai sair daqui vai ser você.
─ Pf... Hahahaha! ─ A loira começa a rir do nada. ─ Você caiu direitinho, eu sou uma ótima atriz mesmo!
─ Posso saber o motivo das risadas?
─ Você é da polícia, né? Eu sinto cheiro de vocês engravatados de longe. O Law me mandou até aqui.
─ Eh, o Law te mandou? ─ Nami larga ela. ─ Me explica direito essa história!
─ Acho que vocês dois tiveram o mesmo pensamento, já que ele me mandou pra cá pra invadir a casa do carinha de vocês. Meu nome é Taiga, prazer.
Se antes o rosto de Taiga parecia pertencer a uma pessoa marrenta, agora ela abrira um sorriso de simpatia, como uma pessoa totalmente diferente. Nami estranhou, mas continuou a conversar com ela.
─ Bom, isso explica o Joseph ter cancelado o encontro. Tudo bem, pode ir embora agora, eu vou continuar daqui.
─ Nem pensar! Eu sou profissional, eu vou terminar os meus serviços quer você queira ou não. Você é muito amadora pra esse tipo de coisa, pode deixar o trabalho sujo comigo.
─ Isso é caso de polícia, ele é suspeito de envenenamento. Eu preciso fazer isso.
─ Querida, meu pagamento está em jogo. Eu não vou sair daqui.
As duas começam a discutir para ver quem iria ficar ali, ambas argumentando o melhor possível, até que surge Joseph. Ele saiu de sua própria casa estranhando ouvir vozes e se deparou com elas.
─ O que está acontecendo aqui?
─ Vamos ter que cooperar. ─ Disse Taiga para Nami, antes de ir andando em direção ao homem de cabelos negros, com toda a intimidade do mundo, passando as mãos em sua camisa. ─ Perdão pela confusão e pela demora, vamos entrar?
─ Sim, mas quem é a ruiva com você?
─ Meu nome é Nami, nós duas viemos juntas. ─ Ela diz, aproximando-se do homem do mesmo jeito que Taiga fazia. Ambas lançavam olhares uma pra outra, disfarçadamente.
─ Juntas?
─ É, um bônus! ─ Afirma Taiga. ─ Por você ser um cliente especial, considere como um presente. Se não gostar, pode deixar que a ruivinha vai pra casa. ─ Ela direciona seu olhar para Nami, com um sorriso sarcástico.
─ Imagina, quanto mais melhor! Vamos logo entrar, já perdemos tempo demais aqui fora.
O plano acabou dando certo. Ambas garotas entraram na casa junto ao homem que as segurava pela cintura, e fingiam estarem lá apenas como acompanhantes. Taiga tentava ao máximo desviar toda atenção para si, o que deixava Nami impaciente, mas Joseph pouco se importava.
─ E então, vamos para o quarto? ─ Pergunta a loira, o mais direta possível.
─ Calma, não precisamos ter pressa. Deixe-me preparar um vinho para vocês duas, torna a noite mais especial.
─ Então a Nami pode ir lá pegar, certo? Desse jeito ela prepara o vinho e eu preparo você.
─ Esse é o bom de ter duas mulheres! Hahaha.
─ Então eu vou preparar... ─ Respondeu a ruiva, com raiva da outra, mas não querendo deixar transparecer e ser a mais simpática possível.
Taiga agarrou Joseph pela camisa, mostrando-lhe um sorriso malicioso e o arrastando para o quarto, fechando a porta com os pés assim que adentraram. Ela o jogou na cama com força, se virando de costas e fazendo alguma coisa.
─ O que estás fazendo? Vem logo pra cá. ─ Ele disse, admirando ela de costas.
─ Vou sim.
Taiga retirou de seu sutiã um pequeno frasco e um pedaço de pano, molhando ele um pouco sem que Joseph perceba. Assim que terminou, voltou a esconder o frasco e sentou em cima dele na cama, com o pano em suas mãos.
─ O que você tem a─
Antes que ele pudesse perguntar alguma coisa, a loira pressionou o pano com a substância líquida no nariz e na boca do homem, o mais forte que conseguia. Joseph, entretanto, segurou as mãos dela tentando escapar dali, mas o líquido o tornava mais fraco conforme a substância ia sendo inalada por ele.
Mesmo assim, ele acabou conseguindo afastá-la e jogá-la na cama, ficando por cima dela e segurando seu pescoço com intenções de matá-la por falta de ar. Os braços de Taiga ficaram marcados e ela imediatamente soltou um grito agudo.
─ Aaah, isso doeu!
─ Mas que merda, isso é clorofórmio! Você acha que vai me derrubar com isso, sua puta barata?
O homem segurou a blusa dela, rasgando-a com fúria de uma vez só. Percebeu que o frasco estava em seu sutiã e o pegou, ameaçando de atirar a substância cancerígena em sua garganta, o que seria mortal, porém, antes de fazê-lo, Nami chegou e usou a arma de choque contra ele até fazê-lo desmaiar completamente.
─ O que aconteceu? Eu ouvi gritos, ele tentou fazer alguma coisa contra você?!
─ E-E-Eu... q-quer dizer, o Law disse que ele iria dormir com isso... ─ Ela disse, saindo de perto dele imediatamente e cobrindo o sutiã exposto graças a roupa rasgada. Nami ficou furiosa.
─ Ele é um irresponsável, isso sim! Ligue pra ele agora mesmo e mande-o vir pra cá.
─ N-Não dá, eu sou profissional, é contra as morais do meu trabalho.
─ Seu trabalho inclui drogar pessoas e correr esses riscos? O que você faria se eu não estivesse aqui, hein? Você sabe que o Law é uma pessoa perigosa, certo?
─ Sei...
─ Mande ele vir pra cá. Eu vou chamar os meus amigos pra dar um jeito nesse homem e continuar o meu trabalho. Mesmo se eu não achar nada, ele vai preso por agressão.
─ Tá bom, eu vou ligar pra ele. ─ Ela pega o celular. ─ Alô, Law...
"Taiga, conseguiu fazer o que eu mandei?"
─ Mais ou menos, o importante é que ele tá dormindo. Eu preciso de você aqui.
"Por quê? Eu não quero que ele me veja se acabar acordando."
─ Então né, a ruivinha que trabalha com você tá aqui e ela mandou te chamar.
"Affê, sério? Esses ruivos só me dão trabalho, que merda."
─ Você vem?
"Eu tô indo aí. Na verdade eu já estou bem perto, porque eu pensei na probabilidade do Joseph ser imune a clorofórmio e resolvi ficar por aqui. Bom, pelo menos não foi isso."
─ … Que seja, vem logo.
Nami já havia ligado para os dois rapazes e eles imediatamente foram para a casa de Joseph. Chegando lá, Zoro prendeu o homem inconsciente na própria cama, com ajuda de algemas e foi ajudar Nami a procurar provas contra ele pelo quarto. Luffy estranhou Taiga estar ali.
─ Desculpa, mas quem é você? E por que as suas roupas estão assim? ─ Ele imediatamente tira sua camisa e dá para ela vestir.
─ Eu sou a prostituta do Law...
─ Oi?
─ Cheguei! Opa... ─ A primeira coisa que Law percebe quando entra no quarto é Luffy sem camisa e Joseph acorrentado e inconsciente. ─ Que visão linda.
─ Torao, mas que merda você fez agora?
─ Luffy, você soube que eu viria e já começou a tirar a roupa? Que apressadinho.
─ Para com isso e me explica. Que lance é esse de você contratar uma prostituta? Isso é lenocínio!
─ Ué, esse é o trabalho dela, não tenho culpa nenhuma. Ela aceitou, né, Taiga?
─ V-V-Vocês são um casal..? ─ Ela diz, observando o jeito de como eles ficam próximos um ao outro, com a mão na boca e um pouco corada. ─ Que coisa mais inusitada...
─ Não somos! ─ Exclama Luffy. ─ E o que deu na sua cabeça achar que seria uma boa ideia contratar uma prostituta e botá-la em riscos?
─ Mas você não fez a mesma coisa?
─ A Nami se ofereceu pra prender o Joseph, é totalmente diferente de usar uma pessoa que não tem nada a ver com a história como objeto pra sua vingança!
─ Você tá exagerando. Ela topou fazer, eu não obriguei ninguém, relaxa. O importante é que deu certo.
─ O Law tem razão, esse é o meu trabalho. Ah, mas eu vou cobrar dinheiro a mais por toda essa confusão! Esse cara tentou me matar.
─ Ele tentou te matar?! ─ Perguntam os dois rapazes ao mesmo tempo.
─ Que idiota. ─ Diz Law.
─ Você tá bem? Eu posso chamar um médico se quiser. E não se preocupe, esse homem definitivamente será preso. ─ Afirma Luffy, preocupado com o estado da mulher, que pareceu estar segura com a situação.
─ Eu tô bem, sério, só quero ir pra casa. Depois eu passo no hotel do Law para pegar o meu dinheiro, tá? Aproveito e devolvo sua blusa pra ele.
─ Você não vai pra casa, não. ─ Interrompe Luffy. ─ Você precisa dar depoimento, principalmente depois da agressão.
─ QUÊ? NÃO! Eu não quero ir pra delegacia, se os meus pais descobrem tudo isso eu tô completamente ferrada! Além disso eu não terminei a faculdade, iria atrapalhar muito.
─ Luffy, deixa ela ir, ela não fez nada demais.
─ Mas ela não vai sofrer nada, só vai fazer um depoimento, nada dem─
Vendo que Luffy não iria deixar Taiga ir para casa, Law interrompe as palavras dele com um beijo forçado. Aproveitando que ele estava imobilizado, a loira pulou pela janela e fugiu, depois de ficar mais corada ainda pela cena. Enquanto isso, Zoro e Nami procuravam por provas em outros cômodos da casa, já que não acharam nada no quarto.
─ Você é um irresponsável, isso sim. ─ Afirma o garoto, limpando sua boca e se afastando de Law.
─ Foi mal, tá? Eu simplesmente não podia deixar minha vingança de lado e ela não tem nada a ver com essa história.
─ Você pedindo desculpas e assumindo a culpa? Que raridade...
─ Deixa isso pra lá, eu vou te ajudar a procurar as provas do crime dele, já que outros dois não acharam nada.
─ Você tem certeza que tem alguma coisa aqui? A Nami e o Zoro já revistaram todo esse lugar.
─ Bom, ele me disse que tinha alguma coisa no quarto, só não sei o que é. Não custa nada procurar.
Nos outros cômodos da casa, Zoro e Nami buscavam provas que servissem para incriminá-lo como envenenador, mas não achavam nada além de livros e medicamentos ilegais. Luffy e Law prosseguiram procurando no quarto de Joseph, que continuava a dormir.
Enquanto Law buscava por algo nas gavetas, o armário de roupas, por algum motivo, chamou a atenção de Luffy. Ele não estava olhando dentro e sim, nas laterais do móvel, notando algo de estranho em como fora construído.
─ Torao, olha isso...
─ O quê? Achou alguma coisa?
─ Não exatamente, mas esse armário é mais espesso que os normais. As paredes dele são mais grossas, como se fosse madeira dupla ou tripla.
─ Espera... ─ Law vai até onde o garoto estava e começa a bater na madeira do móvel. ─ Isso aqui é uma parede falsa.
─ Uma parede falsa num armário?
─ É, eu já vi isso antes. O Kid tinha um desses.
─ Bom saber, tem alguma coisa escondida no armário dele que seja importante?
─ Nada demais, só vídeos.
─ Vídeos? De quê?
─ Melhor você não saber... ─ Law continuava tentando achar um ponto fraco no armário, para conseguir abri-lo e ver por dentro.
─ Olha, depois que vocês foram presos eu fui na casa do Eustass pra ver se tinha coisas importantes lá...
─ Você viu as fotos?
─ Centenas de álbuns, um monte de poster seu, fotos de você criança e dormindo... uma coisa muito assustadora.
─ É, ele gosta de fotos. ─ Ele finalmente consegue achar a abertura do móvel. Lá dentro havia uma espécie de armário embutido, pequeno, porém com um caderno dentro.
─ Esse caderno... ─ Luffy folheia as páginas. ─ Tem os nomes das vítimas, o tipo de veneno, a reação delas, data da morte... onde eu já vi isso antes?
─ Não me compare com ele.
─ Por que vocês pessoas malvadas deixam essas provas? Se o Joseph não tivesse esse caderno, iria dificultar prendê-lo. Esse tipo de coisa só facilita o meu trabalho.
─ Depende, eu tinha o meu bloco porque eu me orgulhava do que eu fazia. O chato de ser contra-lei é que você não pode se vangloriar de um trabalho bem feito.
─ Matar pessoas é um trabalho bem feito?
─ Não matar por matar, e sim o jeito. Foram nove anos sem ninguém suspeitar de mim, você só me prendeu porque eu resolvi salvar a sua vida. Eu me dedicava ao meu trabalho.
─ Que seja, eu nunca vou entender a sua lógica maluca. Pelo menos já achamos o que queríamos, vamos embora.
Luffy pega o caderno e se prepara para sair, encontrar Zoro e Nami e prender de uma vez o homem. Porém, antes que ele pudesse fazer isso, Joseph começa a acordar. Ele percebe que está preso à cama e tenta se debater um pouco, antes que sua visão voltasse a ficar normal.
─ Ahn? Onde eu estou?
─ Boa noite, Cinderela. ─ Law se aproxima, ficando de frente para ele, cruzando os braços e deixando seu sorriso sarcástico e malicioso transparecer de seu rosto.
─ Q-Que porras você tá fazendo aqui? E por que tem um garoto sem camisa no meu quarto? Não acredito... Eu sabia que você era pedófilo! ─ Ele fica confuso e ao mesmo tempo cheio de raiva, tentando se desprender das correntes por qualquer coisa, mas sem sucesso. Law continuava a tirar sarro da situação.
─ Deixa eu te dar um aviso sobre a sua situação atual, Joseph. Você foi se achar inteligente demais e nem se deu conta do detalhe mais importante, que é: Nunca ouse me subestimar.
─ Do que caralhos você tá falando? Me amarrou aqui só pra ter a sua vingança e ainda trouxe o namoradinho pra me irritar ainda mais? Tudo o que você conseguiu foi me dar mais certeza do que eu já sabia, seu pederasta doente!
─ Eu confesso que adoro te ver tão irritadinho assim, mas não é por isso que eu vim aqui. Você se acha tão mais esperto que eu, disse que nunca seria preso por ser "superior" a mim, mas olha a sua situação. Esse garotinho do meu lado pode não parecer, mas ele é policial. E ele tem quase a mesma idade que eu.
─ Policial? Pera, você me denunciou pra polícia? Logo você?
─ Ah qual é, você acreditou mesmo que eu só tenha conseguido pegar dois anos? Se toca, o único motivo de eu ter te aturado ontem foi pra te ver nessa situação. E também pra esfregar nessa tua cara, que quem tá te prendendo SOU EU MESMO!
─ COMO É? Você virou cão do governo? Porra, seu inútil do caralho, vai se foder! Cansou tanto de ser feito como mulherzinha na prisão que aceitou até se render pra polícia? Aliás, você deveria estar adorando aquilo, principalmente com o ruivinho te fodendo o tempo todo lá!
─ Pode falar o que você quiser, sua situação só vai piorar. Você tá ferrado, Joseph, gente que nem você é alvo fácil na prisão! Você fica aí se sentindo superior e me chamando de imoral, mas na primeira oportunidade você bate na Taiga e usa as mulheres como objetos. Você é milhões de vezes pior do que eu, em todos os sentidos.
─ Vai à merda, seu viadinho do caralho! Você acha que eu sou que nem você pra permitir que alguém me toque? E se eu bati em alguém é porque aquela puta mereceu, mulher que tenta ser melhor que homem tem mais é que apanhar mesmo, e olha que eu não fiz nada demais! E quem é você pra me dar lição de moral? Vai dizer que não fazia a mesma coisa com a quantidade de GHB que você comprava? Não me compare com um depravado corroído que nem você!
─ P-Parem de gritar vocês dois, que coisa horrível... ─ Diz Luffy já cansado de ouvir tudo aquilo. Zoro e Nami também se aproximaram para ver o motivo dos gritos, mas Law continuou falando.
─ Quer saber? Não tem motivo nenhum pra eu continuar discutindo com você, eu tenho coisa melhor pra fazer. Eu nunca disse que era uma boa pessoa e tô pouco me fudendo pra essa sua moral, só quero que você saiba que, enquanto eu estarei aproveitando a minha vida ao lado do Luffy, você vai estar desesperado na prisão tentando preservar esse teu orgulho fascista de merda.
─ CALA BOCA! Eu quero mais é que você vá direto pro inferno e seja tratado como todos vocês imundos de merda merecem serem tratados, com uma estaca de madeira enfiada no meio do─
─ Já chega, já cansei você! ─ Exclama Luffy. ─ Antes eu achava que o Torao era uma pessoa ruim, mas você é completamente alucinado! Qual é o sentido de falar isso tudo? Se afogar em ódio profundo até não sobrar mais nenhum sentimento bom, e precisar viver como uma pessoa depressiva e sem amor pro resto da vida?
─ Vamo parar logo com isso, não tem sentido ficar discutindo com gente desse tipo. ─ Zoro e Nami foram até o homem e o tiraram da cama, algemando-o e se preparando para levá-lo para o carro de polícia.
─ Ótimo, todos esses gritos só me deram mais fome ainda. E eu tô começando a ficar com frio. ─ Diz Luffy.
─ Tá com frio? Eu te empresto meu moletom, Luffy. ─ Law se aproxima e tira sua roupa superior, colocando-a no garoto, que acabou ficando imediatamente corado ao sentir o cheiro e o calor do moletom.
─ Não precisava...
─ Precisava sim, a culpa de você ter dado a sua blusa pra Taiga é minha. Além disso eu gosto de te ver com as minhas roup─
A fala de Law fora interrompida pelo próprio Luffy, que agarra seu pescoço e o puxa para um beijo, fazendo com que a atenção do quarto seja dirigida até os dois. Joseph já estava de pé, com as mãos algemadas e foi obrigado a admirar a cena.
─ ALGUÉM FURA OS MEUS OLHOS!
Contudo, a única coisa que ele conseguiu foi ter o dedo do meio de Law apontado para sua cara, pois o beijo só continuava. Zoro e Nami acharam graça da situação e os dois também riam enquanto tinham seus lábios colados.
─ Hey, Joseph... ─ Diz Law assim que se separou do beijo, de frente para o homem.
─ Você não tem o direito de citar o meu nome com essa boca suja.
─ Só queria te dizer que eu vou fazer questão de voltar à prisão só pra te visitar, eu quero ver de perto a sua situação lá. E pra ser melhor ainda, só se você ficasse na mesma cela do Kid. Isso sim seria engraçado.
─ Vai à merda, não pensa que eu vou deixar qualquer um me tocar que nem você, guri.
─ Aliás, pensando melhor, eu retiro o que eu disse. Não seria justo com o Kid ter que passar a vida ao lado de uma pessoa como você, até ele merece alguém melhor. Dele eu só tenho pena, de você eu tenho nojo.
~ X ~
Finalmente, Joseph foi preso e Trafalgar pode retornar à sua casa. Ele estava cansado de tanta briga, com seus olhos caídos e sua impaciência visível rotineira. Tudo o que ele queria era dormir, porém isso não seria possível, graças a presença de Taiga e Penguin em sua casa.
─ Ah não... eu tinha esquecido da existência de vocês...
─ Que cruel da sua parte, é só isso que eu ganho por ter arriscado minha vida? ─ Diz Taiga andando em direção a ele, vestindo uma blusa qualquer que tinha pego com Penguin e com a camisa de Luffy em suas mãos.
─ Você fez o quê? A Nami me contou tudo, você não serviu pra nada além de me dar despesas.
─ Tô nem aí, o importante é que você me deve dinheiro e uma roupa nova. E me explica também esse seu lance com o Luffy.
─ Lance com o Luffy? ─ Indaga Penguin ao longe, ouvindo toda a conversa dos dois enquanto assistia televisão. ─ Que lance com o Luffy?
─ Nada demais. ─ Law pega Taiga pelo braço, saindo do apartamento com ela para conversarem sozinhos.
─ Ah, ele não sabe que você namora um policial? ─ Pergunta Taiga, com um sorriso no rosto de quem adorava segredos.
─ Não e nem precisa saber.
─ Eu achei mesmo que ele não soubesse. O Penguin odeia pessoas ligadas ao governo, se ele soubesse disso não estaria com você.
─ Disso eu sei, mas eu não posso deixar ele ir embora. Mesmo sendo um idiota, ele é um idiota útil.
─ Mas eu gostei de saber! Eu acho interessante essas histórias de amor proibido, e eu nunca tinha visto uma entre assassino e policial.
─ Então você não vai contar?
─ Opa, amigos, amigos, negócios à parte. Meu silêncio custa caro, gato.
─ Sabia que ia dar nisso... olha, a namorada maluca do Penguin me assaltou e levou todo o meu dinheiro.
─ Como é que é? Olha aqui, eu não vou aceitar você me passando a perna desse jei─
─ Eu vou te pagar, calma. Eu vou te dar todo o seu dinheiro amanhã quando eu for ao cassino, não se preocupa. Eu tô cansado demais pra discutir de novo.
Taiga aceita e vai embora, deixando apenas a camisa de Luffy com Law, que volta a entrar em sua casa e encontrar-se com Penguin, que desligou a televisão.
─ Que lance é esse com Luffy? Eu já disse que arrumar amizade com esse tipo de gente é perigoso. ─ Questiona Penguin, suspeitando de que haja algo entre eles, o que deixou Law ainda mais impaciente.
─ Ele não é meu amigo e eu tô cansado de ouvir esse papo. Vai pra sua casa, eu quero dormir e nunca mais acordar.
─ Ah, eu não te contei? Eu não tenho casa.
─ Você não tem casa...
─ Ter casa exige muita burocracia e ficaria fácil pra "certas pessoas" me acharem, então eu não tenho casa. Eu durmo sempre com uma das minhas mulheres, cada dia uma diferente.
─ E daí? Vai pra casa delas e sai da minha.
─ Então... eu ia dormir com a Taiga, mas aí ela ficou de saco cheio por causa do carinha de vocês e decidiu ir dormir sozinha.
─ Penguin, o que você tá sugerindo..?
─ Deixa eu dormir aqui? Por favor, por favor, por favor!
─ Não.
─ Por favoooooor!
─ Não!
─ Poooooorrrr faaaaaaavvvvvvoorrrrrrrrrrr!
─ Argh, que saco! Fica aí no sofá então, eu vou pra minha cama. Se você me incomodar eu mato você, entendeu?
─ Eba, vamos ser colegas de quarto!
─ Não inventa...
Trafalgar deixou o ruivo em seu sofá e dirigiu-se até seu quarto, tirando as roupas e deitando em sua cama. Ele segurava a camisa de Luffy consigo, sentindo o cheiro dela e lembrando-se do garoto o tempo todo, até finalmente dormir com um sorriso no rosto.
Sonho do Law P.O.V
Aaahnm, que dor de cabeça infernal...! Onde é que eu tô? Gente, que calor, geralmente essa hora na Inglaterra é tão fria, então por que diabos esse lugar é tão quente? Eu não consigo ver nada, tá tudo preto, só sinto um calor enorme me abraçando.
─ T-Tem certeza que você vai ficar bem?
Essa voz... onde eu já ouvi essa voz antes? Ah claro, é a voz do Luffy, eu ouço ela todos os dias. Por que eu tô ouvindo a voz dele? E que papo é esse de se eu vou ficar bem?
─ Vou... graças a você... meu anjo...
Anjo? Eu chamei o Luffy de anjo? Hahaha, já entendi tudo, eu tô sonhando! Ou melhor, deve ser um pesadelo. Eu nunca falaria alguma coisa tão melosa como essa, principalmente pro Luffy. Eu tenho uma reputação de monstro malvado pra zelar, sabia?
─ Só faz... o que tem que fazer...
Gente, fazer o quê? Que sonho doido é esse? Eu não consigo ver nada, tá tudo escuro, a única coisa que eu escuto é a minha voz e a voz do Luffy. Além disso, cada vez fica mais quente, eu sinto como se um corpo estivesse subindo em cima de mim...
Ah, não... não, não, não... o que é isso que eu sinto? Tem alguma coisa entrando dentro de mim, não sei o que diabos é, mas não deve ser o que eu tô pensando. Por que eu sonharia com isso? Deve ser culpa do Joseph que ficou colocando um monte de coisa na minha cabeça...
Bom, pelo menos agora eu tenho certeza que é um pesadelo. Em primeiro lugar eu só seria romântico com o Luffy se eu tivesse possuído, e em segundo lugar, ele nunca faria uma coisa dessas comigo. Ou faria? S-Será que é vingança pelos tempos do porão?!
Quer dizer, não é tão ruim, por incrível que pareça. Cada vez mais eu sinto meu corpo esquentando, como se um alívio enorme estivesse saindo de mim. Eu amo o Luffy, não deixaria uma coisa como essa estragar a nossa relação, apesar de ser meio estranho. Ele é meu anjinho sim, só que eu nunca diria uma coisa dessas. Nunca, nunca, nunca.
─ Posso te perguntar uma coisa?
Você pode perguntar o que você quiser, pode me falar o que você quiser. Cada vez mais esse pesadelo fica mais louco. Meu corpo vai esquentando cada vez mais, eu sinto como se alguma coisa muito importante estivesse por vir...
─ Cada vez mais eu tenho certeza, de que eu amo você, Torao.
Sonho do Law P.O.V off
─ Q-Q-QUE QUE FOI ISSO?! ─ Law acordou com um susto. Seu coração estava acelerado e ele acabou gritando sem ao menos perceber, sentando na cama e agindo como se tivesse visto um fantasma.
─ O que foi? Aconteceu alguma coisa?!
─ Penguin, o que caralhos você tá fazendo dormindo do meu lado?
─ Ah, tava frio lá fora, então eu vim pra cá. Mas o que houve com você? Quer dizer, você tá pálido, quer que eu pegue uma água?
─ N-Não, não precisa...
─ Tem mesmo certeza? O que houve, foi um pesadelo?
─ Pesadelo? Não...
─ Então me fala!
─ Penguin...
─ Oi.
─ Eu acho que tive o melhor sonho da minha vida.
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