Pokémon RainStorm

28 Side Story: Red: Origem (Parte 3 – O Verdadeiro)


Notas iniciais
Antes de tudo, peço mil desculpas! E dessa vez não tem nem nada que eu possa culpar o atraso, além de mim mesmo, afinal foram dois meses sem capítulos, o maior hiato da fic até momento e espero que continue assim. Teve algumas complicações e problemas, mas dois meses mesmo que conturbados, eram mais do que suficiente para escrever um capítulo, mesmo ele sendo relativamente longo. Por isso, peço novamente desculpas e vou me esforça ao máximo para que nenhum hiato desses aconteça novamente. Na verdade, eu queria deixar a fic semanal, mas por enquanto não posso prometer nada. Deixando os problemas e desculpas de lado vamos a nossa apresentação padrão. Olá amadas e amados leitores! E hoje depois de muito tempo trago um novo capítulo e dessa vez a parte 3 do especial de Origem do Red. Eu realmente espero que estejam gostando dessa história paralela e pelos comentários realmente estão e isto me deixa muito feliz! De qualquer forma, hoje é a última parte desta história do Red, no futuro poderão haver outros especias do Red, mas ainda demorarão para serem lançados, afinal a protagonista da história é a Katherine e não o Redgar, mesmo ele tendo se tornado um personagem tão amado por vocês. Gostaria de lembrar que esses capítulos não são obrigatórios para entender a fic, mas são extremamente recomendados, pois além de mostrar histórias importantes sobre personagens secundários importantes da fic, eles também apresentarão fatos que serão mencionados no futuro da fic, assim como personagens novos, além de revelar segredos e mistérios da fic. Ou seja, não é obrigatório ler, mas é extremamente recomendado! Como está é a parte 3 do especial de origem de Red é obvio que para entenderem devem ler as partes anteriores, então se não lerem, leiam, para poderem ler está daqui. Antes de começarem a ler quero dar um aviso que começarei a escrever uma fic interativa de Danganronpa e convido a todos os leitores daqui a participarem, o link da fic: https://fanfiction.com.br/historia/725976/Danganronpa_Carpe_diem/ Na primeira parte vocês conhecerem a Lenda, na segunda o Falso e nesta conhecerão Verdadeiro! Espero que gostem e tenham uma ótima leitura!

Cidade de Lumiose, 30 de julho de 2015.

Red fitou a garota seminua amarrada, sentia raiva daqueles homens que estavam ao redor.

— Yellow, eu vim para te salvar!

Ao ouvir o garoto, Heathcliff soltou Yellow e se virou para Red.

— Salvar? Você realmente acha que um garotinho mentiroso que nem você pode passar por todos nos? – indagou Heathcliff retoricamente.

— É claro que ele pode! Red é o maior dos treinadores e vai acabar com vocês! – berrou Yellow que logo ouviu gargalhadas de Heathcliff.

— Você só pode estar brincando, minha querida Yellow. Este perdedor nunca vai conseguir nos derrotar. – contou Heathcliff.

Yellow estava preparada para contra-argumentar novamente, mas Red foi mais rápido.

— Você tem razão. – Yellow ficou confusa com o comentário de Red. – Eu sou um fracote e não tenho como derrotá-los sozinhos. E é exatamente por isso que não vim sozinho. – Red levantou a mão e gritou com todas as forças. – Agora!

Uma ventania veio de fora por onde Red havia entrado e acertou a todos os derrubando. Quando se deram conta um homem alto, mas nem tanto, apareceu no meio deles. Ele tinha cabelos negros e olhos que pareciam duas grandes e verdes esmeraldas, vestia uma calaça jeans, uma camisa social branca e por cima um sobretudo marrom aberto, além disso ele estava com uma gravata no pescoço, usava luvas negras e segurava em suas mãos um livro e uma caneta.

— O que aconteceu? Quem é esse? – indagou um dos falsos vermelhos.

— Eu sou apenas um escritor. – sorriu ele. – Redgar, pegue a Yellow e saia daqui. Eu cuidarei deles.

Red assentiu e foi até Yellow, mas Heathcliff apareceu e tentou o acertar com uma faca.

— Isso é bem perigoso. – O escritor havia aparecido na frente de Heathcliff e segurado seu braço, assim o impedindo de acertar Red.

— Que tipo de monstro você é? – questionou Heathcliff ao perceber a velocidade em que o homem misterioso o havia alcançado.

— Monstro? Isso foi meio rude. – A expressão do homem ficou séria e então, ele acertou um soco na barriga de Heathcliff o jogando para longe onde bateu na parede e ficou.

— Chefe! – gritaram os Falsos Vermelhos preocupados.

O escritor misterioso fitou Red e pediu:

— Eu sei que disse que cuidaria deles, mas poderia acelerar mais um pouco.

Red finalmente chegou em Yellow e começou a desfazer o nó da corda que a amarrava.

— Red, você veio. – sorriu Yellow com olhos lagrimosos.

— Claro, esqueceu que eu fiz uma promessa que viajaríamos juntos? Além do mais, eu arriscaria tudo por uma garota com um sorriso tão bonito quanto você.

Yellow corou com os comentários de Red que corou a ver a garota corada.

— Pronto, te desamarei. – contou Red ainda envergonhado pelo que havia dito anteriormente.

Yellow tentou se levantar, mas estava sentindo dor e mancando. Red percebeu, foi até a garota e se agachou em sua frente, mostrando as suas costas.

— Vamos, suba. – pediu Red.

— Tem certeza? – indagou Yellow.

— Claro, posso não ser a pessoa mais forte, mas consigo te carregar.

Yellow concordou e então subiu nas costas de Red.

— Escritor misterioso, já estamos indo! – alertou o garoto ao se levantar.

— Está certo, te encontro mais tarde. – respondeu ele.

Red correu para fora daquele lugar carregando Yellow em suas costas. Enquanto isto, o escritor misterioso estava sozinho encarando dezenas de homens dos Falsos Vermelhos. Ele, pego o livro que segurava o abriu e anotou algo, depois voltou a fitar os homens e disse:

— Vamos começa! – Foi então que diversas ventanias entraram naquele cômodo acertando e derrubando os homens. Parecia que um tornado havia sido criado ali dentro.

— Como assim não tem nada aqui? – berrou Green.

— Já investigamos todo o local e este prédio está abandonado sem resquícios nenhum dos Falsos Vermelhos estarem por aqui. – contou um dos policiais.

— Que droga! Isso quer dizer que aquele desgraçado do Scar mentiu para mim. – pensou Green, mas logo lembrou de algo. – Não, Scar realmente parecia preocupado com a garota, ele não arriscaria deixar os Falsos Vermelhos fugirem com ela.

Um outro policial chegou perto de Green segurando um celular e disse:

— Senhor Green, o Capitão Oak que falar com o senhor.

Ao ouvir o nome de seu pai, Green sentiu um frio na barriga e atendeu o celular.

— Alô?

— O que você pensa que está fazendo? – berrou o pai de Green do outro lado do telefone. – Era para você estar investigando os sequestros e não ficar perambulando pela cidade!

— É isso que estou fazendo, mas acabei recebendo uma informação falsa. – respondeu Green.

— Informação falsa? Você não vai ousar me dizer que quem te passou esta informação foi o mentiroso do Scar! Quantas vezes já lhe disse para ficar longe dele, aquele desgraçado acha que pode fazer o que quiser nessa cidade, mas quem é a lei sou eu! Não quero mais você conversando com ele!

— Tenha um pouco de calma, a informação do Scar pode ser sido errada desta vez, mas ele ajuda de vez em quando. – contou Green.

— Ajuda? Você é realmente uma decepção se precisa de ajuda de criminosos.

Green não estava gostando do rumo que aquela conversa tomava, queria dizer muitas coisas, mas não tinha coragem.

— De qualquer forma recebemos uma ligação anônima que revelou onde os Falsos Vermelhos estão, alguns esquadrões já estão indo para o local. Te passarei todas as informações e avise ao seu líder para mandar todos os policias com você até o local. – ordenou o Capitão Oak.

— Ligação Anônima? – pensou Green confuso, foi então que lembrou de Scar questionando sua carreira de policial. – Será que aquele desgraçado realmente me enganou?

— Está me ouvindo? – berrou o pai de Green.

— Sim, alertarei ao líder do esquadrão.

Red corria com Yellow em suas costas procurando pelo caminho que havia vindo para sair daquele local.

— Red. – chamou Yellow.

O garoto parou de correr e resolveu ouvir a garota.

— Você mentiu para mim? – indagou Yellow.

Aquelas palavras fizeram Red se sentir mal, de uma forma estranha que ele nunca havia testemunhado.

— Me desculpe Yellow, mas eu não sou a pessoa que você pensa. Não sou nenhum herói, campeão e nem um treinador forte. Sou apenas um covarde que gosta de se achar, mas quando a coisa aperta me escondo e fujo. – revelou Red.

— Você está errado. – Aquela resposta pegou Red de surpresa, ele esperava que Yellow gritava ou ficasse brava, mas nunca esperava por uma resposta como aquela. – Se você fosse um covarde não teria me salvado duas vezes mesmo sendo perigoso.

— Mas Yellow eu menti para você! Não sou nada além de um mentiroso que se importa consigo mesmo.

— Nada disso. – contrariou Yellow. – Você apenas mentiu para me fazer feliz. Eu deveria ter percebido, mas queria acreditar em cada palavra sua, eu queria acreditar em uma história com diversas aventuras incríveis. Afinal, eu sempre sonhei com isto, mas nunca tive a minha chance. Red você pode ter mentindo para mim, mas você não fez isto pensado em você, você fez pensando em mim e essa é a pessoa que você é de verdade.

— Mas eu…

— E Red, é por isso tudo, que você é meu herói. – Yellow sorriu.

Lagrimas começaram a sair pelos olhos de Red, ele não sabia se merecia aquilo, mas as palavras de Yellow o deixaram realmente feliz.

— Obrigado. – disse Red ainda chorrando. Ele então limpou suas lágrimas e voltou a sua atitude normal. – Vamos sair daqui logo! Afina você precisa de roupas, dessa forma, eu não consigo evitar olhar para seu corpo.

Yellow corou e berrou:

— Seu idiota!

Red riu e começou a correr novamente.

— Antes que me esqueça, seu peitos estão encostando em minhas costas. Parece que você não é uma tábua afinal. – pirraçou ele.

— Cale-se! Cale-se! Cale-se! – berrou Yellow toda vermelha.

O escritor misterioso era o único em pé naquele local, todos os outros homens estavam caídos, machucados e alguns desmaiados.

— Foi mais fácil do que eu imaginava. – comentou ele.

Heathcliff ainda machucado, pegou uma pistola e disparou em direção a cabeça do homem misterioso, que desapareceu.

— O que aconteceu? Para onde ele foi? – pensou Heathcliff sem entender nada. – Não importa, vou atrás da Yellow e daquele pirralho atrevido.

Heathcliff se levantou e mesmo com dor correu em direção ao corredor. Assim que Heathcliff estava longe, o escritor misterioso apareceu novamente e comentou:

— Isto pode ser um problema, mas acho que vou deixar o resto com a polícia.

— Yellow estamos chegando a saída. – contou Red.

Repentinamente um disparo foi ouvido e uma bala passou ao lado do rosto de Red.

— Vocês não podem fugir de mim tão facilmente. – gritou Heathcliff apontando uma arma para os dois adolescentes.

Red sentiu medo, não sabia o que fazer naquele momento. Estava encurralado, não tinha como fugir, nem proteger a Yellow. Foi então que Green apareceu seguido de diversos policias que atiraram na mão de Heathcliff o fazendo derrubar a arma e depois o imobilizaram.

— Green! Você nos salvou! Muito obrigado amigo! – sorriu Red.

— Me pergunto o porquê de você sempre estar metido em confusões. – desabafou Green.

Depois daquilo, diversos policias foram aparecendo e prenderam os Falsos Vermelhos, assim como libertaram as pessoas e pokémons sequestrados. Yellow também foi cuidada e derem algumas roupas para ela vestir. Tudo parecia estar indo bem.

— Agora que está tudo bem, peço para que vocês saiam desse aeroporto. Não podemos ficar aqui atrapalhando. – alertou Green.

— Vamos sair. Yellow já consegue andar? – indagou Red e a garota assentiu.

Green foi até Heathcliff que estava algemado e sendo levado para do carro da polícia.

— Você realmente foi um pé no saco, pode ter certeza que passará um bom tempo na prisão. – disse Green.

Heathcliff riu e contestou:

— Isto não vai acontecer.

Diversas balas foram disparadas acertando os policias, inclusive Green que recebeu um tiro na perna e caiu no chão. Dezenas de homens carregando armas e lenços vermelhos apareceram, um deles foi até Heathcliff, o libertou e entregou uma pokébola e uma pistola.

— Heathcliff seu desgraçado! – berrou Green se contorcendo de dor no chão. – Isto não vai ficar assim!

— Meu caro, policial mirim, foi bom te conhecer, mas você me irritou um pouco. – Heathcliff apontou a pistola na cabeça de Green.

— Pare com isso! – gritou Red.

Heathcliff soltou Green, virou-se para Red e depois fitou Yellow.

— Obrigado, já estava me esquecendo da minha querida Yellow. – sorriu Heathcliff. – Peguem ela.

Diversos homens foram em direção da Yellow.

— Eu não vou deixar isto acontecer! Pikachu use Volt Takcle! – Red arremessou um pokébola para o céu e dela saiu um pokémon roedor amarelo que correu em direção aos capangas de Heathcliff.

Quanto mais corria uma energia elétrica tomava conta de seu corpo e então como um raio, o Pikachu acertou os homens os derrubando.

— Isto! – comemorou Red, mas então uma Heathcliff o acertou na nuca o fazendo desmaiar.

— Você é bem irritante, mas devo conseguir um bom preço. – contou Heathcliff. – Levem ele.

Conforme a ordem dado, alguns homens pegaram o corpo de Red e o carregaram.

— Agora, só falta você minha querida Yellow.

Yellow ficou assustada, não tinha mais ninguém que a pudesse ajudar, mas então Heathcliff sentiu uma bala penetrando em seu braço.

— Este é o troco. – comentou Green enquanto apontava uma arma para Heathcliff.

— Seu pedaço de merda! Eu vou te matar! – berrou o líder dos Falsos Vermelhos.

— Não, você não vai. – disse uma voz que Heathcliff reconheceu.

Quando se deu conta, era o escritor misterioso. Ele estava sentado em cima de um carro dos policias escrevendo algo em seu livro.

— Homens matem esse monstro agora! – berrou Heathcliff apontando para o escritor misterioso.

Como ordenado diversos subordinados dele, apontaram suas armas para o misterioso.

— Eu já te alertei que não gosto de ser chamado de monstro. – Ele fechou o livro que estava escrevendo e fitou Heathcliff com um olhar assustador.

De forma repentinas diversas dos Falsos Vermelhos que apontavam armas para o homem misterioso caíram desmaiados no chão.

— O que foi isso? – indagou Heathcliff assutado. – Vamos sair daqui!

Heathcliff começou a correr, assim como seus subordinados, mas o escritor misterioso pulou para frente de alguns e começou a derrubá-los nos socos e chutes.

Enquanto o homem misterioso enfrentava os capangas de Heathcliff, o próprio junto com outros subordinados, inclusive o que carregava Red seguiram até um pequeno avião onde dentro havia mais falsos vermelhos.

— Preparem tudo, vamos partir logo. – ordenou Heathcliff.

— Sim chefe.

Um pouco distante, o escritor misterioso estava conseguindo se sair bem contra aqueles homens, mas como eram muitos, não conseguia ir atrás de Heathcliff.

— Green, vá atrás do Heathcliff e o impeça de fugir. – pediu o homem misterioso.

— Primeiro, quem é você? Segundo, como sabe o meu nome? E terceiro, como vou ir atrás do Heathcliff com a perna baleada?

— Mas sua perna está bem. – contou o homem.

Quando Green se deu conta, sua ferida estava curada e ele não sentia mais dor. Ele não entendeu o que tinha acontecido, mas sabia que tinha que ir atrás de Heathcliff. Quando começaria a correr, Yellow interveio:

— Me leve junto! – pediu ela enquanto segurava o Pikachu de Red nos braços.

— Mas é perigoso, é melhor você ficar por aqui. – contestou Green.

— Red foi levado e como ele me salvou também quero salvar ele. Então, por favor, me deixe ir! – insistiu Yellow.

Green compreendia Yellow e por isso, aceitou a ajuda.

— Está bem, mas tome cuidado e siga minhas ordens.

Yellow concordou e os dois foram em direção a Heathcliff. Quando chegaram perto do avião, o líder dos Falsos Vermelhos os avistaram e resolveu sair do avião.

— Terminem de preparar tudo. Eu cuido desses dois. – avisou ele ao arremessar uma pokébola e dela sair um pokémon sujo, gosmento e roxo, era um Muk.

— Saia Kadabra! – Green pegou uma pokébola de sua cintura e apertou o botão no meio liberando um pokémon humanoide amarelo que segura uma colher em uma de suas mãos. – Yellow vá atrás do Red, eu cuido dele.

— Como se eu fosse deixar! Muk use Sludge Wave na Yellow.

A quantidade de gosma do corpo do Muk foi aumentando e então ele lançou boa parte da gosma venenosa em direção a Yellow.

— Kadabra proteja a Yellow com Psyshock!

Primeiramente o pokémon psíquico usou Teleport para aparecer na frente da Yellow, onde a onda de gosma estava se aproximando e antes de acertá-lo, ele soltou um raio roxo de sua colher que acertou a gosma e a mandou de volta para seu usuário.

Heathcliff olhou para Green com despreço, foi então que o garoto disse:

— Eu sou seu oponente.

Enquanto os dois batalhavam Yellow seguiu para o avião, onde um dos subordinados de Heathcliff estava de guarda na porta, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, o Pikachu do Red seguido pelas ordens da Yellow o acertou com um Volt Tackle. Com o capanga desmaiado, os dois resolveram entrar no avião, que apesar de parecer pequeno em comparações com outros aviões, ele era bem grande por dentro.

— Red, cadê você? Viemos te ajuda! – exclamou Yellow que chamou a atenção de outros Falsos Vermelhos ali dentro. – Acho que gritar não foi uma boa ideia.

Os falsos vermelhos correram em direção da Yellow para capturá-la, mas o Pikachu do Red a protegia com seus movimentos. Depois de correr um pouco pelo avião, Yellow finalmente encontrou o corpo de Red desmaiado encostado numa cadeira perto do banheiro.

— Red acorda! Precisamos sair daqui! – alertou ela, mas ele continuava dormindo.

O Pikachu continuava despistando os homens utilizando seu Volt Tackle e Iron Tail, mas ele já estava ficando cansado e ao Yellow perceber isto, sabia que tinha que acordar Red o quanto antes.

— Red, peço desculpas, mas você tem que acordar e eu não pensei em outro jeito. – Yellow respirou fundo e então socou o estômago de Red com todas suas forças enquanto gritava. – Acorda!

Ao sentir a dor, Red logo abriu os olhos.

— Funcionou! – comemorou Yellow.

Por causa da dor, Red ainda não conseguia falar e estava confuso. Ao perceber que Red sentia dor, Yellow começou a ficar desesperada.

— Me desculpe! Mas você não queria acordar! E temos que sair daqui se não o avião vai decolar e vamos ficar presos com Heathcliff e os falsos vermelhos! Me desculpe mesmo!

Quando a dor passou, Red finalmente conseguiu falar novamente.

— Desculpas aceitas, mas da próxima vez use menos força. – pediu Red.

— Está bom. – sorriu Yellow. – Agora temos que sair daqui.

— Você tem razão. – Red fitou seu Pikachu e perguntou. – Pikachu, consegue derrubar todos com um último Volt Tackle?

O Pikachu sorriu confiante.

— Então use todas as suas forças para nos libertar daqui! – ordenou Red.

Pikachu pulou para trás e começou a correr na direção oposta à dos Falsos vermelhos, quando conseguiu uma boa distância, se virou e começou a correr na direção dos mesmos. Cada passo que dava a energia elétrica envolta de seu corpo aumentava, tanto que algumas vezes, raios disparavam de seu corpo e acertavam as cadeiras do avião. Quando finalmente estava com força total, o Pikachu pulou na direção dos homens e os acertou como se fosse um raio, assim os nocauteando.

— Muito bem Pikachu! – elogiou Red.

Pikachu sorriu para seu treinador e caiu no chão ainda acordado, mas fraco por ter usado muito de sua energia. Red percebeu a fadiga de seu Pokémon e resolveu retorná-lo para pokébola.

— Vamos sair daqui.

Os dois correram até a porta do avião e finalmente conseguiram sair, mas então Heathcliff percebe.

— Muk ataque aqueles dois. – ordenou ele apontando para Red e Yellow.

— Não vamos deixar isto acontecer, Kadabra… – Antes que Green pudesse ordena algo, Heathcliff havia baleado a barriga de seu Pokémon que sentiu dor e caiu no chão. – Kadabra!

Green ficou muito preocupado com seu pokémon e correu até ele.

— Você está bem? – indagou Green ao Kadabra que apesar de ferido ainda não havia desmaiado.

Enquanto Green se preocupava com seu Pokémon Muk apareceu na frente de Red e Yellow e então pulou em cima dos dois para agarrá-los, mas então Yellow empurrou Red para fora do alcance do Muk e foi capturada sozinha. O corpo do Muk havia se misturado com o de Yellow que tentava se libertar, mas a gosma preenchia cada vez mais seu corpo.

— Red… socorro. – Yellow tentava falar, mas quando abria a boca o corpo do Muk entrava por ela causando uma das piores sensações que Yellow havia sentindo na vida, sentia a gosma ácida e nojenta do Muk queimando seu corpo assim como sua garganta.

— Yellow! – berrou Red ao ver sua amiga sendo devorada pelo corpo do Muk.

— Talvez ela fique com algumas sequelas, mas o corpo dela ainda valerá a pena. – comentou Heathcliff.

— Seu desgraçado!

— Eu? Bem, posso até ser, mas não estou de impendido de tentar salvar sua amiga. Se quiser ajudá-la a tentar separá-lo do Muk, pode tentar, mas já aviso que se fizer isto também será capturado. – alertou Heathcliff.

— Droga! – Red socou o chão. Não sabia o que fazer naquele momento, não podia mais usar seu Pikachu e mesmo que usasse machucaria Yellow junto ao Muk. A única coisa que sobrava fazer era correr até o Muk para tentar libertar Yellow, mas como Heathcliff havia dito, ele seria capturado também.

— Está com medo? Adoro essa expressão no seu rosto! A cara de um covarde derrotado que não possui mais esperanças. – disse o líder dos falsos vermelhos.

Apesar de não querer aceitar, Heathcliff estava certo, Red estava com medo, não queria ter que arriscar sua vida, afinal para ele, ele sempre foi um covarde que fugiu nos principais momentos.

Naquele momento, não sabia o que fazer. O medo dominava meu coração, pensei em fugir e quando o faria, uma lembrança veio em minha mente. O sorriso daquela linda garota dizendo que eu era o herói dela. Quando finamente me dei conta, não me restavam mais dúvidas.

Red começou a correr em direção ao Muk e Yellow.

— Você tem razão, eu estou me cagando de medo, mas Yellow disse que eu era o herói dela e é isso que eu vou ser! – gritou Red.

O corpo de Yellow já estava quase completamente coberto pelo Muk, mas ao Red alcançá-lo, ele viu o resquício dos dedos da garota e enfiou a sua mão dentro do corpo do Muk e agarrou a mão da Yellow.

— Yellow, não solte a minha mão não importa o que aconteça segure ela que eu estarei do seu lado! – exclamou Red que tentou puxá-la para fora do corpo do Muk, mas a gosma era muito resistente e puxava de volta.

Com a sua outra mão, Red tentou separar o corpo do Muk para facilitar a liberação da Yellow, mas aquilo não estava funcionando e em vez de conseguir libertar a garota, ele estava sendo capturado juntamente.

— Não, eu não vou desistir! Eu serei o herói dessa vez! – Red usava toda força para puxar Yellow, mas mesmo assim não conseguia e o corpo do Muk começava a cobrir o dele.

Heathcliff assistia tudo, mas para ele aquilo estava demorando muito.

— Admiro sua perseverança, mas como estou com presa, vamos agilizar as coisas. – Heathcliff apontou uma arma na direção de Red e quando puxaria o gatilho, Green apareceu e o socou no rosto.

— Desgraçado! – berrou Green enquanto acertava o rosto de Heathcliff.

Mesmo impedindo Heathcliff, Red continuava a ser devorado pelo corpo do Muk, mas ele não soltava a mão da Yellow de forma alguma. Foi então que quando estava perdendo as forças e esperanças um dragão azul com asas vermelhas apareceu diante dele e para a surpresa do garoto Juvia estava montada em cima do dragão e ela disse:

— Segure a minha mão. – Com sua mão livre Red segurou a de Juvia enquanto a outra segurava da Yellow. – Salamence use Dragon Pulse no Muk.

A boca do pokémon dragão começou a se encher de energia e então um raio colorido com tons esverdeados foi disparado e acertou o pokémon gosmento o empurrando com força, como Red segurava Juvia que se segurava no Salamence, o corpo do Muk foi jogado para longe e se separou a do garoto e da Yellow.

— Yellow você está bem? – indagou Red.

— Estou com meu corpo dolorido, mas estou. – respondeu Yellow com uma voz rouca.

Com a garota salva, Red ficou feliz e a abraçou.

— Ainda bem. – disse ele enquanto a abraçava.

Antes que pudessem relaxar um disparo pode ser ouvido e quando perceberam, Heathcliff havia baleado Green na barriga que com a dor, caiu no chão. O líder dos falsos vermelhos aproveitou a oportunidade para entrar no avião, que fechou as portas, ele já quase estava pronto para voar.

— Green! – gritou Red preocupado ao ver uma poça de sangue ao lado de seu amigo.

— Temos que sair daqui, se este avião decolar e ainda estivermos aqui vamos nos machucar bem feio. – alertou Juvia.

— Mas como vamos sair daqui tão rápido? Ainda mais com o Green tão machucado. – indagou Red.

Foi então que o Kadabra do Green que estava caído no chão se levantou e foi até seu treinador, ele olhou para todos os outros e Red logo entendeu.

— Rápido toquem o Kadabra.

Todos seguiram até o pokémon psíquico e seguraram nele, foi então que ele usou seu Teleport para teleporta a si mesmo e a todos, incluindo Green que ele segurava. O efeito do Teleport foi rápido e todos apareceram onde os carros da polícia estavam, assim como o misterioso escritor que havia derrubado todos os falsos vermelhos.

— Estamos salvos. – suspirou Red. – Obrigado Kadabra.

— Bem-vindos de volta – sorriu o Escritor misterioso.

— Quem é esse? – indagou Juvia.

— É essa pergunta que estou me fazendo a alguns minutos. – disse uma voz grossa que Juvia reconheceu.

— Judge! – exclamou ela.

O líder da verdadeira gangue estava próximo ao escritor misterioso e ele estava acompanhado da mesma garota calada de sempre, a Awaki.

— Parece que os Falsos Vermelhos causaram bastante problemas por aqui. – comentou Judge.

— O que veio fazer aqui? – indagou Juvia.

— É claro que vim acabar com esses falsos vermelhos. Não posso deixar a reputação da minha gangue cair por causa deles. Além do mais, o líder deles é um antigo conhecido meu e temos assuntos inacabados. – respondeu Judge.

— O problema com os Falsos Vermelhos parece ter sido resolvido, mas Heathcliff está dentro de um avião e fugirá dessa forma. – contou Juvia.

— Droga! Não posso deixar aquele traidor ir embora novamente, ainda mais depois de me desrespeitar dessa forma! – berrou Judge.

Enquanto discutiam, o escritor misterioso chamou a atenção de todos e disse:

— Tem um jeito de parar Heathcliff.

— Como?

O homem misterioso apontou para Red.

— Eu?

— Sim, você pode parar o avião e impedir de Heathcliff escapar. – respondeu o homem.

— Mas como?

— Será meio perigoso, mas se quiser tentar, eu posso ajudá-lo.

— Se é perigoso, eu não posso deixar o Red fazer isto. – contestou Juvia.

Red respirou profundamente e fitou Juvia.

— Juvia, eu sei porque está preocupada, mas Heathcliff causou mal a muitas pessoas e se tiver uma forma de impedi-lo, eu quero arriscar.

Juvia sorriu e assentiu.

— Muito bem, Redgar me siga. – pediu o escritor misterioso.

— Está bem, mas antes temos que cuidar do Green. – exigiu Red.

— Não se preocupe com ele, já providencie uma ambulância, e fechei a ferida dele. – contou o homem.

— Quando fez isso? – indagou Red.

— Assim que chegaram. – Aquele homem misterioso poderia dizer a verdade, mas Red tinha certeza que não o havia visto tocar no Green.

Red seguiu o escritor para um pouco longe dos outros.

— Aqui está bom. – disse o homem. – Segure a minha mão e feche os olhos.

Red fez como pedido, mas logo sentiu o corpo meio tonto e quando abriu novamente, ele e o homem misterioso estavam de frente para o avião que Heathcliff estava só que diversos metros de distância.

— Como viemos parar aqui? – indagou Red.

O escritor misterioso o ignorou e disse:

— Para decolar Heathcliff precisará passar o avião pela gente e antes disso você vai impedi-lo.

— Ficou louco, vamos morrer! – berrou Red.

— Não se preocupe, se você fizer tudo certo, vai ficar tudo bem. – sorriu o homem.

Red engoliu seco e perguntou:

— O que eu preciso fazer para pará-lo?

— Aqui. – O homem jogou um bracelete branco para Red. No bracelete havia um cristal amarelado com um formato de losango tridimensional, um octaedro regular, nele havia um símbolo de um raio no meio.

Red pegou o bracelete e o olhou por todos os ângulos.

— O que é isso? – indagou ele.

— Como não é algo novo e não muito comum em Kalos, acho que é normal a sua reação. – suspirrou o misterioso. – Este é um Z-Ring e este cristal no meio é um Z-Crystal, mais especificamente, um Electrium Z, com a combinação dos dois você pode despertar um poder imenso junto ao seu Pokémon e então liberar um quinto movimento mais forte que todos os outros, um Z-Move. Cada Z-Crystal possui um movimento diferente para ser usado e com a Electrium Z, você pode usar ao lado de seu Pikachu, o Gigavolt Havoc.

— Eu não entendi muito bem, mas este golpe parece ser muito poderoso, como é que vou usar?

— Primeiro libere seu Pikachu que eu vou curá-lo com este remédio.

Red fez como ordenado e o homem misterioso curou o Pikachu. Foi então que o avião onde Heathcliff estava começou a se mexer.

— Ele está vindo em nossa direção! – gritou Red.

— Tenha calma, é só você usar o Z-Move direitinho que vai ficar tudo bem.

— E como eu uso este Z-Move? – indagou Red com um tom alto e preocupado.

— Coloque o bracelete no seu braço.

Red fez como ordenado e fitou o homem misterioso como se pedisse o próximo comando.

— Aperte a Z-Crystal.

Red apertou o Electrium Z e então o cristal começou a emanar uma luz amarela.

— Agora, você e o Pikachu fazem este movimento ao mesmo tempo. – O homem misterioso juntou o braços a frente do seu corpo de forma transversal, os separou os colocando rente ao corpo e fez um gesto estranhando como se estivesse tentando fazer o símbolo de um raio com seus braços e depois socou no ar. – E depois grita o nome do golpe.

— Isto é meio idiota, eu tenho mesmo que fazer? – indagou Red.

— Se não quiser morrer. – O homem apontou para o avião que já estava em alta velocidade e chegando perto dos dois.

— Está certo, vamos nessa Pikachu! – exclamou Red.

— Eu não quero colocar pressão, mas se não acertarem de primeira, a gente morre. – sorriu o escritor misterioso.

— Como pode estar tão despreocupado numa situação dessas! – gritou Red.

Ele então olhou para frente e viu o avião cada vez mais próximo.

— Eu não quero morrer! – berrou Red.

Desesperadamente Red fez os movimentos sincronizados com seu Pikachu e depois de fazer o símbolo de raio com os braços uma aura emanou pelo corpo do Pokémon.

— É agora! Gigavolt Havoc! – Red assim como seu Pikachu socou para frente, a diferença é que quando o Pokémon o fez um enorme raio elétrico saiu do punho do Pikachu e acertou o avião o explodindo para todos os lados.

A explosão foi tão forte que Red foi jogado para longe junto ao seu Pikachu. Quando se levantaram e olharam para frente virão os escombros do avião em chamas.

— Meu Arceus do céu o que eu fiz? – berrou Red.

— Você impediu Heathcliff de fugir. – sorriu o homem misterioso.

— É, mas eu não queria explodir o avião, apenas pará-lo!

— Você devia ter sido mais específico.

— E agora? Será que eu matei ele? Não quero esses sangues na minha mãos, a polícia vai me prender e me chamar de assassino. Não quero que isso aconteça! – Red estava ficando desesperado.

— Não se preocupe Redgar, acho que ninguém morreu, e se alguém morreu foi legitima defesa.

— Diga isso para o juiz.

— De qualquer forma não se preocupe, você não matou ninguém e nem será punido por isto, mas os donos do aeroporto podem ficar com raiva de você ter explodido a pista deles.

— Que dor de cabeça. – disse Red ao pensar naquela situação toda.

— Bem, já vou indo. – O homem misterioso abriu o seu livro e começou a anotar algo nele.

— Apesar dos problemas, muito obrigado por ter me ajudado a ganhar coragem e salvar a Yellow. – falou Red entregando o Z-Ring para o escritor.

— Pode ficar com isto, afinal você quer ser um treinador pokémon e estes Z-Moves vão ser bem uteis. – contou o homem.

— Muito obrigado.

— Já é a hora, foi bom te conhecer Redgar, ou prefere Red? – Ele arrancou uma página e fechou o livro. Depois jogou a folha arrancado para cima e centenas de folhas apareceram, que cobriram o seu corpo.

— Quem realmente é você? – indagou Red ao ver as folhas de papel voando.

— Eu sou apenas um escritor, mas pode me chamar de OZ. – contou o homem quando as folhas de papel cobriram todo o seu corpo e então se separaram para todos os lados como se fosse uma explosão

Quando Red percebeu o escritor misterioso chamado de OZ havia desaparecido.

— Como assim OZ? Este não é o nome daquele mágico fajuto daquele livro infantil? Da próxima vez, pense em um nome mais criativo. – disse Red para si mesmo, mas de alguma forma Red sentia que OZ estava ouvindo aquilo.

Depois daquilo o tio Gerald, pai de Green apareceu com outras tropas de policial e prendeu todos os falsos vermelhos. Ele também deu uma bela bronca tanto em mim quanto no Green, mesmo ele estando dentro de uma ambulância. Depois de cuidarem da Yellow, Juvia a levou para o covil de Scar para ela descansar e eu resolvi voltar para casa, onde recebi outra bronca, dessa vez do tio Hideki, ou melhor, do velho. Mas no fim, mesmo com tantos problemas e complicações, tudo deu certo. Os sequestrados foram salvos e o Falsos Vermelhos foram exterminados.

Cidade de Lumiose, 31 de julho de 2015.

No dia seguinte, as informações do ocorrido no aeroporto foram dadas e espalhadas. Fiquei aliviado ao descobrir que não matei ninguém na explosão do avião, mas o corpo de Heathcliff sumiu misteriosamente. Honestamente, acho que prefiro que ele tenha sido pulverizado, mas há a possibilidade dele estar vivo em algum canto.

— Merda! – berrou Judge ao socar a parede com tantas forças que a quebrou. – Não encontraram o corpo daquele desgraçado do Heathcliff, isto significa que ele deve estar vivo.

— Sinto muito, chefe. – disse um dos homens da gangue vermelha.

— Sente muito? Você não faz ideia do que eu estou sentindo agora para falar isto. – Judge agarrou seu aliado pelo pescoço e começou a apertar. – Você deve ser novo por aqui, mas todos já deviam saber que não devem conversar comigo quando estou irritado, pois isso me irrita ainda mais!

Judge apertava o pescoço de seu aliado com mais força.

— Pare com isto! – ordenou Awaki que presenciou tudo.

— Awaki, chegou em um bom momento, estou ensinando para esses idiotas, como são as coisas por aqui. – Judge cada vez mais apertava o pescoço do outro homem.

— Você não precisa matá-lo, ele não fez nada! Apenas demonstrou um pouco de compaixão. – disse Awaki.

— E é por esta compaixão que ele não serve para a gangue vermelha. Eu não preciso de companheiros que se preocupam comigo, eu apenas preciso de subordinados que farão as minhas ordens sem questionar e é por isso que eu devo ser rígido e dominá-los através do medo. – Judge apertou o pescoço do homem tão forte que quebrou assim o matando.

Awaki sentiu muita raiva de seu líder.

— Você não devia ter feito isto! Você podia ter colocado medo nele e o ter deixado ido embora. Não precisava matá-lo! – berrou ela.

— Sabe Awaki, eu te criei desde pequena, mas me sinto decepcionado as vezes, por você ainda não ter o que é preciso para ser uma líder. – suspirou Judge.

— Eu seria uma líder muito melhor do que você. – contestou Awaki com um olha feroz e sem medo.

— Eu adoraria ver isto, é uma pena que nunca vai acontecer.

Awaki deus as costas para Judge e saiu daquele lugar horrível.

— Eu te odeio. – disse ela com a voz bem baixa que deixou impossível para Judge ouvir.

Cidade de Lumiose, 06 de agosto de 2015.

Uma semana havia se passado desde do incidente com os Falsos Vermelhos. Apesar de ter sido uma aventura bem perigosa, com ela eu finalmente encontrei o meu verdadeiro eu, assim como aquele que eu queria ser, por isso decidir que partiria numa jornada. Depois de arrumar tudo e decidir a rotas que tomaria, finalmente estava pronto para partir.

Red colocou a jaqueta vermelha com mangas brancas por cima de sua camisa preta, foi até sua cama, onde estava a sua mochila da cor preta, a pegou e colocou nas costas. Seu tio Hideki entrou em seu quarto e ao ver seu sobrinho pronto para partir sentiu um aperto no coração.

— Você realmente cresceu. – comentou Hideki com uma voz chorosa.

— Que foi velho? Não vai chorar por minha causa, vai? – indagou Red.

— É claro que não, seu pirralho egoísta. Vai viajar enquanto eu vou ter que tomar conta dessa loja sozinho. – respondeu Hideki.

— Nos já conversamos sobre isto é só contratar alguém para ficar no meu lugar e tenho certeza que se contratar uma moça bonita vai atrair mais clientes.

— Eu sei, afinal a sua cara assustava algumas pessoas. – riu Hideki.

— Isso foi cruel.

— De qualquer forma, vou sentir saudades.

— Eu também vou.

Os dois se abraçaram.

— Tome cuidado. – sorriu Hideki.

— Cuidado é meu nome do meio. – sorriu Red.

— Red, sua mãe ficaria orgulhosa. – comentou Hideki.

— Obrigado. – Red estava com olhos enchendo de lágrimas, mas não chorou. – Até mais, velho!

— Quando voltar te esperarei com seu suco de berries favoritos!

Então Red finalmente saiu do quarto.

— Eles crescem bem rápido. Boa sorte, Redgar. – Lagrimas escorreram pelos olhos de Hideki.

Red já havia saído de sua casa, havia se despedido de Clemont e Bonnie na torre prisma. Ele também já havia se despido de Juvia e estava seguindo para o Covil de Scar para cumprir sua promessa com Yellow. Foi então que se esbarrou com alguém.

— Ei, olha por onde anda!

— Green! – exclamou Red.

— Red? Estou começando a achar que está se esbarando comigo de propósito. – contou Green.

— Claro que não, é apenas obra do destino.

— Está indo para aonde com essa mochila?

— Eu não te disse? É hoje que vou começar a minha jornada. – respondeu Red. – Sabe Green? Eu gostaria muito de ser seu rival.

— Rival? Tenho certeza que te derrotaria de olhos fechados.

— Por que não se tornar logo um treinador e resolve ir conosco?

— Ainda tenho alguns assuntos a resolver.

— Está certo! Te vejo por ai! – despediu Red.

Depois de Red partir, Green se deu conta de algo estranho que Red havia dito.

— Como assim “conosco”?

Dentro do seu covil, Scar fitava Red que havia aparecido para fazer um pedido. Além dos dois, Yellow também estava naquele cômodo.

— Por favor, deixe a Yellow partir comigo! – Red curvou-se para Scar.

Scar sorriu e disse:

— Parece que a minha querida serva conquistou alguém.

Yellow e Red coraram.

— Qual a sua resposta? – indagou Red novamente.

— Sinto muito, Red. Mas a Yellow não vai partir com você.

Red levantou-se e comentou:

— Eu já esperava por essa resposta. – Red seguiu até Yellow segurou a sua mão cruzando seus dedos mindinhos. – Não se preocupe Yellow, eu vou manter a minha promessa.

— Eu sei. – Yellow sorriu.

Na delegacia, depois de muito se questionar, Green havia finalmente decidido o que queria fazer. O encontro com Red o ajudou a clarear a mente e serviu como um gatilho. Green estava de frente ao seu pai, Gerald, preparado para confrontá-lo.

— Pai, eu vou desistir de ser um policial. Eu quero seguir a carreira de treinador. – contou Green.

— Eu te proíbo, você vai continuar trabalhando para polícia e esqueça essa ideia de ser um treinador Pokémon que nem o idiota de seu avô. – Gerald respondeu de forma fria e crua.

— Não pai, dessa vez eu vou fazer o que eu quero e não o que você quer.

— Por acaso se esqueceu da sua promessa? – indagou Gerald.

— Eu não esqueci, mas não quero mais ser seu bonequinho que faz tudo que manda. – respondeu Green.

— Então, você não liga mais para a sua irmã Daisy? Você sabe que ser quebrar a promessa, eu não pagarei mais os tratamentos dela e nem as contas para ela ficar no Hospital Geral de Lumiose.

— Eu amo a Daisy, mas também tenho meus objetivos, por isso vou arranjar outra forma de pagar os tratamentos e as contas dela. E depois disse seguirei os meus sonhos.

— Se ela morrer, saiba que a culpa não é minha, você que decidiu isto. – alertou Gerald.

— Se você não liga para ela, só porque ela não é a sua filha de sangue, tudo bem, mas você deveria ter mais consideração pela meia-irmã de seu filho. – contestou Green.

— Não me importo nem um pouco com a Daisy, ela é apenas uma lembrança da infidelidade de sua mãe, uma lembrança de que sua mãe teve uma filha com outro homem dentro de nosso casamento.

— Eu sei que a mamãe cometeu muitos erros, mas você não devia culpar a Daisy por isso.

— Quer saber? Espero que ela morra. – comentou Gerald.

Ao ouvir aquilo, Green ficou muito nervoso e cheio de raiva.

— É por isso que você nunca vai ser um bom pai. – confessou Green ao dar as costas para seu pai e começou a caminhar para fora daquele local.

— O que você disse, Green? Volte aqui agora! Eu estou mandando!

Green continuou a andar e não olhou para trás nem que por um segundo. Ao sair da delegacia, Red o esperava para conversar com um sorriso de quem queria algo no rosto.

— O que será que ele quer? – pensou Green.

Yellow estava em seu quarto no covil de Scar, ela estava sentada na sua cama, com sua Pikachu, a Chuchu no colo, penteando seus pelos com uma escova e cantando uma melodia. O tempo estava passando e Yellow começou a ouvir barulhos de fora do seu quarto, foi então que ouvia uma voz que reconheceu de fora.

Volt Tackle!

A porta do quarto de Yellow foi arrombado por um Pikachu e atrás dele aparecerem Red, Green e seu Kadabra.

— Red? Green? – Yellow estava confusa.

— Achamos ela! – comemorou Red.

— Não acredito que você me colocou nessa enrascada! – reclamou Green.

— A parte difícil já vou, agora é só sair. – contou Red.

— O que está acontecendo aqui? – indagou Yellow

— Nada demais, apenas invadimos o covil de Scar e vamos te “sequestrar”, apesar que se você quer vir não é exatamente um sequestro, então eu diria que estamos te “libertando”, mas ainda assim o termo não parece muito correto. De toda forma, eu vim cumprir a nossa promessa! Hoje, partiremos de Lumiose! – explicou Red.

— Hoje? Mas eu ainda não arrumei as minhas coisas. – disse Yellow.

— Acho bom você se apressar, pois daqui alguns segundo os capangas de Scar vão aparecer e teremos sorte se sobrevivermos. – alertou Green.

— Já vou arrumar! – exclamou Yellow.

Ela abriu seu armário, pegou uma mochila e começou a colocar diversas coisas dentro como roupas, pentes, etc.

— Pronto, agora já podemos ir. – sorriu Yellow.

Diversos passos foram ouvidos de fora.

— Eu os vi virando por aqui, devem estar no quarto da senhorita Yellow! – gritou um homem do corredor.

Dentro do quarto, todos começaram a se desesperar.

— E agora, lascou? Vão pegar a gente! – berrou Green.

— Green, manda o Kadabra usar o Teleport para tirar a gente daqui! – pediu Red.

— O Kadabra só deve usar o Teleport para lugares onde ele pode ver, é muito perigoso usar aqui para ir para fora, corremos o risco de sermos teleportados para dentro de alguma parede ou algo do tipo. – alertou Green.

— Eu não quero nem saber! Se continuarmos aqui vamos morrer mesmo! Manda logo esse Pokémon de bigode esquisito teleportar a gente! – berrou Red.

— Não digam que eu não avisei! Todos se segurem na Kadabra! Agora, use Teleport!

Quando os subordinados de Scar entraram no quarto da Yellow, todos desaparecerem e teleportaram para a Boulevard do Sul.

— Estamos vivos! – comemorou Red.

— Da próxima vez, me lembre de recusar o seu pedido. – disse Green.

— Então Green, vai seguir numa jornada com a gente? – indagou Red.

— Sinto muito, mas ainda tenho algumas coisas a resolver em Lumiose. Mas depois, eu partirei numa jornada e vou te derrotar quando nos encontrarmos novamente. – respondeu Green.

— Eu adoraria ter uma batalha. Acho que vou chamar a Blue para assistir, ela vai gostar de nos rever.

— A Blue?

— Você não sabia? A Blue está vindo para Kalos.

— Quem é Blue? – indagou Yellow.

— Ela é minha prima e ao mesmo tempo a paixão secreta do Green, mas não conta pra ele que te disse isso se não ele cai ficar com raiva. – cochichou Red.

— Eu ouvi tudo, seu maldito! – berrou Green vermelho. – Nos não temos essa relação!

— Eu falei. – sussurrou Red no ouvido de Yellow.

Depois de se acalmar, Green resolveu se despedir:

— Eu já tenho que ir. Desejo que os dois tenham uma ótima jornada e Yellow tome cuidado com este pervertido do Red, principalmente nas noites.

— Ei, Green! – reclamou Red.

— Estou brincando. – Green se aproximou de Yellow e sussurrou no seu ouvido. – Eu estou falando sério tenha cuidado.

— Green!

Ele riu da reação do Red e então se despediu de verdade e foi embora, assim deixando os dois sozinhos.

Juvia estava no covil de Scar, conversando com o mesmo.

— Você realmente gostava da Yellow para deixá-la fugir assim. – contou Juvia.

— Ele me lembra um pouco a minha irmã, então não tem como eu não sentir afeto por ela. – explicou Scar.

— Quer dizer, que você tem uma irmã? Acho que isto é uma informação bem valiosa.

— Eu te conheço Juvia e sei que mesmo sabendo disso, você não faria nada com ela.

— Você tem razão. – riu Juvia.

— E você? Não vai sentir saudades de seu menino, Red?

— Você sabe que eu vou, mas há momentos que os pássaros precisam voar de seus ninhos.

— Você está bem poética hoje. – comentou Scar.

— Talvez a saudade já esteja me afetando. – riu ela. – Scar, ainda tem algo que eu não entendo, por que você não deixou ela viajar quando Red pediu e o fez invadir o local para eles fugirem juntos?

— Se eu deixasse ela partir, não seria uma escolha 100% dela, mas se ela realmente quisesse partir, fugir não seria um problema e seria uma decisão dela mesma. Além disso, se ela vai passar um bom tempo sozinho com o Red, eu precisava saber se ele realmente cuidaria bem dela a ponto de invadir o covil do cara mais temido de Lumiose.

— Como eu disse, você realmente gostava dela.

Red e Yellow caminhavam pela Boulevard do Sul rumo a uma nova jornada. Red estava com seu Pikachu no ombro enquanto Yellow carregava a Chuchu nos braços.

— Eu estou muito ansioso! Vamos nos aventurar pelo mundo, finalmente poderei conhecer diversos Pokémons e enfrentar treinadores fortes! – disse Red ansioso.

— Vai ser bem divertido. – sorriu Yellow.

— Com certeza!

O garoto continuava caminhando, mas Yellow parou por um momento.

— Red, eu tenho um presente como agradecimento por tudo que fez por mim. – contou Yellow.

— Não precisava disso.

— Mas eu queria te dar algo especial, por isso fiz esse presente para você. Mas só te entregarei se fechar os olhos. – Yellow estava envergonhada e corava um pouco.

— Está bem. – Red fechou os olhos, ele então sentiu algo mexendo em sua cabeça e depois os lábios de Yellow tocando em seu rosto, algo que o fez abrir os olhos.

— Obrigada por tudo, meu herói! – Yellow estava muito corada e sorriu de uma forma muito bonita.

Red corou muito e ficou sem reação por algum tempo, depois tocou em sua bochecha onde Yellow havia o beijado. Finalmente, percebeu que algo estava em sua cabeça, era um boné vermelho.

— Como você disse que tinha olhos sensíveis e reclamava do sol na cabeça, resolvi fazer este boné para você. – contou Yellow.

— Obrigado. – sorriu Red.

Enquanto os dois se fitavam, o Pikachu de Red e a Chuchu de Yellow se aproximaram e tocaram os narizes, algo que fez os donos corarem.

— Acho que eles estão se dando bem. – comentou Red um pouco envergonhado.

— Sim. – sorriu Yellow.

— Então vamos começar nossa nova aventura, juntos? – indagou Red.

Então Yellow abriu um grande sorriso, ela sentia que aquele era um dos momentos mais felizes de sua vida. Com força de vontade e uma voz mais viva do que nunca, Yellow exclamou:

Juntos!

Notas finais
E a origem de Red foi contada, como devem ter percebido ao longo desses 3 capítulos, foi uma história muito diferente do esperado quando se fala em algo com Red como protagonista. De qualquer forma espero que tenham gostado. Essa última parte teve diversos acontecimentos importantes e mesmo sendo um capítulo de Side Story, muitas coisas foram reveladas, assim como muitas sementes para tramas futuras foram reveladas. Primeiramente falando do Red, ele junto a Yellow finalmente partiu em sua jornada e já com um Z-Ring no pulso, assim já trazendo temáticas dos novos jogos para a fic. O capítulo também contou com desdobramentos entre a relação da Awaki com Judge e a gangue vermelha, assim como Green e seu pai. Também teve outros momento que revelaram coisas sobre diversos personagens e mistérios ficaram no ar como se Heathcliff está vivo? Ou quando a Blue vai aparecer? Mas eu acho o que pode ter intrigado a maioria das pessoas no capítulo foi justamente OZ, o escritor misterioso, que parece não ser muito normal. É isso, muitos acontecimentos, revelações, mistérios apareceram no capítulo de hoje! Espero que tenham gostado! Comentem as suas impressões do capítulo! Qual seu personagem preferido dos novos apresentados nestes capítulos do Red? Tudo de melhor e até mais!