Pokémon RainStorm

29 Especial de 1 ano de RainStorm – O começo de um Sonho – Mega Recapitulação: Parte 1


Notas iniciais
Olá amadas e amados leitores! E hoje é festa! Para quem não sabe hoje, dia 11 de Março de 2017, RainStorm completa um ano de vida! E como hoje é uma data especial, resolvi fazer um capítulo especial para comemorar. Como já tem bastante tempo que Katherine e seus amigos não aparecem na fic, resolvi fazer uma Mega Recapitulação de todos os capítulos da história principal até agora para relembrar a todos de diversos acontecimentos marcantes da fic ou que terão importância no futuro. A recapitulação não será feita de forma normal e sim apresentada pelos quatro personagens centrais da fic, Katherine, Evelyne, Shiro e Kuro. Além disso algumas curiosidades serão reveladas no decorrer do capítulo. Como era muita coisa para relembrar sobre este primeiro ano de RainStorm, resolvi dividir esta recapitulação em duas partes, cada uma cobrindo dez capítulos, mas não se preocupem que logo a próxima parte deve sair, assim como o capítulo 21. Eu peço que todos leiam esta recapitulação, pois além de ter dado bastante trabalho pode acabar sendo bem importante por relembrar coisas que vocês poderiam ter esquecidos, assim como apontar coisas que pareciam irrelevantes, mas terão importância neste segundo ano de fic. É isso! Espero gostem e tenham uma boa leitura! E por último… Feliz Aniversário RainStorm!

— Bidoof, Bidoof, Bidoof, Bidoof, a grande família Bidoof! — cantava uma voz meiga.

— Katy, nos já começamos. – alertou uma outra voz feminina.

As duas estavam em cima de um palco.

— Eve! Me desculpe. – disse de forma sem graça. – Eu achei que seria uma boa abertura.

Katherine riu de se mesma.

— Está tudo bem, deve ter alguém que está lendo que gosta do Bidoof também… Eu acho. – comentou uma voz masculina.

Ao ouvir o comentário, Katy se virou e viu dois garotos, logo ela contestou o garoto que havia falado anteriormente.

— É claro que tem, Kuro! Afinal Bidoof são…

— … os Pokémons mais fofos que existem. – disse outra voz masculina. – Nós já sabemos você sempre fala isso.

— Mas esta é a mais pura verdade, Shiro! – afirmou Katy.

— Está certo, afinal a beleza está nos olhos de quem vê. — riu Shiro. – Estou achando que estamos enrolando demais nessa apresentação.

— A culpa é de vocês por contestarem a beleza do fofo Bidoof. – reclamou Katy de forma infantil.

— Não importa de quem é a culpa, vamos nos apresentar logo. Estamos perdendo tempo nessa discussão. – avisou Kuro.

— E não é que eu estou concordando com o Kuro? – Shiro que ficou em silêncio por alguns segundos, depois ficou de cabeça baixa e disse. – Algo está errado, me levam ao médico, por favor.

— Ei! – berrou Kuro.

— Estou brincando! – riu Shiro. – Ou será que não.

Os dois continuarão brigando um com o outro enquanto as duas garotas observavam.

— Acho que eles vão continuar assim por algum tempo. – opinou Eve.

— Eu não os culpo, eu também tinha brigas assim com as minhas irmãs, em especial a Kali. – contou Katherine.

— Esta introdução já está ficando longa demais, acho que devemos continuar sem eles. – sugeriu Evelyne.

Katy assentiu, assim as duas chegaram para frente deixando os dois irmãos brigando como plano de fundo e começaram a falar.

— Olá! Aqui é Katherine Fée!

— E aqui é Evelyne Pourpre Jaune! — Eve então apontou para os dois garotos no fundo. – E aqueles dois patetas são Shiro e Kuro Bretteur!

Ao ouvir o comentário da garota, os dois irmãos pararam de brigar e se viraram para frente reclamando ao mesmo tempo:

— Quem você chamou de pateta?

— Óbvios que vocês dois. – riu Eve.

— Nós não somos patetas! – exclamou Kuro.

— Isso mesmo, só o Kuro que é. – falou Shiro.

Ao ouvir a fala de seu irmão, Kuro se virou para o mesmo e berrou:

— Shiro idiota!

Os dois irmãos voltaram brigar e aproveitando a oportunidade, as garotas voltaram a ficar num plano a frente os dois e começaram a falar:

— Enquanto eles continuam brigando, vamos explicar este capítulo diferente. – contou Eve.

— Este capítulo será uma recapitulação de todos os acontecimentos de RainStorm até agora, dando ênfase nas partes mais importantes e nos detalhes que terão grande relevância no futuro, mas que passaram despercebido por alguns. – revelou Katy.

— De acordo com o autor bonito e cheiroso… – parou Eve. Ela foi até o canto e sussurrou. – Eu disse exatamente como você pediu, vou cobrar meus doces depois. – Depois disso, ela voltou até a frente do palco e continuou. — … Este capítulo recapitulativo foi feito com a intenção de lembrar a todos, diversos acontecimentos que muitos podem ter esquecido ao decorrer do tempo e quem serão importantes no futuro, ou sejam valem a pena serem relembrados.

— Para isso, nos quatro, vamos apresentar o capítulo especial de hoje e também comentar sobre algumas coisas que aconteceram, também revelando algumas curiosidades e extras para quem resolver ler. — explicou Katy.

— E se vocês leram as notas inicias do autor lá em cima, tudo isto já estavam mais do explicado, mas como tem gente que não ler, o autor bonito e cheiroso pediu para explicarmos novamente. – Eve foi novamente ao canto e sussurrou. – É melhor você não esquecer meus doces, senhor Autor.

Os dois irmãos finalmente haviam parado de discutir e foram para frente do palco.

— Parece que vocês duas já explicaram tudo. – comentou Kuro.

— Acho que já está na hora de começar a recapitulação. – disse Shiro.

— Está certo! Antes só queria avisar, que recapitulação será feita por um narrador, mas nos poderemos interferir assim que quisermos. Sem mais delongas, vamos começar! — anunciou Katy.

“Tudo começou no Prólogo onde alguém, após ficar separado de outro alguém por seis meses, resolver contar uma história sobre uma garota que conheceram no passado. Depois disso, é no capítulo 01 que a história realmente começa.

Katherine Fée, também conhecida como apenas Katy, era uma garota furisode que vivia em Laverre. Ela passava por um rigoroso treinando, para se tornar uma perfeita Garota Furisode que deveria reunir todos os bons aspectos seja beleza, gentileza, inteligência, força, criatividade dentre outros. Assim no futuro ela poderia ter a chance de suceder a líder de ginásio Valerie, mas Katherine nunca quis isto, ela desejava enfrentar os líderes e não se tornar uma, mas ela nunca teve a coragem de dizer isto para sua avó e suas irmãs.

Quando criança ela fez promessa a um garot,o sob a árvore anciã da cidade, que um dos dois se tornariam o campeão ou a campeã de Kalos, mas desde então, os dois nunca mais se viram e a rotina de Katherine continuou.

Foi então que certo dia Katherine recebeu uma notícia de sua avó, Genkai, uma antiga líder de ginásio de Laverre, que atualmente era conhecida com Reine pelas outras garotas furisode como forma de respeito.

— Vovó Genkai, o que você queria falar comigo? – indagou Katy.

— Não me chame de vovó e sim de Reine. – reclamou a idosa. – Respondendo sua pergunta, eu te chamei aqui para dizer que eu quero que você se torne uma candidata a sucessora de Valerie. O que acha?

A pergunta pegou Katy de surpresa, ela sabia que treinava para isso, mas não esperava se torna uma candidata. Diferente das garotas furisode comuns, uma candidata a sucessora teria um treinamento muito mais intensificado e passaria a viver em função daquilo. Quando as candidatas estivessem prontas haveria uma competição em que a líder de ginásio escolheria a melhor candidata para se torna sua sucessora. Se torna uma candidata era uma honra, mas não era o que Katherine queria.

— Bem, eu não sei, acho que está cedo para isso. – respondeu Katy sabendo que Genkai não aceitaria um não.

— Eu acho que já é hora, você já está bem crescida. Ainda me lembro de quando você chegou aqui, mas agora já tem 16 anos e pode muito bem assumir essa responsabilidade.

— Vovó, depois eu me decido, preciso de um tempo antes.

— Tá bom, darei um tempo para você pensar, mas não demore muito. Tenho grandes expectativas em você.

Katy sentia que aquelas palavras eram mais como uma prisão do que um elogio. Resolveu sair de casa e ir para seu local preferido em Laverre, o terreno onde ficava a árvore anciã. Quando chegou lá fez o que fazia de costume, deitava em baixo da árvore, onde ficava fazendo sombra, e conversava com ela sobre o que não podia conversa com mais ninguém, seus desejos profundo e sua vontade de deixar sua casa para explorar o mundo, o fato que ela não queria ser um líder de ginásio, ela queria batalhar com eles. As conversas duravam horas.”

— Coitadinha da Katy. – comentou Eve.

— Não fique assim Eve, no final tudo se resolveu e eu pude partir em minha jornada. – sorriu Katy.

— Só por curiosidade, por que as garotas furisode chamam a sua avó de Reine? O que isto significa?

— Reine significa Rainha em francês, por isso, como forma de respeito a vovó Genkai é chamada assim.

“Enquanto passava seu tempo conversando com a árvore Katy viu um Pokémon gosmento no topo e resolveu escalar a árvore para ajudá-lo.

— Então o senhor Pokémon é um Goomy. Não precisa ficar com medo, eu vou te ajudar a descer. –disse Katy gentilmente enquanto sorria.

O Goomy finalmente se acalmou.

Mesmo conseguindo salvar o pequeno Goomy, o medo de altura de Katy fez o galho derrubar e os dois caíram, mas pela sorte deles um homem ruivo misterioso e seu Charizard estavam passando na hora e os salvaram. Enquanto conversa com o homem ruivo, Katy brincava com o Goomy e assim foi criando um vínculo com ele, por este motivo o ruivo sugeriu que Katy capturasse o Pokémon Dragão e seguisse os seus sonhos, assim com este empurrãozinho, a garota furisode decidiu que confrontaria sua avó e revelaria os seus sonhos. Mas no caminho para casa por bandidos que estavam atrás do Goomy onde futuramente Katy descobriria aqueles bandidos estavam ligados a um homem terrível que se tornaria o seu maior pesadelo e desafio até então.

Mesmo sendo atacadas por diversos bandidos, que usaram Pokémons para atacá-la, Katy não queria desistir do Goomy e os encarou até o fim.

— No próximo golpe vou te matar, então é melhor sair!

— Não irei, eu decidi que capturaria esse Goomy, que ele seria meu parceiro em meu sonho. Por isso não posso desistir e além do mais, quando eu decido alguma coisa, EU LEVO ELA ATÉ O FIM!

— Então morra! Machoke, Focus Punch.

Uma energia ficou ao redor da mão do Machoke que foi em cima de Katy acertar o ataque. Katy estava machucada demais para desviar do ataque, o Machoke com certeza acertaria, mas foi então que o Goomy se jogou na frente de Katy levando todo o ataque em seu lugar. O impacto foi tão forte que ele foi jogado até a parede.

— Goomy! – gritou Katy.

O homem riu.

— Já sei! Já que eu não posso ter esse Goomy, ninguém poderá! Machoke mate ele usando Focus Punch.

Mais uma vez uma energia ficou ao redor da mão do Pokémon. Katy que já não conseguia se mexer, no desespero recuperou as forças e se jogou em frente do Goomy antes do Machoke acertá-lo. E quando o ataque finalmente iria acertá-la, palavras puderam ser ouvidas.

Foi neste momento que o ruivo misterioso e seu Charizard reapareceram para salvar a garota e com isto a verdadeira identidade dele foi revelada, Clare Stafield, o Cavaleiro Carmesim, um integrante da Elite dos Quatro. Por fim os dois fizeram uma promessa que se enfrentariam no futuro.

Com tudo que havia acontecido Katy estava definida a seguir seus sonhos e iria até sua avó dizer isto, foi neste momento que a garota furisode revela ser uma órfã e nunca ter conhecido seus pais, assim como muitas outras garotas furisode. O sobrenome Fée é o nome que ela recebeu da Reine Genkai, que mesmo não tendo relações de sangue, Katy considerá ela a sua avó, assim como as outras garotas as suas irmãs.

Quando Katy finalmente confronta a sua avó, um novo desafio surge.

— Não posso aceitar isso, você não vai quebrar todos esses anos de tradições. E mesmo que eu deixasse, você não poderia vencer nenhuma batalha, você não possui determinação suficiente para isso!

— Se é assim que você pensa, por que não fazemos uma aposta? Uma batalha! E nela eu usarei meu Goomy, se eu vencer você vai me deixar meu tornar uma treinadora e capturar o Goomy, mas se eu perder eu aceito me tornar uma candidata.

Katy aceitou batalhar com sua irmã Blossom, que também era uma candidata a sucessora. E no dia seguinte a batalha finalmente ocorreu. Com a vantagem de sua irmã, Katy e Goomy tiveram que se superar e revelar algo que ninguém esperava.

— Swirlix, Draining Kiss!

O golpe estava muito próximo e esta preste a acerta, Katy sabia que se acertasse, perderia a batalha, mas ela ainda estava guardando uma carta na manga.

— Goomy use Iron Tail!

Uma cauda foi sendo formado com a parte gosmenta do corpo do Goomy, ele começou a brilhar, ficando completamente prata, parecendo uma estrutura de metal. Swirlix tentou acerta seu golpe, mas o Goomy foi mais ágil e acertou o Swirlix em cheio com sua cauda momentânea. Com isso Swirlix foi jogado para longe, recebendo uma quantidade enorme de dano, após o golpe a cauda do Goomy desapareceu.

Todos se surpreenderam com o Iron Tail do Goomy e assim a batalha finalmente ficou a favor de Katherine.

— Eu não vou perder para um pokémon do tipo dragão! Não posso deixar essa desonrar acontecer. Swirlix use Draining Kiss.

— Sinto muito, Blossom, mas eu e o Goomy já decidimos que vamos ganhar essa batalha e vamos juntos chegar aos topos. Vovó Genkai, olhe bem pois eu e o Goomy vamos te mostrar toda a nossa determinação! Goomy finalize com IRON TAIL!

Swirlix tenta acerta seu golpe no Goomy, mas ele pula desviando-o. No ar, novamente uma cauda é formada no Goomy, ela brilha ficando completamente metalizada. O Goomy, caiu em cima do Swirlix girando sua cauda que o acerta em cheio, assim causando uma colisão com o chão, que casou fumaça, tapando a visão de todos. Todos estavam ansiosos, a fumaça começou a se dispersar e Linnea finalmente proclamou:

— Swirlix está fora de combate. A vitória é de Goomy e Katherine.

Todos começaram aplaudir, Katy viu tudo e ficou emocionada.

— Nos…. Nos…. Nos vencemos! – comemorou Katy enquanto corria para abraçar seu Goomy. – Goomy, conseguimos, nos conseguimos!

Com esta batalha a avó Genkai reconheceu os sonhos de Katherine e começou a apoiá-la dando uma Premier Ball para ela capturar o Goomy e assim finalmente poder começar a sua jornada. Ao ver o desempenho da garota Clare resolve dar uma carta de recomendação para Katy poder pegar uma Pokédex com a Pesquisadora Pokémon de Lumiose, com isto o integrante da Elite dos Quatro partiu.

No dia seguinte, Katy resolveu partir e antes prometeu a Valerie, a líder atual do ginásio de Laverre que surpreendentemente era cega, que batalharia contra ela no futuro. E assim Katherine havia partido em sua jornada.”

— Então foi assim que a Katy partiu na jornada dela. – comentou Eve.

Katy sorriu e disse:

— E foi logo depois disso que me encontrei com o Shiro e o Kuro.

— Sim, mas antes disso, algumas coisas aconteceram com nós. – revelou Kuro.

— Na verdade, quem se meteu em mais problemas foi você. – disse Shiro.

— Bem… É verdade.

“Em Lumiose antes de Katherine partir, os dois irmãos estavam atrás informações sobre a antiga amiga de infância dos dois, Alice. Mas para conseguir este dinheiro os dois precisavam de dinheiro para pode pagar Scar, conhecido como o Rei de Lumiose, assim ele daria a informação que eles queriam. Então para isto, eles se separaram. Kuro resolveu fazer algumas apostas, mas, na verdade, ao lado de seu Sneasel ele decidiu roubar de Komaba, um criminoso da Gangue Vermelha, mas aquilo não tinha sido uma boa ideia e ele foi perseguido por diversas pessoas da gangue. Por sorte ele se encontrou com uma linda garota ruiva que o salvou.

Ele a obedeceu, chamando seu Sneasel para sua pokébola. Os passos estavam bastante altos, deviam virar a esquina a qualquer momento, o garoto já desistira de fugir. Mas sem que percebesse, a garota o empurrou para uma parede, enrolou seus braços no pescoço do garoto, juntou seu abdome com o dele, fazendo seus seios se pressionarem no corpo do rapaz.

— O que você está fazendo. – reclamou o garoto enquanto corava.

— Cale-se. – mandou a garota.

Os passos ficaram mais altos, quando os Vermelhos, já virariam a esquina, a garota beijou o menino em sua boca, ajeitando sua cabeça de uma forma que fosse impossível saber que era quem ela estava beijando. Quando os Vermelhos viraram no beco e viram a cena, alguns ficaram meio envergonhados e juntos resolveram dar a meia volta. Quando já não podia mais se ouvir os passos deles, a menina afastou sua boca da do menino.

— Agora você me deve uma. – disse ela.

— Te dever uma? Por que você fez isso? – indagou ele.

— Para salvar você. Funcionou, não foi?

— Sim, mas não pressiva ter me beijado daquela forma.

O garoto corou.

— Vai dizer que não gostou? – perguntou ela sadicamente.

O garoto ficou mais vermelho ainda, entregando a resposta.

— Você não devia ter feito isso, não era assim que eu queria que fosse … – Ele parou de falar por um momento, mas já era tarde, a garota já tinha percebido.

Ela riu e disse:

— Quer dizer que esse foi seu primeiro beijo, que patético.

— Não me chame assim, e o seu, não foi o primeiro também?

A garota corou e começou a gaguejar:

— Meeeu primeeiro beeiiiijo, clarrro que não. Assuma a responsabilidade. – A última parte foi dita extremamente rápida e bem baixo, sem que o garoto conseguisse entender o que ela havia dito.

Ele riu da menina envergonhada e resolveu se despedir.

— De qualquer forma obrigado.

Antes que pudesse sair a garota segurou sua mão.

— Posso saber o porquê da Gangue Vermelha esta atrás de você?

— Bem, digamos que eu roubei de um cara de três metros que não devia ter roubado.

— Você é idiota, por acaso?

— Infelizmente, acho que sim. Agora, eu tenho que arranjar um jeito de sair daqui e chegar em alguma parte iluminada da cidade, só assim para eu estar seguro. Mas a Gangue Vermelha esta por toda as partes.

A garota sorriu maleficamente.

— Eu posso te ajudar, eu sei como entrar e sair dos becos escuros sem que ninguém perceba, mas eu quero um favor em troca e lembre que você já me deve uma.

— Sim isso é verdade, eu aceito. – respondeu o garoto rapidamente – Mas antes quero me apresentar, me chamo Kuro Bretteur, qual seu nome?

— Por que eu diria meu nome para você?

— Não acha justo eu saber o nome da garota que tive meu primeiro beijo.

Ela ficou vermelha e começou a gaguejar novamente:

— É jusssto, me chaammo Awaki Musujime.

— Muito bem Awaki, se sabe como sair daqui me ajude, por favor. Que eu prometo que farei seu favor.

O favor que Awaki queria era que Kuro o ajudasse a roubar uma joia em uma das sedes da Gangue Vermelha, sem puder recursar, Kuro aceitou. Tudo estava indo certo, eles invadiram a base sem problemas, pois Awaki conhecia o local, mas para conseguir a joia que queria eles precisavam quebrar um vidro que protegia a caixa que estava a joia, para conseguir o feito Awaki resolveu usar seu Absol que assim que quebrou o vidro, acionou um alarme.

— O que você fez? Agora vão nos pegar! – reclamou Kuro.

Awaki abriu a caixa e conseguiu ver a joia, era colorida e tinha um símbolo de DNA de dupla hélice nela. Ela sorriu, olhou para Kuro e disse:

— Me desculpe.

Ela deu um soco na barriga dele, o fazendo cair no chão.

— Agora você não me deve mais nada.

Awaki na verdade era uma ex-integrante da Gangue Vermelha, agora uma No-one conhecida como Gata do Desastre. Por causa dessa traição Kuro foi preso.”

— Agora pensando bem, a pedra que Awaki roubou se parece bastante com a que Ludger e Viola usaram para mega evoluir seus Pokémons. – comentou Kuro.

— Será que é uma Key Stone? – indagou Katy.

— É uma possibilidade, afinal no Especial do Red na segunda parte é revelado que Judge, o líder da gangue vermelha possuía duas Key Stones sendo que uma ele deu para Scar como forma de pagamento. Já o paradeiro da outra não sabemos, é possível que esta seja a Key Stone faltando. – teorizou Shiro.

— Você sabe que não era para sabermos nada disso. – lembrou Eve.

— Este capítulo não é canônico, então o que sabemos e apreendermos aqui não é muito relevante, afinal todos estamos descobrindo um pouco sobre esta Awaki, mas o Kuro nunca me falou dela, apenas me disse que por certos motivos tinha que invadir uma base da gangue vermelha. Por isto, na realidade não sabemos nada sobre ela, apenas ele sabe o que aconteceu entre os dois. – explicou Shiro.

— Você tem um bom ponto, mas acho que exagerou no diálogo expositivo. – disse Eve.

— Não me culpe, culpe o autor. Ele que escreveu assim.

“Apesar de preso, Kuro não perdeu a esperança e seu irmão, Shiro apareceu para salvá-lo, fazendo um truque com sua Meowstic, onde ele parecia ter poderes psíquicos assim voando e parando balas, mas, na verdade, era a sua Pokémon que controlava tudo.

Com os dois salvos e com dinheiro, que conseguiram das carteiras dos criminosos da gangue vermelha. Eles foram até Scar e conseguiram a informação que queriam. Alice ido para Laverre há alguns dias, por esse motivo resolveram partir.

Depois de finalmente chegarem em Laverre, para procurar pistas sobre o paradeiro de Alice os dois resolveram se separar. Enquanto procurava por informações Shiro se deparou com uma garotinha que estava presa no telhado de uma casa alta, ao lado de seu Espurr.

Shiro, entendendo a situação, pegou e jogou sua pokébola no ar. O Pokémon que foi formado foi sua Meowstic.

— Meowstic, use Psychic para tirar a menina e o Espurr do telhado. – ordenou Shiro.

As orelhas se abriram revelando duas pontas vermelhas, que pareciam olhos que brilharam azul assim como seu corpo. A menina também ficou com uma aura azul brilhando ao redor do seu corpo e foi levada do telhado até o chão. A preocupação passou e as pessoas se dispersaram.

— Você está bem? – indagou Shiro para a menina com o Espurr.

A menina tinha aparecia bem jovem, devia ter por volta dos 10 anos, era ruiva, em seu cabelo possui duas fitas vermelhas que amaravam as pontas. Tinhas olhos azuis claro, vestia um vestido branco, com um casaco vermelho por cima.

— Sim, obrigada moço, obrigada Meowstic. – agradeceu a menina.

— Posso saber, por que você subiu lá em cima?

— É porque meu Espurr tinha ficado preso lá em cima enquanto a gente estava treinando. Resolvi subir, mas esqueci que tenho medo de altura.

— Que tipo de pessoa idiota, esquece que tem medo de altura e sobe em um lugar alto, pior só seria se alguém resolvesse subir na árvore anciã. – pensou Shiro.

— Da próxima vez tenha mais cuidado. – pediu Shiro.

— Vou tomar. – prometeu a menina.

A menina tentou andar, mas sua perna estava machucada e doendo, Shiro então achou melhor ajudá-la. Ele pegou alguns remédios que tinha em sua mochila, aplicou no machucado da menia e colocou um curativo.

— Pronto agora, vai melhorar. Mas não é bom que fique andando por enquanto.

A menina puxou a camisa de Shiro e perguntou:

— Você pode me levar para casa?

— Está bem, suba nas minhas costas. – disse Shiro ao virar-se e agachar-se.

A menina escalou suas costas, e ele levantou, a carregando.

— Me guie até sua casa, está bom? – pediu Shiro.

— Sim! – respondeu ela.

Shiro levava a menina para sua casa, virava uma esquina, virara outra, andava reto e continuava a caminhar.

— Me chamo Shiro, posso saber seu nome?

— Meu nome é Emily.

Depois disso ao descobrir que o Espurr de Emily era macho, Shiro resolveu fazer uma promessa com a garota que um dia, assim que o Espurr dela evoluísse, os dois teriam uma batalha em dupla.”

— Estou reparando que o Shiro se dá bem com crianças. – comentou Katy.

— Isto é verdade tanto na escola em Santalune, como na mansão da Serena, as crianças se deram muito bem com Shiro. – lembrou Eve.

— Ao contrário de você, né Eve?

— Não precisa me lembra, Katy. – disse ela pra baixo.

— No orfanato Bretteur, Shiro também se dava bem com as crianças mais novas. – revelou Kuro.

— Eu não entendo por que elas gostam tanto de mim, afinal eu gosto tanto de crianças, mas por algum motivo sempre quero ver elas sorrindo. – explicou Shiro.

— Isso até que é fofo. Claro que Bidoof são muito mais. – comentou Katy.

— Eu sinceramente, não sei se isto foi um elogio. – disse Shiro.

“Depois de levar Emily para casa, a avó da mesma Yumi disse que tinha informações sobre Alice, mas que Shiro precisaria fazer algumas tarefas. Posteriormente, no capítulo especial de Laverre, é revelado que Yumi é irmã da Genkai.

Depois de fazer todas as tarefas, Yumi pede a Shiro para ele encontrar uma folha de outono algo que ele não consegue e que vai tentar encontrar no dia seguinte, por isso ele volta para o centro Pokémon onde encontraria seu irmão.

Ao chegar no Centro Pokémon, Shiro cruzou com uma garota que estava saindo, mas algo havia chamado a atenção dele, ela possuía um Goomy em sua cabeça.

— Será que é aquele mesmo Goomy? Não, deve ser só confidencia – pensou Shiro.”

— Quer dizer que nos cruzamos antes da Rota 14? – indagou Katy.

— Sim, na verdade, eu me encontrei com o Goomy enquanto procurava pistas sobre Alice, antes mesmo dele subir na árvore. Provavelmente, este era o momento que ele tinha fugido de Chasseur. – revelou Shiro.

— Interessante, me pergunto o que teria acontecido se tivéssemos nos conhecido neste momento?

— Vai saber.

“Depois de muito esforço e quase desistir Shiro encontrou a Folha de Outono e assim como prometido, Yumi contou a Shiro a verdade sobre o paradeiro de Alice e que ela fazendo parte da família nobre Bleu teria que se casar com alguém da família Vert futuramente no Palácio Parfum. No momento Shiro decidiu esconder o fato de seu irmão, apenas o contou que em mais de um mês Alice estaria no Palácio Parfum. Assim os dois partiram de Laverre para Lumiose para assim aguardarem este tempo passar, mas diversas coisas acabaram acontecendo.”

— Depois disso que as nossas histórias se cruzaram. – lembrou Katy.

— Sim, eu me lembro de ter sido perseguido por diversos Pokémons selvagens por culpas de vocês dois. – Shiro apontou para Katherine e Kuro.

— Mas você tem que admitir que foi divertido. – pediu Kuro.

— Tirando o fato que quase morrermos, foi divertido. – riu Shiro.

“Na Rota 14, Katherine teve sua primeira batalha contra um Pokémon selvagem, um Skorupi. Apesar te ter se saído bem na batalha e ter enfraquecido o Pokémon, na hora que tentou capturá-lo, as coisas não sairão como ela esperava.

— Muito bem Skorupi, agora você será meuuuuuu. – Algo assustou ela.

O Skorupi que estava sozinho agora a pouco estava cheio de companheiros ao seu redor, eram uns vinte pokémons.

— Uma horda de Skorupi! Goomy, vamos sair daqui! – berrou Katy enquanto pegava o Goomy em seus braços e começava a correr para longe dos Skorupi.

Aqueles Skorupi pareciam estar com raiva e seguiram Katherine e Goomy.

— Por que vocês estão nos seguindo? Eu já desistir de capturar algum Skorupi! Me deixem em paz! – gritava Katy em desespero.

Subindo em uma árvore Katherine conseguiu se salvar, mas como possuía medo de altura, ficou com medo de descer resolveu passar a noite em cima da árvore. No dia seguinte conseguiu descer, na verdade caiu e avistou um Ekans tentando capturá-lo, mas novamente uma horda a atacou, a obrigando a correr novamente.

Enquanto isto, Shiro e Kuro também arrevesavam a Rota 14 em direção a Lumiose, mas então Kuro pisou em cima de um Quagsire que ficou com raiva e atacou os dois irmãos, os obrigando a fugir e se separarem.”

— Katy, percebi que você não capturou ainda nenhum Pokémon por meios convencionais. – contou Eve.

— Bem, isso… é verdade. – Katherine se decepcionou consigo mesma, mas logo voltou ao normal. – Mas não tem problema, afinal eu amo todos os meus Pokémons e fico feliz te eles terem escolhidos se juntarem a mim por vontade própria.

Os outros três assentiram e sorriram.

“A garota furisode continuava fugindo das cobras malignas, mas não conseguia despistá-las, por sorte se trombou com Shiro que com ajuda de sua Meowstic expulsou as Ekans. Seguros, Shiro contou a sua situação para Katy que decidiu ajudá-lo.

Katy sorriu, mesmo que por um pequeno momento ao ver aquele lindo sorriso, o garoto corou. Ela estendeu a mão e disse:

— Me chamo Katherine Fée, mas pode me chamar de Katy.

— Meu nome é Shiro Bretteur. – Ele apertou a mão dela ao sorrir.

— Certo Shiro, vamos encontrar seu irmão!

Procurando Kuro, Katy e Shiro se separaram, mas logo a garoto encontrou o outro garoto.

— Você é o irmão de Shiro?

— Aquele maldito sortudo, eu aqui me lascando para sobreviver e ele encontra essa linda garota. – pensou Kuro.

— Sim, me chamo Kuro. – respondeu ele.

— Katherine é meu nome, mas pode de chamar de Katy.

Por fim todos os três se reuniram, mas foram encurralados por hordas de Skorupi, Ekans e Quagsire. Com ajuda de seus pokémons, Katherine com o Goomy, Shiro com Meowstic e Croagunk, Kuro com Sneasel e Carnivine, os três conseguiram escapar e se depararam com uma mansão assustadora, sem ter outra opção resolveram entrar para passar a noite. Antes de dormirem, Katy conversa bastante com os irmãos e descobre que eles não são irmãos de sangue, mas cresceram no mesmo orfanato, por isso consideram um ao outro, um irmão.”

— Até hoje me pergunto se realmente devíamos ter entrando naquela mansão demonica. – contou Kuro. – Eu quase morro de medo.

— Isso é porque você é medroso. – debochou Shiro.

— Eu posso ter medo de fantasmas, mas é você que tem medo de… – Shiro foi até seu irmão e tapou a boca dele.

— Você ainda não pode revelar isto, aqui é uma recapitulação e não um capítulo normal. – berrou Shiro.

— Ok, mas você só está dizendo isto para não saberem seu medo.

“Ao amanhecer, os três percebem que estão presos, assim como na Lenda dos Homens sem Faces e começam a ficar preocupados. Eles resolvem procurar uma outra saída, mas é então que eles vem a silhueta de um homem alta e com o susto acabam se separando naquela mansão escura.

Novamente sozinha, Katherine continua explorando a mansão para achar uma saída e acaba se encontrando com um jovem casal recém-casados, Oliver e Elaine, elá descobre que os dois estavam presos há dias e como não comiam nada, Katherine resolveu dividir seus lanches com o casal. Felizes com a ajuda da garota, os dois resolvem ajudá-la a procurar seus amigos, assim como uma saída daquela mansão enorme, escura e assustadora.

A ajuda do casal não durou muito, quando os três se deparam com os Homens sem Face da lenda e por isso a jovem Katy se separa do casal.

Enquanto isto, Kuro também se depara com os homens sem faces e é dominado pelo medo, já Shiro continua explorando sozinho e encontra uma sala cheia de telas, que mostravam câmeras filmando a mansão, com isto ele percebe que diversas coisas estavam erradas naquela situação.

Katy continua sozinha, mas então é atacada por um Haunter e com a ajuda de seu Goomy consegui derrotá-lo, mas ao tentar capturá-lo, não consegue.

Katy fitou o pokémon desmaiado no chão.

— Dessa vez, eu não vou perder a oportunidade. – Ela pegou uma pokébola comum em sua mochila.

Katy jogou a pokébola em Haunter que ao acertá-lo ricocheteou acertando a cabeça da garota.

— Ai! – gritou de dor. – O que aconteceu? Não era para isso acontecer.

Ela insistiu e jogou a pokébola que ricocheteou novamente, repetiu esse processo inúmeras vezes, mas o Haunter simplesmente não entrava na pokébola.

— Que droga é essa! – gritava Katy de frustração.

Sem que ela percebesse o Haunter acorda e quando ela ver o ocorrido, ele já estava fugindo.

— Não! Haunter volte aqui! Meus esforços não podem ter sido em vão! Que droga! – Dessa vez ela não gritava de frustração e sim de raiva.

A bateria do celular dela acabou e ela ficou sem a lanterna.

— Isso só pode ser brincadeira!”

Depois de sair da sala de monitoramento, Shiro acaba se encontrando com Kuro, o fazendo voltar a realidade e logo depois os dois se reencontram com Katy. Shiro resolve mostrar a sala para os outros dois, assim como o mapa da mansão que estava na mesma sala, que eles poderiam usar para sair. Mas então, Oliver e Elaine aparecem nas câmeras sendo levados pelos homens sem faces, que na verdade eram pessoas fantasiadas, assustando quem entrava na mansão, mas aquilo não era um simples pegadinha, era algo muito cruel aos olhos de Katy, afinal o casal tinha ficado preso por dias e sem comer. Por causa disso, Katy se recusa a sair e convence os dois irmãos a ajudarem a salvar o casal.

Mas tudo é posto por água abaixo, quando a identidade daquele por trás de tudo é revelada, Raji Rogue, um integrante de uma das maiores famílias nobres de Kalos. Por causa disso, Katy e os dois irmãos têm uma discussão e são descobertos e presos também, mas ao ver a tortura que Raji fazia com o casal, ela não se segurou.

Elaine começou a desbotoar seu sutiã, mas quando ela já tiraria foi parada por um grito:

— Pare!

Era Katy que não aguentava mais ver aquela tortura. Raji fitou Katy e se aproximou dela.

— Está com algum problema? – indagou Raji.

— É claro que eu estou! Por que você fica fazendo essa tortura toda? – questionou Katy.

— Tortura? Não, você entendeu muito errado. Isto é apenas uma brincadeira. Quer se juntar? – indagou Raji ao olhar o corpo de Katy de cima para baixo. – Tire suas roupas.

— Você não manda em mim, idiota! – gritou Katy.

Raji arregalou os olhos, sentiu raiva, como alguém podia chamar ele de idiota. Ele cerrou o punho direito e a socou na barriga, fazendo ela perder ar por alguns segundos. Shiro e Kuro gritaram o nome da menina.

— Ninguém, chama o grande Raji Rouge de idiota!

Katy tentava recobrar o folego, conseguiu, mas ainda estava ofegante.

— Por que você faz isso? – indagou a garota a Raji.

— Isso?

— Estou perguntando, por que você assusta, maltrata e machucas pessoas que você nem conhece? – explicou Katy.

— Por que? Porque eu posso. Afinal eu sou um nobre da família Rogue, um ser superior a todos vocês, seus plebeus miseráveis. Vocês devem nutrir todos meus desejos, mesmo que morram para isso, pois nem um milhão de suas míseras vidas equivalem a minha. Eu posso fazer o que eu quiser, posso matar quantos plebeus eu quiser. Mas qual a graça de simplesmente matá-los, eu prefiro muito torturas e velos sofrendo e pedindo por misericórdia. Vocês devem suas vidas a mim, mesmo que elas não valham nada. E sabe o melhor, vocês não podem fazer nada contra isso, afinal são apenas lixo que devem me obece... – Raji sentiu uma dor que nunca sentira antes, algo o acertava no queixo o empurrando para cima com bastante força.

Era Katy que o socava com um gancho de direita acertando-o de debaixo para acima, Raji caiu no chão batendo a cabeça, sentia muita dor, tanta dor que não conseguia se levantar. Todos naquela sala ficaram surpresos com o ato da menina, afinal todos sabiam quanto era o tamanho da loucura que ela acabara de cometer.

— Cale sua boca nobre imunda! Não me importo com essas bobagens de nobres e plebeus! Não te devo nada, além de uma surra por ter machucado meus amigos! Você se acha melhor, mas a verdade é que você é o pior tipo de lixo que existe! – explodiu Katy.

Depois de socar Raji, as coisas não melhoraram e Katherine foi torturada no lugar de Elaine e Oliver, pelo nobre e seu Haunter, que era o mesmo de antes, explicando, porque Katy não conseguia capturá-lo. Quando sua vida, estava por um fio, uma garota de cabelos longos bicolor apareceu.

Raji descia sua espada rapidamente que estava preste a corta o pescoço de Katy. Quando Shiro, Kuro e Katy já tinha perdido suas esperanças, um vulto passou acertando o rosto de Raji que foi jogado para longe da menina.

Katy não sabia o que estava acontecendo, apenas que estava viva. Quando olhou para cima, viu uma outra garota, tinha sido ela que havia acertado Raji. A garota era linda, talvez a mais bonita que Katy já tinha visto, devia ter a mesma idade que a sua. Tinha um corpo com curvas invejáveis e delicadas. Seus olhos eram dourados que nem a cor do ouro mais valioso, mas o que mais chamava atenção eram seus fios de cabelos que eram bem longos onde começavam roxos do couro cabeludo e ao descer até as pontas ficavam amarelados dando um ar especial a menina. Ela vestia um vestido curto completamente branco, mas sobre ele havia uma espécie de segunda camada preta, tipo um casaco, mas mais pomposo. A garota tinha um ar de gentileza e beleza, sua aura emanava compaixão e bondade.

Depois de ser socado novamente Raji explodiu em fúria, mas a garota de cabelos bicolor resolveu revelar a sua identidade, Evelyne Pourpre Jaune, a terceira princesa da família real de Kalos.

Evelyne passou a maior parte de sua infância presa em casa, onde tinha poucos momentos para se encontrar com os Pokémons que adoravam. Quem a levava para ver estes Pokémons era o seu pai, o rei de Kalos, que amava muito sua filha. O primeiro Pokémon que Evelyne havia tocado era um Pikachu e por causa disso ela possou a ter um afeto maior a este Pokémon. Um dos Pokémons que Evelyne mais desejava ver era um Eevee e por causa disso seu pai prometeu levá-la para ver um algum dia, mas então o pai dela veio a falecer. A princesa começou a entender melhor a sua posição com o decorrer dos anos e começou a adentrar assuntos mais importantes, mas ao conhecer dois treinadores que possuíam Pikachu, Evelyne percebeu que devia explorar o mundo e procurar por aventuras. Depois de finalmente partir, a princesa descobriu sobre Raji e foi até a mansão onde salvou Katherine.

Depois de descobrir a identidade de Evelyne, com medo do que aconteceria Raji se desculpou e para surpresa de todos Katy aceitou as desculpas.

— Mas para eu te perdoar tem uma condição. – comentou Katy.

Raji continuava atento as palavras da menina furisode.

Katy se soltou de Evelyne por um tempo e chegou perto de Raji, usando o pouco da força que ainda tinha.

— Seja uma pessoa melhor. – Ela sorriu, mas para surpresa de todos socou Raji com todas as forças. – Isso foi por todos que você fez mal.

Katy não aguentava mais ficar em pé e desmaiou, por sorte, Evelyne conseguiu a segurar a tempo de cair no chão.”

— Devo dizer que está foi uma aventura e tanta que vivemos. – comentou Shiro.

— Bem, eu não diria aventura, eu diria algo como…Pesadelo! – berrou Kuro.

Katy riu e resolveu falar:

— Apesar dos males, no fim tudo deu certo. E se não fosse por esta pequena aventura não teríamos encontrado a Eve, por isso mesmo tendo me machucado eu não me arrependo de ter entrado na mansão.

— Você tem razão. Eve realmente nos ajudou bastante. – concordou Shiro.

— A nossa jornada certamente não seria o mesmo sem ela. – disse Kuro.

— Pessoal! – Eve pulou em cima dos três e os abraçou com força.

— Eve pode ser muitas coisas, mas certamente é uma princesa bem peculiar. – comentou Shiro.

— Com certeza. – riu Katy.

“Depois de alguns dias, Katherine se recuperou de seus ferimentos e assim ela, Eve, Shiro e Kuro resolveram viajar juntos até Lumiose.

Ao chegarem na cidade das luzes, Eve resolveu fazer um tour para Katy relaxar para sua batalha de ginásio. Os quatro visitaram os monumentos das famílias nobre, a Vert, Bleu, Rogue e a real Jaune, assim como um monumento magenta de uma família real antiga que foi dissolvida a muito tempo. Depois foram em boutiques onde as garotas provaram roupas.

— Senhoras e senhores, eu lhes apresento, Katherine Fée e Evelyne Pourpre Jaune! – exclamou Eve ao abrir a cortina que separava os garotos das duas.

Ao ver as duas meninas, os garotos coraram, elas estavam vestindo um uniforme colegial, com uma camisa branca, saia cinza com detalhes pretos e uma longa gravata vermelha que chamava bastante atenção.

— Está vendo, eu te disse que deixaria os garotos felizes. – disse Eve.

Os dois estavam paralisados, não conseguiam tirar os olhos das duas. Katy estava muito envergonhada e não gostava como os irmãos ficavam olhando para ela.

— Já chega! – gritou ela ao fechar a cortina.

— Vamos provar outra coisa! – pediu Eve.

— Não! – negou Katy.

— Por favor!

As duas continuaram discutindo se deviam ou não provar mais roupas, enquanto isso do lado de fora os garotos conversavam baixo:

— Você viu? – indagou Shiro.

— Sim, pensei que isso fosse realidade apenas nos animes e mangás, mas … – respondeu Kuro.

— … Uniformes colegiais são os melhores! – comemoram os dois ao mesmo tempo.

Depois de passearem por diversos outros lugares, como restaurantes e cafés, Katy resolveu ir atrás a pesquisadora da cidade para entregar a sua recomendação de Clare e ganhar a sua Pokédex. Neste momento Eve se separa dos demais para comprar a mochila do Bidoof que Katy queria, é então que algo que mudaria o futuro acontece.

Eve corria para o lugar que queria ir, mas ao passar por uma rua, viu um Eevee Shiny, que diferente dos normais tinham pelagem branca. Era lindo e majestoso.

Evelyne parou para admirar o pequeno pokémon, mas ao se aproximar, o Eevee fugiu. Nesse momento ela não poderia saber, mas aquele fatídico encontro seria o ponto inicial de um dos acontecimentos mais terríveis e trágicos de Lumiose. Logo, a cidade mudaria e as luzes apagariam.”

— Que mal presságio! Como um Eevee tão bonitinho vai poder causar algo terrível? – indagou Eve.

— Espero que essa previsão esteja errada. Muitas coisas ruins já aconteceram e quero evitar mais. – contou Katy.

— Aposto que metade dos leitores já haviam se esquecido disso, afinal eu já havia. – comentou Kuro.

— Não subestime os leitores! Eles são mais expertos que você. – riu Shiro.

— E você por acaso se lembrava? – indagou Kuro.

— Não.

— Então não fique me debochando!

— Ok, me desculpa.

“Katherine, junta aos dois irmãos, foram até o laboratório da pesquisadora, que se apresentou como Sophie. A garota Furisode entregou a carte de Clare, com isto Sophie resolveu pegar a Pokédex da garota e foi neste momento que Eve reencontrou-se com o grupo. Ao receber a Pokédex, Katy resolver sair e os quatro foram até o Hotel de luxo Richissime, onde passariam a noite. Logo após os quatro saírem, Sophie resolve reler a carta de Clare.

— “Tenha cuidado com a labareda!” O que será que isso significa? Clare, o que será esta acontecendo em Kalos? – pensou Sophie ao ler a carta de novo.

No dia seguinte, o grupo resolve ir para a torre Prisma para assim Katherine ter sua primeira batalha de ginásio. Lá além de se registrar para liga, assim ganhando seu Treiner Card, Katy e os outros conhecem o líder do ginásio, Meyer, e seu filho, Clemont.

A batalha seria um 2 contra 2 com o nivel ajustado para inciantes com zero insígnias, mas como Katy, apenas possuía o Goomy, a batalha seria 1 contra 2. O campo onde a batalha estava preste a começar, possuía torres elétricas que soltavam raios dentro da arena. A batalha começou com o Goomy da Katy VS o Helioptile de Meyer. A batalha não estava favorável para a garota furisode, mas para ultrapassar seus obstáculos Goomy aprendeu Protect.

— Agora Dragon Tail!

— Droga, vai acerta. Vou perder assim. – pensou Katy.

Helioptile girou sua cauda esverdeada e colidiu com Goomy, mas para sua surpresa o ataque não acertou Goomy em si e sim uma barreira azul em volta do corpo de Goomy que parou o ataque.

— O que? – indagou Katy confusa.

— Esse é o Protect, um movimento que defende a maioria dos golpes ofensivos. Aparentemente, Goomy aprendeu o golpe no meio da batalha. – explicou Meyer.

— Goomy. – disse Katy ao olhar e admirar seu Pokémon.

Apesar do novo golpe aprendido, Katherine ficou confiante demais, assim fazendo seu Pokémon atingir o seu limite e ser derrotado.

— Goomy, por favor, use Protect!

O golpe acertaria, mas uma barreria azul se formo ao redor do corpo de Goomy impedindo o ataque.

— Isso! Goomy aproveite essa chance e use Iron Tail!

Nenhum movimento foi feito no campo, nem por parte do Goomy nem por parte do Helioptile.

— Goomy, o que foi? Por que não usou o Iron Tail? – indagou Katy.

Nenhuma resposta pode ser ouvida. Goomy e Helioptile continuavam parados no campo um em frente do outro.

— Goomy?

— Ele não vai te responder, ele foi nocauteado. – informou Meyer.

— Impossível! Ele usou o Protect e defendeu o ataque de Helioptile no final. – contestou Katy.

— Sim ele defendeu, mas desmaiou porque ele passou dos limites. – explicou Meyer.

Clemont viu o resultado e anunciou:

— Goomy esta fora de combate. O vencedor é o líder de ginásio Meyer.

Katy triste se aproximou de seu Goomy e o pegou nos braços.

— Você devia ter me ouvido. – disse Meyer.

— Mas Goomy ainda queria batalhar. – contestou Katy.

— Sim ele queria, mas esta vendo o resultado agora. É algo muito raro, um pokémon desmaiar sozinho. Isso é culpa da sua insistência, se eu fosse você levaria ele logo para o centro Pokémon, os ferimentos são graves. – argumentou Meyer.

— Mesmo assim, ele queria batalhar.

— Isso não importa! Você é a treinadora dele, você que tem que saber quando deve pará-lo! Quando começamos a batalha e vi suas estratégias, pude perceber um enorme potencial, mas minhas esperanças se perderam no final da batalha. Você não é uma boa treinadora! Se fosse saberia que importa mais a saúde do Pokémon do os sentimentos. Claro os sentimentos são importantes também, mas do que adianta eles se o Goomy morrer! Pokémons são que nem pessoas, tem sentimentos e sonhos, mas assim como pessoas eles cometem erros também e é o trabalho do treinador corrigi-los. Você não esta preparada para ser uma treinadora! E se não perceber isso, nunca vai se tornar uma! – gritava Meyer dando um sermão para Katy.

Os olhos de Katy estavam vermelhos, ela olhava para Goomy e viu suas lágrimas caindo sobre o corpo de seu Pokémon.

— Me desculpe, Goomy. Eu devo ter te desapontado. – disse Katy enquanto chorava sobre ele.

Depois de deixar Goomy no centro Pokémon, Katherine estava triste ao ver seu Pokémon machucado por sua causa. Com sentimentos angustiantes em seu coração, ela decide sair do centro e correr por Lumiose até que a dor passasse.

Katy corria e corria, mas nem olhava para onde. Lagrimas escoriam pelos seus olhos. Sua jornada até o momento passava por sua mente. Ela apenas queria esquecer um pouco tudo aquilo, mas não conseguia e continuava correndo. Correu tanto que não sabia onde estava, estava tudo escuro. Ela finalmente parou de correr, sabia que não adiantaria, ela tinha que enfrentar aquilo. Diversas lágrimas escorriam pelo seu rostos, chorava bastante, ela se ajoelhou e bateu com força no chão.

— Por quê? Por que isso doí tanto?

Ela olhava para o chão e via suas lágrimas, foi então que percebeu que estava chovendo. Ela já não sabia mais se aqueles pingos que viam eram da chuva ou suas lágrimas. De repente a torre prisma se iluminou e soltou uma raio de luz para cima. Katy continuou lá, observando aquela luz enquanto chorava, ela percebeu que estava com medo. Com medo de que seu sonho desaparecesse como lágrimas na chuva.

Ainda triste e sozinha, Katherine é atacada por homens que usavam lenços vermelhos, mas ela é salva por uma jovem mulher de cabelos azuis. A mulher se apresenta como Juvia Valentine e conta sobre as gangues de Lumiose para Katy, ela revela que os homens que atacaram Katy faziam parte da gangue vermelha e que ela fazia parte da gangue Azul, além de revelar a existência da gangue verde para garota, assim como de pessoas fora de gangues conhecidas como No-ones, mas Juvia também diz que existem muitos No-ones poderosos que possuem seus próprios grupos.

Depois de descobrir isto tudo, a garota furisode resolve contar para Juvia tudo que sentia naquele momento. A integrante da gangue azul, então decide ajudar Katherine e a leva para um lugar conhecido como Darkness Arena onde diversos Pokémons são colocados para lutar em batalhas ilegais onde ocorrem diversos tipos de apostas.

Lá, elas veem um Piplup cheio de feridas e cicatrizes batalhando sem desistir. É então que Juvia resolve contar a história daquele pequeno Pokémon.

— Acho que devo começar do início…

… O Piplup já possuiu um treinador, os dois tinham o mesmo sonho de ficarem fortes e ganharem a liga. Os dois eram como carne e unha, pelo menos, era isso que o Piplup pensava. Depois de ter sua primeira derrota numa batalha de ginásio, o treinador do Piplup ficou com raiva e culpou o seu pobre pokémon, o forçando a treinar mais e passar dos limites. Quando suas próximas batalhas de ginásios aconteceram e os dois perderam novamente, o treinador já estava sentindo ódio de seu pokémon, achava ele fraco demais e o forçava cada vez mais treinar, mesmo com o Piplup não aguentando. O seu treinador achava que aquilo era uma desobediência e ofensa que o seu pokémon fazia ao seu mestre, por isso começou a bater no Piplup, tentando o forçar a ficar mais forte, mas, mesmo assim, Piplup não conseguia vencer as batalhas de ginásio.

Um dia o seu treinador descobriu que através de um certo treinamento, Piplup poderia aprender Ice Beam e assim ficar mais forte para finalmente vencer os ginásios. Depois de muito esforço e dias sufocantes, Piplup conseguiu aprender o Icy Wind invés do Ice Beam, que é um golpe mais forte e potente que o Icy Wind. Essa tinha sido a última gota para o treinador do Piplup, para ele aquele pokémon não prestava e fazia apenas coisas erradas, ter aprendido um golpe de gelo mais fraco que o Ice Beam era um insulto para ele. Nesse dia o Piplup foi esmurrado como nunca pelo seu treinador.

Algum tempo depois, o treinador do Piplup não ligava mais para o pokémon pinguim e quando uma oportunidade surgiu, ele vendeu Piplup para um novo dono. A pessoa em que mais Piplup confiava havia traído sua confiança.

O seu novo e atual dono, começou a forçar Piplup a batalhar sozinho aqui na Darkness Arena, fazendo diversas apostas. No começo Piplup se recusava a lutar e sempre perdia as batalhas, levando uma surra do oponente. Depois da partida, o novo dono do Piplup batia nele e não dava comida sempre que ele perdia. Piplup queria chorar, mas sabia que se chorra-se apanharia mais.

Com o tempo Piplup percebeu que a única saída que tinha para sobrevier era batalhando e vencendo as batalhas ilegais da Darkness Arena. Diferente das partidas anteriores Piplup começou a batalhar de verdade, mas seus oponentes eram desleais e muito mais poderosos que ele, assim ele sempre perdia suas batalhas, mas, mesmo assim, ele não desistiu, sabia que tinha que ficar mais forte para poder vencer e sobreviver. Dias foram se passando e Piplup foi ficando mais forte, até que teve sua primeira vitória, com isso finalmente recebeu algum alimento e foi tratado melhor. Mas ele ainda estava fraco e mesmo com algumas vitórias ainda perdia. De qualquer forma, não importando quantas vezes ele perdia, Piplup não desistia.

Piplup tem o desejo de ficar mais forte e espera que algum dia possa sair daqui e finalmente seguir o seu sonho de vencer a liga.

Ao ouvir a história Katherine fica revoltada com toda a situação, mas então Juvia a entrega uma Pokébola e dá a escolha de capturar o Piplup e salvá-lo. Apesar da duvida inicial, Katy finalmente decide.

— Essa é sua última chance, o que você fará? – indagou Juvia mais uma vez.

— A resposta não poderia ser mais obvia! – gritou Katy ao arremessar a pokébola em direção ao Piplup.

— Eu fui idiota e egoísta, não podia reclamar da minha situação. Afinal Piplup, mesmo tendo muitos mais obstáculos do que eu, continuou em pé. Eu machuquei o Gommy e deixei meus amigos preocupados, por isso eu não tenho o direito de me ajoelhar e reclamar, eu tenho que continuar de pé. — pensou Katy.

A pokébola atravessou as pessoas que assistiam a batalha e um momento antes Beedrill finalizar Piplup, a pokébola o acertou. A resposta foi rápida e curta, a pokébola nem tremeu, apenas fez o barulho de captura. Todos se chocaram com o que acontecera, era quase impossível de acreditar, mas era verdade, Piplup havia sido capturado.

Depois de conseguirem fugir da Darkness Arena, Juvia levou Katy para um lugar seguro e se despediu. Foi então que a garota furisode resolveu dar ao Piplup uma escolha.

Katy pegou a pokébola que guardava o Piplup e liberou ele. Ao sair da pokébola, Piplup parecia confuso. Olhava para um lado e para o outro e via apenas Katy.

— Piplup, eu me chamo Katherine Fée e te achei incrível. Assisti a sua batalha e ouvi sobre seu passado. Eu não podia deixar você lutando sozinho e sofrendo daquela forma. Por isso eu resolvi te salvar e te tirar daquele lugar horrível. Eu sou fraca e imatura, mas assim como você, eu também quero ficar mais forte e vencer a liga, por isso se você quiser vamos ficar mais fortes e realizar nossos sonhos juntos. – Katy estendeu a mão para Piplup.

O pokémon pinguim parecia emocionado, ninguém nunca tinha te elogiado ou perguntado a ele como ele se sentia. Ninguém tinha se importado com ele. Piplup desejava sair daquele lugar onde era obrigado a lutar quando não queria e agora ele estava livre. Ele, parecia querer chorar, mas não chorou. Então estendeu seu braço e apertou a mão de Katy que retribuiu com um sorriso.

— Piplup, agora você não precisa mais se segurar. – disse Katy.

Os olhos de Piplup começaram a se encher de lágrimas. Depois de muito tempo sem chorar, um pingo escorreu pelo seu rosto e então o diluvio veio, ele começou a chorar como nunca tinha feito antes. Chorava e chorava, lágrimas escoriam pelo seu rosto. Katy se aproximou do pequeno pokémon e o abraçou.

— Agora, está tudo bem. Você não está mais sozinho.

Aquele Piplup que sofreu tanto e batalhou tanto finalmente tinha encontrado alguém para poder confiar. Aquelas lágrimas, que escoriam pelos seus olhos, estavam guardadas no fundo de seu coração a muito tempo. Ele não tinha mais que esconder seus sentimentos, agora ele podia chorar. Ele finalmente tinha encontrado um lugar para se chamar de lar.

Os três que esperavam pela Katy, estavam muitos preocupados, mas essa preocupação foi embora quando a garota furisode voltou e juntos todos a cumprimentaram.

Enquanto isso, Juvia foi até o covil de Scar para confrontá-lo.

Scar estava em seu escritório onde recebia as pessoas para atendê-las, aquilo lugar era conhecido como o seu covil. Scar estava sentado em sua cadeira quando alguém entrou e exclamou:

— Scar, seu maldito! Você quebrou a nossa promessa!

Scar reconheceu a voz e respondeu:

— Está falando da nossa promessa sobre eu não contar a ninguém sobre a princesa Evelyne está em Lumiose? Se é isso, pode se acalmar, pois eu não contei a ninguém.

— Então me explique como foi que a gangue vermelha descobriu que a princesa estava na cidade.

— Talvez a gangue vermelha tenha um informante que sabia a identidade da princesa. Eu não tive nada a ver com isso. Soube que a gangue vermelha até planejavam sequestrar Evelyne, mas a confundiram com a garota furisode que andava com a princesa. – disse Scar calmamente. Ele fez uma pausa e voltou a falar. – Me diga, qual o seu interesse nessa garota furisode, Katherine … Fée, não é mesmo? Por que a fez salvar o Piplup?

— Além de eu não suportar mais ver aquele Piplup sofrendo, Katherine me lembra uma pessoa muito importante para mim. – respondeu a voz.

Scar começa a falar entre risos:

— Que interessante, não sabia que você tinha esse lado tão sentimental!

— Você não sabe nada sobre mim.

— Pode até ser verdade, mas eu sei muito mais sobre você do que você sabe sobre mim. Não é mesmo Líder da Gangue Azul, Juvia Valentine … Fée.”

— Espera ai. A Juvia é neta da vovó! – exclamou Katy surpresa.

— Só percebeu agora? Isto já tinha sido revelado no capítulo especial de Laverre. – lembrou Eve.

— Eu sei, mas eu queria treinar meu grito para quando eu descobrir de verdade. – revelou Katy rindo de si mesma.

“No dia seguinte, Katherine e os outros foram até o ginásio de Lumiose, onde Katy pediu para ser treinada por Meyer que teve que recusar, mas contou sobre uma treinadora muito forte conhecida como Valquíria das Chamas, que poderia ajudá-la em seu treinamento.

— Então, jovem Katherine o que me diz, acha que tem o suficiente para ser aceita como aprendiz da Valquíria das Chamas? – indagou Meyer.

— Sozinha não, mas …

Katy fitou seus três amigos e perguntou:

— Gente, vocês me acompanhariam até Aquacorde?

— Que pergunta mais idiota, já não tínhamos decido que viajaríamos todos juntos. – respondeu Shiro.

Kuro e Evelyne concordaram mexendo a cabeça. A garota furisode então se virou para Meyer e completou sua frase:

— Mas com meus pokémons e amigos … Com certeza sim! – exclamou Katy.

E neste momento uma pagina se fechou na jornada de Katherine, mas outra se abriu onde ela teria que passar por diversas tristezas e dificuldades, mas que ela enfrentaria tudo para alcançar o seu sonho.”

...

— Este seu começo de jornada foi bem movimentado. – comentou Shiro.

— Realmente. – riu Katy.

— E quem poderia imaginar que isto era apenas a ponta do iceberg do que aconteceria depois. – disse Kuro.

— Isso, mas o resto da aventura fica para a parte 2 desse resumo! – anunciou Evelyne.

— Olhando para tudo, este resumo até que ficou bem grande. – comentou Katy.

— Acho que o autor esqueceu o significado de resumo quando escreveu isto. – contou Shiro.

— De qualquer forma, ele resumiu bastante coisa. – falou Kuro.

— Está na hora de nos despedirmos. – lembrou Eve.

— Sim, mas antes…

Katherine e todos os outros se reuniram e falaram ao mesmo tempo:

— Feliz Aniversário de 1 ano, RainStorm!

Sorrindo Katy foi para frente do palco e disse:

— Muito obrigado por terem lido até aqui! A parte 2 e final deste mega resumo do primeiro ano de RainStorm sairá logo e cobrirá todo o Arco “Entre Gelo e Fogo”! Espero que tenham gostado! Tudo de melhor e até mais!

— Ei, você roubou a minha despedida! – reclamou Eu, vulgo “o Autor lindo e cheiroso”.

— Foi mal. – Katy colocou a língua para fora, sorriu e piscou para a plateia. – Até a próxima!