Pokémon RainStorm

30 Especial de 1 ano de RainStorm – Entre Gelo e Fogo – Mega Recapitulação: Parte 2


Notas iniciais
Olá amadas e amados leitores! Voltei com a segunda parte desta mega recapitulação em comemoração de um ano de RainStorm. Dessa vez a recapitulação cobrirá o arco mais aclamado da fic até o momento o Arco “Entre Gelo e Fogo”. Sei que a fic ainda não tem muitos arcos, mas este com certeza, foi o que conquistou mais corações. Só por curiosidade, resolvi listar os arcos da fic como ficaram separados em minha cabeça, sem considerar os capítulos especiais: Arco do Alvorecer: 01 – 04 Arco da Mansão Mal-Assombrada: 05 – 08 Arco do Primeiro Ginásio: 09 – 10 Arco “Rumo a Aquacorde”: 11 – 12 Arco “Entre Gelo e Fogo”: 13 – 20 Claro que esta é um jeito que fiz para organizar, podem separar os arcos das formas que preferirem. Agora o capítulo vai começar e espero que gostem! Mas antes, quero avisar que deixarei alguns avisos sobre o próximo arco assim capítulos nas notas finais. Dito isto, tenham uma boa leitura!

— Olá! Aqui é Katherine Fée!

— E aqui é Evelyne Pourpre Jaune.

— Eu sou Kuro Bretteur!

— E eu, seu irmão mais velho, mais experto e mais bonito, Shiro Bretteur.

— Ei! Você é realmente mais velho e pode ser até mais experto, mas eu sou mais bonito. – reclamou Kuro.

— E eu sou um Pokémon. – debochou Shiro.

— Os dois já começaram. – riu bem baixinho Katy.

— Infelizmente. – disse Eve irritada. Ela se virou para os dois irmãos e berrou. – Vocês poderiam parar!

Os dois se assustaram e pararam, mas então Shiro teve uma ideia:

— Já sei! Que tal se deixarmos as garotas decidirem qual de nós é mais bonito.

— O que? – Kuro relutou.

— Não vai me dizer que está com medo de perder? – zombou Shiro.

— Claro que não, tenho certeza que tanto a Eve quanto a Katy me acham mais atraente que você! – disse Kuro corado.

Eles fitaram as duas garotas que se sentiram envergonhadas para responder.

— Acabei de me lembrar que o Autor ficou me devendo uns doces, então vou procurar ele. – Eve saiu correndo.

Com apenas Katherine no palco, os olhares dos dois irmãos se voltaram para ela. A garota ficou completamente corada sem saber o que responder, os olhos dos dois pareciam amedrontadores para ela. Completamente envergonhada e tomada pelo medo, Katy respondeu berrando a primeira coisa que lhe veio na cabeça.

— O Bidoof é o mais bonito!

Os garotos sentiram seus orgulhos feridos. Shiro se distanciou e com a voz rouca ele comentou:

— Quer dizer que Bidoofs são mais bonitos que nós dois.

— Ainda bem que este capítulo não é canónico e não vamos lembrar de nada amanhã. – desabafou Kuro com uma voz morta.

— Homens de Preto aparecem e apaguem nossas memorias! – pediu Shiro ao além.

Enquanto os dois ficavam reclamando, Eve voltou e sussurrou ao ouvido de Katy:

— Eu não sei direito o que você fez, mas boa saída.

— É… eu acho. – Katy parecia triste pelos dois.

— Enquanto os dois tentam curar seus orgulhos feridos, está na hora de começarmos! – anunciou Eve.

— Então vamos começar a recapitulação! Lembrando que hoje, comentaremos sobre os capítulos 11 a 20! – contou Katy. – Sem mais delongas, vamos!

“Depois de saírem de Lumiose a caminho da Cidade de Aquacorde, Katy e seus amigos haviam chegado na Rota 4. Lá tiraram uma foto, na famosa fonte do local, que Eve comprou por 100 pokédollars. Depois disso resolveram comer no Centro Pokémon onde as garotas descobriram a verdade sobre a culinária de Kuro.

— Aqui está a comida! – Kuro colocou um grande prato em cima da mesa. – Este é o Filé a lo Kuro.

A comida parecia deliciosa, Eve já estava salivando. Todos se serviram e começaram a comer.

— Obrigada pela comida! – A princesa colocou uma garfada na própria boca.

Ao sentir o gosto da comida, era horrível, Eve se sentiu mal e cuspiu. Katy parecia que estava sendo estrangulada enquanto tentava engolir aquilo que era chamado de Filé a lo Kuro.

— O que foi? A comida está gostosa? Por que cuspiu? – indagou Kuro inocentemente.

— Kuro, eu não queria dizer isto, mas… – Eve sentiu uma dor em sua perna esquerda.

Ela percebeu que a dor vinha de um chute debaixo da mesa e quem chutava ela era Shiro. Ele estava comendo a comida do Kuro sorrindo, mas através de seus olhos era possível ver a dor que sentia cada vez que mastigava. Shiro nada disse apenas olhou para Eve com um olhar assustador e ela entendeu muito bem o recado, se virou para Kuro e disse:

— A comida está uma delicia! Mas eu me precipitei e não assoprei ela, acabei queimando minha língua e no susto cuspi. É uma pena ter perdido um pouquinho dessa comida deliciosa.

— Que ótimo! Mas da próxima vez não se esqueça de assoprar. – comentou Kuro. – E você Katy, o que achou?

Katy ainda estava tentando engolir a primeira garfada. Quando Kuro fez a pergunta Katy tomou um susto, antes de responder sentiu que alguém a estava chutando na perna, ele viu que era Shiro que a olhava de uma forma assustadora do mesmo jeito que olhou para Eve, Katy entendeu a mensagem perfeitamente.

— Está… muito… gos…gos…gostosa. – gaguejava Katy enquanto mentia.

— Muito obrigado! Fico feliz que todos gostaram, podem comer sem se preocupar, pois tem muito mais, vou lá na cozinha trazer o resto. – Kuro caminhou para a cozinha se afastando da mesa.

A comida de Kuro era horrível, mas por não ofender o garoto, todos mentiram e aguentaram comer tudo.

Depois disso, todos resolveram fazer coisas que queriam, como treinar, ler, relaxar, mas foi ai que um Budew apareceu e roubou a todos, além de ter comido o doce da Eve. Este Budew era conhecido na rota, por sempre aparecer e criar problemas, seja roubando ou fazendo pegadinhas com as pessoas. Katy e Shiro resolveram seguir o pequeno Pokémon e ao encontraram o garoto percebeu que o Budew queria apenas se divertir, mesmo tendo passados dos limites. Com isto Shiro propõem a ideia de uma batalha, que se ele ganhasse Budew devolveria todos os itens roubados. O pequeno Pokémon aceita a batalha e Shiro o enfrenta com seu Croagunk orgulhoso que adorava olhar seus próprios músculos. A batalha foi um pouco acirrada, mas no fim Croagunk venceu.

— Vamos nessa Croagunk! Use Mud Bomb seguido de Feint Attack!

Croagunk encheu a boca e cuspiu a bomba de terra que acertou o Budew, antes que pudesse se preparar para contra-atacar, Croagunk já estava em sua frente com um sorriso maléfico preparado para o acertá-lo com seu punho. O pokémon sapo então acertou seu punho no Budew o nocauteando.

— Muito bem Croagunk, ganhamos esta batalha! – Croagunk mostrou os músculos mais uma vez. – Tá certo, você é forte. Agora retorna para a pokébola.

Depois disso, Katy e Shiro ao lado do Budew, voltaram para o centro Pokémon onde, devolveram todos os itens roubados e Budew resolveu seguir Shiro, assim sendo capturado.

— Ele está apenas se divertindo. – disse Shiro que se aproximou do Budew com uma pokébola. – Budew, eu não sei bem o motivo, mas acabei gostando de você. Se você quiser, gostaria de viajar com a gente? Tenho certeza que será muito divertido.

Budew sorriu para Shiro e usou seu Water Sport, molhando o garoto de cabelo castanho completamente. Budew riu bastante da cara de Shiro e apertou o botão da pokébola, se capturando.

— O que acabou de acontecer? Shiro capturou o Budew? – indagou Kuro.

— Acho que foi ao contrário. – riu Katy.”

— Como eu odeio, aquele broto de bosta! – comentou Eve. – Não era para o Shiro o ter capturado.

— Olha o lado bom, pelo menos, Shiro te deu doces como consolação. – lembrou Katy.

— É verdade.

“No dia seguinte, os quatro chegaram em Santalune, onde Kuro resolveu olhar uma loja de espadas e acabou se separando dos outros. Foi então que ele conheceu uma jovem mulher com uma camera.

Outro flash saiu da câmera e acertou Kuro.

— Aqui. – A mulher mostrou para Kuro a foto que tinha acabado de tirar. – Esta foto ficou mais bonita.

— Por que está tirando foto de mim? – indagou Kuro que já não compreendia nada.

— Porque eu amo tirar fotos! Além disso, você é até bem bonitinho. – Kuro corou de vergonha. – Essa sua expressão me dá mais vontade de tirar fotos!

Ela tirou mais uma foto.

— Você gosta mesmo de tirar fotos. – comentou Kuro.

— Eu adoro! É um dos meus principais hobbies! Adoro tirar foto de pessoas, de pokémons, de paisagens, de tudo!

— Que coisa legal. – sorriu Kuro.

— Diga xis!

Outra foto foi tirada.

Enquanto conversavam, a jovem mulher teve uma ideia e finalmente revelou sua identidade.

— Eu tive uma ideia! Eu tenho outro hobby além de tirar fotos, eu adoro batalhar. – disse a jovem mulher ao se levantar do banco entusiasmada. – Você tem algum pokémon?

— Eu tenho dois. – respondeu Kuro.

— Que ótimo! Então já que você está esperando seus amigos, por que não batalhamos enquanto nos esperamos eles voltarem?

— Está certo, mas não nos apresentamos ainda. Eu me chamo Kuro.

— Kuro, acho que este nome combina com você. – sorriu a jovem mulher. – Eu sou Viola, a líder de ginásio da cidade de Santalune.

Os dois começaram a batalhar, por causa de Viola, diversas pessoas pararam para assistir uma batalha da líder da cidade, com isto os outros três que se separam de Kuro resolveram olhar e descobriram que era seu amigo batalhando.

— Vamos continuar, Sneasel use Quick Attack para pegar velocidade e quando chegar perto use Icy Wind!

Sneasel correu em direção ao Vivilion com o Quick Attack, o pokémon borboleta tentou fugir, mas não teve tempo, Sneasel estava o encarando e preparando para soprar o seu sopro gelado, mas então…

— Vivilion, Hurricane!

… As asas de Vivilion bateram de forma mais rápidas que antes e com elas Vivilion criou um furacão ao redor do Sneasel o prendendo.

— Eu não acredito que ela usou isso aqui. – comentou um homem que assitia a batalha.

O furacão estava puxando as pessoas para perto fazendo um grande alvoroço, sacolas plásticas voavam e objetos pequenos também.

— Sneasel, tente usar o Metal Claw para sair dai de dentro!

As guarras do Sneasel ficaram metálicas e ele tentou cortar o furacão, mas não funcionou e ele foi arremessado para o meu dele.

— Nada disso vai funcionar. Kuro, foi uma ótima batalha, mas agora está na hora de finalizar. Vivilion esmague. – Viola abriu e fechou as mãos com força.

O pokémon borboleta bateu as asas de uma forma extremamente forte que fez o furacão fechar e explodir assim acertando Sneasel diversas vezes dentro e o jogando para longe com a explosão. Kuro correu até seu pokémon e ao chegar ao seu lado, ele estava nocauteado.

— Você batalhou bem. – Kuro retornou seu pokémon para dentro da pokébola.

Viola chegou ao lado do garoto de cabelos negros, estendeu a sua mão. Kuro retribuiu e apertou a mão da líder de ginásio.

Depois da batalha, Katy e Viola prometeram enfrentam-se, quando a garota furisode estivesse preparada.”

— Finalmente chegou na hora de relembrarmos o arco “Entre Gelo e Fogo”. – avisou Eve.

— O maior arco de RainStorm até então. – contou Katy.

— Bem, este arco foi bem aclamado, mas foi um tanto quanto sofrido para mim. – disse Shiro que havia se recuperado da comparação com um Bidoof.

— Eu diria para todos. Se bem que teve momentos que nos divertimos. – lembrou Kuro.

“Em Lumiose, em um bar com coloração toda vermelha, um homem, vestido com um terno vermelho e roubas bem extravagantes, conversava com uma garota de uma pele pálida e olhos roxos. Ela vestia um vestido, que parecia uma camisola, da cor seu cabelo, por cima dele vestia um casaco preto, com detalhes em roxo, que possuía um capuz com duas orelhas de coelhinho.

— Qual a minha próxima missão?

— Senhorita Yuki, aqui estão todas as informações que precisa saber. – Ele entregou para ela uma pasta de arquivos. – Sua próxima missão será em Aquacorde, um nobre da família Bleu, intitulado de Ludger está pedindo pelos seus serviços em troca de uma grande quantia de dinheiro.

Esta era a missão de Yuki.

Dois dias depois, na Rota 3, Katy e os outros continuavam em direção a Aquacorde, quando ouviram falar da lenda do Bidoof Lendário, um Bidoof de coloração dourada e brilhante. E como já era de se esperar, a garota furisode fez todos seus amigos a ajudarem a procurar este pequeno pokémon.

Enquanto procuravam pelo Bidoof lendário, uma Zubat fugia de diversos homens que a seguiam. Depois de muito procurar Katy finalmente o encontrou e o seguiu.

Katy ouviu um barulho de grama se mexendo, ao olhara para o local de onde o som tinha vindo se deparou com um pokémon castor que possuía um pelo marrom claro, diferente dos normais que eram marrons normais.

— É o Bidoof Lendário! – Os olhos de Katy pareciam dois grandes faróis que emitiam uma imensidão de luz.

Ao ouvir a voz da garota furisode, o Bidoof se assustou e correu para dentro da floresta.

— Se fazendo de difícil. Não tem problema! Bidoof, você será meu! – Katy seguiu o castor, assim entrando na floresta.

Katherine seguia o Bidoof, mas acabou o perdendo quando a Zubat a atrapalhou.

A floresta ficava cada vez mais escura, mas Katherine não desistia de ir atrás do castor. Ela estava bem próxima de conseguir agarrá-lo, mas então uma Zubat que voava sem direção se colidiu com a cabeça de Katy, fazendo as duas caírem no chão e assim deixando o Bidoof fugir.

— Ai, ai. – reclamou Katy tocando no galo em sua cabeça. – Quem foi o idiota que me acertou?

A garota furisode olhou para os dois lados e viu a Zubat caída no chão ao seu lado.

— Foi você! Vou acabar com sua raça.

A Zubat rapidamente levantou e mordeu a mão de Katy que fritou de dor.

— Seu Zubat maldito! Primeiro você me atrapalha, agora me mordi. Isso não vai ficar barato! Saia, Goomy! – Ela liberou Goomy que apareceu em cima de sua cabeça. – Goomy, vamos acabar com esse Zubat! Use Iron Tail!

Goomy pulou para cima, sua calda metalizada foi formada e ele tentou acertar a Zubat que desviou facilmente.

— Que rápido! – comentou Katy.

Este foi a primeira vez que as duas se encontraram e neste momento, elas não imaginariam que seus destinos estariam entrelaçados.

Depois da Zubat fugir, Katy continuou procurando pelo Bidoof, quando o finalmente encontrou e iria o capturar, uma outra treinadora apareceu e o capturou primeiro, esta era Yuki. Depois de discutirem um pouco resolveram ter uma batalha, se a Katy vencesse ela receberia o Bidoof e se perdesse teria que fazer algo para Yuki. Infelizmente, a batalha não favoreceu a garota furisode que perdeu.

— Me desculpe, Goomy. Essa derrota foi culpa minha. – Katy retornou seu Goomy para dentro da pokébola. – Então, Yuki, já sabe o que vai querer de mim?

— Boa pergunta. Sabe, eu gostei de você, a batalha foi muito divertida. – Yuki caminhava até Katy com o rosto calmo e fria de sempre. – Mas, quando pequena eu aprendi que uma derrota só pode ser paga de uma forma…

Yuki chegou ao lado de Katy e encostou sua boca no ouvido da garota furisode e sussurrou:

— Com sua vida.

Yuki deu uma joelhada na barriga de Katy a fazendo cuspir sangue, depois ela segurou o rosto da garota furisode com uma mão e com a outro socou o seu queixo a arremessando para cima. Yuki se distanciou de Katy, que ainda estava em choque tentando se levantar.

— Vamos acabar logo com isso. Snorunt use Ice Shard!

Katy ainda tentava se levantar, mas quando olhou para frente viu apenas uma pedra de gelo enorme vindo em sua direção, suas mãos tremeram, ela tentou se levantar e desviar, mas não conseguiu e a pedra de gelo acertou seu busto o congelando e fazendo a garota desmaiar, a arremessando para longe.

Shiro havia presenciado o ataque de Yuki, mas não conseguiu chegar a tempo para impedi-la. Enquanto ele segurava o corpo gelado de Katy em seus braços, Yuki começou a trazer o passado do garoto a tona

— Sabia que podemos enxergar a alma das pessoas olhando apenas para seus olhos. – Yuki se aproximou de Shiro e segurou seu rosto com as duas mãos. – Seus olhos são muito interessantes, vejo muito sofrimento, muitos sentimentos ruins, como ódio, tristeza, raiva, mas, ainda assim, vejo uma grande determinação e esperança, mas que um dia será consumida pelo ódio que seu coração sente. São olhos frios que nem o gelo, mas quentes que nem o fogo.

Shiro continuava segurando Katy com uma de suas mãos e com a outra empurrou Yuki.

— Tem outra coisa nos seus olhos que me deixou muito intrigada. Eles não são olhos comuns, mas são olhos de alguém que já matou e que pretende matar novamente.

— Não! Você está errada! – berrou Shiro.

— Estou? Você está querendo me matar agora, não está? E se eu te desse essa chance, o que faria?

— Cale-se! Você não sabe nada sobre mim!

Yuki se aproximou de Shiro, tirou uma faca de seu casaco e colou na mão do garoto.

— Vamos me mate. – Yuki aproximou seu pescoço da faca que estava na mão de Shiro.

Os batimentos de Shiro aceleravam, ele estava perdendo a sanidade.

— Me mate, prove que eu estou certa e que você é um monstro. – Yuki falava tranquilamente e de forma fria como sempre. – Se você não me matar agora, eu matarei sua amiga.

Já com a sanidade esgotada, Shiro empurrou a faca através do pescoço de Yuki, mas então sua outra mão segurou a mão que segurava a faca. Assim fazendo apenas um corte pequeno no pescoço de Yuki que sangrou um pouco, mas nada que pudesse matá-la.

— Eu não sou mais assim. Eu nunca mais vou matar ninguém! – A mão de Shiro tremia, mas segurava a faca firmemente, depois de algumas respirações profundas, ele conseguiu largar a faca, mas sua mão tremia cada vez mais.

— Parece que as trevas ainda não dominaram completamente seu coração. Você continua tentando lutar contra si mesmo, mas algum dia o monstro que vive dentro de você se libertará e quando esse dia chegar, você matará novamente e depois disso nunca mais conseguirá voltar a viver pacificamente. – contou Yuki.

— Não! Você está errada!

— Você não pode evitar isto. Afinal está no seu sangue, o sangue de um assassino.

— Pare! Pare! Você está errada, errada!

Yuki olhou para a lua e falou:

— Parece que perdi muito tempo, já vou indo. Mas antes, queria te dar um conselho. Se você realmente se importa com esta garota, você deverá ir embora, caso ao contrário, você trará apenas dor para ela. – Yuki desapareceu enquanto caminhava para o meio da floresta.

Desesperado Shiro carregou o corpo de Katy e seguiu até Aquacorde para procurar ajuda.”

— Shiro, você parece ter um passado bem misterioso. – comentou Eve. – Poderia revelar para nós?

— Sinto muito, Eve, mas se eu falasse algo sobre ele aqui, o Autor, me colocaria na lista negra dele, então vamos evitar spoiler.

— Que pena. – suspirou Evelyne. – De qualquer forma, esta Yuki realmente é bem assustadora.

— Parando para pensar, você nunca conheceu a Yuki, não é mesmo? – indagou Katy.

— Isto é verdade.

— Que sortuda. – comentou Shiro.

“Após chegar na Cidade de Aquacorde, Shiro conseguiu a ajuda de Serena Akari, uma jovem que faz parte da família mais rica da cidade, que possuía uma enorme mansão. Com a ajuda dela e de seu mordomo William que também era medico, os ferimentos de Katy foram tratados. No dia seguinte, a garota furisode acordou e conheceu Serena e Calem, um amiga de infância da dona da mansão.

Seus olhos se abriam mais uma vez, Katherine havia despertado. Sentia um pouco de dor no em seus ombros, como se estivessem pesados. Ela percebeu que estava dentro de um quarto que nunca estivera antes, tentou se levantar, mas viu Shiro dormindo no seu colo, assim como os pokémons da garota. Foi então que a porta do quarto se abriu e uma garota de longos cabelos loiros entrou, ela vestia uma camisa negra sem mangas e uma saia vermelha. Ao ver Katy, a garota sorriu.

— Não esperava que fosse acordar tão cedo. – comentou ela.

— Onde eu estou? O que aconteceu depois que… – Katy se lembrou de batalhar com Yuki e do que ocorreu até receber o Ice Shard. Sua expressão mudou parecia triste e sentido dor.

— Não precisa se preocupar, estamos em Aquacorde. Eu não sei os detalhes do que aconteceu, mas esse seu amigo ai. Te carregou até aqui onde você pode ser tratada. – contou a garota de saia vermelha. – Me surpreende ele ter acabado dormindo, passou a noite acordado junto de seus pokémons, preocupado com você. Se bem que ele devia estar muito cansado, quando ele chegou aqui parecia despedaçado de alguma forma.

Katy olhou para Shiro e seus pokémons, ficou preocupada e agradecida ao mesmo tempo. Ela então olhou a outra garota e disse:

— Muito obrigada…

— Serena Akari, prazer! – Ela sorriu e estendeu a mão para Katy.

— Katherine Fée, muito obrigada por tudo. – Katy apertou a mão de Serena e a cumprimentou.

Mesmo sem saber, este momento nascia uma rivalidade entre Katy e Serena, que logo a garota furisode descobriria ser aquela que ela procurava para treinar.

Depois de conhecer Serena e Calem, Shiro acordou e apesar de estar muito feliz em ver sua amiga bem novamente, Katy percebeu que ele estava um pouco diferente e preocupado com algo.

O tempo passou e Evelyne e Kuro chegaram em Aquacorde e se reuniram com seus amigos.

Com todos reunidos, ao Katherine falar sobre os motivos de ter vindo a Aquacorde, Serena revelou que ela era a Valquíria das Chamas, mas que não treinaria Katy. Mesmo com uma resposta negativa, Katy não desistiu. Enquanto ainda tentava conseguir a aprovação da Serena, Calem resolveu mostrar a mansão para todos, onde Katherine descobriu mais sobre Serena e seu amigo.

— Esse lugar é gigante, se estivesse sozinho, com certeza, me perderia. – comentou Kuro.

— Pode dar ênfase no com certeza. – concordou Shiro.

— Não se preocupem, sempre que precisarem de algo, é só me chamar. – disse Calem.

— Queria saber o porquê da Serena não ter vindo junto. – desabafou Eve.

— A senhorita Serena é muito ocupada com os assuntos da família Akari. Afinal, ela é a única que pode fazer isso. – respondeu Calem.

— Como assim? E a mãe e o pai dela? – indagou Katy.

Ao ouvir a pergunta a expressão de Calem ficou séria e um pouco triste.

— Serena nunca conheceu o pai, acho que ele nem deve saber que ela existe. E a mãe dela, morreu quando ela ainda era uma criança. A senhorita tem um irmão mais velho, mas ele nunca está presente, então quem tem que tomar conta desses assuntos é ela. Além disso, como ela está atrás das insígnias, tem que viajar para outras cidades e isto acaba atolando ela de deveres quando volta.

— Sinto muito. – disse Katy.

— Você devia dizer isto para a senhorita Serena e não para mim. Mas não se preocupem, William sempre acompanha ela, então ela nunca está sozinha.

— Tenho uma dúvida, por que você chama ela de senhorita? Qual é sua relação com ela? – indagou Eve.

— Eu nunca conheci meu pai nem minha mãe, minha primeira lembrança era de quando eu vivia sozinho nas ruas de Lumiose. Era um época horrível, eu sentia frio, fome, dor, todo dia tinha que lutar para sobreviver, mas foi então que a senhorita Serena apareceu. Foi como se ela fosse um anjo me acolhendo, desde então passei a viver com ela e jurei a mim mesmo que a seguiria para sempre, mesmo vivendo sobre o mesmo teto, a vejo de forma distante, ela sempre tão forte e andando na minha frente. Acho que é pelo que devo a ela que a chamo de senhorita. – explicou Calem. – E tem mais uma coisa, eu vou me casar com ela no futuro então, nem pensem em chegar perto dela.

Apesar da conversa séria, o último comentário de Calem conseguiu quebrar o clima pesado e todos riram um pouco.

Continuando o tour, eles se depararam com um grupo de crianças órfãs que Serena acolhia para viver em sua mansão. A garota furisode se divertiu conhecendo as crianças, mas uma mais tímida chamou a sua atenção.

Katherine se afastou das outras crianças e seguiu até a menina, ela possuía longos cabelos negros e olhos verdes que nem duas esmeraldas.

— Qual o seu nome? – indagou Katy.

A menina não respondeu.

— Eu me chamo Katherine, mas meus amigos me chama de Katy.

A menina continuou em silêncio.

— Você é bem tímida, mas eu te entendo. Quando era pequena não conseguia falar com ninguém que não conhecesse. Você está lendo o que?

— Um conto de fadas. – Finalmente Katy tinha conseguido uma resposta.

— Apesar de não gostar tanto de ler, eu adoro conto de fadas. Na verdade, acho que todo mundo gosta, principalmente quando é criança, afinal aquelas histórias são bem cativantes e sempre terminam com um final feliz.

— Mirai.

— O que foi que você disse?

— Eu me chamo Mirai.

— É um belo nome.

Foi então que Katy percebeu que na mochila da menina havia um chaveiro, mas não era nenhum chaveiro comum, era um Bidoof.

— Meu Arceus! Que chaveiro lindo! – exclamou Katy.

— Você gostou? – indagou Mirai.

— Claro, eu queria ter um igual. Eu adoro Bidoofs, eles são extremamente fofos!

— Eu também! Apesar de muitos discordarem, eu acho eles muito bonitos! – Mirai parecia ser muito diferente daquela menina tímida quando o assunto era Bidoof.

— Você já assistiu “A Frande Família Bidoof”?

— É claro que sim!

— Bidoof, Bidoof, Bidoof, Bidoof, a grande família Bidoof! – cantaram as duas juntas.

As duas riram e sorriram uma para outra.

Enquanto as duas riam, em outro lugar, Yuki se encontrava com aquele que a havia contratado e um outro mercenário. As coisas não saíram muito bem, e Yuki fez uma promessa ao mercenário, pois ele havia a ofendido.

— Então você é a famosa Nevasca Bipolar! Nunca imaginei que você era exatamente como nas histórias. Na verdade você parece ainda mais um robô do que eu imaginava! Totalmente sem expressões ou sentimentos, nem parece um ser humano.

— Por favor, retire o que disse, não gostei do que você falou e não estou a fim de ficar com raiva. – pediu Yuki com a mesma voz e expressão de sempre.

— Desculpe minha querida, mas eu não volto atrás de minhas palavras. – revelou o mercenário.

— Você está querendo morrer? – indagou Yuki.

— Claro que não, mas esse seu rosto inexpressivo me deprime. Se eu ficar olhando por ele por muito tempo acho que vou querer me suicidar.

Antes que o mercenário pudesse perceber, Yuki já estava com uma faca em seu pescoço.

— É a última chance, retire o que disse ou te matarei. – Yuki devia estar com raiva, mas continuava sem demonstrar nenhuma emoção.

— Então me mate!

Yuki já estava preparada para fazer o mesmo, mas Ludger a impediu.

— Eu contratei vocês dois e eu preciso dos dois vivos até a missão acabar, então se quiserem se matar, esperem a missão terminar. – ordenou Ludger.

Yuki tirou a sua faca do pescoço do mercenário e caminhou para longe.

— Bigodudo, eu prometo que quando isto acabar, eu vou te matar. – anunciou Yuki.

— Eu estarei te esperando. – sorriu o mercenário.

De volta a mansão da Serena, depois de Katy muito insistir, a Valquíria das Chamas, resolveu dar uma chance a ela onde a garota furisode batalharia com Calem e se vencesse seria treinada. Neste momento Katy descobre que Calem possui insígnias e Serena possui4.

A batalha começou, mas apesar de estar ganhando Katherine percebeu que algo estava errado.

— Não é isso. Apenas tem algo muito estranho. – respondeu Katy.

— O que foi?

— A batalha está muito fácil, você quase não está revidando, apenas recebe golpes. Além disso, não consigo acreditar que um treinador que conseguiu 3 insígnias possa perder tão facilmente assim. – explicou Katy. – Você realmente está levando esta batalha a sério?

Serena e Calem trocaram olhares, a garota então consentiu com a cabeça.

— Parece que você percebeu. Eu estava deixando você ganhar. – revelou Calem.

— Por que você fez isso? – indagou Katy.

— Se eu batalha-se de forma séria, você não venceria.

— E do que adianta eu vencer se você que está deixando! – reclamou Katy.

— Se você perder Serena não vai te treinar. Você deveria estar grata por eu está te dando a vitória.

— Grata? – Katy cerrava os dentes e apertava a sua mão com força. – Se for para vencer assim, eu prefiro perder! As batalhas pokémon só são divertidas quando os dois lados dão o máximo de si! Você me deixar ganhar não é algo que me deixa feliz, muito pelo ao contrário, isto me deixa nervosa! Se você não for batalhar sério, eu me retirarei dessa batalha!

— Está bem, vou batalhar sério, mas quando perder, não venha reclamar. – disse Calem. – Frogadier, vamos mostrar para eles, Ice Punch!

Com Calem batalhando sério, Katy não teve chance e acabou perdendo. Mas por causa de sua determinação ser tão grande, a ponto de não aceitar uma vitória fácil e sim querer batalhar com tudo, mesmo perdendo, Serena viu potencial na garota e resolveu treiná-la.

Quando a noite chegou, por estar preocupada Katy foi até o quarto de Shiro para conversa sobre o que tinha acontecido na floresta, no fim, Shiro pediu para ela não se preocupar mais com ele, pois ele já estava bem, mas a verdade era que ele estava em conflito por dentro.

Katherine voltou ao seu quarto para dormir, mas de fora e um pouco longe da mansão a Zubat de antes a observava.

Na mansão do nobre Ludger Bleu, ele conversa com o mercenário e é revelado seu nome é Chasseur e ele é o líder de um grupo de mercenários conhecido como Caçadores, mas não apenas isso, Chasseur era o responsável pelo acontecimento de 10 anos atrás que deixou Valerie cega. Ele havia sido preso, mas conseguiu sair da prisão e agora estava trabalhando para Ludger.

No dia seguinte, Katherine levantou bem cedo, por estar ansiosa para seu treinamento e acabou conhecendo melhor algumas crianças, como Jean, Keiko e principalmente Mirai que apesar querer ser uma forte treinadora não tinha muito confiança em si própria. Logo depois, as crianças foram para escola e Serena resolveu contar praticamente tudo que sabia sobre a liga para Katy.

A liga Kalos acontece a cada quatro anos, a ultima havia ocorrido em 2015 e a próxima acontecerá em 2019. Ao todo são 10 ginásios, sendo que para participar da liga, só é preciso 8 insígnias. O nível de dificuldade do ginásio é baseado na quantidade de insígnias que o desafiante possui, se ele possuir 1 insígnias, a batalha será mais difícil e com mais Pokémons do que se o desafiante não possui-se nenhuma. Além disso, a maior parte dos líderes de ginásios de Kalos, possuem alguma mega evolução, que usará em maiores desafios se achar necessário. Além de conseguir oito insígnias, a outro modo de entrar na Liga também, apesar da Serena não ter revelado qual.

Depois de receber tantas informações, Katy começou seu treinamento com Calem, pois Serena não podia treiná-lo por estar ocupada. O treinamento que ela passou foi bem cansativo e difícil, onde tinha que correr com seus Pokémons e nada contra uma cachoeira, além de diversas coisas absurdas.

Na noite, Serena colocou Katy para estudar e Shiro para olha-la para ter certeza que Katherine estudaria mesmo. Enquanto, estavam na biblioteca, os dois viram Mirai, onde conversaram mais com ela e a conheceram melhor.

— Acho que ainda não nos apresentamos, eu me chamo Shiro, você se chama Mirai, certo?

Ela assentiu.

— Você gosta de ler? Que tipo de livro você gosta?

— Amo ler tanto quanto amo Bidoofs. Os livros que eu mais gostam são de contos de fada, mas adoro também livros de fantasia, aqueles com pessoas superpoderosas lutando ao lado de seus pokémons. Eu acredito que essas pessoas com poderes existem e você, acredita?

Shiro se lembrou de algo que não queria, ficou paralisado.

— Shiro?

— Desculpe, me perdi nos meus pensamentos. – Shiro havia voltado ao presente. – O que importa não é se eu acredito ou não, e sim no que você acredita. De qualquer forma, eu acredito sim.

Mirai pegou na mão de Shiro e indagou com os olhos brilhantes:

— Isto é sério? Achei que eu fosse a única que acreditasse.

— Estou falando a verdade e pode ter certeza que existem mais pessoas que pensam o mesmo.

Os pequenos olhos da Mirai brilhavam cada vez mais, ela se aproximou de Shiro e o abraçou.

— Mirai, o que está fazendo? – indagou Shiro sem entender o motivo.

Ainda abraçada com ele, Mirai olhou para cima, viu o rosto de Shiro e indagou ao sorrir:

— Quer ser meu amigo?

Shiro riu e disse:

— Não estava esperando por isto, mas eu aceito.

Ela soltou Shiro e pulou de felicidade.

— Ebá! Fiz meu primeiro amigo!

— Primeiro amigo? Mirai, você não tem outros amigos? – indagou Shiro preocupado.

— Não tenho nenhum, todos me acham estranha por estar sempre lendo ou falando de Bidoofs e batalhas. – respondeu ela com uma voz triste.

— Mas e eu? – indagou Katy. – Achei que fossemos amigas.

— Não é que eu não queira ser sua amiga, na verdade quero muito, mas me esqueci de perguntar. Katy, quer ser minha amiga? – indagou Mirai.

— Sua boba, nos já somos amigas. – respondeu Katy.

Os olhos de Mirai parecia duas grandes estrelas.

— Estou muito feliz! Agora tenho dois amigos!

Os dias se passavam e Katherine treinava cada vez mais. Ao mesmo tempo, Ludger e os outros começavam a por seus planos em pratica. Foi então que em certa noite, Mirai contou sobre o aniversário da Serena que estava chegando e que ela queria fazer uma festa surpresa para a mesma, assim Katy e os outros resolveram ajudá-la a organizar a festa. Neste mesmo dia, Mirai revela o seu sonho de ganhar a liga quando for mais velha, mas ela se acha muito fraca e não acredita que ela possa superar pessoas fortes como Serena, para contraria a pequena garota e fazê-las seguir seus sonhos, Katherine faz uma promessa.

Katy estendeu sua mão para Mirai e levantou o dedo mindinho.

— Se você ainda está na dúvida, eu te prometerei derrotar a Serena e ganhar a liga, assim você seguirá seu sonho e nós batalharemos no futuro.

Mirai fitou os olhos de Katy e estendeu a mão levantou o mindinho.

— É uma promessa. – disse Mirai ao apertar o dedo mindinho de Katy.

Depois de três segundos com os mindinhos cruzados, a promessa foi feita.

Nesta mesma noite, ao voltar para seu quarto, Katy se reencontra com a Zubat que havia batalhado antes e acabaram virando amigos, prometendo conversarem mais na outra noite.

Os dias se passaram e o aniversario de Serena havia chegado. Todos se divertiram demais, Viola até apareceu para comemorar e foi embora bem rápido. No fim deram o presente da Serena que era um colar prateado com um pingente em formato de coração numa coloração alaranjada lembrando o fogo. Mirai também resolveu dar presentes a Katy e Shiro por serem grandes amigos e a ajudarem.

— Katy e Shiro, muito obrigada por terem me ajudado a fazer esta festa! Tenho certeza que Serena gostou. – sorriu Mirai. – Tem algo que eu queria dar para cada um de vocês por serem meus amigos e me ajudarem.

Mirai entregou o chaveiro do Bidoof que ela tinha para Katy.

— Katy, você ama Bidoof tanto quanto eu. Este chaveiro é muito especial para mim, quero que guarde com muito carinho.

— Mirai, eu não posso aceitar.

— Mas eu quero que ele fique com você, é meu presente para você. – Mirai sorriu.

— Está certo, vou guarda com muito cuidado e carinho. – disse Katy.

— Shiro, para você, eu não achei o que te dar…

— Não precisa me dar nada, você é uma ótima garota, isto já é suficiente.

— Mas você foi meu primeiro amigo, por isto quero te dar um presente. Não conseguir achar nada, então pensei apenas em uma coisa. Por favor feche os olhos. – Shiro fez como pedido e Mirai beijou a sua bochecha. – É a primeira vez que beijo alguém, então se lembre com carinho. – disse Mirai vermelhinha.

Shiro sorriu e retribui o beijo, beijando a bochecha de Mirai.

— Pode apostar que lembrarei.

Quando todos estavam felizes e nada parecia poder dar de errado, a campainha toca e Ludger aparece.”

— Ver a Mirai de nova faz aquecer meu coração. – comentou Katy.

— Aqueles realmente foram bons dias. – disse Shiro.

— Concordo. – sorriu Eve.

— Seria bom se eles voltassem. – contou Kuro.

“Ludger apareceu para entregar Serena um presente de aniversário, uma pérola, mas as suas verdadeiras intenções ao ver da Valquíria das Chamas, era comprar a Mansão Akari. Deixando seu presente Ludger vai embora e por causa daquela situação Serena resolve contar a todos sobre o que estava acontecendo.

Atrás da mansão há um lago quente, onde Lapras que se acostumaram a viver neste tipo de ambiente, vivem ali. Serena acredita que Ludger está querendo comprar a mansão para por as mãos nos Lapras e venderem no mercado negro. No meio da conversa, Eve acaba soltando sua identidade como princesa, e diz que não disse a verdade antes, pois a família Akari, por ser muito rica e bem sucedida, mesmo não sendo nobre, não era muito bem vista ao olhos dos mesmos.

O resto do dia passou mais tranquilo, onde jogaram alguns jogos de tabuleiro e se divertiram, no fim do dia resolveram tomar banhos nas fontes termais, ao lado do lago dos Lapras. E como em qualquer mangá com pitadas de cliché, os garotos tentaram espionar as garota e as coisas não foram exatamente como o esperado.

Foi então que eles caíram em cima do muro em que se apoiavam e dividia, o banho dos homens e das mulheres, assim o derrubando.

— O que foi isto! – Eve pulou de susto ao ver o muro cair.

A fumaça formado começava a se dissipar.

— Ai minha cabeça! – reclamou Calem.

— Da próxima vez, se controle! – berrou Shiro.

— Você estragou tudo, Calem. – reclamou Kuro.

— Ainda não, olhem! – Calem apontou para o lado onde as garotas estavam e quando a fumaça se dissipou, eles conseguiram enxergar perfeitamente o corpo nu das três lindas garotas.

Eles encaravam o corpo delas, pareciam estar hipnotizados.

— O que vocês pensam que estão fazendo! – gritou Eve corada.

— Não me olhem com esta cara! – exclamou Katy envergonhada.

— Eu vou matar vocês! – berrou Serena toda vermelha.

— Quero que sabiam que não importa o que acontecer agora, isto valeu a pena. – disse Calem para Shiro e Kuro que concordaram.

— Pervertidos desgraçados! – berrou Serena, enquanto socou os três para o céu.

— Equipe Nudes, decolando de nova na velocidade da luz! – berrou Calem enquanto voava pelo céu com os outros dois.

— Mas está é a primeira vez que decolamos! – contestou Kuro.

— É só pela referência! – respondeu Calem.

Ao chegar a noite, Katy se encontrou com a Zubat em seu quarto e resolveu conversa com ela sobre o passado da morceguinha, mas com medo de lembrar de seu passado a Zubat fugiu.

Enquanto isto, Shiro e Kuro conversaram sobre Ludger e a família Bleu, que deveria ter respostas sobre a situação de Alice, que eles tanto procuravam. No fim decidiram, deixar Ludger de lado por enquanto.

No dia seguinte, Katy foi buscar as crianças na escola, onde no caminho de volta se deparou com Chasseur que lembrou de Valerie ao vê-la vestindo o furisode. Chasseur se apresenta e diz ser um antigo conhecido da líder do tipo fada, depois de conversarem um pouco Katy vai embora. Com este encontro Chasseur pensa na oportunidade perfeita para se vingar da Valerie por ter sido preso, ele jogaria toda sua raiva em cima de Katherine.

Enquanto Katy estava buscando as crianças na escola, Shiro fica na mansão com Serena e William, onde ele descobre que o mordomo é um incrível medico e já fez parte da Policia Internacional.

Ao chegar a noite, Katy se desculpou com a Zubat pelo dia anterior, mas a Zubat queria avisar Katy de algo, a verdade que a garota furisode não sabia era que a Zubat havia seguido Katy pelo dia e a viu conversando com Chasseur e sabendo de seu mal caráter, a morceguinha queria alerta sobre, mas Katherine estava com sono, acabou não entendendo e foi dormir.

Já bem tarde da noite, Shiro resolveu sair escondido e ir até a mansão de Ludger para conseguir informações do mesmo sobre Alice. Ao chegar lá, ele encontrou mapas da Floresta de Santalune com maquinas desenhadas em seu redor, mas não teve muito tempo para olhar para aquilo, pois homens entrariam no quarto em que estava, logo teve que se esconder, e assim ouviu algo sobre uma explosão que ocorreria. Depois dos homens saírem, Shiro não quis enrolar mais e procurou Ludger, quando o finalmente o encontrou e resolveu interroga-lo sobre Alice. A conversa entre os dois não deu em muita coisa, pois Ludger falava apenas de seu ódio sobre a garota, no fim começaram a brigar, mas quando Ludger sacou sua espada, fez um corte grande no braço de Shiro que o obrigou a fugir. Após a fuga de Shiro, Yuki se revela e fala para Ludger que na próxima vez que se encontrarem ela não será a mesma Yuki.

Ao retornar para a mansão Akari, Shiro foi encontrado por Serena que ajudou a costurar o corte e colocar um curativo em seu braço. Serena também revela ter pesquisado um pouco sobre cada um deles quatro, pois não deixaria estranhos passarem noites em sua mansão.

No dia seguinte, Katy e Shiro vão buscar Mirai e as outras crianças na escola, onde mostrariam para a pequena menina os Lapras que ela queria tanto ver. Mas ao chegaram lá, são surpreendidos ao descobrirem que Mirai e Jean desapareceram, além de Yuki aparecer e avisar para irem para mansão onde poderão fazer algo. Ao retornarem, Serena recebe uma ligação de Chasseur que dá 24 para ela vender a sua mansão para Ludger ou ele mataria as duas crianças.

Sem saber direito o que fazer, Serena resolve ligar para a policia de Aquacorde, que foi corrompida e não ajudaria em nada. Logo depois, ela recebe outra ligação de Chasseur, dessa vez chateado, por ela ter tentado avisar a policia, como punição, ele resolve quebrar os braços de Jean e Mira. Depois de ouvir os choros das duas crianças, Chasseur avisa que se tentarem algo de novo, ele vai quebrar as pernas delas, então ele desliga.

Em meio ao desespero, sem puderem recorrer ajuda a ninguém, resolvem criar um plano eles mesmo para salvarem Mirai e Jean, sem ter que vendar a mansão e assim também salvarem os Lapras.

— Chasseur nos deu 24 horas, vamos pensar num plano para salvarmos as crianças. – respondeu Katy.

— E você acha que será assim tão fácil? Tenho certeza que Chasseur e Ludger já devem ter pensado em tudo, conseguir salvar as crianças será algo quase impossível. – contou Serena.

— Eu nunca disse que seria fácil…Mas não podemos perder a esperança, não podemos desistir! Temos que fazer algo! – Katy segurava o chaveiro do Bidoof com força. – Eu quero brincar com a Mirai e o Jean, outra vez, por isso não vou desistir!

— Você não leva jeito mesmo. – disse Serena. – Estou de acordo, vamos salvá-los.

— Se a senhorita Serena diz, eu também estou dentro. – justificou Calem.

— Eu prometi que mostraria os Lapras para a Mirai e não vou voltar atrás de mim promessa. – contou Shiro.

— Com certeza, vamos salvar as crianças. – falou Kuro.

— Vamos chutar a bunda de Ludger, Chasseur e de qualquer outro cara mal! – exclamou Eve.

O plano era simples, Serene e Eve iriam até Ludger para negociarem sobre a venda da casa, mas enquanto isto os outros iriam atrás de Chasseur para salvar as crianças. A verdade era que Serena apenas queria conseguir tempo, mas se o plano desse errado, ela venderia a mansão e pensaria em uma forma de tirar os Lapras do lago sem que sofressem.

A noite chegou, mas ninguém conseguiu dormir direito, pensando no plano que fariam no dia seguinte, assim como Mirai e Jean poderiam sofrer no momento. Katy chegou a conversa com a Zubat que tentou a alertar de algo, mas não adiantou nada, já que a garota furisode estava muito preocupada com a Mirai. E ela não era a única, Serena também estava, que até chegou a lembrar do dia em que a pequena Mirai chegou na mansão trazida pelo seu irmão Albert que a encontrou abandonada nas ruas de Lumiose. Naquela época Mirai ainda não tinha nome e quem a batizou foi Serena.

De volta a presente, a noite passou e o tempo dado por Chasseur estava acabando. Com isto resolveram pôr o plano em prática. Serena e Eve foram até Ludger, enquanto os outros foram atrás de Chasseur, mas se depararam com a Yuki, mas dessa vez ela estava diferente.

— Hello! Sentiram minha falta? Não, não devem ter sentido, esta é a primeira vez que nos encontramos. Será que devo me apresentar de novo? Bem, por precaução irei. Eu me chamo Yuki, se escreve com Y, U, K e I. – Ela falava de forma rápida sem fazer nenhuma pausa, suas falas pareciam estar cheias de emoções, principalmente de ansiedade e felicidade, além disto enquanto falava o grande sorriso nunca saia em seu rosto. O sorriso era belo, mas, ao mesmo tempo, passava uma sensação de perigo e medo.

— Tem algo de errado. – comentou Shiro e Katy assentiu.

— Esta é a Yuki que atacou vocês? Ela não se parece nem um pouco como vocês falaram. – disse Kuro.

— Tirando a aparência, ela se parece o oposto. – opinou Calem.

— Vocês devem estar confusos, mas não se preocupem com isto! Eu Yuki na verdade eu possuo duas personalidades, infelizmente não controlo quando a mudança ocorre. Mesmo não vivendo tudo, eu e minha outra personalidade compartilhamos memórias, então me lembro muito bem de vocês! – Ela continuava com o tom de voz feliz, mas, ao mesmo tempo, assustador, assim como seu sorriso. Muitos diriam que a outra personalidade parecia um robô sem emoções, mas esta parecia um robô programado para apenas sorrir e não demonstrar nenhuma outra emoção além desta.

Yuki apesar de atrasá-los não os atrapalhou muito e logo foi embora. Continuando em direção a casa onde Chasseur estava Katy e os outros finalmente chegaram, mas foram surpreendidos pelos capangas do líder dos Caçadores. Com ajuda de seus Pokémons, os garotos conseguiram abrir espaço para Katy entrar na mansão e assim ela finalmente se encontro com Chasseur.

Enquanto isto, Serena e Evelyne continuam na mansão de Ludger, mas as coisas começam a dar errado e Ludger revela saber o plano deles, assim como a identidade de Eve. Ele também diz que não quer mais comprar a mansão dela e tem outros planos. Com ajuda do Braixen da Serena, que consegue ativar a sua habilidade Blaze quando quiser, elas conseguem escapar e descobrem que Ludger possui um Mega Sableye.

De volta a Katherine, Chasseur conta tudo para ela sobre ele ter cegado a Valerie e querer se vingar por ter ficado preso, os dois começam a batalhar, mas ao ver Chasseur Goomy fica com medo, pois ele havia sido o homem que criou Goomy, fazendo sua mãe cruzar com diversos Pokémons diferentes até ele nascer com Iron Tail, no fim sua mãe morreu e quando Goomy seria vendido, ele fugiu e se encontrou com Katy.

Mesmo com seu Goomy com medo, Katy ao lado do pequeno dragão e do Piplup batalham contra Chasseur e seu Heracross e Pinsir. Por causa do medo do Goomy, Katy é derrotada facilmente, mas a Zubat aparece para ajudá-la e Chasseur revela que ela foi criada em laboratório por ele e um outro cientista maluco para que ela fosse mais rápida, mas assim como o Goomy ela fugiu.

Com ajuda da morceguinha, Katy conseguiu segurar a batalha por algum tempo, mas não durou muito e também foi noucateada.

Enquanto a batalha de Katherine e Chasseur ocorria. Calem conseguiu derrotar um dos subordinados de Chasseur e seguir para dentro da casa, alguns minutos depois os dois irmãos fizeram o mesmo.

Assim que foi derrotada, Chasseur começou a torturar Mirai e Jean na frente de Katy que não podia fazer nada. E então o caçador dar a Katherine uma escolha que seria impossível para ela fazer.

— Eu quero que você qual dos dois eu devo matar. A menina ou o menino? – indagou Chasseur.

— Do que você está falando! Ficou louco! Eu não posso fazer uma escolha assim. – falou Katy.

— Tique-taque! Escolha logo, não vou perguntar outra vez.

— Eu estou com medo! Katy, me proteja! – chorava Mirai.

— Eu não quero morrer. – chorrava Jean.

— Não se preocupem, eu vou salvar os dois. Logo, vamos voltar para a mansão e ficará tudo bem. – prometeu Katy enquanto tremia.

— Se você não vai escolher, eu escolherei. Heracross mate a menina. – ordenou Chasseur.

Mirai começou a gritar, estava com medo. O chifre do Heracross havia começado a brilhar, ele estava preparado para acertar seu golpe.

— Chasseur! Por favor, pare! A Mirai não tem nada a ver com isso! Por favor! – berrava Katy com olhos lacrimejando.

— Se você quisesse que ela vivesse, era só ter escolhido. Agora diga adeus a sua amiga.

Mirai tentou correr, mas com o corpo amarado não conseguiu e Heracross já estava ao seu lado com um olhar de psicopata.

— Mirai!

Aquele tempo tinha parecido uma eternidade, os olhos de Katy começaram a escorrer lágrimas enquanto assistia o pequeno corpo da Mirai sendo perfurado pelo enorme chifre do Heracross. O chifre atravessou o corpo da Mirai e então ele a jogou no chão com um grande, deixando um grande buraco em seu abdome. Katy não queria acreditar no que tinha acontecido, ela queria fechar seus olhos contar até 3 e fingir que tudo tinha sido um sonho, mas não era.

Katherine ficou encarando o corpo de Mirai caído no chão, ela chorava e parecia paralisada como se fosse um fantasma sem alma. Katy não conseguia dizer nada, apenas olhava para o corpo perfurado da sua amiga.

Neste momento Calem chegou e em meio a fúria tentou atacar Chasseur, mas foi preso pelo Pinsir do mesmo. Com mais duas escolhas, Chasseur perguntou novamente a Katy quem ele deveria matar, mas como ela não respondia, resolveu que deveria matar tanto Jean quanto Calem, foi então que Shiro e Kuro chegaram e conseguiram salvar os dois reféns. Ao ver Mirai, Shiro correu até ela e ele colocando a dois dedos no pescoço da pequena garota e sentiu algo.

— Ela ainda está viva! – exclamou Shiro.

Aquelas palavras trouxeram Katy de volta a realidade, ainda havia esperança, Mirai ainda podia ser salva.

— Rápido Katy! Me ajude, segure o buraco da ferida da Mirai e tape ele para o sangue não sair. – disse Shiro.

A garota furisode fez como ordenado e colocou suas mãos nas feridas da Mirai, estava toda suja de sangue, mas isto não era algo que ela deveria se preocupar agora.

— Muito bem, continue pressionando com força e não solte. – falou Shiro e Katy assentiu.

— Mirai por favor volte. – pediu Shiro.

Ele empurrou o busto de Mirai com força tentando trazê-la de volta. Depois, ele encostou seus lábios no de Mirai fazendo uma respiração boca a boca.

— Por favor, Mirai. – pensava Shiro. – Eu não quero perder mais ninguém.

Ele repetiu o que tinha feito antes, empurrando o busto da pequena garota e respirando em sua boca. Este processo se repetiu diversas vezes, eles estava começando a perder as esperanças quando uma pequena chama foi acesa e Mirai abriu os olhos.

— Mirai! – exclamou Shiro e Katy de felicidade com lágrimas no olhos.

— Shiro, Katy. – disse Mirai e logo depois tossiu sangue.

— Mirai, não se esforce muito. – pediu Shiro.

— Está doendo muito. – falou Mirai.

— Não se preocupe, logo vai passar. – disse Katy.

— Eu não quero morrer! – chorava Mirai.

— Não fale besteiras, isto não vai acontecer, vai ficar tudo bem. – contou Katy.

— Você ainda tem que ver os Lapras que eu te prometi que verei, Mirai. Então não fale assim. – lembrou Shiro.

— Katy, pode cantar a música da grande família Bidoof para mim? – indagou Mirai.

— Claro! Bidoof, Bidoof, Bidoof, Bidoof, a grande família Bidoof! O Bidoof malvado e desobediente, o Bidoof doce e gentil. Todos se juntam e vira uma família de cem. O bebê Bidoof está sempre sendo envolvido por felicidade, o velho Bidoof tem olhos apertados. Os Bidoof amigáveis seguram suas mãos e fazem um grande e redondo circulo. Eles constroem uma cidade no planeta Bidoof e todo mundo ri juntos. O Buneary está tentando acenar do céu, a grande lua está envolvendo tudo, coisas ruins e tristes também.

— Sabe, eu fiquei muito feliz de conhecer vocês dois, eu gostava de morar aqui e gostava muito da Serena, mas ela era muito ocupada e as outras crianças não falavam muito comigo, no máximo a Keiko e o Jean. Mas quando vocês apareceram, eu fiz amigos de verdade e conheci pessoas incríveis. – Mirai começou a tossir sangue de novo.

— Mirai! – gritaram eles preocupados.

— Se eu morrer, quero que saibam que eu amo vocês dois! – Mirai chorava enquanto falava.

— Mirai você vai ficar bem, se esqueceu da nossa promessa que eu derrotaria a Serena, me tornaria a campeã e te esperaria para me enfrentar? Você não quer ser a campeã de Kalos?

— Eu quero, é o meu sonho. É uma pena que vai continuar sendo apenas um sonho.

— Mirai, você pode torná-lo este sonho real se continuar tentando, então faça que nem a Katy e não desista, tá bom? – indagou Shiro.

— Certo. – respondeu ela.

— Mirai, vai dar tudo certo e quando William cuidar de você. Vamos ter incríveis aventuras juntas! Eu quero te mostrar muitos pokémons! Tem tanta coisa que quero te ensinar. Quero que você assista a minha batalha de ginásio e quero que assista quando eu batalhar contra a Serena na liga. Quando tudo isto passar e você ficar melhor, vamos nos diverti muito! Vamos prometer? – Katy levantou o dedo mindinho.

— Sim, obrigada Katy. – Mirai apertou o dedo mindinho da Katy com as poucas forças que ainda restava e sorriu.

— Então é uma promes… – O dedo de Mirai parou de fazer força e soltou o de Katy, caindo no chão. – Mirai? Mirai?

A pequena garota não respondia. Shiro tocou o pescoço de Mirai e então lágrimas começaram a cair dos olhos dele.

— Mirai? Mirai? Mirai? Mirai? Mirai? – diversas lágrimas escorriam pelos olhos de Katy. – Mirai? Mirai? Por favor. Mirai!

Katy abraçou o corpo da menina e apertou com força.

— Me desculpe! Se eu não estivesse aqui, nada disso teria acontecido. Tudo foi culpa minha, me desculpe, Mirai. Me desculpe. Eu… eu… eu também te amo.

Neste dia, a pequena e doce Mirai morreu.”

— Ai meu coração. Ainda não superei isso. – comentou Katy com voz chorosa.

— Acho melhor passarmos logo, se não será um diluvio. – disse Shiro de cabeça baixa e triste.

— Vocês tem razão. – concordou Kuro.

“No dia seguinte ocorreu o enterro da Mirai. Era um dia chuvoso que não parava de chover que nem por um segundo.

Em meio a tanta tristeza cada um se culpava um pouco e lembravam de seus passados.

Calem se lembrou de como conheceu Serena e de uma frase que ela disse para ele que ficou marcada em seu coração.

Evelyne se lembrou de assistir e ouvir experimentos em crianças que ela não fez nada para detê-los.

Kuro se lembrou de quando recebeu a sua espada e a mulher que lhe entregava lhe disse que aquela espada era apenas para proteger os outros.

O dia se passou e todos continuavam de luto, sofrendo com a perda.

Preocupado com Serena, Calem foi a procurar e a encontrou na floresta de treinamento, usando a Braixen para destruir tudo, ela queria ficar sozinha e dizia estar bem, mas Calem sabia que não, que ela apenas queria parecer forte.

— Por que você é assim tão idiota! Já disse que estou bem! Saia daqui!

— Você não está bem. Você foi quem escolheu o nome da Mirai, você queria que ela tivesse um brilhante futuro, assim como todas as crianças que você cuidou, inclusive a mim. A realidade é que por causa da morte da Mirai, você está profundamente triste, está sentindo muita dor em seu coração. – contou Calem.

— E como é que você sabe? – indagou Serena.

— Porque eu também me sinto assim. Meu coração doí toda vez que penso nela e de como deveria a ter protegido. – Lagrimas começaram a sair pelos olhos de Calem. – Não adianta ficar fingindo que está tudo bem e descontar todas as suas emoções destruindo as coisas. Você não precisa aguentar e tentar sempre ser o apoio de todo mundo, deixe pelo menos dessa vez, eu me tornar o seu apoio. Afinal é como a pessoa que eu mais amo neste mundo me disse uma vez para mim, “Chorar não significa que você é fraco e aguentar não significa que você é forte”.

— Calem. – Os olhos da Serena se encheram de lágrimas. Ela abraçou Calem fortemente e começou a chorar sem parar. – Você é mesmo um idiota!

— Eu sei. – Calem apertou a Serena fortemente.

Evelyne também se sentia mal, mas após ter uma conversa com William, percebeu que não deviam desistir e sim continuar lutando. Assim ela resolveu ir até Katherine para ajudá-la a acreditar em si mesma novamente.

— Katy, se quiser descansar mais, descanse o tempo que quiser, mas você não pode continuar chorando para sempre. Você precisa seguir seu sonho mais do que nunca, não apenas por você, mas pela Mirai também. Ela pode ter morrido, mas o sonho dela continua vivendo com você, ou seja, se você desistir de seu sonho, também desistirá do da Mirai. Então, nunca desista e continua perseguindo este sonho com força e perseverança.

— Obrigada Eve! – Katy limpou as lágrimas de seus olhos e abraçou a Eve com força que fez um cafuné na cabeça dela. Depois de algum tempo abraçadas se separaram.

A Zubat parecia ter fixado extremamente feliz por Katy está se sentindo melhor e voou até ela e começou a fazer cócegas com suas asas. A garota furisode começou a rir descontroladamente.

— Zubat para! Está fazendo muitas cócegas, assim eu não aguento. – Eve sorriu enquanto assistia as duas.

A Zubat parou de fazer as cócegas e abraçou Katy enquanto sorria.

— Obrigada Zubat, estava precisando rir um pouco. – Katy sorriu.

A Zubat estava bastante feliz.

— Zubat, bem, não sei se devo perguntar, nem se você vai querer, mas gostaria de se juntar em minha jornada? – indagou Katy.

Os olhos da Zubat brilharam e ela começou a fazer cócegas na Katy como se não houvesse amanhã. Depois de muitas risadas, Katy pegou um pokébola vazia e indagou novamente.

— Tem certeza disso?

A Zubat sorriu e assentiu. Katy encostou a pokébola na Zubat e depois de alguns segundos, ela havia feito uma nova captura.

— Agora tenho mais uma amiga que ajudará seguir o meu sonho. – sorriu Katy.

Enquanto as coisas se ajeitavam, Shiro se sentia culpado por tudo, estava despedaçado por dentro, seu irmão tentou ajudá-lo, mas Shiro recusou a ajuda e disse que iria até Ludger e Chasseur em um ataque suicida para acabar com eles, mas Kuro não queria deixar e os dois acabaram brigando com socos e chutes. No fim, Shiro se descontrolou e machucou seu irmão mais do que queria e começou a se culpar, achando que ele era um monstro que apenas machucaria os outros ao seu redor, por causa disso ele foi embora atrás daquele culpados pela morte de Mirai.

Ao ouvir a história por Kuro, Katy e Eve foram atrás de Shiro e o encontraram antes que ele pudesse fazer alguma idiotice.

— Sim, eu sou. Eu sou um desgraçado que não consegue nem cumprir uma simples promessa. Não pude proteger alguém, só pude machucar. Vocês não fazem ideias das coisas terríveis que eu já fiz, tudo para sobrevir, eu sou um idiota egoísta! Se eu morresse seria tudo muito melhor! Afinal, eu sou um monstro sem alma e coraçã…

Shiro sentiu uma dor em seu rosto, ao olhar para frente percebeu que era Katy que havia te dado um tapa bem forte. Quem havia recebido o tapa era ele, mas quem parecia ter sentido a dor daquilo foi a Katy, os olhos delas estavam cheios de lágrimas.

— Você não é um monstro! Você é Shiro Bretteur, irmão de Kuro Bretteur, e é meu amigo! – gritou ela.

— Você não sabe das coisas que eu fiz, se soubesse, nunca me chamaria de amigo. – disse Shiro.

— Com certeza chamaria! Não importa o que você fez, eu sempre vou gostar de você, mesmo que você se odeie, eu nunca te odiaria!

— Todos nos temos segredos e fizemos escolhas erradas. O que aconteceu no passado não nos importa mais. Você só tem que se perdoar. – disse Eve.

— Mas isto é impossível para mim. – desabafou Shiro.

— Se é impossível, eu tornarei possível! – contou Katy. – Não importa quem você era antes, mas sim quem você quer ser no futuro. Me diga, que tipo de pessoa você acha que a Mirai gostaria que você se tornasse? Ou melhor que tipo de pessoa você gostaria de se tornar?

— Que tipo de pessoa eu quero ser? – Shiro repetiu para si mesmo. – Eu… eu quero ser alguém de quem eu possa me orgulhar! Alguém que posso proteger as pessoas! Eu não quero nunca mais ter que me arrepender! – berrou Shiro enquanto lágrimas saiam de seus olhos.

Katy sorriu e abraçou Shiro em seu busto enquanto ele chorrava.

— Vamos para casa. – disse ela.

Shiro limpou as lágrimas e concordou.

Depois de retornaram, Shiro se desculpou com seu irmão e eles fizeram as pazes. E então os quatro amigos resolveram começar tudo do zero.

— Kuro, podemos recomeçar do zero assim como fizemos no orfanato junto da Alice? Vamos prometer mais uma vez recomeçar? – Shiro esticou seu punho.

Kuro esticou seu punho e o acertou com o de Shiro.

Katy e Eve que assistiam, se juntaram e colocaram seus punhos juntos também.

— A partir de agora, vamos nos tornar quem queremos ser, sem nos preocuparmos com o passado. – disse Eve.

— Vamos começar do zero, mais uma vez! – exclamou Katy.

Todos concordaram e gritaram juntos:

— Do zero!

Neste momento, os dois dias chuvosos terminaram e finalmente o sol resolveu aparecer, iluminando aqueles quatro jovens que o futuro esperava bem mais do que eles mesmo esperavam.

Tudo começa a melhorar novamente, mas então a noite algo aconteceu o plano de Ludger e Chasseur começou e o sinal que começaria este plano era a explosão que destruiria a mansão Akari.

Na floresta de Santalune eles esperavam para por o plano em pratica quando o grande estouro veio.

— Vocês ouviram a explosão! Podem ligar as máquinas! – ordenou Chasseur.

Eram quatro máquinas em quatro pontos diferentes da floresta, todas elas foram acionadas e uma grande luz vermelho foi liberada para o céu.

— Esplêndido! Finalmente o meu verdadeiro plano começou.

O plano deles era usar as quatro máquinas para sugar toda a vida da Floresta de Santalune, por isso resolveram se dividir para protegerem cada uma das quatro máquinas.

Tudo parecia estar indo conforme o plano, mas então o jogo virou.

— Parece que chegamos na hora certa. – disse uma voz feminina.

— Ainda bem que deu tudo certo. – respondeu uma voz masculina.

Mauser ouvia as vozes, mas não via quem era seus donos, foi então que percebeu passos chegando cada vez mais perto e finalmente pode ver de quem eram aquelas vozes. Uma garota de longos cabelos loiros e olhos azuis cristalinos, que era acompanhada por uma Braixen, já o dono da voz masculina era um garoto de cabelos negros e olhos cinzas que era acompanhado por um Frogadier.

Serena e Calem apareceram para enfrentar Mauser que cuidava de uma das quatro maquinas, além dele ser o criador delas.

Enquanto isto os outros se dividiram e foram em direção as maquinas para destrui-las. É então que Shiro se encontra com Ludger.

Shiro finalmente havia chegado em uma das máquinas e ao lado dela, encontrou Ludger que pareceu surpreso em vê-lo.

— Algo está errado, era para você ter explodido. – comentou Ludger.

— Sinto muito, em decepcioná-lo. – sorriu Shiro.

Horas antes da explosão, assim que Shiro e Kuro fizeram as pazes, Shiro se lembrou de diversas coisas importantes e então desvendou o plano e os acontecimentos por trás de Ludger e Chasseur.

Com ajuda da Yuki, eles haviam colocado escutas por boa parte da mansão Akari, era por isso que eles sabiam dos planos da Serena, assim como estavam sempre um passo a frente.

Além disso, quando Shiro invadiu a mansão de Ludger, ele viu mapas da floresta de Santalune, assim como plantas de maquinas espalhadas pela floresta e também ouviu falarem de uma explosão que seria um sinal para iniciar o plano. Shiro deduziu que havia uma bomba na mansão que Ludger estava fazendo aquilo por vingança e não para conseguir os Lapras como ele mesmo revelou antes. Ludger queria se vingar de Serena por sempre estragar seus acordos comercias e fazer ele parecer uma desgraça para seu pai. Assim se livrando da Serena e da família Akari, ele poderia ter sua vingança e ter o apreço do pai.

Concluindo que realmente tinha uma bomba na mansão, Serena raciocinou rápido e lembro da pérola que foi o presente de Ludger, assim concluindo que a bomba era a pérola. William foi verificar se a teoria da Serena estava certa, e ela realmente estava, a pérola era um bomba que estava programada para explodir na meia-noite.

Antes de decidirem o que fazer com a bomba, Shiro contou o resto do que sabia, sobre o mapa e as maquinas. Sendo questionado por William, o garoto se lembrou de ouvir o nome de Mauser e isto esclareceu tudo para o mordomo. De acordo com ele, Mauser foi seu antigo companheiro na Policia Internacional que foi demitido ao tentar criar uma maquina que sugava energia vital da terra para dar essa energia a alguém, Mauser queria reviver sua esposa com esta maquina, mas a maquina não funcionou completamente, apenas o processo de absorver a energia vital da terra ocorreu, assim matando diversas plantas e árvores.

Então Serena conclui que com as maquinas a Floresta de Santalune seria destruída, e com isto o clima de Aquacorde seria afetado e como consequencia, a agricultura e pecuária da cidade também, assim causando um desequilibro na economia da cidade e, já que em teoria a família Akari estaria de fora da jogada, por causa da bomba, Ludger usaria o dinheiro que possui para controlar a cidade e assim Aquacorde se tornaria dele. Dessa forma, com certeza, atrairia a atenção e apreço do pai.

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Tendo descoberto todo o plano de Ludger, os heróis resolveram criar o próprio plano para acabar com as ideias dele e assim salvar a Floresta de Santalune. O plano e era simples, ele fingiriam através das escutas que não sabiam de nada e quando a bomba fossem explodir usariam o poder de seus Pokémons para jogarem para o alto e defendessem da explosão e quando Ludger, Chasseur e os outros estivessem de guarda baixa, invadiriam a floresta e destruiriam as maquinas. E no fim, tudo foi como de acordo com o plano.

De volta ao presente, Ludger ficou surpreso ao saber que Shiro e os outros descobriram tudo, apesar de que ele não desistiria de seus planos por isso. Então, Ludger resolveu atacar Shiro, mas dessa vez ele não estava sozinho e Kuro apareceu para ajudá-lo. O nobre não estava afim de pegar leve e jogou seu Mega Sableye conhecido por sua temível Defesa Divina.

Enquanto Shiro e Kuro enfrentavam Ludger, Evelyne havia encontrado outra máquina que estava sendo protegida por Gaston Blue, um subordinado de Ludger, que fez um pacto de sangue para ganhar o nome Bleu. Gaston não se sente intimidado ao ver Eve e prepara para atacá-la usando seu Diggersby, mas então Eve fala sobre a Ordem dos Cavaleiros de Ciassyl e coloca uma luva negra, com linha tecnológicas azuis, em sua mão.

Todos estavam tendo suas batalhas quando Katy avistou a ultima da quatro maquinas, assim como Chasseur. Então eles começaram novamente um batalha e com a ajuda de sua treinadora Goomy conseguiu superar seu medo de Chasseur.

— Goomy, Chasseur não pode fazer mais nada com você! Se lembre que você não está mais sozinho! Você pode contar com o Piplup, com a Zubat e comigo! Não desista e lute!

As palavras de Katy deram coragem ao Goomy, que quando Pinsir tentou acertá-lo com o corte em X, ele pulou para esquerda e desviou, ainda no ar criou e girou sua cauda metálica na cabeça do pokémon inseto que tremeu e quase caiu no chão.

— Isso Goomy!

Piplup se levantou e pareceu orgulhoso pelo Goomy, a Zubat sorriu para ele.

— Vamos acabar logo com isto, Chasseur! Zubat, Piplup, Goomy, vocês sabem o que fazer! Vamos acabar com eles! – Os pokémons concordaram com sua treinadora.

A batalha acontecia de forma acirrada, mas então Chasseur começa a usar ideias sujas para vencer.

— Pinsir use as garras de sua cabeça para matar a garota! – ordenou Chasseur.

Ao ouvir aquilo, os Pokémons da Katy se assustaram, mas não tinham tempo para fazer nada, a Zubat desviava dos misseis e Goomy e Piplup se protegiam do Mega Horn.

Pinsir correu em direção a Katy, que tentou correr para atrás, mas não houve tempo, e apenas o que ela viu foi as enormes garras do Pinsir preparadas para esmagarem ela. No fim, gritos de dor poderem ser ouvidos.

Do outro lado da floresta, Serena e Calem batalhavam com Mauser, o criador das máquinas. Onde ele revela que está fazendo aquilo para ganhar dinheiro para pagar o tratamento de sua neta, Skyla, que possui a mesma doença que a esposa de Mauser tinha. Mesmo ouvindo os motivos do velho homem, Serena sabia que apesar de ele ter um bom objetivo, seus meios estavam errados e ela não deixaria aquilo continuar.

— Você tem motivos nobres, mas isto não muda o fato que está fazendo é errado. Tenho certeza que a sua neta não se orgulharia disso e é por isso que vou te derrotar. – prometeu Serena. – Mauser, se prepare, pois eu vou elevar está batalha para o próximo!

Serena olhou para a Braixen que retribuiu o olhar.

— Eu sou fogo. Tu es o fogo. As chamas queimem em nossos corações. As batidas palpitam e transformam tudo em cinzas. O meu sangue é álcool. As minhas veias são carvão. A minha determinação é a faísca que gera a labareda. A vela acesa se cessa e nossos corações se tornam um. Eu sou tu. Tu es eu. Nos samos o fogo. Blaze ativar!

A batalha entre os três continuavam, Mauser parecia estar ganhando quando Serena teve uma ideia.

— Tenho que admitir que esta sua habilidade é incrível, mas se lembre, que mesmo estando velho, eu já fui um dos finalistas da liga Unova, só perdi para o atual campeão, Alder! Mesmo enferrujado, estou em um nível superior a vocês! Hydreigon, vamos acabar com isto, Dragon Pulse!

— Braixen defenda com Light Screen!

A raposa usou seu graveto e criou uma barreira de luz que os defendeu do pulso do dragão, mas Hydreigon simplesmente não parava e continuava a cuspir o raio de energia colorido. A Braixen continuava utilizando a barreira para protegê-los.

— A Braixen não vai aguentar por muito tempo, Calem peça para o Frogadier fazer uma das maiores Water Pulse que ele já fez! – pediu Serena. – Vamos usar o Twins Punch(Soco Gêmeos)!

— Finalmente vamos colocar esta técnica em prática! Estou muito ansioso para isso! – comemorou Calem. – Frogadier você ouviu a Serena, faça a maior Water Pulse que puder!

O sapo concordou e com a sua mão criou uma pequena Water Pulse e depois, com a outra aumentou seu poder e a começou a aumentá-la de tamanho.

— Rápido, Calem! A Braixen não vai aguentar muito mais!

— Tenha calma, o Frogadier já está terminando.

— Eu não sei o que estão tramando, mas o Hydreigon que acabar com esta barreira agora! – exclamou Mauser.

A barreira que a Braixen fazia começava a se quebrar.

— Pronto! Terminamos! – O Frogadier carregava em sua mão uma Water Pulse gigante, devia ter uns 6 metros.

— Ótimo! Braixen, exploda tudo!

Braixen soltou a barreira e ela logo se quebrou, mas a Braixen pulou para dentro da esfera do Water Pulse e utilizou seu Heat Wave, a explodindo de dentro para fora! Uma nuvem de vapor se proliferou por toda aquela região.

— Droga, não consigo ver nada. – pensou Mauser.

— Com a chama dentro de mim. – recitou Serena.

— Com o gelo dentro de mim. – recitou Calem.

— Vamos queimar tudo.

— Vamos congelar tudo.

Mauser tentava enxergar o que estava acontecendo, mas por causa do vapor, não conseguia, a única coisa que viu, foi uma energia vermelha e outra azul no meio de todo o vapor.

— Combinando gelo com fogo forma um novo elemento. – disseram Serena e Calem ao mesmo tempo.

— Vamos acabar com tudo! – exclamou Serena.

Mauser não entendia o que aconteceu, mas para não ser surpreendido ordenou:

— Hydreigon use Dragon Pulse!

O dragão lançou pelas suas três cabeças o raio colorido para sua frente, dissipando o vapor, mas não viu ninguém.

— Atrás de você, seu dragão idiota! – debochou Serena.

Frogadier e Braixen estavam atrás do Hydreigon, ambos com os punhos energizados. Frogadier com eles congelados e Braixen com eles em chamas.

— Agora, Twins Punch! – gritaram os dois ao mesmo tempo.

Os dois pokémons socaram as costas do Hydreigon juntos com toda a força que tinha, os poderes dos dois socos se misturaram causando um impacto ainda maior e arremessando o Hydreigon uns 15 metros de distância onde ele desmaiou.

Com a derrota de Mauser, Serena finalmente destruiu a primeira máquina. Com isto, Mauser percebeu que seus métodos estavam errados, e aceitou ir para prisão pagar pelos seus pegados, mas Serena fez a promessa que cuidaria de sua neta Skyla e que ela faria de tudo para que a mesma crescesse com muita saúde.

Depois da primeira máquina ser destruída, Evelyne continuava lutando contra Gaston e Diggersby. A luva que ela usava lhe dava força e velocidade para poder enfrentá-los sozinha.

Eve abriu a mão e a fechou com força, ao fazer este movimento, a luva pareceu encolher, as veias dos braços da Eve ficaram forçadas, como se a luva tivesse as puxando e as linhas azuis da luva começaram a ficar vermelhas. Eve parecia sentir dor, ela respirou profundamente para aliviar e então fitou Gaston e Diggersby. Ela deu um passo para trás e então correu até Diggersby, sua velocidade foi sobre humana, em poucos segundos estava ao lado do pokémon coelho e antes que percebesse a sua presença, ela o socou na barriga o arremessando uns 5 metros de distância. Diggersby caiu no chão e fez esforço para levantar, mas Eve já estava ao seu lado e o chutou na barriga o jogando até uma árvore que caiu quando o Diggersby colidiu.

— O que foi isso? Foi muito rápido, nem pude acompanhar. – pensou Gaston assustado.

Diggersby finalmente conseguiu levantar, ele estava enfurecido pela porrada que tomara. Quando Gaston olhara para Eve, percebeu que ela segurava sua boca com uma das mãos, ao retirá-la, ela estava coberta de sangue.

— Não acredito que a família real, usou a própria filha para fazer estes experimentos. Mas parece que não deu muito certo. – comentou Gaston.

Evelyne deu um sorriso e disse:

— A minha compatibilidade é bem baixa, por isso não posso usar sempre esta Relíquia. – Eve limpou a sua boca de sangue. – Mas não importa, não preciso de muito mais para te derrotar.

A luta continuou por algum tempo, mas no fim que levou a melhor foi a princesa que adora doces.

— Acabe com ela com o Hammer Arm, usando força total! – ordenou Gaston.

Diggersby já estava preparado para atacá-la.

— Não tenho outra opinião, beba mais do meu sangue! – pensou Eve ao abrir e fachar a mão com força.

Diggersby foi socá-la, mas Eve o socou também, colidindo punhos, onde os dois possuíam a mesma força e ficaram se empurrando.

— Eu preciso de mais força! Beba mais! – gritou Eve.

A luva dela começou a tremer e brilhar cada vez mais em vermelho, foi então que a sua força superou a do Diggersby, socando o seu punho para trás, e depois rapidamente a sua barriga o arremessando para cima. Com o pokémon coelho no ar, Eve pulou até seu lado e o chutou na cara com sua toda força, o fazendo colidir com o chão e desmaiar.

Ao possar no chão, Eve quase caiu, mas conseguiu se segurar nos joelhos usando suas mãos como apoio. Tentou levantar, mas não conseguiu, assim cuspindo muito mais sangue. O seu corpo doía muito por causa de todas pancadas que recebera do Diggersby, mas o que mais doía era a sua mão direita a que ela vestia a luva. Depois de se esforça e tentar novamente, Eve conseguiu se levantar e retirou a luva, assim que fez se sentiu tonta e caiu novamente no chão enquanto cuspia sangue.

— Acho que exagerei demais dessa vez. – pensou Eve.

Depois de derrotar Diggersby e Gaston, Evelyne destruiu a segunda maquina.

Do outro lado da floresta, Shiro e Kuro continuavam batalhando com Ludger, mas por causa da Defesa Divina de seu Mega Sableye, eles não conseguiam atacá-lo e estavam tendo seus pokémon noroesteados um a um, mas a verdade era que eles queriam apenas conseguir tempo.

— Vocês já desperdiçaram muito do meu tempo. Sableye prepare-se para atacar! – ordenou Ludger. – Não se preocupem, com toda a energia que a joia do Sableye acumulou com o ThunderBolt tenho certeza que vai acabar bem rápido. Sableye mate-os com Power Gem!

Sableye girou a enorme joia vermelha que brilhou e então o raio de pedras foi liberado, o mais forte que havia feito naquele dia, mas algo incomodo Ludger. Apesar de estarem vendo a morte a sua frente, os dois irmãos permaneceram parados e sorrindo.

— Eu já te disse Ludger, eu não estou sozinho! – gritou Shiro.

Então um vulto, saiu do meio das árvores liberando um raio roxo gosmento que acertou o raio de pedras do Sableye, o desviando para longe de Kuro e Shiro.

— O que foi isso? – Ludger pareceu surpreso.

Ao olhar o vulto com mais atenção percebeu que era um Beedrill.

A cavalaria havia chegado e o nome dela era Viola, a líder de Ginásio de Santalune.

— Beedrill, vamos elevar esta batalha para um novo nível! Mega Evolua!

Viola pressionou a pedra colorida que começou a brilhar, raios brancos saíram dela e foram em direção ao Beedrill, onde também carregava consigo uma outra pedra que estava presa na orelha. Os raios das duas pedras se colidiram e então o corpo do Beedrill começou a mudar, suas pernas se tornaram dois ferrões, suas asas mudaram de formato e os ferrões dos braços e do corpo aumentaram o seu tamanho.

— Mega evolução? Não pode ser! Droga, Sableye acaba com ela, Power Gem com força total!

Sableye virou a joia vermelha que disparou um enorme raio de pedras condessadas em direção ao Mega Beedrill.

— Isto não vai adiantar, Beedrill use Poison Jab!

O ferrão principal do Beedrill cresceu e começou a brilhar em roxo. Com muita confiança o Beedrill foi de encontro ao Power Gem do Sableye e com seu ferrão cortou o ataque ao meio até que chegou a joia enorme do Sableye onde ainda disparava o raio de pedras.

— Você não vai conseguir passar pela Defesa Divina, é impossível!

— Agora, você me deixou irritada! Não importa se é uma Defesa Divina ou infinita com o ferrão do meu Beedrill, vamos atravessar tudo! Beedrill, força total!

Todos os cinco ferrões do Beedrill ficaram ainda maiores e com toda a sua força conseguiu quebrar a joia vermelha do Sableye, assim o acertando na barriga e o arremessando para trás onde colidiu-se com Ludger e os dois voaram uns 20 metros onde bateram em uma árvore apodrecida. Sableye foi nocauteado e Ludger machucou bastante, o suficiente para não conseguir se levantar.

Com a derrota de Ludger, os irmãos e Viola destruíram a terceira maquina.

Agora sobrando apenas mais uma máquina, era o dever de Katherine destrui-la.

Seu furisode branco estava coberto por sangue, diversas gotas caiam no chão formando uma poça. Pinsir tentava apertá-la com mais força e quando fazia isso, gritos eram ouvidos. Katy sentia muita dor, talvez a maior dor física que já sentira na vida, sua respiração estava ofegante, por pouco não desmaiou. Os seus pokémons pareciam aterrizados, mas quem mais pareceu surpreso foi Chasseur.

— Impossível! Como você…?

Chasseur havia ordenado, Pinsir esmagar o corpo de Katy com as suas grandes garras de sua cabeça, mas incrivelmente a jovem treinadora, utilizou os próprios braços como escudo e segurou as garras do Pinsir, algo que a impediu de ser morta, mas que causou muita dor. As garras do Pinsir, além de afiadas, eram cheia de espinhos que furaram os braços de Katy atravessando a sua pele e carne e em alguns lugares perfurando os ossos de seus braços. Para tentar desviar a dor de seus braços, Katy mordeu seus lábios que sangraram, apesar que não foi suficiente, seus braços doíam mais do que tudo. Pinsir ainda tentava espremer Katy, mas a garota furisode tinha garra e conseguia segurar as garras, mesmo com a dor insuportável.

— Como você segurou as garras do Pinsir? Você não é uma pessoa normal! Você é um monstro!

— O único … monstro aqui … é você. – ofegava Katy.

Com ajuda de seus Pokémons, Katy conseguiu ganhar vantagem na batalha e assim ela conseguiu derrotá-lo.

— Heracross acabe com ele com seu Mega Horn!

O besouro começou a correr em direção do Goomy, o seu chifre estava maior e brilhante.

Chasseur ainda segurava Katy pelo furisode, mas ela não queria ficar vendo o seu pokémon sendo derrotado e com o pouco da força que restou, bateu sua cabeça na de Chasseur, foi uma cabeçada tão forte que derrubou Chasseur, o que fez ele a soltar e os dois estavam com suas testas sangrando.

— Goomy, eu sei que você consegui! Derrube todos os obstáculos com o IRON TAIL!

Heracross vinha em sua direção, mas Goomy não sentiu medo, sabia que se sua treinadora confiava nele, ele não perderia. Goomy pulou na direção do Heracross e girou, criando a maior Iron Tail que já havia feito antes, e, por fim, bateu no chifre do besouro causando uma enorme explosão. Depois que toda a fumaça se dissipou, Heracross estava desmaiado no chão e Goomy permanecia de pé.

Foi neste momento que uma das luzes vermelhas do céu desapareceu e poucos segundos depois, outra sumia e mais alguns segundos a terceira sumiu, sobrando, apenas a luz vermelha da máquina que Chasseur estava tomando conta.

Katy ficou feliz, mas a felicidade durou pouco quanto Chasseur a agarrou pelo pescoço e a levantou, o apertando.

— Não se esqueça que eu não preciso desses pedaços de merda! Eu posso muito bem terminar meu trabalho sozinho.

Ao ver sua treinadora sendo enforcada, Goomy foi em direção a Chasseur que o alertou:

— Se eu fosse você não chegaria mais perto, pois se chegar, eu vou matar a sua treinadora.

Goomy parou.

— Não se preocupe comigo e acabe com ele. – pediu Katy se esforçando para falar.

Goomy não fez nada continuou parado, ele parecia estar querendo ajudar sua treinadora, mas com medo do que Chasseur poderia fazer a ela.

— Está vendo? É isto que o amor entre um pokémon e seu treinador faz. Se você os tivesse treinado do jeito que eu fiz, eles seguiriam as suas ordens sem questionar, mas por causa dessa besteira, você perdeu. – A expressão do rosto de Chasseur era assustadora, mas Katy não parecia ter se assutado.

— Não, você perdeu. – Katy encostou o cano da pistola que segurava com sua mão direita no abdômen de Chasseur.

— Minha arma? Você a pegou. – Chasseur olhou rapidamente para o chão e viu que ela tinha sumido.

— Isto mesmo e agora você não tem … – Katy cuspiu sangue, por causa de todos os machucados que tinha recebido e depois voltou a falar. – Você não tem escapatória.

Chasseur riu e disse:

— Você não tem coragem para puxar o gatilho, você é apenas uma menininha que se recusa a fazer o necessário para vencer.

— Você está certo, eu não vou te matar. Mas depois de tudo que você fez, depois de todos que você machucou, puxar este gatilho vai ser a coisa mais fácil que já fiz na vida. – Katy sorriu macabramente.

A bala da arma foi disparada e acertou o adomem de Chasseur que caiu no chão se contorcendo de dor.

— Sua desgraçada!

— Goomy, acabe com ele!

O pokémon dragão criou a sua cauda de ferro e acertou o Chasseur diversas vezes.

— Eu não posso aceitar isso! Eu não posso ser derrotado por uma garotinha outra vez!

Goomy acertou a sua cauda no queixo de Chasseur com tanta força que o arremessou a cinco metros de altura do chão, ele caiu e desmaiou.

Katy deitou-se no chão, não tinha mais força para ficar em pé ou fazer mais nada, estava sentindo muita dor.

— Acabou. – Ela respirava profundamente, tentando se manter acordada.

Tudo parecia estar bem, mas então a Yuki sorridente surge novamente e por causa do Attract de sua Snorunt, o Goomy é derrotado e ela prepara para mata Katy, mas então Shiro aparece.

— Dessa vez, eu não chegarei atrasado.

Shiro usou suas costas para proteger Katy e receber o Ice Shard, foi uma dor bem diferente do que ele imaginava, não sentia fria, mas sim, uma sensação de queimadura.

— Ora, ora, parece que você apareceu para me atrapalhar novamente. – comentou Yuki sorrindo.

— Yuki, não vou deixar você machucar Katy novamente. – disse Shiro.

Katy tentou falar, mas não tinha mais forças.

— Você sabia que eu iria aparecer, não sabia? – indagou Yuki.

— Imaginei. Eu ainda não entendo nem um pouco como sua cabeça funciona, apenas que por algum motivo, você tem algum interesse pela Katy. Quando derrotamos Ludger, resolvemos nos separar, para ir aonde as outras máquinas estavam e parece que o destino nos fez encontrar novamente.

— Você está certo, eu estou interessada nela, mas não apenas isso. – O tamanho do sorriso de Yuki aumentou. – Eu também estou interessada em você! Agora, me dê licença, pois tenho assuntos a terminar com Katherine.

— Já disse que não deixarei, você machucá-la novamente. – Shiro respirou profundamente. – Yuki, você me chamou de monstro uma vez, e é verdade, que eu tomei muitas decisões erradas em minha vida, mas não é por isto que vou continuar caminhando por esta trilha. Eu já perdi muitas pessoas que amo e não quero mais perder nenhuma. Katy, me escute…

Yuki fitou Shiro e com um sorriso no rosto correu em sua direção. Ela tirou uma faca do bolso, e Shiro preparou-se para desviar, mas para sua surpresa, Yuki o ignorou e foi em direção a Katy.

— …Sei que estou sendo egoísta, mas mesmo que eu perca a minha vida…

Yuki pulou em direção a Katy para acertar a faca em seu pescoço, mas Shiro apareceu, segurando a faca de Yuki com a mão direita, assim fazendo um buraco nela.

— … Eu vou te proteger! Não importa mais o que aconteça, não vou mais ficar tendo estas duvidas. Com minha cabeça erguida, eu vou lutar para proteger todos os meus amigos, mesmo que isto custe a minha vida. Você, Kuro, Evelyne, Serena, Calem e todos os outros com quem me importo. Não vou mais me arrepender e vou criar um futuro a qual eu queira trilhar!

Ao ver a nova postura de Shiro, Yuki diz que a vai considerar aquilo um empate e vai embora.

Shiro puxou a faca de sua mão e com um pedaço de sua camisa, tentou cobrir o buraco. Depois disso, foi até Katy que estava caída no chão, quase desmaiada.

— Katy, a policia de Santalune, já está vindo para prender-los. No momento, temos que te levar de volta para a mansão, você está muito ferida. – contou Shiro preocupado.

A garota furisode sorriu e com suas ultimas forças disse:

— Finalmente acabou!

— Sim, acabou. – Shiro sorriu.”

— Nossa! Agora relembrando isto tudo, realmente nos metemos em muitos problemas. – riu Katy.

— Pode ter certeza! E eu que reclamei quando erramos perseguidos apenas por Pokémons selvagens na Rota 14. – riu Shiro.

— Está vendo que aquilo não foi tão ruim. – disse Kuro.

— Você só está dizendo isto, porque aquilo foi sua culpa. – falou Shiro.

— Mas isso não importa. – comentou Kuro e logo mudou de assunto. – Eve, o que foi aquela sua luta e aquela luva? Você tem super-poderes?

— Sinto muito Kuro, mas não posso responder. Essas respostas ficaram para os capítulos que viram a seguir. – respondeu Evelyne.

— Você tem razão.

— Mas tem algo me incomodando sobre a Snorunt da Yuki. – revelou Katy.

— O que foi? – indagou Shiro.

— É que na ultima vez que batalhamos, ela usou Atracct no Goomy, mas na batalha que tivemos pelo Bidoof Yuki nunca ordenou a Snorunt usar este movimento.

— Você deve estar pensando demais. – disse Eve.

— Talvez.

— De qualquer forma, temos que terminar esta recapitulação que já está mega gigante.

“Depois de tudo, Ludger, Chasseur e os outros foram levado para prisão pela policia de Santalune. Já os heróis retornaram para Aquacorde. Todos tiveram que passar um uma recuperação outros mais outros menos. Katy havia sido a que mais se machucou e precisava mais tempo para se recuperar, mas as coisas não eram tão simples quanto pareciam.

— Eu sei que a senhorita já deve ter percebido, mas a jovem Katherine, se cura estranhamente rápido. Primeiro quando ela foi atacada pela Yuki e agora neste momento, os seus braços já estão se curando. Diria que se não fosse por essa rápida cura, ela provavelmente teria que amputá-los. Felizmente, não precisaremos fazer isto e ela se recuperará. – William respirou profundamente e continuou. – A senhorita já sabe onde eu estou querendo chegar, creio que a jovem Katherine, por algum motivo, tenha alguma ligação com a Energia da Vida.

— Eu concordo com você. E não é apenas a rápida recuperação, mas desde a primeira vez que eu conversei com ela, pude perceber algo diferente nela que não sei bem como explicar, era como se ela passasse uma sensação quente. – contou Serena.

— Entendo o que a senhorita quer dizer. Talvez, seja apenas a personalidade dela. – sorriu William.

— É uma possibilidade. – riu Serena.

— Tem mais uma coisa. A floresta de Santalune iniciou o processo de recuperação das áreas afetadas, mas estranhamente, a área onde Katherine batalhou contra Chasseur, está se recuperando de forma mais rápida.

— Talvez seja uma coincidência. A quarta máquina podia estar quebrada ou com algum defeito e sugou menos energia do que as outras.

— Mesmo assim é algo estranho.

Serena respirou profundamente e disse:

— Bem, vamos deixar isto de canto. Katherine ter ou não algo a ver com a Energia da Vida, não vai mudar o fato que somos amigas. Quero que esta informação que me disse agora, fique apenas entre nós. Não quero colocá-la em nenhuma outra situação perigoso.

— Concordo, senhorita Serena. – William sorriu. – Já ia me esquecendo, mas deixaram isto para você.

William entregou um envelope para Serena e saiu do quarto. Ao abrir o envelope, Serena viu uma pokébola no tamanho de uma bola de gude, apertou o botão do meio e ela retornou para seu tamanho original. No envelope, também havia uma carta, ela pegou e resolveu lê-la.

“Cara Serena Akari, depois de refletir, percebo que eu estava errado e terei que pagar por isso. Felizmente, sei que cumprirá sua promessa e cuidará da minha neta. Anotei todas as informações que precisa saber no verso.

Também resolvi deixar um velho companheiro meu com você, a prisão não é um lugar para ele, afinal mesmo sendo velho, ele ainda tem as chamas de um jovem aventureiro dentro dele. Ele me ajudou muito em minha jornada e tenho certeza que vai te ajudar na sua. Conversei com ele sobre você se tornar a nova treinadora dele e ele aceitou de bom grado.

Por favor, tome conta do meu antigo companheiro, Hydreigon.

Mauser Aoki.”

5 dias se passaram deste o incidente da floresta de Santalune e Katy finalmente acordou. E como estava muito eufórica para enfrentar Viola, no dia seguinte retornou a seu treinamento dessa vez, sem participar junto dos Pokémons, pois ainda estava se recuperando.

Mais 3 dias se passaram, Chasseur estava sendo levado para a prisão Darkhouse que fica ao arredores de Lumiose. Enquanto estava sendo transportado, o carro em que o levavam foi parado e Yuki apareceu para cumprir sua promessa e assim depois de torturar Chasseur friamente, ela brutalmente o matou.

— Um dia da caça e outro do caçador. – Yuki cortou a garganta de Chasseur que expirou sangue em toda sua roupa.

Chasseur caiu morto na poça de sangue.

— Que droga! Melei minha roupa, vou ter que me trocar. – comentou Yuki inocentemente como se nada tivesse acontecido.

No dia seguinte, Katy já estava preparada para enfrenta Viola, estava curada da maioria dos ferimentos, mas seus braços continuavam enfaixados. Pegando o chaveiro do Bidoof, que recebera de Mirai, para ser seu amuleto da sorte, Katy estava pronta.

Ao chegar no ginásio de Santalune, Katherine se reencontrou com Clare, um dos integrantes da Elite 4, que a havia ajudado no começo de sua jornada. Katy não era a única que conhecia Clare, Serena e Calem também o conheciam, a realidade era que Clare havia sido o professor da Serena.

Todos resolveram assistir a batalha entre Viola e Katy que logo começaria. Ela seria num campo cheio de teia grudentas que dificultavam a locomoção.

— Está será uma batalha de 2x2, onde apenas o desafiante pode fazer trocas no meio da batalha. De um lado está a desafiante, Katherine e do outro está a líder de ginásio de Santalune, Viola.. – anunciou o juiz.

Katy suspirou, pegou sua Premier Ball e liberou o seu Goomy.

— Então o Goomy será a sua primeira escolha? – indagou Viola.

— Na verdade não, apenas quero que ele observe a batalha por enquanto. – respondeu Katy.

Goomy pareceu não gostar da resposta, ele estava ansioso para batalhar.

— Não fique assim Goomy, eu já conversei com você sobre isto. – Katy tentava animar seu pokémon. – Vamos, eu deixo você assistir a batalha em cima de minha cabeça, o lugar que você adora.

Goomy ficou mais feliz e lambeu o rosto de sua treinadora que colocou ele em cima da cabeça dela, onde ele gostava de ficar.

— Muito bem! – Katy sorriu.

— Se não vai usar o Goomy agora, tudo bem. Mas, eu já decide qual vai ser meu primeiro pokémon. – Viola pegou uma pokébola e arremessou, dela saiu um Beedrill.

— Beedrill, o pokémon abelha venenosa. Possui dois grandes ferrões nos braços e um em seu rabo. O ferrão de seu rabo é o mais venenos. Costumam voar em altas velocidades e atacar em enxame. – disse a Pokédex de Katy quando ela apontou para o Beedrill.

— Eu não gosto de abelhas, prefiro morcegos.

Katy arremessou uma pokébola comum e dela saiu a pequena morceguinha que estava bem ansiosa para sua primeira batalha de ginásio.

— Zubat, vamos acabar com eles. – A morceguinha concordou.

A batalha parecia estar a favor da Viola, quando Katy surpreendeu a todos.

— Bata suas asas como seu coração, você é suas asas, suas asas são você. Não existe diferença, são duas partes da mesma moeda. Seguindo o timbre da minha voz, vamos alcançar um novo nível. – continuava Katy. – Está na hora, Speed Up(Acelerar) ativar!

Foi então que um vulto voou em direção da Beedrill a acertando e a arremessando para metros de distância. Todos se surpreenderam, o movimento tinha sido muito rápido. Quem parecia mais surpresa era Viola. A Beedrill estava no chão, mas conseguiu se levantar, foi então que Viola começou a rir.

— Que incrível! Nem a minha câmera foi rápida suficiente para tirar uma foto!

Todos se surpreenderam, mas a maior surpresa que a Zubat mostraria ainda viria.

— Eu não quero perder de novo! Não vou deixar as coisas ficarem assim! Zubat use Double Team!

Os misseis continuavam acertando a Zubat, mas mesmo recebendo todos os golpes ela conseguiu usar seu movimento e multiplicar-se, mas não foi um Double Team comum.

— Mas o que é isto? – indagou Viola assutada.

Invés de criar poucas dezenas de clones, como normalmente fazia, a Zubat havia criado, centenas, talvez milhares de clones. Toda aquela área estava coberta pelas Zubats, de uma parede a outra, do chão ao teto.

E com isto, a Zubat derrotou a Beedrill, mas por estar muito cansada, perdeu para o Vivilion da Viola. Foi então que chegou a hora do Piplup lutar. A batalha continuou a favor da Viola, mas as estratégias malucas de Katy surpreendiam a todos.

— Então vamos ver! Vivilion use Dranning Kiss de novo!

— Piplup use Pound nas teias!

Todos se surpreenderam com a ordem de Katy. Mas então logo entenderam tudo.

— Não pode ser, eu não tinha percebido isto. – comentou Viola.

Todas as teias do campo haviam sido congeladas por causa do Icy Wind que Piplup usou no furacão anteriormente, assim ele haviam espalhado o golpe por toda a área congelando tudo.

Piplup então com o punho brilhando socou a teia que cobria a arena, formando a gaiola de teias, mas no momento era uma gaiola de gelo, que ao ser socada por Piplup começou a quebrar, assim criando uma chuva de pedras de gelo.

— Vivilion desvie!

O pokémon borboleta tentava desviar das pedras de gelo, mas eram muitas e por isso não conseguiu recebendo diversas pedradas de gelo no corpo. O campo que estava coberto por teias estava sendo desfeito, assim a gaiola sendo quebrada.

Piplup também tomada danos dos gelos que caiam, mas como possuía resistência, diferente do Vivilion que possuía fraqueza, estava aguentando bem.

— Piplup acerte o Vivilion com Peck!

— Vivilion desvie e contra-ataque!

O pokémon inseto voador tentava desviar das pedras de gelo e por causa disso não conseguiu desviar do ataque o recebendo em cheio e sendo arremessado para o chão onde diversas pedras de gelos estavam.

Apesar da grande pancada, Vivilion ainda não havia sido nocauteado e continuava batalhando preparado para derrotar o Piplup, mas então a ligação do Pokémon Pinguim com sua treinadora fez algo surgir.

— No momento não temos como derrotar aquele furacão, mas eu acredito em você, por isso que sei que vamos evoluir neste momento e vamos superar todas as barreiras. No caso, a barreira é este furacão imenso. – Katy riu. – Não importa o que aconteça, se lembre que você é meu pokémon e eu te amo! Nos temos o mesmo sonho, e vamos alcançar eles juntos! Eu acredito em você, por isto não precisa mais se segurar! Eu sei que você consegue! Piplup use Ice Beam!

Piplup disparou um raio gelado azul bem claro, quase branco, de sua boca. Foi um ataque muito poderoso, Piplup tinha colocado todas suas emoções neste ataque, não queria mais perder, mas também tinha medo de perder, isto o estava prendendo, agora ele não tinha mais este medo. O enorme raio azul atravessou o furacão o desfazendo e então acertou o Vivilion o arremessando até a parede, onde a quebrou e congelou. Depois do raio disparado, Vivilion caiu no chão desmaiado.

Evoluindo o Icy Wind do Piplup para o Ice Beam, Katy e seus Pokémons derrotaram Viola e ganharam a sua primeira insígnia.

Katy foi pegar a insígnia, mas antes de pegá-la sentiu um pouco de receio. Tudo que ela tinha feito até o momento foi com a ajuda de seus amigos, se não fosse por eles, ela nunca chegaria até este ponto. A garota furisode queria tanto batalhar e vencer um ginásio, que esqueceu que poderia não merecer aquela insígnia. Foi então que Katy sentiu uma mão em cima da sua, era a mão de Serena que sorria para ela. Depois disso, Calem colocou a mão em cima também, seguido pelos dois irmãos e por Eve. Todos sorriam para Katherine e ela entendia muito bem o que tudo aquilo significava. Lagrimas de felicidade escorreram pelos seus olhos e foi então que com a mão de todos os seus amigos em cima da sua, ela finalmente pegou a sua primeira insígnia.

Neste momento a única coisa que Katherine conseguia pensar era em “Obrigada”

Após isso todos foram celebrar, mas enquanto o faziam. Na prisão de Santalune Ludger era libertado pelo seu pai que o líder da família nobre Bleu, Odilon.

— Digamos que você não gostaria de estar no lugar dele. De qualquer forma, ele tinha uma informação útil sobre a princesa Evelyne.

— Que tipo de informação?

— Só fato de saber aonde está a princesa já é uma informação útil. Pelo que sei, a princesa fugiu de casa e desde então está desaparecida. – contou Odilon.

— Então se entregarmos ela para a família real, conseguiremos uma recompensa. – sugeriu Ludger.

— Idiota! Não ganharemos nada, devolvendo ela para a família real. Tenho planos para a princesa, mas não no momento. – disse Odilon. – Não foi esta a informação que Gaston me disse, o que ele me disse é que a princesa é uma usuária de Relíquias.

Ludger ficou surpreso.

— Pelo que parece, a princesa Evelyne foi uma das primeiras a sofrer os testes e por isto apresenta uma baixa compatibilidade. Ainda bem que a Alice possui uma compatibilidade altíssima, tenho orgulho dela.

Ludger sentiu ódio e frustração.

— E ela, onde está? – indagou Ludger.

— Ele está treinando e, apesar de ainda falta algum tempo, ela já está se preparando para o seu casamento. – respondeu Odilon.

Em Camphrier, Alice treinava com um olhar vazio, onde com uma espada flamejante foi capaz de cortar uma rocha enrome ao meio.

De volta a Santalune, Shiro contou sobre o casamento de Kuro ao seu irmão e eles resolveram que vão até ele, mas decidiram o que fazer depois de se encontrarem com Alice. Shiro também tenta contar seu passado antes do orfanato para Kuro, que se rejeita ao ouvir, dizendo que não importa.

No fim do jantar, todos decidem ficar em Aquacorde mais um tempo para Katy poder treinar mais.

E então o dia acaba e um novo amanhece.

Katy sentada estava em frente a lapide de Mirai, contando sua batalha de ginásio e que tinha ganhado a sua primeira insígnia.

— Finalmente eu conseguir, Mirai! – sorriu Katy enquanto segurava o chaveiro do Bidoof. – Eu queria que você estivesse lá para ver.

Lagrimas começara a cair pelos olhos de Katy.

— Mirai, eu vou chegar ao topo, e vou te mostrar que eu consigo, vou cumprir a nossa promessa. – Katy já estava chorando bastante.

A garota furisode se levantou, limpou as lágrimas, se virou para o outro lado, onde a lapide da Mirai ficava em suas costas. E tentou caminhar, mas não conseguiu. Em meio a lágrimas ela disse:

— Por quê? Por que é tão difícil dizer adeus?

Foi neste momento que Katy, sentiu uma mão quente, tocando em suas costas e a empurrando para frente.

— Não é um adeus! Enquanto eu estiver em seu coração, sempre estarei com você! Por isso, siga em frente! – Katy não sabia se tinha imaginado ou não, mas tinha ouvido a voz de Mirai te dizendo aquelas palavras.

— Eu sei. – disse Katy chorando.

Depois ela limpou as lágrimas, sorriu e sem olhar para trás seguiu em frente.

— Muitas coisas aconteceram desde que partir, muitas tristes e felizes. Estou um passo mais próximo de alcançar o meu sonho e por isto vou continuar caminhando para frente em direção ao futuro.”

— E depois de muitas palavras, esta recapitulação não tão resumida assim acabou. – contou Eve.

— Muita coisa aconteceu ao desde que resolvi partir nessa jornada. – comentou Katy.

— E dá ênfase em “muita”. – riu Shiro.

— Apesar dos momentos tristes, também tivemos momentos felizes. – disse Kuro.

— Exatamente! E conhecer todos vocês foi uma das melhores coisas que aconteceu comigo. – sorriu Katy. – Bem, já está ficando tarde então está na hora de nos despedirmos. Na próxima vez que nos vermos, será em uma nova aventura e estaremos um pouco diferentes. – riu Katy. – De qualquer forma, desejo o melhor a todos e até mais!

Notas finais
É isso! Espero que tenham gostado de reviver todos estes momentos com estes personagens! Apesar de um trabalhoso, foi bem divertido escrever esta recapitulação e reler todos estes momentos que passei escrevendo ao longo deste ano. Quero dizer muito obrigado a todos vocês que estão lendo, comentando, apoiando e acompanhando a fic! Se a fic durou este ano todo foi por causa de vocês que me deram apoio e vontade de continuar escrevendo esta história que eu simplesmente amo escrever! Neste primeiro ano foram 20 capítulos principais e 6 capítulos especiais, pode parecer pouco se pensarmos que no total foram apenas 26 capítulos para 1 ano, mas neste 26 capítulos há 160 mil palavras! Isto não é algo que muitas fic alcançam e eu fico muito feliz que eu alcancei este numero! Na verdade, chego até a me assustar em pensar que eu escrevi mais de 160 mil palavras para RainStorm em um ano, algo que eu acho muito bom. Mas o único problema de ser tantas palavras e capítulos é que afasta alguns novo leitores, de qualquer forma, eu fico multo feliz com os leitores que tenho hoje, que sempre leem, me apoiam e comentam. Posso estar parecendo meio repetitivo, pois já falei isto, mas quero falar novamente, pois para mim é bem importante, tudo isto que a fic conquistou ao longo deste primeiro ano, é graças a vocês! Então continuar escrevendo a fic é algo que eu vou fazer e não precisam se preocupar, que eu vou levar a fic até o fim, afinal só saber que estão gostando de ler RainStorm é algo muito gratificante para mim. Novamente, muito obrigado por tudo! E não, eu não me esqueci do anuncio sobre o próximo arco que prometi fazer rsrs. Antes de falar do propriamente do novo arco, quero lembrar que este arco será o primeiro da Segunda Temporada da fic, todos os arcos anteriores foram da primeira temporada da fic que dei o nome de “O começo de um sonho”, sei que já falei isto em notas de outros capítulos, mas queria lembrar que o capítulo 21, não vai marcar o inicio apenas de um novo arco, mas sim de uma nova temporada. Para quem não se lembra, esta segunda temporada vai se chamar “As Trevas de Kalos” e como muitos já devem ter percebido, desde o inicio de 2017, a capa da fic foi alterada para dar ponta a esta temporada, que como o nome já diz, falaram um pouco mais sobre o lado sombrio de Kalos, assim como segredos que o continente esconde. Agora, sobre o primeiro arco desta nova temporada, depois de muito pensar, resolvi chamar ele de Arco das Luzes Apagadas, o motivo? Não posso dizer, pois é spoiler, mas vocês podem teorizar que vou adorar ler suas teorias. Este arco, provavelmente não será tão grande como “Entre Gelo e Fogo”, mas podem ter certeza que ele será muito importante e eu espero que todos adorem! Como falei bastante dos arcos de RainStorm nas notas, queria saber de vocês, qual foi o seu arco preferido? E porque? Claro, que respondam, apenas se quiserem. Hora de me despedir. Espero que tenham gostado! Tudo de melhor e até mais!