Pokémon Pyro Max
436 PPMAX-408: Aliança Maytsa e Kumamoto?
7 horas se passaram desde o início do jogo.
— Klauss... parece que o 85° competidor vem aí.
— Sim, Peter. É o competidor de número 300.
— Haha! Aquele lá é casca grossa. Até pouco tempo atacou vários concorrentes. Acho que ele vai ser um dos finalistas.
Bernardo Greco desceu da lancha e jogou as artballs na areia da praia. Olhou para Luiza e Simon, rindo dos dois.
Yuri olhou para a hora e percebeu que o jogo demoraria muito. Falou aos assistentes para que levassem os competidores aos quartos e que ficassem lá até o jogo seguinte.
— A placa que levam possui um sensor com a porta do quarto de vocês. Aproveitem a estadia.
Os vencedores saíram da praia e entraram no prédio do parque olímpico.
...
Basco olhou, verificando tudo de Light. Não encontrou nenhum avatar. Perguntou o que ele queria ali e obteve a resposta que tanto queria.
— Eu comprarei avatares. Sei que nunca foi mencionado nas regras do jogo, mas aposto que comércio de avatar não seja ilegal.
Light foi solto.
— Cadê o seu pokémon?
— Deixei com o meu guia. Eu vim apenas para negociar. Por quanto está vendendo?
— 1 milhão.
— Aceito.
— Você tem dinheiro suficiente?
Light retirou do bolso um relógio de pulso, dourado. Falou que era uma relíquia comprada no leilão da cidade.
Enquanto isso, Jason não sabia como derrubar a porta, pois usou toda a força e sem conseguir sequer arranhar.
— Esperem. Ouviram? — falou um dos cativos.
A porta tremeu. Algo arrancou a porta da cabine. Quando Jason tomou a iniciativa para sair do recinto, viu a figura de Slowking usando poderes psíquicos de telecinese.
— Quem é? — indagou Rondy.
— Light está aqui?
Basco riu e achou que era um bom negócio vender um avatar para o seu primeiro cliente. Assim, pediu a Jolly e Roger que fossem pegar o objeto.
Os dois anões foram até o quarto e levaram pancadas dos cinco prisioneiros. Por fim, foram amarrados depois de uma boa surra.
— Aqueles idiotas demoram demais. Simipour!
O macaco maior ameaçou Light com uma faca. Basco gargalhou e falou que sabia que algo errado estava passando com a demora dos seus capangas. Ordenou a dupla de Panpour atacar o rapaz, porém nem mesmo os macaquinhos surgiram.
— Você ta interessado neles? — Jason mostrou a dupla Panpour desmaiada depois de um golpe de Slowking.
Os prisioneiros ficaram ao redor de Basco a fim de impedirem que ele escapasse.
— Agora, Simipour!
O Simipour retirou uma Smokeball da mochila em suas costas e jogou no meio de todos.
— Não deixem... que eles fujam!!
Light falou para não se preocuparem com isso, pois o relógio com Basco era uma bomba de gás paralisante.
Basco e Simipour foram pegos pelo gás. O macaco caiu e derrubou a mochila. Seismitoad saiu de dentro da pokébola e começou a chutar Simipour.
— Agora quem riu por último? — Jason debochava da cara do outro.
Da mochila tirou as pokébolas, artballs e as pokédexes dos cativos.
— Amarramos vocês três, mas ainda não será suficiente para puni-los. É por isso que decidi distribuir os seus avatares.
Jason distribuiu os quatro avatares dos vilões da seguinte forma: 1 para ele, 2 para Rondy. Os outros três decidiram por não obterem o avatar restante e partiram para continuar com o jogo.
— Bom, mandei o meu guia sair fora — falou Light. — Como sairemos desse navio?
De repente, a lancha com Bisquit apareceu. O trio pulou na embarcação.
— Pensei que seria o fim — falou Bisquit para Jason. — Até fiquei ao lado daquele barco da equipe do jogo.
— Terminamos, Bisquit. Vamos voltar — Jason comentou.
Slowking emergiu com os objetos de Light que estavam no fundo da água.
E assim rumaram para o ponto de partida. A lancha com os três participantes parou na praia. Jason, Light e Rondy surgiram.
— Rondy!! Esse menino puxou ao velho Chuck mesmo! E olha que pensei que ele seria eliminado logo de cara.
Robert viu o filho passar a primeira fase e agradeceu por isso. Ao se virar para falar com Baron, surpreendeu-se com o sumiço do rapaz.
— Aonde ele foi?
— Quem?
— O rapaz que estava ao meu lado? Srta. Marylan. Por acaso não viu?
— Ele tava com uma cara fechada. Pensei que tinha achado os jogos um porre. Mas esquece ele. Vamos falar dos nossos!
Yuri recebeu as artballs dos três treinadores. Jason foi o 97°, Light o 98° e Rondy o 99°.
Passava das 9 horas da noite daquela segunda-feira. 9 horas após o início dos jogos.
...
Jason entrou no seu quarto junto com os seus pokémons, além de Robert, que possuía direito de ficar com o filho por ser acompanhante.
— Uau! Papai, esse quarto é grande.
O quarto era pelo menos duas vezes maior do que o que Jason havia se hospedado anteriormente. Tinha uma sala ampla com varanda que dava para avenida.
— Ainda não me disse o porquê de ter demorado.
— Recebi ajuda do Light. E agora eu devo a ele uma ajuda contra o tal de Kumamoto — Jason alimentava os seus pokémons.
— Isso e complicado. Ainda falta uma insígnia e tem a Equipe Black que vive na nossa cola. Enfim, espero que não haja mais contratempos.
— Claro que não, pai. Claro que não — Jason se sentiu culpado por omitir sobre Baron.
...
Baron preferiu se afastar por um tempo, pois sabia que seria reconhecido por Jason ou Victoria se surgissem para Robert. Ele viu a chegada tanto de Bernardo quanto de Jason.
— Conseguiu? — indagou ao outro no celular.
— A marinha tá no meu rastro — respondeu Zeitgeist.
— Esqueça isso, por enquanto. Tenho outro trabalho para você.
Kumamoto sorriu e se retirou do camarote. Foi ao banheiro privativo, surpreendendo-se com a presença de uma Maytsa ameaçadora, disfarçada e com um canivete em seu pescoço.
— Pensei que...
— Eu tinha morrido? Não. Mas não me importo de morrer por seus seguranças se eu te levar também.
— O que quer?
— Uma vingança definitiva contra Anthony Yamashida e seu desejo político. Ele vai cair, e sua queda começará por mim.
O QUE MAYTSA TEM EM MENTE?!
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