Pokémon Pyro Max

437 PPMAX-409: Mr. Belial da Lua de Sangue


O tempo passou. 40 horas. O último ganhador caiu de exaustão na praia e mostrou as três artballs.

Já era quarta-feira.

Yuri juntou os vencedores no grande salão e parabenizou todos pela conquista.

— Tomem o dia para a folga. O próximo jogo vai começar amanhã bem cedo.

Aquilo foi música para os ouvidos de Jason. Apesar de ter terminado ainda na segunda, não podia sair do hotel. Com o fim do primeiro jogo, os vencedores foram autorizados a deixarem o parque olímpico.

— Por fim vamos aproveitar a cidade. Desde que cheguei, mal vi as lojas — falou Jason já saindo do prédio com Charmander atrás.

Robert ficou para trás com Marylan enquanto os jovens foram na frente. Rondy quis fazer companhia a Jason depois da ajuda contra a gangue do Basco.

...

Ilha Cocconut

Algo pousou na praia do vilarejo. O Psyduck e as crianças correram quando viram duas criaturas saindo da cratera. A guarda local foi chamada e ordenaram que os intrusos fossem embora.

Mr. Belial estava acompanhado por um urso enorme com um círculo vermelho na testa, de cor marrom e cinza.

— Não tenho tempo para isso. Ursaluna, agora.

O monstro conseguiu suportar os tiros e deu várias patadas nos policiais. Ninguém foi páreo. Os habitantes se esconderam em suas casas.

As paredes do laboratório de Gary foram abaixo com o poder destrutivo de Ursaluna. Belial procurou Britney por todos os lados.

— Ela sumiu.

— Procure no ginásio de Celestial — falou Yamashida do outro lado da linha.

O general guardou Ursaluna e usou o propulsor nos seus sapatos para sair voando pelo mar em direção à Celestial.

Enquanto isso, Windsor havia recebido um aviso de Gary sobre uma potencial visita da Equipe Black.

— Não fugirei. Melhor que saiam — disse o líder aos seus alunos.

Quem estava abrigado no templo Omotenashi eram o velho Kobayashi e Yamato, que já estavam se estranhando, mas foram acalmados pela sra. Ono, Lola e Trent.

— Não acredito que o papai vai ter que lutar sozinho — disse Lola bastante preocupada.

— Meu filho está com ele — respondeu Yamato.

— Espero que ele ajude o meu filho. Não quero que Windsor se machuque nessa luta.

— Tá insinuando o quê? Velho ridículo.

Ambos iniciaram uma pequena discussão. A Jynx de Ono utilizou o beijo para fazer os dois dormirem.

— Esses dois são piores do que crianças — reclamou Ono.

Sacerdote Li e Windsor Kobayashi aguardavam a presença de quem fosse da Black.

— Ele veio — falou o líder de ginásio.

O pouso de Belial foi da mesma forma que em Cocconut. O vilão exigiu que entregassem Britney Yamashida.

— Entreguem a garota. Sabia que é crime sequestrar a filha dos outros?

— Sabia que tu vais é pro inferno? — retrucou Windsor.

O líder tinha a seu lado os seguintes pokémons: Noctowl, Togetic e Dugtrio.

— Calma. Nós não estamos com ela — respondeu Li. — Não precisamos lutar. Você pode olhar por todo o dojo.

Sirenes de polícia soaram cada vez mais alto. As viaturas pararam na frente do local.

— Fique aqui, Ursaluna.

Belial acompanhou Li por um pequeno tour no dojo. Cada local foi inspecionado minuciosamente para que não houvesse dúvida de que Britney não estava lá.

— Satisfeito?

— Eu sabia que aquela garota não estava aqui. O velho é muito teimoso — Belial.

No terraço de uma torre duas quadras longe dali...

— Ele vai sair a qualquer momento — disse Poirrot a alguém com quem conversava num fone.

O detetive ajeitou o rifre com mira telescópica e apontou para o corpo de Ursaluna. Com um só tiro, Poirrot grudou um localizador no pelo grosso do aninal. O localizador era do tamanho de um botão, preto e grudendo.

— Consegui.

— Perfeito — disse Gary do outro lado da linha. — Agora só precisamos de sorte até que ele vá para ilha.

— Tem certeza que o localizador vai funcionar?

— Sim. Funciona até quando o pokémon está dentro da pokébola.

O detetive saiu do terraço com o Pikachu.

Mr. Belial fugiu e teve a brilhante ideia de retornar ao quartel-general da Equipe Black.

...

Simon preferiu permanecer sozinho enquanto almoçava numa grande lanchonete da cidade. Ele mexia em sua placa e matutava a respeito do que Blaine dissera.

"Só pode vencer El Charco com um MegaHoundoom."

— Simon! — exclamou Light.

Os pensamentos dele não deixaram que percebesse a presença de Light.

— Melhor deixá-lo — avisou Luiza. — Ele tem motivo para se afastar dos amigos.

Rondy caminhava pelo local com Totodile. Bateu em algo muito duro.

— Bati num concreto?!

O garoto olhou para cima e viu um homenzarrão amedrontador.

— O que houve, Panthera? Tá assustando as crianças? — falou um cara muito desbocado.

O homenzarrão se virou e foi ao balcão pedir algo.

— O que houve, Rondy? — perguntou Jason.

— Aquele cara é assustador — disse o garoto. — Mas algo me diz que o brilho nos olhos dele são opacos.

— Que loucura é essa?

Marylan explicou que Rondy tinha o hábito de observar o estado interior das pessoas olhando os seus olhos.

— Quanta besteira — retrucou Light após fazer o seu pedido. — Melhor escolhermos as nossas mesas. Esta lanchonete já está lotando.

— Cadê o Jason? — indagou Luiza.

Os que ficaram na lanchonete: Luiza, Light, Marylan e Rondy; os que saíram: Jason, Robert e Simon.

Do lado de fora, Simon avisou que o homenzarrão de antes fazia parte do grupo de soldados de Kumamoto.

— Como você sabe disso?

— Eu vi aquele cara desbocado quando fui ao armazém participar do grupo. Ele era um dos seguranças do Kumamoto.

Jason quis voltar e revelar para Light, mas Simon pediu para ele não o fazer.

— Simon, sua atitude de agora não condiz com a atitude de quando resolveu deixar a gente.

— Eu sei...

— Filho, deixa ele falar. Ele tem um bom motivo para essa mudança de comportamento.

— Resolvi trabalhar pro Kumamoto, pois um dos prêmios é uma mega-pedra chamada houndoominite. Kumamoto arrematou-a durante um leilão em que eu estava.

Jason entendeu o amigo.

— Concordei trabalhar para ele nos jogos. Ontem, porém, ouvi da boca dele que ele não estava disposto a ceder a mega-pedra.

Quem ouvia a conversa escondido era Baron Harris.