Pokémon Pyro Max

415 PPMAX-387: Craig, o sossego a sudoeste de Atlantique


A cidade Craig era menor em população até mesmo do que em Ollie, mas em tamanho físico eram praticamente iguais. O diferencial era que Craig possuía um lago central que tomava quase 50% da área, e a região central ficava ao redor do lago.

— Que poder conveniente do seu Abra — disse Jason ao mesmo tempo em que tocava o pokémon.

— Ele e eu fazemos parte da Pokémon Union. Somos da Pokémon Ranger. E eu vivo aqui — revelou Light.

— Você disse que Poirrot era o seu tio? — indagou Victoria.

— Ele me criou como tio. Meus pais morreram, mas eram amigos do senhor Poirrot. Então hoje faço parte da polícia pokémon por me inspirar nele.

Maytsa já estava farta de tanta conversa e se afastou do grupo.

— E a nossa luta? — perguntou Jason.

— Deve ficar para a próxima ou quem sabe nunca. Agora que já não faço mais parte da Equipe Black seguirei o meu destino.

A mulher retirou Gyarados e subiu nele. Os dois foram embora pelo outro lado do lago.

— Ela foi traída por Bernardo e já não faz mais parte da Black. Deve ser horrível ser ela agora.

— Jason, não deve ficar com pena dela. Maytsa quis essa vida. É o preço que se paga ao se aliar com o meu pai — respondeu Vicky de forma seca.

Light pediu para esquecê-la e concentrarem nele. Pediu ajuda de Abra para usar mais uma vez o Teleport.


Craig Town tinha uma aura muito de idade média. As casas eram feitas de madeira colorida, telhados pontudos e chaminés. As ruas eram de paralelepípedos, flores no centro das ruas e iluminação amarela. Tinha um ar de cidade alemã antiga. Carros eram raros, pois havia serviço de teleférico e os triciclos. Alguns moradores ganhavam a vida com charretes movidas a pokémons equinos como Rapidash, Mudsdale ou Zebstrika.

— Essa é a cidade natal da minha mãe. Ela conheceu meu pai desse do centro pokémon — Light mostrou o centro.

Jason viu um casarão em formato de cupula, com paredes de pedra e o telhado tomado por musgos. Aquilo era o Pokécenter mais rústico de todos que conheceu.

— Nasci em Mantisk, mas atualmente moro aqui. E ali está a minha casa.

A casa de Light ficava ao lado do centro. Tinha dois andares e era verde oliva.


Victoria pediu aos rapazes que entrassem, pois ela faria contato com Luiza mais uma vez.

— Avisa a Kayden para trazer o meu Kingdra. Estamos ao sudoeste de Atlantique, cidade de Craig.

— Tudo bem... mas assim... Rihanna disse que também vai conosco.

— Como assim? Ela vai deixar o trabalho?

Rihanna pegou o celular de Luiza e avisou que já não era mais capitã e que precisava concluir o desafio da insígnia.


Jason viu Pyro com exaustão e pediu para ir ao centro pokémon.

— Você não pode — Victoria entrou com tudo.

— Mana? Por quê?

— Rihanna acabou de me ligar e mandou avisar que o desafio ainda está de pé. Ela vem aí pra dar prosseguimento ao desafio do ginásio.

Jason olhou para Charmander e se desculpou. O pokémon assentiu e ficou descansando em seu braço.

...

Enquanto isso, Aqualaguna já estava anoitecendo. A operação próximo à plataforma de petróleo continuou. Pessoas qualificadas iniciaram o reparo do local. Além disso, havia o trabalho de reconstrução da base subaquática, pois estava totalmente submersa.

— Os corpos podem levar dias para serem removidos do fundo — avisou um marinheiro ao almirante.

— Vamos continuar com o trabalho toda a noite.

— Almirante, a capitã acabou de sair num avião de pequeno porte.

— O quê?!

Rihanna tinha pegado uma carona com Kayden em seu avião anfíbio. Os dois já estavam no céu. No banco traseiro, Kingdra observava pela janela. O pokémon também conseguia respirar fora da água.


Mais a frente, Robert e Luiza voavam com a ajuda de Drampa.


De volta ao local onde os militares estavam. A nau retornou ao porto da cidade. Quem estava no comando era o prefeito. Este se ocupou da sala do almorante e impediu que Titanic tivesse acesso a documentos sensíveis.

— Almirante, o que faremos? Tiraram a sua autoridade.

— Acalme-se, vice-almirante. Não podemos ir contra esse governo. Estou em contato com alguns deputados em White City. Eles logo vão tentar derrubar essa ordem do Yamashida.


O prefeito observava a proa pela varanda do gabinete. Ele observou o almirante junto com outros marinheiros.

— Chamei você aqui para falarmos do acordo que temos com a Equipe Black — o prefeito olhou para trás e viu o reverendo Zeitgeist sentado na poltrona.

— Já me chamaram para um serviço envolvendo algumas dores de cabeça que a Team Black possui.

O prefeito se sentou na cadeira do almirante e cruzou os dedos.

— O chefe daquele que te contratou me pôs aqui, portanto o meu interesse é o interesse dele.

— O que você quer?

— A Equipe Black odeia falhas. E parece que uma facção chamada Aqua resolveu falhar miseravelmente. E é por isso que dezenas deles foram presos. E cada qual pode ser um potencial delator. Quero que elimine todos ainda na prisão.

Zeitgeist se levantou e disse que o serviço seria dispendioso e caro, porém não impossível.

...

Victoria e Jason se sentaram no sofá e agradeceram a hospitalidade de Light.

— Seu tio nos ajuda muito sobre as investigações acerca da Equipe Black. Não sei o que você pretende?

— Vicky, eu acho que ele não tá investigando a Black.

— Jason está certo. Eu não preciso ir atrás deles, porque sei que o meu tio é alguém muito capaz. Meu trabalho é evitar o surgimento de outro grupo criminoso.

Jason avisou que os kumos foram extintos quando estava em Permafrost.

— O que investigo é algo mais problemático. Conhecem Kyro Kumamoto?

Victoria sabia quem era.

— O magnata das artes? Coleciona obras vendidas legalmente e ilegalmente.

— Investigo Kumamoto. Ele provavelmente é o chefe do que parece ser uma Nova Equipe Rocket.

Jason e Victoria ouviram falar da Rocket. O maior grupo criminoso de Kanto. Algumas pessoas eram remanescentes, como Iceburgh e Lady Kumo. Rocket e Black no mesmo lugar era potencialmente perigoso.