Pokémon Pyro Max

416 PPMAX-388: O "cão" que fareja o "lobo"


Chucky e Gamb viraram empregados de Baron no hotel que este se hospedara. Ambos abriram a porta da entrada e receberam o rapaz do serviço de quarto. Deram uma gorjeta e levaram o jantar.

Baron estava sentado no sofá enquanto ligava para Dragon Kwan para falar sobre os preparativos dos jogos e do patrocínio da empresa.

— Olha... — Chucky sussurrou.

— O quê?

— Aquele cheque sobre a mesa de centro.

Gamb viu um cheque largado à mesa juntamente com outros papéis. O valor era inelegível por causa de outro papel que tampava parcialmente o número.

— O que tem para o meu jantar? — disse após finalizar a ligação.

— Acho que é pescado — falou Chucky.

Baron se levantou e verificou os pratos. Eram de dar água na boca. Provavelmente não custava nada barato.

— Hoje comemoro a morte de Maytsa e talvez de Jason. Pela reportagem, nenhum deles saiu a tempo daquela base. Mas essa é a minha comemoração e meu jantar. Se quiserem, saiam por aí e comprem algo para comer.

Chucky puxou Gamb, que estava crente que comeria aquele delicioso jantar.

Na rua...

— Prestou atenção naquele cheque?

— Claro que sim.

— Gamb, eu acho que é um cheque administrativo livre. Melhor verificarmos isso direitinho. Afinal, antes de sermos blackers nós fomos a dupla de ladrões.

— É mesmo...

Chucky sabia que um CAL ou cheque administrativo livre possuía um valor alto e sem nome do destinatário. Qualquer um poderia sacar o dinheiro.

...

Enquanto isso em Craig Town, Victoria avistou algo no céu noturno. Era a presença ilustre de Drampa voando com Luiza e Robert em suas costas.

— Eles chegaram.

Jason e Light saíram e aguardaram o pouso.

— Filho! — Robert abraçou o garoto.

— Como vocês vieram parar aqui? — indagou Luiza.

Light levantou a mão e se apresentou aos dois. Convidou-os a entrar.

A explicação sobre o teletransporte de Abra deixou os dois chocados. Era um poder bem conveniente. Light falou que o seu pokémon só podia usá-lo se já tivesse visitado o local antes.

— Como ranger, sou obrigado a ter um parceiro pokémon. Meu treinamento me fez ser treinador suporte.

— Então não vale à pena pedir que invadamos o quartel-general da Equipe Black — lamentou Victoria.

— Sinto muito. Mas podemos agir para evitar que a Equipe Rocket ressurja. E bom... temo que Kumamoto vai querer quando ganhar o prêmio do jogo.

Todos ficaram interessados pelo assunto.

— Como sabem, eu estou investigando Kumamoto e a sua ligação com a Equipe Rocket. Mas sei que ele não tem o poder necessário para bater de frente a Equipe Black. Então supus que para isso ele precisará de algo muito poderoso para acabar com a Black.

Jason levantou o braço.

— O escudo de Pallas?

Todos viram o garoto. Jason desconversou.

— Exato. Kumamoto contratou dezenas de competidores a fim de ter mais chance de vencer. Ele quer aquele escudo a todo custo. Não sei o que de fato aquele escudo pode ser capaz na vida real, mas eu sei que a história diz que ele pode dar um grande poder quando os 3 poderes da natureza se unirem: elétrico, fogo e água — Light mostrou o broche. — Aqui tá um broche dado por Kumamoto para nos rastrear enquanto aguarda o início dos jogos.

— Por quê? — perguntou Luiza.

— Ele nos deu dinheiro antecipado e vai nos pagar após os jogos. Mas para que nenhum participante que levou adiantamente fugisse, ele implantou um localizador nos broches e uma bomba. A bomba eu tirei com relativa facilidade, mas o localizador não posso me desfazer. Não quero chamar a atenção.

— Coitados. Já pensou se alguém tenta tirar o broche e ele explode — comentou Jason sem saber das notícias.

— Jason, não é? Acho que conheci um amigo seu. O nome dele é Simon.

Jason e Luiza repetiram o nome.

— Eu o conheci mais cedo e quando Kumamoto nos explicou sobre os jogos. Mas não se preocupe, pois ele está bem. Até desativei a bomba dele.

Jason explicou a Light que Simon era um amigo muito especial e que o ajudaria na batalha contra a Equipe Black. No entanto, o protagonista respeitava o fato do ruivo estar indo atrás de uma maneira de sobrepujar El Charco, seu pai.

— É uma história muito triste mesmo. Sabe quem também estava lá? Um cara debochado que quis brigar com ele e que falou mal de você. Não lembro do nome...

— O nome é Bernardo?

— Acho que sim.

— Esse daí é irrelevante pra mim. Esquece.

Luiza ficou interessada no tanto que seria importante ter um objeto valioso como o escudo. Ela também se inscrevera para os jogos. Enquanto isso, Jason suou ao saber que muita gente ambicionava o escudo. Vencer os jogos sob a ameaça de Baron Harris não seria fácil.

...

Kumamoto estava dentro do helicóptero com destino a White City. De repente, uma ligação de Archer. O ricaço atendeu.

— Alguma evolução no quadro de saúde dele?

— Não, senhor. Mas a minha ligação não foi para falarmos do ex-governador. Acontece que a investigação de Petrel foi mais rápida do que imaginávamos.

— Ele conseguiu algum podre do Yamashida?

— Tem a ver com Yamashida, mas a filha, não o pai. A filha mais velha dele estava envolvida com pessoas na ilha de Cocconut como o senhor previu. Petrel descobriu que ela possui um meio-irmão.

— Parece-me casos de família. Não me diz que seja algo que vai ser uma carta para destruir Anthony.

— Petrel disse que o tal irmão é inimigo número um da Equipe Black e que já derrotou vários planos da Black e provocou a ira de Yamashida. Tanto que Yamashida está tentando matar esse garoto.

— Isso sim soa mais interessante. Por que se eles são meio-irmãos, então a mãe dela não era Aline. Assim como eu vi aquele escândalo na frente do restaurante. Yamashida tinha uma amante e provavelmente mandou matá-la. Isso arruinaria a vida política dele. Reúna todas as informações possíveis. Eu quero saber mais sobre esse irmão da filha dele e o que ele fez para ser um inimigo jurado da Equipe Black.