Pokémon Enimia

4 Pré-Capítulo 4:Orange


Notas iniciais
Uma garota que perdeu tudo e luta para salvar seu novo lar. Orange perdeu tudo e todos de sua terra natal devido a uma catástrofe. Hoje, morando em Snowpoint, ela busca vingança por seu lar perdido e defender sua atual casa de um mal crescente.

...Eu me chamo Orange. Nasci em um arquipélago próximo a região de Sinnoh chamado Paradise Islands, mas infelizmente o local está atualmente inabitável por... razões... Tenho 13 anos e adoro artes, principalmente o grafite.
Atualmente eu moro na região de Sinnoh na cidade de Snowpoint com minha irmã adotiva Candice, a líder do ginásio da cidade. Eu odeio o frio... a neve... traz péssimas lembranças, mas eu não tinha nenhum outro lugar pra ir, então tive que me acostumar com aquele inferno gélido.


Para quem não sabe, Hoenn foi dominada por um grupo religioso conhecido como “ Os mil braços de Arceus”, já faz uns 4 anos, pouco depois de eu chegar. O culto ficou muito popular muito rapido, o que fez com que eles basicamente tomassem controle absoluto da região.
As pessoas os veem como heróis, santos, salvadores… mas eu sei o que eles são de verdade, monstros cruéis que usam a crença das pessoas contra elas mesmas, para que elas sejam dominadas, usadas… esse culto, os “Saints” como gostam de ser chamados… eles me enojam… eles baniram os ginásios da região, alguma baboseira sobre os ginásios serem maneiras de treinar os pokémon para batalhas, e isso por alguma razão ser ruim. Os Saints diziam que os pokémon eram feras, monstros que cedo ou tarde se tornariam problema para nós humanos, pois eles acabariam nos atacando.
Sim, isso acontece as vezes… aqui em Snowpoint aparece as vezes algum viajante que se perderam e foram atacados por um Ursaring ou um Mamoswine. Mas como podemos julga-los? Os seres humanos entram em seus domínios, os capturam, as vezes até os matam por alimento ou matéria prima. Sei que é algo necessário para a nossa sociedade, mas porquê deveriamos julgar os pokémon por estarem se defendendo? Eles não são maus por isso… Mas de alguma forma os Saints conseguiram colocar isso na cabeça das pessoas, de acordo com eles, os pokémon devem ser usados como armas para derrotar outros pokémon. Dizem isso pois somos a especie que consegue ter controle sobre eles, parece que os Saints dizem que isso é uma dadiva divina do próprio Arceus, e que nós devemos usar essa dadiva para utilizarmos os pokémon para o progresso, não como amigos. Assim os Saints dão isso como desculpa para usá-los como armas e escravos para construção de seus templos, e outros trabalhos sujos desse tipo… me impressiona que o povo possa acreditar em tanta baboseira… mas de qualquer maneira, voltando a minha rotina...

Os dias eram chatos e sem graça, era sempre a mesma coisa, Candice me treinava em batalhas Pokémon, depois ela tinha que atender aos desafios do ginásio. Quando os ginásios foram banidos, achei que ela conseguiria passar mais tempo comigo, mas não foi o caso, Candice e os outros lideres, juntamente com a Liga, faziam varias reuniões sobre o estado da região e o quanto esse culto poderia se tornar problema e deveria ser impedido. Admito que era bem solitário quando ela saia de casa, mas sempre apoiei ela nessa luta contra os Saints. Eu, por outro lado ficava em casa desenhando e vendo a neve cair. Eu e Trickster, meu Aipom, já estávamos cheios daquela rotina. Eu decidi que queria ficar mais forte, não apenas com o treino da Candice, precisava de mais que isso, precisava de Pokémon novos, e de tipos que derrotassem um Pokémon muito forte do tipo gelo, por que? Tenho minhas razões…


Fui até a biblioteca de Snowpoint, peguei o máximo de livros sobre Pokémon que pude encontrar e carregar, afinal eu só tinha 9 anos, Trickster me ajudou mas mesmo assim aqueles livros eram enormes, cheios de palavras difíceis que na época me deixou muito confusa.


Mas finalmente achei o que procurava, um Pokémon chamado Chimchar, ele era do tipo fogo e depois evoluiria para fogo e lutador, dois tipos com vantagem a gelo, era isso que eu procurava! Mas o livro dizia que eles eram muito raros quase impossíveis de se encontrar. Pedi ajuda a Candice, mas ela disse que esse Pokémon era muito caro e que seja lá onde ele aparecesse seria longe de Snowpoint. Então eu disse que buscaria por ele eu mesma, mas Candice não gostou da ideia e disse para eu não me arriscar a toa, mas eu estava determinada demais para aceitar um “não”. Naquela mesma noite, eu sai de casa, com meu snowboard, alguns trocados, algumas latinhas de tinta spray, e é claro, com a pokébola do meu único Pokémon.
Fui até uma colina que ficava perto da cidade, era um lugar que eu gostava de ir de vez em quando, se eu descesse de Snowboard por ali eu iria cair nos limites da cidade, poderia prosseguir viagem por ali.
A descida foi...divertida. O vento em meu rosto, me ajuda a esquecer dos problemas, por isso gosto de andar de snowboard. Desviei de algumas arvores, nada demais, até que finalmente cheguei no final da descida. Caminhei um pouco até achar um ovo abandonado na neve. A curiosidade me tomou e eu tentei analisar o ovo, até que, na minha mão mesmo, ele começou a chocar, e de dentro dele saiu um pequeno Piplup.
Me considerei bem azarada, ele é tão raro quanto o Chimchar, seria melhor ter encontrado o que eu vim procurar. Eu coloquei o pequenino no chão, e dei alguns tapinhas nas costas dele, para ele ir embora, mas já era tarde demais, o pequeno cabeça dura achava que eu era a mãe dele, e ficou me seguindo sem parar, tentei dar umas corridas nele... ver se eu o despistava, mas foi esforço em vão. Depois de desistir de despista-lo, decidi que ia leva-lo para a Candice, ela saberia o que fazer com ele, até por que eu num ia ficar em paz sabendo que o coitado ia ficar sozinho, afinal, era possível que a mãe o tivesse abandonado, ou que ele não encontrasse o caminho de volta depois de toda essa corrida, foi enquanto pensava nisso que notei que eu também não, eu tava perdida. Fiquei brava com o piplup, mas peguei ele no colo e comecei a carrega-lo junto comigo, pra melhorar a situação, tinha começado uma nevasca.


Coloquei meu cachecol e segui sem direção... foi idiotice, mas eu não tinha outra opção, talvez a idiotice tenha sido sair de casa naquela noite...
Eu já não via mais nada, o frio tava de matar, mas eu era muito cabeça dura, queria um Infernape, precisava derrotar aquilo... custe o que custasse.
Enquanto eu me perguntava se podia piorar, escutei barulhos de espada ou algum objeto metálico. Corri na direção do som para saber o que era, e vi alguns cruzados dos Saints enfrentando um Empoleon que estava muito ferido, e havia outro no chão, provavelmente já morto. Cogitei a hipótese de ser os pais do pequeno Piplup em meus braços, mas na verdade, nunca vou ter certeza...
Quando um dos cruzados se preparou para atacar o Empoleon, eu comecei a analisar a situação, aprendi que para derrotar os inimigos, eu precisava ser fria como o gelo, nunca me deixar levar pelo impulso, e depois de analisar, notei que não tinha como eu salvar aquele Empoleon, seu fim havia chegado, por mais que aquilo fosse difícil de aceitar, mas eu não ia deixar passar, eu tinha notado uma caverna não muito grande no pé de uma colina, fui até lá enquanto os cruzados recolhiam materiais para suas laminas, que eram as asas dos Empoleons. Na caverna, notei a existência de várias Mamoswines adormecidos, analisei a colina, ela estava na posição ideal. Eu tive que abrir mão de alguns de meus valores e causar dor a um Pokémon inocente, mas era necessário... eu acordei um dos Mamoswines, ainda meio sonolento, ele abriu metade dos olhos, e eu espirrei um jato de tinta spray neles e corri para bem longe.

O bicho começou a gritar e fazer o maior estardalhaço, o que acordou os outros e fez com que eles também ficassem agitados. Ao notaram os Mamoswines, os cruzados começaram a se agilizarem em seu trabalho, mas era tarde demais, os pokémon causaram uma avalanche na colina, que desceu até o pé da mesma, soterrando os cruzados e a caverna. Claro, Mamoswines estão acostumados com isso, e em pouco tempo eles começaram a sair da caverna, não posso dizer o mesmo dos cruzados.


Notei que o dia estava amanhecendo, eu estava morta de cansaço, e não estava nem perto de sair das regiões gélidas de Snowpoint e suas rotas. Fiquei com pena do pequeno Piplup em meus braços, e decidi que ia ficar com ele. Ele era o único que sobrou da família dele... então achei que ele deveria agir como um líder agora, por isso dei o nome dele de King. Eu já estava pensando como que nós três íamos conseguir capturar um Chimchar, mas eu fui tomada pelo cansaço, e acabei desmaiando de sono, encostada em uma árvore.

Quando acordei eu já estava em casa. Candice havia me achado na floresta, havia iniciado a busca poucas horas depois que sumi, e me encontrou devido ao caos que a manada de Mamoswines fez. Minha busca tinha voltado a estaca zero. Tentei explicar pra ela o porque de minha viagem, mas ela não me deu ouvidos, disse que eu tinha que deixar esse meu desejo por vingança para trás ou isso acabaria machucando a mim e a meus Pokémon... Eu não tentei discutir com ela, algo me dizia que ela estava certa. Mas sem minha raiva para me motivar, eu me senti tão vazia...tão... “Fria”... não me sentia mais “Laranja como o sol”, como meus pais diziam que eu era…


Naquela mesma tarde, vi os Saints levando um bebê de sua casa, o separando de seus pais, para força-lo a ser um soldado, eles faziam isso com moradores que estavam em “débito” com eles... ridículo... pessoas que não pagavam dízimo... ou que pediam ajuda, conselhos, bênçãos mas não davam algo em troca... os guerreiros sagrados de Arceus não podem ajudar os outros apenas por ser o certo? Foi a segunda família que eu vi os Saints destruindo em poucas horas. O mais idiota é que a população aceitava aquelas regras estupidas. Os pais que tinham seus filhos tomados, mentiam para si mesmos de que ele seria um guerreiro de Arceus e que ajudaria os Saints a salvar o mundo do mal ou algo assim, mas mesmo assim choravam por suas perdas por saberem no fundo que eles só queriam seu filho de volta. Nesse dia eu notei que eu tinha uma missão a fazer antes de buscar minha vingança contra o assassino de meus pais. Eu tinha que salvar meu novo lar desse mal disfarçado que crescia aos poucos.

Notas finais
E com isso finalizamos is pré-capítulos! Em breve vamos começar a postar a história de Pokémon Enimia! Fiquem ligados, e até a próxima! o/