Pokémon - Candlelit Dinner (Season 1)

3 Capítulo 3 - A Aventura Começa


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas aqui esta :3
Ta pequeno, mas ta emocionante Q

Ethan pedalava incrivelmente rapido para chegar em casa. Havia pego uma bicicleta emprestada de Roxie e prometera devolver o mais rápido possível. Depois da batalha pokémon e ser aplaudido veementemente pelos presentes, Ethan notou em um relógio na parede que estava tarde e logo pediu para que Roxie o ajudasse a sair dali.

A estrada de terra fazia sua panturrilha doer com os solavancos na bicicleta, mas ele continuava pedalando com força para chegar mais rápido em casa. Durante o dia, a vista ali era linda, durante a noite, a única coisa que poderia ser visto ali, era o perigo. Ethan avistou de longe a casa e se apressou. Em questão de segundos estava colocando a bicicleta na fachada da casa.

Entrou pela porta da cozinha e colocou a mochila em cima da mesa e se apoiou nela para tomar fôlego. Da sala, o som da televisão deixava o ambiente mais aconchegante. Ethan tomou coragem e foi para a sala.

— Oi pai, oi mãe, oi Maggie... — falou baixinho — me perdoem o atraso.

Sua irmãzinha correu em sua direção ao ouvir o som da sua voz e agarrou-se em sua perna. Ethan olhou para os pais que haviam acabado de levantar do sofá e o pavor se assomou nele. Grande foi sua surpresa quando eles disseram:

— Olá, Ethan, como foi seu dia?

— E aí, garotão, conseguiu achar um pokémon?

Um belo sorriso se estampou no rosto de Ethan; ele não conseguia acreditar que seus pais haviam sido tão bons, afinal, ele havia se atrasado no mínimo quatro horas. Então foi até a cozinha, abriu a mochila e pegou o ovo enrolado na touca. Levou até a sala e começou a contar passo-a-passo o dia dele. Quando terminou, percebeu como estava esgotado e ao mesmo tempo incrivelmente feliz. Havia conseguido dois pokémon e ainda ganhou uma batalha dupla! Porém, ao final de seu relato, seus pais pareciam perturbados. Sua mãe sentou à mesa e seu pai parou do lado dela, com uma expressão pensativa.

— Maggie, pode ir para seu quarto? — disse a mãe com uma voz gentil, mas parecia uma ordem.

A menina relutantemente subiu as escadas e foi para o quarto, seu rosto demonstrava a decepção por não poder ficar para o que viria. Ethan desejara ter essa mesma sorte.

— Ethan... — começou seu pai e seu rosto demonstrava que ele parecia fazer força para procurar as palavras certas. — Sei muito bem quem você é, e sei que é um adolescente. Você já ajuda em casa mais do que eu penso que eu faria em sua idade. Você já tem quinze anos, e acho que eu posso te dar permissão para partir.

— Pai, eu não posso ir. Eu tenho que te ajudar, eu tenho que ficar aqui! — Ethan desejava muito poder em uma viagem, mas já havia a muito tempo aceitado essa ideia.

— Ethan, eu hoje dei um pulo na cidade e comprei isso — respondeu o pai enquanto pegava uma sacola de papel com uma fita e entregava para Ethan — Não é muito, mas foi ideia de sua irmã.

Ethan abriu a sacola e encontrou cinco pokébolas lá dentro. Seus olhos arderam e as lágrimas começaram a querer sair. Sorriu triste para os pais e fez menção de falar, mas sua mãe o interrompeu.

— Que tal nós decidirmos isso amanhã? — perguntou ela com um sorriso — Vou pegar algo para você, deve estar faminto.

Ela levantou e foi para cozinha, Ethan sentou em uma das cadeiras e percebeu que seu pai o encarava. Ele sentou-se próximo a Ethan, aproximou a cadeira e começou a falar em sussurros apressados.

— Ethan, aquele grupo é perigoso. Eu ouvi falar deles no Amazém de Virbank. Aparentemente, eles não são só uma ganguezinha. Suspeito que os homens que abordaram você eram de uma organização criminosa. Então tome cuidado, porque se eu não me engano...

— Patrick! Pat! Rapido! — veio a voz da mãe de Ethan da cozinha.

Ethan e seu Pai rapidamente levantaram e seguiram em direção a ela, que estava parada no meio da cozinha olhando para a janela, ela havia apagado a luz e mesmo na pouca luz do luar, parecia tremer.

No fundo, chegando pela estrada, vultos se mexiam em direção a casa. Eram tantos que faziam parecer que a noite estava sólida e se aproximando da casa. Ao longe, um Poochyena rosnou e um brilho vermelho apareceu no meio dos vultos. Um pokémon havia sido retornado para a pokébola. Ethan ficou pálido, tão branco quanto a Litwick que estava na pokébola em suas mãos. Seus pais o olharam ao mesmo tempo.

— Ethan, rapido, pela porta dos fundos. — falou seu pai.

— O que? O-o que eu faço?! — sua voz esganiçou enquanto ele pegava a mochila e colocava nos ombros.

— Você entra na floresta, seguindo reto, vai achar um pequeno riacho, lembra? O lago onde pescávamos? — Patrick esperou Ethan confirmar com a cabeça — Siga o fluxo dele, ele terminava em Virbank.

— Leve o que você tiver! — completou sua mãe nervosamente.

— Como eu faço pra me comunicar com vocês? — perguntou Ethan, sentindo uma série de sentimentos ao mesmo tempo.

— Vai até Virbank, fica no Centro Pokémon, você vai dar um jeito, tenho certeza.

— Amamos vocês — disseram os pais de Ethan em uníssono enquanto ele abria a porta dos fundos e se lançava floresta a dentro.

Ethan correu durante vários minutos, sem parar para respirar, o medo e o desespero eram seu fôlego. Sua causa possuia pequenos mini-rasgos dos galhos que o atrasavam e faziam suas canelas se ferirem. Depois de mais alguns segundos de mata densa e escura, Ethan viu o reflexo da lua no chão. O alívio percorreu sua espinha quando ele passou por duas árvores e viu as águas cristalinas do riacho.

Encostou em uma arvore e escorregou até sentar no chão. Respirando pesadamente, liberou a Litwick e falou:

— Olá, pequenina! Parece que nós estamos com alguns problemas aqui...

A pokémon ficou observando-o enquanto ele explicava a situação para ela.

— Pode manter seu fogo baixo? Não quero despertar atenção, mas quero que esteja pronta caso aconteça alguma coisa — falou ele para a Litwick enquanto recomeçava a caminhada, dessa vez, seguindo o fluxo do rio com mais tranquilidade.

A noite deixava tudo simplesmente pior, estava escuro demais e Ethan estava com medo de pedir para Litwick iluminar o caminho, mas a companhia dela era mais do que ótima.

— Bem vindos ao Centro Pokémon, vocês desejam alguma coisa? — falou uma funcionária de cabelo rosa assim que eles entraram no Centro Pokémon de Virbank.

Ethan se sentia cansado, suas roupas estavam rasgadas e mesmo assim, o Centro parecia incrivelmente deslumbrante e grande.

— Oi, boa noite. Eu gostaria de passar a noite aqui, ouvi dizer que vocês disponibilizam quartos. Gostaria de saber quanto custam..

— Meu jovem, os quartos aqui são de graça — respondeu a mulher com uma risadinha baixa. — Só preciso do seu nome — disse ela se encaminhando para um computador no balcão.

— Ethan.

O quarto era muito aconchegante. O chão era de tabua corrida, e uma janela que estava entreaberta deixava a brisa da noite passar de leve pelo ambiente. De um lado do quarto, tinha uma beliche muito bem arrumada e do outro, uma escrivaninha onde Ethan largou a mochila antes de se encaminhar pra cama junto com Litwick que ainda estava fora da pokébola e próxima dele demonstrando enorme preocupação.

Ethan ficou olhando para a parte de baixo do beliche acima sem fazer ideia de quanto tempo havia passado. Litwick adormecera de leve ao seu lado, mas o corpo de Ethan estava tão cheio de adrenalina que ele não conseguia nem fechar os olhos por mais do que uns instantes.

Ethan achou que estivesse ali a horas quando uma voz apareceu de leve do outro lado da porta logo após uma batida de leve.

— Senhor Ethan... — falou a tímida funcionária do Centro Pokémon.

Ethan encaminhou-se até a porta e abriu. A funcionária estava com uma expressão de pena, e ele poderia imaginar tudo, menos o que ela diria agora.

— Senhor Ethan, sinto muito... Sua mãe acabou de ligar pra cá procurando por você e...

— E...?! Ta tudo bem com eles?!

— Seu pai foi sequestrado.

Notas finais
Enjoy and comment Q