Pokémon: Unovas Mystery

8 Presos no Ginásio de Driftveil!


Notas iniciais
Eu sei, eu sei.
Para os leitores que ainda me acompanham, me perdoem pela demora.
E eu confesso com vocês: pensei em parar de escrever nesse período, mas decidi que não. Essa fanfic é muito especial para mim e pretendo continuá-la até o fim.
Portanto, perdoem-me mesmo. Eu tive alguns problemas aqui em casa e além disso, falta de inspiração.
Demorei quase uma semana para fazer os últimos parágrafos.
Mas aí está, gente. perdoem-me mesmo!

Carter acordou embaixo de uma pilha de pedras.

Sentia-se machucado e com calor, igual às aulas de Educação Física. Mas agora era diferente: o calor era mil vezes maior e se sentia cem vezes mais machucado. E não havia perigo de morte na Educação Física.

Lentamente, o garoto foi acordando. Então, bateu a cabeça em uma haste de ferro.

- O que...? – ele a tateou na escuridão total. Estava úmida e grudenta, como se não limpa há vários meses. Continuou tateando e encostou em uma pedra. Era pequena, mas havia mais algumas outras em cima desta. As rochas que caíram do teto, ele pensou. Mas e a haste de ferro? Continuou tateando e bateu a mão em algo macio e fofo. Um travesseiro? Apalpou. Era algo parecido... Talvez... As almofadas da arquibancada! Sim, a arquibancada estava em cima dele. E a forma e a estrutura dela haviam o salvado da morte, com certeza. Mas como ela veio parar em cima dele, era um mistério. O importante era que ele estava vivo...

Foi então que o pior pensamento passou pela cabeça de Carter. Não, não! Seria possível...

Drilbur? – chamou – Drilbur, onde está você?

Sem resposta.

O garoto tentou de novo:

— Pai? Drilbur? Pai? Vocês estão aí?

Mas o resultado foi o mesmo de antes.

Carter se desesperou. Será que o destino havia trazido para ele tal fim cruel? Afinal, sem a ajuda deles, não teria como sair dali. Por sorte, ele ainda podia fazer algo...

— Saia Deino, me ajude! – gritou ele, liberando de sua Pokébola o dragãozinho. Ele cuspiu e rosnou. Depois farejou um pouco. Então, suspirou, como se reconhecesse o local.

— Amigo, deixa eu te por a par da situação... – e então, Carter explicou tudo ao amigo. Desde que perdera a luta contra o Golett, explicou sobre a luta de Drilbur, a vitória sobre o Excadrill do pai e o desabamento. Deino apenas assentia, até que no final da narração, decidiu tomar uma atitude.

— Deii! – gritou o Pokémon e então, começou a farejar pelo local. Andou um pouco pelo minúsculo cubículo que lhes restava embaixo das pedras e então, começou a grunhir, arranhando-a com suas patinhas.

Carter se aproximou e encostou na rocha. Quando se apoiou nela, porém, esta rolou para baixo e a pilha inteira estremeceu. Porém, não desabou. O garoto viu e agradeceu pelo motivo. Uma barra de ferro da arquibancada segurava as pedras em cima. Sortudo...

A pedra que havia retirado era relativamente grande. Talvez 1 metro e meio de altura por 50 centímetros de diâmetro. Deino passou por ali sem dificuldade, mas Carter precisou se abaixar.

Entraram então em uma espécie de mini — túnel. Alguns metros a sua frente, podiam ver um barramento de pedras. Deino se aproximou e farejou-as. E sorriu. Com um gesto de cabeça, indicou a Carter que seria seguro empurrá-las. O treinador obedeceu e realizou a tarefa. Incrivelmente, a pilha acima deles não balançou. Quando os dois parceiros adentraram o novo local que haviam descoberto pela retirada das pedras, descobriram o motivo. Estavam agora na entrada de um túnel cavado na própria terra, onde se lia em uma placa de ferro vermelha acima da entrada: Saída de Emergência. Já estavam fora de perigo. Mas ainda havia um problema: Onde estariam Drilbur e Clay?

No mesmo instante, Carter se arrepiou. Aproximou-se um pouco da montanha de rochas desabadas. Teria ainda possibilidade de os dois estarem vivos? Bem... Esperança ele tinha, pois ele mesmo estava vivo. Existiam duas arquibancadas no Ginásio... Seria possível que Clay e Drilbur tivessem tido a mesma sorte que ele?

Seria quase impossível”, pensou Carter. Mas de alguma forma, ele queria encontra-los ali. Seria tão bom... Às vezes não gostava de como o pai o tratava, de fato. Porém, sabia que o amava e que jamais poderia viver sem ele. E Drilbur sempre fora o seu parceiro. Nunca o abandonara.

Tão perdido em pensamentos, o garoto nem notou o seu pequeno Pokémon dragão saindo de perto dele sorrateiramente e se dirigindo a um pequeno buraco no amontoado de pedras. Mergulhou ali e sumiu.

~X~

Dois minutos depois, Carter notou a ausência de Deino. E no mesmo instante, se desesperou.

Entenda que nas minas de Driftveil existiam vários Pokémons selvagens que os trabalhadores iam encontrando aos poucos enquanto perfuravam as paredes. Roggenrola’s, Boldore’s, alguns Drilbur’s e até mesmo Darmanitan’s. Sem algum Pokémon que pudesse o ajudar... Bem, o garoto preferiu não pensar nessas consequências.

— Deino!- chamou baixinho. Ele queria encontrar o seu Pokémon, mas sabia que um grito forte poderia desabar ainda mais as rochas e atrair a atenção de algum Pokémon incomodado com a destruição de sua casa.

— Deino, cadê você? – sussurrou mais uma vez. Ouviu então, um ruído de rochas sendo quebradas logo ao seu lado e decidiu parar de chamar. Sentou-se no chão e sem fazer o menor barulho, decidiu esperar.

~X~

Deino andava sorrateiramente pelos estreitos túneis de pedras. Muitas vezes, estes eram barrados por pedras, mas com um excelente faro, conseguia descobrir os locais certos para abrir caminho.

Deino havia percebido a saudade que seu treinador sentia de seu pai e de Drilbur. Além disso, o Pokémon dragão passara a gostar bastante do Pokémon terrestre. Eram amigos. Por isso, queria encontra-los. Não avisara nada a Carter porque tinha medo que este tentasse o impedir. E Deino não poderia fazer nada contra uma ordem direta de seu mestre.

Caminhou silenciosamente sob os túneis que haviam se formado na rocha. Em certos momentos encontrava pedaços de madeira que antes deveriam ter pertencido às plataformas de lá de cima. Pedaços de ferro e almofadas da arquibancada rasgada se encontravam aqui e ali.

Até que chegou a uma pequena “câmara” nas rochas. Esta havia se formado, pois no teto havia uma rocha bem maior, que impediu as outras rochas de cair ali e encherem o local. E esta era sustentada por cinco “pilares” de pedras empilhadas nos cantos. A câmara media cerca de 5 metros de diâmetro por 3 de altura. Duas barras de ferro estavam cravadas no solo e uma metade do telão da Arena B largada em um dos cantos. Deino a adentrou e quando fez isso, acabou tropeçando e caindo. No mesmo instante, se chocou contra um dos pilares de pedra, que chacoalhou. Uma avalanche de pedras de tamanho médio escorreu pelas paredes e se acumularam nas bordas do recinto, consequentemente fechando a entrada por onde o dragãozinho viera. Ótimo... Beco sem saída.

~X~

Devo ou não devo entrar?”, indagou Carter a si mesmo, observando a larga entrada do túnel de saída de emergência. Estalactites brilhavam mortalmente afiadas no teto. Não havia luz que iluminasse aquele local. Era escuro e assustador.

Mas Carter queria esperar seus Pokémons. Deino e Drilbur... Sem eles, não poderia fazer muita coisa. Mas como encontra-los naquela vastidão de rochas? Seria quase impossível! Teria que contar com a sorte e que um deles o encontraria... Pelo menos Deino, que sabia sua localização.

~X~

O Pokémon noturno quase deu um salto de susto quando viu o monte de poeira se acumulando em um dos cantos da câmara. Lentamente, se aproximou enquanto o montinho continuava a crescer. Sons de arranhões surgiam daquele lugar. E então, quando menos esperava, um Pokémon saltou dali de dentro, mostrando as longas e afiadas garras em um sorriso familiar...

— Deii! – gritou Deino, saltando de alegria. Correu na direção do recém-chegado e sorriu para ele. Este retribuiu o gesto.

— Dril driil! – exclamou Drilbur. Finalmente havia encontrado seu amigo. Tinha tido uma grande sorte, pois quando percebeu as rochas desabando após a luta, usou o Cavar para adentrar o solo e se salvar. Mas duvidava naquele momento que Carter e Deino pudessem estar vivos.

Em sua linguagem Pokémon, indagou a Deino se o treinador estava bem e para seu alívio, recebeu um sinal afirmativo de cabeça. O dragãozinho também estava bem animado, pois agora poderiam retornar até onde Carter estava e com a ajuda de Drilbur, achar Clay. Mas só havia um pequeno problema... Estavam na câmara sem saída.

Desespero começou a tomar conta do Pokémon dragão. E se não conseguissem sair dali? E se ficassem presos naquele calor do inferno pelo resto de suas vidas? E se não conseguissem chegar a tempo até Carter e ele fosse morto por um Pokémon selvagem qualquer?

Ora, Deino conhecia as cavernas. Vivia em uma antes de... Antes de eles destruírem seu lar e levarem embora a maioria dos Pokémons. Deino conhecia os perigos das cavernas. Deino conhecia os Pokémons... E ele também conhecia o que poderia acontecer a uma pessoa sem proteção se invadisse o território de um deles. Tinham que voltar logo para perto de Carter se quisessem protege-lo.

Drilbur apontou para uma das paredes da caverna e fez uma mímica, como se estivesse cavando. Talvez fosse uma boa ideia para ele, mas Deino não conseguiria ir por debaixo das paredes. Era desajeitado demais para cavar.

E se eles... Explodissem as paredes? Não, seria arriscado. Mais pedras desabariam e eles tinham o risco de acabar esmagados embaixo delas.

Não havia outra saída... Estariam condenados a morrer ali? Os dois Pokémons começaram a se desesperar.

Passaram 20 minutos presos, cada vez mais tomados pelo medo. O ar sufocante daquela cela de pedras, carregado de gás carbônico, estava cada vez pior. Tão profundo assim na terra como estavam e com tantas rochas os cobrindo, era difícil o ar rico em gás oxigênio entrar. A possibilidade de eles morrerem asfixiados era grande.

Após 10 minutos na prisão rochosa, Deino e Drilbur já estavam incrivelmente desesperados. Estavam em pânico!

Mal conseguiam respirar e tinham que fazer a maior economia de gás oxigênio que podiam. Ainda tentavam encontrar algum modo de escapar, mas nada encontravam. Rondaram as cinco paredes, até que Deino avistou em um canto um pequeno orifício na rocha. Poderia ser uma espécie de meio de fuga.

Com a ajuda das enormes garras de Drilbur, começaram a arranhar e a “abrir” mais aquele orifício. Com bastante cuidado e cautela no trabalho, cinco minutos depois conseguiram transformá-lo em um buraco de cerca de 50 centímetros de altura por 30 de largura. Maravilha! E depois daquela abertura havia... Uma espécie de túnel na rocha revestido de placas de madeira de plataformas de mineração. Se tivessem sorte, aquilo os levaria a saída.

E assim foram, adentrando a milagrosa saída. Tiveram que se abaixar um pouco, mas no geral, ocorreu tudo bem. Nenhum deslizamento de rochas. Nenhum esmagamento... Após duas curvas para a direita e uma para a esquerda, finalmente encontraram o seu objetivo...

~X~

Carter já começava a ficar impaciente! Quase 40 minutos esperando ali embaixo, naquele calor do inferno esperando algum sinal de seus Pokémons. Além de irritado, faminto, com sede, com calor e amedrontado, estava triste. Na verdade, a beira do pânico. E se jamais pudesse encontrar de novo Deino? E Drilbur? E talvez... E talvez se o corpo de seu pai morto estivesse ali, embaixo daquela pilha de rochas? Uma lágrima escorreu pela bochecha do garoto.

Repentinamente, outra voz começou a falar em sua cabeça. Era a voz dele, só que maior, mais forte... Uma voz de um Carter mais maduro. “Não!” dizia ela “Não perca a esperança, Carter Clay... Seu pai pode estar bem. Resista! Siga em frente!”

Você tem razão”, ele respondeu para essa vozinha e então, se voltou para o túnel de Saída de Emergência.

Deino sabe a localização desse lugar” pensou “Provavelmente virá aqui com Drilbur, se estiver bem” e com isso, adentrou a escuridão.

Algum tempo depois e estava perdido nas trevas da caverna. Não havia sinal de luz alguma lá. E era impossível se achar o caminho para sair dali, ou voltar a ex – Arena B. Tudo silencioso, escuro... Assustador.

Andando as cegas, Carter repentinamente tropeçou em algo e caiu no chão, amortecendo a queda com as mãos, ralando-as no processo. Quando se virou, conseguiu sentir alguém, ou algo, se mexendo, mudando de posição. Assustado, o garoto rastejou para trás, recuando da coisa em que tropeçara.

Mas era tarde demais. Aquilo já havia o visto e então, virou-se em sua direção. Carter apenas distinguiu uma leve silhueta de seu contorno e verificou formas de um Pokémon. Não era nada muito grande. Não deveria ter mais que a altura do joelho do garoto, mas mesmo assim, a fúria com que aquilo vinha para cima dele demonstrava que era algo perigoso.

Carter se levantou e recuou um pouco mais, correndo. Até que finalmente encontrou uma fresta aberta no teto, por onde entrava claridade do Sol. Ele recuou mais, até que o Pokémon que o perseguia estivesse banhado na luz. E quando isso aconteceu, ele se surpreendeu.

O Pokémon em que ele havia tropeçado era um Durant. Um furioso Durant que vinha em sua direção, abrindo e fechando as presas afiadas.

Carter buscou na memória tudo o que sabia sobre Durant’s. Sabia que eram dos tipos Inseto e Metálico, ou seja, sua única fraqueza seria fogo. E sabia também que viviam em locais escuros, onde faziam seus túneis, suas moradias. Eram extremamente territoriais e normalmente, atacavam em bandos. Quando o garoto tinha 5 anos, Clay o contara uma vez uma história onde um homem, a caminho da Liga Pokémon, acabou adentrando o território dos Durant’s. Estes, furiosos por estarem sendo invadidos, atacaram em grupos de cem o pobrezinho e o carregaram em direção aos túneis em sua montanha. Depois disso, ele nunca mais foi visto.

Mas tinha algo de estranho ali... Por aquele Durant estava sozinho? Normalmente andavam juntos, em grupos de mil a dois mil e atacavam com violência seus oponentes. Sozinhos, podiam ser derrotados facilmente por um treinador experiente. Já um enxame...

Perdido nesses pensamentos, Carter mal notou quando, depois de recuar tanto daquele Pokémon, se chocou contra uma parede atrás dele. Estava encurralado.

Durant se aproximava devagar, já vendo a situação em que se encontrava. Seu adversário já estava perdido. Com isso, não havia a necessidade de andar depressa. Estava apenas querendo que o intruso se desesperasse de medo. Abriu as presas e as apontou para Carter, e obteve sucesso em sua tentativa de desesperá-lo. Porém, quando chegou perto o suficiente para arrancar a perna do garoto, algo inesperado aconteceu.

De sua esquerda, uma esfera de energia de coloração azul turquesa o atingiu na face, causando poucos danos, porém o suficiente para desviar sua atenção de Carter. Quando o Pokémon inseto se virou para ver o que havia o atacado, um raio de energia semitransparente familiar o atingiu na face. E antes que Durant pudesse se recuperar da surpresa, mais outro raio e mais outra esfera o atingiram em sucessão. Carter quase gritou de alegria ao ver aqueles familiares golpes: Vibração do Dragão e Sopro do Dragão...

Finalmente voltando-se à direção onde deveria estar seu agressor, Durant conseguiu distinguir a baixa silhueta de um Pokémon. Este abriu a boca e disparou outra Vibração do Dragão, que teria acertado em cheio seu alvo, se o inseto não tivesse utilizado a Garra de Metal e a colocado em forma de X na frente de seu corpo, fazendo assim uma bela defesa.

Impaciente, Durant avançou naquela direção. Queria descobrir e destruir logo aquele que o atrapalhara em seu jantar. Talvez transformar aquele estranho em comida também...

Porém, assim que chegou perto, aquele Pokémon deu um rápido salto para o lado e com outro Sopro do Dragão, afastou Durant. E então, ele recuou em direção a luz. Sua forma finalmente ficou visível para Carter.

Aquele que o salvara era Deino! O seu Pokémon! Carter nunca se sentira mais feliz. Não só por estar bem, mas por saber que Deino estava vivo! Que não estava perdido em meio às rochas da Arena B.

Porém, não houve tempo para o reencontro. Durant logo se recuperou do ataque e vendo que seu adversário não era grande coisa, avançou para cima dele, as patinhas reluzindo no golpe Garra de Metal. O dragão apenas saltou para o lado, esquivando-se agilmente da mortífera formiga.

No entanto, Durant estava preparada. Com grande velocidade, se virou e preparou uma Mordida de Inseto, cravando seus dentes na carne de Deino. O Pokémon noturno agonizou de dor e recuou, respirando pesadamente.

Sem perder tempo, Durant armou outro golpe do tipo Inseto, o Corte X. Cruzou suas garras e quando começaram a emitir um forte brilho azulado, arranhou a face de Deino com elas. Isso foi o suficiente para derrubá-lo ao chão.

— Deino! – gritou Carter, quase sufocando de medo e preocupação. Correu até seu amigo e abraçou-o com força – Não me deixe sozinho agora, amigão...

Durant apenas observava a cena, preparando suas garras. Não havia a necessidade de se apressar agora, que treinador e Pokémon estavam praticamente já derrotados.

Mas novamente a sorte favoreceu Carter...

Repentinamente, um pequeno monte de terra se formou entre o Pokémon inseto e Carter e Deino. Mesmo quase desmaiado, o dragãozinho conseguiu distinguir as duas garras brancas que surgiam de lá de dentro, seguidas por um corpo cinzento.

Carter no mesmo momento soltou um suspiro de alívio e um grito de alegria. E isso foi antes de, com um golpe Garra de Metal bem na face de Durant, Drilbur a afastou violentamente e se voltou para seus amigos. Era um dos momentos mais felizes da vida do garoto!

— Drilbur, você está bem! – ele gritou, abraçando seu Pokémon logo em seguida. Lágrimas de alegria escorriam de seus olhos, mas Carter não ligou. Apenas queria aproveitar ao máximo aquele reencontro.

Deino em seguida se levantou e com dificuldade, conseguiu abraçar também a Drilbur. E assim ficaram durante um tempinho, quase se esquecendo da Durant.

Quase.

Mas não houve maneira de fazer isso. A Pokémon formiga, assim que se recuperou do golpe, mostrou novamente as presas brilhantes, reluzentes. E então, atacou com mais uma Mordida de Inseto, pegando em cheio a perna de Drilbur. A toupeira caiu no chão, agonizante, mas se recuperou logo. O que não esperava era o que aconteceu a seguir...

Frustrada, vendo que não conseguiria sozinha enfrentar aqueles dois Pokémons, Durant soltou um alto grunhido metálico de suas presas, esfregando uma na outra. O eco reverberou por todo o túnel, até que parou, com um silêncio mortal.

E repentinamente, sons de rochas caindo e de patas se arrastando começou a se tornar mais alto. Em questão de segundos, ondas de Durant’s saiam das paredes, de buracos no solo, até de fendas do teto. Então, Carter, Deino e Drilbur se viram encurralados pelo enxame de Pokémons que agora enfrentavam. Não seria nada fácil, eles sabiam... Mas tentariam vencê-los!

— Tá legal, pessoal... – disse Carter – Agora a luta começa de verdade!

Notas finais
Tradução dos Ataques:
Cavar - Dig;
Vibração do Dragão - Dragon Pulse;
Sopro do Dragão - Dragonbreath;
Garra de Metal - Metal Claw;
Mordida de Inseto - Bug Bite;
Corte X - X-Scissor;
Espero que tenha ficado bom.
Abraços o/