Pokémon Uma Nova Jornada

16 Capítulo 16 - O final de um longo dia


Eu estava na final, eu conseguia ouvir todos gritando na arquibancada o meu nome e o de minha oponente, o publico estava ansioso pela partida e eu também, queria mostrar que sou o melhor e para fazer isso tinha que ganhar de Molly. Mas algo está errado, o que é esse sentimento? Não me parece ser apenas ansiedade, tem algo a mais, alguém precisa da minha ajuda, eu consigo sentir, só não sei quem poderia ser.

— VOCÊS ESTÃO PRONTOS? — Gritou a narradora cortando meus pensamentos.

Molly levantou sua Pokebola, eu não sei quem ela vai usar, mas já espero pelo Turtle, vou continuar com o meu Osha. Era mais obvio que nós dois escolhêssemos Pokémon do tipo água pelo fato de nossa partida ser em uma piscina.

— Turtle eu escolho você. – Ela realmente o escolheu, seria um confronto direto de tipos águas.

— Osha vamos vencer isso aqui! – Eu escolhi meu Pokémon também, seria meu parceiro.

Os dois saíram da pokebola, Osha e Turtle, animados, eu conseguia sentir, o objetivo dos dois era nos dar orgulho, Osha ainda mais animado que Turtle.

Algo está errado, eu consigo entendê-los, já havia um tempo que achava que eu conseguia entender o que Osha dizia, mas não tinha certeza, achava que era coisa da minha cabeça, mas começou a piorar quando passei a entender o Turtle e o Marshtomp também , ate mesmo o Poliwag de Calvin.

— Mamoru você está bem? – Perguntou Molly, ela havia visto minha distração, mas não consigo evitar, era pra estar focado por estar na final, mas sinto que algo ruim vai acontecer, algum Pokémon de água precisa de min.

— Estou sim, desculpe podemos começar? – Falei dando-lhe um sorriso.

— Comecem a partida!

— Turtle salte e use Bubble. – Ela ordenou.

— Osha corte todas com sua concha! — Com sua agilidade, Oshawott cortou todas as bolhas de Turtle, o que fez com que Molly perdesse pontos pelo ataque ter sido mais vantajosa para o Osha já que o mesmo a transformou em pequenas gotas cintilantes que caiam na arena.

Molly deu um passo atrás, ela começava a planejar seu próximo movimento, eu conseguia ouvir a platéia, mas agora e nossa vez não é mesmo Osha?

— Osha, vamos lá, congele tudo! – Ele apenas piscou pra min, e saltou, usando um Ice Beam na piscina e congelando toda ela.

— Turtle deslize pelo gelo e use Rapid Spin! – Molly ordenou, tentando usar o gelo contra nos, mas isso não daria certo.

— Osha espere ele chegar perto, salte, e depois use Aqua Jet. – Sem questionar Osha fez o que eu mandei, esperou o Turtle chegar perto e desviou rapidamente do golpe, mas o que eu não podia esperar era que o Turtle iria por os braços para fora da concha para se impulsionar de volta contra Osha e o acertar em cheio.

Eu consegui ouvir, ele reclamou de dor, novamente eu consegui entende-lo, mas por quê? Por que estou conseguindo isso com mais frequência, eu tenho que entender a sensação de que alguém está mal ainda me afligem.

Estamos apenas começando Molly , Osha o rebata com sua concha! – Osha obedeceu, começou um duelo direto com o Turtle, entre concha e casco, quem seria mais forte?

— Nos Também Moru, Turtle saia rápido e use Water Pulse! — Novamente Osha foi surpreendido pela agilidade de Turtle, Molly já havia conseguido me deixar com menos pontos.

— Osha, Oshawott. – Ele disse me encarando.

— Nos não vamos desistir – Ele me olhou surpreso, por eu ter entendido exatamente toda sua frase, ele estava tão surpreso quanto eu, mas essa e a primeira vez que eu consigo entendê-lo por completo.

Um barulho foi ouvido do lado de fora da Arena, um bem grande, mas não havia sinal de mais nada, parecia um Pokémon, mas era forte, deve ter sido apenas um forte estrondo, depois de nos recuperarmos do susto já estávamos voltando a nossa batalha.

— Osha, salta e ataque ele com Ice Beam! – Osha Pulou e usou o ataque que comandei, Turtle desviou como nos queríamos. – Agora deslize pra cima dele com o Razor Shell.

Osha usou o gelo a seu favor para chegar perto de acertar o Turtle que apenas recuou um pouco.

— Chega desse gelo atrapalhar, QUEBRE-O TURTLE!- Turtle apenas obedeceu, dando um forte golpe no gelo que rachou e quebrou, desequilibrando Osha. – Agora o acerte com Water Pulse.

Osha apenas recebeu o ataque, nem meu comando de evasiva o ajudou a desviar, essa batalha estava ficando cada vez mais a favor de Molly e eu realmente não sabia mais o que fazer.

Novamente o Barulho foi ouvido do lado de fora, desta vez ainda mais perto, todos começaram a ficar preocupados com o que seria desta vez, me pareceu um Pokémon, o urro de um Pokémon pedindo ajuda, suplicando por socorro de seu sofrimento. O barulho ecoou novamente, ainda mais perto, eu sentia o sofrimento no som, era um Pokémon eu tenho certeza. Minhas pernas vacilaram e eu caí de joelhos olhando para o chão, todos me olhavam, tenho consciência disso, mas esse choro estava doendo em min.

Osha tinha chegado a min, eu via a preocupação dele por min em seus olhos, sabia que ele se importava tanto comigo quanto eu me importava com ele, apenas sorri para ele ver que eu estava bem, e me levantei , quando mais uma vez, o forte barulho foi ouvido, e desta vez, sabíamos de onde este som estava vindo, e vinha do porto de Vermilion, logo ao lado de onde acontecia o torneio.

— O que está acontecendo Osha? – Perguntei, Molly já estava do meu lado aflita pelo som também.

— Moru você esta bem? O que é este barulho? – A batalha já não importava mais, ela apenas se preocupava comigo e com todos aqui.

— Onde está o Calvin? Não consigo localizar ele na platéia, nem mesmo meu irmão e os outros.

— A BATALHA SERA INTERROMPIDA POR MOTIVOS TECNICOS, TODOS SAIAM DO ESTADIO E SE AFESTE DO PORTO. – Uma voz misteriosa porem conhecida ecoou, era Rosy, dando uma ordem acompanhada de outros lideres, o que ela estava fazendo aqui?

O som pode ser ouvido mais uma vez, eu consegui entender, o pedido de socorro, era desesperado, quem o emitia estava com muita dor, muito medo e suplicava por ajuda.

— Moru vamos. — Molly chamou Turtle para a Pokebola e apenas começou a correr enquanto segurava minha mão.

Corremos pelos corredores do estádio, procurando a saída mais próxima, onde Calvin e Steven provavelmente estariam nos esperando, será que eles já saíram? Eu realmente quero saber onde meu irmão está. Quando finalmente conseguimos sair, saímos pela pior rota, nos deparamos com Rosemary e outros lideres junto com Wallace e May encarando algo que parecia um Pokémon, o porto todo estava em chamas, ele que fez aquilo?

Ele urrou novamente, quando um forte ataque do tipo fogo foi lançado em direção aos seus oponentes, algo não estava certo, um Pokémon de água usando um movimento do tipo fogo?

— Vamos ver quem é? — Falei com Molly me desaprovando.

— Você está louco? Para eles terem mandado todos se afastarem é porque o Pokémon é perigoso. – Ela falou, eu apenas sorri de volta.

— Molly, eu preciso ajuda-lo, eu preciso de ajuda. – Eu falei deixando ela confusa.

— Moru, o que há de errado com você? Você é sempre alegre, mas hoje, você está diferente, preocupado, parece ate outra pessoa, não arrisque sua vida – Ela falou me puxando.

— Molly, você não entende, eu consigo ouvir, eu consigo entender, Osha, Turtle, Poli, Marshtomp entre outros, faz um tempo que eu tenho conseguido entende-los, e com este Pokémon não está sendo diferente, eu preciso ajuda-lo, por favor, não aguento ver Pokémon sofrerem, principalmente do tipo água. – Eu falei começando a chorar.

— Moru. – Ela me abraçou, consegui sentir suas lagrimas também. – Eu confio em você, só me prometa que você vai voltar bem. –Ela não disfarçava sua preocupação.

— Eu prometo, eu irei voltar sã e salvo.

Os lideres já haviam soltados seus Pokémon, eles iriam atacar, quando eu ouvi o grito de Calvin, Steven e Haru.

— Maninho eu estava preocupado. – Steven falou me abraçando, parecia que ele ia quebrar meus ossos.

— Eu estou bem, eu e Molly saímos em segurança. – Falei vendo que ela estava ocupada com Calvin.

O Pokémon, gritou novamente, quando me virei, pude ver quem era. Eu não acreditava no que via era o lendário Pokémon Kyogre, mas algo estava errado, ele estava diferente, não estava em seu azul habitual, ele tinha muitas manchas vermelhas em seu corpo, e um colar de metal, com a espécie de um contador, parecia que de tempo em tempo algo era injetado nele.

Para piorar a situação, um Manetric, Mylotic, Raichu e Keldeo estavam contra o mesmo, o atacavam sem parar, aumentando ainda mais seu suspiro de dor, por que ninguém o entende? Ele não esta fazendo por mal, ele está sofrendo.

Sem perceber eu comecei a andar em direção a eles e a Kyogre, mas fui parado por um Steven me puxando.

— Onde você acha que vai? Deixe-os cuidarem disso — Eu tentei me soltar, mas Steven era mais forte, tive que aguentar o Kyogre ser acertado por um Thunderbolt do Manetric.

— Eu preciso ajuda-lo, ele está sofrendo, eu consigo sentir. – Falei vendo ele e Calvin ficarem confusos.

— Do que está falando Moru? — Calvin perguntou.

Já tem um tempo que consigo entender os Pokémon tipo água, não é sempre, mas as vezes vai, mas ele, eu consigo sentir, como se nossos corações fossem um , ele está com muita dor, alguém fez algum ruim, e Rose e os outros só o estão machucando mais, por favor, confiei em mim. – Calvin parecia acreditar a conexão dele com Pokémon era parecida com a minha, ele sabia que podia confiar em min, mas Steven não me soltava, e nem falou nada, só me encarou.

— Eu não posso deixar você ir, não me perdoaria se eu perdesse você Mamoru. – Steven falou, fazia tempos que não via a lagrima nos olhos.

Eu o abracei.

— Você não vai me perder irmão, este e o meu momento, de mostrar que não sou apenas um garoto mimado, filho de Green e Blue, mostrar que sou forte, e que consigo ajudar os Pokemon, como meu pai e mãe. — Falei o soltando do abraço.

— Eu não posso deixar. –Calvin e Molly colocaram as mãos no ombro dele. –

— Deixe-o ir, confie em seu irmão. – Disse Calvin entendia como eu me sentia, eu conseguia ver em seus olhos.

— Tudo bem. – Steven abaixou a cabeça e suspirou. — Mas Gengar vai com você. – Apenas concordei.

Steven soltou o Gengar e ele foi andando ao meu lado, chegamos perto dos lideres, que também não queriam me deixar passar, por mais que eu insistisse e falasse com eles, eles não foram tão benevolentes, tive que usar outras medidas.

— Electabuzz, Onix, Magby, Gliscor e Marshtomp saiam todos! – Os cinco saíram de suas Pokebolas surpresos com a situação. – Por favor, ataquem Manetric, Keldeo, Venusaur e Milotic, não deixe que eles tentem me parar, Gengar não os deixe soltar outros Pokémon, por favor.

Os seis nada disseram Osha também havia dito para eles confiarem em min, que eu precisava deles , eles se posicionaram contra os Pokemon dos lideres que apenas me encararam, perguntando se era isso mesmo que eu iria fazer, antes que eu pudesse dar uma respostar, Calvin, Molly, Steven, Haru, Maria e Ana apareceram para me dar suporte, todos seus Pokémon estavam fora de suas pokebolas.

Agradeci com a cabeça e voltei a andar, o porto estava todo em chamas, Kyogre lançara outro ataque, ele era forte, era notório todo seu poder, e lançar ataques tipo fogo o deixava ainda mais forte, alguém estava brincando de Deus, testando a fúria e limites dos Pokemon, atitudes assim são imperdoáveis.

No meio do caminho, eu consegui ouvir novamente o choro de dor, ele era sincero, ele só tinha medo, ele queria ir embora, voltar para o mar, ser livre novamente, mas essa dor, o impedia, por isso viera ate Vermilion, suplicar por ajuda, ele me olhava, provavelmente pensando que eu o atacaria, eu estava perto não podia voltar agora.

— Calma amigo, eu só quero ajudar. – Falei, não sei se ele compreendeu , ele sofria cada vez mais pelos segundos passados.

— Por favor, dói tanto. – Ele respondeu, entender isto foi como um choque, eu realmente conseguia entende-lo? Meu peito queimava, de medo e angustia por ele, ele lançou outro ataque do tipo fogo para cima, todos gritaram preocupados comigo. – Me ajude.

— O que aconteceu? – À medida que chegava perto, tentava descobrir o que acontecia com ele.

— Dói tanto, armadilha, dor, colar, torturas e mais dor. – Ele falava em meio aos urros de sofrimento, eu já estava quase, só mais cinco passos. – Pessoas ruins, dói tanto.

Acho que ele não percebeu que o entendia, talvez seja efeito da dor, mas eu finalmente estava de frente pra ele, consegui olhar os olhos dele, seus olhos estavam vermelhos devido toda aquela dor, mas ao mesmo tempo eles tinham esperança de que eu pudesse ajudar.

— Estou aqui amigo, este colar machuca você? – Perguntei.

— Sim, essa dor, queima , ajuda. – As palavras sem continuação, soltas entre outras palavras, mas todos tinha um único sentido entre elas, eu preciso de um plano.

— Eu acho que não consigo remover sozinho e está em um local que você não consegue quebrar, mas acho que mesmo que você pudesse todo sofrimento que ela lhe causa não permitiria que você a quebrasse tão facilmente, né? – Eu falei enquanto sorria tentando acalmá-lo.

— Humano bom, diferente, outros não bons, causam dor, dor forte, queima muito. – Entre essas palavras eu entendia sua historia, ele realmente estava sendo fruto do experimento de alguém, alguém que acha que é Deus.

O Contador do colar chegou à zero, novamente, Kyogre não aguentou, seu estimulo a dor, foi lançar novamente um ataque, não sei qual foi, mas sei que não fui rápido o suficiente pra desviar.

Machuquei meu braço que agora estava queimado, a dor era insuportável, mas ainda preciso ajuda-lo, tentei levantar, mas minhas pernas também doem, eu preciso conseguir, ele esta contando comigo.

— Humano, dói, desculpa, por favor, dói — Seu sofrimento causava mais dor, não era física, e sim emocional, com um surto movido por suas emoções, consegui levantar, meus Pokemon ainda seguravam os outros, Steven que tentava vir me ajudar, mas Onix não deixava.

— OSHAWOTT, PRECISO DE VOCE AQUI! – O pequeno castor, apenas ouviu meu chamado e veio correndo a min, pulando no meu colo. – Obrigado por vir rápido amigo.

— Eu sempre virei por você. – Entender os Pokémon estava começando a ser gratificante, saber a força do meu vinculo com o Osha era mágico, mas agora, precisávamos ajudar mais um amigo.

— Consegue congelar o colar? – perguntei o vendo responder com a cabeça um sim. – Bem então vamos lá!

Osha começou a tentar congelar o colar, enquanto eu tentava me manter de pé, e suportar a força do ataque do Kyogre de agora a pouco, parecia demorar, mas Osha estava conseguindo, surtia efeito, o colar estava quase congelado, só mais um pouco. Mas para nosso azar, o contador chegou à zero de novo.

Como antes, o que aquele colar liberava causava muita dor, que instinto do Kyogre era lançar um ataque, mesmo que por impulso, agora seria mais um forte ataque do tipo fogo, e devido a o ultimo ataque que já não consegui desviar, esse eu teria menos chances ainda.

Kyogre lançou o ataque, eu reconheceria aquele golpe era um Overheat, ele vinha em nossa direção, quando pensei que o golpe ia nos acertar , Keldeo e Milotic o pararam com Water Pulse, os dois vieram ajudar.

— Obrigado, vocês dois. – Falei agradecendo os dois.

— Nos agradeça depois, vamos ajudar também. — Ouvir isto me deixou feliz.

Apenas olhei para todos e sorri, a situação estava quase sobre controle, eles estavam surpreso, o que para eles era só um grunhido ou um latido para mim era uma frase inteira, com um propósito e significado, eu vou salvar o Kyogre com a ajudar de todos eles.

O colar, finalmente estava congelado, devido a união dos três Pokémon, Oshawott deu apenas o golpe final com a concha partindo aquilo em pedaços, as manchas do Kyogre começaram a sumir, o vermelho em seus olhos diminuía gradativamente com as manchas, sua expressão agora era mais serena, ele estava completamente diferente de antes.

— Kyogre, como você está? – Perguntei vendo ele se aproximar.

Ainda dói, mas menos, obrigado. – Ele agradeceu, ele já estava melhor, já conseguia se concentrar pelo menos. – Humano você consegue me entender?

— Sim eu ainda não sei como, mas eu consigo entender todos, Osha, você, Milotic e Keldeo.

— Você foi presenteado com um dom único, use-o para o bem. – Keldeo falou, a espada de a justiça me apoiar era algo incrível.

— Existem pessoas ruins, eu lembro, eu estava nadando, eles me pegaram, me causaram muita dor, Groudon está preso, a menina de cabelo branco, ela quer, juntar o DNA dos Pokémon, e assim criar híbridos, ela quer nos misturar, e acabar com nossas vantagens e desvantagens, mas isso causa muito sofrimento, muita dor, por favor, vocês tem que impedi-la. — Kyogre falou, agora o sentimento em sua voz, era raiva, um desejo de parar aqueles que lhe fizeram mal.

— Irei descobrir quem ela é, e iremos acabar com os planos dela. — Falou Osha comemorando nossa vitória.

— Eu te prometo Kyogre, vamos ajudar to... — Antes que eu pudesse terminar minha frase, eu havia desmaiado, estava mal, subestimei as dores que sentia, foi o suficiente para me levar ao chão.

Em sonho, eu reprisei todo o capitulo do dia, todos os segundos dele, todo o sofrimento do Kyogre, e a menina de cabelos brancos que ele falou, precisamos encontrá-la, ainda me sinto confuso por entender os Pokemon, apenas do tipo água ao que parece, mas tenho certeza que descobrirei isso com o tempo.

A porta abriu, agora que eu percebi, acho que estava em um hospital, olhei para ver quem era, era Steven e parecia bem preocupado.

— Você nos deu um susto, nunca mais faça isso, por favor. — Ele disse me abraçando.

— Ste o braço. – Ele saiu rápido de cima de min pedindo desculpas. – Tudo bem, acho que acabei o quebrando, né?

— Desastrado, não pode sair por ai tentando salvar todos, você poderia ter morrido.

— Estou aqui não estou? – Ele riu. – Apenas obrigado por confiar em min, alias onde está Osha?

— Está dormindo, o dia foi cansativo para ele, todos estão lá embaixo, mas só um poderia te visitar, então resolvemos que seria eu. — Agora entendo Osha esta tão cansado quanto eu, coitado, ele merece um bom descanso. – Alias o torneio ainda vai acontecer, só estão esperando você se recuperar.

— Fala para eles que eu desisto a minha vitória foi ter salvado o Kyogre. — Eu falei sorrindo, ele apenas concordou que sim. – Ste, posso dormir um pouco?

Ele assentiu que sim com a cabeça, me deu um beijo na testa e desejou um bom sono, e também disse que amanha mesmo eu já estaria livre do hospital.

Fechei os olhos e me posicionei de maneira que não incomodasse o braço, por algum motivo, comecei a lembrar de cinco anos atrás, quando eu era pequeno.

Notas finais
Se vocês gostaram comentem e compartilhem com os amigos; Se não gostaram comentem o que não gostaram para melhorarmos a historia. o/ Ps. O capítulo inteiro se passa na visão do Mamoru.