Pokémon - Two Steel Friends
35 Um grande concerto e um grande furto.
Notas iniciais
Eu sabia que estava sonhando. Tudo que eu podia ver eram alguns flashs. Água, água e mais água. Parecia uma inundação. Havia algumas pessoas e Pokémon sendo levadas pela corrente. Eu escutava sons, porém não conseguia distingui-los. As imagens estavam em tons de sépia, muito brilhantes e desfocadas. Os sons eram distorcidos. Do nada, eu sinto uma sensação de queda e então eu pude finalmente abrir os olhos. Eu estava num dos quartos alugáveis do Centro Pokémon, no beliche de baixo. Eu ainda me sentia sonolento, então me encolho de novo debaixo das cobertas para voltar a dormir.
— Você tá acordado que eu vi! – Falou Tom.
Eu apenas grunhi e voltei a tentar dormir. Eu tinha dormido tarde, não lembro exatamente a hora, mas lembro de ter ido dormir depois da meia noite. Eu não conseguia dormir então comecei a jogar um jogo que tinha comprado ontem mesmo para meu 2DS em uma loja de jogos de Ecruteak. Tom, no entanto, foi dormir umas 10 e meia da noite – e dormiu como uma pedra. Sorte que ele não roncou. Eu então sinto uma cutucada nas costas, bem na lombar. Eu odeio ser cutucado aí, mas fingi que não estava incomodado. Recebi mais cutucadas até perder a paciência.
— Pô, cara! Que chato! Para!
— Agora acordou. – Respondeu, rindo.
— Sigh, já vi que eu não vou ter paz até sair dessa cama. – Eu retiro o cobertor de meu colo e saio da cama – Você tá acordado há muito tempo?
— Não muito. – Respondeu, se despreguiçando – Eu tenho o hábito de dormir até tarde também. Quando eu acordei eu fiquei vendo vídeo esperando você acordar pra a gente tomar café.
— Você esperou até eu acordar?...
— Seria falta de educação ir comer antes de o companheiro acordar, não acha? – Respondeu, sorrindo e dando uma piscadinha – Dessa vez você paga, ok?
— Sinto muito. Gastei meu dinheiro com meu jogo. Eu vou pagar minha comida com meu cartão de treinador. – Dei um sorriso sarcástico e pego minha mochila, indo em direção ao banheiro do quarto – Com sua licença, eu vou me trocar.
— Vai lá, mal agradecido. Da próxima eu não te pago um milk-shake!
Demos uma risada curta antes que eu entrasse no banheiro. Assim que entrei, joguei minha mochila no chão e a abri a procura das minhas roupas casuais. Tirei meus pijamas e num flash troquei de roupas. Aproveitei que estava no banheiro e escovei meus dentes – algo que eu não costumo fazer antes do café da manhã, mas eu não queria dizer “bom dia” sem estar com um hálito “aceitável”. Deixei meu cabelo do jeito que estava, já que eu não me preocupava muito com a aparência no momento, dando apenas uma deslizada com as mãos nos meus cabelos bagunçados. Saindo do banheiro, com a mochila em mãos, vejo Tom com seu Photopad em mãos, fazendo pose para o mesmo.
— Que é que cê tá fazendo? – Pergunto.
— Selfie. – Responde, quase que estático, para não perder a pose. Após bater a foto, ele se vira pra mim, acenando – Vem cá, vamos tirar uma juntos!
— Ok...
Eu pessoalmente não ligava muito para essas coisas, mas vou admitir que é legal tirar fotos com amigos para guardar como recordação. Ele põe a mão sobre meu ombro e dá um sorriso largo. Eu também tento sorrir, mas eu não sou muito bom em dar sorrisos, ainda mais por que meus dentes são meio bagunçados.
— Err... Saiu meio... Ruim...
— É por que eu tô nela.
— Não é por isso. Tipo, você é daquelas pessoas que só consegue dar sorriso verdadeiro quando tá feliz, né?
— Acho que sim...
— Bem, qualquer outra hora tentamos de novo. Melhor tomarmos café. – Falou, se despreguiçando.
Saímos do nosso quarto e fomos em direção à lanchonete do Centro. Compro uma fatia de torta de limão, enquanto Tom comprou um misto quente. Ambos compramos um suco de Maracujá. Hoje era o dia do Outono: 22 de Setembro. Como já se sabia, iríamos ter o Concerto Anual de Outono de Ecruteak hoje. Havia muita conversa sobre o evento, e as TVs do Centro Pokémon noticiavam os preparativos finais do Concerto, que iria acontecer às 6 da tarde. Enquanto comíamos, acabei notando que Tom me encarava com uma certa cara de repulsa.
— Qui Phoi? Munch.— Perguntei, saboreando minha deliciosa torta de limão.
— Dá pra parar de fazer esses sons?
— Gulp. Que “sons”? Slurrrp. — Perguntei inocentemente, tomando mais um gole de suco.
— Esses sons. – Respondeu, já sem paciência.
— Oh! Entendi. O som de comida, né? Eu não vejo problema nele. Aliás, ontem você também não reclamou!
— Acredite. Aquilo foi uma tortura. – Disse, bufando e fazendo uma pequena pausa para morder seu sanduiche e tomar um gole do suco. Silenciosamente, é claro – Só tenta diminuir o barulho, p’favor! Eu realmente não gosto desses barulhos.
— Tá, vou tentar. – Respondi, dando um sorriso compreensivo. Peguei um pedaço da torta e a mastiguei, tentando ser mais silencioso.
— Melhor. – Respondeu, mais aliviado.
Enquanto terminávamos, um rapaz estranho, usando chapéu, sobretudo e óculos escuros chegou até o balcão do Centro. Além de suspeito ele parecia meio perdido. Ele falou num tom meio baixo, então eu não consegui escutar. O rapaz pareceu ter obtido sua informação, agradecendo e saindo de cabeça baixa, para que seu chapéu “protegesse” seu rosto.
— Você viu aquele cara?
— O que tava todo coberto? Vi. Se eu não me engano ele perguntou aonde ia ser o Concerto.
— Você ouviu? – Perguntei surpreso.
— Nem tanto. Ele falou muito baixo. – Ele faz uma pausa e tomou os últimos goles de seu suco. Após isso, ele suspirou e voltou a falar – Eu escutei mais o que a Joy falou, sobre aonde era o local. Aí eu só juntei as peças.
— Hm... Entendo... – Eu comecei a olhar o local por onde ele havia passado. Parecia que as pessoas estavam meio confusas sobre quem ele era. A Joy apenas bufava e passava a mão no rosto para tentar relaxar. Ela com certeza via centenas de pessoas estranhas todo dia, então era meio estressante – Aquele cara era meio estranho, né?
— Ele parecia mesmo era aqueles caras que vão comprar “certos produtos de entretenimento”. – Falou, dando um sorriso de lado e fazendo “aspas” com as mãos.
— Que prod... Ah. – Eu não havia entendido de primeira, mas acabei refletindo rapidamente e entendido o que ele falou, o que acabou gerando algumas risadas.
Após o nosso café da manhã, pegamos nossas coisas e saímos do Centro. Fomos até a praça principal, aonde iria ocorrer o tão esperado evento. Ela estava bem movimentada. Fomos até o local aonde estava o palco e acabamos escutando uma gritaria. Nos aproximamos e vimos dois rapazes com ternos super elegantes discutindo. Um tinha cabelos castanhos e usava óculos, o outro tinha cabelos pretos.
— NÃO, AUGUSTO. EU NÃO VOU TOCAR SEM MEU VIOLINO. – Gritou o rapaz de cabelos castanhos.
— Calma, Gui! – Disse o outro, de cabelos pretos – A gente vai achar! Se caso não a gente usa um substituto...
— Senhor Augusto Dumyer. Você está com algum problema de audição devido ao uso do violino perto demais do ouvido? PELA MILÉSIMA VEZ: NÃO HÁ SUBSTITUTOS PARA MEU VIOLINO!!
— Err... Desculpem me intrometer, mas o que aconte--
— REALMENTE VOCÊ ESTA SENDO INTROMETIDO, GAROTO. SUMA DAQUI. – Respondeu de forma totalmente grosseira o rapaz, que estava visivelmente irritado, de cabelos castanhos.
— GUILHERME!! – O homem de cabelos pretos — que pelo que parecia, se chamava Augusto — chegou mais perto de mim e fez uma breve reverência – Mil perdoes pelo meu companheiro aqui. Ele está tendo um péssimo dia, mas ele no geral é um rapaz muito gentil. NÉ GUILHERME?!
O rapaz ajeita o óculos e dá uma bufada, ele então vem até mim e faz uma reverência, apoiando a mão sobre meu ombro logo após – Desculpa, garoto. Eu não queria gritar com você daquele jeito... E-eu só tive um dia difícil, entende...
— Não, tudo bem. Eu também sou assim quando tô nervoso! – Falei, coçando a cabeça e forçando um sorriso. De fato eu me sentia melhor depois das desculpas, mas aquele grito machucou.
— Bem, mas o que aconteceu. Do jeito que o senhor estava parecia sério! – Perguntou Tom.
— Veja bem, eu faço parte da seção principal de violinos do concerto. Estava tudo bem até que eu resolvo tomar um ar no parque para tentar me livrar do nervosismo e quando eu volto... Adivinha: O meu Violino havia sumido! – Ele então respira fundo e passa a mão na testa, expressando uma visível preocupação – Aquele Violino é único! É especial para mim! Foi dado pelo meu avô...
— Entendo... Valor sentimental, né? – Perguntei.
— Exato. Fora o fato de que eu sou muito mais acostumado a tocar com ele que fica difícil de usar outro.
— Hm... – Eu começo a pensar e então tomo uma decisão – Vamos ajudar você a achar o seu Violino!
— “Vamos” quem? — Disse Tom, estranhando.
— Nós, Tom.
— Err... Sony, a gente não deveria se meter nesses assuntos, fora que isso é arriscado... Vamos deixar pra polícia, ok?
— Deixa de medo, Tom. Ajudar os outros faz bem!
— Sinto, mas ele tem razão. – Respondeu Guilherme – É melhor deixar com a polícia. Eu arrumo um substituto mesmo. Melhor deixar como está do que cutucar e piorar.
— Ah, vamos lá! Quanto mais ajuda melhor! – Insisto, fazendo um sorrisinho meigo. Sem querer acabo percebendo alguém passar ao longe pelo parque o mesmo homem que vimos no centro no início do dia. Ele estava carregando uma sacola grande e escura. E estava andando rápido, indo em direção à uma das saídas do parque – Hey, eu vi aquele cara mais cedo!
— Qual cara?... – Perguntou Augusto, olhando pros lados.
— O estranho de sobretudo! – Apontei – Lembra dele, Tom?
— Lembrar eu lembro... Mas eu não me lembro dele ter nada nas mãos... – Observou.
— Eu acho que eu também vi ele perto dos camarins... – Disse Augusto – Mas deve ser só coincidência...
— Ou não! – Interrompo – Vamos apenas fazer algumas perguntas. Quem não deve, não teme. – Eu vou andando até o homem, que se movia desconfiado. Chamo sua atenção com um “Ei, moço”, mas o mesmo parece se assustar e sai correndo – Mas hein?
— Por que ele correu? – Perguntou Guilherme – Isso não parece reação de alguém “com pressa”. Ele parecia estar fugindo!
— Então vamos atrás dele! – Saco a Pokéball de Steven e a lanço – Steven, hora de sair! Vamos pegá-lo!
— Laai! – Responde o Pokémon, assim que sai da Pokéball.
Uma vez com Steven liberado, saímos correndo em direção do homem suspeito. Guilherme, Augusto e Tom correram logo após. O homem misterioso acabou por entrar por entre as árvores do parque, então eu o perdi de vista – porém eu não desisti. Pedi para que todos corressem cada um em uma direção. Se tivessem algum Pokémon que pudesse voar ou “rastrear” o suspeito, isso iria ser de grande ajuda. Inclusive por isso, eu lancei a Pokéball de Owly para que pudesse ajudar, mas o mesmo parecia não se sentir bem. Eu resolvo deixá-lo na Pokéball e continuar procurando por solo. Acabamos nos encontrando no ponto inicial, sem notícias.
— Que droga, pra onde ele foi? – Pergunta Guilherme, inconformado.
— Eu tenho um Arcanine! Ele pode ajudar! – Thomas pega a Pokéball de seu parceiro e a lança – Arnie! Nos ajude! Procure por qualquer cheiro suspeito!
— Aurf! – Respondeu. Ele então começou a farejar e rapidamente detecta o um odor. Ele começa a correr em direção a ele, e nós o acompanhamos. Quando Arnie para, ele aponta para uma árvore.
— Ele está aí, garoto?
— Aurf!
— Estranho. – Comenta Guilherme – Não vejo ninguém...
E então, da copa das árvores, se nota um movimento e algumas folhas caem. Observando aquilo, dou um passo a frente e chamo a atenção de Steven – Encontrei! Steven! Iron Head na àrvore!
Steven corre, focando grande energia em sua cabeça, e cabeceia a árvore, fazendo-a tremer, derrubando folhas, frutos, galhos, e uma coisa mais especial: O nosso suspeito. Ao cair, o chapéu do homem cai de sua cabeça, revelando um cabelo cor de lavanda. Sua sacola ficou pendurada num galho, mas acabou revelando o que tinha dentro: um Violino. Possivelmente o que foi tomado de Guilherme. Ele estava por um triz, o que fez o rapaz se desesperar. Ainda sim, meu foco era o rapaz que caiu da árvore.
— Eu conheço esse cabelo... – Reparo.
— Argh... Você de novo! – Fala, se levantando e praticamente arrancando os óculos escuros de seu rosto, revelando a identidade da pessoa: Mujirou. Um dos Executivos da Equipe Rocket – É. Fui eu quem roubei essa droga de violino. O que é que tem?
— NÃO FALA ASSIM DO MEU INSTRUMENTO!!
— Dane-se. Eu já fiz o que eu tinha que fazer. Mas só por me fazerem cair vocês vão pagar!
— Ih, ó lá! O cara rouba e ainda fica cheio de direito. É brincadeira, viu. – Diz Tom, fazendo deboxe.
— Este é o “Mujiru” pra você. – Respondo.
— COMO OUSA ERRAR O NOME DE UM EXECUTIVO DA GRANDE E RENASCIDA EQUIPE ROCKET? – Grita – Se pronuncia “Moh-gi-rouh”, não “mujiru”!
— Olha, meu senhor. Não nos importamos com o jeito que se pronuncia seu nome ou o à que grupo você faz parte, certo? Apenas saia da frente pra pegarmos meu violino e ninguém se machuca. – Pediu Guilherme, tentando emular gentileza, mesmo estando sem paciência.
— Nem ferrando! – Mujirou saca suas Pokéballs e lança-as, liberando Arbok, Weezing, Victreebel e Yanmega – Vem pegar agora!
— Sigh... Não era minha intenção chegar nesse ponto, mas você me provocou. – Guilherme saca uma Pokéball e a lança, revelando um Pokémon vermelho com asas e alguns detalhes pretos, com formato insetóide, que bateu suas asas e roçou um braço no outro, formando um som parecido com um violino – Kricketune, use Bug Buzz!
— O Pokémon então obedece, roçando seus braços de maneira incrivelmente rápida, criando um som parecido com um violino desafinado, tocando uma trilha sonora de terror em um alto volume, afetando todo o time adversário, mas causando um certo desconforto nos nossos tímpanos.
— AAAARGH! QUE SOM HORRÍVEL! – Gritou Mujirou, com as mãos nos ouvidos – Victreebel! Sludge Bomb!
O Pokémon então “vomita” uma grande quantidade de ácidos e venenos, lançando-os em forma de uma bola super concentrada sobre nós.
— Não vai não! – Augusto então saca uma Pokéball e lança-a, revelando um Pokémon pequeno e branco, com manchas vermelhas. Ele era redondo e tinha curtos bracinhos e uma calda em forma de papel. Em cima de sua cabeça, tinha uma outra bolinha de cor amarela. Ao sair da Pokéball, o Pokémon fez um belo som de sino – Chimecho! Light Screen!
O Pokémon então criou uma barreira na frente de todos nós e impediu a grande bola de substâncias tóxicas de nos atingir.
— Droga! Victreebel! Use Leaf Blade! — O grande Pokémon então estende sua vinha, com a sua ponta brilhando em um verde intenso. Ele então pula e golpeia Chimecho – Boa, Victreebel! – O Pokémon então, se vira feliz para seu treinador e saltita até ele, mordendo sua cabeça como carinho – AI, AQUI NÃO!!
— Ownt, que fofinho! – Riu Tom – Mas voltando pra a batalha! Arnie, use Flame Burst!
O grande Pokémon canino abre sua boca e cospe uma grande bola de fogo, que bate no Victreebel, explodindo e atingindo os outros Pokémon, assim como o próprio Mujirou.
— AAAAAH! MEU CABELO ESTÁ PEGANDO FO-GO!!
— Eu apago! Steven! Rock Slide neles!
Steven então cria várias pedras sobre o ar, que caem em cima de todos os Pokémon e Mujirou.
— PAREM DE ME ATACAR! ISSO MACHUCA SABIA?! – enquanto isso, o Weezing se prendia para não deixar seus gazes escaparem, mas acaba soltando uma grande quantidade deles, que em contato com as chamas que ainda estavam ali, formou uma grande explosão, que lançou todas as pedras para todos os lados, e fazendo Mujirou e seus Pokémon serem jogados pra trás, deixando-os inconscientes.
— Foram os gases! – ri.
Quando a poeira baixou, notou-se que a sacola em que o violino estava começou a rasgar, quase derrubando o Violino. Antes que isso ocorresse, Guilherme se jogou para evitar que ele caísse no chão – Ah, que bom que eu peguei ele a tempo! – Ele caminhou até nós e fez uma reverência – Obrigado por me ajudarem, rapazes. Vocês foram de grande ajuda.
— Ah, não foi nada! – Respondo, encabulado – Bem, vamos voltar pro centro do parque e falar pra Polícia que achamos o violino roubado.
Todos concordam e saímos daquele local. Nos direcionamos para os camarins, onde encontramos os policiais, fazendo rondas e interrogatórios. Explicamos o acontecido e eles resolvem que irão procurar por Mojirou, afinal, querendo ou não ele cometeu um crime, mesmo que tenhamos recuperado o objeto furtado e o deixado inconsciente. Agradecidos, os músicos decidem nos colocar na lista VIP do concerto, deixando que fiquemos mais perto do palco e dando permissão para que peguemos autógrafos e possamos ter breves conversas com alguns músicos. Aceitamos muito agradecidos e esperamos até a grande hora do concerto, chegando cedo na hora da apresentação. As músicas tocadas foram simplesmente de tirar o fôlego. Algumas eram intensas e animadas, outras eram mais tristes e lentas, que acabavam se tornando felizes em alguns pontos, mas ainda sim calmas... O que mais surpreendeu foram as partes em que, no meio de toda aquela música clássica, entraram músicos com guitarras e teclados emulando algumas leads e synths muito boas – e combinavam perfeitamente com a música, por mais incrível que pareça. No final, eu estava maravilhado. Nesse exato momento, eu comecei a me interessar por música. Principalmente violinos. Tom estava tão maravilhado quanto eu, e estava super feliz por ter gravado a maioria das músicas antes que a memória enchesse e ele só pudesse tirar fotos.
No final acabamos conversando com Guilherme e Augusto de novo, aonde conseguimos alguns autógrafos e fotos. Eu então revelo minha vontade de aprender violino para eles, e eles ficam felizes por saber disso, pedindo pra que se eu quero isso mesmo, eu não devo desistir dos meus sonhos.
No fim do dia voltamos para o Centro Pokémon e comemos um bom jantar, discutido o quão bom aquelas músicas foram. Mas toda aquela alegria foi interrompida por parte quando vimos que alguns treinadores haviam tido seus Pokémon roubados antes e durante o evento. Pelo que parece, a Polícia estava ocupada com Mujirou, então foi mais fácil dos assaltos ocorrerem. Duas coisas me chamaram atenção: Apenas Pokémon Elétricos foram roubados e quem os roubou foram pessoas vestindo roupas pretas com algum detalhe em vermelho. Eu já tinha visto esse tipo de roupa antes. Juntando todas as peças, o roubo do instrumento não foi algo isolado. Foi uma armadilha. Mas para que? Fiquei pensando nisso durante a noite, antes de conseguir dormir com o som da chuva que caia na cidade naquela noite.
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