Pokémon RainStorm

25 Capítulo 20: Futuro


Notas iniciais
Olá amadas e amados leitores! Fico feliz em trazer um novo capítulo para vocês! Dessa vez outro capítulo longo, isto já está virando o usual, mas não se acostumem, pois os próximos devem ser menores rsrsrs. Como sempre agradeço a todos que estão lendo, comentando e apoiando a fic! Hoje, quero agradecer especificamente a Pikachu Saito por ter recomendado minha história, sei que já te agradeci, mas agradece de novo, não custa nada rsrsrs. Antes de lerem o capítulo, quero pedir que assim que terminarem de ler, leiam as notas finais, pois darei alguns avisos importantes sobre a fic lá! Bem, por enquanto é isto! Boa leitura!

Um dia da caça e outro do caçador.


Cidade de Aquacorde, 25 de outubro de 2016.

Depois de todos os acontecimentos na floresta, Ludger, Chasseur e os outros foram levados presos pela polícia de Santalune. Ao retornamos a Aquacorde e Viola explicar toda a situação para a população, fomos recebidos como heróis, cheguei a ficar um pouco envergonhada com as pessoas gritando “Serena Akari” em comemoração.

Infelizmente, alguns se machucaram bastante. Shiro teve um grande queimadura por gelo nas costas e teve sua mão furada, mas William conseguiu cuidar de seus ferimentos facilmente.

De acordo com ele, a Evelyne foi um caso mais complicado por ter perdido muito sangue, felizmente eu possuo o mesmo tipo sanguíneo que o dela, O negativo. E não apenas isto, mas William me disse que ela quebrou algumas costelas, felizmente ele conseguiu resolver este problema e depois de alguns dias de descanso, ela estaria 100% de novo. Ainda me pergunto, como foi que ela conseguiu destruir a máquina sozinha.

Mas o pior caso, foi o de Katherine. William disse que ela perdeu muito sangue e que teve diversos ossos quebrados, intensificando nos dois braços que quase foram destroçados. Ela ainda disse que ela teve sorte de ficar viva e que se tivéssemos demorado um pouco mais para cuidar dela, ela não aguentaria. Tenho certeza que ela teve uma batalha difícil contra Chasseur.

Depois de cuidar de Katy, William disse que ela dormiria por alguns dias e todos desviam descansar, principalmente Eve, que também estava bem ferida.

Nos conseguimos salvar a floresta e parar Ludger e os outros, mas não parecia tanto uma vitória, além do que aconteceu com a Mirai, alguns se machucaram muitos e todos ficaram preocupados com a Katy.

Cidade de Aquacorde, 26 de outubro de 2016.

— Eu entendo a preocupação de vocês três, mas entendam que não podemos fazer nada pela jovem Katherine. Ela ainda vai dormir por um bom tempo. Já é um milagre ela não ter perdido os braços e eles terem começado a se regenerarem. – contou William para os três acompanhantes de viajem da garota furisode. – No momento, todos devem descansar, principalmente você, senhorita Evelyne.

Os três assentiram tristemente e retornaram a seus quartos.

Logo depois, William dirigiu-se até o quarto de Serena, bateu em sua porta e depois de ser convidado entrou. Apenas Serena estava no quarto, sentada em um escrivaninha, escrevendo algo em um caderno.

— Senhorita Serena, vim fazer um relatório sobre Katherine. – avisou William.

Serena se virou para ele e o fitou.

— Eu sei que a senhorita já deve ter percebido, mas a jovem Katherine, se cura estranhamente rápido. Primeiro quando ela foi atacada pela Yuki e agora neste momento, os seus braços já estão se curando. Diria que se não fosse por essa rápida cura, ela provavelmente teria que amputá-los. Felizmente, não precisaremos fazer isto e ela se recuperará. – William respirou profundamente e continuou. – A senhorita já sabe onde eu estou querendo chegar, creio que a jovem Katherine, por algum motivo, tenha alguma ligação com a Energia da Vida.

— Eu concordo com você. E não é apenas a rápida recuperação, mas desde a primeira vez que eu conversei com ela, pude perceber algo diferente nela que não sei bem como explicar, era como se ela passasse uma sensação quente. – contou Serena.

— Entendo o que a senhorita quer dizer. Talvez, seja apenas a personalidade dela. – sorriu William.

— É uma possibilidade. – riu Serena.

— Tem mais uma coisa. A floresta de Santalune iniciou o processo de recuperação das áreas afetadas, mas estranhamente, a área onde Katherine batalhou contra Chasseur, está se recuperando de forma mais rápida.

— Talvez seja uma coincidência. A quarta máquina podia estar quebrada ou com algum defeito e sugou menos energia do que as outras.

— Mesmo assim é algo estranho.

Serena respirou profundamente e disse:

— Bem, vamos deixar isto de canto. Katherine ter ou não algo a ver com a Energia da Vida, não vai mudar o fato que somos amigas. Quero que esta informação que me disse agora, fique apenas entre nós. Não quero colocá-la em nenhuma outra situação perigoso.

— Concordo, senhorita Serena. – William sorriu. – Já ia me esquecendo, mas deixaram isto para você.

William entregou um envelope para Serena e saiu do quarto. Ao abrir o envelope, Serena viu uma pokébola no tamanho de uma bola de gude, apertou o botão do meio e ela retornou para seu tamanho original. No envelope, também havia uma carta, ela pegou e resolveu lê-la.

“Cara Serena Akari, depois de refletir, percebo que eu estava errado e terei que pagar por isso. Felizmente, sei que cumprirá sua promessa e cuidará da minha neta. Anotei todas as informações que precisa saber no verso.

Também resolvi deixar um velho companheiro meu com você, a prisão não é um lugar para ele, afinal mesmo sendo velho, ele ainda tem as chamas de um jovem aventureiro dentro dele. Ele me ajudou muito em minha jornada e tenho certeza que vai te ajudar na sua. Conversei com ele sobre você se tornar a nova treinadora dele e ele aceitou de bom grado.

Por favor, tome conta do meu antigo companheiro, Hydreigon.

Mauser Aoki.”

3 dias depois.

Cidade de Aquacorde, 29 de outubro de 2016.

Depois de passar 5 dias dormindo, Katy finalmente acordou. Houve uma pequena comoção, mas todos ficaram felizes. Contamos para ela, como tudo terminou e que ela teve um grande papel na salvação da floresta. Tudo estava bem, mas ao ouvir sobre Viola, ela começou a ficar eufórica.

— É mesmo! Eu ainda tenho que treinar bastante para poder ficar tão forte quanto Viola. Eu quero logo batalhar contra ela, mas preciso treinar primeiro. É isto que eu vou fazer. – falava Katy para si mesma euforicamente.

— Vá com calma! Você acabou de acordar e ainda tem que descansar para se recuperar. Seus braços estão enfaixados e devem ficar em repouso por mais tempo ou você quer amputá-los? – indagou William.

— Claro que não! – respondeu Katy assustada.

— Então, você precisa ir com calma. Não vai adiantar nada, treinar agora, se você se machucar de novo.

— Mas, é que eu queria treinar. – suspirou Katy com voz baixa e triste.

— Você acabou de acordar, mas já está energética como sempre. – riu Serena. – Eu tive uma ideia. Eu ainda posso te treinar, mas você não vai mais correr juntos dos Pokémons. O propósito de treinar o seu corpo junto dos pokémons, é para você conhecê-los melhor e criar laços maiores com eles, mas você já tem mais do que o suficiente disto. Então, o que acha? Eu posso continuar te ajudando no treinamento, assim você vai poder treinar e eu posso supervisioná-la para não passar dos limites.

Katy assentiu rapidamente.

— William? Posso treiná-la? – indagou Serena ao médico.

— Era melhor que ela continuasse de cama, mas acho que se for apenas os pokémons dela, não terá problema. – respondeu ele.

— Então está decidido. – sorriu Serena.

— Vamos começar agora! – pediu Katy ansiosa, quase pulando da cama.

— Jovem Katherine, já disse para ir com calma. Vou deixar a Serena continuar seu treinamento, mas por hoje, você vai ficar de cama descansando. – alertou William.

— Está certo. – disse Katy de cabeça baixa e depressiva,

Todos riram da reação da garota furisode.

Cidade de Aquacorde, 30 de outubro de 2016.

Katherine voltou a seu treinamento, onde eu a ajudei bastante e dei várias dicas, sinto que ela ficou bem feliz em poder treinar novamente. Na verdade, todos estavam bem felizes nestes dias, acho que não via todo mundo assim, desde que Mirai partiu.

No meu da noite, eu acordei para ir no banheiro e no caminho, vi Katy treinando sozinha a noite com seus pokémons, em especial a Zubat. Fiquei com vontade de dar uma bronca nela, mas ela parecia estar se divertindo muito, que fiquei com pena e resolvi, apenas, observá-la para ela não exagerar.

3 dias depois.

Cidade de Santalune, 02 de novembro de 2016.

Chasseur, estava em um carro da polícia, sendo transportado de Santalune para Lumiose. Ele ficava sentando, preso em algemas, no banco de trás do carro, enquanto nos bancos da frente haviam dois policias que estavam conversando e Chasseur ouvia tudo.

— Estamos levando ele para Darkouse? – indagou a polícia do banco de carona.

— Sim, parece que além de um criminoso bem procurado, ele já esteve preso e conseguiu fugir. Darkouse, é a primeira opção para ele, assim ele não vai poder fugir e terá passar o resto de sua vida numa cela. – respondeu o que dirigia.

O carro dirigia na estrada, mas então uma pessoa apareceu, repentinamente, na frente do carro.

— Cuidado! – exclamou um dos policias.

O policial que dirigia deu um freio brusco que fez o carro rodopiar, quando finalmente pararia, um enorme pedaço de gelo acertou o carro, o fazendo girar e cair de cabeça para baixo. Os dois policias bateram a cabeça e desmaiaram, Chasseur permaneceu consciente e rastejou-se até o lado da porta, e começou a chutar com seus pés para se libertar. Quando a porta finalmente abriu ele finalmente sairia, alguém o puxou para fora, o jogou no chão e o chutou.

Chasseur cuspi sangue, e tentou ver quem fazia isto, foi então que um sorriso enorme apareceu na frente de seu rosto.

— Hello! – disse Yuki.

— Nevasca Bipolar? Então é esta a sua outra personalidade. – Chasseur riu. – Veio me libertar?

— Te libertar? Acho que ouve uma pequena confusão. Não te culpo, mas você devia se lembrar. – sorria Yuki.

— Me lembrar do que? – indagou Chasseur.

— Você deve está ficando velho. Você até me disse que esperaria por hoje ansiosamente. – Yuki botou um dedo nos lábios como se estivesse pensando, mas continua sorrindo. – O que era mesmo, que você estava esperando, o que era mesmo… Me lembrei!

Ela deu pulos de “felicidade”.

— No dia que nos conhecemos, eu prometi que te mataria, e vim hoje cumprir a promessa. – Yuki sorriu inocentemente, mas, ao mesmo tempo, de uma forma assotadora.

— Você é apenas falação. Sei que não tem coragem para fazer isto. – comentou Chasseur.

— Se você acha, tudo bem! De qualquer forma, vamos começar! Yupi!

Aviso! (A próxima cena podem ter uma violência maior do que a classificação da fic, leia apenas se não se importar com cenas mais violentas. Colocarei um pequeno resumo em baixo dela, sobre o que aconteceu, sem detalhes para quem não quiser ler.)

Yuki deu uma joelhada no queixo Chasseur, depois agarrou seus dois braços e os girou, os quebrando. Chasseur soltou um grito de dor.

— Já está gritando? Mas estamos apenas começando. – Yuki pegou uma faca de seu bolso e se aproximou de Chasseur que tentava rastejar para longe.

— Quer brincar de Persian e Ratata? Tudo bem. – sorria Yuki. – Vem cá Ratatazinho, vem cá!

Yuki pisou nas pernas de Chasseur com tanta força, que chegou as quebrá-las e Chasseur soltou outro grito.

— De novo? É só isso que você sabe falar? – indagou Yuki sorrindo como sempre.

— Sua desgraçada, eu vou me libertar e vou te tortura tanto que quando não sobrar mais nada, você vai desejar morrer! – ameaçou Chasseur.

— Olha, o Ratatazinho sabe falar outra sem ser aaaaa. – Yuki agarrou o braço de Chasseur caído no chão que não conseguia fazer mais nada e com a faca começou a esfolar ele.

Chasseur começou a gritar e contorcer de dor, se debatia e tentava se libertar, mas Yuki não o deixava fugir, depois de alguns minutos, ela já havia arrancado, toda a pele de um de seus braços.

— Vadia! Eu vou te matar! – berrou Chasseur ainda se contorcendo e dor.

— Olha! Parece que o outro braço ficou com ciúmes, mas não se preocupe! Eu posso cuidar dele! – Yuki enfiou a faca no outro braço de Chasseur e começou a esfolá-los também. Chasseur nunca havia sentido tanta dor, e se contorcia sem parar. – Prontinho, acabou. Agora os dois braços vermelhinhos parecem gêmeos.

Chasseur estava caído no chão e precisa fazer forçar para falar.

— Você vai se arrepender.

— Sinto muito, mas eu tenho certeza que não. – Yuki sorriu mostrando os dentes. – Está hora de seguirmos para a próxima fase!

Yuki pulou de euforia

— Sabe, Chasseur, eu ouvi falar que você gosta de cegar pessoas. Me pergunto o porquê, mas eu acho que já sei. Você quer saber como é que as pessoas enxergaram sem seus os olhos, não é mesmo? Não se preocupe, vou te ajudar com isto.

— Não, não!

Yuki pegou a faca de sua mão e a enfiou no globo ocular esquerdo de Chasseur e depois puxou para fora, arrancando o olho. Quando Yuki o tirou, um jato de sangue saiu pelo buraco, tanto que acertou a roupa toda de Yuki. Ela então segurando a faca, ainda presa no olho, a levou até sua boca e mordeu o globo ocular, logo depois cuspiu.

— Nojento! Como parecia gelatina, achei que fosse gostoso, mas você tem um gosto muito ruim. – contou Yuki.

— Filha da… – Chasseur tentava falar algo, mas já não tinha força.

— Agora, está na hora do outro olho! – Yuki enfiou e o arrancou como fez com o anterior, outro jato de sangue saiu pelo buraco e uma enorme poça embaixo de Chasseur se formou, onde ele caiu deitado, já não tinha mais forças para nada.

Yuki chegou ao seu lado e levantou sua cabeça.

— Finalmente conseguiu o que queria! Me diz como é o mundo que os cegos enxergam? – indagou Yuki, mas Chasseur não respondeu nada. – O que foi, o Persian comeu sua linguá?

— Eu vou te matar, não importa o que tenha que fazer, vou até o inferno atrás de você. Vou te caçar para sempre! – falou Chasseur usando suas últimas forças.

— Um dia da caça e outro do caçador. – Yuki cortou a garganta de Chasseur que expirou sangue em toda sua roupa.

Chasseur caiu morto na poça de sangue.

— Que droga! Melei minha roupa, vou ter que me trocar. – comentou Yuki inocentemente como se nada tivesse acontecido.

Resumo para quem não leu (Depois de torturá-lo, Yuki mata Chasseur brutalmente.)

Cidade de Aquacorde, 03 de novembro de 2016.

Katy estava em seu quarto, seus braços não estavam mais engessados, mas ainda enfaixados. Ela já estava quase 100% e se arrumava. Depois de colocar seu clássico furisode branco com detalhes negros, que Serena costurou depois da batalha de Chasseur, preparou-se para sair, mas então se lembrou de algo. Olhou para sua escrivaninha e viu o chaveiro de Bidoof que Mirai a tinha dado.

Ela o pegou e guardou dentro do furisode, era seu novo amuleto da sorte. Katy finalmente saiu do quarto.

— Viola se prepare, pois eu já estou indo. – pensou Katy.

Ao sair do quarto Katy se juntou aos irmãos, a princesa, a Serena e a Calem. Juntos partiram para a Cidade de Santalune onde Katy desafiaria Viola pela primeira vez.

Cidade de Santalune, 03 de novembro de 2016.

Viola, estava em sua casa, junto a um homem jovem de cabelos ruivos e olhos vermelhos, ele vestia a camisa social vermelha e por cima um terno preto. O homem mostrava as fotos do assassinato de Chasseur para Viola, que não se sentia muito bem vendo aquilo.

— Essas não são fotos que eu gostaria de tirar. – comentou Viola.

— É verdade, foi algo extremamente brutal. – O ruivo guardou as fotos. – De acordo com os policias que estavam no carro, e depois de pesquisar um pouco, tudo aponta que a assassina foi a Nevasca Bipolar.

— E qual seria o motivo do assassinato?

— Não faço a mínima ideia, mas acredito que os dois não se davam muito bem, além de que é impossível prever a Nevasca Bipolar.

— Entendi, mas o que você faz aqui? Achei que você estivesse investigando aquela organização secreta? – indagou Viola.

— E estou, o que tudo indica é que a Nevasca Bipolar tem alguma relação com esta organização. Quando soube que ela tinha sido vista por aqui, resolvi vir investigar, mas parece que já foi tarde demais. – respondeu o ruivo.

— Tem uma coisa que não entendo. Qual é objetivo dessa organização? Tudo o que minha irmã me fala é que ela parece estar atrás de dinheiro. Mas isto é estranho, se fosse apenas para ganhar dinheiro, era mais fácil assaltar um banco do que fazer trabalho de mercenários e agir na surdina.

— Você tem razão, o fato é que ainda não temos ideia do objetivo dela e isto faz suas ações serem cada vez mais estranhas. – concordou o homem. – Falando na sua irmã, onde a Alexa está?

— Ela deve estar na cidade de Dendemille, ela me disse que queria fazer uma entrevista da líder de ginásio de lá. – respondeu Viola.

— Dendemille é uma cidade muito bonita, você devia ter ido com a Alexa, tenho certeza que você adoraria tirar muitas fotos lá. – contou o ruivo.

— Não pude ir, afinal precisava ficar tomando conta do ginásio, mas na próxima vez eu vou! Além de tirar as fotos, gostaria de conhecer a líder de ginásio de lá.

Os dois continuaram conversando até que o celular da Viola tocou.

— Aló… Sim… Estou indo. – Viola sorriu e desligou o celular. – Eu já tenho que ir, tem uma desafiante me esperando no ginásio!

— Você parece estar ansiosa.

— E estou! Já faz um tempo que a conheci e desde então, achei que ela seria uma oponente formidável. – contou Viola.

— Vou me deixou intrigado, posso assistir a batalha? – indagou o ruivo.

Viola sorriu.

O ginásio de Santalune era uma grande mansão, sua arquitetura era muito bonita, era feita de mármore dourados e era possível perceber diversas janelas brilhantes que criavam uma bela harmonia. Por dentro, no hall de entrada, parecia um museu. Era enorme e diversas fotos, principalmente de pokémons, estavam penduradas nas paredes. Os seis que tinham vindo de Aquacorde, estavam neste hall, esperando Viola chegar. Katherine observa as fotos com muita admiração, achava elas muitos bonitas.

— São todas incríveis! Quem tirou elas deve ser um ótimo fotografo. – comentou Katy.

— Fotografa. Todas as fotos que desta galeria foram tiradas por Viola. – contou Serena.

— Então, além de uma líder de ginásio incrível, ela também é uma fotografa incrível. – admirou Katy. Foi então que ela viu uma foto que fez seus olhos brilharem. – É um Bidoof dourado! Olha que fofo!

— É… eu acho. – disse Serena.

O tempo passava e finalmente Viola chegou acompanhado de um homem ruivo.

— Desculpa a espera! – Viola já estava com sua máquina tirando fotos do sexteto. – Olha a foto ficou linda.

Viola mostrou a foto para o grupo.

— Já tem um tempo que não nos vemos, principalmente você Katherine! Da última vez que te vi, você estava dormindo, ficou feliz que esteja bem! – contou Viola. – Veio desafiar o ginásio, não foi?

Katy assentiu sorrindo.

— Muito bem, vamos para o campo de batalha. – Viola parecia ansiosa. – Já ia me esquecendo, este homem me acompanhando é …

— Katherine! Então a treinadora de quem Viola estava falando era você. – disse o ruivo.

— Clare! – exclamou Katy surpresa.

— Conhece ele? – indagou Kuro.

— Sim! Foi ele que me ajudou a capturar o Goomy e conseguir minha Pokédex! – sorriu Katy. – Ele é Clare Stafield, um integrante da Elite dos Quatro, o Cavaleiro Carmesim.

Kuro, Shiro e Evelyne pareceram surpresos.

— Então você já conhece o Clare. – comentou Serena.

— Serena! Calem! – Clare pareceu surpreso em vê-los.

— Vocês também conhecem ele? – indagou Katy.

— Sim, o senhor Clare foi o professor da Serena. – contou Calem.

— Você teve Clare como seu professor! Que incrível! – Katy segurou as mãos de Serena a admirando.

Serena suspirou e disse:

— Bem, ele me ajudou bastante, mas pode ter certeza que ele não é um professor tão bom.

— Serena, deixa isto pra lá! Já faz tempo que aconteceu. – pediu Clare.

— Sim, já faz tempo. Mas mesmo assim você me deixou sozinha presa e perdida numa floresta cheia de pokémons perigosos! – berrou Serena.

— Me desculpe! Foi sem querer! É que, bem, você sabe, tive uma emergência.

— Emergência? Pelo que me lembro, você me largou para ir beber e paquerar num bar!

— Você está certa, foi erro meu! Me desculpe! – Clare ficou de joelhos para Serena enquanto pedia desculpas.

— Está bem, eu te desculpo. Afinal, já faz muito tempo mesmo.

Clare segurou as mãos de Serena e com um sorriso no rosto disse:

— Sabia que você entenderia, minha querida Serena.

— Não precisa disso, mas se está mesmo arrependido… – Serena corou. – Venha nos visitar mais vezes.

— Pode apostar que eu vou! – sorriu Clare.

— Maldito! – pensou Calem ao ver Serena corar para Clare.

— Não quero ser estraga prazeres, mas acho que já está na hora de começarmos está batalha. – disse Viola.

— Eu concordo. – Katy fitou Viola.

Katy estava em pé em um círculo de madeira, a sua frente, a alguns metros, estava Viola em cima de outro círculo. As duas tinham se separado dos outros que iam para a arquibancada.

— Katherine, é só ficar dentro do círculo, não sai de forma alguma. – avisou Viola

— Está certo.

De repente, os círculos de madeira onde as duas estavam começaram a subir, as levando para o próximo andar. Quando o círculo finalmente parou, elas estavam no campo de batalha. Ele era coberto por diversos fio de teias, que grudavam no teto, no chão e nas paredes, além de todas as teias coladas de forma aleatórias, o campo era fechado por uma domo feito de teias, parecia uma espécie de gaiola, onde prendia aqueles dentro do campo de batalha. A alguns metros da arena, estavam os outros na arquibancada assistindo. O juiz estava próximo das duas, mas, ainda assim, fora do campo.

— O que? – Katy pareceu confusa ao ver aquela arena.

Viola riu com a reação da garota furisode e esclareceu:

— Como você já enfrentou om Meyer, ele deve ter explicado que todos os ginásios possuem suas peculiaridades. Aqui no ginásio de Santalune, temos a Arena das Teias.

— Então vamos batalhar no meio de todas essas teias?

— Isto mesmo, elas estão aqui para atrapalhar. Além de dificultar a visão, essas teias dificultaram a locomoção, principalmente por causa de seu aspecto grudento. Então tome cuidado, pois depois de grudar, essas teias podem ser bem chatas de saírem. – alertou Viola. – Está na hora de começar.

— Está será uma batalha de 2x2, onde apenas o desafiante pode fazer trocas no meio da batalha. De um lado está a desafiante, Katherine e do outro está a líder de ginásio de Santalune, Viola.. – anunciou o juiz.

Katy suspirou, pegou sua Premier Ball e liberou o seu Goomy.

— Então o Goomy será a sua primeira escolha? – indagou Viola.

— Na verdade não, apenas quero que ele observe a batalha por enquanto. – respondeu Katy.

Goomy pareceu não gostar da resposta, ele estava ansioso para batalhar.

— Não fique assim Goomy, eu já conversei com você sobre isto. – Katy tentava animar seu pokémon. – Vamos, eu deixo você assistir a batalha em cima de minha cabeça, o lugar que você adora.

Goomy ficou mais feliz e lambeu o rosto de sua treinadora que colocou ele em cima da cabeça dela, onde ele gostava de ficar.

— Muito bem! – Katy sorriu.

— Se não vai usar o Goomy agora, tudo bem. Mas, eu já decide qual vai ser meu primeiro pokémon. – Viola pegou uma pokébola e arremessou, dela saiu um Beedrill.

— Beedrill, o pokémon abelha venenosa. Possui dois grandes ferrões nos braços e um em seu rabo. O ferrão de seu rabo é o mais venenos. Costumam voar em altas velocidades e atacar em enxame. – disse a Pokédex de Katy quando ela apontou para o Beedrill.

— Eu não gosto de abelhas, prefiro morcegos.

Katy arremessou uma pokébola comum e dela saiu a pequena morceguinha que estava bem ansiosa para sua primeira batalha de ginásio.

— Zubat, vamos acabar com eles. – A morceguinha concordou.

— Foi uma boa escolha para enfrentar a Beedrill. Além da vantagem de tipos, como a Zubat possui o tipo venenoso não vai precisar se preocupar em ser envenenado pela Beedrill. – disse Serena na arquibancada.

— Então Katherine capturou outros pokémons além do Goomy. – comentou Clare.

— Ela possui 3 pokémons atualmente. – contou Serena.

— Será eles vão me surpreender que nem o Iron Tail do Goomy? – pensou Clare.

Na arena de batalha, Zubat estava fitando Beedrill do outro lado das teias. Foi então que o juiz finalmente anunciou:

— Podem começar a batalha!

— Vamos começar atacando! Beedrill use Poison Jab!

O ferrão do corpo de Beedrill começou a brilhar em coloração roxa e então ele voou em direção a Zubat, desviando as teias grudentas.

— Que rápido! – exclamou Eve da plateia.

— Ele pode ser rápido, mas vamos superar ele, Zubat use Wing Attack!

As asas da Zubat brilharam.

— Tome cuidado com as teias. – alertou Katy.

A Zubat voou em direção a Beedrill, mas não estava muito rápida, pois tinha que tomar cuidado com as teias para não se prender, enquanto isto a Beedrill desviava facilmente de todas as teias, e sem que a Zubat podasse desviar, ela acertou seu ferrão no corpo da morceguinha que voou para trás batendo nas teias e ficando presa.

— Aproveite esta chance e use Poison Jab novamente!

— Zubat use o Wing Attack para se libertar!

As asas da Zubat começaram a se debater para tentar cortar a teia que a prendia, do outro lado a Beedrill vinha preparada para acertar, mas no último momento a Zubat conseguiu se libertar e acertou a asa da Beedrill com seu movimento. O ataque foi eficaz, mas não causou muito dano.

— Parece que você está se virando bem, mas se lembre que a Beedrill está acostumada e batalhar neste campo, a Zubat não. Beedrill use X-Scissor!

Os dois ferrões dos braços da Beedrill brilharam e ele voou em direção da Zubat que tentou desviar, mas não conseguiu, assim o Beedrill a acertou com um corte em formato de X, a Zubat foi empurrada para longe, mas antes que pudesse se recuperar a Beedrill voou na direção onde ela tinha sido arremessado e acertou a Zubat novamente, continuou fazendo a mesma coisa, acertando a Zubat diversas vezes sem que ela pudesse fazer nada.

— Zubat! – exclamou Katy preocupada.

— Não adianta fazer mais nada! Agora, você está presa na minha Armadilha de Teias! Não importa para onde a Zubat tente fugir sempre será presa pelas teias ou será acertada pela Beedrill. – contou Viola. – Acho que isto mereceu uma foto!

— Ela tem razão, a Beedrill além de rápida consegue desviar facilmente das teias. Mas não vou desistir por isso. – pensou Katy.

A Beedrill acertou a Zubat outra vez a arremessando para um monte de teias, onde ela ficou presa. A Beedrill já estava preparando para atacar novamente.

— Zubat use Double Team!

A morceguinha começou a bater suas asas mais rápido assim com o atrito conseguiu se libertar e criar diversos clones que se espalharam.

— Agora use Wing Attack!

As asas de todas as Zubats brilharam e partiram para cima da Beedrill.

— Isto não vai ser o suficiente! Beedrill use Pin Missile!

De seus ferrões a Beedrill lançou diversos misseis que voaram em direção as Zubats as acertando. Depois de um tempo todas as Zubats haviam desaparecido.

— Tem algo de errado, cadê a verdadeira? – indagou Viola.

— Você estava usando o campo ao seu favor, e eu também posso fazer isto! Zubat agora!

Acima da Beedril estava um monte de teias reunidas, foi então que as teias foram ragadas, a Zubat estava lá dentro escondida, antes que a Beedrill pudesse ter um tempo de reação, a Zubat já tinha voado em sua direção e acertado o corte de suas asas bem no tórax da abelha que foi arremessada para o chão, onde se prendeu em teias. A Zubat continuaria o ataque, mas Viola foi mais rápida e ordenou a Beedrill usar o X-Scissor para se libertar e foi assim que a abelha fez.

— Devo dizer que está se saindo bem, mas isto não vai ser suficiente para me derrotar. Beedrill use Agility!

A Beedrill começou a bater suas asas rapidamente a ponto que seu corpo começou a tremer e uma aura rosa passou por cima aumentando sua velocidade consideravelmente.

— Zubat use Double Team e depois ataque com Wing Attack!

Ela criou diversos clones e então com suas asas brilhantes partiram para cima da Beedrill.

— Dessa vez, não vamos deixar vocês nos enganarem! Beedrill use Pin Missile em conjunto com X-Scissor!

Os ferrões da Beedrill disparam os misseis novamente que voavam e acertavam as Zubats, mas não apenas isto a Beedrill também voava em direção as morcegas, as acertando com seu corte X e disparando mais misseis, assim até que acertou a verdadeira com seu corte e depois disparou misseis nela a arremessando até o chão onde ela caiu.

— Zubat! – gritou Katy preocupada.

— Parece que o primeiro round é meu.

— Ainda não! – A Zubat havia se levantado e estava voando novamente. – Zubat você ainda consegue batalhar?

A Zubat bateu as asas como respondesse que sim.

— Vocês sã bem persistentes. – comentou Viola.

— Zubat, vamos tentar aquilo. – Katy fitou a morceguinha que concordo com o olhar. – Muito bem, relaxe.

A Zubat que até então sempre batia suas asas com muito velocidade, começou a desacelerar.

— O que ele está fazendo? – indagou Serena da plateia.

— Siga a minha voz, bata as asas devagorosamente. Respire, se acalme e sincronize as batidas de suas asas com a de seu coração. – disse Katy para Zubat. – Continue assim, se lembre do nosso treinamento. Você controla as suas asas, não ao contrário, inspire e expire.

— Não sei o que você está fazendo, mas não vou ficar parada! Beedrill use Poison Jab!

— Agora pare – As asas da Zubat pararam de bater.

— O que ele está fazendo? A Zubat vai cair. – falou Eve da plateia.

— Não, isto é… – Calem fitou Serena.

— Impossível, ela… Então era isto que ela estava treinado a noite. – comentou Serena.

O Beedrill voava em direção da Zubat, que caia, para acertá-la com seu ferrão.

— Bata suas asas como seu coração, você é suas asas, suas asas são você. Não existe diferença, são duas partes da mesma moeda. Seguindo o timbre da minha voz, vamos alcançar um novo nível. – continuava Katy. – Está na hora, Speed Up(Acelerar) ativar!

Foi então que um vulto voou em direção da Beedrill a acertando e a arremessando para metros de distância. Todos se surpreenderam, o movimento tinha sido muito rápido. Quem parecia mais surpresa era Viola. A Beedrill estava no chão, mas conseguiu se levantar, foi então que Viola começou a rir.

— Que incrível! Nem a minha câmera foi rápida suficiente para tirar uma foto!

— Eu não estou entendendo. O que foi isto? Eu não consegue enxergar nada. – comentou Eve na arquibancada.

— Foi a Zubat, ela acertou a Beedrill. – disse Clare.

— Poderia me dizer, como fez para deixar a Zubat tão rápida? – indagou Viola.

— Me disseram que a Zubat não tinha alcançado todo o seu potencial e isto era verdade. Ela sempre foi bem afobada e ansiosa com as coisas, assim batia as asas rápido demais, consequentemente ficando mais cansada e não alçando seu potencial. Então resolvi treinar isto com a Zubat, me basei no Blaze da Serena, e finalmente a Zubat conseguiu controlar melhor as suas asas, assim podendo elevar a sua velocidade ao nível muito maior. – respondeu Katy.

— Então ela realmente usou o Blaze como referência. – comentou Calem na arquibancada.

— Ela realmente evoluiu bastante. – falou Serena

Na arena Viola continuava fitando Katy.

— Muito interessante! Isto merece muitas fotos! Mas não pense que vais ser tão fácil! Beedrill use Agility e depois Poison Jab!

Mais uma vez a Beedrill aumentou a sua velocidade e voou em direção a Zubat para acertar com seu ferrão.

— O Beedrill ficou mais rápido, mas ainda não é suficiente! Zubat use Wing Attack!

A Zubat voou rápido demais, o Beedrill nem conseguiu enxergar e ela já estava em suas costas acertando um ataque. Assim que foi arremessada para o outro lado a Zubat já estava lá e atacou novamente.

— Está é a Armadilha de Teias! – exclamou Viola surpresa ao ver Katy e Zubat imitando sua técnica.

— Um dia da caça e outro do caçador. – sorriu Katy. – Zubat acabe com a Beedrill!

— Não vou deixar! Beedrill use Pin Missile até acertar a Zubat!

Mesmo recebendo os ataques da Zubat, o Beedrill conseguiu disparar seus misseis, obrigando a Zubat a desviar e assim parando os ataque contínuos. Beedrill não parava de atacar e de lançar seus misseis na Zubat que desviava, facilmente, mas por um breve momento, a Zubat passou por uma das teias e ficou presa, este pequeno momento foi suficiente para os misseis acertarem a Zubat.

— Continuem assim! – ordenou Viola.

A Beedrill continuava disparando na Zubat, impedindo que ela conseguisse se mover.

— Eu não quero perder de novo! Não vou deixar as coisas ficarem assim! Zubat use Double Team!

Os misseis continuavam acertando a Zubat, mas mesmo recebendo todos os golpes ela conseguiu usar seu movimento e multiplicar-se, mas não foi um Double Team comum.

— Mas o que é isto? – indagou Viola assutada.

Invés de criar poucas dezenas de clones, como normalmente fazia, a Zubat havia criado, centenas, talvez milhares de clones. Toda aquela área estava coberta pelas Zubats, de uma parede a outra, do chão ao teto.

— Eu nunca vi um Double Team com tantos clones na minha vida. – comentou Clare na arquibancada.

— Chega a ser assustador. – sussurrou Serena.

Dentro da arena Viola continuava surpresa, enquanto observava todas aquelas Zubats.

— O Double Team é um ataque se baseia na velocidade, então quanto mais rápido o Pokémon, mas clones ele pode fazer. Mas isto não é a única questão em jogo, um dos fatores mais importantes é ad determinação e disso a Zubat tem mais do que suficiente! – exclamou Katy. – Viola se prepare, pois nos vamos vencer está batalha! Zubat use Wing Attack!

— Eu não vou deixar terminar assim tão fácil! Beedrill use Pin Missile!

As asas da Zubats brilharam e todas partiram para cima da Beedrill que em desespero dispara diversos misseis de seus ferrões. Diversos clones eram acertados, mas era impossível a Beedrill localizar a verdadeira que a acertava diversas vezes, foi então que depois de muitas explosões e ataques a Beedrill finalmente caiu no chão nocauteada.

— Conseguimos! – comemorou Katy.

Neste momento todos os clones restantes desapareceram e a Zubat foi até sua treinadora fazer cócegas.

— Você lutou bem, Beedrill. – disse Viola retornando a abelha para pokébola. – Não cante vitória antes da hora, você ainda tem que derrotar meu próximo pokémon! Aqui vai, Vivilion!

Viola arremessou outra pokébola e dela saiu uma grande borboleta. Katy já tinha visto aquele pokémon antes, quando Viola batalhara contra Kuro. A garota furisode pegou sua pokédex que apitou:

— Vivilion, pokémon escama. O padrão de cores das asas de Vivillon muda de acordo com o seu hábitat. As espécies que vivem nas campinas costumam ter um padrão rosa.

— Vamos acabar com ele. Zubat use Wing Attack! – ordenou Katy.

A Zubat voou em direção do Vivilion, mas ele conseguiu desviar facilmente.

— Agora use Hurricane!

Vivillon bateu suas asas rapidamente criando um grande furacão que acertou a Zubat a nocauteando.

— Mas o que aconteceu? A Zubat estava mais lenta que o normal. – questionou Eve.

— Katy e a Zubat criaram esta técnica a pouco tempo, ela ainda precisa de aperfeiçoamento. Tenho certeza que depois da usar o Speed Up e aquele Double Team absurdo, a Zubat estava bem cansada. – contou Serena.

Katy foi até a Zubat, desviando das teias do campo, a segurou e disse enquanto sorria:

— Você foi incrível! Agora descanse um pouco.

Katy retornou para o local do treinador, Goomy parecia ansioso para entrar na batalha.

— Goomy, me desculpe, mas você sabe que hoje, não é o seu dia. Por isso quero que assista a batalha toda. – Goomy ficou triste, mas só por pouco tempo, pois ele confiava na sua treinadora e nas suas escolhas.

Katy respirou profundamente e arremessou a sua outra pokébola.

— Piplup, eu conto com você!

A pokébola se abriu e dela saiu o pokémon pinguim.

— O Piplup vai ter que tomar mais cuidado com as teias do campo, já que ele não é pode se desviar voando. – comentou Serena.

— Ainda bem, que a maioria das teias foram destruídas na batalha anterior. – disse Eve.

Piplup estava encarando a borboleta.

— Vamos começar, Piplup use Icy Wind!

Piplup assoprou uma ventania gelada em direção ao Vivilion.

— Vivilion desvie e use Bug Buzz!

Como ordenado Vivilion desviou e depois bateu suas asas numa certa frequência que causou um som insuportável que foi lançado em direção ao Piplup que tentou desviar, mas se prendeu em uma teia e recebeu o ataque em cheio.

— Vivillon prenda ele com o Hurricane!

A borboleta começou a bater suas asas rapidamente criando um furacão ao redor do Piplup.

— Não tem como você escapar! Vivilion esmague-o!

— Piplup se lembre do nosso treinamento na cachoeira! Use Peck para escalar o furacão até o topo, como se estivesse nadando!

O bico do Piplup se alongou, o pokémon pinguim usou seu bico para pular no furacão e então usou o próprio vento como se fosse uma correnteza no mar e começou a escalar o furacão enquanto ele ia fechando, ao chegar ao seu topo conseguiu se libertar.

— Piplup use Icy Wind dentro do furacão!

Antes que o furacão se desmanchasse, Piplup que já havia fugido e estava acima dele, assoprou a ventania gelada para dentro. Assim quando o furacão fechou com força e se desfez liberando ventos para todos lados, ele não apenas o vento e sim o Icy Wind junto que acertou o Vivillon e até mesmo o Piplup, assim como todo o campo. Vivilion sofreu bastante dano, mas nada de muito sério. Piplup conseguiu pousar no chão.

— Muito impressionante, conseguiu escapar do Hurricane de primeira. – comentou Viola.

— Desde que eu vi a sua batalha com Kuro, sabia que tinha que criar uma forma de contorna isto.

— Muito bem, mas não esta batalha apenas começou! Vivilion use Dranning Kiss no Piplup!

— Acerte ele com Peck!

O pokémon borboleta voou em direção ao Piplup, que tentou acertar com seu bico, mas Vivilion era mais rápido e desviou, assim acertando seu beijo, que além de causar dano no oponente, curava alguns de seus machucados.

— Piplup tire ele dai com Pound!

O punho do Piplup brilhou e ele socou a Vivilion que teve que o soltar para desviar.

— Agora use Icy Wind!

Piplup assoprou a ventania gelada em direção do Vivilion que não conseguiu desviar tomando danos.

— Continue com Peck!

— Não vou deixar, Vivilion desvie e use Dranning Kiss!

Vivillon tentou desviar, mas não conseguiu, pois suas asas estavam congelada, impedindo que pudesse se mover mais livremente. Antes que conseguisse perceber, Piplup já acertava seu bico em seu pequeno corpo.

— Vivilion, já que não consegue desviar, prenda o Piplup e continue com o Dranning Kiss!

O pokémon borboleta fez como ordenado, e assim que o Piplup o acertou com o bico, ele o abraçou e deu o beijo em sua cabeça, sugando sua energia.

— Piplup, se liberte! Não deixe ele continuar.

O pinguim usava o Pound e ficava socando a Vivilion que o segurava no ar, enquanto beijava a sua cabeça. Os dois pokémons causavam bastante dano um do outro. Era uma luta de resistência, mas como o Dranning Kiss também recuperava a energia da Vivilion, Piplup estava ficando na desvantagem.

— Piplup, isto está dando errado, tente usar Bubble para se libertar!

O pokémon pinguim cuspiu suas bolhas no Vivilion que não queria o soltar, Piplup estava ficando fraco e perderia se continuasse assim, mas ele não queria mais perder, e então com bastante força usou o Pound mais uma vez seguido do Bubble no Vivillon conseguindo se libertar.

Piplup caiu no chão bem machucado, mas conseguiu levantar-se.

— Parece que todos seus pokémons são persistentes, mas não vai adiantar, eu já estou mais próxima da vitória! – exclamou Viola.

— Ainda não. – contestou Katy.

— Então vamos ver! Vivilion use Dranning Kiss de novo!

— Piplup use Pound nas teias!

Todos se surpreenderam com a ordem de Katy. Mas então logo entenderam tudo.

— Não pode ser, eu não tinha percebido isto. – comentou Viola.

Todas as teias do campo haviam sido congeladas por causa do Icy Wind que Piplup usou no furacão anteriormente, assim ele haviam espalhado o golpe por toda a área congelando tudo.

Piplup então com o punho brilhando socou a teia que cobria a arena, formando a gaiola de teias, mas no momento era uma gaiola de gelo, que ao ser socada por Piplup começou a quebrar, assim criando uma chuva de pedras de gelo.

— Vivilion desvie!

O pokémon borboleta tentava desviar das pedras de gelo, mas eram muitas e por isso não conseguiu recebendo diversas pedradas de gelo no corpo. O campo que estava coberto por teias estava sendo desfeito, assim a gaiola sendo quebrada.

Piplup também tomada danos dos gelos que caiam, mas como possuía resistência, diferente do Vivilion que possuía fraqueza, estava aguentando bem.

— Piplup acerte o Vivilion com Peck!

— Vivilion desvie e contra-ataque!

O pokémon inseto voador tentava desviar das pedras de gelo e por causa disso não conseguiu desviar do ataque o recebendo em cheio e sendo arremessado para o chão onde diversas pedras de gelos estavam.

— Vivilion! – exclamou Viola preocupada.

— Isto foi incrível! – gritou Eve na arquibancada.

— Isto me lembra de quando Serena batalhou contra Viola, ela também destruiu o campo de teias, mas em vez de congelá-lo, ela colocou fogo em tudo. – contou Calem. – Estou sentindo um pouco de pena da Viola, tendo o campo de seu ginásio destruído de novo.

Na arena, Vivilion tinha sofrido sérios danos e estavam bem machucado, mas ainda podia continuar batalhando.

— Acho que temos que terminar logo com isto, Vivilion use Bug Buzz!

Vivilion começou a bater suas asas numa frequência que lançou um som insuportável em direção do Piplup que não conseguiu desviar.

— Agora, aproveite e use Sleep Powder.

Enquanto Piplup ainda sofria pelo movimento anterior, Vivilion lançou um pólen em cima do Piplup o fazendo dormir.

— Agora está tudo acabado, Vivilion use Hurricane!

— Piplup, acorde, escute a minha voz! Eu sei que você pode me ouvir!

Vivilion começou a bater suas asas rapidamente criando um furacão ao redor do Piplup.

— Piplup, acredite em mim. Eu sei que você vai conseguir! Se lembre que não está mais sozinho!

— Esmague-o!

— Acorde e supere esta barreira!

Piplup estava em um sono profundo, não ouvia ou enxergava nada, foi então que sentiu algo. Algo que o chamava de volta, era uma voz, a voz de sua treinadora. Foi então que ele acordou. Ele se assustou, pois estava no meio do furacão, que estava preste a se fechar.

— Piplup, sabia que você conseguira! – sorriu Katy. – Não vai dar tempo para escalar o furacão com Peck, então use Bubble no chão com foto a sua força!

Piplup mirou no chão e cuspiu diversas bolhas, com tanta força que começou a subir e voar para cima. No momento que o furacão fechou, Piplup ainda não havia saído, mas conseguiu chegar quase no topo e não tomou tantos danos. Logo depois, Piplup pouso no chão.

— Muito impressionante! Estou me divertindo muito! Este momento merece muitas fotos! – exclamou Viola. – Se eu não consigo, prender o Piplup dentro do furacão é só levar o furacão até Piplup! Vivilion use Hurricane mais uma vez!

O pokémon borboleta criou outro furacão, o maior de todos até agora, só dessa vez, Piplup estava fora. O campo todo se mexia, as pedras de gelo voavam para o furacão e ficavam girando ao redor dele, vidros das janelas quebraram. O furacão eram tão forte, que se alguém perdesse a concentração seria sugado para dentro.

— Não tem como escapar! Vivilion lance o furacão na direção do Piplup!

Vivilion bateu as asas novamente e o furacão se movimento e seguiu para onde Piplup estava.

Piplup parecia com medo, sabia que se aquilo o acertasse perderia, não teria como vencer. Ficava com medo de perder e decepcionar sua treinadora, assim como tinha feito com seu antigo treinador. Katy percebeu o receio de seu pokémon e disse:

— Piplup não se preocupe com isto! Eu nunca vou te deixar! Vamos passar por esta, juntos!

Piplup parecia ter ficado mais relaxado.

— No momento não temos como derrotar aquele furacão, mas eu acredito em você, por isso que sei que vamos evoluir neste momento e vamos superar todas as barreiras. No caso, a barreira é este furacão imenso. – Katy riu. – Não importa o que aconteça, se lembre que você é meu pokémon e eu te amo! Nos temos o mesmo sonho, e vamos alcançar eles juntos! Eu acredito em você, por isto não precisa mais se segurar! Eu sei que você consegue! Piplup use Ice Beam!

Piplup disparou um raio gelado azul bem claro, quase branco, de sua boca. Foi um ataque muito poderoso, Piplup tinha colocado todas suas emoções neste ataque, não queria mais perder, mas também tinha medo de perder, isto o estava prendendo, agora ele não tinha mais este medo. O enorme raio azul atravessou o furacão o desfazendo e então acertou o Vivilion o arremessando até a parede, onde a quebrou e congelou. Depois do raio disparado, Vivilion caiu no chão desmaiado.

Todos ficaram boquiabertos no momento.

— Eu não acredito. Ela conseguiu fazer o Piplup transformar seu Icy Wind num Ice Beam, isto tudo no meio da batalha. Não, não foi apenas isto. Foi o Ice Beam mais forte que já vi, só assim para ter destruído aquele furacão enorme. Primeiro com a Zubat, agora com o Piplup. Katherine até que ponto você pode chegar? – pensou Serena.

Todos continuavam em silêncio, tentando digerir o que tinha acontecido. Foi então que o juiz finalmente quebrou o silêncio:

— Vivilion, está fora de combate. A vencedora desta batalha é a desafiante Katherine Fée.

— Nos… nos ganhamos! – Katherine correu para o Piplup e o abraçou. Também abraçou Goomy que até então estava em sua cabeça. Ela liberou a Zubat para dar a notícia e a abraçou também. – Conseguimos! Finalmente conseguimos!

Todos da arquibancada vieram dar parabéns para Katy, enquanto isto Viola foi até seu Vivilion e o retorno, depois de fazer um cafuné.

Os parabéns continuavam, foi então que Viola chegou no meio deles.

— Katherine, meus parabéns! Você foi incrível! Nunca tinha uma batalha tão divertida a muito tempo. – Viola mostrou um estojo para Katy e o abriu, onde havia um pequeno objeto de metal parecendo a cabeça de um inseto. – Esta é a Insignia do Inseto, a prova de que você venceu o ginásio de Santalune.

Katy foi pegar a insígnia, mas antes de pegá-la sentiu um pouco de receio. Tudo que ela tinha feito até o momento foi com a ajuda de seus amigos, se não fosse por eles, ela nunca chegaria até este ponto. A garota furisode queria tanto batalhar e vencer um ginásio, que esqueceu que poderia não merecer aquela insígnia. Foi então que Katy sentiu uma mão em cima da sua, era a mão de Serena que sorria para ela. Depois disso, Calem colocou a mão em cima também, seguido pelos dois irmãos e por Eve. Todos sorriam para Katherine e ela entendia muito bem o que tudo aquilo significava. Lagrimas de felicidade escorreram pelos seus olhos e foi então que com a mão de todos os seus amigos em cima da sua, ela finalmente pegou a sua primeira insígnia.

Neste momento a única coisa que Katherine conseguia pensar era em “Obrigada”

Depois da batalha, Viola ofereceu passarmos a noite na casa dela, onde todos nos poderíamos comemorar a vitória da Katy. Aceitamos e fomas para lá, o único que não pode ir, foi Clare que teve que ir embora.

Todos estavam comemorando a vitória de Katy, sentados na mesa comendo juntos. Kuro havia levantado para tomar um ar e Shiro o seguiu.

— Acho que por enquanto acabou. – comentou Shiro. – Apesar de ser apenas um novo começo.

— Você tem razão. – riu Kuro.

— Acho que temos que conversar. – avisou Shiro.

— Se for sobre seu passado eu não quero saber. – alertou Kuro.

— Mas por que? Eu finalmente resolvi contar tudo e você não quer ouvir.

— Eu não me importo com o Shiro do passado, eu me importo com este Shiro que está ao meu lado. Nos falamos que começaríamos do zero outra vez, então não quero saber o que você fez ou quem você foi. Sei que você é uma boa pessoa, e não apenas, isto você sabe que para mim é meu irmão.

— Você sabe que você é idiota, né irmão? – indagou Shiro.

— Só com as pessoas que eu gosto. – sorriu Kuro. – Mas você também é assim.

— O que? – Shiro surpreendeu com o comentário, mas depois riu. – Você tem razão. Afinal é como dizem só um idiota está com outros idiotas.

— Então somos dois idiotas. – riu Kuro.

— Tem outra coisa que quero contar também, e dessa vez é sobre Alice.

— Estou ouvindo.

Shiro contou para Kuro tudo que tinha descoberto sobre Alice e seu casamento.

— Nos temos que parar este casamento! – berrou Kuro.

— Tenha calma! Ainda não sabemos onde Alice está no momento, apenas sabemos que ela estará no próprio casamento, no momento não podemos fazer nada. – disse Shiro.

— Mas, não podemos deixar ela se casar. Duvido que ela queira isto! – exclamou Kuro.

— Eu também acho, mas se ela realmente quiser se casar, eu não quero interferir.

— Logo você dizendo isto! Achei que você seria a pessoa que mais quereria parar este casamento.

Shiro sorriu, mas aquele sorriso não conseguia esconder o pouco de tristeza que ele sentia ao pensar naquilo.

— Se Alice ficar feliz com o casamento, eu estarei feliz por ela.

— Você tem razão. Mas o que faremos até o casamento? – indagou Kuro.

— Sobre isto…

Ele era um homem alto de cabelos e barba grisalha, estava vestindo uma roupa extravagante, possuía sua maior parte branca, mas tinha partes com tons azuis e dourados. Ele foi até a cela onde Ludger estava sendo mantido e a abriu.

— Pai? – Ludger ficou surpreso.

— Já disse para você não me chamar assim.

— Desculpe, senhor Odilon, o grande Lorde da família Bleu. – Ludger fez uma referência ao seu pai.

— Muito bem. Já paguei sua fiança, mas da próxima vez é melhor você tomar mais cuidado onde mete sua bunda, pois não vou te ajudar novamente. – alertou Odilon.

— Muito obrigado, não vou te decepcionar de novo. – prometeu Ludger.

— É bom mesmo, mas não pense que você vai sair dessa besteira que você fez impune. Você sujou nossa reputação, eu devia tirar o seu título de nobreza e te mandar embora.

— Por favor! Não faça isto, eu imploro. – Ludger curvou-se para seu pai.

— Que patético. – suspirou Odilon. – Não se preocupe, não vou fazer isto. Sua punição será perder o Sableye e as pedras da mega evolução. Eles serão dados para outra pessoa que fará um uso melhor.

— Mas eu e o Sableye nos conhecemos desde de pequenos! Nos somos companheiros!

— Está bem, vou deixar você escolher sua punição. O que prefere perder o Sableye ou sua nobreza?

Ludger engoliu seco e não conseguiu responder, mas isto foi suficiente para Odilon entender a escolha.

— Um covarde como sempre. – comentou Odilon.

— Pai… Quero dizer, Lorde Bleu, tem algo que gostaria de pedir.

— Se é sobre aquele nobre falso chamado Gaston, não posso libertar ele.

— Mas ele sembre me serviu bem, então eu pensei … – Ludger foi interrompido pelo seu pai.

— Ele não te serviu bem, se tivesse feito isto, você não estaria aqui. Um bom serviçal não é aquele que sempre segue as ordens, mas aquele que te alerta quando fará uma besteira e ele não fez isto. Por isso, mereceu ser punido.

— Punido?

— Digamos que você não gostaria de estar no lugar dele. De qualquer forma, ele tinha uma informação útil sobre a princesa Evelyne.

— Que tipo de informação?

— Só fato de saber aonde está a princesa já é uma informação útil. Pelo que sei, a princesa fugiu de casa e desde então está desaparecida. – contou Odilon.

— Então se entregarmos ela para a família real, conseguiremos uma recompensa. – sugeriu Ludger.

— Idiota! Não ganharemos nada, devolvendo ela para a família real. Tenho planos para a princesa, mas não no momento. – disse Odilon. – Não foi esta a informação que Gaston me disse, o que ele me disse é que a princesa é uma usuária de Relíquias.

Ludger ficou surpreso.

— Pelo que parece, a princesa Evelyne foi uma das primeiras a sofrer os testes e por isto apresenta uma baixa compatibilidade. Ainda bem que a Alice possui uma compatibilidade altíssima, tenho orgulho dela.

Ludger sentiu ódio e frustração.

— E ela, onde está? – indagou Ludger.

— Ele está treinando e, apesar de ainda falta algum tempo, ela já está se preparando para o seu casamento. – respondeu Odilon.

Cidade de Camphrier, 03 de novembro de 2016.

Ela era uma garota jovem, possuía longos cabelos loiros brilhantes que iam até seu quadril, seus olhos era azuis cristalinos. Ela estava uma armadura dourada com detalhes em azul, onde o símbolo da família Bleu ficava no meio de seus peitos. Ela estava no meio de uma floresta com diversas árvores, fitava uma pedra enorme, ela devia ter uns 10 metros de altura e uns 20 de largura. A sua frente estava uma espada com forma medieval, completamente dourada.

Algumas pessoas vestindo jalecos a observavam de longe, eles seguravam cadernos, tablets e outras coisas. Foi então que um dos homens alertou para a garota:

— Pode começar!

A garota foi até a espada fincada no chão, a pegou, segurou ao lado de seu corpo. Ela segurava a espada com uma mão e com a outra tentava concentrar algum tipo de poder. Foi então que repentinamente, a espada começou a brilhar e ficou em chamas. A garota então deu um corte no ar em direção a rocha e um enorme corte foi feito dividindo ela no meio, o ataque foi tão poderoso que destruiu as árvores que estavam próximas.

— Incrível! – exclamou um dos homens de jaleco enquanto anotava algo no caderno.

— Muito bem, os resultados foram ótimos! Pode descansar, continuaremos amanhã, senhorita Alice. – contou um dos homens.

— Está certo. – respondeu Alice de forma vazia como se não sentisse nada.

Cidade de Santalune, 03 de novembro de 2016.

O jantar estava acabando, a comemoração tinha sido uma grande festa. Foi então que Viola resolveu perguntar algo para Katy:

— Agora que tem sua primeira insígnia já sabe quem em fretará depois?

— Sim, eu pretendo desafiar Meyer novamente. – respondeu Katy.

— Imaginei, mas se lembre que dessa vez ele vai usar Pokémons mais fortes, afinal você está o desafiando pela segunda insígnia e não mais primeira. – alertou Viola.

— Sim, eu sei e é por isto que ainda preciso treinar mais. – Katy fitou Serena e pediu. – Serena, poderia continuar me treinando mais um pouco?

— Eu estava pensando em fazer uma viajem para Unova. – suspirou Serena. – Mas não posso recusar seu pedido. Pode contar comigo. Unova vai ter que esperar mais um pouco.

— E vocês pretende fazer o que? – indagou Viola para os outros.

— Eu seguirei a senhorita Serena aonde ela for! – exclamou Calem.

— Vou continuar seguindo a Katy, afinal, assim sei que verei batalhas incríveis. – sorriu Evelyne.

— Obrigada Eve. – sorriu Katherine. – E vocês dois? Não quero forçar, mas gostaria que continuassem me seguindo por mais um pouco.

— Bem, temos algo para fazer, mas isto pode esperar por enquanto. – respondeu Kuro.

— É como ele disse, não se preocupe, vai ter que nos aturar por mais tempo. – comentou Shiro.

— Eu sei que estou sendo egoísta em pedir que continuem me ajudando, mas muito obrigada! Eu amo todos vocês! – sorriu Katy.

Depois do jantar, todos fomos dormir. A Katy realmente cresceu bastante e ficou bem mais forte desde o dia que nos conhecemos, tenho certeza ela será uma rival bem forte. É melhor eu tomar cuidado, para ela não me ultrapassar. No dia seguinte retornamos a Aquacorde.

Cidade de Aquacorde, 04 de novembro de 2016.

Katy sentada estava em frente a lapide de Mirai, contando sua batalha de ginásio e que tinha ganhado a sua primeira insígnia.

— Finalmente eu conseguir, Mirai! – sorriu Katy enquanto segurava o chaveiro do Bidoof. – Eu queria que você estivesse lá para ver.

Lagrimas começara a cair pelos olhos de Katy.

— Mirai, eu vou chegar ao topo, e vou te mostrar que eu consigo, vou cumprir a nossa promessa. – Katy já estava chorando bastante.

A garota furisode se levantou, limpou as lágrimas, se virou para o outro lado, onde a lapide da Mirai ficava em suas costas. E tentou caminhar, mas não conseguiu. Em meio a lágrimas ela disse:

— Por quê? Por que é tão difícil dizer adeus?

Foi neste momento que Katy, sentiu uma mão quente, tocando em suas costas e a empurrando para frente.

— Não é um adeus! Enquanto eu estiver em seu coração, sempre estarei com você! Por isso, siga em frente! – Katy não sabia se tinha imaginado ou não, mas tinha ouvido a voz de Mirai te dizendo aquelas palavras.

— Eu sei. – disse Katy chorando.

Depois ela limpou as lágrimas, sorriu e sem olhar para trás seguiu em frente.

— Muitas coisas aconteceram desde que partir, muitas tristes e felizes. Estou um passo mais próximo de alcançar o meu sonho e por isto vou continuar caminhando para frente em direção ao…

… Futuro.

Notas finais
E finalmente Katy conseguiu sua primeira insígnia, sei que demorou bastante, foram 20 capítulo, sem contar especias, e mais de 140 mil palavras, nossa é muita palavra minha gente, mal acredito que a fic já tem tudo isto rsrsrs. A próxima insígnia vai ser mais rápido, não se preocupem, não vai demorar mais vinte capítulos para Katy pegar outra insígnia. Este capítulo além da insígnia teve outras coisas como a morte brutal (e tão aguardada?) de Chasseur, vocês tem medo da Yuki? Eu tenho rsrsrs. O capítulo também contou com a aparição de Odilon Bleu, o líder da família nobre e a primeira aparição em carne e osso da Alice, muitos mistérios envolvendo ela. Serena também ganhou o Hydreigon que será um pokémon que vai atrapalhar bastante Katy rsrs. Bem, além de outras coisas que acontecerem. Espero que tenham gostado do capítulo! Este capítulo foi bem especial, pois além de concluir o grande arco “Entre Gelo e Fogo” iniciado no capítulo 13, também conclui a primeira temporada da fic. Agora, vocês devem estar se perguntando o que isto significa, na verdade, não muita coisa, a fic vai continuar sendo lançada normalmente. Mas a Primeira Temporada chamada “O começo de um sonho” acabou. Deixa eu explicar direito, a fic é dividida em temporadas e dentro dessas temporadas há arcos. As temporadas são separadas apenas para organizar, esta primeira temporada serviu como o começo do sonho da Katy, e com esta essa primeira insígnia, este começo acabou. A segunda temporada que vai começar no capítulo 21 vai se chamar “Trevas de Kalos” e nome do próximo arco não posso revelar no momento, pois seria spoiler. Mas antes do começo dessa nova temporada, será lançado 3 especias sobre o mesmo personagem, quando este 3 especias acabaram, segunda temporada começa. E esses 3 especias serão uma história sobre o Red, que já foi mencionado pela Katy no capítulo 7 e pela Eve no capítulo 8, finalmente vão poder conhecer ele. Mas antes, quero avisar, para esquecerem de tudo que sabem sobre este personagem, pois ele será uma versão completamente diferente do usual. Só vai ter o Pikachu rsrsrs. Bem, acho que todos os avisos estão dados! Espero que tenham gostado! Agradeço por terem acompanhado até aqui! Tudo de melhor e até mais!