Pokémon RainStorm
26 Side Story: Red Origem (Parte 1 – A Lenda)
Notas iniciais

Histórias são feitas como quebra-cabeças, diversas peças são feitas e são encaixadas com o tempo. E uma nova peça está prestes a se revelar. Faz bastante tempo que não apareço, mas hoje, uma nova peça surgiu e com o tempo ela será encaixada neste grande quebra-cabeça.
Uma lenda, um herói é assim que muitos me chamam, apesar de que eu nunca cheguei perto disso. Eu já possui diversos nomes, infinitos talvez, alguns mais conhecidos outros menos conhecidos, já fui calado, extrovertido, quieto, agitado, fraco, forte, mas nenhum desses sou eu. É engraçado como as pessoas almejam ser heróis, talvez este seja o motivo de minha existência. Talvez seja por isto eu seja muito amado. Não por quem sou, mas por quem posso ser. Eu sou simplesmente uma concha vazia, que o interior não existe, mas é preenchido por aqueles que me usam. Não sou um herói como muitos pensam, muito menos uma lenda, eu sou simplesmente, quem você quer que eu seja.
Muitos me chama de Red, mas estes mesmos muitos não sabem que meu primeiro nome foi Satoshi. Existem muitos de mim, todos com nomes e personalidades diferentes, todos com histórias, as vezes parecidas, mas nunca iguais. Hoje vim contar a minha história e ela não é como muitos imaginam, afinal, nos criamos nossas histórias e damos a aquela concha vazia chamada de personagem principal, um interior. Mas a verdade é que não existe um personagem principal, apenas existem aqueles em que são chamados disto, afinal todos podem ser protagonistas, tudo só vai depender do ponto de vista. E como o ponto de vista é o daquele que conta a história, hoje, me darei o luxo de me tornar o tão aclamado personagem principal, mas não pensem que serei do jeito que querem, pois sou eu quem faz esta história.
Cidade de Lumiose, 29 de julho de 2015.
Lumiose, a maior cidade de Kalos, popularmente conhecida como a Cidade das Luzes. Diversas lojas, boutiques, cafés, restaurantes podem ser encontrados em suas ruas. Na Avenida do Outono, havia um lugar muito famoso, onde se vendia diversos tipos de sucos feitos com berries, o nome desse lugar era Casa dos Sucos. Como de costume, o lugar estava lotado, a fila do caixa estava enorme, quem atendia os clientes, era uma jovem garoto de cabelos bem negros e olhos da cor vermelha mais pura. Ele vestia calça jeans e uma camisa preta, por cima dela usava o avental da loja, que possui coloração laranja e no meio tinha a logo da Casa dos Sucos.
— Muito bem! Próximo! – chamou o garoto, após terminar de atender um homem.
Uma jovem mulher caminhou até sua frente.
— Olá! Bem-vinda a Casa dos Sucos! O lugar onde ponde possui o melhor suco de Lumiose! Qual o seu pedido? – Ele falava rápido e com um sorriso no rosto.
— Eu não sei, ainda estou pensando. – disse a mulher.
— Sinto muito, mas não podemos atrasar a fila! Se ainda não pensou, eu posso dar uma sugestão dependendo em que tipo de suco você quer. Doce, amargo, azedo? – Ele continuava falando rápido e sorrindo.
— Doce.
— Então eu sugiro a opção número 7! – A mulher concordou com ele e pagou o preço. – Muito bem! Você pode pegar seu pedido ao lado! Sua senha é 42!
A mulher saiu do caixa e o garoto logo exclamou:
— Próximo!
Um pequeno garoto era o próximo da fila, mas então um homem de quase dois metros de altura cortou a fila e empurrou o garotinho entrando em seu lugar.
— Eu vou querer um número 5. – ordenou o homem alto.
— Sinto muito! Mas se você quer seu pedido, volte para o final da fila e aguarde! – Ele continuava falando rápido e com um sorriso no rosto.
— Eu já fiquei muito tempo nesta fila e quero meu pedido agora! – berrou o homem segurando o colarinho do garoto através da bancada.
— Mas senhor, você não foi o único que esperou bastante tempo, todos na fila também! Agora, por favor, volte ao seu lugar! – O garoto continuava sorrindo.
— Eu não vou perder mais do meu tempo com um pirralho de merda, só para tomar um suco que tem gosto de lixo!
Ao ouvir estas palavras a expressão do rosto do garoto mudou, ele parou de sorrir e ficou com uma cara mais séria.
— Se o suco tem gosto de lixo, por que perdeu seu tempo vindo aqui para comprá-lo? – indagou o garoto.
— O que? – O homem pensou por alguns segundos e respondeu. – Eu vim cuspir e depois cagar em cima desse suco de merda!
Na hora o homem não tinha entendido o que tinha acontecido, mas o garoto havia o socado no queixo, o fazendo cair no chão.
— Você pode me xingar a vontade, mas não fale mal do suco do velho! – gritou o garoto com raiva.
O homem se levantou explodindo de raiva.
— Seu moleque desgraçado! – O homem socou o rosto do garoto que cambaleou para trás e caiu no chão.
Foi então que um outro homem alto careca saiu da cozinha da loja, ele vestia o mesmo avental que o garoto.
— Que baderna vocês estão fazendo na minha loja! – gritou ele.
— Quem é você? – indagou o homem que furou a fila.
— Eu sou o dono desta loja! Me chamo Hideki.
— Velho! – exclamou o garoto no chão.
— Arranjando briga de novo, Redgar? – indagou o dono da loja.
— Eu já disse para me chamar de Red. E não, eu não estou arranjando briga, é só este Slaking fedido que estava furando a fila.
— Me chamou de que moleque? – berrou o Slaking fedido.
— Não acho que o Redgar estava certo em brigar, mas você também não deve furar a fila, então vá embora agora ou prefere que eu chame a polícia para tirar daqui. – ameaçou Hideki.
— Eu nem estava querendo tomar esta merda de suco mesmo! – bufou o homem e saiu.
— Merda é você! – gritou Red para o homem que saia.
Foi então que Red sentiu uma dor em sua cabeça, era Hideki que o havia socado.
— Não use essas palavras chulas na minha loja! – disse o dono com um olhar muito ameaçador.
— Me desculpe. – pediu Red com medo.
Eu disse que esta história não seria como você estava pensando. Se bem que eu devo começar tudo do começo. Meu nome é Redgar, mas minha mãe me deu o apelido de Red e prefiro que as pessoas me chamem assim. Eu nasci em Kanto na cidade de Pallet, fui criado pela minha mãe até fazer 10 anos, que foi quando eu recebi meu primeiro pokémon. Logo depois, minha mãe ficou doente e veio a falecer, fiquei muito triste na época. Como não tinha mias família por perto, fui morar com o irmão da minha mãe, o tio Hideki, mas prefiro chamar ele de velho. O tio Hideki possui uma loja de sucos muito famosa na região de Kalos e por causa disso, ele me fez ajudar ele a tomar conta da mesma. Apesar de tudo, o tio Hideki é a pessoa que considero mais próximo de um pai.
A Torre Prisma, o principal ponto turístico de Lumiose, mas, ao mesmo tempo, um campo de ginásio. Lá estava Clemont, filho do líder de ginásio, Meyer, trabalhando em uma de suas invenções, sua irmã menor Bonnie estava o observando.
— Onii-chan, o que está construindo? – indagou Bonnie.
— Algo que precisa de silêncio. – respondeu Clemont friamente.
— Mas… – Ela foi interrompida por Clemont.
— Chega Bonnie! Você fica o dia todo me atrapalhando, eu só quero um pouco de silêncio.
— Está certo. – falou Bonnie de cabeça baixa.
O silêncio finalmente tinha chegado a aquele quarto, mas foi então que Red entrou exclamando:
— Iaê, Clemont! Criando que tipo de bugiganga hoje? – Red não usava mais o avental e vestia um casaco vermelho e branco por cima da camisa preta.
— Red. – Clemont pareceu triste ao ver o garoto.
— O que foi? Que cara é essa? Sua invenção explodiu de novo?
— Não! E a culpa da minha última invenção tem explodido foi sua! – berrou Clemont.
— Acho que foi. – Red riu envergonhado. – Me desculpe.
— Você já me disse isso. – suspirou Clemont. – Afinal o que veio fazer aqui?
— Bonnie, você está cresceu? Tenho certeza que está mais alta do que a última vez que ti vi.
— Você acertou, eu cresci dois centímetros. – sorriu Bonnie.
— Eu sabia. – sorriu Red.
Clemont percebeu que tinha sido ignorando e então resolveu perguntar novamente, mas dessa vez com um tom de voz mais alto:
— O que você veio fazer aqui?
— Quase me esqueci! O velho me pediu para entregar esta encomenda para o pai de vocês. – Red abriu a mochila que trazia e dela tirou algumas garrafas de suco.
— No momento ele não está, mas pode deixar ali em cima da mesa. – avisou Clemont.
Red fez como pedido e deixou os sucos.
— Faz tempo que não vejo o tio Meyer, tenho muita vontade de batalhar com ele algum dia e finalmente conseguir minha primeira insígnia.
— Não acho que você vai conseguir derrotá-lo, mas você tem tempo para treinar e ficar mais forte. Afinal a Liga acabou tem dias, então você tem 4 anos até a próxima começar.
— A última liga foi incrível cheio de treinadores fortes! Quero muito batalhar contra eles! – disse Red com olhos brilhantes.
— Você perderia feio. – comentou Clemont.
— Eu sei. – disse Red de cabeça baixo, mas logo então levantou ela. – Não importa, eu vou me tornar o melhor de todos nestes próximos quatro anos!
— Boa sorte.
— Você não acredita em mim, não é mesmo? – indagou Red.
— Não.
Red sentiu como se tivesse recebido uma flechada no joelho.
— As vezes você é malvado, Clemont. – contou Red.
— Eu estou sendo apenas realista. Afinal, mesmo que você vença a liga e derrote a Elite 4, vai ser derrotado pela Campeã. Ou você não viu a batalha final deste ano?
— Eu vi, a campeã derrotou o vencedor da Liga usando apenas um pokémon.
— Então você sabe como ela é forte.
— Sim, há 4 anos ela derrotou a antiga campeã e não apenas isto, ela foi a campeã mais jovem que Kalos já teve, com apenas 16 anos. Desde então, ela nunca perdeu uma batalha. Mas isto, só até eu enfrentá-la.
— Você se acha mesmo. – riu Clemont.
— Então, o que está fazendo? – indagou Red.
— Com você e a Bonnie enchendo o meu saco, vou ter que contar. – sorriu Clemont.
…
Scar, uma das pessoas mais poderosas de Lumiose, por muitos considerados o rei da cidade, estava em seu gabinete, também conhecido como seu covil, conversando com um jovem garoto de cabelos castanhos e olhos da mesma cor.
— Green, que prazer em recebê-lo! O que veio procurar? – indagou Scar.
— Eu vim por causa dos desaparecimentos misteriosos que estão ocorrendo na cidade. E sei que você pode me dar informações. – respondeu Green.
— Achei que você quisesse ser um treinador, mas parece que está gostando de ser um policial. Você está cada vez mais parecido com seu pai. – comentou Scar.
— Não me compare a ele! Você sabe muito bem que eu quero ser um treinador, mas não posso. – disse Green. – Vai me contar o que quero saber?
— Claro! Yellow venha aqui! Traga o arquivo 954!
Depois de algum tempo, uma garota de cabelos longos e loiros, entrou na sala. Ela possuía olhos dourados. Estava vestindo uma calça jeans e uma camisa negra de mangas longas, por cima dela vestia algo que parecia um vestido amarelo. Assim que entrou foi até Scar e entregou uma pasta cheia de papéis para ele.
Ao ver a garota obedecendo Scar, Green ficou preocupado e Scar percebeu.
— Não se preocupe com a Yellow, ela é minha criada e trato ela muito bem, não é mesmo?
— Sim, senhor Scar. – concordou Yellow.
— Quantos anos você tem? – indagou Green.
— 14.
— Scar, você sabe que isso é contra as leis. – disse Green.
— Meu querido, eu sou a lei. – contou Scar. – Além do mais, eu não maltrato ela e dou comida e roupas.
Green ficou incomodado com aquilo, sabia que não podia fazer nada contra Scar e pior dependia dele.
— Voltando ao assunto dos desa perecimentos. Aqui está. – Scar entregou a pasta para Green que ao abrir viu uma lista de nomes.
— Estes são todos os desaparecidos, é um número muito maior do que o relatado a polícia.
— Claro, afinal a maioria dos desaparecidos vivem em áreas sem luz nas ruas e não são importantes para notarem a falta. – contou Scar. – E isto não é um caso de desaparecimentos e sim de sequestros.
— O que? Mas todos estes? – Green não acreditava.
— Exatamente. Pelo que parece diversas pessoas e até pokémons estão sendo sequestrados e vendidos no mercado negro.
— Tem ideia de quem está por trás disso?
— Tudo indica que a Gangue Vermelha.
— Mas isso é loucura! É um número absurdo, se quisessem ser discretos não sequestrariam tantas pessoas. – comentou Green.
— Exato, eles não estão sendo discretos, para falar a verdade, eu acho que eles chamar a atenção da polícia. – disse Scar.
— E qual seria o motivo? – indagou Green.
— Eu não sei, você é o policial não eu.
— Sabe onde as pessoas sequestradas estão?
— As que ainda não foram vendidas, devem estar em alguma base da Gangue Vermelha, mas a polícia invadir este local, seria como uma declaração de guerra. – respondeu Scar. – Bem, já disse tudo que sabia, agora você deve ir embora, eu tenho outros clientes. Até a próxima!
…
Red estava saindo da torre Prisma quando se esbarrou com Green.
— Olhe por onde anda!
— Meu amigo Green!
— Red? Droga.
— O que foi? Não está feliz em me ver? – indagou Red.
— Bem a maioria das vezes que te vejo acabo me metendo em alguma confusão. Ou vai se esquecer que quase fomos presos por “dar uma olhada” dentro de uma boutique fechada. Meu pai brigou comigo a noite toda.
— Você sabe que tenho olhos frágeis a luz do sol, queria dar uma olhada nos bonés. – contou Red.
— Você poderia ter feito isto ao dia quando a boutique estava aberta.
— Mas a mulher da entrada não queria me deixar entrar, por eu não ser “estiloso” suficiente.
— Está bem, mas agora eu tenho que ir. Estou trabalhando num caso de sequestros e tenho que relatar a meu pai tudo que descobrir.
— Caso de sequestros?
Green colocou a mão no rosto por estar decepcionado consigo mesmo.
— Droga, eu falei sem querer. – pensou ele.
Red continuava olhando para Green, esperando uma reposta.
— É um caso perigoso, então não se meta nele. Tenho que ir agora. – Green quase que correu para longe, para Red não segui-lo.
— Se não vai me contar, vou achar alguém que conte! – alertou Red, mas Green já não o ouvia mais.
Conheci o Green quando eramos bem pequenos. Assim como eu, ele nasceu em Pallet e seu avô era um pesquisador pokémon muito famoso. Pouco depois de me mudar, Green fez o mesmo, pois seu pai tinha arranjado um novo trabalho como policial chefe em Lumiose e assim nos reencontramos. Como eu, Green também quer ser um treinador muito forte e participar da Liga, mas o pai dele não deixou e o obrigou a seguir a carreira de policial.
Depois do encontro com Green, fui atrás de uma pessoa que poderia me ajudar a entender o que era este caso de sequestros. Fui até Juvia, a líder da Gangue Azul, ela tinha sido uma das primeiras pessoas que conheci em Lumiose e desde então ela sempre cuidava de mim e me ajudava.
Num beco das ruas de Lumiose estava Juvia vestindo um vestido azul e segurando um guarda-chuva como de costume.
— Mesmo com este sol que está fazendo, você continua usando este guarda-chuva. – comentou Red.
— Você não é o único que não gosta do sol. O guarda-chuva pode se tornar meu guarda-sol se eu quiser. – sorriu Juvia. – Já faz um tempo que não te vejo, estava até sentindo saudades, então quando você me ligou, fiquei feliz.
— Eu também estava com saudades, mas não foi por isso que te liguei.
— Eu já imaginava. Você é bem egoísta para procurar alguém sem querer algo. – riu Juvia.
— Eu não sou egoísta… Talvez só um pouco.
— O que quer, meu pequeno Red? – indagou Juvia.
— Eu queria saber se você já ouviu falar de um caso de sequestros que está acontecendo?
— Eu sou a líder de uma das maiores gangues de Lumiose, é obvio que eu já ouvi falar, mas não acho que seja algo que deva te contar.
— Por favor, Juvia!
— Está bem, mas você não poderá fazer nada a respeito. – suspirou Juvia. – Pelo que parece a Gangue Vermelha está sequestrando um enorme número de pessoas e pokémons para vendê-los em algum tipo de mercado negro.
Apesar de querer fazer algo para impedir isto, Juvia estava certa, Red não podia fazer nada.
— De qualquer forma, esqueça sobre isto e deixe a Gangue Vermelha de lado. A polícia vai fazer o trabalho dela e salvar as pessoas raptadas. – falou Juvia. – Eu tenho uma reunião e tenho que ir embora, você deveria ir para casa antes que escurecesse, afinal não é bom ficar andando nestes lugares sem luz.
…
Scar estava em seu covil, com Yellow ao seu lado arrumando alguns papéis de sua mesa, foi então que Juvia entrou.
— Estava te esperando, minha querida! – anunciou Scar.
— Temos que fazer algo contra a Gangue Vermelha. Não podemos deixar este tráfico de pessoas continuar acontecendo, alguns membros da Gangue Azul foram sequestrados também. – contou Juvia.
— Como sempre, direto ao ponto. – riu Scar. – Se quer discutir sobre a Gangue Vermelha do que acha se tivermos mais um convidado.
Um velho homem de cabelos grisalhos e olhos castanhos escuros, junto a uma garota que possuía lindos olhos vermelhos e cabelos da cor dos vinhos mais caros entraram no cômodo. O homem vestia um grande sobretudo negro e a garota vestia uma saia negra e um casaco preto que estava aberto revelando grande parte de seu corpo e seus seios estavam cobertos por faixas brancas.
— Olá Juvia! Parece que você está tendo problemas com a minha gangue.
— Judge! O que faz aqui? – indagou Juvia preocupada com o que ele poderia ter ouvido.
— Eu ouvir falar que está ocorrendo diversos casos de sequestros na cidade e parece que todos estão culpando a minha gangue por isto. Eu vim aqui dizer que a Gangue Vermelha não tem nada a ver com isto. – respondeu Judge calmamente.
— Sinto muito, meu velho amigo! Mas os meus relatos dizem que pessoas vestindo panos vermelhos estavam participando dos sequestros, além deles falarem fazer parte da Gangue Vermelha. – contou Scar.
— Não sei quem está fazendo isto, mas estão tentando incriminar a Gangue Vermelha. Afinal se eu estivesse mandando minha gangue fazer isto, vocês nunca saberiam. – disse Judge.
— Não seja presunçoso! Eu com certeza saberia, mas não estaria tão obvio. – falou Scar.
— Então confia em mim?
— Não confio em ninguém, mas sei que você está falando a verdade.
— E você Juvia, o que acha?
— Você tem um ponto em seu argumento. Mas se não é a Gangue Vermelha quem está por trás disso? – indagou ela.
— É isto que vamos descobrir. Tenho um informante que sabe onde esses Falsos Vermelhos podem estar. – contou Scar. – Yellow, venha aqui.
Yellow foi até seu mestre que contou algo em seu ouvido.
— Entendeu tudo?
Yellow assentiu.
— Muito bem, pode ir!
Yellow saiu do cômodo.
— Ela vai se encontrar com o informante pegar as informações que precisamos. Enquanto isto, aceitam chá?
…
O dia já estava acabando e Red resolveu voltar para casa. Mas em vez de seguir pelos caminhos iluminados, ele resolveu cortar caminho por uma das ruas sem luz.
— Estou cansado, o velho me fez entregar sucos até tarde. – pensou Red.
Foi então que ele ouviu um grito, ele saiu correndo atrás do som para ver o que estava acontecendo e viu Yellow, que usava um chapéu de palha que cobria todo seu cabelo, junto a uma Pikachu com uma flor na cabeça batalhando contra homens que usavam lenços vermelhos e estavam armados com facas, tentando sequestrar a garota.
— Chuchu use Thunder Shock!
A Pikachu lançou diversos raios de seu corpo em cima dos homens, mas então um Machoke apareceu na frente e recebeu os danos, logo depois ele deu um soco brilhante na Pikachu a jogando para longe de sua treinadora.
— Você vai vir conosco! – Um dos homens agarrou o braço da Yellow e começou a puxar. Ela resistia mas outros trés homens a seguraram e começaram a puxar.
— Pikachu use Volt Tackle!
Um Pikachu apareceu do nada e como se fosse um raio correndo acertou os homens e seu Machoke de surpresa os derrubando e libertando a garota. A Pikachu da garota correu até sua treinadora e a abraçou. O Pikachu de Red voltou para seu treinador e subiu em seu ombro.
Foi então que Red foi até Yellow e estendeu a sua mão, oferecendo ajuda para garota se levantar. Yellow segurou a mão do Red e levantou-se caindo em cima do torso do Red, onde ele a segurou com os braços.
— Te peguei, não se preocupe. – disse ele. – Mas agora temos que ir, logo esses caras vão se levantar.
Yellow assentiu. Red pegou a sua mão e começou a correr a levando junto.
— A propósito me chamo Red. Qual seu nome?
— Eu me chamo Yellow.
— Muito bem, Yellow, o que acha de vivermos uma pequena…
… Aventura.
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