Anthony Yamashida preparou uma armadilha. Jason e Robert caíram direitinho. Ambos entraram na sala lotada de seguranças armados.

— Surpreso em me ver, querido? Achou mesmo que aquele sequestro me amedrontaria antes do último jogo começar?

Um segurança colocou duas cadeiras para eles sentarem. Robert fechou os punhos e tentou avançar, mas foi contido.

— Acalme-se, senhor Robert. Não é mais um garoto para ser tão impulsivo assim.

— Como ficar normal quando vejo o assassino da minha esposa na minha frente?

— Assassino? Você tem como provar? Meus doadores vão alegar perseguição política a partir de uma narrativa enviesada da oposição para me descredibilizar com os eleitores. Mas não foi por você que ambos estão aqui.

Jason viu Baron calado e diferente do narcisista de antes.

— Meu interesse é no Jason e no que ele poderá me oferecer a fim de salvar o seu pai.

Yamashida mandou os capangas levarem Robert para um outro local. Isso deixou Jason furioso, mas se conteve já que havia uma arma apontada em sua cabeça.

— Eu descobri o plano do Baron sobre pegar o escudo. Ele quer o escudo, pois faz parte de uma relíquia do clã dele. Eu o quero totalmente destruído. Entendeu? D-E-S-T-R-U-Í-D-O.

Mas Yamashida nem fazia ideia de que Baron possuía um plano B. Um plano chamado Simon McQueen.

— Quero que liberte o meu pai.

— Não. Você vai lá e vai destruir o escudo.

— Como farei isso? O escudo vai estar público na praia e diante de milhões de pessoas assistindo.

O vilão já tinha um plano em mente.

...

Os organizadores dos jogos levaram o Escudo de Pallas até a areia da praia e demonstraram a todos que assistiam. O objeto ficou brilhando por causa dos raios solares. Lindo de se ver.

Bernardo bocejou.

Simon se mantinha concentrado.

Quase todos os competidores surgiram.


Luiza, Light e Rihanna procuravam por Jason e Robert em vários lugares dentro do parque olímpico. Logo uma preocupação tomou conta dos três.

— A gente tem que achá-los. O jogo vai começar. Ele pode perder por desistência — falou Luiza preocupadíssima.

Luiza usou Mienchao para procurar Jason e os outros.

— Olha lá — Light apontou para uma televisão na parede.

Jason surgiu na transmissão do programa de Peter Garcia. Ninguém entendeu o motivo do sumiço repentino dele.

— Como ele surgiu sem passar por essa parte do hotel? — indagou Light.

Rihanna queria tanto falar com pai e filho. O filho estava no jogo. O pai, ausente. Onde estava Robert Krueger?

— Melhor irmos para os nossos lugares — falou Light.

Luiza não se conformou. Talvez Robert estivesse sentado em algum canto.

...

O médico ficou atônito com a insistência de Marylan Flores em sair do hospital. Ainda não era alta. Precisava descansar mais. No entanto, a moça não queria estar lá.

— Senhorita Marylan!

— Rondy. Precisamos sair logo.

— Espere, senhorita Flores. Não ficou 100%. Precisa descansar mais.

— Doutor, tenho que ajudar os meus amigos. Eu vou piorar se ficar aqui.

A moça agradeceu o tratamento e foi embora com Rondy até o parque olimpico.

...

Fogos de artifício fizeram barulho logo cedo. O último jogo estava para começar. Yuri, Jasmine e Lokar surgiram e ficaram ao lado do escudo.

Peter entrevistou cada guia.

O tempo foi passando até que o último guia e anfitrião do último jogo chegasse.

— Ele chegou — Peter falava animado. — Nosso querido Proton! Falamos com ele mais cedo no salão nobre. Ele vem acompanhado do seu pokémon.

Proton caminhou até chegar no microfone e anunciar o último jogo. O pokémon ao seu lado era um peixe colorido chamado Bruxish.

Nome: Bruxish

Designação: Pokémon ranger dentes

Número: 779

Tipo: Água/ Psíquico

Sexo: Fêmea

Grupo de ovos: água 2

Peso: 20 kg

Altura: 1 metro

Razão de gênero: 50% masculino e feminino

Estado: Ataque


— Serei direto. Meu jogo será um battle royale!!

Não parecia ser algo inédito, pois os demais guias fizeram jogos em que os treinadores ou pokémons se enfrentassem.

— Mas não vai ser tão suave como dos meus colegas. Na verdade, pensei num jogo mais ortodoxo.

Proton pediu a seus ajudantes que levassem um quadro com um pano sobre. Ele retirou o pano e revelou o mapa de algo que lembrava um navio.

— Essa será a arena. No maior navio cargueiro do mundo chamado O Comodoro.

Todos viram o imenso navio perto da baía de Aqualaguna. O cargueiro tinha mais de 500 metros de comprimento e 80 de largura. O colosso não podia atracar perto da baía, era enorme!

— Uau. Nunca tinha visto um navio desse tamanho — falou Peter.

Proton voltou a falar sobre o jogo.

— Cada um vai para o navio e caçará uns aos outros. Vence aquele que derrotar todos os pokémons do oponente.

— Como assim "todos"? — perguntou um participante.

— Vocês estão livres para levar todos os seus pokémons disponíveis que trouxeram para cidade antes dos jogos.

Jasmine não acreditou na regra do jogo. O regulamento dizia que só podia usar pokémons aquáticos.

— É importante a estratégia e inteligência. Mas no final vence aquele que bater mais forte no oponente até ele desmaiar.

...

Por fim, Robert e Yamashida ficaram sozinhos no recinto.

— Relaxe um pouco. Se eu quisesse eliminá-lo, teria feito.

— Você é um covarde. É fácil manter essa pose enquanto estou amarrado nesta cadeira.

— As coisas não funcionam assim, Robert. Você é muito primitivo para entender que o nosso mundo é cruel. Miranda soube disso desde o momento que abandonou a vida em White para viver contigo lá naquela ilha de quinta. Ela soube desde o início que eu não toleraria o insulto de ser trocado por um empregado qualquer.

Robert tentou se soltar, mas a corda era forte.

— O que sai da sua boca é o mais puro esgoto. Por isso as suas filhas te odeiam.

Yamashida concordou com o rival. Fracassou como pai e marido. Porém, seu objetivo era ser um líder forte.

— As minhas duas mulheres me rejeitaram. Minhas duas filhas me rejeitaram. Mas não me importo. O meu objetivo é o poder.

— Virar governador...

— Um pouco mais acima disso. Virar o rei do mundo.


LOUCURA OU POSSIBILIDADE?!!